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CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT´ANNA                                             VOLTAR

Dia da Assunção de Nossa Senhora

15 de Agosto

Solenidade da Assunção de Nossa Senhora

Dia da Assunção de Nossa Senhora

No dia 15 de agosto a Igreja celebra a solenidade da Assunção de Nossa Senhora. É a terceira e última solenidade de Maria durante o ano na Igreja universal.

Dia 8 de dezembro ela celebra a Imaculada Conceição e, dia 1º de janeiro, Nossa Senhora, Mãe de Deus. Pelo fato de o dia 15 de agosto não ser feriado, a Igreja celebra esta festa no domingo depois do dia 15. Sua Liturgia é muito rica.

Assunção de Nossa Senhora, ou Nossa Senhora assunta ao céu, ou ainda Nossa Senhora da Glória, está entre as festas de Nossa Senhora muito caras ao nosso povo. Faz parte da piedade popular do Catolicismo tradicional.

Esta é também a vitória de Maria, celebrada nesta festa da Assunção. Ela não obteve nenhuma medalha de ouro, nos jogos olímpicos; simplesmente está coroada de Doze estrelas, na fronte, por ter assumido e vencido, no seu papel de Mãe de Jesus e Mãe da Igreja.

Na sua Assunção, Maria diz-nos agora: Olhai: a minha vida era dom de mim mesma. E agora esta vida perdida, de entrega e serviço, alcança a verdadeira vida: a vida eterna, a vida plena, a vida repleta de sol, circundada pela luz de Deus.

A vida não se conquista, tomando-a para si, mas oferecendo-a e multiplicando-a, pelos outros.

É necessário dizer não à cultura amplamente dominante da morte, que se manifesta, por exemplo, na droga, na fuga do real para o ilusório, para uma felicidade falsa, que se expressa na mentira, no engano, na injustiça, no desprezo do próximo e dos que mais sofrem; que se exprime numa sexualidade que se torna puro divertimento, sem responsabilidade.

A esta promessa de aparente felicidade, a esta pompa de uma vida aparente, que na realidade é apenas instrumento de morte, a esta anticultura dizemos não, para cultivar a cultura da vida.

A Assunção da Virgem Maria representa a fé da Igreja na obra da redenção. Entre as formas de redenção a Igreja reconhece uma forma radical de redenção: Unida ao Filho na vida e na morte, a Igreja sabe que Maria foi associada à glória do Filho Ressuscitado.

A Assunção é a Páscoa de Maria. Criatura da nossa raça e condição, Mãe da Igreja, a Igreja olha para Maria como figura do seu futuro e da sua pátria.

Só Deus pode dar uma recompensa justa aos serviços prestados aqui na terra; só ele pode tirar toda dor, enxugar todas as lágrimas, encher nossa vida de alegria.

A festa da Assunção de Maria nos faz crer que a vocação da humanidade é chegar à plena realização e à vitória definitiva sobre todas as mortes.

Celebrando a Assunção da Virgem Maria aos Céus, o Senhor renova em nós a aliança e nos dá um novo sentido para a nossa vida.

A Assunção de Maria valoriza muito o nosso corpo, templo do Espírito Santo, como manifestação de todo o nosso ser, aos olhos dos outros.

Dia da Assunção de Nossa Senhora

15 de Agosto

Assunção de Nossa Senhora

Hoje, solenemente, celebramos o fato ocorrido na vida de Maria de Nazaré, proclamado como dogma de fé, ou seja, uma verdade doutrinal, pois tem tudo a ver com o mistério da nossa salvação, e sendo a Igreja, assim definiu pelo Papa Pio XII em 1950: "A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre foi assunta em corpo e alma à glória celestial."

Antes, esta celebração, tanto para a Igreja do Oriente como para o Ocidente, chamava-se "Dormício" (= passagem para a outra vida), até que se chegou ao de "Assunção de Nossa Senhora aos Céus", isto significa que o Senhor reconheceu e recompensou com antecipada glorificação todos os méritos da Mãe, principalmente alcançados em meio às aceitações e oferecimentos das dores.

Maria contava com 50 anos quando Jesus a ascendeu aos Céus e, já tinha sofrido com as dúvidas do seu esposo, o abandono e pobreza de Belém, o desterro Egito, a perda prematura do Filho, a separação no princípio do ministério público, o ódio e perseguição das autoridades, a Paixão, o Calvário, a morte do Filho, embora tanto sofrimento, São Bernardo e São Francisco de Sales é quem nos aponta o amor pelo Filho que havia partido como motivo de sua morte.

Portanto a Virgem Maria ressuscitou, como Jesus, pois sua alma imortal uniu-se ao corpo antes da corrupção tocar naquela carne virginal, que nunca tinha experimentado o pecado. Ressuscitou, mas não ficou na terra e sim imediatamente foi levantada ou tomada pelos anjos e colocada na Igreja Triunfante como Nossa Senhora, Mãe e Onipotência Suplicante assunta aos Céus!

Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!

IRMANDADE DE BOA MORTE E ASSUNÇÃO

Em 1680 é criada em Vitória a Irmandade de Nossa Senhora do Amparo. Ela ficava abrigada na Igreja de São Tiago, passando depois para a antiga matriz, antes de fundar sua própria capela, em 1707. Para a fundação dessa capela, entretanto, eles precisaram se unir com a Irmandade de Nossa Senhora da Assunção.

As irmandades do Amparo e da Assunção eram constituídas de homens pardos livres e cativos. Os pardos, nesses anos de 1600 e 1700, eram literalmente descendentes de negros com brancos. Alguns nasciam livres, protegidos por seus parentes brancos, enquanto outros se viam lutando e trabalhando para comprar sua alforria. Alguns ex-escravos, como os da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos (que cuida até hoje da Igreja do Rosário, também no Centro Histórico de Vitória), faziam leilões para arrecadação do dinheiro de compra de alforria para outros escravos.

Nessa época havia muitos escravos em Vitória, assim como no resto do país. Apesar de sempre pensarmos em Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia quando estudamos a história do Brasil colonial, nossa cidade seguia também o caminho: a Capitania do Espírito Santo, antes tão grande, estava agora reduzida ao tamanho que se encontra hoje devido à descoberta do ouro e à criação da Capitania Real das Minas Gerais; nossa própria capitania acabou vendida em 1721 e administrada pela coroa portuguesa; houve a construção e reparo de cinco fortalezas da baía de Vitória (Forte São João, Forte do Carmo, Forte São Diogo, Forte de São Tiago e Forte de Santo Inácio ou de São Maurício) para a proteção dos caminhos para as minas.

Vimos também a expulsão da ordem jesuíta de Portugal, de todo o Brasil e de seus edifícios em Vitória, como o Colégio e Igreja de São Tiago, onde ficaram reunidos esperando serem enviados embora em navios. Como os religiosos eram os responsáveis pelo ensino na ilha e pela catequização dos indígenas, o ensino secundário enfraqueceu e os índios não eram mais mantidos nas aldeias. Assim, restaram em Vitória os franciscanos e os carmelitas, cada um em seu convento, e um sacerdote secular.

Então o que atraía tantos capixabas brancos, negros ou pardos para as irmandades? O primeiro cemitério público de Vitória, o Cemitério Municipal de Santo Antônio, foi fundando apenas em 1908. Antes dele, os moradores de Vitória não tinham aonde serem enterrados. As igrejas é que possuíam seus próprios cemitérios, reservados para membros. Logo, fazer parte de uma irmandade era a maneira que as pessoas comuns arrumaram para ter um lugar para descansarem em paz.

De acordo com o estatuto Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte e Assunção, para se fazer parte dela deveria ser paga certa quantia (chamada de joia) e havia também uma quantia anual. Com isso, garantia-se um espaço em seu cemitério, hoje também em Santo Antônio. Garantia-se normalmente o sepultamento por quatro anos, mas há também nichos que pertencem para sempre a famílias. Tudo isso fez com que o cemitério ficasse cheio e, hoje, a irmandade não pode aceitar mais novos membros, por não poder oferecer nichos.

Fonte: Fabio "Miojo" Reis é graduado em História pela Universidade Federal do Espírito Santo (2008) com monografia desenvolvida sob título "Consequências da Descoberta do Ouro para a Capitania do Espírito Santo". ...



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