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CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT´ANNA                                             VOLTAR


 

HINO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
Letra - Biografia do Autor da Letra e da Música.
ESPECIAL: Professora Luciana Regina, Comentando e Interpretando o Hino do Espírito Santo.

Hino oficializado pelo decreto-lei estadual nº 16.618, de 24 de julho de 1947.

Letra de José Joaquim Pessanha Póvoa e música de Arthur Napoleão.

José Joaquim Pessanha Póvoa

Nasceu em São João da Barra, no Estado do Rio de Janeiro, em 15/04/1836, tendo residido no Espírito Santo de 1875 até a data de seu falecimento, excetuando-se o período em que retornou a seu Estado, para ali exercer o cargo de Chefe de Polícia, no governo de Francisco Portella (1888/1891). Escritor fértil, jornalista militante, também político e parlamentar, desempenhou importantes funções na vida administrativa do Espírito Santo. Dos muitos livros que publicou, três deles, quando nada, tratam de assuntos capixabas:
"Legendas da Província do Espirito Santo", 1873; "A instrução e o novo Ateneu da Vitória", s/d e "A cela do padre Anchieta", 1895. "Os dois mundos",conferência,1865; "Os heróis da guerra" (Guerra do Paraguai), 1870; "Os heróis da arte" (Carlos Gomes e Pedro Américo), 1872; "Tiradentes e a voz dos mortos",1871; "Bocage e seu tempo", conferência,1896, entre outros. Autor do Hino Espírito-santense, com música de Arthur Napoleão. Faleceu em Vitória, em 17/09/1904. Em sua homenagem, a Secretaria de Educação do Espírito santo deu seu nome a uma Escola de 1º grau. entre outros. Faleceu em Vitória, em 17/09/1904. Em sua homenagem, a Secretaria de Educação do Espírito santo deu seu nome a uma Escola de 1º grau.

Arthur Napoleão

Artur Napoleão dos Santos nasceu no Porto (Portugal) em 6 de março de 1843 e faleceu no Rio de Janeiro em 12 de maio de 1925. Menino prodígio (seu primeiro recital de piano aconteceu aos sete anos), viajou pela Europa e também pela América, merecendo elogios de grandes personalidades musicais. O pai do famoso escritor Arthur Azevedo, David Azevedo, deu o nome Artur ao filho pois ficara impressionado com a virtuosidade do então pequeno pianista. Sua carreira não se limitou à de solista, sendo importante sua atuação como camerista, atuando em duo com dois dos maiores violinistas de todos os tempos: Henri Vieuxtemps e Henryk Wieniawski.

Depois de muitas viagens fixou-se definitivamente no Rio de Janeiro em 1866. Na capital do país torna-se comerciante de instrumentos e partituras criando a famosa Casa Artur Napoleão que, no papel de editora, muito incentivou e propagou a música brasileira durante décadas. Continuou a atuar como pianista concertista e camerísta, destacando-se o duo formado com o violinista cubano Joseph White. Atuando como professor, teve entre seus alunos Chiquinha Gonzaga. Seus estudos para piano baseados nos de Cramer (1771-1858) formam a parte mais importante de sua obra. Fundou também em 1883 uma Sociedade de Concertos Clássicos no Rio de Janeiro. Sua obra composicional é praticamente dedicada ao piano.

Obras principais
Música orquestral: Camões (orquestra e banda); L’Africaine (piano e orquestra); Hino do Acre; Hino do Espírito Santo.
Música instrumental: A Brasileira (piano); A Caprichosa (piano); Elvira (piano); A Fluminense (piano); Uma Primeira impressão do Brasil (piano); Soirée de Rio (piano); Soirées intimes (piano); Teus olhos (piano).


LETRA DO HINO DO ESPÍRITO SANTO

Surge ao longe a estrela prometida,
Que a luz sobre nós quer espalhar;
Quando ela ocultar-se no horizonte,
Há de o sol nossos feitos lumiar.

Nossos braços são fracos, que importa?
Temos fé, temos crença a fartar;
Supre a falta de idade e de força,
Peitos nobres, valentes, sem par.

Salve, oh, povo espírito-santense!
Herdeiro de um passado glorioso,
Somos nós a falange do presente,
Em busca de um futuro esperançoso.

Saudemos nossos pais e mestres,
A pátria, que estremece de alegria,
Na hora em que seus filhos, reunidos,
Dão exemplos de amor e de harmonia.

Venham louros, coroas, venham flores,
Ornar os troféus da mocidade;
Se as glórias do presente forem poucas;
Acenai para nós posteridade!

Salve, oh, povo espírito-santense!
Herdeiro de um passado glorioso,
Somos nós a falange do presente,
Em busca de um futuro esperançoso.



ENTENDA O HINO CAPIXABA

Professora Luciana Regina (luciananeumam@hotmail.com), especial para o Web Site de Clério José Borges

Enviada: Segunda-feira, 20 de outubro de 2008 20:53:32
Para: Clério Borges (clerioborges@hotmail.com)


Comentando o Hino do Espírito Santo


Bem longe se avista o nascer do sol
Que a todos nós vem iluminar
Mas quando este sol se por no horizonte
Há de nos mostrar tudo o que realizamos


Se somos fracos isso não tem importância
Pois nossa fé e nossa crença são tão imensas
Que compensa nossa pouca experiência e fraquezas
De povo honrado e batalhador sem igual


Aplaudam o povo do Espírito Santo
Carregando consigo as glórias do passado
Somos a multidão que luta atualmente
À procura de um futuro muito melhor


Respeitando nossos pais e mestres
Nosso Estado se irradia de felicidade
Quando nosso povo muito unido
Ensinam como viver em fraternidade


Tragam ramos, coroas, flores
Para enfeitar as vitórias de nossa juventude
E se essas conquistas ainda não forem suficientes
Sabemos que o futuro nos reserva muitas outras oportunidades.




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