Início da
colonização data de 1857
O vale do rio Doce era, antigamente, um imenso e verdejante território, cobiçado
e misterioso por suas riquezas ainda inexploradas que constituíam uma fonte de
ambição, onde o aventureiro arriscaria a própria vida para conquistá-lo.
Um dia, um capitão de milícias, Antônio Pires da Silva Fontas Leme, tentou a
abertura de uma estrada até Minas Gerais, tendo como ponto de partida a sede da
capitania do Espírito Santo. É claro que para a realização de tal
empreendimento, deveria ser feito um completo levantamento da bacia do do Doce.
Houve a iniciativa, mas Pires não conseguiu concluir as obras almejadas.
Em 1857, Nicolau Rodrigues dos Santos França Leite fundou a Francilvânia nas
terras contíguas aos rios Pancas e São João. A expedição, contudo, não
logrou alcançar Colatina. Mas estava lançada a semente no terreno da colonização
do solo colatinense, justamente do lado norte, próximo do bairro São Silvano,
que se chamava Francilvânia
De acordo com dados históricos levantados pela revista "Nossa", o
norte do rio Doce em Colatina teve a sua primeira tentativa de colonização
organizada em 1857, quando o engenheiro Nicolau Rodrigues dos Santos França
Leite demarcou uma área bastante extensa, com cerca de 30 km pela margem
esquerda do rio, que ficava entre as barras do rio Pancas e São João. Ele
pretendia localizar nos vários lotes divididos os colonos estrangeiros, já que
possuía uma autorização do Goveno lmperial para trazer até 2 mil Imigrantes,
destacando-se entre eles os italianos e alemães.
O Dr. Nicolau deu o nome de Francilvânia à sua colônia. Em junho de 187r ele
navegou pelo do Doce em um navio que transportava 1.000 arrobas de carga e 46
colonos, entre portugueses, franceses e alemães. Era um barco à vela de 38
toneladas que tinha como destino a região de Francilvânia. Como os lotes já
estavam demarcados, os colonos foram assentados sem problemas de divisão de
terras. Mas um fato veio atrapalhar o sonho dos colonos de se tornarem grandes
produtores rurais: a hostilidade dos Indios. Com isso, a colônia não chegou a
durar nem três anos, uma vez que os Índios assaltaram as novas propriedades,
massacrando muitas famílias de colonos. Este fato abalou a opinião de outros
imigrantas, que se desencantaram com a possibilidade de ocupar a região até
então inóspita. Isso retardou por muitos anos o povoamento definitivo do norte
do rio doce. As febres existentes na região também influíram nagetivamente
contra a povoacão da área.
Com isso, as florestas da região continuaram praticamente despovoadas por cerca
do 30 anos. Pelo que se conseguiu deduzir, apenas uma picada no meio da mata,
pola margem do rio Pancas, ligava o aldeamento dos índios à antiga Francilvânia.
Uma outra picada fazia a ligação entre o mesmo aldeamento e o Porto do Souza,
margeando o rio Mutum. Presume-se que os moradores do sul do rio Doce sempre
faziam pequenas investidas na parte norte, na tentativa de se apossarem das
terras que se encontravam inabitadas. Foram abertas, assim, algumas clareiras à
margem esquerda do rio doce, tendo início a ocupação do norte pelos
colonizadores. Desta forma, o número de pioneiros foi aumentando, avançando
para o norte, margeando os rios e côrregos.
Até 1925 o norte do rio Doce era praticamente um grande sertão. Em 1928, a
ponte Florentino Avido foi concluída, com 750 metros de comprimento, e, após a
desistência da idéia de construção da estrada de ferro que ligaria Colatina
a São Mateus, ficou sendo lmportante via de acesso de pedestres e veículos
para São Silvano e redondezas. A partir daí, a produção de várias culturas
começou a se desenvolver; produção essa que era escoada para outras regiões
atrevés da cidade de Colatina (centro), que centralizava todas as outras
cidades comerciais da região.
Com a travessia fácil para o norte, a extração de madeira começou a se
intensificar. Mais tarde, a producão de café também contribuiria pera mais
uma etapa de desmatamento da região. Sendo assim, as derrubadas foram
aumentendo sucessivamente, com os madeirelros avançando sempre mais para o
norte, abrindo picadas e estradas rumo a São Domingos e Águia Branca. Um outro
grupo de pioneiros se dirigiu também para o Córrego da Liberdade, Governador
Lindemberg e Marilândia. Esse desbravamento foi feito por italianos que, em
grande número, fixaram resídência no interior, enquanto que outros se
concentraram na região que é hoje o bairro de São Silvano.
Em 1938 terminou a crise cafeelra que exlstiu naquela década e novos pioneiros
se dirigiram para o norte, em busca de extensas áreas favoráveis ao plantio de
café. A Companhia Territorial S/A contribuiu muito para a ocupação da área,
com demarcação, loteamento e venda das terras nos seus 10 anos de
funcionamento em Colatína, a partir de 1923.
A Companhia Territorial S/A foi multo importante para a ocupação do norte
colatinense, sendo que, no final de 1932, haviam 1.368 famílias, perfazendo
7.940 pessoas, nos lotes que ela vendera. Eram, em sua maioria, brasileiros;
contudo, também ocupavam a região grande número de Imigrantes italianos. alemães,
potugueses, espanhóis, poloneses, Sírios e Russos. Na verdade, a Companhia
Territorial S/A foi responsável por cerca de 10 mil assentamentos. Na época da
expansão dessas terras, o norte do rio Doce, em Colatina, compreendia os municípios
de Baixo Guandu, Pancas, São Gabriel da Palha e Linhares.
A partir daí que a região começou, gradativamente, a se desenvolver,
transformando-se na progressiva terra que abriga hoje os bairros de São
Silvano, Córrego do Ouro, Maria das Graças e Honório Fraga, entre outros.
VOLTAR

VOLTAR

Copyright © 2004 / 2012 - All Rights Reserved:
CJBS