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catálogo sistemático:
1. Poesia: Século 20 : Literatura brasileira
869.915
2. Século 20 : Literatura brasileira
869.915
SCORTECCI
EDITORA
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Tels.: (011) 210 1179 / 210 6501 – Fax: (011) 815 6996
JS 2105 – Março de 1996 – 1ª edição
Copyright – Clério José Borges de Sant’Anna
Prefácio
SAUDAÇÃO A CLÉRIO
O lugar de Clério José Borges na
história da literatura brasileira já está garantido, acredito. Ele é o grande
animador de neotrovismo, aquele que, promovendo encontros trovistas, consegue
reunir trovadores vindos não só dos mais distantes rincões do país, como até da
Argentina, do Uruguai e de Portugal.
O que chamamos de neotrovismo
aliás, ou seja, uma renovação do movimento trovista, acontecido na década de
1980, é conseqüência direta de seu dinamismo e capacidade de organização.
Ele não se detém perante
obstáculos, por maiores que pareçam. E consegue, como já disse, a realização de
encontros literários na área trovista que deixam profundos traços nos que
comparecem, não só pelo aspecto – que não é de se desprezar – dos reencontros e
das novas amizades nascidas ao influxo da convivência de tantas personalidades
comungando do mesmo ideal, como do fato de ter aberto uma preciosa tribuna onde
se discutem livremente os problemas do trovismo.
Ninguém sai indiferente dos
encontros trovistas. Aqueles breves dias de convivência sempre deixam traços
profundos nas pessoas – tanto que muitos retornam sempre, fascinados pela
oportunidade.
Sou seu amigo e admirador desde o
início. Compareci ao Primeiro Seminário Nacional da Trova, em 1980, realizado
em Vila Velha, e depois não faltarei mais a esses eventos. Sou, fora o Clério,
é claro, a única pessoa a comparecer a todos os quinze seminários realizados
até agora.
Daí por que, obviamente, tenho um
enorme prazer em saudá-lo no momento em que publica este seu livro Alvor Poético onde demonstrar que, além
de suas qualidades de planejador e organizador de eventos no movimento
trovista, é também um trovador, um haicaista, um poeta, um sonetista
competente.
Quem está de parabéns não é só
Clério, mas todos nós, os seus leitores e admiradores. Muito bem, Clério!
Eno Teodoro Wanke
Presidente de Honra da FEBET - Federação Brasileira de Entidades Trovistas
HOMENAGENS
A Zenaide
Emília Thomes Borges, Clérigthon Thomes Borges, Cleberson José Thomes Borges e
Lyra Borges de Sant’Anna (in memoriam).
Aos
amigos de sempre: José Borges Ribeiro Filho (Zequinha), Emanuel do Espírito
Santo Barcellos e Zedânove Tavares Sucupira.
Ao
escritor Eno Teodoro Wanke, incentivador e líder cultural.
Aos
empresários Marcelo Brettas Della Sávia e Antônio José Lobato Carvalho de
Araújo, da Viação Praiana Ltda.
Ao
empresário José Carlos Mendes Pires, da firma VITECH – Vitória Tecnologia S/A.
Aos
colegas, Delegado Gercino Cláudio Soares e investigador Marcos Barbosa.
A Katiúscia
Patrocínio, o sonho real.
Fazer
Trovas*
Fazer
trovas é andar em busca de ouro,
achar
riquezas, ter desenvoltura,
criar
palavras, qual rico tesouro,
expressar
sentimentos e ternura.
Fazer
trovas é encanto sem desdouro,
vislumbrando
os afetos e a ventura.
É
desejar a fama, belo louro,
criar
muita poesia e dar candura.
Juntando
textos até ali dispersos,
nasce
o milagre, o ápice do sonho,
emoldurando
o quadro de seus versos.
Ao
trovar, na volúpia da emoção,
as
quimeras, o amor – triste ou risonho –
o
trovador perfuma o coração!
* Este soneto foi escolhido
pelo escritor Eno Teodoro Wanke para integrar o livro Os Mais Belos Sonetos sobre a Trova.
Fogo da Paixão*
Meu coração é um
celeiro de ternura,
Fraternal
campo de pouso de amizade.
Coração
sem ódio, rancor e amargura
A
esbanjar paz, amor e felicidade.
Meu
peito vibra ante a sensação
Do
prazer carnal, do “gemer sem sentir dor”.
Peito
onde bate um terno coração
Em
angústia, num constante amargor.
Busco
a verdade, compilando na emoção
O
valor das coisas simples e terrenas.
No
amor, acabo passando procuração
Para
o prazer nas coisas mais amenas.
Sou
simples, porém, grande guerreiro
Na
luta pela verdade e pela razão.
Sou
combativo, sou autêntico pioneiro,
Dono
do mágico fogo da paixão.
Este poema, foi selecionado
pela Litteris Editora do Rio de Janeiro para integrar o livro Escritores e Escritoras do Século 21 (antologia
literária), 1994.
8
Natal
JESUS
MENINO, Coração de Mundo,
encanta
a terra de grande alegria.
O
redentor de florescer fecundo
foi
a esperança de um sublime dia.
Natal,
Jesus nascendo, e, bem no fundo,
deixando
felizes José e Maria.
Pastores,
num momento tão profundo,
se
alegraram naquele mesmo dia.
Natal,
festa de toda a Cristandade,
um
momento de PAZ pra humanidade,
um
encontro de amor, fé e harmonia.
E
onde se espera que a fraternidade
suplante
a fome, o mal, a iniquidade,
as
guerras, a dor, o comércio, a hipocrisia.
Sendo
a esperança de uma nova vida,
inunda
os lares da PAZ tão querida
JESUS
MENINO, Coração do Mundo.