A Copa do Mundo é da Espanha. O dia 11 de julho de 2010 eternizou um novo e merecido campeão. Depois de 64 jogos, 145 gols e um mês de bola rolando na África do Sul, a Espanha marcou 1 a 0 em cima da Holanda na prorrogação.
Com gol de Iniesta, a Espanha conquista a sua inédita Copa e será a primeira seleção europeia a levatar a taça do Mundial fora do velho continente.
Na Foto da AFP, Casillas beija a taça.
Após o gol marcado, Iniesta tirou a camisa da Espanha e mostrou uma mensagem na camiseta: Trata-se de uma homenagem a Dani Jarque, ex-jogador e capitão do Espanhol, que morreu vítima de um ataque cardíaco fulminante em agosto do ano passado, com 26 anos.
Jarque passou pelas categorias de base da seleção espanhola. A mensagem de Iniesta dizia: "Dani Jarque, sempre conosco".
A conquista veio na prorrogação, após o placar ter ficado inalterado no tempo normal e durante boa parte da prorrogação. Em um jogo marcado pela marcação por muitas vezes violenta da Laranja, e por uma arbitragem pavorosa de Howard Webb, coube a Iniesta brilhar pela Fúria ao marcar o gol do título.
FICHA TÉCNICA
HOLANDA 0x1 ESPANHA
ESTÁDIO: Soccer City, Johanesburgo, África do Sul
DATA E HORA: Domingo, 11 de julho de 2010, às 15h30 (de Brasília)
ÁRBITRO: Howard Webb (ING)
PÚBLICO: 84.490 pagantes
CARTÕES AMARELOS: De Jong, Van Persie, Van Bommel, Van Bronckhorst, Heitinga, Robben, Van der Wiel, Mathijsen (HOL); Puyol, Sergio Ramos, Capdevilla, Xavi (ESP)
CARTÃO VERMELHO: Heitinga, 4'/2ºTP
GOLS: Iniesta, 12'/2ºTP
HOLANDA: Stekelenburg; Van der Wiel, Heitinga, Mathijsen, Van Bronckhorst (Braafheid, 15'/1ºTP); Van Bommel, De Jong (Van der Vaart, 9'/1ºTP) , Sneijder; Kuyt, Van Persie e Robben (Elia, 25'/2ºT)
T: Bert Van Marwijk
ESPANHA: Casillas; Sergio Ramos, Piqué, Puuyol, Capdevilla; Xabi Alonso (42'/2ºT), Busquets, Xavi, Iniesta; Pedro (Jesús Navas, 15'/2ºT) e Villa (Torres, intervalo da prorrogação)
T: Vicente del Bosque
DETALHES DA FICHA TÉCNICA
Holanda 0 x 1 Espanha
Gol
Espanha: Iniesta, aos 11min do 2º tempo da prorrogação
Ponto Forte da Holanda
Muita velocidade nos contra-ataques, principalmente com Robben, que deu muito trabalho à defesa espanhola
Ponto Forte da Espanha
Passes precisos no meio de campo, com muita movimentação de Xavi e Iniesta
Ponto Fraco da Holanda
Novamente deixou Van Persie isolado no ataque brigando com toda a zaga
Ponto Fraco da Espanha
Não teve o domínio do jogo como está acostumado, principalmente no segundo tempo
Personagem do jogo
Iniesta, que marcou o gol histórico do título espanhol
Lance polêmico
De Jong deu entrada violenta com a sola no peito de Xabi Alonso aos 28min do primeiro tempo, mas recebeu apenas cartão amarelo
Lance bizarro
De Jong tentou devolver a bola para a Espanha aos 33min do primeiro tempo e quase encobriu Casillas, que teve que espalmar para escanteio
Esquema Tático da Holanda
4-2-3-1
Stekelenburg; Van der Wiel, Heitinga, Mathijsen e Van Bronckhorst (Braafheid); Van Bommel e De Jong (Van der Vaart); Robben, Sneijder e Kuyt (Elia); Van Persie. Técnico: Bert van Marwijk
Esquema Tático da Espanha
4-2-3-1
Casillas; Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Cadpevila; Busquets e Xabi Alonso (Fàbregas); Pedro (Jesús Navas), Xavi e Iniesta; David Villa (Fernando Torres). Técnico: Vicente del Bosque
Cartões amarelos
Holanda: Van Persie, Van Bommel, De Jong, Van Bronckhorst, Heitinga, Robben, Van der Wiel e Mathijsen
Espanha: Puyol, Sergio Ramos, Capdevila, Iniesta e Xavi
Cartão vermelho
Holanda: Heitinga
Árbitro
Howard Webb (ING)
Local
Estádio Soccer City, Johannesburgo
Após 64 partidas,chega ao fim a 19ª Copa do Mundo e desta vez,com uma final inédita e um campeão inédito a Seleção da Espanha.
A Espanha que iniciou a competição perdendo,chegou até aqui não diria eu como grande favorita,mas naquele grupo de seleções candidatas a atrapalhar a chance de título entre as chamadas grandes.Com jogo bastante disputado,onde a melhor defesa jogou contra o melhor ataque,venceu a Espanha,que na segunda etapa da prorrogação,conseguiu com Iniesta,o gol do título.
Numa copa onde teve de tudo - A Jabulani (nome da bola usada em campo), que abusou e deu sua contribuição boa ou ruim para os participantes; O mascote simpático Zakumi que agitou a torcida nos jogos,as incansáveis Vuvuzelas que devem deixar muita gente sem escutar bem e até Paul,o polvo mais festejado por uns e odiado por outros nas últimas semanas,fizeram esta ser inesquecível!
A Holanda veio para final sem ter perdido nenhuma partida,entre elas,a que eliminou o Brasil da busca pelo Hexa.Já a Fúria,veio vencendo seus adversários pelo cansaço,nos momentos cruciais e na maioria das vezes por escores mínimos - 1 x 0.
O atacante uruguaio Diego Forlán foi eleito pela Fifa como o melhor jogador da Copa do Mundo da África do Sul. Aos 31 anos, o jogador do Atlético de Madrid foi grande destaque da histórica campanha da Celeste, a melhor desde 1970.
Deslocado de posição, atuando mais na armação, Forlán chamou a responsabilidade e levou os uruguaios ao ataque ainda marcou cinco gols, se tornado artilheiro do Mundial ao lado de Thomas Müller, David Villa e Wesley Sneijder. Na disputa da terceiro lugar, a seleção perdeu, mas Forlán completou sua trajetória com um golaço de voleio. Apesar da derrota, o atacante destacou a importância de terminar entre os quatro melhores.
"Terminar entre os quatro primeiros é algo espetacular. A princípio, nunca tinha pensado em viver um momento assim. Agora acabou, é hora de descansar. Foi espetacular ver tantas camisas e bandeiras uruguaias no estádio", celebrou Forlán.
O apoiador alemão Müller foi eleito pela Fifa o Melhor Jogador Jovem da Copa do Mundo deste ano, na África do Sul. O jogador de 20 anos, que atua pelo Bayern de Munique (ALE), levou a melhor sobre o mexicano Giovani dos Santos e o ganense Ayew.
Müller teve participação decisiva na campanha alemã no Mundial. Mesmo jogando como meia, dividiu a artilharia do torneio com o espanhol David Villa, o holandês Sneijder e o uruguaio Forlán. Cada um marcou cinco gols na Copa.
Ao lado do também meia Özil, Müller foi um dos destaques da Alemanha na competição. Prova disso é que ficou fora de apenas uma partida - justamente a derrota por 1 a 0 para a Espanha, já nas semifinais.
Ao contrário da Bola de Ouro da Copa, em que jornalistas escolhem o melhor jogador do torneio, o prêmio de revelação é definido pelo Grupo de Estudos Técnicos (GET) da Fifa, que conta com ex-jogadores, técnicos e outros especialistas.
A marca de quatro gols e três assistências em cinco partidas da Copa do Mundo mostra a importância de Thomas Müller para a campanha da Alemanha no Mundial. As atuações do meio-campo de 20 contribuíram para que a equipe comandada por Joachim Löw chegasse às semifinais, onde foi derrotada pela Espanha por 1 a 0. O atleta acabou assistindo do banco à queda diante dos espanhóis por ter recebido o segundo cartão amarelo no jogo anterior, contra a Argentina. Dos três candidatos, o jovem ainda participou da competição disputando e ganhando o terceiro lugar contra o Uruguai no sábado, dia 10/07/2010..
Ausente durante todo o mês, Nelson Mandela acabou sendo o protagonista da festa de encerramento da Copa do Mundo de 2010. O ex-presidente da África do Sul que ficou marcado por ser o principal representante do apartheid iria participar da festa de abertura, mas acabou deixando as comemorações de lado para lamentar a morte de sua bisneta, que não resistiu a um acidente de trânsito.
A campanha espanhola foi marcada pelo domínio de bola e a constante troca de passes no meio campo, com Xavi e Iniesta na armação das jogadas, assim como acontece no Barcelona (time em que joga a dupla). O atacante David Villa, recentemente contratado pelo Barça, assumiu o papel de goleador da equipe e fez cinco dos oito gols de sua seleção no torneio.
Como de costume, a Espanha iniciou a Copa sob enorme favoritismo. Porém, a equipe foi a única entre as grandes seleções a perder na estreia: 1 a 0 para a Suíça, gerando desconfiança em parte da torcida. O maior medo era conseguir se recuperar, mas avançar às oitavas de final na segunda posição do Grupo H, o que colocaria a Fúria no caminho do Brasil.
O temor não se confirmou. A Espanha passou por Honduras na segunda rodada, com dois gols de Villa. Na terceira partida, foi a vez do Chile perder para os europeus, por 2 a 1 (gols de Villa e Iniesta), deixando a Fúria na primeira posição da chave.
No mata-mata, os espanhóis emendaram uma série de quatro vitórias por 1 a 0. A primeira vítima foi Portugal, com gol de Villa. Em seguida, o Paraguai deu adeus à Copa, novamente com o principal atacante da Fúria definindo o placar. Até então, apesar de dominar a bola durante maior parte do tempo nos jogos, a Espanha ainda não havia deslanchado na competição e deixava dúvidas se poderia ficar com a taça.
Nas semifinais, a Alemanha era o primeiro adversário de peso dos espanhóis. Os alemães viram suas maiores estrelas se apagarem na partida. A Espanha também tinha dificuldades, mas conseguiu o gol salvador em cabeçada do zagueiro Carles Puyol.
O duelo contra a Holanda na grande final teria um campeão inédito. A equipe laranja já havia disputado, sem sucesso, duas decisões de Copa (1974 e 1978), e tinha dois jogadores em alta – Sneijder e Robben – para decidir a seu favor. Mas a sorte estava com os espanhóis. Após empate sem gols no tempo normal, o meia Iniesta fez o gol do título e definiu o título inédito da Fúria.