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ESPÍRITO SANTO, BRASIL!!!
FESTA DA BANANA E DO LEITE A sede de Alfredo Chaves está apenas 10 metros acima do nível do mar, mas
nos distritos há regiões que chegam a atingir mil metros de altitude. As
principais atrações do município são a Cachoeira do Reeves, conhecida como
Matilde, e a Festa da Banana e do Leite. Para chegar a Alfredo Chaves saindo de Vitória, o turista pega a estrada
para Guarapari, atravessa a ponte sobre o rio Benevente e após três
quilômetros chega no trevo para Alfredo Chaves. Até a sede do município são
mais 10 quilômetros. Pode-se ainda seguir pela BR - 262. População: 12.447 habitantes Área: 613 Km² Distância de Vitória: 81 Km A colonização da região que inclui hoje o município de Alfredo Chaves foi
iniciada depois que Dom Pedro II doou 500 alqueires de terra ao guarda de honra
da corte brasileira, o português Augusto José Álvares e Silva. O território
também era habitado por índios e o primeiro núcleo foi chamado de Quatinga.
Logo depois, o primeiro povoado passou a se chamar Povoação de Nossa Senhora
da Assumpção. Mas com a construção da igreja pelos jesuítas baseados em
Benevente, atual Anchieta, o nome do povoado mudou para Povoação de Nossa
Senhora da Conceição. O desenvolvimento da região, entretanto, só ocorreu após a chegada dos
imigrantes italianos. O primeiro grupo desembarcou em Benevente a partir de
1877. De barco eles seguiram de canoa até Jabaquara, próximo à fazenda
pioneira da sesmaria Quatinga. A fazenda pertencia ao coronel José Togneri, que
se casara com uma das filhas do primeiro colonizador. O município ganhou o nome de Alfredo Chaves em 1891, quando o povoado foi
desmembrado de Anchieta e ganhou caráter de vila. O nome foi uma homenagem ao
engenheiro Alfredo Rodrigues Fernandes Chaves, um dos ministros da Colonização
do Império, que esteve na região acompanhado de 21 soldados, em 1878, e
afugentou para as matas os índios que atacavam as primeiras propriedades. No distrito de Matilde, onde se localiza uma das mais famosas cachoeiras do
Estado, a colonização foi iniciada pelos italianos em 1884. O distrito recebeu
este nome porque o engenheiro inglês Carlos Bloomer Reeve, responsável pela
construção da ferrovia no Sul do Estado resolveu prestar uma homenagem à
esposa, com o apoio dos moradores. Alfredo Chaves foi emancipado em 21 de maio de 1924, quando a região já era
ligada a Vitória pela Estrada de Ferro Leopoldina. Hospedagem Hotel Santa Terezinha Tel.: 269.1614 Hotel Las Vegas Tel.: 269.1193 Pousada D. Áurea Pícoli Matilde Tel.: 560.5502 Pousada Águas de Pinón Carolina Tel.: 560.5502 Camping Prainha de Matilde Tel.: 560.5502 Hotel Benevent's Falls Tel.: 227.5101 Condomínio Fazenda dos Lagos Com 10 lagos e duas cachoeiras Tel.: 340.1079 Bares e Restaurantes Restaurante Cachoeira do Daróz Carolina Restaurante Doce Mel Centro Restaurante self service do Penina Centro, s/n.º Restaurante Águas de Pinón Carolina Tel.: 560.5502 Restaurante D. Áurea Pícoli Matilde Tel.: 560.5502 Bar da Neuza Ibitirui Informações: O posto telefônico de Matilde tem um mapa com trilhas e
acessos a todas as cachoeiras da região. Maiores informações: 560.5502 Matilde Este distrito de Alfredo Chaves possui inúmeras cachoeiras. A principal
delas é a Engenheiro Reeve, com cerca de 65 m de altura. Igrejinha Nossa Senhora da Penha Casarão do Togneri, Estrada de Ferro Leopoldina Moinho de Iriritimirim
Praça Colombo Guardia Cachoeira Vovó Lúcia Com bar, piscina natural e áreas verdes entre montanhas Distrito de
Ibitiruí Rampa Natural de Vôo Livre Com vistas para o litoral (Guarapari, Anchieta e Piúma) e montanhas Festa da Banana e do Leite Após a erradicação dos cafezais na década de 60, os agricultores
encontraram na anana um produto facilmente adaptável ao solo, à topografia e
ao clima de Alfredo Chaves. Atualmente, só de banana-prata o município produz
mais de 21 mil toneladas por ano. Os produtores se organizaram em uma
cooperativa e vendem o produto principalmente no Rio de Janeiro. Outra
cooperativa é a de laticínios, que recebe e industrializa 18 mil litros de
leite por dia. Os principais produtos agrícolas da região deram origem à Festa da Banana
e do Leite, realizada nos meses de julho. Piscina Natural do César Com cabana, comida caseira no fogão a lenha Tel.: 269.1450 DADOS HISTÓRICOS
A Colonização do Município de Alfredo Chaves Histórico A colonização da atual cidade de Alfredo Chaves, teve início quando Dom Pedro II doou 500 ha de terra ao guarda de honra da corte, o português Augusto José Alvares e Silva (Augustão). A área foi dividida em cinco partes chamadas de Sesmarias: do norte, do sul, do leste, do oeste e Quatinga. A chamada Sesmaria Quatinga se estendia do Rio Joeba à comunidade de São Marcos. O território ocupado por índios, possivelmente TEMIMINÓS, pela proximidade com Benevente (atual Anchieta). Augustão casou com Macrina Rachel da Conceição, filha de português de Campos dos Goitacazes – RJ, nascida naquele território. Quando o marido morreu, Macréia – como era conhecida -, herdou a sesmaria, e doou a área do cemitério aos pobres escravos que não tinham onde morar. O lugar se denominou então Povoação de Nossa Senhora da Assumpção. Mais tarde, os jesuítas construíram uma igreja e o local passou a se chamar Povoação de Nossa Senhora da Conceição. Macrina Raquel e Augusto José tiveram 04 filhos homens e 01 mulher. Augusto José Alvares e Silva - c/c- Corina Galvão.
Francisco Augusto José Alves e Silva – c/c – Ambrosina.
Antônio José Alves e Silva – c/c uma italiana desconhecida.
O nome do quarto filho deste casal não constava no inventário que foi feito em Benevente em 01/08/1881, o inventário fala de cinco filhos
Rita Augusta José Alves e Silva – c/c Coronel José Togneri.
O coronel José Togneri, filho do conde italiano Togneri, veio para o Brasil vender jóias e comprar terras, nasceu em Segromino Del Monte – Lucas – Itália, em 04/04/1846. Do casal nasceram os filhos: Macrina Neta
Amélia
Rita Augusta (Ritinha)
José Togneri Júnior
Residiam numa casa no morro onde hoje existe a caixa d’água. O coronel Togneri faleceu em 30/12/1911, andava fardado nos dias de festa e todo ano se apresentava ao batalhão Dom Pedro II, no rio de Janeiro. Macrina Netta, casou-se com Pedro Pérpoli e ficou residindo no condado de Lucas – Itália.
Amélia, casou-se com o Conde Riani e ficou residindo em Lucas – Itália.
Rita Augusta (Ritinha) – faleceu solteira, na Itália.
Major Togneri Júnior, casou-se com Tereza Perim e recebeu as terras do Brasil.
Tiveram os filhos: Augusto Togneri – nascido em Alfredo Chaves (faleceu em 17/12/1971, óbito nº 1.729, talão n.º 13 pag.89).
Eleonora Togneri – nascida na Itália.
Heitor Togneri – nascido em Crubixá – Alfredo Chaves.
Areodante Togneri – nascido em Crubixá – Alfredo Chaves. (Faleceu em 18/07/1957, óbito n.º 1.323 talão n.º 10 pag. 83). C/C. Deonilda Boldrini deixou os seguintes filhos: Maria José Togneri, Tereza Togneri e Tito Fernandes Togneri.
Em janeiro de 1911, após a morte de seu pai, passou a residir no sobrado, onde, em 1915 construiu o terreiro de cimento e pedra e o armazém em 1916. A Rita Augusta José Alves Togneri, faleceu na Itália, porque tinha medo de não agüentar a viagem para o Brasil. O major Togneri Júnior faleceu com 56 anos e foi enterrado em Cachoeiro do Itapemirim. O primeiro grupo de italianos que ajudou a colonizar o atual município de Alfredo Chaves, desembarcou em Benevente (Anchieta) em 1877. De lá os europeus subiram o rio Benevente de canoas até Jabaquara, onde se encontraram em pleno sertão. O rio continuava navegável até a altura da atual sesmaria Quatinga. Fundaram ali o povoado de Alto Benevente, outros colonos subiram um pouco mais, temendo prováveis enchentes do pequeno rio, mudando-se para um local mais elevado, era 1º de novembro e batizaram o local de Vila de Todos os Santos. Todos os Santos, hoje distrito de Guarapari, pertencia ao Quinto Território da Imperial Colônia de Rio Novo. Uma segunda leva de imigrantes, constituída exclusivamente de italianos tem-se verificado em 1878. E em 1895, veio completar o círculo imigratório, um novo grupo de imigrantes, também constituído exclusivamente de italianos e, em maior quantidade que das duas vezes anteriores. Os imigrantes que foram levados para a colonização deste Território desembarcaram em Vitória, Benevente e Itapemirim. Muitos navios, por interesse de seus comandantes que tinham por destino os portos do sul do Brasil, arbitrariamente obrigavam seus passageiros a saltar em Benevente ou Itapemirim, por puro interesse econômico. Isso acontecia por causa das chamadas quarentenas nos portos de destino motivadas por epidemias. O comandante reduzia o percurso, economizando despesas que naturalmente embolsava. As muitas reminiscências de italianos que se fixaram no Espírito Santo contra a vontade, e que foram desembarcados desta forma, contribuíram para a popularização das sesmarias e do atual município de Alfredo Chaves. As sesmarias, foram herdadas pelos cinco filhos de Augusto e Macrina. Tempos depois, toda área de Quatinga passou a ser de propriedade do Coronel Togneri, marido do quinto filho do casal, Rita Augusta José Alves e Silva, por dote. Aos 18 de fevereiro do ano de 1877, efetuou-se a compra e venda de parte das sesmaria Quatinga que, entre outras coisas diz o seguinte:
"Saibam quantos este público instrumento de escritura virem, que no ano do nascimento de nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e setenta e sete, aos oito dias do mês de fevereiro do dito ano, nesta vila de Benevente, província do Espirito Santo , em meu cartório onde eu tabelião me achava, ali, perante mim e as duas testemunhas no final desta assinadas, de uma parte, José Togneri e sua mulher Rita Augusta Togneri, e de outra parte o doutor Joaquim Adolpho Pinto Pacca, diretor da Imperial Colônia de Rio Novo, moradores os dois primeiros neste termo e este na dita colônia, termo de Itapemirim, uns e outros conhecidos de mim tabelião, do que dou fé; e por eles José Togneri e sua mulher foi dito que de hoje para sempre vendem á Fazenda Nacional um pedaço de terras em pasto, na fazenda de “Quatinga” dividindo-se pelo lado de cima com terras d’elles vendedores.” Devido á constantes ataques dos índios a á pequenas enchente , os imigrantes continuavam a subir o rio e se fixavam pelos vales acima do Benevente e Batatais. Com o anúncio da construção da Estrada de Ferro Sul do Espirito Santo (Leopoldina), levou novas esperanças aos italianos. A colonização foi marchando progressivamente para Araguaia , Santo André, São Marcos , Matilde, Carolina , Deserto, Urânia, Maravilha e Engano (Ibitirui). Vênetos tiroleses que possivelmente estavam localizados em Iriritimirim , que tomou o nome de São José, povoaram uma parte do quarto território. Em 1878, Dom Pedro II enviou o ministro da colonização , o engenheiro Alfredo Rodrigues Fernandes Chaves, com 21 soldados , para expulsar os índios instalados nas fazendas Togneri e Gururu . Apoiados pelo ministro, Dr. Joaquim Adolpho Pinto Pacca, da Imperial Colônia de Rio Novo, e pelo intermédio do coronel José Togneri, os imigrantes que chegavam ao povoado eram abrigados na antiga cadeia conhecida como “Barracão dos Imigrantes ”ou “Hospedaria dos Imigrantes”. Mais tarde, novos grupos receberam alqueires de terra e foram morar no interior de Batatal, Carolina, Sagrada Família, São Marcos e Ribeirão do Cristo, e conseguiram abrindo picadas na mata, região montanhosa adentro. Em 1895, o recenseamento das colônias do município acusava uma população de 5.843 habitantes, e o número de residências em 1.013 casas. No ano de 1917, o italiano, Coronel José Togneri construiu o casarão na sede da fazenda Quatinga, que permanece preservado. A parte superior abrigava a residência, e o térreo a casa comercial Irmãos Togneri, e no subsolo as senzalas de escravos não alforriados. Além de exportação de café, a atividade da loja incluía a importação de produtos finos da Europa, principalmente França e Itália. SUBSÍDIOS PARA O ESTADO DA EVOLUÇÃO POLÍTICA Formação Político -Administrativa – A colonização das terras do atual Município de Alfredo Chaves teve início quando imigrantes tiroleses vieram estabelecer-se no município de Benevente (Anchieta), e ai fundaram o povoado de Alto Benevente. Este mais tarde recebeu a denominação de Alfredo Chaves, em homenagem ao ministro da Colonização Alfredo Rodrigues Fernandes Chaves. Em 1891, o decreto estadual de 24 de janeiro, criou o Distrito e o Município de Alfredo Chaves, este com o território desligado do município de Benevente, atual Anchieta. A sede municipal adquiriu foros de cidade, por efeito da lei estadual n.º 1.417, de 21 de maio de 1924. Formação Judiciária – A 20 de setembro de 1924, criou-se a comarca de Alfredo Chaves, que nos quadros de divisão territorial datados de 31/12/1936 e 31/12/1937, bem como no anexo ao Decreto-Lei Estadual n.º 9.222, de 31 de março de 1938, se apresentada, unicamente, pelo termo-sede, ao qual se jurisdicionam 2 Municípios: o de Alfredo Chaves e o Iconha. De conformidade com o Decreto-Lei Estadual n.º 9.941, de 11 de novembro de 1938, o termo de Alfredo Chaves perdeu o Município de Iconha, transferido para o termo-sede da comarca de Anchieta, e adquiriu desse o Município de Guarapari. Assim, na divisão territorial do Estado, vigente no quinquênio 1939-1943, fixado pelo citado Decreto-Lei n.º 9.941, a comarca de Alfredo Chaves permanece com apenas o termo desse nome, ao qual se subordinam os municípios de Alfredo Chaves e Guarapari. O Legislativo de Alfredo Chaves, no dia 16 de março de 1990, promulgou a LEI ORGÂNICA do Município de Alfredo Chaves, que entre mais diz o seguinte: TÍTULO I Art. 1º - O Município de Alfredo Chaves fundado em vinte e quatro de janeiro de mil oitocentos e noventa e um, é unidade de Estado do Espírito Santo com autonomia assegurada pelas Constituições Federal e Estadual, será regido pelo estabelecido na presente Lei Orgânica.

Em 1877 um grupo de imigrantes tiroleses aportam em Benevente (atual cidade de Anchieta). Subindo o rio de mesmo nome, fundam o povoado de Alto Benevente, que, a partir do dia 24 de abril de 1882, ganhara status de distrito, com a denomionação de Alfredo Chaves. Em 24 de janeiro de 1890 a povoação é elevada a categoria de vila. A criação do município se deu em 11 de novembro de 1890 e a instalação, em 24 de janeiro de 1891. (mais detalhes...)
DO MUNICÍPIO DE ALFREDO CHAVES E SEU TERRITÓRIO





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