Livro ALVOR POÉTICO – Sonetos, Trovas, Haicai – Clério José Borges. Livro ‘‘ALVOR POÉTICO’’ – Sonetos, Trovas, Haicai – Editora João Scortecci, de São Paulo. Edição de 1996 Clério José Borges realizou o lançamento do seu livro ALVOR POÉTICO, com êxito no dia 31 de Maio de 1996, na sede da Secretaria de Cultura e Turismo da Serra, contendo Poesias e Trovas. Os convites com a reprodução da capa do livro foram ofertados pela Viação Praiana. Cada pessoa que adquiriu os livros recebeu uma camisa com uma poesia de Clério. A Camisa foi patrocinada por Massas Natália, Supermercado Biazutti e Vereadora Márcia Lamas. Foi oferecido um coquetel aos presentes. O músico Valtemar Ribeiro Azeredo, irmão de Valdemir apresentou e cantou músicas. Foram feitas filmagens em vídeo por Ricardo Falcão, Investigador da Polícia Civil e por Guilherme Piassarolo. Foram vendidos mais de 150 livros e várias pessoas estiveram presentes entre familiares (Ronaldo, Aluir e Josemar), sócios do CTC, políticos (Vereadora Márcia, Sargento Valter) e amigos: Escrivã Iracema(Sentada); Moacir Malacarne (Em pé mostrando o copo); Marisa; Cleusa; Marcos Barbosa; Valter (Em 2002 Vice Prefeito da Serra); Valdemir Azeredo; Tereza Vitória, falecida em Dezembro de 2002; Zenaide; Sandra Bunges e Sydney da Cooperativa dos Novos Poetas Ao lado de Clério Borges, sentado, o Poeta de Formiga, Minas Gerais, Paulo. Brasil. Livro ‘‘ALVOR POÉTICO’’ – Sonetos, Trovas, Haicai – Editora João Scortecci, de São Paulo. Edição de 1996 Clério José Borges realizou o lançamento do seu livro ALVOR POÉTICO, com êxito no dia 31 de Maio de 1996, na sede da Secretaria de Cultura e Turismo da Serra, contendo Poesias e Trovas. Os convites com a reprodução da capa do livro foram ofertados pela Viação Praiana. Cada pessoa que adquiriu os livros recebeu uma camisa com uma poesia de Clério. A Camisa foi patrocinada por Massas Natália, Supermercado Biazutti e Vereadora Márcia Lamas. Foi oferecido um coquetel aos presentes. O músico Valtemar Ribeiro Azeredo, irmão de Valdemir apresentou e cantou músicas. Foram feitas filmagens em vídeo por Ricardo Falcão, Investigador da Polícia Civil e por Guilherme Piassarolo. Foram vendidos mais de 150 livros e várias pessoas estiveram presentes entre familiares (Ronaldo, Aluir e Josemar), sócios do CTC, políticos (Vereadora Márcia, Sargento Valter) e amigos: Escrivã Iracema(Sentada); Moacir Malacarne (Em pé mostrando o copo); Marisa; Cleusa; Marcos Barbosa; Valter (Em 2002 Vice Prefeito da Serra); Valdemir Azeredo; Tereza Vitória, falecida em Dezembro de 2002; Zenaide; Sandra Bunges e Sydney da Cooperativa dos Novos Poetas Ao lado de Clério Borges, sentado, o Poeta de Formiga, Minas Gerais, Paulo. Bem Vindo a Home Page de Clério José Borges Livro ‘‘ALVOR POÉTICO’’ – Sonetos, Trovas, Haicai – Editora João Scortecci, de São Paulo. Edição de 1996 Clério José Borges realizou o lançamento do seu livro ALVOR POÉTICO, com êxito no dia 31 de Maio de 1996, na sede da Secretaria de Cultura e Turismo da Serra, contendo Poesias e Trovas. Os convites com a reprodução da capa do livro foram ofertados pela Viação Praiana. Cada pessoa que adquiriu os livros recebeu uma camisa com uma poesia de Clério. A Camisa foi patrocinada por Massas Natália, Supermercado Biazutti e Vereadora Márcia Lamas. Foi oferecido um coquetel aos presentes. O músico Valtemar Ribeiro Azeredo, irmão de Valdemir apresentou e cantou músicas. Foram feitas filmagens em vídeo por Ricardo Falcão, Investigador da Polícia Civil e por Guilherme Piassarolo. Foram vendidos mais de 150 livros e várias pessoas estiveram presentes entre familiares (Ronaldo, Aluir e Josemar), sócios do CTC, políticos (Vereadora Márcia, Sargento Valter) e amigos: Escrivã Iracema(Sentada); Moacir Malacarne (Em pé mostrando o copo); Marisa; Cleusa; Marcos Barbosa; Valter (Em 2002 Vice Prefeito da Serra); Valdemir Azeredo; Tereza Vitória, falecida em Dezembro de 2002; Zenaide; Sandra Bunges e Sydney da Cooperativa dos Novos Poetas Ao lado de Clério Borges, sentado, o Poeta de Formiga, Minas Gerais, Paulo. Bem Vindo a Home Page de Clério Borges!
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CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT´ANNA                                             VOLTAR
, Espírito Santo -  Brasil.   .

Foto do lançamento do livro Alvor Poético, ocorrida na Sede
da Secretaria de Cultura e Turismo da Serra, onde atualmente
se localiza o Museu da Serra.

Livro ‘‘ALVOR POÉTICO’’ – Sonetos, Trovas, Haicai – Editora João Scortecci, de São Paulo. Edição de 1996 Clério José Borges realizou o lançamento do seu livro ALVOR POÉTICO, com êxito no dia 31 de Maio de 1996, na sede da Secretaria de Cultura e Turismo da Serra, contendo Poesias e Trovas. Os convites com a reprodução da capa do livro foram ofertados pela Viação Praiana. Cada pessoa que adquiriu os livros recebeu uma camisa com uma poesia de Clério. A Camisa foi patrocinada por Massas Natália, Supermercado Biazutti e Vereadora Márcia Lamas. Foi oferecido um coquetel aos presentes. O músico Valtemar Ribeiro Azeredo, irmão de Valdemir apresentou e cantou músicas. Foram feitas filmagens em vídeo por Ricardo Falcão, Investigador da Polícia Civil e por Guilherme Piassarolo. Foram vendidos mais de 150 livros e várias pessoas estiveram presentes entre familiares (Ronaldo, Aluir e Josemar), sócios do CTC, políticos (Vereadora Márcia, Sargento Valter) e amigos: Escrivã Iracema(Sentada); Moacir Malacarne (Em pé mostrando o copo); Marisa; Cleusa; Marcos Barbosa; Valter (Em 2002 Vice Prefeito da Serra); Valdemir Azeredo; Tereza Vitória, falecida em Dezembro de 2002; Zenaide; Sandra Bunges e Sydney da Cooperativa dos Novos Poetas Ao lado de Clério Borges, sentado, o Poeta de Formiga, Minas Gerais, Paulo.

ALVOR POÉTICO

JOÃO

SCORTECCI

EDITORA

1996

Dados internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Sant’Anna, Clério José Borges de, 1950 –

                        Alvor poético / Clério José Borges de Sant’Anna;

[ prefácio Eno Teodoro Wanke ]. – São Paulo

                  Scortecci, 1996.

 

 

                  1. Poesia brasileira I . Título.

 

96-0668                                                                    CCD-869.975

Índice para catálogo sistemático:

 

 

1.       Poesia: Século 20 : Literatura brasileira

            869.915

2.       Século 20 : Literatura brasileira

869.915

 

 

 

SCORTECCI

EDITORA

 

Caixa Postal 11481 – São Paulo – SP – CEP 05422-970

Tels.: (011) 210 1179 / 210 6501 – Fax: (011) 815 6996

 

 

JS 2105 – Março de 1996 – 1ª edição

Copyright – Clério José Borges de Sant’Anna

Prefácio

SAUDAÇÃO A CLÉRIO

O lugar de Clério José Borges na história da literatura brasileira já está garantido, acredito. Ele é o grande animador de neotrovismo, aquele que, promovendo encontros trovistas, consegue reunir trovadores vindos não só dos mais distantes rincões do país, como até da Argentina, do Uruguai e de Portugal.

O que chamamos de neotrovismo aliás, ou seja, uma renovação do movimento trovista, acontecido na década de 1980, é conseqüência direta de seu dinamismo e capacidade de organização.

Ele não se detém perante obstáculos, por maiores que pareçam. E consegue, como já disse, a realização de encontros literários na área trovista que deixam profundos traços nos que comparecem, não só pelo aspecto – que não é de se desprezar – dos reencontros e das novas amizades nascidas ao influxo da convivência de tantas personalidades comungando do mesmo ideal, como do fato de ter aberto uma preciosa tribuna onde se discutem livremente os problemas do trovismo.

Ninguém sai indiferente dos encontros trovistas. Aqueles breves dias de convivência sempre deixam traços profundos nas pessoas – tanto que muitos retornam sempre, fascinados pela oportunidade.

Sou seu amigo e admirador desde o início. Compareci ao Primeiro Seminário Nacional da Trova, em 1980, realizado em Vila Velha, e depois não faltarei mais a esses eventos. Sou, fora o Clério, é claro, a única pessoa a comparecer a todos os quinze seminários realizados até agora.

Daí por que, obviamente, tenho um enorme prazer em saudá-lo no momento em que publica este seu livro Alvor Poético onde demonstrar que, além de suas qualidades de planejador e organizador de eventos no movimento trovista, é também um trovador, um haicaista, um poeta, um sonetista competente.

Quem está de parabéns não é só Clério, mas todos nós, os seus leitores e admiradores. Muito bem, Clério!

    Eno Teodoro Wanke

Presidente de Honra da FEBET - Federação Brasileira de Entidades Trovistas 

 

 

HOMENAGENS

           

A Zenaide Emília Thomes Borges, Clérigthon Thomes Borges, Cleberson José Thomes Borges e Lyra Borges de Sant’Anna (in memoriam).

            Aos amigos de sempre: José Borges Ribeiro Filho (Zequinha), Emanuel do Espírito Santo Barcellos e Zedânove Tavares Sucupira.

            Ao escritor Eno Teodoro Wanke, incentivador e líder cultural.

            Aos empresários Marcelo Brettas Della Sávia e Antônio José Lobato Carvalho de Araújo, da Viação Praiana Ltda.

            Ao empresário José Carlos Mendes Pires, da firma VITECH – Vitória Tecnologia S/A.

            Aos colegas, Delegado Gercino Cláudio Soares e investigador Marcos Barbosa.

            A Katiúscia Patrocínio, o sonho real.

 

Fazer Trovas*

                       

                        Fazer trovas é andar em busca de ouro,

                        achar riquezas, ter desenvoltura,

                        criar palavras, qual rico tesouro,

                        expressar sentimentos e ternura.

 

                        Fazer trovas é encanto sem desdouro,

                        vislumbrando os afetos e a ventura.

                        É desejar a fama, belo louro,

                        criar muita poesia e dar candura.

 

                        Juntando textos até ali dispersos,

                        nasce o milagre, o ápice do sonho,

                        emoldurando o quadro de seus versos.

 

                        Ao trovar, na volúpia da emoção,

                        as quimeras, o amor – triste ou risonho –

                        o trovador perfuma o coração!

 

* Este soneto foi escolhido pelo escritor Eno Teodoro Wanke para integrar o livro Os Mais Belos Sonetos sobre a Trova.

                       

 

 

Fogo da Paixão*

 

                        Meu coração é um celeiro de ternura,

                        Fraternal campo de pouso de amizade.

                        Coração sem ódio, rancor e amargura

                        A esbanjar paz, amor e felicidade.

 

                                   Meu peito vibra ante a sensação

                                   Do prazer carnal, do “gemer sem sentir dor”.

                                   Peito onde bate um terno coração

                                   Em angústia, num constante amargor.

                       

                        Busco a verdade, compilando na emoção

                        O valor das coisas simples e terrenas.

                        No amor, acabo passando procuração

                        Para o prazer nas coisas mais amenas.

 

                                   Sou simples, porém, grande guerreiro

                                   Na luta pela verdade e pela razão.

                                   Sou combativo, sou autêntico pioneiro,

                                   Dono do mágico fogo da paixão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Este poema, foi selecionado pela Litteris Editora do Rio de Janeiro para integrar o livro Escritores e Escritoras do Século 21 (antologia literária), 1994.

 

8

 

 

 

 

 

Natal

 

                        JESUS MENINO, Coração de Mundo,

                        encanta a terra de grande alegria.

                        O redentor de florescer fecundo

                        foi a esperança de um sublime dia.

 

                                   Natal, Jesus nascendo, e, bem no fundo,

                                   deixando felizes José e Maria.

                                   Pastores, num momento tão profundo,

                                   se alegraram naquele mesmo dia.

 

                        Natal, festa de toda a Cristandade,

                        um momento de PAZ pra humanidade,

                        um encontro de amor, fé e harmonia.

 

                                   E onde se espera que a fraternidade

                                   suplante a fome, o mal, a iniquidade,

                                   as guerras, a dor, o comércio, a hipocrisia.

 

                        Sendo a esperança de uma nova vida,

                        inunda os lares da PAZ tão querida

                        JESUS MENINO, Coração do Mundo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

9

 

 

 

 

 

                        Poder*

 

                        O asfalto pulsou

                        um latente sangue escarlate,

                        numa tarde quente de um sol de verão.

           

                                   O coração pulsou

                                   em inebriante paixão,

                                   num momento lascivo

                                   de um sol de verão.

 

                        O mar pulsou em

                        Ondas vorazes na praia,

                        Num ímpeto arrojado

                        De um sol de verão.

 

                                   O povo pulsou

                                   Nas ruas da democracia,

                                   Num instante de liberdade

                                   De um sol de verão.

 

                        A paz pulsou

                        nos seres imaculados,

                        em minutos de êxtase

                        de um sol de verão.

 

                                   O poder pulsou

                                   num clima libertário anárquico

                                   em tempos quiméricos

                                   de um sol de verão.

 

                        A criança pulsou

                        na felicidade de um lar,

                        em dias agradáveis

                        de um sol de verão.

 

 

 

* Esta poesia foi premiada com a Medalha de Bronze, no VIII Concurso Nacional de Poesias da Revista Brasília, em 1987, concorrendo entre mais de dez mil trabalhos.

10

                       

 

 

 

 

Sensação

                       

                        O dia

                        quente

                        embriaga o meu ser,

                        em eterna

                        sensação letárgica.

 

                                   Busco palavras,

                                   desnudo meus sentimentos

                                   na oficina da vida

                                   do amor e da paixão.

 

                        E a quente

                        sensação

                        do frio, afogado

                        de vez

                        o calor infernal.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                     

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

11

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                       

 

 

 

 

OLHAR

 

                        Devora a lágrima

                        concebida da paixão.

                        Não estanquei

                        o sangue do coração ferido,

                        mas continuei vivendo,

                        ser indivisível,

                        pela mágica do seu olhar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

12

 

 

 

 

 

                        Ecos de esperança

               

                Com desvelos,

                        construí meu mundo

                        de sonhos com ecos de esperanças,

                        e minha alma, renovada

                        na estrada da bonança,

                        em rubras tintas de arrebol,

                        atapetada de flores,

                        descobriu, ansiosa,

                        que a vida pode ser

                        um esterno sonho

                        de felicidade,

                        se eu puder ter

                        sua amizade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

13

 

 

 

 

 

                        Medo

       

                            Diamantes lapidados.

                                   Duas chamas que renascem.

 

                        Sol em teus cabelos

                        em luz cintilante.

 

                                   Rosto fulgurante,

                                   uma nova esperança.

 

                        Escondi-me em caracol,

                        ofuscando a emoção.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

14

 

 

 

 

 

                        Prazer

 

                Volúpia febril

                        que me faz prisioneiro.

                        Boca de mel afrodisíaca.

                        Chama no seu carpo desnudo.

                        Mistério do seu ser

                        em que me afundo

                        no prazer do amor.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

15

 

 

 

 

 

                        Mutante

 

                Amante beijo,

                        alma absorta,

                        beleza áspera.

                        Solto versos ao vento.

                        Versos piegas,

                        palpitando de tédio

                        volátil,

                        mas perene.

                        Desvairados sonhos

                        e a lógica conclusão:

                        Em berços alheios

                        fico rubro e enfatizo

                        que sou cápsula flutuante,

                        um estéreo mutante.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

16

 

 

 

 

 

                        Refúgio

 

                Em êxtase,

num idílio de amor,

desfruto de momentos felizes.

 

                                   Em sonhos,

sinto logo a dor

                                    em matizes de aromas e crises.

 

Em sublimidade

nas floradas manhã de calor

teu amor me deixa cicatrizes.

 

                                   Em teus braços,

                                   Meus refúgio, meu labor,

                                   Afastando momentos infelizes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

17

 

 

 

 

 

                        BUSCA

 

                        Eram eternas as horas

                        de um passeio

                        pela fértil imaginação.

 

                                   Eram intensos os arroubos

                                   conscientes

                                   de um jovem coração

 

                        Eram ferozes os percalços,

                        numa angústia

                        louca de grande paixão.

 

                                   Eram quimeras inauditas,

                                   sonhos inesquecíveis

                                   numa busca de razão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

18

 

 

 

 

 

                        Ilusão

 

                        Pensei amar-te

                        com toda a força

                        do meu coração...

 

                                   Mas eram arroubos

                                   Ilusórios...

 

                        Momentos falsos...

                        Ação sem a

                        razão.

           

                                   Todo ser busca

                                   a perfeição interior.

 

                        Mas eu busco

                        sinceridade,

                        sem ilusão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

19

 

 

 

 

 

                        Semblante

 

                Robustez da máscara.

                        Lábios doces.

                        Cabelos como seda fina,

                        olhos reluzentes de

                        sinceridade.

 

                                   No sonho, modulado em canto,

                                   sinto a dor do espírito

                                   que outrora sorria.

 

                        Espectro incerto.

                        Um hábito de inverno

                        na escuridão da vida.

                        A solidão,

                        alma entristecida.

                        Uma lágrima

                        que rola

                        tão sentida e

                        tão tristonha.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

20

 

 

 

 

 

                        Hipurgia

           

                        Superfície de gelo,

                        rosto ancorado no riso.

                        Gente em cambalhotas e

geladas emoções.

Um ácido sulfúrico,

a burguesia,

esnobando a fome

que a pobreza asfixia.

Se morrer a poesia,

morre a esperança.

Razão porque atravesso

as estrelas

e transpasso sóis.

Minha poesia é

pacto de palavras

gravitando.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

21

   

                       

           

 

 

                        Sem prazer

 

                        Fogo-fátuo

                        em eclipse de sonhos.

                        Pescar palavras

                        para relatar

                        em metamorfoses

                        a fornalha dos sentidos.

 

                                   Corda que ata e desata

                                   numa sinfonia

                                   de intensa magia.

 

                        É um instante de amor,

                        palpitando no embalo

                        em completa essência

da gostosa sensação

de prazer.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

22

 

 

 

 

 

                        Epigrama I

 

Arrasto minhas

metades nas ruas.

Encontro muitas

outras metades.

São gramíneas

em busca da verdade,

da alegria,

para ser a luz

ou a magia

do florido jardim

da vida.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

23

 

 

 

 

 

                       

 

Epigrama II

 

                Flash.

                        Epiderme reluzente.

                        Nudez com pérgulas

                        de prazer.

Poço engolindo,

em simbiose perfeita.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

24

 

 

 

 

 

                        Sonhos

 

                        Sonhos que dilaceram

                        o meu viver.

                        Sonhos que me levam

                        a uma nova dimensão.

                        A constância e incontância

                        de um amor.

A frustração.

A angústia.

Ser amargurado

e sofredor.

Uma desesperança desmedida...

E a realidade maior

de que as quimeras

acabam

na madrugada...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

25

 

 

 

 

 

                        Criança

 

                        Pensei voltar a ser criança:

                                   brincar, brincar, brincar...

 

                        Pensei sujar-me na lama,

                        brincar, brincar, brincar...

 

            Pensei correr nas ruas,

            brincar, brincar, brincar...

 

Pensei jogar bola,

brincar, brincar, brincar...

 

                                   Pensei matar a fome,

                                   brincar, brincar, brincar...

 

                        Pensei fazer poesias,

                        brincar, brincar, brincar...

           

                                   Pensei brincar de brincar,

                                   brincar, brincar, brincar...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aribiri, Vila Velha, ES, março de 1964

 

 

26

 

 

 

 

 

                        Haicais guilherminos

 

                        Ecos da cidade;

                        um grito latente, aflito,

                fim da impunidade.

 

                                   ***

           

                                   Pobre coração:

                                   paixão com muita emoção,

                                   vencendo a razão.

 

                                   ***

 

                        Utópico amor;

                        lutar para não chorar

                        vivendo na dor.

 

                                   ***

 

                                   Morte de arrebol,

                                   a tarde vem, sem alarde,

                                   morre a luz do sol.

 

                                   ***

 

                        Cantiga dolente,

                        linguagem com bela imagem,

                        prazerosamente.

                       

                                   ***

 

                                   Gaivota bandida;

                                   canção triste – poluição

                                   pássaro sem vida.

 

                                   ***

 

                Manto de plumagens;

                        as aves, de asas suaves

                 deslizando imagens.                                                                                27

                                   ***

 

                                   Terra germinando

                                   beleza na natureza.

-         todos preservando.

 

***

 

                        Meninos de rua

                        crescendo, também morrendo.

- Não há sol nem lua.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

28

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                        Tanka *

 

                        Porcelana rara,

                        envolvente, tão presente,

                        fórmula tão cara,

                        estrela bela e cadente,

                        essência no alvor da vida.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

* Tanka: tipo de poesia de origem japonesa com cinco versos.

 

29

 

 

 

 

 

 

 

                        O trovador

 

                        O bom Trovador é aquele que nasce

                        com brilhante e tão doce inspiração,

                        cultuando a palavra e, com emoção,

                        mostrando seu canto com garra e classe.

 

                                   Trovador que ama a Trova com prazer

                                   e ao seu colega chama “Meu Irmão”,

                                   não vive de intrigas no coração,

                                   respeitando todos pelo saber.

                                  

                        E assim o Trovador que tem muita honra,

                        na vida não vive só de ilusão.

                        Mostra versos de paz, luz e razão,

                        e jamais aos irmãos causa desonra.

 

                                   E o trovador é sempre respeitando

                                   quando se inspira em forte paixão

                                   ou em doce e dolente bela canção

                                   e assim, por suas Trovas é sempre amado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

30

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Trovas

 

TROVA – Composição poética de quatro versos de sete sílabas poéticas cada, com rima e sentido completo.

NEOTROVISNO – Nova fase do movimento trovista no Brasil de divulgação da Trova e dos Trovadores.

 

                        Um poeta bom e sério

                        pela trova vai lutando:

                        o nosso querido Clério

                        pelo Brasil vai trovando!

 

                                   Isaías Moreira Cavalcante (Bahia)

Trovas para Clério José Borges

                                  

Eu cumprimento na pessoa

de Clério Borges (o cantor

da promissora Carapina)

o capixaba trovador.

 

                                               Antônio Urbano Ferreira (RJ)

                                  

Encheu o Olimpo os alforges

De inspiração – Musa e Graça! –

E o mandou a CLÉRIO BORGES,

Que, na Serra, a Trova abraça.

 

            Varlo Olo de Oliveira (RJ)

 

Clério José Borges Sant’Anna,

Nome invulgar no Brasil...

Da trova seu nome emana,

Bravo, orgulho e viril!

 

                                               F. C. Rocha (RJ)

 

                                   Clério Borges, meu amigo,

                                   Presidente e professor,

                                   Atente para o que digo:

-         A Trova é canto de amor.

 

Felisbelo da Silva (Ceará)

                                  

É Trovador de verdade

Clério Borges de Sant’Anna.

É mulo da Fraternidade,

leal, sincero, bacana.

 

            Tem uma grande mulher:

            Zenaide. Ela sempre quer

            Clério em Trova Nacional

            Um amigo bem legal.

 

32

 

 

 

 

Dois inteligentes filhos,

mais velho com o pai parece

e o loiro com mãe. São brilhos

que ao casal enternece.

 

            É um casal bem feliz:

            Clério e Dona Zenaide

            têm, sim, na vida o que quis:

            Amor e Fraternidade.

 

                                   Raimundo Araújo*

 

 

           

                                                                                 

                                  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

·         Advogado, Procurador da Prefeitura Municipal de Nilópolis, RJ. Jornalista com a coluna “Letras, Idéias e Fatos”, no jornal A Voz dos Municípios, Escritor, Poeta e Trovador.

 

33

                        Trovas de Clério Borges

 

                        Que mimo: estás ao meu lado,

                                   tão próxima e tão fagueira,

                                   enquanto eu, embaraçado,

                                   fico mudo a noite inteira.

                                                           ***

                                   Cariacica se revela

                                   cidade de encantos mil.

                                   Tem esplendor de aquarela

                                   e um povo culto e gentil.

                                                           ***

                                   Vila Velha, minha terra,

                                   orgulho de nossa história...

                                   Um relicário que encerra

                                   momentos de amor e glória.

                                                           ***

                                   São luzes decerto, os sonhos,

                                   cheios de graça infinita,

                                   a iluminar-nos risonhos,

                                   na escuridão da desdita.

                                                           ***

                                   O orvalho da madrugada

                                   espalhou-se pela serra,

                                   e a semente, então regada,

                                   revigorou toda a terra.

                                                           ***

                                   Barcos do meu velho mar,

                                   deslizem bem de mansinho,

                                   pois quero meu bem amar

                                   suavemente e com carinho.

                                                           ***

                                   Lua tímida no céu

                                   sentiu saudades do sol

                                   e rasgou da noite arrebol.

                                                           ***

                                   Menina, se o teu rostinho

                                   fosse envolto em róseo anelo

                                   e enfeitado com carinho

                                   não ficaria mais belo.

                                                           ***

                                   Uma ação comunitária

                                   bem feita, com muito amor,

                                   traz a uma alma solitária

                                   A certeza de uma valor.

                                                           ***                                                                              34

                                   Cantem trovas, trovadores,

                                   pois a Trova tem valor.

                                   A Trova faz de escritores

                                   deuses e poetas do amor.

                                                           ***

                                   Na primavera da vida

                                   colhi flores encantadas,

                                   porém, tu foste, querida,

                                   uma das mais perfumadas.

                                                           ***

                                   É verdadeira alegria

                                   ver o Flamengo vencer,

                                   e até sou capaz de, um dia,

                                   dessa alegria morrer!

                                                           ***

                                   Nesta vida quero amor,

                                   saúde e felicidade.

                                   Quero a PAZ, quero o calor

                                   de sua bela amizade.

                                                           ***

                                   Vila Velha, seu encanto

                                   está na simplicidade.

                                   É Vila com acalanto

                                   de grande e nobre cidade.

                                                           ***

                                   Preso ao madeiro da dor

                                   e na chama da paixão,

                                   busquei o conforto, amor,

                                   do seu forte coração.

                                                           ***

                                   Tive nas mãos a fartura

                                   dos seus mais gostosos beijos.

                                   E nosso amor, com ternura,

                                   floriu de grandes desejos.

                                                           ***

                                   Posso dizer-te, Vitória,

                                   num momento de emoção,

                                   que esta terra meritória

                                   aquece meu coração.

                                                           ***

                                   Vagou no seio da noite

                                   a bela estrela cadente,

                                   e seu amor, com açoite,

                                   tornou-me fraco, impotente.

                                                           ***

                                  

35

 

O pássaro então cantou

                                   a mais bela melodia,

                                   e a floresta se alegrou,

                                   numa plangente harmonia.

                                                           ***

                                   Em quatro versos somente

                                   procurar a TROVA exaltar

                                   e mostra como és fluente

                                   na bela arte de trovar.

                                                           ***

                                   Num mundo de tantas guerras,

                                   e PAZ devemos pregar,

                                   pois até mesmo entre as feras

                                   se pratica o verbo amar.

                                                           ***

                                   Carteiro és meu amigão.

                                   Leva a carta direitinho.

                                   Trabalha e ganha teu pão,

                                   entregando-a com carinho.

                                                           ***

                                   Vila Velha, minha terra,

                                   obra prima de valor.

                                   É bela musa que encerra

                                   grandes quimeras de amor.

                                                           ***

                                   É reunindo os trovadores

                                   numa festa popular

                                   que o CTC, com louvores,

                                   procura a PAZ semear.

                                                           ***

                                   Nesta casa tão singela

                                   onde mora um Trovador

                                   é a mulher que manda nela,

                                   porém nos dois manda o amor.

                                                           ***

                                   Na madrugada orvalhada,

                                   quando surge um novo dia,

                                   vejo Cristo na florada

                                   deste ano que se inicia...

                                                           ***

                                   Meus votos, neste Natal,

                                   são de PAZ e muitas glórias,

                                   e que você seja o tal

                                   e tenha muitas vitórias.

                                                           ***

36

                                   Para a ponte terminar,

                                   recursos conseguirei,

                                   pois vou logo leiloar

                                   o bigode do Sarney.

                                                           ***

                                   Brasília, bela cidade,

                                   de um povo culto e gentil.

                                   Terra da fraternidade,

                                   capital do meu Brasil.

                                                           ***

                                   A latinidade é um sonho

                                   repleto de potestade,

                                   que me faz viver risonho

                                   nas asas da liberdade.

                                                           ***

                                   Os laços de uma amizade

                                   imorredoura e tão quente,

                                   só se rompem, em verdade,

                                   se a morte estiver presente,

                                                           ***

                                   O canto de um trovador,

                                   quanto feito em harmonia,

                                   transmite PAZ, muito amor

                                   e sensação de alegria.

                                                           ***

                                   Ano Novo: belos sonhos,

                                   promessas de PAZ sem fim.

                                   Belos momentos risonhos,

                                   doces quimeras, enfim.

                                                           ***

                                   O belo luar prateado

                                   e as estrelas cintilantes

                                   formam conjunto encantado

                                   na folia dos amantes.

                                                           ***

                                   Sonhei ter um grande amor

                                   na minha vida sofrida,

                                   mas sou peça sem valor

                                   nas engrenagens da vida.

                                                           ***

                                   O capixaba fluente

                                   logo perdeu toda a graça

                                   quando Rodolfo, bem “quente”,

                                   demonstrou a sua raça.

                                                           ***

                                  

37

Do Brasil, pátria que eu amo,

                                   terra do nume e da glória,

                                   o Espírito Santo é um ramo,

                                   e a flor mimosa é Vitória!...

                                                           ***

                                   O perfil de um grande amor

                                   vi nos seus olhos, querida...

                                   Receba, pois, uma flor

                                   e a mim dedique sua vida.

                                                           ***

                                   É verdade, está na história:

-         Assim que chega o verão,

não há brotinho em Vitória

que não fique com tesão.

                       ***

Petrópolis altaneira,

doce encanto de cidade.

Eu, com alma forasteira,

ao partir, levo saudades!...

                       ***

Vila Velha, agradecida

com tantos nobres cultores,

não quer ser nunca esquecida

pelos Irmãos Trovadores.

                       ***

Dou-vos parabéns por serdes

tão bela e de fino trato,

vossos belos olhos verdes

iluminarão meu quarto.

                       ***

Receba, na flor dos anos,

ensinamentos, querida.

Não deixe que os desenganos

te prejudiquem na vida.

                       ***

PAZ e a beleza do amor,

um sonho eterno, sem fim...

Neste Natal do Senhor,

meus votos receba assim.

                       ***

Mar, sonhos de uma canção,

momentos que são saudades,

ternura no coração,

banhos de felicidade.

                       ***

 

38

Capixaba preguiçoso

eu juro que não nasceu  

                                   Se nasceu por ser teimoso

                                   eu juro que já morreu.

                                                           ***

                                   SERRA, todos seus encantos,

                                   só mostram se esplendor.

                                   Em prosa, versos e cantos,

                                   o seu povo é vencedor.

                                                           ***

                                   Instruir o analfabeto

                                   é luta bem necessária,

                                   a se fazer com afeto

                                   numa Ação Comunitária.

                                                           ***

                                   Estadista de valor,

                                   mártir da democracia,

                                   foi Tancredo, com amor,

                                   esperança em poesia.

                                                           ***

                                   Não jogue lixo no chão,

                                   preservando este local.

                                   Você tem educação

                                   e é um cara muito legal.

                                                           ***

                                   Entre flores, doces encanto,

                                   com carinho e muito amor,

                                   o nosso Espirito Santo

                                   te recebe, trovador!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

39

O Neotrovismo

 

                        Em homenagem aos amigos:

                        Prof. Clério José Borges de Sant’Anna

                        e Dr. Eno Teodoro Wanke

 

Em comemoração pelos dez anos

do nosso movimento neotrovista

eu, sendo um Trovador dos veteranos,

rendo homenagens como Sonetista...

 

Aprecio demais os grandes planos

do poeta Clério Borges, grande artista!

...Seminários... Esforços sobre-humanos:

é o neotrovismo, autêntica conquista!...

 

Mas há outro, também merecedor

desta homenagem: grande Trovador

e Poeta, nosso amigo Eno T. Wanke.

 

Fundador, Presidente da FEBET,

muito já fez e ainda mais promete

pro neotrovismo em cima de um palanque!

 

Rio, 1990

 

            José Miranda Jordão*

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

* Nascido em Pati do Alferes, RJ, em 25 de novembro de 1908 e falecido em novembro de 1993.

 

40

NOTAS LITERÁRIAS

 

            Livro: O Trovismo Capixaba, 1989. Documentário. Clério José Borges. N.º págs.: 79. Capa: Tunis. Ilustração: Licurgo. Editora: Codpoe. Endereço do autor: Clube dos Trovadores Capixabas, Rua dos Pombos, n.º 2, Eurico Sales, Carapina, Serra, ES, CEP.: 29.160-280.

            O Trovador Capixaba é o berço do neotrovismo brasileiro, visto dos quatro cantos deste país.

            Neste documentário, Clério mostra todos os passos do movimento trovista até a performance, que hoje o trovismo conquistou.

            Nas páginas finais é apresentado ao leitor os sócios da CTC e uma pequena bibliografia de ambos, mostrando que, com o trabalho, pesquisa e dedicação, todos os objetivos do movimento se tornam férteis.

 

                                                                                  Ari Lins Pedrosa

Jornal de Alagoas

1º/09/91

 

            “Parabéns pelo amor que dedica às letras, especialmente à trova. Seu trabalho em favor da trova destaca-se no cenário da atual Literatura Brasileira”.

Maria José de Oliveira Nascimento

Paulista, PE,

22/12/87

 

            A Austrália, prezado Clério,

            É um mundo rico e feliz.

            Muito belo e sem mistério

            Cheio de animais gentis...

                        Eno Teodoro Wanke

                        Cartão Postal da Austrália

 

 

            Homenagem a Clério José Borges:

            Capixaba trovador,

            Vieste encantar Olinda?

            Ou trazer o teu calor,

            Que a nós, carecia, ainda?

                        Hernando França de Vasconcellos

 

 

            Ao Clério, digo vitória,

Vitória do Seminário.

Vitória fica na história,

Sendo da Trova o sacrário.

            Martha Frasson

            Rio Grande do Sul

 

41

BIOGRAFIA

 

            Clério José Borges nasceu em quinze de setembro de 1950, em Vila Velha, ES. Formou-se Técnico de Contabilidade, é Escrivão de Policia Civil. Fundou e foi o primeiro presidente da Academia de Letras e Artes da Serra, na cidade de mesmo nome, no Estado do Espirito Santo. É também fundador e presidente do CTC -        Clube dos Trovadores Capixabas e membro do Clube Baiano da Trova, além de pertencer a diversas instituições literárias do Brasil e Exterior. Destacado ativista dos maios literários e trovistas, foi, inclusive, fundador da FEBET. Detém diversas honrarias, entre elas a designação de Cavaleiro, concedida por sua Majestade Pascal I, III do Bósforo. É membro da Real Ordem do Mérito de São Bartolomeu, concedida por Sua Majestade Theodore I. R. da Bithynia e Lydua, Duke e Umbros; Cavaleiro e Comendador da Ordem dos Cantadores da OPLC; e Comendador Honorário da Ordem Ka-Huna do Poder Metal. Já obteve inúmeras premiações em concursos de poesia. Palestrador emérito sobre trovismo, já atuou em quase todo o território nacional. Escreve contos infantis, que já foram publicados no jornal A Gazetinha. É acadêmico imortal da Academia Metropolitana de Letras de Petrópolis, RJ, e da Academia de Letras Humberto de Campos de Vila Velha, ES. Como jornalista, já trabalhou nos jornais A Tribuna e O Diário, de Vitória, ES. Também é professor. Foi conselheiro titular do Conselho Estadual de Cultura do Espírito Santo de 1989 a 1992. Editou o jornal alternativo Beija-Flor e o Jornal dos Trovadores, de Vitória, ES. Organiza os Seminários Nacionais da Trova, realizados anualmente em julho, no Espirito Santo. Foi secretário e vice-presidente do Conselho Estadual de Cultura – CEC-ES. Pertence à Câmara de Literatura do CEC-ES. Fundou em 1986, com Zedânove Tavares e Emanuel Barcellos, o Jornal de Vila Velha.

OBRAS EM POESIA: O Vampiro Lobisomem de Jacaraipe, 1983;O Melhor dos Melhores, 1987; O Trovismo Capixaba, 1989. Participou das antologias: Trovadores Brasileiros da Atualidade, 1985; Trovadores, 1986/87; Mil Trovas de Amor Saudade, 1984; Trovas da Constituinte,1987; Brasil Trovador, 1987; Trovas  sobre o Mar, 1988; Anais do Primeiro Encontro Nacional de Trovadores de Petrópolis, 1989; Escritores e Escritoras do Século XXI, 1994.

APRECIAÇÃO: Reis de Souza ressalta a clareza de texto, em CJB.

Rodolfo Coelho Cavalcante saudou-o como cordelista de valor.    



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