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CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT´ANNA                                             VOLTAR

FESTAS CAPIXABAS
As principais festas realizadas em diversas cidades do Estado do Espírito Santo


As Festas Capixabas são influenciadas por tradições portuguesas, africanas, italianas e alemãs, que coexistem e se mesclam num surpreendente mosaico que abriga desde as Festas da culinária Italiana e Alemã, até as Religiosas e a encenação dos romances cantados e cantigas de roda da Península Ibérica aos ritmos quentes do congo, das chulas e lundus originados da África e que foram festivamente realizados nas senzalas brasileiras.


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Assim algumas festas se destacam pelo zelo da organização e número intenso de participantes.


A Festa da Penha é a maior manifestação religiosa do Espírito Santo e apontada como a terceira maior festa religiosa do país, atrás apenas das comemorações da Padroeira do Brasil, em Aparecida, São Paulo e do Círio de Nazaré, em Belém no Pará. Nossa Senhora da Penha, padroeira do Estado, tem sua festa em data móvel que ocorre oito dias depois do Domingo de Páscoa, normalmente no mês de Abril. Principal festa religiosa do Estado, reúne grande multidão de fiéis e turistas no convento da Penha e cercanias. No que se refere às atividades religiosas, são celebradas missas no Campinho (no alto da ladeira do convento) e procissão dos homens que, partindo de Vitória, segue em direção ao convento entoando vivas e implorando proteção à Virgem.


A Festa da Polenta foi idealizada pelo padre Cleto Caliman. O evento começou como um grande almoço comunitário. Nos dias 7, 8 e 9 de setembro de 1979 aconteceu a primeira festa numa estrutura improvisada no pátio do Colégio Salesiano (hoje Fioravante Caliman). Um público de cerca de 150 pessoas, formado pelas famílias de Venda Nova, degustou a polenta e outros pratos típicos.


Nas Festas Capixabas destacam-se também as manifestações da cultura popular capixaba, como a banda de Congo "Amores da Lua", a mais famosa de Vitória e as Bandas de Congo da Associação de Bandas de Congo da Serra. O Jongo, o Caxambu e o Catambá são danças cantadas por Grupos folclóricos. Tais cantorias aão precursoras do atual Samba; o Reis-de-Boi e as Pastorinhas, folguedos de origem bíblica que comemoram o nascimento de Jesus; e o Ticumbi de Conceição de Barra, tradicional bailado em louvor a São Benedito. E no artesanato, destacam-se as famosas paneleiras com seus artefatos de barro queimado, e os trabalhos com conchas das regiões de Guarapari e Piúma.


O Ticumbi, o Boi Pintadinho e as Pastorinhas são pontos altos do folclore capixaba. As festas se realizam de dezembro a janeiro, e colorem, com trajes típicos, diversas regiões do Estado.


A moqueca e o feijão ficam mais gostosos se forem cozidos nas panelas de barro das famosas paneleiras capixabas.


O Reis-de-Boi tem origem bíblica, e, ao longo de um mês, comemora a adoração do Menino Jesus pelos Reis Magos. Acompanhados por sanfonas e pandeiros, os foliões assumem personagens humanos, animais e entidades fantásticas, cujas aventuras giram em torno da morte e ressurreição do boi.


A imagem cuidadosamente ornamentada de São Benedito é uma das marcas das festividades em homenagem ao padroeiro.


Também de origem bíblica, as Pastorinhas anunciam o nascimento de Jesus em Belém. Doze moças vestidas de saia xadrez, blusa branca e usando chapéu de palha enfeitado bailam e entoam seus cânticos.


As folias de Reis são muito comuns nos municípios do sul do Espírito Santo. Só em Muqui, por exemplo, existem 15 grupos, com seus palhaços cabriolando e fazendo graças.


O Caxambu e o Catambá são cantorias típicas do sul do Espírito Santo, tradicional em Cachoeiro. As batucadas varam as madrugadas, e nelas são usados três tipos de tambores: dois maiores e um pequeno, chamado de candongueiro nas rodas de samba.


Durante as festas juninas ou de São Benedito, o povaréu se reúne para o Jongo, dançando e sapateando ao som dos tambores.


O congo dos mascarados foi inventado para comemorar a festa de Nossa Senhora da Penha. É um mundo de gente, que se estende por quilômetros e quilômetros da estrada de Cariacica, agitando com seu baticum a tranqüilidade da zona rural.


As influências européias são vívidas na cultura popular do Espírito Santo. Bons exemplos são os grupos de danças, que promovem as melhores tradições italianas e pomeranas. A herança deixada pelos imigrantes alemães é rica e marcante na arquitetura, na culinária e nas festas das cidades com forte presença germânica. Destaque para as tradicionais Sommerfest, festa da imigração alemã, que acontece em janeiro em Domingos Martins; Pommerfest, festa pomerana em Melgaço, em setembro; e em outubro, Blummemfest, festa das flores, também em Domingos Martins.


A Festa da Imigração Italiana, lembra o sorteio de lotes de terra para as primeiras 30 familias que aqui chegaram vindas da Itália em 26 de Junho de 1875. A primeira vila italiana fundada no Brasil, um dos berços da imigração italiana, a cidade de Santa Teresa, celebra seu passado com a realização anual da Festa do Imigrante Italiano. A Festa é realizada pelo Circolo Trentino di Santa Teresa e pela Prefeitura local.


A Festa pomerana, em Santa Maria de Jetibá foi criada em 1990, quando o município completou seu primeiro ano de emancipação política. Além do aniversário da cidade, a Festa Pomerana visa resgatar e cultivar as tradições locais.


No século VIII a Espanha foi invadida pelos árabes, que lá ficaram por 800 anos. O Alardo é uma representação popular das lutas entre mouros e cristãos.


A padroeira da Serra é Nossa Senhora da Conceição, todavia é São Benedito quem recebe as mais efusivas e expressivas manifestações de carinho do povo Serrano, que realiza a festa de forma grandiosa e bonita desde 1826. No Estado do Espírito Santo a festa de São Benedito é comemorada no dia 27 de dezembro. Na Serra é um dia antes, no dia 26.


O 1° Festival de Música popular de Alegre realizou-se em maio de 1980, onde quatro mil pessoas participaram do evento pioneiro. No ano seguinte este número duplicou e a repercussão do evento ultrapassou as fronteiras do Espírito Santo. De 1991 a 2001 uma média de 60 mil pessoas marcaram presença em Alegre para ouvir e aplaudir concorrentes de vários estados. Atualmente o Festival é organizado em grande escala.


OBSERVAÇÃO: Permitimos a livre reprodução do conteúdo e agradecemos a citação da fonte com a inclusão de nosso link, se possível.
Fonte de Pesquisa: Borges, Clério José - Livro História da Serra, 1a. 2a. e 3a Edição - 1998, 2003 e 2009 - Editora Canela Verde - À Venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89
BIBLIOGRAFIA: JORNAL A GAZETA - CADERNO DOIS - Vitória; JORNAL A TRIBUNA - VITÓRIA - ES




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