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CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT´ANNA                                             VOLTAR


APARECIDA
CAPITAL BRASILEIRA DA FÉ
Relato de uma Excursão Capixaba  

- Em 1980, a 04 de julho, o Santuário recebeu a visita ilustre do Papa João Paulo II. Na ocasião foi consagrada por ele a Nova Basílica.
- Em 1995, a 26 de julho, o Santuário celebrou os 250 anos (1745 a 1995) de existência e do culto à Nossa Senhora Aparecida.

HISTÓRIA DA CIDADE DE APARECIDA

A região do Alto Vale do Paraíba foi formada, em grande, parte por tropeiros que seguiam viagem para outros estados brasileiros. A produção do café teve destaque durante muitos anos, mas atualmente, a agropecuária e o comércio são as principais atividades da região.
Distante 160 Km da cidade de São Paulo, a cidade de Aparecida tornou-se conhecida devido a sua importância religiosa, e hoje é chamada de “Capital Mariana da Fé”. O nome da cidade foi dado em homenagem a Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil.
Desde que foi encontrada pelos pescadores Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso nas águas do Rio Paraíba, em meados de outubro de 1717, a Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida peregrinou pelas casas de diversas famílias, até ser colocada no altar da igreja construída no alto do “Morro dos Coqueiros”, em 1745, pelo Padre José Alves Villela. Naquele local ela permaneceu 237 anos, recebendo a homenagem e a gratidão dos brasileiros.
Nasce então, a cidade de Aparecida, em torno da Basílica do “Morro dos Coqueiros“. Como era crescente número de fiéis que visitava o local, fez-se necessário a construção de uma igreja maior, concluída em 1888, e conhecida atualmente como "Basílica Velha". Finalmente em 1928, a vila que se formou ao redor da capela foi emancipada de Guaratinguetá. Atualmente, Aparecida recebe cerca de 7 milhôes de romeiros por ano. Aparecida é o maior centro de peregrinação religiosa da América Latina.
Sua população é de 34.904 habitantes, segundo o Censo 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além dos templos religiosos, a cidade também reúne atrações como parque temático, aquário e museus.
Dentre os eventos locais, destacam-se a Festa de Nossa Senhora Aparecida, no dia 12 de outubro, que reúne mais 100 mil fiéis, e a Festa de São Benedito, que conta com a apresentação de diversos grupos folclóricos.



Seis décadas depois de criada a Vila de Guaratinguetá, um certo capitão José Correia Leite, adquiriu terras em Tetequeras, nas margens do Rio Paraíba do Sul, cerca,de três léguas abaixo de Pindamonhangaba. O Porto existente em sua fazenda, ficou então conhecido pelo nome de Porto José Correia Leite (atual Porto Itaguaçú).

Em dezembro de 1716, o rei D. João V, nomeou D. Pedro Miguel de Almeida Portugal e Vasconcelos, conhecido como Conde de Assumar, para governar como Capitão General a Capitania de São Paulo e Minas Gerais, que pouco depois seria desmembrada em duas, por sugestão dele mesmo. Foi homem importante, viria a ser mais tarde vice-rei da Índia. Embarcou no Rio de Janeiro para Angra dos Reis, Parati e Santos, daí galgou a Serra do Mar e foi a São Paulo, onde tomou posse em 04 de setembro de 1717. Pouco depois seguiu para Minas Gerais, pela chamada estrada real, hospedando-se com toda sua comitiva em Guaratinguetá de 17 a 30 de outubro, à espera de suas bagagens que deixara no porto de Parati.

A Câmara Municipal da Vila de Santo Antonio de Guaratinguetá viu-se em apuros para abastecer a mesa de tão ilustre visitante, por isso convocou os pescadores Domingos Garcia, Felipe Pedroso e João Alves, e os mesmos saíram em pescaria pelo Rio Paraíba. Desceram e subiram o rio várias vezes e nada conseguiram, chegando ao Porto "José Correia" o pescador João Alves arremessando sua rede às águas do Rio Paraíba sentiu que algo ali se prendera, puxou-a de volta ao barco e viu que se tratava de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, sem a cabeça. Arremessou novamente a rede e apanhou a cabeça da imagem. Os três pescadores sem nada entender continuaram a pescaria, quando para surpresa de todos os peixes surgiram em abundância para aqueles homens.

Segundo o relato daquelas humildes pessoas, foram tantos peixes logo conseguido, depois de “aparecida” a imagem, que a canoa ficou cheia. Até ameaçava afundar. Alegraram-se muito com o ocorrido e foram levar o pescado à Câmara Municipal de Santo Antonio de Guaratinguetá, mas primeiro passaram pela casa de Felipe Pedroso e deixaram a preciosa encomenda confiada aos ciudados de Silvana da Rocha, mãe de João, esposa de Domingos e irmã de Felipe. Puseram-na dentro de um baú, enrolada em panos, separada uma parte da outra.

A casa de Silvana foi o primeiro oratório que teve aquela imagem, e ficou com ela cerca de nove anos, até 1726, data provável de seu falecimento. O marido e o filho, Deus já os chamara antes. Assim tornou-se herdeiro da imagem seu irmão, Felipe Pedroso, o único sobrevivente da milagrosa pescaria. Sua casa foi o segundo oratório, por seis anos, perto da Ponte Sá (proximidade da atual Estação Ferroviária) e também o terceiro, por mais sete anos, na Ponte Alta, para onde se mudara. Em 1739, Felipe Pedroso mudou-se mais uma vez, já velho, para o Itaguaçú, e fez a entrega da imagem a seu filho Atanásio. Até então a imagem ficava dentro do baú, guardada, e só era tirada de lá nas horas da preces, quando era posta sobre uma mesa. Na casa de Atanásio Pedroso, que ficou sendo seu quarto oratório, ela passou a ter altar e oratório de madeira, feitos por ele. Chamava sempre parentes e amigos e com eles rezava o terço e entoava cânticos. O número de devotos começou a aumentar, alguns sentiram-se favorecidos por graças e até por milagres, que apregoavam. A fama da Santa Aparecida foi crescendo e a notícia dos prodígios chegou aos ouvidos do vigário da Paróquia, Padre José Alves, que mandou seu sacristão, João Potiguara, assistir as rezas e observar. Baseado nas informações desse, e tendo ouvido outras pessoas, resolveu o vigário construir uma capelinha ao lado da casa de Atanásio, que, nessas alturas, estava morando no Porto Itaguaçú, onde a imagem fora encontrada.

Consta que o vigário quis levar a imagem para Guaratinguetá, levou-a por duas ou três vezes, mas o povo ia às escondidas e a trazia de volta. Depois corria a notícia de que a imagem fugira de volta para o bairro Itaguaçú. Resolveu o padre José Alves Vilela, no ano de 1743, construir uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, a qual terminou sua construção dois anos depois, abrindo a visitação pública em 26 de julho de 1745 (dia consagrado a Santa Ana), dia em que foi celebrada a primeira missa.

Assim, 28 anos depois de “aparecida” a imagem nas águas do Rio Paraíba do Sul, ela teve sua capela, que iria durar 138 anos, até 1883.

Em 1894, chegou em Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da Virgem Maria para rezar com a Senhora ”Aparecida” das águas.

No dia 8 de setembro de 1904, D. José Camargo de Barros coroou solenemente a Imagem de Nossa Senhora Aparecida. Em 29 de abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor, passados vinte anos, no dia 17 de dezembro de 1928, a vila que se formou ao redor da Igreja no alto do Morro dos Coqueiros tornou-se Município, e em 1929, Nossa senhora foi proclamada Rainha do Brasil e sua Padroeira oficial, por determinação do Papa Pio XI.

Com o passar do tempo o aumento do número de romeiros foi aumentando e a Basílica tornou-se pequena. Foi então que os Missionários Redentoristas e os senhores Bispos iniciaram no dia 11 de novembro de 1955 a construção da atual Basílica Nova, o maior Santuário Mariano do Mundo. Em 1980, ainda em construção, recebeu o título de Basílica Menor pelo Papa João Paulo II. Em 1984, foi declarada oficialmente Basílica de Aparecida Santuário Nacional, pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

Desde de 1929 os Missionários Redentoristas pensavam em construir uma igreja maior, em uma área com mais espaço, longe do comércio e do barulho. Sendo assim, Dom Gaspar da Fonseca e Silva assumiu perante a imagem, o clero e o povo, o compromisso de construir um novo templo a Nossa Senhora Aparecida, más com seu falecimento 1943, Dom Carlos Carmelo de Vasconcellos Motta (primeiro Arcebispo de Aparecida) assumiu a tarefa e escolheu o lugar conhecido por Morro das Pitas, onde hoje se encontra a Catedral Basílica. Em 1949, o Projeto teve aprovação em Roma pela Comissão Pontifícia de Arte Sacra, e em 1955 as obras tiveram seu início.
O projeto foi elaborado pelo arquiteto Benedito Calixto de Jesus Neto e tem 173 metros de comprimento por 168 metros de largura, foram utilizados em sua obra mais de 25 milhões de tijolos e cerca de 40.000 m3 de concreto em uma área total construída de 23.000 m2, sendo a área construída coberta de 18.000 m2.
A Basílica Nacional de Aparecida tem capacidade de abrigar 75 mil pessoas, possui a forma de uma Cruz Grega e suas naves possuem uma altura de 40 metros, a cúpula mede 70 metros de altura com um diâmetro de 78 metros e sua torre mede 100 metros de altura. O Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida recebe atualmente cerca de 7 milhões de peregrinos por ano.

Desde de 1929 os Missionários Redentoristas pensavam em construir uma igreja maior, em uma área com mais espaço, longe do comércio e do barulho. Sendo assim, Dom Gaspar da Fonseca e Silva assumiu perante a imagem, o clero e o povo, o compromisso de construir um novo templo a Nossa Senhora Aparecida, más com seu falecimento 1943, Dom Carlos Carmelo de Vasconcellos Motta (primeiro Arcebispo de Aparecida) assumiu a tarefa e escolheu o lugar conhecido por Morro das Pitas, onde hoje se encontra a Catedral Basílica. Em 1949, o Projeto teve aprovação em Roma pela Comissão Pontifícia de Arte Sacra, e em 1955 as obras tiveram seu início.

O projeto foi elaborado pelo arquiteto Benedito Calixto de Jesus Neto e tem 173 metros de comprimento por 168 metros de largura, foram utilizados em sua obra mais de 25 milhões de tijolos e cerca de 40.000 m3 de concreto em uma área total construída de 23.000 m2, sendo a área construída coberta de 18.000 m2.

A Basílica Nacional de Aparecida tem capacidade de abrigar 75 mil pessoas, possui a forma de uma Cruz Grega e suas naves possuem uma altura de 40 metros, a cúpula mede 70 metros de altura com um diâmetro de 78 metros e sua torre mede 100 metros de altura. O Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida recebe atualmente cerca de 7 milhões de peregrinos por ano.

Fonte: Internet. Web Master: Wellington Silvaston e Pesquisa de Clério José Borges. Sociedade e Cultura – Grande Enciclopédia Larousse Cultural. São Paulo: Nova Cultural, 1995.



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