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CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT´ANNA                                             VOLTAR
, Espírito Santo -  Brasil.   .

REVEILLON: DIA DA AMIZADE UNIVERSAL
Texto sobre a Amizade - Fotos do Reveillon 2004/2005

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DIA DA AMIZADE - DIA DA CONFRATERNIZAÇÃO UNIVERSAL - No Brasil, as festas de fim de ano coincidem com o início da estação mais animada do ano, que é o verão, sempre repleto de eventos e atividades. Logo em seguida ao natal, vem o reveillon, as férias de janeiro e o carnaval, propiciando uma série de comemorações efusivas e contagiantes.

O primeiro dia do ano pelo calendário da Era Comum foi escolhido pela Organização das Nações Unidas para promover a fraternidade universal. Para todos os povos, é tempo de recomeçar

A chegada de um ano sempre desperta a expectativa pela abertura de um novo ciclo, cheio de transformações. Nessa época, verbos como recomeçar, reconstruir, repensar e tantos outros “re” parecem fazer mais sentido do que no restante do tempo. Simpatias e tradições reforçam ainda mais esses significados em torno da festa: comer lentilha, pular ondas, vestir branco.

Ao brindar o recomeço, além de sorte, também são bem-vindos os desejos de paz e fraternidade.

Novo ciclo - A palavra francesa Reveillon significa “acordar” e era usada no século 17 para designar jantares longos e chiques realizados durante o ano. Com o tempo, acabou popularizando-se como sinônimo da festa de passagem de ano.

A comemoração do Ano-Novo tem sua origem intimamente ligada à natureza.

Dois mil anos antes da era cristã, os antigos babilônios festejavam a entrada de um novo ciclo anual no início da primavera no hemisfério norte, que equivaleria ao dia 23 de março do calendário cristão.

Nessa época, era feita a plantação de novas safras, daí a noção de reinício, preservada até hoje.

Já os gregos celebravam o início de um novo ciclo entre 21 e 22 de dezembro, mas o ritual também representava o espírito da fertilidade.

A festa era pelo renascimento anual do deus Dionísius, a quem homenageava-se desfilando com um bebê em um cesto.

Os egípcios comemoravam o Ano-Novo quando a estrela Sírius surgia no horizonte de Mênfis, a cidade dos primeiros faraós.

A data (16 de julho no calendário cristão) marcava o começo da enchente anual do rio Nilo.

Datas diferentes, sentidos iguais - Na China, a passagem do ano cai no fim de janeiro ou início de fevereiro, porque segue-se o calendário lunar.

Os judeus têm sua celebração de Ano-Novo no primeiro dia do mês de Tishrei, primeiro mês do calendário judaico (meados de setembro ou começo de outubro): é o Rosh Hashaná, a “festa das trombetas".

Para os islâmicos, o ano novo cai em maio, pois a contagem islâmica corresponde ao aniversário da Hégira (que em árabe significa emigração), cujo ano zero corresponde ao 622 da era cristã, ocasião em que o profeta Maomé deixou a Cidade de Meca e se estabeleceu em Medina.

Independentemente de crença ou data, o começo de um novo ciclo é um convite para que se repense e se qualifique a relação com o próximo e com o mundo.

Filósofos e psicanalistas apostam que o amigo voltará a ocupar um papel de destaque na sociedade deste século.

Ela já foi considerada a mais importante virtude da sociedade, mas andou em baixa, sobretudo no século passado.

Agora, há cada vez mais especialistas em comportamento - de filósofos a psicanalistas - apostando que a amizade vai ser a mola mestra das transformações do século 21 e arma poderosa na busca por formas de convivência que substituam o esgotado modelo ego-narcisístico, em que o "cada um por si" dá o tom.

A CEIA DO FIM DE ANO

A ceia do Ano Novo é cheia de superstições.

ATENÇÃO:

O que não pode faltar:

- Lentilha ou grão de bico: é o alimento que traz fortuna. Como as ervilhas, as lentilhas também evocam morte e renascimento; do grão enterrado na terra renascem múltiplos grãos. Representa RENOVAÇÃO.

- Uva: esta fruta não pode faltar, pois atrai boa SORTE para o ano inteiro. No entanto, não exagere nas uvas, pois é a fruta mais rica em açúcar; coma de 3 a 5 gomos.

– Peixe: está vinculado com a boa SORTE e o AMOR. Além disso, é riquíssimo em ômega -3, que é excelente para a cabeça e para o corpo.

– Carne de porco: baixa taxa de gorduras e representa SAÚDE. Além disso, o porco é um animal que fuça para a frente, sendo um bom estímulo para o novo ano. Já o frango, o peru ou o faisão não são uma boa pedida para a passagem do ano, pois todos os três ciscam para trás.

- Romã: símbolo da FARTURA e da ESPERANÇA. É uma fruta riquíssima em nutrientes e ajuda a acelerar o metabolismo (emagrecimento).

Bebidas:

Cuidado! O álcool, além de não alimentar, tem muitas calorias. Se a intenção é perder peso, as bebidas alcoólicas precisam ser banidas (ou pelo menos bastante reduzidas) da dieta. Cada grama de álcool tem sete calorias, enquanto um grama de proteínas ou de carboidratos tem quatro calorias. Além disso, o álcool contribui para o aumento da gordura visceral (abdominal).

No trabalho, é costume realizar confraternizações, em geral chamadas de amigo oculto ou secreto, com trocas de presentes, regadas a muita bebida e comida. Em família, as festas de fim de ano são consideradas essenciais, independentemente de crença religiosa, são momentos especiais de reunião e fraternidade.

FIM DE ANO NAS PRAIAS

Todo ano milhares de pessoas vestidas de branco se reúnem no dia 31 de Dezembro, para festejar e celebrar a passagem do ano nas praias brasileiras, assistindo a queima de fogos da virada do ano. Se o seu negócio é pular as sete ondinhas e pisar na areia, ver os fogos perto do mar e curtir a virada do ano em meio a muita folia, você tem mesmo que ir à praia.

Quem vai à praia na manhã do primeiro dia do ano costuma encontrar na areia flores, velas e, não raramente, perfumes, pentes, espelhos e outras coisas que foram jogadas ao mar, na noite anterior, por devotos de Iemanjá. Tal costume surgiu no meio afro-brasileiro, que teve uma grande difusão no Rio de Janeiro na década de 1950, que foi e continua sendo muito incentivado pela Umbanda, e que tornou-se tradicional em muitas cidades brasileiras. Em Vitória, Capital do Espírito Santo foi erguida uma grande estátua de Iemanjá, representada como uma jovem de pele clara e cabelos lisos. Mas o culto a Iemanjá é originário da África negra e foi difundido originalmente nas Américas pelos povos iorubá, mais conhecidos no Brasil como nagô. Iemanjá é um orixá das águas salgadas. O mar é a sua morada e o seu reino, daí porque se costuma fazer oferendas a ela na praia.


FOTOS DO REVEILLON 2004/2005
Praia de Itapoã - Vila Velha - ES - Brasil

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A Amizade na História do Homem

Compilado do Suplemento Folha Equilíbrio FSP
Daniela Falcão


Grécia e Roma antigas
A amizade era a virtude máxima da sociedade, uma atividade engrandecedora e revigorante. Aristóteles (384-322 a.C.) foi quem mais debateu o assunto, dedicando ao tema dois capítulos do seu "Ética a Nicômaco". Entre os romanos, que construíram até templos para mostrar o quão importante era a amizade, foi Cícero (106-43 a.C.) quem escreveu a mais importante obra sobre o assunto "De Amicitia".

Era cristã A amizade perde terreno para o conceito de irmandade, contrário a pYelliwileções individuais. Filósofos como Santo Agostinho (354-430) quase abandonam o uso da palavra amizade. Renascentismo Filósofos renascentistas e humanistas voltam a valorizar a amizade, mas de forma saudosista, pois crêem que a amizade verdadeira está ameaçada pelo progresso. No "Discurso de Artes e Ciências", Jean Jacques Rousseau (1712-1778) afirma que o progresso material comprometeu seriamente a possibilidade da amizade verdadeira, substituindo-a por ciúmes, medo e desconfiança. Nas palavras do também francês Etienne de La Boétie (1530-1563): "Não pode haver amizade onde há desconfiança, deslealdade, injustiça. Os maus não são amigos, são cúmplices".

Primeira metade do século 20
O capitalismo, o excesso de competitividade e a fragmentação da sociedade são ameaças graves à amizade. Os filósofos da Escola de Frankfurt alertam que a supervalorização da liberdade individual é incongruente com a amizade verdadeira. Ao descrever o estado de espírito de estudantes do Leste Europeu que fugiram da ditadura socialista, Max Horkheimer (1859-1973) descreve: "Os estudantes fugidos, nos primeiros meses após sua chegada à Alemanha, são felizes porque há mais liberdade, mas logo se tornam melancólicos porque não há amizade alguma".

Atualidade A partir dos anos 70, filósofos como Hannah Arendt (1906-1975) e Jacques Derrida defendem a revalorização da amizade como meio de superar a insatisfação geral da sociedade com os resultados da fragmentação excessiva por que passou. A busca de novas formas de convivência, baseadas em valores como hospitalidade e cidadania, serão a marca do século 21, prevêem.



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