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SERRA –
ESPÍRITO SANTO - BRASIL
Texto do Livro "HISTÓRIA DA SERRA", de Clério José Borges
O Município da Serra, limita-se com Vitória, capital do Estado do Espírito Santo, sendo a sua Sede Administrativa (Serra Sede) situada a uma distância de 27 quilômetros do Centro de Vitória.
FUNDAÇÃO:
Dia 08 de Dezembro de 1556. Os padres Jesuítas eram devotos e divulgadores da Imaculada Conceição de Maria. Assim sabe-se com exatidão que a data de fundação da Serra foi mesmo no dia 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição de Maria, mãe de Jesus.
A data foi escolhida pelo padre Jesuíta Braz Lourenço para celebrar a primeira Missa na Aldeia Indígena dos Temiminós de Gato Grande.
FUNDADORES:
1 - Maracajaguaçu, (Gato Bravo Grande, podendo-se abreviar para Gato Grande - MARACAJÁ, Gato / GUAÇU, Grande), Chefe da Tribo dos Índios Temiminós.
Nasceu no Rio de Janeiro, em 1501, na Ilha de Paranapuã, (palavra em Tupi que significa "Seio do mar"), também chamada pelos Indígenas de Ilha de Paranapecu e pelos Franceses e Portugueses de Ilha do Gato,
sendo atualmente conhecida como Ilha do Governador, na baía de Guanabara.
MUNICÍPIO:
Criado em 02 de Abril de 1833, com território desmembrado do Município de Vitória.
POPULAÇÃO:
Ano 1960: 9.192 habitantes
Ano 2000: 321.181 habitantes, com 158.458 homens e 162.723 mulheres.
Ano 2010 (fonte IBGE): 409.324 habitantes
Ano de 2012 - Previsão: 500.000 habitantes
ÁREA:
Unidade territorial (Km²): 553 km 526m
DENSIDADE DEMOGRÁFICA (hab/Km²):
Conforme Censo de 2010: 739,38
GENTÍLICO:
Serrano. Quem nasce em Vitória é Vitoriense ou Capixaba, denominação que se estendeu para todo o nascido no Espírito Santo.
Quem nasce em Vila Velha é Canela Verde ou Vilavelhense.
Quem nasce na Serra portanto é SERRANO.
LIMITES:
DISTRITOS:
Quando o Município foi criado em 1833, desmembrado do Município de Vitória havia apenas um Distrito, o Distrito da Serra Sede.
NOME:
O topônimo (origem do nome) está relacionado à origem da cidade, localizada ao pé da SERRA ou do Monte (Montanha) do Mestre Álvaro.
PRINCIPAL FESTA RELIGIOSA
Festa de São Benedito realizada anualmente no dia 26 de Dezembro. A padroeira da Serra é Nossa Senhora da Conceição, todavia é São Benedito quem recebe as mais efusivas e expressivas manifestações de carinho do povo Serrano, que realiza a festa de forma grandiosa e bonita desde 1826.
MORRO QUE É UMA MONTANHA QUE É UMA SERRA
Dom Pedro II quando visitou a Serra, em 1860, anotou no seu Diário, MESTRE ÁLVARO.
No livro que narra a visita feita pelo Imperador do Brasil à Serra a 31 de Janeiro de 1860 consta: "Um dos acompanhantes do Imperador, de nome Meirelles, (Conde Azambuja Meirelles), informou que o nome da Serra era Mestre Álvaro, ponto de marcação a um Mestre de Navio chamado Álvaro".
MESTRE ÁLVARO E MOCHUARA E A LENDA DO PÁSSARO DE FOGO
Serra e Cariacica são cúmplices numa história de amor.
As duas cidades, segundo conta a lenda, relatada entre outros historiadores por Maria Stella de Novaes, estão ligadas para sempre pela força de um sentimento que une até hoje o índio Guaraci (Tribo Temiminó) e a índia Jaciara (Tribo dos Botocudos). Guaraci, em Tupi significa Sol, Verão. Jaciara significa Tempos de Luar, Noites com raios de Lua.
Até hoje eles estão frente a frente, contemplando um ao outro e assim ficarão por toda a eternidade. Segundo o historiador Clério José Borges, um "Pássaro de fogo" sempre é visto, pelas pessoas de coração puro, sem malícia, nas noites de São João, (24 de junho), indo do Mestre Álvaro ao Mochuara, abençoando o amor de Guaraci e Jaciara. Prova de que homens e histórias passam, mas corações não morrem jamais.
OBSERVAÇÃO:
É ERRADO ESCREVER MARACAIA - GUAÇU OU MARACAIAGUAÇU E LOURENÇO BRAZ
Através de documentos históricos e baseado em uma fonte primária, ("História da Companhia de Jesus no Brasil", de Serafim Leite), o certo é usar MARACAJAGUAÇU e BRAZ LOURENÇO.
POTENCIAL TURÍSTICO
O Litoral da Serra possui 23 quilômetros de praias. Estende-se desde Carapebus, ao sul, limite de Vitória, até Nova Almeida, ao norte, divisa com Fundão, com praias convidativas, muito sol e gente bonita!
As praias da Serra acolhem um grande número de turistas durante o verão.
TURISMO: BALNEÁRIOS E PRAIAS
A Serra é um município rico em belezas naturais, destacando-se as praias que atraem milhares de turistas durante o verão e nos feriados.
Morro do Mestre Álvaro
Área de Proteção Ambiental. É uma atração para aqueles que têm espírito aventureiro: uma caminhada de mais de 4 horas (só de ida), a partir do centro da cidade da Serra, compensado pelo belo visual. O monte reserva muitas cachoeiras no caminho e águas geladas de um córrego, permitindo banho refrescante na dura caminhada.
Dom Pedro II quando visitou a Serra, em 1860, anotou no seu Diário, MESTRE ÁLVARO.
Balneário de Jacaraípe JACARAÍPE - É a praia mais frequentada da Serra, conhecida por oferecer pratos variados de frutos do mar. É procurada pelos praticantes de esportes náuticos como: surf, bodyboard e windsurf.
As praias da Baleia, Castelândia, Solemar, Enseada, Capuba e Costa Bela oferecem excelentes condições para o banho de mar.
Jacaraípe é uma localidade situada às margens do Rio Jacaraípe e próximo a Lagoa Juara (ou Joara), a cerca de 30 a 33 quilômetros de Vitória. Já foi uma vila de pescadores. Atualmente, é a mais badalada das praias da Região Metropolitana da Grande Vitória. É conhecida também como a praia dos Surfistas.
MANGUINHOS - O Balneário de Manguinhos é inesquecível pelas praias de águas calmas, ambiente bucólico e acolhedor. É um recanto seguro para a desova de tatarugas marinhas. Os bares e restaurantes especializados em frutos do mar fazem de Manguinhos uma referência na culinária capixaba. Os pratos mais pedidos são: camarão na moranga, moquecas, torta capixaba e bobó de camarão.
No carnaval é realizado o tradicional banho de mar à fantasia.
Manguinhos é um bairro litorâneo da Serra. Surgiu a partir de uma vila de pescadores que começou a se formar no início de 1900.
O balneário de Manguinhos é portanto originário de uma antiga Vila de Pescadores.
Praia de Carapebus
PRAIA DE CARAPEBUS - Inserida na área de proteção ambiental de Praia Mole, Carapebus é a praia mais próxima da capital do estado, com trechos de águas calmas e outros com ondas fortes, favorecendo a prática do surf. Os frequentadores podem escolher entre banhos de mar e lagoa. É um local de desova de tartarugas marinhas da costa capixaba.
Balneário de Carapebus
O Balneário de Carapebus inicia-se logo após a Colônia de Férias da Polícia Militar de Minas Gerais e vai até o riacho que faz divisa com Bicanga.
Praia de Bicanga
BICANGA - Possui águas calmas, apropriadas para a prática de pesca de arrastão. Bucólico, rústico e com faixas de areias ainda inabitadas. Tem as características de vila de pescadores
Esta praia forma uma enseada, com águas verdes e poucas ondas.É cercada por casas de veraneio. Uma faixa de areia separa a praia da lagoa de Carapebus, excelente para banho e pesca. É o balneário mais agreste da região.
Balneário de Nova Almeida
É importante centro de lazer muito procurado pelos turistas no verão.
Possui bons hotéis e restaurantes.
Segundo o historiador Serafim Leite, a inauguração da nova Igreja foi realizada no dia 06 de janeiro de 1580, em grande solenidade, com presença de índios da região e jesuítas de Vitória." (BORGES.1998).
A construção da Igreja segue a linha arquitetônica de outras edificações da ordem dos Jesuítas, num programa construtivo de "quadra", características dos mosteiros medievais, muitos ainda encontrados em Lisboa.
A construção atendia basicamente a três necessidades primordiais dos jesuítas: o culto, o trabalho de doutrina, dos ofícios e da residência.
Um detalhe típico é que tais telhas eram moldadas nas coxas dos
índios que trabalharam na construção da igreja , daí terem as mesmas tamanho e
formato diversos.
Os jesuítas tiveram ocasião de escolher o local que melhor
proporcionasse uma visão geral do local e, com calma, fazer a construção.
Esta localização permitia boa locomoção para o interior ou para
o contato com outra aldeias, pelo litoral, o que facilitava o trabalho de
catequização dos índios e propiciar uma fuga fácil no caso de invasão.
Vários dos elementos arquitetônicos de algumas peças de
utilidades e outras decorativas da Igreja foram esculpidas em mármore português,
também conhecido como "Pedra de Lioz", que foram trazidos como
lastros nos navios. Essas peças vinham prontas de Portugal para serem montadas
aqui.
- Pórtico da Entrada Principal Conta-se que o pórtico da entrada principal da Igreja dos Reis
Magos foi montada em pedra de Lioz que retiraram do navio que naufragou em Nova
Almeida.
- Pias em Pedras de Lioz Na Igreja há 05 (cinco) pias em mármore português, sendo: uma
na parede da sacristia (antiga caixa d'água, bica e saída para água servida);
uma maior , a única circular e com pé , tendo sido muitas pessoas importantes
batizadas ali; e três do tipo bacia, ovais e fixadas nas paredes, para uso de
água benta.
- Altar-Mor O retábulo do altar-mor é entalhado em
madeira e é uma das principais esculturas de interesse histórico no Espírito
Santo. È provável que tenha sido concluída em 1701, tendo o seu
traçado erudito atribuído a um padre jesuíta e a sua execução possivelmente a índios do local.
- Adoração dos Reis Magos
A pintura a óleo sobre painel de madeira
que, segundo o Escritor Clério José Borges, no Livro "História da Serra", 1ª Edição de 1998 e 3ª Edição de 2009, é do Frei Belchior Paulo e é uma das mais antigas
peças de arte sacra brasileira. O Frei veio para o Brasil em 1587 com
outros missionários. Os historiadores de arte consideram o Frei como o que
iniciou a pintura artística brasileira, pois até então não havia peças decorativas de arte."
Muitas foram as visitas ilustres que se fizeram ao conjunto dos
Reis Magos. Entre eles, destacam-se:
- O Desembargador Luiz Tomás de Navarro (1808).
- Dom José Caetano da Silva Coutinho, Bispo do Rio de Janeiro.
- O Príncipe Maximiliano de Wild-Neiwied.
- O Naturalista Auguste de Saint-Hilaire (1818).
- O Geógrafo Charles Frederik Hart.
- O Pintor francês Auguste François Biard (1858).
- Dom Pedro II, Imperador do Brasil (fev/1860).
- Bispo D. Pedro Maria de Lacerda (1880).
A igreja foi tombada em 21 de setembro de 1943, pelo SPHAN
(Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, hoje IPHAN). Propriedade do IPHAN desde 1982 e tombada como patrimônio artístico e histórico desde 1943, a Igreja dos Reis Magos possui exemplares artísticos consideráveis em seu acervo. Um deles é a pintura “Adoração dos Reis Magos”, cuja autoria foi atribuída ao Frei Belchior Paulo, considerada umas das primeiras pinturas a óleo do Brasil e um dos maiores exemplares da arte sacra brasileira. O retábulo do altar, entalhado em madeira, é uma das principais esculturas de interesse histórico do Estado.
O Instituto foi precedido pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) criado em 13 de janeiro de 1937 e regulamentado pelo Decreto-Lei nº 25 no dia 30 de novembro do mesmo ano, poucos dias após o golpe que instituiu o Estado Novo. O seu primeiro presidente foi Rodrigo Melo Franco de Andrade, que esteve à frente da instituição até 1967, quando se aposentou. Entre os vários artistas e intelectuais que colaboraram com a entidade, destacam-se o poeta Mário de Andrade, o poeta Manuel Bandeira e o arquiteto Lúcio Costa.
TRANSCRIÇÃO DO REGISTRO DE TOMBAMENTO DA IGREJA DOS REIS MAGOS NO SPHAN, ATUAL IPHAN
IGREJA DOS REIS MAGOS E RESIDÊNCIA (SERRA, ES)
- Data 21/09/1943
- Data 21/09/1943
NOVA ALMEIDA -
Em fins de 1556 o padre Braz
Lourenço, em trabalho de evangelização descobre na foz do Rio Apiaputanga
uma colina de onde se descortina uma bonita paisagem do litoral e
região próxima. Assim, instala na região uma
pequena capela de palhas, inaugurada no dia 6 de janeiro de 1557,
que recebe o nome de Reis Magos, em homenagem ao dia em que a
Igreja Católica comemora a data da visita dos Santos Reis ao
menino Jesus. Nova Almeida surgiu do trabalho de
evangelização realizado por Braz Lourenço, o mesmo padre
fundador da Serra e sua data histórica de fundação é 6 de
Janeiro de 1557. Braz Lourenço não permanece na
região, já que era o Provincial (Chefe) dos Jesuítas em Vitória, mas deixa as bases de uma Igreja que mais tarde será um
dos grandes Patrimônios Históricos do Espírito Santo. Em 1569 é construída uma nova
Capela, com ampliação para a residência dos padres,
terminando-se a obra em 1580. Segundo o historiador Serafim
Leite, a inauguração da nova Igreja foi realizada no dia 6 de
janeiro de 1580, em grande solenidade, com presenças de Índios
da região e Jesuítas de Vitória.
2003 -
O Clube dos Poetas Trovadores Capixabas, CTC, entidade cultural de divulgação da Poesia e da Trova em geral, acaba de divulgar o Resultado Final e Oficial do CONCURSO NACIONAL DE TROVAS, com o tema PAZ, realizado de Julho a 15 de Setembro de 2003. Troféus, Medalhas e Diplomas foram conferidos aos quinze primeiros colocados, que compareceram durante o II CONGRESSO BRASILEIRO DE POETAS TROVADORES e XXII SEMINÁRIO NACIONAL DA TROVA, de 03 a 05 de Outubro de 2003, no Auditório da Igreja dos Reis Magos, em Nova Almeida - Serra - ES.
1º LUGAR:
2005 -
III CONGRESSO BRASILEIRO DE TROVADORES - 2005, realizado de 04 a 9 de Outubro de 2005 - XXV ANIVERSÁRIO DO CLUBE DOS TROVADORES CAPIXABAS
- PROMOÇÃO: CLUBE DOS TROVADORES CAPIXABAS – CTC -
Nova Almeida reuniu Trovadores no Congresso de Poetas Trovadores de 2005 -
Sob o comando da Maestrina Alice Nascimento, o Coral do Colégio Proudhon fez sucesso na solenidade de Abertura do III Congresso Brasileiro de Trovadores, no dia 05 de Outubro de 2005, em Nova Almeida, Serra, ES. O Destaque foi o canto do Hino do Município da Serra. Os Congressistas apreciaram a apresentação do Coral e o Trabalho da Maestrina e da Diretora da Escola Rosangela de Souza Azevedo. O Coral foi convidado pelo Vice Prefeito para gravar um CD com o Hino da Serra.
Através do Lei Municipal N.º 2647, de 11 de Dezembro de 2003, o Dia 04 de Outubro é o Dia Municipal do Poeta Trovador no Município da Serra. A solenidade de 2005 foi presidida pelo Vereador João de Deus Corrêa, Tio João e contou com a participação dos Trovadores, populares, alunos da Escola Jonas Farias; da representante da Secretaria Estadual de Cultura, Jornalista Glecy Coutinho; do Presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, Desembargador Sebastião Teixeira Sobreira; do Deputado Gilson Gomes e da Vereadora Sandra Gomes.
Sempre prestigiando os eventos do CTC, a Banda da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo esteve no dia 05 de Outubro abrilhantando o Congresso.
A Secretária Municipal de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer, Anna Luzia Lemos Saiter marcou presença no Congresso de Trovadores e enalteceu a importancia de manifestações culturais como a Trova e o movimento dos Poetas Trovadores. Na foto Antonio Mello, (SP); Clério; Secretária Anna; Cleusa Vidal e Lúcia Mattos, ( RJ).
Maria José de Oliveira Ciriaco, do Rio de Janeiro, declamando trovas e brincando com as crianeas foi um dos momentos mágicos do Congresso de Nova Almeida
Através de um trabalho voluntário estudantes ajudaram como Recepcionistas do Congresso. A equipe foi composta de Emilly Próspero Souza; Nayara Cássia Moreira Alves; Damiani da Silva Vicente; Amanda de Jesus Ferreira; Abinael Correia de Lima ; Na foto em primeiro plano, Camila dos Santos Firmino e Bruna Renata Miranda Viana.
Foto 1: Cerimônia de Abertura do III Congresso Brasileiro de Trovadores: Maestrina Alice; Vice Prefeito, Sargento Valter; Clério José Borges
Foto 1: Antonio Mello (SP); Clério José Borges; Secretária Anna; Cleusa Vidal e Lúcia Ramos
Foto 1: Público presente no Auditório da Igreja dos Reis Magos, em Nova Almeida, Serra, ES
Foto 1: Na mesa presidindo os trabalhos do Congresso: Clérigthom Thomes Borges; Creuzely Ferreira; Lúcia Ramos e Poeta Emerson Camilo
Foto 1: Público do 2º Andar assistindo a apresentação da Banda de Música da Polícia Militar do Espírito Santo
- Roteiro de um Filme escrito por Clério José Borges Cineasta João Christo Coutinho filmando Apiaputanga, (nome Indígena do rio Reis Magos), sobre um personagem interpretado pelo ator de Eurico Salles, Juarez Pagung, o Homem Vermelho. Direção do Filme em Vídeo: Clério José Borges. Filmagens realizadas em Setembro de 2005, no rio Reis Magos e na Praça de Nova Almeida. A filmagem atraiu um público especial, entre os quais, o Sr. Márcio Barbosa, a professora Déa Barbosa Aguiar; Zenaide Emília Thomes Borges e a poetisa
Sirlei Aragão. Fotos de Clério José Borges.
No dia 12 de Setembro de 2009 a convite de Júlio Cesar Batista Nogueira, conhecido como Júlio Autor, o Escritor Clério José Borges participou das filmagens do Vídeo Documentário, Nova Almeida em um olhar, sendo de grande importância
o apoio e a participação de Wilson Duarte, morador de Nova Almeida e da dupla de Cantores e compositores Juvêncio e Doka. Nas fotos: Clério José Borges e Júlio Autor.
LOCALIZAÇÃO DA SERRA E ACESSO AO MUNICÍPIO
A Serra possui uma localização estratégica, ficando num raio de apenas mil quilômetros dos principais centros comerciais e industriais do Brasil, (Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador e Brasília), além de ficar no centro econômico e administrativo do Espírito Santo.
A Serra é um Município que faz limite com Vitória. O bairro Eurico Salles, em Carapina Serra, faz limite com o Aeroporto Eurico Salles, em Vitória. Da Sede Administrativa da Serra, do Marco Zero localizado entre a Igreja Nossa Senhora da Conceição e a Praça Pedro Feu Rosa e o Marco Zero de Vitória, na Cidade Alta em frente a Catedral Metropolitana, são 27 quilômetros.
Aeroporto Eurico de Aguiar Salles, também conhecido como o Aeroporto de Vitória (ES) - Distância da Sede Administrativa (onde fica a Prefeitura Municipal) da Serra: Aproximadamente 9 Km.
MUNICÍPIO DA SERRA OU MUNICÍPIO DE SERRA - PREFEITURA DA SERRA OU PREFEITURA DE SERRA
Este assunto refere-se a uma controvérsia surgida após a publicação do Livro História da Serra. Alguém sugeriu que a expressão DA SERRA era imprópria, pois se referia ao Município e a Cidade Serra. Com o surgimento de um candidato a Presidência da República do Brasil chamado Serra, surgiu a pergunta: Da Serra? ou De Serra? Da Cidade da Serra ou Cidade de Serra (o Candidato)?
MAPAS DOS LIMITES DA SERRA - ESPÍRITO SANTO - BRASIL
Fim do Texto resumido constante do Livro HISTÓRIA DA SERRA de Clério José Borges, publicação que se encontra à venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89.
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Texto do Livro "HISTÓRIA DA SERRA", de Clério José Borges
Os fundadores da Serra
foram Maracajaguaçu, chefe dos índios Temiminós e o padre jesuíta Braz
Lourenço, que a 08 de dezembro de 1556, promoveram a realização de uma Missa numa Capela de palhas construída no interior da Aldeia Indígena de Nossa Senhora da Conceição da Serra do Mestre Álvaro, hoje Serra.
OBSERVAÇÃO - Na INTERNET é encontrada a seguinte versão: A colonização das terras, onde se desenvolveu o município teve início em meados do século XVI, quando o padre Braz Lourenço, em missão de catequese, penetrou na região, povoada pelos índios Goitacazes.
(Esta versão não é verdadeira. Os Índios Goitacazes não habitavam a região. Braz Lourenço foi encarregado pelo Donatário Vasco Coutinho de instalar, os Índios Temiminós, que haviam chegado do Rio de Janeiro).
No Site da Prefeitura da Serra, mostrando incompetência e falta de interesse em realizar Pesquisa em fonte primária é divulgada a seguinte versão errada: "Quanto ao dia e mês da chegada do padre Brás Lourenço na Serra, não se sabe com exatidão.
Porém, como era costume dar nomes a lugares ou acidentes geográficos com o nome do santo do dia, supõe-se que tal data tenha se dado em 08 de dezembro de 1556, dia consagrado à Santa Nossa Senhora da Conceição".
O texto errado é baseado em um Livro do Memorialista Naly da Encarnação Miranda que, sem procurar pesquisar em documentos históricos, cita como fundador da Serra, um padre chamado Lourenço Braz, chegando a afirmar que existiam dois Padres Jesuítas, um Lourenço Braz e outro Braz (ou Brás) Lourenço. UM absurdo. A verdade é que sabe-se SIM com exatidão o dia e chegada de Braz Lourenço no Espírito Santo, que ocorreu na oitava do Natal de 1553. Veio substituir o primeiro Provincial do Espírito Santo Afonso Braz, que inclusive inciou a construção da Igreja de São Tiago, atual Palácio Anchieta, em Vitória. OS PADRES JESUÍTAS ERAM DEVOTOS E DIVULGADORES DA IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA. Assim sabe-se com exatidão que a data foi mesmo 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição de Maria, mãe de Jesus. Braz Lourenço não permaneceu e nem residiu na Serra. Era o Provincial da Capitania do Espírito Santo e residia em Vitória na Igreja São Tiago, atual Palácio Anchieta, tendo sido Provincial (Superior) de 1553 a 1564, conforme a fonte primária, o Livro "História da Companhia de Jesus no Brasil", do padre Escritor Serafim Leite, que inclusive destaca: “As Aldeias da Capitania do Espírito Santo foram em sua maioria fundadas e organizadas pelo padre Braz Lourenço”.
Os índios
Temiminós haviam mudado para a Capitania do Espírito Santo, saídos da Ilha de Paranapuã, (seio do mar), também chamada de Ilha do Gato, na baía de Guanabara, atual
Ilha do Governador, no Estado do Rio de Janeiro. Vieram em quatro embarcações cedidas pelo Donatário da Capitania do Espírito Santo, Vasco Fernandes Coutinho. Seus líderes eram Maracajaguaçu e
seu filho Araribóia.
FORMAÇÃO ADMINISTRATIVA
SERRA E ITAPOCU -
Em divisão administrativa referente ano ano de 1911, o Município é constituído apenas do Distrito sede. Pela Lei Estadual nº 1304, de 30 de Dezembro de 1921 é criado o Distrito de Itapocu e anexado ao Município da Serra. Em divisão administrativa no ano de 1933, o Município é constituído de 2 Distritos: Serra e Itapocu.
ITAPOCU E NOVA ALMEIDA -
Em 11.11.1938 - É editado o Decreto-Lei nº 9.941, que fixa a divisão territorial do Estado, que vigorará sem alteração, de 1 de janeiro de 1939 a 31 de dezembro de 1943, e dá outras providências, assinado por João Punaro Bley, Celso Calmon Nogueira da Gama, Nelson Goulart Monteiro e Carlos Femando Monteiro Lindemberg que, assim fixou os limites do Município da Serra, compreendido pelos distritos Sede, Itapocu (hoje Calogi) e Nova Almeida.
O decreto acima foi editado na conformidade das normas gerais firmadas pela Lei Orgânica Nacional nº 311, de 2 de março de 1938. Nesta época os Distritos de Queimado e Carapina eram pertencentes à Vitória e, o atual distrito de Calogi possuía o topônimo de Itapocú.
Por este mesmo Decreto-lei Estadual, o Município da Serra, adquiriu o Distrito de Nova Almeida, do município de Fundão.
CARAPINA E QUEIMADO -
Em 31.12.1943 - O Município da Serra passa a ser constituído dos Distritos de Carapina, Nova Almeida - que já foi Distrito sede do município de mesmo nome, Queimado, Serra e Calogi (antigo Itapocu), conforme o Decreto-Lei Estadual nº 15.177, de 31 de Dezembro de 1943. Carapina e Queimado, na época pertenciam ao Município de Vitória. Sob o mesmo decreto acima citado o Distrito de Itapocu passou a denominar-se Calogi.
EVOLUÇÃO HISTÓRICA E PRIMEIROS ADMINISTRADORES DA SERRA
VEREADORES ADMINISTRAM A SERRA DE 19/08/1833 A 23/05/1914 A primeira Câmara de Vereadores, responsável pela administração da Freguesia da Serra era formada pelos vereadores: Luiz
da Rosa Loureiro – Presidente; Manoel da Rocha Pimentel; José Simoens da Silva;
Manoel Fernandes de Miranda; Luiz Vicente Loureiro; Fabiano Gonçalves Fraga;
Padre Joaquim de Santa Magdalena Duarte. A Câmara de Vereadores tinha naquela ocasião
funções executivas e os vereadores formavam um conselho de administração. O
presidente da Câmara era o presidente do Govemo Municipal. As leis aplicadas
eram emanadas da Assembléia Legislativa Provincial, que tinha entre seus
membros deputados que acumulavam as funções de vereadores. Não havia
incompatibilidade. Até a criação da Assembléia Provincial as leis eram editadas
em Portugal. Em 01 de fevereiro de 1835 foi instalada no
Espírito Santo, a Assembléia Legislativa Provincial sob a presidência do padre
João Clímaco da Alvarenga Rangel, nascido em São José do Queimado. Além dele,
participou da instalação do legislativo estadual outro serrano, o Padre João
Luiz da Fraga Loureiro, ocasião em que ele era também, vereador da Serra.
CIDADE DA SERRA
Em 06.11.1875 - A
sede do município da Serra deixa de ser vila e é elevada a categoria de cidade.
A instalação foi solene, com festa organizada pelo Deputado provincial, Major
Joaquim Pereira Franco Pissarra, e políticos locais no dia do aniversário de D.
Pedro II - 02 de dezembro de 1875. O Major Pissarra foi o autor da Lei que transformou
a vila da Serra em cidade. Com a Proclamação da República, em 15 de
novembro de 1889, houve a nomeação do primeiro presidente do Estado do Espírito
Santo, Afonso Cláudio de Freitas Rosa, neto materno do primeiro presidente da
Câmara de Vereadores da Serra, Luiz da Roza Loureiro. Diante da nova situação
Afonso Cláudio intervém nos municípios. Na Serra nomeia uma Intendência para
administrá-la, composta de três membros: Manoel Pereira Madruga, Manoel
Rodrigues Fernandes de Miranda e Luiz Barboza Leão, este último como
presidente, equivalente ao cargo atual de prefeito. Luiz Barboza Leão era sogro de José Cláudio de Freitas Júnior, irmão de Afonso
Cláudio, e ainda, bisavô da ex-deputada estadual do Espírito Santo
Judith Leão Castello Ribeiro e trisavô da cantora Nara Leão e do pesquisador
João Luiz Castello Lopes Ribeiro. Luiz Barbosa Leão era sogro da prima do
ex-deputado estadual Benigno Soares Leite Vidigal, bisavô do prefeito da Serra
Antônio Sérgio Alves Vidigal. Após a intervenção promovida pela
proclamação da república, foi empossada nova Câmara de Vereadores, em 18 de
dezembro de 1892, e eleito seu presidente Luiz Barboza Leão que permaneceu no
cargo até 1900, nesse período acumulou as funções de vereador com as de
deputado estadual nas legislaturas de 1895 a 1897 e 1898 a 1900. Na época do Brasil Império, só podiam ser
eleitores aqueles que tivessem uma renda anual de R$ 100$000 (cem mil réis). As
mulheres e escravos não votavam. A mulher só veio a obter cidadania - votar e
ser votada - após a "Revolução Constitucionalista de São Paulo ", em
1932. Na primeira eleição, em 1934 lá estava a mulher
serrana como pioneira - Judith Leão Castello. Judith casou-se em 1938, com
Talma Rodrigues Ribeiro (prefeito da Serra 1945/1946), passando a assinar Judith
Leão Castello Ribeiro, eleita a primeira mulher deputado estadual do Espírito
Santo, na "Assembléia Constituinte" de 1946.
Os municípios só passaram a ter autonomia
total legislativa, e serem considerados como entes federativos, com a
promulgação da Constituição Federal, em 05 de outubro de 1988, que deu
atribuição para que eles passassem a elaborar suas Leis Orgânicas e as
promulgassem através da Câmara de Vereadores. Antes era atribuição da
Assembléia Legislativa Estadual. A Constituição Federal, em 1988, passou a
considerar, pela primeira vez, o município como um ente federativo, conforme o
art. 18: - "A organização político-administrativa da República Federativa
do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios,
todos autônomos, nos termos desta Constituição". O art. 29 dá atribuição à Câmara de
Vereadores do Município para promulgar sua Lei Orgânica: - "O Município
reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos, com o interstício mínimo de
dez dias, e aprovada por dois terços dos membros da Câmara Municipal, que a
promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição, na
Constituição do respectivo Estado e os seguintes preceitos: ...". Em 1930, houve eleições para eleger o
presidente da república, naquela ocasião era presidente Washington Luiz, que
lançou como seu candidato Julio Prestes. A disputa foi acirrada com Getúlio
Vargas, este perdeu a eleição, e inconformado, alegou fraude no processo
eleitoral, o que justificou sua participação como líder da Revolução de 30, movimento
que depôs o presidente Washington Luiz. Assumiu o poder Getúlio Vargas,
impedindo a posse de Júlio Prestes. A Revolução também depôs o governador do
Estado do Espírito Santo, aliado da campanha Júlio Prestes, Dr. Aristeu Borges
de Aguiar, filho de família serrana. Seu pai era Augusto Manoel de Aguiar e sua
mãe Luíza da Silva Borges (filha de João da Costa Silva Borges e Anna Pereira
da Silva Borges). Aristeu era tio do ex-ministro da justiça Eurico de Aguiar
Salles e do ex-senador Jéferson de Aguiar. Em 19 de outubro de 1930, assumiu o
Espírito Santo, uma Junta Governativa, composta por João Manuel de Carvalho,
Afonso Corrêa Lírio e Capitão João Punaro Bley. A seguir, em 15 de novembro de 1930, Bley
foi nomeado e tomou posse em 22 de novembro de 1930 como interventor estadual.
Permaneceu no cargo até 16.10.1942, transferindo para Dr. Celso Calmom Nogueira
da Gama, que a seguir transferiu a interventoria para o Dr. Jones dos Santos Neves, em 21.01.1943. Naturalmente, que a Revolução refletiu na
política do município da Serra. O prefeito da Serra foi deposto e a Câmara de
Vereadores foi fechada. Foi nomeada uma Junta Governativa, que tomou posse em
23.10.1930, composta pelos seguintes membros: José Corrêa Pimentel; João Vieira
Xavier; Olavo Ferreira Castello (tomou posse em 24.10.1930). No mês de janeiro de 1936, houve eleições
municipais, ano em que foi eleito prefeito do município o Sr. Presciliano
Biluia de Araújo - do Partido Constructor Serrano. O mandato foi interrompido
em 10.09.1937 pelo Golpe de 1937. A democracia só foi restabelecida em 1946,
quando foram convocadas novas eleições. Os deputados e senadores eleitos
receberam o mandato com poder para elaborar uma nova Constituição. Os Presidentes da Câmara da Serra, na
legislatura eleita em 1936 foram Belmiro Geraldo Castello (06.02.1936 a
21.06.1937 - Partido Constructor Serrano) e Antenor Sarmento Miranda
(21.06.1937 a 10.09.1937 - Partido Constructor Serrano). Em 1947, com a redemocratização do país
foram convocadas eleições municipais, ano em que foi eleito prefeito do
município Rômulo Leão Castello (PSD). Os novos vereadores elegeram seu
presidente Luiz Corrêa Amado (PSD - 27.12.1947 a 10.03.1948). Naquela legislatura foram presidentes, além
de Luiz Amado, Theotônio da Costa Pereira (10.03.1948 a 10.01.1950 - PSD) e
Arnaldo Ferreira Castello (10.01.1950 a 01.02.1951 - PSD). A Câmara Municipal da Serra passou por
muitas dificuldades em toda sua existência. Quando foi instalada em 19 de
agosto de 1833, iniciava ali, os problemas para possuir um prédio próprio. O cidadão José Simoens da Silva, componente
do primeiro quadro de vereadores, cedeu uma casa de sua propriedade para
funcionar como Paço Municipal e assim o município pode ser instalado. Como
persistia a ausência de prédio público para abrigar as instalações da Câmara,
esta passou a funcionar na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição da
Serra. A Igreja controlava a Administração Municipal, as eleições, os registros
civis e de imóveis etc. Todavia, houve uma epidemia de varíola na vila, e os
mortos eram sepultados no interior da igreja, fato que, além da preocupação com
a população afetada, também, os afetava pessoalmente, segundo eles, na suas
saúdes, pois, temiam contrair a doença nas reuniões do conselho no recinto da
igreja. Deixando a igreja, a Câmara passou a alugar casas onde pudesse se
reunir. Em 01.02.1860 na visita de D.PEDRO lI, este
observou: "A casa da Câmara térrea é muito pequena. O vereador que serve
de presidente tem 1 voto; porque todos os outros se escusaram, e contudo quem passou o papel do discurso, que felizmente só
entregou, foi o vereador Pimentel o mais votado com 40 e tantos votos; a chave
da vila estava ainda sobre uma salva dentro d'um armário d'onde a tiraram para
me oferecerem. A Câmara reunia-se antes no Consistório da Matriz onde também
tem-se reunido o júri que já uma vez não teve lugar por falta de casa. Começou-se,
por subscrição, uma casa de sobrado para casa da Câmara, júri, etc. e cadeia;
mas está parada, tendo-se gasto 2 contos, orçada em 10 que decerto não chegam;
pois as obras custam muito caro aqui" . O primeiro prédio próprio da Câmara demorou
muitos anos para ser inaugurado, a obra chegou a ficar
paralisada por mais de doze anos, como verificado em ofício da Câmara,
arquivado no livro 365, do Fundo da Governadoria, Série Acyolli, datado de
1875, Arquivo Público Estadual do Espírito Santo. No ano de 1890 não havia sido
concluído, localizado no Largo do Barão do Amazonas, hoje praça
João Miguel - extensão da rua major Pissarra. Sua construção durou
aproximadamente 40 anos. No dia 26 de dezembro de 1975, a Câmara passou suas
instalações para um novo prédio, o segundo prédio próprio em 142 anos de sua
existência. Situado na rua Getúlio Vargas nº 65,
centro, Serra - Sede, onde funcionava até a instalação do seu prédio
definitivo. É importante observar que o censo do IBGE de 1970 encontrou na
Serra uma população de 17.286 habitantes e, em 2004 a população do município era
de aproximadamente 350.000 pessoas. Devido à
precariedade das suas instalações, e diante da importância do município e do
seu grande crescimento econômico e demográfico, os vereadores, em 2004,
entenderam que era necessário construir um palácio municipal condizente com a
realidade local, onde outrora havia a residência de Luiz Barboza Leão, primeiro
presidente da Câmara da Serra na fase republicana. Assim o Ex-Presidente da Câmara, Miguel João
Fraga Gonçalves, e todos os componentes da legislatura 2000/2004 criaram um
novo momento na história do município, ao entregar o novo prédio do Legislativo
Serrano Palácio Judith Leão Castello Ribeiro, o terceiro prédio próprio, em
quase 171 anos de sua existência, no dia 26/04/2005.
DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO
O
Município da Serra, Estado do Espírito Santo, Brasil cresce de maneira notável
em razão de suas potencialidades nos diversos setores econômicos. Possui uma
localização estratégica, ficando num raio de apenas mil quilômetros dos
principais centros comerciais e industriais do Brasil, como Rio de Janeiro, São
Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Salvador, além de ficar no centro econômico e
administrativo do Espírito Santo. Estando
na região metropolitana da Grande Vitória, fazendo limite com a capital do
Estado, a Serra se constitui não só no maior município em extensão territorial,
como também o município que consegue destaque no cenário industrial do Estado,
consolidando seu desenvolvimento econômico para propiciar a melhoria da
qualidade de vida de sua população.
A
origem desta terra está estruturada no trabalho e suor de heróis desbravadores
que no seu anonimato fixaram as bases de uma grande cidade. Os Índios e
Portugueses aliados depois aos Negros, moldaram os alicerces de um povo que ao
longo da história mostrou-se aguerrido e trabalhador. A
origem da Serra acontece no momento em que os Índios Temiminós, do Rio de
Janeiro sob a orientação do padre Jesuíta, Braz Lourenço fixam-se nas
proximidades da montanha do Mestre Álvaro e do rio Santa Maria da Vitória, sob
a orientação do padre Jesuíta, Braz Lourenço. É então fundada a Aldeia Indígena
de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, cuja capela foi inaugurada a 8 de
dezembro de 1556, com missa, rezada por Braz Lourenço e a presença do bravo Maracajaguaçu,
Gato Grande, que viera com sua tribo, em migração, do Rio de Janeiro.
A
Aldeia que deu origem ao município da Serra, situava-se pelo outro lado do Morro do Mestre Álvaro, entre a Montanha
e o rio Santa
Maria da Vitória. Posteriormente foi transferida para o local atual, numa
colina, devido a uma Epidemia de Varíola, altamente contagiosa, que atacou a
região em princípios de 1564.
Paralelamente
à fundação da Aldeia de Nossa Senhora da Conceição da Serra, surgiam também
outras aldeias que mais tarde se tornariam distritos do município: Carapina,
Nova Almeida, Calogi e Queimado. Inicialmente
a população da aldeia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição era composta de
Índios. Depois foram chegando os colonizadores portugueses que aqui
estabeleceram seus engenhos, trazendo escravos para o trabalho braçal. Da
miscigenação de Portugueses, Índios e Negros surgiu o povo serrano, que dos
portugueses herdou a religiosidade; dos negros um rico folclore e um grandioso
gosto pelas festas e dos índios, a paixão pela liberdade.
No século XIX, a Serra muito se desenvolveu, por ser um entreposto de comércio para a região norte do estado e, ainda, pela sua produção de açúcar e café. No início do século XX, foi iniciado um processo de decadência. São José de Queimado, hoje Distrito da Serra, situado à margem do Rio Santa Maria da Vitória, possuía um porto chamado Porto do Una, onde era embarcada, em grandes canoas que comportavam mais de cem sacas de café, a produção da região da Serra e onde eram desembarcados os produtos importados que atendiam às necessidades locais. O rio servia como via para o transporte em geral, inclusive para a integração de Vitória com a Serra e com o Norte do Espírito Santo.
Com o advento da Estrada de Ferro Vitória a Minas e, mais tarde, a Crise Econômica Mundial de 1929, que afetou o comércio de café e, consequentemente a economia da Serra, a vila de São José do Queimado desapareceu, praticamente não restando mais casas no local, a não ser algumas poucas residências de agricultores locais. Na vila, só existe a ruína da Igreja de São José, pois o comércio passou a acontecer diretamente com Vitória e, por consequência, a Vila de Queimado sumiu e a Serra minguou.
LOCALIZAÇÃO
O
Município da Serra no Estado do Espírito Santo está localizado na região
Sudeste do Brasil. Com belas praias e um rico folclore é o maior da região
Metropolitana da Grande Vitória, com uma extensão territorial de 553 Km² e 526 m.
Segundo o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no recenseamento de 1991, a Serra possuía 222.158 habitantes. Em 1996, o número de habitantes passa para 269.319 e no
censo do IBGE de 2000 foi encontrada oficialmente uma população de 321.181 habitantes, com 158.458 homens e 162.723 mulheres.
Em 2007 a população da Serra, segundo ainda o IBGE era de 385.370 habitantes, número que em 2010 passa para 409.324 habitantes, sendo o segundo maior Município por população do Estado, perdendo apenas para Vila Velha, com 414.420 habitantes e acima de Cariacica com 348.933 e Vitória, a Capital, com 325.453 habitantes.
A
população da Serra em 2012 é estimada em 500 mil habitantes.
INSURREIÇÃO DO QUEIMADO:
Texto do Livro "HISTÓRIA DA SERRA", de Clério José Borges
OBSERVAÇÃO:
É ERRADO ESCREVER MARACAIA - GUAÇU OU MARACAIAGUAÇU E LOURENÇO BRAZ
Através de documentos históricos e baseado em uma fonte primária, ("História da Companhia de Jesus no Brasil", de Serafim Leite), o certo é usar MARACAJAGUAÇU e BRAZ LOURENÇO.
Texto do Livro "HISTÓRIA DA SERRA", de Clério José Borges
Braz Lourenço, SJ (Nasceu em Melo, 1525 - Faleceu em Anchieta, 15 de julho de 1605). Foi o sacerdote
jesuíta que fundou o município de Serra, no Estado do Espírito Santo, Brasil,
junto com o Chefe Indígena Maracajaguaçu. Rezou a primeira missa na Aldeia de
Maracajaguaçu. Nasceu no ano de 1525, em Melo, diocese de Coimbra, cidade de
Portugal. Ingressou na Companhia de Jesus, (Ordem dos Jesuítas) com 24 anos de
idade, em 9 de maio de 1549. Veio para o Brasil, em 1553, na
expedição missionária dos Jesuítas que era dirigida pelo padre Luiz Da Grã e
pelo padre Ambrósio Pires e que fazia parte da Armada (Navios de Guerra) do 2º
Governador Geral do Brasil, Dom Duarte da Costa, junto estava José de Anchieta,
que mais tarde, seria denominado o Apóstolo do Brasil. Na ocasião,
Anchieta ainda não era padre e sim, apenas um noviço, um aprendiz. Anchieta
ordenou-se padre em 1565. Braz Lourenço foi confessor
do Governador Geral, Duarte da Costa e do filho do Governador, Álvaro da Costa,
que era Comandante e Mestre de navio, o
MESTRE ÁLVARO, do Morro da Serra. Da Bahia, Braz Lourenço
vem para o Espírito Santo em dezembro de 1553, na “oitava do Natal”, para
assumir o cargo de Provincial da Capitania, em substituição ao padre Afonso
Braz que aqui estava desde 1551. Provincial significa Superior (Chefe) das
casas religiosas e dos Padres. Segundo o historiador Serafim Leite, na
Capitania do Espírito Santo, Braz Lourenço se tornou: “O mais notável no campo
da sua atividade, na renovação dos costumes dos moradores e na catequese dos
Índios”.
Braz Lourenço foi
Provincial no Espírito Santo, POR DUAS VEZES, de 1553 a 1564 e em 1582, administrando os Jesuítas, bem
como criando e fundando núcleos de catequese em várias Aldeias Indígenas.
dE 1553 A 1564, continuou a obra de construção do Colégio dos Jesuítas em Vitória. O Colégio
havia sido iniciado pelo seu antecessor Afonso Braz. Foi também o construtor da
primeira residência dos Jesuítas na vila de Vitória, pois o padre Afonso Braz
deixara apenas “um pequeno seminário coberto de palhas”. Em 1564, Braz Lourenço foi
substituído pelo padre Manoel de Paiva e segue para Porto Seguro onde é nomeado
superior do Colégio dos Jesuítas. Em 1572, o padre Inácio de Tolosa leva Braz
Lourenço para o Rio de Janeiro, onde o fundador da Serra, é
nomeado vice-reitor do Colégio dos Jesuítas. José de Anchieta, que, em 1565,
ordenara-se padre na Bahia, tinha sido nomeado Reitor, mas como Anchieta encontrava-se
em missão evangelizadora na região de São Paulo, acabou não assumindo a
Reitoria do Colégio do Rio de Janeiro. Braz Lourenço, que estava como vice-reitor, acaba
assumindo a Reitoria, permanecendo no cargo de 1573 a 1576. Em 1582, Braz
Lourenço retorna ao Espírito Santo como superior da Ordem e Reitor do Colégio
dos Jesuítas de Vitória. Assume os cargos pela segunda vez. Após várias
atividades destacadas no processo de evangelização, já idoso, acaba indo se
recolher na residência dos Jesuítas em Reritiba, atual cidade de Anchieta, onde
falece a 15 de julho de 1605. Tendo nascido em 1525, ao morrer a 15 de julho de
1605, Braz Lourenço tinha 80 anos e não 86, como erradamente citam algumas
publicações. A Prefeitura da Serra divulga
erradamente, em publicações oficiais e pela Rede Mundial de Computadores, a INTERNET, o
seguinte texto, baseado em informações EQUIVOCADAS E ERRADAS do Memorialista, Escritor gente boa e amiga, Naly da Encarnação Miranda que por ouvir dizer e sem base documental relata no seu livro "Reminiscências da Serra 1556 - 1983", na página 15:
“Quanto ao dia e mês da chegada do padre Braz Lourenço na
Serra, não se sabe com exatidão. (sic)
Porém, como era costume dar nomes a lugares ou acidentes geográficos com
o nome do santo do dia, supõe-se que tal data tenha se dado em 08 de dezembro
de 1556, dia consagrado à Santa Nossa Senhora da Conceição. O padre Brás (O TEXTO ESTÁ ESCRITO ERRADO. BRAS com S. O Certo é BRAZ com a letra Z),
Lourenço, contando com a colaboração do cacique Maracaiaguaçu (Gato Grande),
conseguiu assim fundar a Aldeia de Nossa Senhora da Conceição da Serra, em
1556, no sopé do monte Mestre Álvaro”. No texto historicamente constata-se alguns erros: 1 - Sabe-se SIM com exatidão o dia e chegada de
Braz Lourenço no Espírito Santo, que ocorreu na oitava do Natal de 1553. OS PADRES JESUÍTAS ERAM DEVOTOS E DIVULGADORES DA IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA. Assim sabe-se com exatidão que a data foi mesmo 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição de Maria, mãe de Jesus.
3 - Depois da Reforma Ortográfica, a grafia da
palavra é Maracajaguaçu. A palavra com a letra I no lugar da letra J é do tempo
em que no Brasil se escrevia Farmácia com PH no lugar da letra F. 4 - A grafia certa é BRAZ Lourenço, com a Letra Z
em BRAZ. Braz Lourenço não residiu na Aldeia de Nossa
Senhora da Conceição da Serra e sim em Vitória onde era o Provincial, ou seja,
Superior dos Jesuítas, exercendo as funções de comandante religioso da
Capitania do Espírito Santo. Tinha várias atribuições por ser o Superior dos
Jesuítas. Uma de suas atribuições mais destacadas era
a manutenção e ampliação da Igreja São Tiago e a construção da residência dos
Jesuítas, em Vitória. Tais atividades o impediam de fixar residência numa única
aldeia. Segundo a historiadora Maria Stella de Novaes, Braz Lourenço, o
fundador da Serra, foi: “Um verdadeiro Apóstolo, no Espírito Santo (...) e
construtor da primeira Igreja dos Jesuítas, na Vila de Vitória”.
BRAZ LOURENÇO OU LOURENÇO BRAZ?
Naly Encarnação Miranda no Livro "Comentários
Históricos da Serra", obra publicada em 1990, baseada em "comentários
de ouvir dizer, sem qualquer análise em documentos históricos", escreve na
página 11 o seguinte, sendo o comentário entre parentesis de minha autoria: "
Naly da Encarnação Miranda está equivocado. Não é
verdade que tenham existido dois padres Jesuítas: Um de nome Lourenço Braz e
outro de nome Braz Lourenço:
1 - Na relação dos Padre
Jesuítas do início da Colonização do Brasil, apresentada por Serafim Leite em
sua obra literária, “História da Companhia de Jesus no Brasil”, não consta dois
padres e os dois nomes, apenas BRAZ LOURENÇO. Braz Lourenço foi
Provincial no Espírito Santo de 1553 a 1564.
2 - O Escritor ELMO ELTON também se equivocou. Nos
dois casos o Padre é o mesmo, BRAZ LOURENÇO
A questão é que o Pesquisador não pode confiar
apenas em uma FONTE de pesquisa.
ORIGEM DA CONFUSÃO A confusão começou em 1941,
quando o escritor, Francisco Eugênio de Assis no “Dicionário Geográfico
e Histórico do Estado do Espírito Santo”, na página 259, diz que a Serra foi
fundada pelo Jesuíta Lourenço Braz, em companhia de outros em 1556. O ex Prefeito
Naly da Encarnação Miranda, com base em Francisco Eugênio de Assis, chegou a
criar uma Fundação de amparo à Criança, com o nome Lourenço Braz, divulgando o nome errado do
Fundador da Serra. O texto de Francisco Eugênio Assis é de 1941.
A confusão começou em As datas de nascimento e falecimento de Braz Lourenço, constam de documentos e cartas vistas e analisadas pelo historiador e padre Jesuíta, Serafim Leite.
Braz Lourenço faleceu com 80 anos de idade, com 52 anos de Brasil e 56 anos de Companhia de Jesus.
Segundo os padres da Igreja Matriz da Cidade de Anchieta, alguns Jesuítas foram realmente sepultados numa área de terra próxima a Igreja. Informam contudo que a citada área de terra hoje é um pátio cimentado e não existem mais os registros oficiais, para a identificação certa e real dos túmulos.
Os registros históricos contudo confirmam estar o padre Braz Lourenço, fundador da Serra, sepultado em Reritiba, atual Anchieta.
Em 1597, a Igreja de Reritiba ainda não estava com a sua construção concluída. Tanto é que Anchieta, tendo morrido nesse ano, teve seu corpo transferido para Vitória, para ser enterrado na Igreja de São Tiago. Os ossos do Santo Jesuíta permaneceram na Igreja de São Tiago até 1609, quando foram levados para a Bahia, às escondidas da população de Vitória, ficando com alguns Jesuítas da Vila, alguns ossos, entre os quais a tíbia direita.
Em 1604, a Igreja de Reritiba já estava definitivamente construída, pois nela foi enterrado o padre Diogo Fernandes. Braz Lourenço, falecido em 1605, depois do falecimento de Anchieta e Diogo Fernandes, também ali foi enterrado.
A influência dos Jesuítas no povoamento das regiões do Espírito Santo foram extintas com a expulsão dos padres do Brasil, decretada oficialmente pela influência do Marquês de Pombal, ( Sebastião José de Carvalho e Mello ) pela Lei de 3 de setembro de 1759.
Em 22 de janeiro de 1760, segundo Serafim Leite um total de 17 padres, ( segundo o escritor Elmo Elton o número de padres seriam 16 ), que atuavam no Espírito Santo tiveram que sair, embarcando no Navio Libúrnia, que foi para o Rio de Janeiro e de lá para o exílio.
Os Jesuítas foram expulsos de Portugal e Colônias. Todos os seus bens foram confiscados. Um dos padres expulsos do Espírito Santo em 1760 foi o padre escritor Manuel da Fonseca.
No livro do saudoso escritor capixaba Elmo Elton, intitulado “Velhos Templos de Vitória & Outros Temas Capixabas”, consta ERRADAMENTE o seguinte, nas páginas 10 e 11, no capítulo referente a Igreja de São Tiago:
“Afonso Brás encantara-se com o Espírito Santo ( ... ) mas o Jesuíta se demorou pouco na Capitania, isto é, apenas dois anos, visto que, em dezembro de 1553, era substituído pelo padre Lourenço Brás (TAL INFORMAÇÃO NÃO É VERDADEIRA. ELMO ELTON ESTÁ EQUIVOCADO E NALY MIRANDA EMBARCOU NO ERRO DE ELMO ELTON, BASTA CONSULTAR O LIVRO DE SERAFIM LEITE, PÁGINA PUBLICADA NESTE TRABALHO ONDE CONSTA BRAZ LOURENÇO... ) Lourenço Brás, (O CERTO É BRAZ LOURENÇO) em carta de 1554, informava que a Igreja de São Tiago já estava bem maior, acrescentando que a mesma será tan grande como la del nuestro Colégio de Coimbra o mas, y enchesse toda. Em princípio de 1559 ocorreu um incêndio na Casa dos Meninos de Jesus, possivelmente atingindo parte da Igreja, que lhe ficava anexa, registrando Brás Lourenço, em 1562, que a Igreja é pobre a qual nem ornamentos, nem retábulos, nem galetas tem, como dije mal providas de vinho e farinha para as missas. Dito padre se demorou em Vitória até 1564, sendo que o templo, reconstruído e ampliado, tinha, em 1573, mais cem palmos de comprido, fora a capela, e quarenta e cinco de largo, passando a ser de pedra e cal."
Através de documentos históricos e baseado em uma fonte primária, ("História da Companhia de Jesus no Brasil", de Serafim Leite), o certo é usar MARACAJAGUAÇU e BRAZ LOURENÇO.
Maracajaguaçu, o Índio Gato Bravo Grande, que morava na Ilha de Paranapuã, atual Ilha do Governador, no Rio de Janeiro tinha dois filhos: Mamenoaçu e Araribóia.
O segundo filho de Gato Grande é Araribóia.
O nome indígena Araribóia significa Cobra Feroz ou Cobra das Tempestades.
“Araib”, em Tupi, significa “Tempo Mau, Tempestade, Tormenta” e “Bói” significa “Cobra”.
Nasceu em 1524, na Ilha de Paranapuã, também chamada de Paranapecu, atual Ilha do Governador, no Rio de Janeiro.
Não é verdade que Araribóia tenha nascido no Espírito Santo.
Esteve no Espírito Santo, acompanhando seus pais e sua gente, de 1554 a 1564.
Aqui residiu na região de Santa Cruz e depois na Serra. Posteriormente em 1562, fundou a Aldeia de São João, em Carapina.
A historiadora Maria Stella de Novaes, na página 30, do livro “A História do Espírito Santo” informa que Araribóia nasceu na Ilha de Villegagnon. A Escritora Maria Stella está errada, equivocada.
Araribóia não nasceu na Ilha de Villegagnon, que era chamada pelos Indígenas de Ilha de Serigipe. Nasceu no Rio de Janeiro, em 1524, na Ilha de Paranapuã, (palavra em Tupi que significa "Seio do mar"), também chamada pelos Indígenas de Ilha de Paranapecu e pelos Franceses e Portugueses de Ilha do Gato, sendo atualmente conhecida como Ilha do Governador, na baía de Guanabara.
Texto do Livro "HISTÓRIA DA SERRA", de Clério José Borges
MESTRE ORIENTANDO NAVIOS
O MESTRE ÁLVARO E A LENDA DO PÁSSARO DE FOGO
A Serra (Morro) do Mestre Álvaro visto do Convento da Penha, em Vila Velha e a Montanha do Mochuara, em Cariacica, visto da BR 101, Contorno de Vitória.
Serra e Cariacica são cúmplices numa história de amor. As duas cidades, segundo conta a lenda, relatada entre outros historiadores por Maria Stela de Novaes, estão ligadas para sempre pela força de um sentimento que une até hoje o índio Guaraci (Tribo Temiminó) e a índia Jaciara (Tribo dos Botocudos). Guaraci, em Tupi significa Sol, Verão. Jaciara significa Tempos de Luar, Noites com raios de Lua.
Pertencentes a duas tribos inimigas - Temiminós e Botocudos - o jovem casal foi impedido de viver a sua história de amor. Comovido com a paixão dos dois índios, o Deus Tupã transformou-os em duas montanhas. O índio ficou sendo o Mestre Álvaro, na Serra e a índia, o monte Mochuara (Moxuara), em Cariacica.
Até hoje eles estão frente a frente, contemplando um ao outro e assim ficarão por toda a eternidade. Segundo o historiador Clério José Borges, um "Pássaro de fogo" sempre é visto, pelas pessoas de coração puro, sem malícia, nas noites de São João, (24 de junho), indo do Mestre Álvaro ao Mochuara, abençoando o amor de Guaraci e Jaciara. Prova de que homens e histórias passam, mas corações não morrem jamais.
Observem que esta Lenda Capixaba conta a história de um Pássaro de Fogo que colabora na união do jovem casal. Há uma semelhança muito grande com a Lenda Russa do Pássaro de Fogo, imortalizada pelo grande Maestro Igor Stravinsky.
HINO DA SERRA
O hino de Serra foi composto com o intuito de homenagear o serrano ausente e foi apresentado pela primeira vez nas comemorações do Dia do Serrano, no dia 26 de Dezembro de 1927, na gestão de então Prefeito Municipal da Serra, Alexandre Cardoso, que transferiu a comemoração do "Dia do Serrano" que era no dia 08 para o dia 26 de dezembro. A poesia do hino de Serra tem a letra composta pelo Prof. Jaime de Abreu e a música de Manoel Xavier. Por muitos anos o hino deixou de ser cantado, sendo que anos mais tarde foi recitado para o maestro Atisthenes Loureiro, da Banda Estrela dos Artista. Hino da Serra
I
Nos orgulhamos desta invicta terra,
Estribilho
Ei, avante serranos, trabalharemos, II
O serrano é meu irmão sincero.
III
Nossa Serra Querida, esplendorosa.
IV
Ei, avante, irmãos o que almejo. Obs:
O presente hino sofreu pequenas modificações na letra para corrigir incoerências simétricas.
Símbolos do Município Dá-se o nome de símbolos municipais aos elementos gráficos ou musicais destinados a representar um município. Tais símbolos indicam a soberania de seu respectivo município, merecendo por isso demonstrações de cortesia e respeito por parte de outros. Mas, acima de tudo, os símbolos devem ser amados e respeitados pelo povo que representam, pois, na realidade, são verdadeiras imagens patrióticas.
Todos os municípios desenvolvidos possuem seus próprios símbolos.
"Na administração do prefeito Aldari Nunes, foi realizado um concurso público com o título: 'Bandeira do município'. A finalidade principal do concurso foi a pesquisa cultural que o tema exigia, bem como o nascimento de um símbolo que representasse o município em sua grandeza de paz e prosperidade.
Participaram deste concurso 27 candidatos, que apresentaram seus projetos à Câmara Municipal de Serra.
O vencedor foi o estudante EVALDO VIZEU BARCELLOS, serrano, 25 anos de idade". (Barcellos. 1975).
A bandeira apresentada pelo estudante apresenta faixas horizontais. A primeira é verde, pintada na parte superior, e representa as matas; a do meio é mais larga, branca representando a paz.
Dentro desta faixa encontram-se "duas meia-luas", que na verdade é a letra S estilizada, vocábulo inicial de 'Serra'. A cor amarela representa o clima tropical. Ao fundo, observa-se o Morro Mestre Álvaro que além de sua importância na navegação marítima e ao turismo, mostra-se perante o homem como colosso de grandeza, beleza e
punjança. A sua presença torna o serrano orgulhoso de sua terra. A frente do Mestre Álvaro, vê-se uma chaminé e uma parede de fábrica representando a construção civil e o complexo industrial do município.
2. Brasão da Serra
COMIDAS TÍPICAS DA SERRA
MOQUECA CAPIXABA -
Os Dicionários registram Moqueca com “o”, como sendo um simples ensopado de Peixe. Mas, a Moqueca Capixaba e muito mais que um simples ensopado. Bem feita bem temperada é uma verdadeira maravilha da natureza.
Além da Moqueca Capixaba, outra comida tradicional da Serra e do Estado do Espírito Santo é a Torta Capixaba, típica da Semana Santa.
A Moqueca Capixaba é especial: Não se coloca leite de coco e nem azeite de Dendê nem se coloca água. Os temperos em bastantes quantidades fornecem a água suficiente para o cozimento.
O Livro "História da Serra" é eleito o melhor de 98 no gênero prosa. (...) O autor do livro foi comunicado da colocação obtida por seu livro por uma carta enviada no dia 20 de Janeiro, pela Presidente da Sociedade de Cultura Latina do Brasil, entidade com sede nacional em Mogi das Cruzes, São Paulo, a também escritora, Maria Aparecida de Mello Calandra”. Notícia do Jornal "Tempo Novo", de 30 de janeiro de 1999.
“Mogi das Cruzes, 20 de Janeiro de 1999. Excelentíssimo Sr. Clério Borges de Sant'Anna.
Foto 01: Reprodução do Ofício comunicando que o Livro HISTÓRIA DA SERRA foi escolhido o Melhor Livro do ano de 1998.
15/09/2005 - Em solenidade realizada na Sala de Reuniões Flodoaldo Borges Miguel,
Foto da Placa Especial recebida por Clério José Borges, no dia 15 de Setembro de 2005, na Sessão Solene do Dia do Historiador da Serra, presidida pelo Vereador João de Deus Corrêa, o Tio João. A Placa diz: " Diploma de Honra ao Mérito. HISTORIADOR SERRANO. CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT ANNA. A Câmara Municipal da Serra, através do Vereador João de Deus Corrêa - Tio João, confere o
TÍTULO DE HONRA AO EMÉRITO HISTORIADOR SERRANO, ESCRITOR CLERIO JOSÉ BORGES DE SANT ANNA, por sua brilhante capacidade de Criação Literária, Emérito Trabalho de Pesquisador da História da Serra. Serra, Estado do Espírito Santo, 15 de Setembro de 2005. Assinado: João de Deus Corrêa - Tio João, Vereador Proponente e Adir Paiva, Presidente".
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BIBLIOGRAFIA A bibliografia sobre a
historiografia do Município da Serra se confunde com a própria
historiografia capixaba. Na Serra poucos são os livros que
contam a história do Município. Algumas são obras sem
embasamento científico. Sem pesquisa. O projeto desta obra nasceu em
1991. As pesquisas foram iniciadas em 1993, tendo o autor que
conciliar o seu trabalho de Funcionário Público Estadual,
com as horas necessárias para a pesquisa. Ao longo de quatro
anos dez viagens foram feitas, exclusivamente para pesquisas. Oito
ao Rio de Janeiro em visitas a Ilha dos
Maracajás, atual Ilha do Governador e na Biblioteca
Nacional e Arquivo Nacional. Outras
duas viagens foram realizadas ao Estado de São
Paulo para que o autor tivesse certeza absoluta de que nunca
existiu nenhum padre Lourenço Brás, no Espírito Santo e no
Brasil na época da colonização pois existem os que
defendem a tese da existência de dois padres: Um Lourenço Brás
e outro Braz Lourenço. Todas as viagens custeadas pelo próprio
autor, sem qualquer apoio cultural. Também diversas correspondências
foram trocadas com escritores do Rio, São Paulo e Portugal. Os trabalhos de pesquisa
terminaram em julho de 1997, após serem checadas
mais de 5 mil informações e lidos mais de 200
livros e publicações sobre a Serra. Estas indicações bibliográficas
são para conhecimento dos leitores. Caso haja alguma dúvida
sobre qualquer informação prestada, bastará ao leitor
identificar a obra e pesquisar sobre o que consta neste livro. É assim que se faz a história de
um Município. Com informações precisas obtidas em livros
antigos e documentos verdadeiros. Algumas obras citadas, como "Cartas
dos Jesuítas", não foram localizadas no Espírito
Santo sendo localizadas somente na Biblioteca Nacional e
no Arquivo Público Nacional, no Rio de Janeiro. O autor também obteve algumas
informações sobre cartas antigas de Braz
Lourenço no Colégio dos Jesuítas "São
Luiz", em São Paulo. FONTES DE PESQUISA Estas são as fontes em que o
autor se baseou para escrever este livro que conta a verdadeira História
da Serra: ACCIOLI DE VASCONCELLOS,
Inácio - Memória Estatística da Província do Espírito Santo.
Escrita no ano de 1828. Arquivo Público Estadual - Vitória - ES
- 1978. ANCHIETA, José de. S.I. -
Cartas, Informações, Fragmentos históricos e Sermões (
1554-1594 ) - Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1933. 567
páginas ilustradas. ASSIS, Francisco Eugênio de
- Dicionário Geográfico e Histórico do Espírito Santo -
Vitória, 1941. BALESTREIRO, Heribaldo Lopes
- O Povoamento do Espírito Santo. Obras Pavonianas. Vitória,
1976. BORGES, Clério José - O
Trovismo Capixaba - Editora Codpoe - Rio de Janeiro, 1990. 80
páginas. Ilustrado. CABRAL, Luiz Gonzaga, Padre
- Jesuítas no Brasil - Companhia Melhoramentos - São Paulo,
1925. CARDOSO JR., Nourival -
"Agora é a vez da Cultura Popular", Folheto colorido
elaborado pela Prefeitura Municipal da Serra em 1989 CARVALHO, José Antônio - O
Colégio e as Residências dos Jesuítas no Espírito Santo -
Expressão e Cultura, Rio de Janeiro, 1982, 302 páginas. CASTELO, Marinaldo Fraga -
Trabalho datilografado reproduzido em cópias. Elaborado em 1973.
Cópia xerox na Biblioteca do Centro Comunitário de Parque
Residencial Laranjeiras. Centro Educacional Valparaíso - Serra -
ES. CLÁUDIO, Afonso -
Insurreição do Queimado - Episódio da história da Província
do Espírito Santo. Fund. Ceciliano Abel de Almeida. Vitória,
1979. DAEMON, Basílio Carvalho -
Província do Espírito Santo, Sua Descoberta, História,
Cronologia e Sinopse Estatística - Tipografia Espirito-Santense
- Vitória, 1897 - 513 páginas. DINIZ MIGUEL, Ivonne - O
Homem da Serra. Escola Tipográfica das Obras Pavonianas. Sem
data. 128 páginas. ELTON, Elmo - Velhos Templos
de Vitória e outros Temas Capixabas - Conselho Estadual de
Cultura - Vitória - ES, 1987 - 205 páginas; São Benedito, sua
devoção no Espírito Santo - DEC - Departamento Estadual de
Cultura - Vitória, ES, 1987 - 205 páginas; Anchieta - Versos e
dados históricos sobre padre Anchieta - CEC - Vitória, ES,
1984. FERREIRA, Jurandyr Pires -
Enciclopédia dos Municípios Brasileiros. Volume XXII. Rio de
Janeiro, 1959. FREIRE, Mário Aristides - A
Capitania do Espírito Santo - 1535/1822. Vitória, 1945. GONDIM, Eunice Ribeiro - Os
Dois Portos Chamados de Martim Afonso: O da enseada de Botafogo e
o de São Cristóvão. "Revista Marítima Brasileira"-
Rio de Janeiro, Nº 85, janeiro/março. 1966. Ilustrada. IPANEMA, Cybelle M. -
História da Ilha do Governador - Páginas 43 a 55. LEITE, Serafim, S.I. -
História da Companhia de Jesus no Brasil - Lisboa, Livraria
Portugália; Rio de Janeiro. Editora Civilização Brasileira,
1938/50. 10 Volumes ilustrados. LÉRY, Jean de. - Historie
dun Voyage fait em la Terre du Bresil, autrement dite
Amerique... - Rochelle, A. Chuppin, 1578. 424 páginas, II. LESSA, Luís Carlos -
Araribóia, o Cobra das Tempestades - Editora Francisco Alves -
Rio de Janeiro, RJ. LIMA, Sônia P./ Silva, M.
B. - Seis Mil Nomes para Bebês - Nova Sampa Diretrizes Ltda -
São Paulo. 192 páginas. MARQUES, Cesar Augusto -
Dicionário Histórico, Geográfico e Estatístico da Província
do Espírito Santo - Typografia Nacional, 1878. MIRANDA, Naly da
Encarnação - Reminiscências da Serra - 1556/1983, Edição do
autor, Serra, 1984. 88 páginas; Comentários Históricos da
Serra - Edição do autor, Serra, 1990. 78 páginas. Ilustrado. MONJARDIM, Adelpho Poli -
Contos Fantásticos. Rio de Janeiro. Editora Oficina de Letras e
Artes - 217 páginas. MORAES, Cícero - Como
Nasceram Cidade no Espírito Santo - 1954. MORAES, Neida Lúcia - O
Espírito Santo era Assim - Rio de Janeiro, 1920. MONTELLO, Jesse - Coleção
de Monografias Municipais - Nova Série nº 271 - Rio de Janeiro
- 18 de junho de 1984. NEVES, Jayme Santos - A
Outra História da Companhia de Jesus - Vitória - Fundação
Ceciliano Abel de Almeida, 1984. 383 páginas. NÓBREGA, Manoel, Padre -
Diálogo Sobre a Conversão dos Gentios - s/data. Edição antiga
reproduzida em cópias com falhas. NOVAES, Maria Stella de -
História do Espírito Santo. Vitória. Fundo Editorial do
Espírito Santo - Sem data. 455 páginas; Lendas Capixabas -
Vitória - ES. Sem data. OLIVEIRA, José Teixeira de
- História do Estado do Espírito Santo - 2ª Edição -
Fundação Cultural do Espírito Santo - 1975. PACHECO, Renato José Costa
/ Rosa, Léa Brígida R. de Alvarenga e Neves / Luiz Guilherme
Santos Neves. - Espírito Santo minha terra, minha gente - Sedu -
Vitória, 1986. 57 páginas. PENA, Misael - História da
Província do Espírito Santo - RJ - 1878. RESENDE, Wilson Lopes de - A
Insurreição de 1849, na Província do Espírito Santo - Editora
Itabira - Cachoeiro de Itapemirim - 1949. 17 páginas. ROCHA, Wilton Simas da -
Município da Serra - Trabalho mimeografado e datilografado,
reproduzido em cópias. Notícias Cívicas de Geografia e
História. Ao estudante Serrano de todos os Tempos. Junho/1981. ROCHA, Levy - Viajantes
Estrangeiros no Espírito Santo. Brasília. Editora de Brasília,
1971; Viagem de D. Pedro II ao Espírito Santo - RJ - 1960. RIBEIRO, Judith Leão
Castello - Presença. Vitória - ES. 1980. 131 páginas. SÁ, Antônio de - Cartas
Jesuíticas II - Cartas Avulsas 1550/1568 - Edição da
Biblioteca Nacional ( RJ ). SAINT-HILAIRE, Auguste de -
Viagem ao Espírito Santo e Rio Doce. São Paulo. Editora
Itatiaia. 1974. SANTINI, Maria Luiza Parente
- 5.000 nomes para seu Bebê - Nova Sampa Diretriz Editorial -
1993. TEIXEIRA, Álvaro - Roteiro
Cartográfico da baía de Guanabara e cidade do Rio de Janeiro -
século XVI e XVII, de Álvaro Teixeira Filho - Rio de Janeiro -
Livraria São José - 1975. 151 páginas. THEVET, André, O.F.M. - La
Cosmographie Universelle... Paris, P. LHuillier, 1575, 2
volumes, ilustrado. VASCONCELLOS, José
Marcelino de - Ensaio sobre a História e Estatística da
Província do Espírito Santo. Vitória. 1858. VASCONCELLOS, Simão de -
Crônica da Companhia de Jesus do estado do Brasil. Lisboa. 1865. VIANA, Manoel - Os
Brasilíades - Poema épico Brasileiro - Prefeitura Municipal de
Paranaguá - Paraná - 1984. 144 páginas. VIOTTI, Hélio Abranches,
S.I. - Anchieta, o Apóstolo do Brasil na Capitania do Espírito
Santo - Edições Loyola - São Paulo - 1966. PUBLICAÇÕES PESQUISADAS: 1- Relatório final da
Comissão Coordenadora do relatório Estadual sobre Meio Ambiente
e Desenvolvimento - ES - ECO 92 - Meio Ambiente e Desenvolvimento
no Espírito Santo. Oferta de Deivison Ribeiro. 2- Vitória News - Edição
semanal - Número 16, de 4 de dezembro de 1977 - Jornal
distribuído gratuitamente editado pelo Jornalista Rubens Manoel
Câmara Gomes. Reportagem: "Um Passeio ao Mestre
Álvaro" ( Página 4 ) Coleção do autor. 3- SERRA, EM FOCO O
DESENVOLVIMENTO - Publicação colorida da Prefeitura Municipal
da Serra, na administração do prefeito Adalton Martinelli.
Prospecto elaborado como síntese do Plano de Desenvolvimento
Industrial do Município da Serra, pela ETPI - Engenharia
Tecnologia e Projetos Industriais, em fevereiro de 1991. Oferta
do advogado Antônio Sérgio Massad. Coleção do autor. 4- Trabalho Mimeografado da
ETPI - Engenharia Tecnologia e Projetos Industriais Ltda.
Realizado em 1990/199l. 5- Guia da Ilha do
Governador - 2ª Edição de 1950. Oferta da Sra. Glécia Ribeiro
Gondim, residente na Ilha do Governador - Rio de Janeiro. 6- ATLAS ESCOLAR DO
ESPÍRITO SANTO. Elaborado pela Secretaria de Educação e
Cultura no Governo Gerson Camata, em 1986. Textos de Natália
Haese Lavagnoli, Gildo Willadino e Neida Lúcia Moraes. 7- Reportagens e Notícias
dos seguintes jornais: A Gazeta, de Vitória - ES.
Várias edições. A Tribuna, de Vitória - ES.
Várias edições. Tempo Novo, de Laranjeiras,
Serra, ES. Várias edições. O Diário, de Vitória-ES.
Edição de sexta-feira, 19 de agosto de 1977, nº 5.312. Trombeta, da Serra - ES.
Edição de 1994. Correio Popular, de
Cariacica, ES. Jornal de Cleilton Gomes. Várias Edições. 8- Revista Momento Policial
- ano IV - Edição nº 19 - outubro/novembro de 1992. Editada em
Porto Alegre - RS. Reportagem sobre a Serra. Coleção do autor. 9- Folheto editado pelo
Instituto Jones dos Santos Neves, de Vitória - ES, sobre o
título: "Informativo Região Metropolitana". Sem data. 10- Catálogo de Bens
Culturais Tombados do Estado do Espírito Santo. Editado por
Massao Ohno Editor, para o Conselho Estadual de Cultura do Estado
do Espírito Santo. 1991. Coleção do autor. 11- Almanaque de Santo
Antônio 1996 - Editora Vozes, Organizado por frei Edrian Josué
Pasini, O.F.M. Petrópolis - RJ - Junho de 1995. PESQUISA ORAL: O autor agradece as pessoas
que através de relato verbais ou epistolar, contribuíram para o
aperfeiçoamento desta obra: Eliane Perez, Chefe da
Divisão de Informação Documental da Biblioteca Nacional, em
1993; Pesquisador da Biblioteca
Nacional do Rio de Janeiro, Rutonio SantAnna; Marlene, do Centro de
Documentação da Biblioteca Central da UFES; Marta Martinez Pontes e
José Roberto Caldas Gama, da Biblioteca Central da UFES; Padre Arnóbio e
Bibliotecária Débora, da Biblioteca do Colégio São Luiz, da
Rua Haddock Lobo, na Cerqueira Cesar, São Paulo; Naly da Encarnação
Miranda; Marcelo Furtado; Artista Plástico Walter
Assis; Humberto Aires de Moura e
Silva ; Lourência Riani; Márcia Lamas; Ronaldo Lourenço Rodrigues;
Morador de Manguinhos; Escritor Áureo Ramos,
residente na Ilha do Governador no Rio de Janeiro; Raimundo Araújo, advogado
de Nilópolis - RJ, já falecido; Escritor Eno Teodoro Wanke; Gilson Gomes e Sandra Gomes;
João de Deus Corrêa, o Tio
João; Trovadora Sirley Kaszuba,
desenhista de Porto Alegre-RS; Agente de Polícia, Julião
Gonçalves Romeiro, desenhista; Adir Ribeiro; Valdemir Ribeiro de Azeredo,
desenhista; Maria de Fátima Leandro de
Jesus, desenhista; Zedânove Tavares Sucupira; Cecília Augusta Borges
Camata, Delegada de Polícia; Professora Marisa Barbosa; Clério de Brito, Professor
de História; Investigador de Polícia,
Marcos Barbosa; Adelson Dadalto; Geraldo Magela, Ex -
Secretário de Turismo e Cultura da Serra; Professora Déa Barbosa
Aguiar; Clécia Ribeiro Gondim,
moradora da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro; Gercino Cláudio Soares,
Delegado de Polícia aposentado; Luiz Carlos Braga Ribeiro; Ronaldo Braga Ribeiro; Emanuel do Espírito Santo
Barcellos. DADOS SOBRE O AUTOR DO LIVRO
CLÉRIO JOSÉ BORGES Clério José Borges de
SantAnna - Nasceu a 15 de setembro de 1950 em Aribiri,
Município de Vila Velha - ES. Reside na Serra, no bairro Eurico
Salles, desde 1979. Obras do autor: 1- Feliz natal - Boas Festas
- Trovas - Edição CTC - Clube dos Trovadores Capixabas - 1981. 2- Ano Internacional das
Pessoas Deficientes - Trovas - Edição CTC - 1981. 3- O Vampiro Lobisomem de
Jacaraípe - Literatura de Cordel - Coleção Folclore Capixaba -
Edição CTC - 1983. 4- O Melhor dos Melhores -
Poesias - Coletânea - Edições Caravelas - Coleção capixaba -
Porto Alegre/ Vitória - 1987. 5- O TROVISMO CAPIXABA -
História e documentário - Editora Codpoe do Rio de Janeiro -
1989. 6 - Alvor Poético - Editora
Scortecci - São Paulo - 1996. PARTICIPAÇÃO EM
ANTOLOGIAS: 1- Anuário Coletânea da
Trova Brasileira - Fernandes Viana - Recife - Pernambuco - 1982. 2- Primavera em Trovas -
Arthur F. Batista - São Paulo - 1981. 3- Saudade em Trovas -
Arthur Francisco Batista - SP - 1983. 4- Trovadores Brasileiros -
Coordenador - Shogun Editora - 1984. 5- Trovadores 86 -
Organizada pelo autor com Antônio Soares - Edições caravelas -
1986. 6- Trovadores 87 -
Organizada pelo autor com Antônio Soares - Dois volumes. -
Edições Caravelas - 1987. 7- Mil Trovas de Amor e
Saudade - Edições de Ouro - Organizada por P. de Petrus e Noel
Bergamini - 1981. Uma trova do autor é publicada entre Trovas
dos melhores trovadores do Brasil. 8- Trovas da Constituinte,
organizada por Diniz Félix dos Santos, de Brasília , DF, 1987. 9- Brasil Trovador,
organizada por Laís Costa Velho - 1987. 10- Trovas sobre o Mar -
Coletânea de Arthur Francisco Batista - Mirante Editorial - São
Paulo - 1988 - Página 26. 11- Anais do 1º Encontro
Nacional de Trovadores em Petrópolis - RJ . Organizada por Maria
de Fátima Brasil - 1989. 12- Trovadores dos
Seminários Nacionais da Trova - Antologia organizada pelo autor
com Santa Inèze D. da Rocha - Edições Caravelas - Porto Alegre
- 1985. 13- Trovadores do VI
Seminário Nacional da Trova - cadernos Literários de nº 55/56
- Instituto Cultural Português - P. Alegre- 1986. 14- O Beija Flor na Trova -
Antologia de Aves - Organizada por Clodoaldo de Abreu Filho -
Companhia Brasileira de Artes Gráficas - 1985 - página 59. 15 - Casos da Vida Trovista
- Eno Teodoro Wanke - Edições FEBET - Episódio "Um Júri
Simulado", com participação do autor. Páginas 2 a 7. 16- Trovadores Brasileiros
da Atualidade. Livro organizado pelo autor com Antônio Soares.
Edições Caravelas - P. Alegre - 85. 17- Antologia da Trova
Escabrosa - Edições Codpoe - Eno Teodoro Wanke - Rio de Janeiro
- 1989 - Participação do autor na página 30. 18- Glosando Trovas, de
Gislaine Canales Trindade - Cruz Alta - RS - 1987. 19- Pedaços de Corações -
UBT de Bom Jesus do Galho - MG - 1981. 20- Dez Anos de Neotrovismo
- Antologia - 1990 - Eno Teodoro Wanke - Páginas 29 a 36. 21- "Curtindo os
Netos" - Edições Plaquette - Eno Teodoro Wanke - 1993 -
Capítulo 3 - "Com as netas no ES e MG" - Referências
ao autor. 22- Revista Ka Huna - nº
18, julho/ dezembro - 1986 - páginas 6 a 9. Editada por Mário
Linário Leal, em Brasília - DF. 23- Revista Brasília. Foto
na capa da Revista em 1987 - Publicação do Jornalista Reis de
Souza. 24- Valores Literários do
Brasil - Volume V - Selecionado poema com Medalha de Bronze em
mais de mil trabalhos. - 1987 - página 24 - Brasília - DF. 25- Trovas da Latinidade -
Organizador Diniz Félix dos Santos - Edições Poietiké - 1987
- Brasília - DF. 26- Autor do Prefácio do
Livro "O Máximo em Máximas" - nº 2 - Autor: Rocha
Ramos - Emil Editora Ltda - Belo Horizonte - MG - 1991 -
Organização póstuma das obras por Zeny de Barros lana.
Edição Pós-Mortem. TROVAS COMO EXEMPLO: 1- Segredos do Bom Trovar,
de Maria Thereza Cavalheiro, apresenta Trova do autor como
exemplo do gênero cívico - São Paulo - página 19. 2- Introdução à Arte de
Fazer Versos ( Trova, Sextilha, Soneto ) - De Adison do Amaral -
Brasília - 1993. Exemplo de Trova para Escansão, na parte 49. SELEÇÃO: 1- Um Soneto do autor com o
título "Fazer Trovas" foi selecionado pelo escritor
Eno Teodoro Wanke para o livro "Sonetos sobre Trovas". BIBLIOGRAFIA: 1- Francisco Igreja -
Dicionário de Poetas Contemporâneos - Rio de Janeiro - 1988.
Verbete do autor. A edição de 1990, também apresenta verbete
do os dados do autor. 2- Eno Teodoro Wanke -
Várias publicações: "Vila Velha, Capital da Trova",
de 1983; "Neotrovismo", de 1985; "Atuação
Trovista", de 1985. Biografia e informações sobre o autor. 3- Enciclopédia da
Literatura Brasileira - Editada pelo Ministério da Educação -
Rio de Janeiro - Oficina Literária Afrânio Coutinho - 1990 -
Dois Volumes - O verbete do autor está na página 335 do 1º
Volume. Os dois volumes foram ofertados pelo escritor Eno Teodoro
Wanke na solenidade de abertura do 10º Seminário Nacional da
Trova, em Julho de 1990, no Salão do Palácio Anchieta, sede do
Governo do Estado do Espírito Santo. OBRA ESPECIAL: "Alvor Poético"-
Trovas , haicais, sonetos e poemas livres do autor. João
Scortecci Editora - São Paulo - 1996. PARTICIPAÇÃO ESPECIAL: "Escritores e
Escritoras do Século 21"- Antologia Literária - Poema
premiado "Fogo da Paixão"- página 33 - Litteris
Editora - RJ - 1994 "Grandes Poetas...Belas
Poesias" - Antologia Poética nº 21, com 68 páginas, do
Grupo Cooperarte de Literatura - Edição de Outubro de 1997.
Poesias do autor nas páginas 19 e 20.
BIBLIOGRAFIA DO AUTOR
FONTE DE PESQUISAS
OBSERVAÇÃO:
Permitimos a livre reprodução do conteúdo histórico constante desta página na INTERNET e de Autoria de Clério José Borges.
Agradecemos a citação da fonte com a inclusão de nosso link, se possível.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Fim do Texto constante do Livro HISTÓRIA DA SERRA de Clério José Borges, publicação que se encontra à venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89.
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