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História do Cinema
no Espírito Santo
Em 1926, Ludovico Percisi estreou o cinema capixaba com o filme “Bang Bang” e até “A fuga”, de Saskia de Sá, finalizado em julho de 2007, pesquisadores haviam
comprovado 81 anos de história do Cinema Capixaba, com 102 filmes listados no “Catálogo de filmes: 81 anos do cinema capixaba”, que foi lançado na abertura da mostra “A vida é curta”, no dia 14 de Agosto de 2007, na Universidade Federal do Espírito Santo, UFES.
Dos filmes do Ludovico Persici, que seriam as obras mais antigas e, portanto, as mais raras, resta apenas uma delas, conhecida como "Cenas de Família" (1926 a 1929), nome dado pelo laboratório que revelou o filme. O filme foi descoberto pelo pesquisador José Eugênio Vieira na Bahia, e encontra-se atualmente sob os cuidados da Cinemateca Brasileira. Do outro filme de Ludovico, "Bang bang", (1926) restam apenas fragmentos dos negativos, que foram incorporados ao documentário, "O sonho e a máquina", produzido por Ney Modenesi na década de 70, que trata da vida e obra do cineasta.
Na história do Cinema Capixaba existem ainda registros de pequenos filmes documentários que foram feitos, a partir de 1920, entre eles, produções de Julio Monjardim sobre a cidade de Vitória.
Entre as Obras Raras do Cinema Capixaba, encontramos registros do documentário "O Mastro de Bino Santo" (1971), realizado pelo diretor Ramon Alvarado sobre a Festa de São Benedito, no Município da Serra.
Outra Obra Rara é "Paraíso no Inferno" (1977), um dos poucos longas em que o ator Joel Barcellos atuou como diretor e que foi filmado em Nova York, Jacaraípe (Serra) e no Morro do Suá (Vitória), sendo que o longa tem uma história surreal de estudantes pesquisadores num cemitério e a poluição do Porto de Tubarão...
A verdade é que na produção fílmica local destaca-se com os diretores e produtores
Paulo Eduardo Torres, Luiz Tadeu Teixeira, Ramon Alvarado, Antonio Carlos Neves, Orlando
Bonfim Neto, Júlio César Monjardim, Paulo Thiago, Ney Modenese e Jece Valadão.
Como pioneiro cita-se
Ludovico Persici, (foto), inventor de uma máquina registrada em 1927 que ao mesmo tempo filmava,
revelava e projetava filmes. Ludovico Persici nasceu em Alfredo Chaves e faleceu em
Castelo (1899-1944). Era relojoeiro por tradição familiar, mas sua paixão era o cinema.
Com a sua máquina fez diversos filmetes sobre a paisagem urbana de Castelo. No município de Castelo, Ludovico Persici, um relojoeiro, usando sucatas, criou uma máquina que filmava, revelava e projetava. Ludovico Percise fundava o cinema capixaba. Documentou o dia a dia da região e também fez filmes de ficção. Utilizava atores e técnicos não profissionais, e produzia até faroestes.
Nosso precursor inventor registrou seu projeto na Biblioteca Nacional, mas sem condições de desenvolvê-lo, acabou esquecido, incompreendido e não reconhecido. Em 70, o cineasta, critico e historiador carioca, Alex Viany, dirigiu um curta-metragem sobre o Ludovico, chamado O Sonho e a Máquina.
Primeiras Produções
Na segunda metade dos anos 60, alguns jovens elegeram o cinema como meio de expressão. No começo de 1965, um grupo de jovens, entre os quais, Marcelo Osório, Edgar Bastos e Ramon Alvarado, resolveram, levados pelo clima de entusiasmo que o cinema despertava em todo o Brasil, criar um Cine-Clube.
Dessas sessões semanais do Cine Clube, dois jovens entraram em campo e decidiram realizar um filme, Ramon Alvarado e Rubens de Freitas Rocha, sem nenhuma experiência prática, com uma câmera "Paillard Bolex" realizaram o filme "Indecisão", um marco no engatinhante cinema capixaba. Rubens produziu e foi diretor de fotografia, enquanto Ramon escreveu e dirigiu.
O filme "Indecisão", conta a história de um mecânico apaixonado por uma moça burguesa, daí nascendo um conflito que é a base do filme.
A noite de estréia foi no Clube do Estudante Universitário se constituindo em grande sucesso.
Em Agosto de 1967 a Revista Capixaba, Ano I, N° 6, publica reportagem sobre o assunto, com texto e fotos. Na foto ao lado, a equipe do Filme, destacando-se a esquerda com camisa e calça brancas, o ator Milson Henriques.
Na década de 60, Antônio Carlos Neves, que chegou a estudar em Moscou, na Rússia, voltou de Brasília, onde fazia, na Universidade Nacional, o curso de Cinema dirigido por Nelson Pereira dos Santos e começou a rodar "No Meio do Caminho", em Campinho de Santa Isabel, filme que trata de um grave problema social de uma cidadezinha do interior, causado pela miséria e pelo subdesenvolvimento.
Na mesma época, Paulo Eduardo Torre, carioca, recém-vindo do Rio de Janeiro, realiza "A Queda", um curta metragem que trata de problemas comuns a todos os jovens. Uma moça de condições econômicas pequeno-burguesa vive em conflito entre as mais legítimas e autênticas aspirações da sua personalidade e as imposições e preconceitos da sociedade em que vive. A estréia do filme, na Aliança Francesa, revestiu-se de um absoluto êxito, tendo o público a aplaudido intensamente; as opiniões foram variáveis, mas unânimes em reconhecer as qualidades de A Queda, que acabou concorrendo ao III Festival de Cinema Amador promovido pelo Jornal do Brasil.
Em seguida, Luiz Eduardo Lages, um dos atores de "A Queda", termina a montagem de "Palladium"; Rubens Freitas Rocha começa um novo projeto e Antônio Carlos Neves filma "Boa Sorte, Palhaço, Boa Sorte", enquanto Ramon Alvarado terminava o roteiro de "A Engrenagem".
Ainda com recursos próprios, outros curtas, foram produzidos, como "Kaput", de Paulo Torre e "Ponto e Virgula", de Luiz Tadeu Teixeira. Eles utilizavam uma câmera 16mm, e quase sempre enfocavam temas relacionados com a repressão política.
Com a chegada do Super 8, na década de 70, e do vídeo, em 80, o audiovisual tornou-se instrumento de registro.
Na Década de 70, surge no Estado, uma produção fértil de documentários. Festas religiosas, etnias e folclore faziam parte do repertório desses cineastas.
Destaque para Orlando Bomfim Netto, (foto), que produziu uma série sobre a cultura popular do Espírito Santo, que nessa mesma década, tornou-se cenário de longas-metragens de ficção. "A Vida de Cristo", com Fernanda Montenegro no papel de Samaritana, foi rodado em São Roque, então Santa Teresa, com total participação da população local.
O ator e produtor capixaba Jece Valadão filmou em Santa Leopoldina uma adaptação de "Canaã", de Graça Aranha. Transformou o romance sociológico em um faroeste espaguete, bem em voga na época. Paulo Thiago filmou "Sagarana, o Duelo", em São Mateus. E outro ator capixaba de sucesso, o Joel Barcellos, presença marcante em vários filmes do Cinema Novo, também veio filmar o seu "Paraíso no Inferno".
Nos anos 80, o jornalista e crítico de cinema Amylton de Almeida foi premiado pelos documentários que dirigiu para a TV Gazeta, afiliada da TV Globo. Destaque para o excelente "São Sebastião dos Boêmios", sobre o bairro de São Sebastião, hoje Novo Horizonte na Serra, ES e para "Lugar de Toda Pobreza", esse último uma produção independente que mostrava a relação dos moradores do bairro de São Pedro com o lixão a céu aberto.
Em 1989, Valentina Ivanova Krupnova, cineasta, de nacionalida russa, residente em Vitória, ES, dirigiu o filme em vídeo "Trovadores do Neotrovismo na Amazônia", (1989), feito em Porto Velho, Rondônia, com locações em Barco no Rio Madeira, com trovadores brasileiros, entre os quais Clério José Borges. O filme teve o apoio do Departamento Estadual de Cultura do Estado do Espírito Santo e foi exibido várias vezes na TV Educativa do Espírito Santo.
Na década seguinte (90), Luiz Trevisan mostrou em Cuba o documentário "Cachoeiro em Três Tons", dedicado à família Sampaio, um autêntico clã de compositores cachoeirenses. O designer gráfico Ronaldo Barbosa levou pros Estados Unidos e Japão a vídeo-arte "Graúna Barroca". Tempos depois, uniu-se a Arlindo Castro e Hans Donner e realizou TV Reciclada. Todos filmes premiados. Tinha ficção sendo produzida em Super 8, em vídeo, e tinha ainda a produção experimental do multimídia Nenna B, incluindo um documentário com o escultor Franz Krazjberg.
O presidente Fernando Collor de Mello, que governou o Brasil de 15.03.1990 a 29.12.1992, extinguiu toda a legislação e os órgãos de apoio e fiscalização ao setor cinematográfico. A época ficou marcada como um período de obscuridade para o cinema brasileiro, e o Espírito Santo surgia como uma luz no fim do túnel. O Bandes criou uma carteira de financiamento destinada aos projetos culturais, que contemplou sobretudo a área cinematográfica.
Num momento em que a produção de longas no país praticamente zerou, a imprensa nacional voltou seus olhos para o estado, e atribui a alcunha Pólo de Cinema do Espírito Santo. "Lamarca", "Vagas Para Moças de Fino Trato", "Fica Comigo" e a primeira ficção do capixaba Amylton de Almeida, "O Amor Está no Ar", foram produzidas através dessa linha de financiamento do BANDES.
Os filmes acabam diminuindo de tamanho e cresceram em quantidade, e acima de tudo se tornaram locais. Realizados aqui, por gente daqui e pro mundo.
Um dos primeiros foi Marcel Cordeiro e seu 16 mm, "Passo a Passo com as Estrelas", premiado no Rio e na Itália. Fizeram filmes e ganharam prêmios também, Ricardo Sá, Luiza Lubiana e Glecy Coutinho. Na virada do século, surgiu uma nova geração produzindo curtas como "Macabéia", "Olhos Mortos", "Mundo Cão" e "Céu de Anil".
São também destaques no Cinema Capixaba: Tião Xará, cineclubista nos anos 70. Orlando Bonfim, (foto), Diretor e Documentarista. A Luiza Lubiana, oriunda dos 80 e o Ricardo Sá.
Da galera que no começou nos 90, veio "Saudosa", falso documentário de Erly Vieira Jr e o Fabrício Coradello. Carlos Augusto, capixaba radicado na Dinamarca, veio a Vitória pra filmar João, que fala da perda da inocência do garotinho de mesmo nome.
Têm ainda videomaker iniciante se destacando no Festival do Minuto, a rapaziada de Guarapari fazendo vídeos de terror, e o pessoal do Cine Falcatrua.
Outro destaque mais recente, que ganhou entrevistas a nível Nacional em programas do SBT - Sistema Brasileiro de Televisão e da Rede Globo de Televisão, está o "Seu Manoelzinho", Ajudante de Pedreiro, de Mantenópolis, com seus badalados faroestes. E, o agricultor Martin Boldt que dirige ficções faladas em pomerano (dialeto que hoje só existe nas montanhas do Estado). Os dois fazem filmes em VHS, com atores e equipe não profissionais, que nem o Ludovico Percise quase 80 anos atrás.
VITÓRIA CINE VÍDEO
Com a realização do festival Vitória Cine Vídeo, o movimento em torno do cinema capixaba e a sua produção aumentou consideravelmente.
O Vitória Cine Vídeo promove e incentiva a produção, a formação e a difusão audiovisuais.
O Vitória Cine Vídeo, criado em 1994, é uma referência para a divulgação de filmes e vídeos brasileiros de curta, média e longa-metragens.
Ao longo dos anos, o evento ganhou expressão nacional, transformando-se também em um importante instrumento de incentivo à produção local, especialmente com a criação, do Concurso Capixaba de Roteiro, que premia um texto local com equipamentos de filmagem e finalização e dinheiro para a pré-produção.
Com a inclusão da mostra competitiva de filmes e vídeos, em 1997, o festival consolidou-se como um dos principais eventos audiovisuais do País. O festival ganhou dimensão nacional também porque é um dos únicos que inscreve filmes e vídeos de média-metragem e, porque não limita o número de selecionados.
O Vitória Cine Vídeo (VCV) é o festival oficial de cinema e vídeo do Espírito Santo, realizado pela Galpão Produções e pelo Instituto Marlin Azul. Gratuito e popular, possui platéia jovem e linguagem diversificada.
VÍDEOS DO WEB SITE "YOU TUBE"
No You Tube e em outros Web Sites de Pequenos Vídeos, encontramos também uma turma jovem que marca presença, mostrando assim que o Cinema Capixaba está sempre presente no dia a dia do Capixaba.
CURSO DE CINEMA EM VALPARAÍSO, NA SERRA
Orlando Bonfim em 2007 realiza um Curso de Cinema em Valparaíso na Serra e seus alunos acabam realizando um Vídeo Documentário sobre uma mãe que cuida com sacrifícios de uma criança com deficiência.
  
Entre os alunos do Curso de Cinema realizado por Orlando Bonfin, está Clério José Borges, (na foto 1, com o Professor Orlando e na foto 2 e 3, com a Câmera), que participou das filmagens realizadas nos bairros de Valparaíso, Parque Residencial Laranjeiras e Maringá, na Serra, ES.
 Clério José Borges também teve uma pequena participação como Ator no Filme Vídeo "QUEIMADO", realizado em 2004, pelo Diretor, João Carlos Coutinho e que conta a história da Revolta dos Negros Escravos, ocorrida no Distrito do Queimado, no Município da Serra, em 19 de março de 1899. Em determinado momento, há um diálogo entre Chico Prego, Elisiário e o Frei Italiano Gregório De Bene e logo depois, um do Coronéis, interpretado por Jeremias Hilário dos Santos, (57 anos), grita: "Fecha as Portas!!!".
Clério José Borges, na figura do Coronel Manoel Oliveira responde: "Não. Não feche...O que os negros vão pensar de nós?! Que somos covardes?!!! Se vocês fecharem as portas, eles vão criar muito mais coragem para nos enfrentarem!!!". Maravilha !!! Foi a minha primeira interpretação como ator. Uma Glória. Mas pensam que foi fácil!!! Lêdo engano. Na primeira vez errei a ultima frase. Na segunda também. Na terceira esqueci o final e improvisei e depois a coisa foi fluindo normalmente e no final tudo deu certo.
CASAS DE ESPETÁCULOS CAPIXABAS
A primeira apresentação registrada do cinema no estado foi no Eden Parque, onde hoje
está o cine-teatro Glória. Depois, durante muitos anos, o único cinema da capital foi o
Central, onde hoje está o edifício Aureliano Hoffman, sede da Secretaria de Estado da
Fazenda.
Em 1932 foi inaugurado o
portentoso, para a época, cine-teatro Glória, pertencente à firma Santos & Cia.,
arrendatária também do teatro Carlos Gomes, transformado em sala de exibições de
cinema, e do popular barracão Politeama, no Parque Moscoso, o qual, demolido, deu origem
ao edifício Santa Cecília. Eram os três únicos cinemas de Vitória.
Cine Danúbio
Colatina
Foi inaugurado no dia 20 de maio de 1956, com o filme "Falsa Obsessão",
produção franco-italiana, dirigida por Jean Dellanoy, colorido. O cinema era de
propriedade da Empresa de Cinema Colatinense Ltda, constituída por Dionísio Abaurre,
Bernardo César e Expedito Garcia e foi a primeira casa de espetáculos da cidade. Dotado
de tela panorâmica e aparelhagem para exibição de filmes
em cinemascope, enquanto que em Vitória, só era possível assistir, até então, a
filmes em branco e preto.
FONTE: Vida
Capixaba, Vitória, n.º 742, junho de 1956.
Cine
São Luiz e Cine Paz - Vitória
Os cinemas
de Vitória viveram uma decadência a partir do final da década de 1980, com a
instalação de templos evangélicos em seus edifícios.
Fotos: A Gazeta
Cine
Santa Cecília Vitória
Foi inaugurado
em agosto de 1955, com o filme "Sete Noivas para sete irmãos". A sala de
projeção possuía 1.400 poltronas.
Transformado na década de 90 em templo de igreja evangélica.
FONTE: Vida
Capixaba, n.º 730, agosto 1955.
Texto: Pesquisa Internet e no Site: www.sefa.es.gov.br
O Fenômeno Seu Manoelzinho
MANOELZINHO, O PEDREIRO-CINEASTA
Ele é servente de pedreiro, tem 45 anos, dois filhos, nenhum dente na boca, é semi-analfabeto, mas já fez mais de 23 filmes de ação. Ele escreve os roteiros, constrói os cenários em bambu e folha de banana, dirige, orienta atores, atua e ainda divulga os filmes. Em Mantenópolis, no interior do Espírito Santo, Manoel Loreno faz faroestes e até largou a profissão de assentar tijolos para se dedicar exclusivamente ao cinema
Fonte: O Estado de São Paulo, 05/04/2004.
MANOELZINHO VIRA TEMA DE DOCUMENTÁRIO
O Sonho de Loreno, de Alana Rosa Batista
Almondes
Mantenópolis –
Espírito Santo
Estudante de Pedagogia e professora de
teatro. Tem 36 anos
Documentário, 16min38
A história de Manoelzinho, menino
pobre do interior que cresceu vendo filmes
no cinema em que trabalhava. O tempo passou,
o cinema fechou, e Manoelzinho começou
a fazer seus próprios filmes.
Roteiro e direção: Alana
Rosa Batista Almondes
Produção: Ylênia Silva
Imagens: Leonardo Gomes e Orlando da Rosa
Farya
Som: Ylênia Silva e Rogério
Athaíde
Edição: Adriana Jacobsen
O documentário capixaba "O Sonho de Loreno", que conta a vida de Seu Manoelzinho, foi selecionado para participar do 27º Festival Internacional de Cinema de Havana, em Cuba, entre os dias 6 e 16 de dezembro. O vídeo, produzido pelo Instituto Marlin Azul, faz parte do Projeto Revelando os Brasis, e tem direção de Alana Almondes. (Foto ao lado com crianças e Seu Manoelzinho).
Seu Manoelzinho, que reside em Mantenópolis (Norte do Espírito Santo), ficou famoso pelos mais de 23 filmes que realizou utilizando uma velha câmera VHS (produções como "Loreno, o Gatilho Mais Rápido do Oeste", "A Vingança de Loreno" e "Amor Proibido").
"O Sonho de Loreno" será apresentado dentro da Mostra Informativa Documental do Festival de Havana. O documentário é um dos 40 vídeos realizados por meio do Revelando os Brasis, projeto de formação audiovisual do Ministério da Cultura/Instituto Marlin Azul destinado a moradores de cidades com até 20 mil habitantes.
"O Sonho de Loreno" também foi selecionado pelo Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro – Curta Cinema 2005, que será realizado entre os dias 1º e 11 de dezembro de 2005.
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