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CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT´ANNA                                             VOLTAR




História do Espírito Santo

HISTÓRICO DE CONCEIÇÃO DA BARRA
Terra Natal da Artista Plástica, Kátia Maria Bóbbio Lima.
A terra que imortalizou o Saudoso Folclorista, Hermógenes Lima Fonseca, Mestre Armojo, (1916/1996)

O Balneário de Conceição da Barra é um dos Ponto Turísticos dos mais importantes do Estado do Espírito Santo. No Verão o número de veranistas aumenta e a cidade vive com clima de alegria. Conceição da Barra é visita certa dos Turistas do Estado do Espírito Santo, Sul da Bahia, Interior de Minas Gerais, Brasília, Goiás e até do Rio de Janeiro e São Paulo. Umas das principais atrações são a Vila de Itaúnas e suas dunas.
A cidade possui uma das maiores indústrias pesqueiras do Estado, manifestações folclóricas fortes e a banda municipal mais antiga do Espírito Santo, fundada em 1822.
O município de Conceição da Barra nasceu em função de seu porto. Foi fundado por volta de 1554, quando os portugueses organizavam expedições para combater os índios. Eles aportavam os navios ao Norte da foz do rio Cricaré, como era chamado pelos índios. Os colonizadores temiam o ataque dos nativos e ficavam no litoral. A intensificação do tráfego de embarcações resultou na fundação de um núcleo populacional na base do rio Cricaré.
Durante a visita do padre José de Anchieta, em 1596, o povoado passou a se chamar Barra de São Mateus. Em agosto de 1831 formou-se a Paróquia de Nossa Senhora de Conceição. Em 1833 foi elevada à categoria de Vila e tornou-se município após se desligar de São Mateus. O nome Conceição da Barra surgiu em 1891, em homenagem à padroeira da cidade.
Em 1858, Conceição da Barra foi palco da apreensão da escuna norte-americana Mary E. Smith, o último navio negreiro em costas brasileiras. Os 350 africanos foram retirados da embarcação e levados para a Bahia pelo brigue-escuna Olinda, da Marinha de Guerra Brasileira. Pela Barra foram ainda exportados, por via marítima, os gigantescos toros das árvores das matas da região, hoje substituídas pelas florestas homogêneas de eucalipto.
Além disso, o folclore da região é muito rico. O Ticumbi, também conhecido como Baile de Congo ou Baile de São Benedito, é um auto teatral popular, representado em louvor a São Benedito. A festa dura dois dias, 31 de dezembro e 1º de janeiro.
Famoso também é o Alardo, que representa a tomada da Espanha no século VIII, com a luta entre mouros e católicos. A disputa é encenada nas ruas de Conceição da Barra entre os cristãos, guerreiros de vestimentas azuis, e os mouros, de indumentária vermelha, em torno da imagem de São Sebastião, na véspera e no dia do santo, 20 de janeiro. A luta termina bem, graças a São Sebastião, transportado em procissão pelo povo. Estes costumes, como a indumentária e a autenticidade da música, sobrevivem há mais de 200 anos.
Existe ainda outra tradição folclórica, a Reis de boi, louvação aos Santos Reis, com representação da morte e ressurreição do boi.

PRAIA DE ITAÚNAS

Na língua tupi, Itaúnas significa "pedras pretas". É uma referência às pedras escuras que eram encontradas no leito do rio Itaúnas. A praia é reta e extensa, com águas mornas e areia fina. A maior atração são as dunas — de 20 a 30 metros de altura — que ocupam uma faixa de um quilômetros de largura e separam a pequena vila de Itaúnas de sua praia rasa, de ondas fracas. Doze barracas rústicas se espalham na praia, onde existe uma base do projeto Tamar. Quatro das cinco espécies de tartarugas-marinhas encontradas no Brasil desovam aqui. Quem tiver sorte pode assistir ao nascimento dos filhotes no cercado de incubação próximo às barracas. A maré baixa proporciona outra atração: pequenas piscinas naturais que tomam conta da praia. O banho na lagoa ou no rio Itaúnas é o ritual refrescante do fim do dia que prepara o espírito para o tradicional forró da madrugada. Tem pousadas e campings.

PRAIA DA BARRA

Localizada no centro de Conceição da Barra, fica entre a foz dos rios Itaúnas, ao Norte, e Cricaré (ou São Mateus), ao Sul. Tem águas turvas e quentes que proporcionam banhos noturnos durante o verão. Totalmente urbanizada em seus dois quilômetros de extensão, tem quiosques e chuveiros para banhistas. Durante a alta estação é o local mais procurado da cidade, pela concentração de bares, restaurantes e gente bonita.

GUAXINDIBA (OU Nova Barra)

Fica próxima à foz do rio Itaúnas e ao lado da Floresta de Raízes, um manguezal. Praia de mar aberto, com ondas boas para o surfe. Pela proximidade com a foz do rio, a água é turva e morna. A construção de uma foz artificial está provocando o soterramento do mangue e contribuindo para aumentar os bancos de areia junto à praia. A pesca ficou prejudicada.

RIACHO DOCE

Esta praia semi-deserta é a última fronteira entre o Espírito Santo e a Bahia e está escondida pelas florestas de eucalipto. O acesso de carro é complicado e exige a presença de alguém que conheça a estrada. O trekking é a melhor opção para quem preferir o caminho da praia (cerca de 10 Km depois de Itaúnas). Tem um riacho, que dá nome ao lugar, e um único quiosque. Dali em diante são 32 quilômetros de belas praias e falésias até o rio Mucuri, no estado da Bahia.

COSTA DOURADA

A 30 km de Itaúnas, a Costa Dourada, conhecida por muitos como Contestado, é marcada por quilômetros que praias selvagens. O lugar parece perdido no tempo, com paisagens paradisíacas intactas e minúscula população.
O local é disputado pela Bahia e pelo Espírito Santo desde o século XVII. A população local não passa de cerca de dez famílias. Esses poucos habitantes vivem em função do mar. Sem energia elétrica, os moradores simples se acostumaram com as dificuldades da vida longe do movimento tecnológico.
Na alta temporada, o cotidiano dos nativos muda um pouco. Todos os dias eles enfrentam 30 km de bicicleta para comprar gelo, para servir bebidas geladas aos turistas.
Quem chega pela manhã avista todas as praias: dos Lençóis, dos Coqueiros e do Josuel. O turista de primeira viagem deve se informar antes de começar o passeio. Quando a maré enche, fica difícil o acesso para muitas praias.
O passeio pode começar pelo sul de Costa Dourada, onde fica a Praia dos Lençóis, a mais deserta de todas. A praia não tem acesso para veículos e o cenário é magnífico, com vegetação rasteira e coqueiros em grande quantidade. É bom levar comida e bebida.
Ao norte de Costa Dourada, encontram-se as praias dos Coqueiros e do Josuel. A primeira é a mais freqüentada. Sua grande atração é o Rio das Ostras, que avança 200 metros mar adentro.
Na barraca do "seu" Osvaldo, pode-se comer peixe frito e acampar. Como o próprio nome diz, coqueiros não faltam. A área de camping é toda com sombra e não é cobrada taxa, mas não oferece qualquer infra-estrutura.
Uma caminhada de mais cinco quilômetros leva até o Rio das Ostras, onde fica a Praia do Josuel, com uma vegetação de restinga praticamente intocada e um mar sempre manso, com águas cristalinas. Aqui também é preciso levar comida e água para passar o dia. Quando a maré está baixa, formam-se piscinas de água morna. É a praia menos explorada e a mais indicada para mergulho.
Uma visita ao restaurante da Tia Fina também é um bom programa. No livro de visitas estão registrados todos que passaram pelo local. Entre eles dinamarqueses, ingleses e, principalmente, japoneses.
O silêncio da noite é quebrado, às vezes, pelo forró.
Costa Dourada fica a 30 Km de Itaúnas, seguindo pela estrada para Riacho Doce até um grande pasto. Uma placa indica a entrada à esquerda. Observando as indicações, a possibilidade de erro é pequena. Só não é aconselhável a viagem à noite. Só há uma pousada, a da Tia Fina. O telefone para contato é (0xx73) 986-0181. A maioria das pessoas que visita Costa Dourada fica hospedada em Itaúnas.

RIO CRICARÉ

Os índios o chamavam Kiri-Kerê, ou o dorminhoco. Os portugueses o rebatizaram São Mateus. Nasce na Serra da Safira, em Minas Gerais, e atravessa dois municípios litorâneos do norte capixaba: São Mateus e Conceição da Barra, local de sua foz. Através deste rio os portugueses colonizaram a região e chegaram até o município de São Mateus, onde fundaram o Porto, no século XVII. Sua história passa pelos ciclos da cana-de-açúcar, do café, da farinha de mandioca e da madeira. Atualmente, a pesca é a única atividade econômica que se beneficia do Cricaré. Próximas à foz, as vilas históricas de Barreiras e Meleiras podem ser visitadas em um passeio de barco. Boa oportunidade para conversar com os pescadores da região e conhecer o folclore do Cricaré.

DADOS GERAIS DO MUNICÍPIO

População Total: 26255 hab
População Urbana: 19142 hab
Área: 1036.40 km2
Densidade Populacional: 25.33 hab/km2
Distância de Vitória: 256 km
Telefone da Prefeitura: (0xx27) 3762.1112
Como chegar: Siga pela BR-101 Norte. Dezessete quilômetros após São Mateus, entre à direita. São mais 14 quilômetros pela ES-421.

FESTAS

• Festa de São Sebastião, de Itaúnas e Apresentação Folclórica Reis de Boi, Janeiro
• Festa de São Pedro, Junho
• Festa de N. Sra. de Santana, Julho
• Festa de São Bartolomeu, Agosto
• Festa da Cidade, Festa de N. Sra. da Conceição e de Iemanjá, Dezembro

HINO DE CONCEIÇÃO DA BARRA

Letra por Manuel Duarte da Cunha
Melodia por Sgt. Almir de Souza Santos

Neste hino de amor e civismo,
Cantaremos em doce harmonia,
Imitando o sagrado heroísmo
Que o nosso passado irradia!

Cantaremos ao são realismo,
Que o excelso Brasão anuncia,
De nossa’alma o suave batismo,
Nosso lema – Trabalha e Confia!

Bem unidos irmãos trabalhemos,
Pela glória do solo gentil,
Do Espírito Santo seremos,
Baluartes do nosso Brasil!

Quando a Pátria feliz, confiante,
Evolui no progresso altaneiro,
Nós sabemos ser parte integrante,
Nessa ordem do bem brasileiro!

Mas, se acaso, o inimigo ARROGANTE,
Perturbar o País do Cruzeiro,
Em leão Majestoso e Gigante,
Há de ver transformado o cordeiro!

Bem unidos irmãos trabalhemos,
Pela glória do solo gentil,
Do Espírito Santo Seremos,
Baluartes do nosso Brasil!

Terra amada Conceição da Barra
Terra de paz que ao bem da guarida,
E á virgem Maria é consagrada!
Salve terra por Deus escolhida,

Teu passado repousa em bonança,
No presente floresce o labor,
Teu futuro é risonha esperança,
De progresso, de glória e de Amor!

Bem unidos irmãos trabalhemos,
Pela glória do solo gentil,
Do Espírito Santo Seremos,
Baluartes do nosso Brasil!



ITAÚNAS

A vida no local é rústica e simples. Itaúnas fica a 30 quilômetros da sede de Conceição da barra e a 289 quilômetros de Vitória. As dunas são um verdadeiro deserto, tendo surgido apartir da década de 1930, com a exploração das madeiras e derrubadas das árvores do norte do estado.

O lençol arenoso soprado pelos ventos nordeste invadiu casas e cresceu progressivamente, soterrando toda a vila. Em 1964, ainda havia vestígios das últimas casas. Fugindo do desastre ecológico ocasionado pela degradação da restinga entre a vila e o mar, os moradores, em geral pescadores, foram se estabelecer na margem oposta do Rio Itaúnas, dando início ao atual povoado.

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