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CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT´ANNA                                             VOLTAR



FUTEBOL FEMININO NAS OLIMPÍADAS
FUTEBOL FEMININO

O Conselho Nacional de Desportos, em 1964 delibera que as entidades desportivas devem seguir a seguinte norma em relação a prática esportiva das mulheres: “Não é permitida a prática de lutas de qualquer natureza, futebol, futebol de salão, futebol de praia, pólo, halterofilismo e beisebol”. Naquela época as mulheres já gostavam de futebol e queriam montar equipes como os homens, mas eram proibidas porque diziam que as mulheres não podiam levar uma bolada na região abdominal, pois isso poderia levar a mulher não engravidar.

Em 1981 aconteceu a legalização do futebol feminino pelo Conselho Nacional de Desportos, mas as mulheres foram impedidas, no entanto, de se profissionalizarem. O crescimento tem sido constante. Hoje as mulheres representam cerca de 10% dos futebolistas no mundo, totalizando 26 milhões. No Brasil, já são 80.000 mulheres.

Inglaterra e Escócia foram os personagens da primeira partida de futebol entre mulheres, em 1898, em Londres.

A verdade é que a mulher tem sido importante para o desenvolvimento e evolução do futebol até hoje. Os primeiros indícios datam desde o tempo da Dinastia Han (206 a.C. - 220 d.C.) em que elas jogavam uma variação do antigo jogo chamado TSU Chu. Há outros relatos que indicam que, no décimo segundo século, era usual que as mulheres desempenham jogos de bola, especialmente na França e na Escócia. Em 1863, foram definidas regras para prevenir a violência no jogo, enquanto que era socialmente aceitável para as mulheres. Em 1892, na cidade de Glasgow, Escócia, houve o primeiro jogo de futebol entre as mulheres.

Uma competição anual, em Lothian, Escócia durante a década de 1790 é relatado, também.

O documento mais conhecido sobre os inícios do futebol feminino remonta a 1894 quando Nettie Honeyball, um ativista dos direitos da mulher, fundou o primeiro clube desportivo britânico chamado o Ladies Football Club. Honeyball, convicta de sua causa declarou que pretendia demonstrar que as mulheres poderiam alcançar a emancipação e ter um lugar importante na sociedade.

Lady Florence Dixie desempenhou um papel fundamental na criação do jogo, organizando jogos de exposição para caridade, e em 1895 ela se tornou presidente da British Ladies' Football Club, estipulando que "as jovens devem entrar no espírito do jogo com o coração e a alma." Ela providenciou uma turnê para a Escócia da equipe de futebol de Londres .

A Primeira Guerra Mundial, foram a chave para a superlotação de futebol feminino na Inglaterra. Porque muitos homens foram para o campo de batalha a mulher foi introduzido na força trabalhadora. Muitas fábricas tiveram suas próprias equipes de futebol que até então eram privilégio de homens. A mais exitosa destas equipes existe foi Dick, Kerr's Ladies of Preston, Inglaterra. A equipe foi bem sucedida, atingindo resultados como os de um jogo contra uma equipe escocesa que levou um "chocolate" de 22-0.

No entanto, no final da guerra, a FA não reconheceu o futebol feminino, apesar do sucesso e popularidade. Isto levou à formação da English Ladies Football Association (Associação de Futebol das Senhoras Inglês) cujo início foi difícil devido ao boicote da FA que levou mesmo a mulheres a jogarem em estádios de Rugby.

Após a Copa do Mundo 1966, o interesse dos amadores cresceu de tal forma que a FA decidiu voltar atrás e em 1969 criou o ramo feminino da FA. Em 1971, a UEFA instruiu seus respectivos parceiros a gerir e promover o futebol feminino e na Europa ele foi consolidado nos anos seguintes. Assim, países como a Itália, E.U.A. e o Japão têm ligas profissionais cuja popularidade não inveja o que é atingido pelos seus similares do sexo masculino.

Futebol feminino no BrasilO Araguari Atlético Clube (de Minas Gerais) é considerado o primeiro clube do Brasil a formar um time feminino, que em meados de 1958, selecionou 22 meninas para um jogo benificiente em dezembro deste mesmo ano. O sucesso desta partida foi grande que a revista "O Cruzeiro" fez matéria de capa sobre o acontecimento, pois até então, partidas femininas só ocorriam em circos ou jogos de futsal. Com esta divulgação, houve, nos meses seguintes, vários jogos do time feminino do Araguari em cidades de Minas Gerais (Belo Horizonte inclusive) e também em Goiânia e Salvador. Em meados de 1959 a equipe feminina do Araguari foi desfeita, por pressão dos religiosos de Minas Gerias


No Brasil, a primeira partida de futebol feminino foi realizada em 1921, em São Paulo, onde enfrentaram-se os times das senhoritas catarinenses e tremembeenses.
Mas o que hoje é tão normal para nós levou muito tempo para ser conquistado. Em 1964, o Conselho Nacional de Desportos - CND proibiu a prática do futebol feminino no Brasil. Levou tempo para mudar essa situação. A decisão só foi revogada em 1981. E em 1996 o futebol feminino foi incluído como categoria nas Olimpíadas. O Brasil ficou com o quarto lugar, a mesma colocação que obteve nas Olimpíadas de Sydney, em 2000.
Em 2003, sob o comando do técnico Paulo Gonçalves, as meninas conquistaram a medalha de ouro nos Jogos Panamericanos e também o tetracampeonato sul-americano.
A seleção brasileira conquistou a medalha de ouro do torneio de futebol feminino dos XV Jogos Pan-Americanos Rio-2007.
Foi um fim de filme perfeito. Com tudo saindo conforme o script. Maracanã lotado, festa da torcida na arquibancada, show de Marta em campo, goleada de 5 a 0 sobre os Estados Unidos e medalha de ouro no peito. Ainda que os EUA tenham trazido o time B, isso não diminuiu os méritos das brasileiras. A campanha foi irretocável. As meninas do futebol feminino terminaram a campanha do bicampeonato no Pan-Americano, com seis vitórias em seis jogos. Foram 33 gols marcados e nenhum sofrido.
O show foi comandado pela estrela brasileira Marta que fez dois gols e ainda deu passes para outros dois. A melhor jogadora do mundo teve o nome gritado pela torcida e ganhou até uma música durante o segundo tempo. No fim, ela termina o Pan-Americano como melhor jogadora e também artilheira da competição, com 12 gols.

FUTEBOL FEMININO NAS OLIMPÍADAS

ANO SEDE

      Ouro

      Prata

     Bronze

2012

Inglaterra - - -

2008

China, Pequim EUA Brasil Alemanha

2004

Atenas EUA Brasil Alemanha

2000

Sydney Noruega EUA Alemanha

1996

Atlanta EUA China Noruega
.


FUTEBOL FEMININO NAS OLIMPÍADAS - PEQUIM 2008

Os Jogos Olímpicos de Pequim em 2008 que ocorreram entre 6 e 24 de agosto contaram com diversos atletas assim como modalidades, e entre eles estavam o Futebol Feminino Brasileiro. As nossas atletas eram: Andréia, Andréia Rosa, Bárbara, Cristiane, Daniela Alves, Érika, Ester, Fabiana, Formiga, Francielle, Marta, Maurine, Maycon, Pretinha, Renata Costa, Rosana, Simone Jatobá, Tânia e Maranhão.

A seleção feminina perdeu a final para os Estados Unidos e acabou levando medalha de prata.E essa foi a segunda derrota do futebol feminino após o mesmo ter ocorrido nas Olimpíadas de Atenas em 2004. Apesar de tudo elas mostraram que jogam muito bem e o técnico parabenizou a todas pelo jogo apesar da derrota.

No Brasil o futebol feminino não é muito valorizado, portanto todas as atletas procuram clubes de futebol de outros países, pois, lá oportunidades é que não faltam.Nosso país deveria valorizar e patrocinar esse esporte, pois, certamente encontraria talentos em todas as regiões do Brasil.


FUTEBOL FEMININO NAS OLIMPÍADAS - ATENAS 2004

As meninas do futebol deixaram o Estádio Karaiskaki com a medalha de prata no peito, mas fizeram campanha de ouro em Atenas. A derrota por 1 a 0 na prorrogação, depois de empate por 1 a 1 no tempo normal, nesta quinta-feira (26/08), em Atenas, não abalou em nada o desempenho da seleção, que superou inúmeras dificuldades para alcançar o segundo lugar e subir ao pódio pela primeira vez na história.

Na foto:Pretinha (dir) é abraçada por Mônica pelo gol de empate do Brasil

O fato de terem encarado o poderoso time dos Estados Unidos de igual para igual, e até terem jogado melhor na maior parte do confronto, mostrou a grandeza das jogadoras. Durante a período de preparação e da Olimpíada, elas, que em sua maioria estão desempregadas, receberam a irrisória quantia de R$ 35,00 por dia, além de uma ajuda de custo. As campeãs ganharam cerca de US$ 4 mil mensais nos quatro meses em que ficaram treinando para os Jogos. Ou seja, aproximadamente 11 vezes mais. Pelo título, cada americana vai embolsar US$ 25 mil ou R$ 75 mil, mais do que muitas brasileiras faturaram em toda a carreira.

Na cerimônia de entrega de medalhas, um misto de decepção e alegria. A felicidade pela conquista da inédita medalha. A tristeza pela forma como o Brasil perdeu o ouro. Criou chances para ganhar, foi prejudicado pela arbitragem, pecou em pequenos detalhes e acabou caindo diante de seu maior rival. Em 20 duelos até nesta quinta-feira, os Estados Unidos haviam vencido 17, perdido só um e empatado dois.

"No vestiário, algumas jogadoras choraram, eu tentei levantar o ânimo delas, foi difícil aceitar uma derrota como essa, mas é o futebol", declarou René Simões, visivelmente aborrecido.

O jogo foi digno de uma grande final, com tom dramático do começo ao fim, oportunidades de gol e indefinição até o último segundo. A personalidade das brasileiras em campo foi marcante. Não se intimidaram em nenhum momento contra o "dream team" do futebol feminino, ouro em Atlanta-96 e prata em Sydney-2000, além de vencedor de dois Mundiais, em 1991, na China, e, em 99, em casa.

Se é que existe justiça ou injustiça no esporte, o Brasil, sem dúvida, merecia ter saído como campeão olímpico. O início foi equilibrado e as americanas acabaram acertando o primeiro bom chute, com Lindsay Tarpley, para abrir o placar, aos 39 minutos. A origem do lance, porém, foi irregular. Kristine Lilly passou a bola para a companheira com o braço, mas a juíza Jenny Palmqvist não percebeu.

As sul-americanas não desanimaram e foram em busca do empate. O gol de Pretinha, após excelente jogada de Cristiane, aos 28 da segunda etapa, levantou ainda mais o astral do time e calou a torcida americana, maioria entre os 10 mil espectadores. Até o fim do tempo normal, só o Brasil jogou. Cristiane e Pretinha acertaram a trave da sortuda goleira Briana Scurry, enquanto as rivais não viam a bola.

Os deuses pareciam estar ao lado de Mia Hamm, a famosa atacante norte-americana, de 32 anos, que pendurou as chuteiras assim que acabou a partida. Queriam dar a ela o ouro na despedida.

Antes da prorrogação, um fato curioso. A árbitra Palmqvist torceu o tornozelo direito e foi substituída por Dianne Ferreira-James, da Guiana. E Dianne não entrou bem. Na primeira etapa do tempo extra, não deu um pênalti para o Brasil. Daniela arrematou para o gol. A bola foi desviada pela mão de uma zagueira americana. No fim, faltando 9 minutos para a decisão por pênaltis, Abby Wambach cabeceou com força para dar o ouro aos Estados Unidos, o segundo em três Olimpíadas.



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