
CORUMBÁ Fonte: Internet
A cidade de Corumbá é conhecida como cidade branca por causa da cor clara de suas terras ricas em calcário. Ela abrange 60 % do pantanal sul mato-grossense e 37% do Pantanal brasileiro, sendo assim, considerada a capital do pantanal e a principal cidade às margens do rio Paraguai. Suas principais atividades econômicas são a pecuária, com o maior rebanho bovino do estado, a mineração, a pesca e o turismo. A cidade conserva, prédios públicos e casarios de influência européia, com suas histórias, costumes e tradições. Tem como atrativo turístico: o Casario do Porto, Forte Coimbra (1776), Forte Junqueira (1871), Igreja Nossa Senhora da Candelária (1872), Morro do Urucum (3ª maior reserva de minério de ferro do mundo e 2ª de manganês) , os safaris fotográficos, a Estrada Parque que corta o Pantanal em direção ao Porto da Manga, a Casa do Massa Barro, a Casa do Artesão, o mirante do Cristo, a Praça da Independência, o Museu do Pantanal (Instituto Luiz de Albuquerque)e os passeios de barco. Além disso por se localizar na fronteira com a Bolívia, pode se conhecer cidades vizinhas como Puerto Suarez e Puerto Quijarro, que contam com uma Zona Franca para compras de produtos importados e artesanato boliviano.
História de Corumbá Fonte: Internet
A área do atual município de Corumbá foi
explorada pela primeira vez por volta de 1524 pelo português
Aleixo Garcia, que ali chegou em busca de ouro. Mais tarde com
o objetivo de fixar o domínio de Portugal na região,
Luiz Albuquerque de Mello Pereira e Cáceres, governador
e Capitão-General da Capitania de Mato Grosso, implantou
pontos estratégicos militares com a finalidade de defender
o território contra as invasões espanholas. Construiu
em 1775 o Forte Coimbra e fundou em 21 de setembro de 1778 às
margens do rio Paraguai o arraial de Nossa Senhora da Conceição
de Albuquerque , povoado que surgiu como destacamento militar
e se estabeleceu a princípio na ponta do Ladário.
Em 1856 foi estabelecido o livre trânsito de barcos brasileiros
e estrangeiros no rio Paraguai, o porto de Corumbá com
sua posição geográfica privilegiada, tornou-se
um importante centro econômico. O povoado foi transferido
em 1859 para o local onde hoje está localizada a cidade
de Corumbá. A navegação além de
romper o isolamento da região serviu para fixar o domínio
na fronteira oeste do Império. Em 1861 foi instalada
uma Alfândega no porto e em 1862 o povoado foi elevado
a categoria de vila. Surgiram as ruas espaçosas e o comércio.
Isso trouxe de contrapartida um problema de infra-estrutura,
o transporte de mercadoria e o abastecimento de água
potável eram precários, não havia calçamento
nas ruas e a falta de saneamento causava as epidemias. Barcos
vindos de vários países atracavam no porto e como
não havia controle sanitário, doenças começaram
a surgir. Junto com as epidemias os problemas econômicos
e sociais foram agravados pelas enchentes periódicas
do rio Paraguai, crises políticas e conseqüências
da violência do cotidiano da região. Havia uma
dualidade na estrutura social que se formava, de um lado tinha
um grupo reduzido que monopolizava o comércio e do outro
a maior parte da população que sobrevivia de forma
precária, o mesmo ocorria com os índios que serviam
de mão-de-obra barata no porto.
Essa região foi invadida e destruída
em 1865 por Solano Lopez durante a Guerra
do Paraguai (1864-1869). Durante a ocupação
a navegação pelo rio Paraguai foi interrompida
o que desarticulou o comércio local. A cidade foi destruída,
abandonada a miséria, suas casas e depósitos
foram saqueados e a população diminuída
sofreu privações. A ocupação pelo
exército paraguaio se deu até 13 de junho de
1867, quando uma tropa vinda de Cuiabá chefiada pelo
tenente-coronel Antônio Maria Coelho, consegui retomar
a cidade. Superada as dificuldades da guerra, iniciou-se uma
reorganização dos núcleos desvastados
e restabeleceu-se a navegação.
O ciclo comercial não gerou benefícios
para a cidade e sua população, Corumbá
se tornou um centro onde predominou o elemento estrangeiro.
Europeus de diversas nacionalidades se dedicaram ao comércio
e a construção, enquanto paraguaios, argentinos,
uruguaios e bolivianos engrossavam o contigente pobre da cidade.
O grupo de comerciantes dominou a política e a administração
de cidade, voltando-se para seus interesses e pouco realizando
a favor da sociedade local.
Em 1870 uma divisão do exército
acompanhada por mercadores encarregados de abastecer a tropa
abriu novas perspectivas de comércio. Nesse período
foi iniciado a restauração do centro urbano e
a retomada das atividades comerciais. Paralelamente recuperou-se
o porto e as fazendas de gado que foram destruídas durante
a ocupação paraguaia. Em 1872 iniciou-se as obras
do Arsenal da Marinha em Ladário e da Câmara Municipal
de Corumbá. Após a guerra, a abertura dos portos
e o comercio com Uruguai, Argentina e alguns países europeus
fizeram com que o porto de Corumbá fosse o terceiro maior
da América Latina até 1930. Embarcações
nacionais e estrangeiras traziam mercadorias destinadas ao mercado
local e outras localidades do estado e Bolívia. Vapores
vinham do Uruguai, Argentina e de alguns países europeus
trazendo o cimento inglês, o vinho português e os
refinados tecidos franceses, além dos imigrantes. Na
volta levavam produtos de exportação como a borracha,
couro, charque, cal e a erva mate, transformando a região
em um corredor das exportações de Mato Grosso.
Nessa época, funcionavam em Corumbá 25 bancos
internacionais como o City Bank e a moeda corrente era a esterlina.
Em 1914 foi instalada na cidade a 14º agência brasileira
do Banco do Brasil. O centro urbano cresceu sob o impulso do
movimento fluvial e mercantil, aumentando o número de
casas comerciais e de estrangeiros. Em determinadas épocas
a população estrangeira na região chegou
a superar numericamente a brasileira.
A cidade se dividia em duas partes, na de
cima que estava sobre a elevação calcária,
ficava o comércio e na de baixo que ficava na altura
do rio , e se comunicava com a outra através de duas
ladeiras, ficava o Porto Geral com os galpões de importadores
e exportadores e, seus importantes edifícios públicos
e comerciais de até três andares.
Em 1910 como tentativa de organização
dos comerciantes locais foi fundada a Associação
Comercial de Corumbá. Ela que considerava a navegação
fator principal no desenvolvimento da cidade reagiu contra a
Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, hoje privatizada. Essa
estrada trouxe conseqüências para cidade mudando
a história da economia local. Com a ferrovia o transporte
fluvial foi deixado de lado e o eixo econômico foi deslocado
para Campo Grande, que se tornou então o ponto central
de comunicação e transporte do sul de Mato Grosso
à partir da década de 1920.
A dependência da navegação
fluvial com o exterior tornou a cidade suscetível a crises
periódicas. A guerra que estava acontecendo na Europa
(1914/1918) e a construção da estrada de ferro
mudaram o destino econômico de Corumbá. A cidade
começou a entrar em decadência como entreposto
de exportação e importação o que
acarretou um esvaziamento populacional, os comerciantes saíram
à procura de outros centros que estavam se desenvolvendo
ou se transferiram para a pecuária. Essa dependência
com o comércio externo impediu o desenvolvimento interno
e a criação de uma infra-estrutura econômica
e urbana capaz de criar alternativa para o setor comercial.
A cidade de Corumbá que nasceu e cresceu com o rio iniciou
sua decadência como centro comercial quando o rio Paraguai
perdeu sua função de principal artéria
de comunicação e transporte. A transição
do poder econômico urbano definido pelo entreposto comercial
para o de característica rural não foi demorado
e hoje as principais atividades econômicas da região
são a pecuária, o turismo e a exploração
mineral.
Durante a Segunda Guerra Mundial foi iniciada
a atividade industrial da cidade, imensas reservas de calcário
favoreciam as indústrias de cimento (o grupo Itaú
veio em 1950) e as riquezas minerais atraiam as mineradoras
(em 1975 chegou a Urucum Mineração S/A e a Companhia
vale do Rio Doce). O Moinho Mato-grossense que trabalhava o
trigo argentino que chegava até Corumbá através
do retorno das embarcações que transportavam o
minério da região acabou na década de 1960.
Em 1977 com a criação do estado de Mato Grosso
do Sul Campo Grande se tornou o centro, restando a Corumbá
poucas atividades industriais, um comércio de pequena
expressão e a grande atividade econômica assentada
na pecuária. Em 1986 a BR-262 foi asfaltada o que dinamizou
um pouco o comércio. Nos fins da década de 70
começou a ser desenvolvido muito artesanalmente o turismo,
a ocupação dos prédios portuários
pelos novos empresários do setor permitiu que o casario
antigo do Porto Geral não fosse totalmente depredado.
"a natureza ao alcance de todos", a região
se voltou para aproveitar a principal mercadoria que possui:
a natureza O turismo doméstico que surgiu como alternativa
de geração de divisas para a região precisa
de investimentos financeiros e recursos humanos para que não
se torne apenas atividade econômica, mas também
social na medida em que se torna gerador de emprego, integrando
a região social e culturalmente. Esse turismo que se
consolidou na década de 80 mudou a economia de Corumbá,
uma infra-estrutura que começou a surgir para atender
essa demanda, modificou a paisagem urbana com a construção
de hotéis, pousadas, barco hotel, restaurantes, bares
e outros estabelecimentos necessários para atender cada
vez melhor o turista.
Projetos estão sendo estudados para
trazer dinamismo à economia da cidade tais como pólos
industriais com base nos minérios da região, recuperação
da hidrovia, o avanço da fronteira agrícola para
o interior da Bolívia, o gaseoduto que já foi
construído e agora a termoelétrica que utilizará
o gás natural boliviano.
Da época de grande prosperidade Corumbá
guarda preciosos registros como seus belos casarões e
sobrados em estilo europeu tombados em 1992 pelo Patrimônio
Histórico Nacional. Visite o Pantanal e conheça
este museu histórico ao ar livre, que é a cidade
de Corumbá.

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