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HISTÓRIA
O termo História vem do grego e significa "testemunha". É um termo genérico geralmente aplicado em referência a ocorrências passadas. Como campo de estudo, o termo 'História' se refere a historia humana, a qual é um registro evolutivo das sociedades humanas.
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RESUMO HISTÓRICO - SERRA - ESPÍRITO SANTO - BRASIL
Texto do Livro "HISTÓRIA DA SERRA", de Clério José Borges
O Município da Serra, limita-se com Vitória, capital do Estado do Espírito Santo, sendo a sua Sede Administrativa (Serra Sede) situada a uma distância de 27 quilômetros do Centro de Vitória. A distância é medida do Marco Zero da Serra, (entre a Igreja Nossa Senhora da Conceição e a Praça Pedro Feu Rosa) até o Marco Zero de Vitória, localizado na porta de entrada da Catedral, na Cidade Alta.
FUNDAÇÃO:
Dia 08 de Dezembro de 1556. OS PADRES JESUÍTAS ERAM DEVOTOS E DIVULGADORES DA IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA. Assim sabe-se com exatidão que a data de fundação da Serra foi mesmo no dia 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição de Maria, mãe de Jesus.
FUNDADORES:
1 - Maracajaguaçu, (Gato Bravo Grande ou Gato Grande), Chefe da Tribo dos Índios Temiminós.
Nasceu no Rio de Janeiro, em 1501, na Ilha de Paranapuã, (palavra em Tupi que significa "Seio do mar"), também chamada pelos Indígenas de Ilha de Paranapecu e pelos Franceses e Portugueses de Ilha do Gato, sendo atualmente conhecida como Ilha do Governador, na baía de Guanabara.
2 - Padre Jesuíta Braz Lourenço. Nasceu no ano de 1525, em Melo, diocese de Coimbra, em Portugal. Chegou ao Brasil em 1553. Foi Provincial, Chefe dos Padres no Espírito Santo, de 1553 a 1564, administrando os Jesuítas, bem como criando e fundando núcleos de catequese em várias Aldeias Indígenas. Continuou a obra de construção do Colégio dos Jesuítas em Vitória. O Colégio havia sido iniciado pelo seu antecessor Afonso Braz. Foi também o construtor da primeira residência dos Jesuítas na vila de Vitória, pois o padre Afonso Braz deixara apenas “um pequeno seminário coberto de palhas”.
MUNICÍPIO:
Criado em 02 de Abril de 1833, com território desmembrado do Município de Vitória.
POPULAÇÃO:
Ano 1960: 9.192 habitantes
Ano 2000: 321.181 habitantes, com 158.458 homens e 162.723 mulheres.
Ano 2010 (fonte IBGE): 409.324 habitantes
Ano de 2012 - Previsão: 500.000 habitantes
ÁREA:
Unidade territorial (Km²): 553 km 526m
DENSIDADE DEMOGRÁFICA (hab/Km²):
Conforme Censo de 2010: 739,38
GENTÍLICO:
Serrano. Quem nasce em Vitória é Vitoriense ou Capixaba, denominação que se estendeu para todo o nascido no Espírito Santo. Quem nasce em Vila Velha é Canela Verde ou Vilavelhense.
LIMITES:
DISTRITOS:
Quando o Município foi criado em 1833, desmembrado do Município de Vitória havia apenas um Distrito, o da Serra Sede.
NOME:
O topônimo (origem do nome) está relacionado à origem da cidade, localizada ao pé da SERRA ou do Monte (Montanha) do Mestre Álvaro.
PRINCIPAL FESTA RELIGIOSA
Festa de São Benedito realizada anualmente no dia 26 de Dezembro. A padroeira da Serra é Nossa Senhora da Conceição, todavia é São Benedito quem recebe as mais efusivas e expressivas manifestações de carinho do povo Serrano, que realiza a festa de forma grandiosa e bonita desde 1826.
MORRO QUE É UMA MONTANHA QUE É UMA SERRA
Dom Pedro II quando visitou a Serra, em 1860, anotou no seu Diário, MESTRE ÁLVARO.
No livro que narra a visita feita pelo Imperador do Brasil à Serra a 31 de Janeiro de 1860 consta: "Um dos acompanhantes do Imperador, de nome Meirelles, (Conde Azambuja Meirelles), informou que o nome da Serra era Mestre Álvaro, ponto de marcação a um Mestre de Navio chamado Álvaro".
O MESTRE ÁLVARO E A LENDA DO PÁSSARO DE FOGO
Serra e Cariacica são cúmplices numa história de amor. As duas cidades, segundo conta a lenda, relatada entre outros historiadores por Maria Stela de Novaes, estão ligadas para sempre pela força de um sentimento que une até hoje o índio Guaraci (Tribo Temiminó) e a índia Jaciara (Tribo dos Botocudos). Guaraci, em Tupi significa Sol, Verão. Jaciara significa Tempos de Luar, Noites com raios de Lua.
Até hoje eles estão frente a frente, contemplando um ao outro e assim ficarão por toda a eternidade. Segundo o historiador Clério José Borges, um "Pássaro de fogo" sempre é visto, pelas pessoas de coração puro, sem malícia, nas noites de São João, (24 de junho), indo do Mestre Álvaro ao Mochuara, abençoando o amor de Guaraci e Jaciara. Prova de que homens e histórias passam, mas corações não morrem jamais.
Observem que esta Lenda Capixaba conta a história de um Pássaro de Fogo que colabora na união do jovem casal. Há uma semelhança muito grande com a Lenda Russa do Pássaro de Fogo, imortalizada pelo grande Maestro Igor Stravinsky.
OBSERVAÇÃO:
É ERRADO ESCREVER MARACAIA - GUAÇU OU MARACAIAGUAÇU E LOURENÇO BRAZ
Através de documentos históricos e baseado em uma fonte primária, ("História da Companhia de Jesus no Brasil", de Serafim Leite), o certo é usar MARACAJAGUAÇU e BRAZ LOURENÇO.
ATRAÇÕES DA SERRA
A Serra é um município rico em belezas naturais, destacando-se as praias que atraem milhares de turistas durante o verão e nos feriados.
LOCALIZAÇÃO DA SERRA E ACESSO AO MUNICÍPIO
A Serra possui uma localização estratégica, ficando num raio de apenas mil quilômetros dos principais centros comerciais e industriais do Brasil, (Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador e Brasília), além de ficar no centro econômico e administrativo do Espírito Santo.
A Serra é um Município que faz limite com Vitória. O bairro Eurico Salles, em Carapina Serra, faz limite com o Aeroporto Eurico Salles, em Vitória. Da Sede Administrativa da Serra, do Marco Zero localizado entre a Igreja Nossa Senhora da Conceição e a Praça Pedro Feu Rosa e o Marco Zero de Vitória, na Cidade Alta em frente a Catedral Metropolitana, são 27 quilômetros.
Aeroporto Eurico de Aguiar Salles, também conhecido como o Aeroporto de Vitória (ES) - Distância da Sede Administrativa (onde fica a Prefeitura Municipal) da Serra: Aproximadamente 9 Km.
MUNICÍPIO DA SERRA OU MUNICÍPIO DE SERRA - PREFEITURA DA SERRA OU PREFEITURA DE SERRA
Este assunto refere-se a uma controvérsia surgida após a publicação do Livro História da Serra. Alguém sugeriu que a expressão DA SERRA era imprópria, pois se referia ao Município e a Cidade Serra. Com o surgimento de um candidato a Presidência da República do Brasil chamado Serra, surgiu a pergunta: Da Serra? ou De Serra? Da Cidade da Serra ou Cidade de Serra (o Candidato)?
MAPAS DOS LIMITES DA SERRA - ESPÍRITO SANTO - BRASIL
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Fim do Texto resumido constante do Livro HISTÓRIA DA SERRA de Clério José Borges, publicação que se encontra à venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89.
O Autor Clério José Borges, hoje funcionário público aposentado, encontra-se disponível para realizar PALESTRAS sobre a "História da Serra", "Revolta dos Negros do Queimado" e sobre Poesia e Trovas, mediante agendamento antecipado (Telefone: 27 - 33 28 07 53) e termos, ou seja, condições a serem combinadas previamente, como por exemplo:
FONTE DE PESQUISAS
OBSERVAÇÃO:
Permitimos a livre reprodução do conteúdo histórico constante desta página na INTERNET e de Autoria de Clério José Borges.
Agradecemos a citação da fonte com a inclusão de nosso link, se possível.
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Texto do Livro "HISTÓRIA DA SERRA", de Clério José Borges
Os fundadores da Serra
foram Maracajaguaçu, chefe dos índios Temiminós e o padre jesuíta Braz
Lourenço, que a 08 de dezembro de 1556, promoveram a realização de uma Missa numa Capela de palhas construída no interior da Aldeia Indígena de Nossa Senhora da Conceição da Serra do Mestre Álvaro, hoje Serra.
OBSERVAÇÃO - Na INTERNET é encontrada a seguinte versão: A colonização das terras, onde se desenvolveu o município teve início em meados do século XVI, quando o padre Braz Lourenço, em missão de catequese, penetrou na região, povoada pelos índios Goitacazes.
(Esta versão não é verdadeira. Os Índios Goitacazes não habitavam a região. Braz Lourenço foi encarregado pelo Donatário Vasco Coutinho de instalar, os Índios Temiminós, que haviam chegado do Rio de Janeiro).
No Site da Prefeitura da Serra, mostrando incompetência e falta de interesse em realizar Pesquisa em fonte primária é divulgada a seguinte versão errada: "Quanto ao dia e mês da chegada do padre Brás Lourenço na Serra, não se sabe com exatidão.
Porém, como era costume dar nomes a lugares ou acidentes geográficos com o nome do santo do dia, supõe-se que tal data tenha se dado em 08 de dezembro de 1556, dia consagrado à Santa Nossa Senhora da Conceição".
O texto errado é baseado em um Livro do Memorialista Naly da Encarnação Miranda que, sem procurar pesquisar em documentos históricos, cita como fundador da Serra, um padre chamado Lourenço Braz, chegando a afirmar que existiam dois Padres Jesuítas, um Lourenço Braz e outro Braz (ou Brás) Lourenço. UM absurdo. A verdade é que sabe-se SIM com exatidão o dia e chegada de Braz Lourenço no Espírito Santo, que ocorreu na oitava do Natal de 1553. Veio substituir o primeiro Provincial do Espírito Santo Afonso Braz, que inclusive inciou a construção da Igreja de São Tiago, atual Palácio Anchieta, em Vitória. OS PADRES JESUÍTAS ERAM DEVOTOS E DIVULGADORES DA IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA. Assim sabe-se com exatidão que a data foi mesmo 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição de Maria, mãe de Jesus. Braz Lourenço não permaneceu e nem residiu na Serra. Era o Provincial da Capitania do Espírito Santo e residia em Vitória na Igreja São Tiago, atual Palácio Anchieta, tendo sido Provincial (Superior) de 1553 a 1564, conforme a fonte primária, o Livro "História da Companhia de Jesus no Brasil", do padre Escritor Serafim Leite, que inclusive destaca: “As Aldeias da Capitania do Espírito Santo foram em sua maioria fundadas e organizadas pelo padre Braz Lourenço”.
Os índios
Temiminós haviam mudado para a Capitania do Espírito Santo, saídos da Ilha de Paranapuã, (seio do mar), também chamada de Ilha do Gato, na baía de Guanabara, atual
Ilha do Governador, no Estado do Rio de Janeiro. Vieram em quatro embarcações cedidas pelo Donatário da Capitania do Espírito Santo, Vasco Fernandes Coutinho. Seus líderes eram Maracajaguaçu e
seu filho Araribóia.
FORMAÇÃO ADMINISTRATIVA
SERRA E ITAPOCU -
Em divisão administrativa referente ano ano de 1911, o Município é constituído apenas do Distrito sede. Pela Lei Estadual nº 1304, de 30 de Dezembro de 1921 é criado o Distrito de Itapocu e anexado ao Município da Serra. Em divisão administrativa no ano de 1933, o Município é constituído de 2 Distritos: Serra e Itapocu.
ITAPOCU E NOVA ALMEIDA -
Em 11.11.1938 - É editado o Decreto-Lei nº 9.941, que fixa a divisão territorial do Estado, que vigorará sem alteração, de 1 de janeiro de 1939 a 31 de dezembro de 1943, e dá outras providências, assinado por João Punaro Bley, Celso Calmon Nogueira da Gama, Nelson Goulart Monteiro e Carlos Femando Monteiro Lindemberg que, assim fixou os limites do Município da Serra, compreendido pelos distritos Sede, Itapocu (hoje Calogi) e Nova Almeida.
O decreto acima foi editado na conformidade das normas gerais firmadas pela Lei Orgânica Nacional nº 311, de 2 de março de 1938. Nesta época os Distritos de Queimado e Carapina eram pertencentes à Vitória e, o atual distrito de Calogi possuía o topônimo de Itapocú.
Por este mesmo Decreto-lei Estadual, o Município da Serra, adquiriu o Distrito de Nova Almeida, do município de Fundão.
CARAPINA E QUEIMADO -
Em 31.12.1943 - O Município da Serra passa a ser constituído dos Distritos de Carapina, Nova Almeida - que já foi Distrito sede do município de mesmo nome, Queimado, Serra e Calogi (antigo Itapocu), conforme o Decreto-Lei Estadual nº 15.177, de 31 de Dezembro de 1943. Carapina e Queimado, na época pertenciam ao Município de Vitória. Sob o mesmo decreto acima citado o Distrito de Itapocu passou a denominar-se Calogi.
EVOLUÇÃO HISTÓRICA E PRIMEIROS ADMINISTRADORES DA SERRA
VEREADORES ADMINISTRAM A SERRA DE 19/08/1833 A 23/05/1914 A primeira Câmara de Vereadores, responsável pela administração da Freguesia da Serra era formada pelos vereadores: Luiz
da Rosa Loureiro – Presidente; Manoel da Rocha Pimentel; José Simoens da Silva;
Manoel Fernandes de Miranda; Luiz Vicente Loureiro; Fabiano Gonçalves Fraga;
Padre Joaquim de Santa Magdalena Duarte. A Câmara de Vereadores tinha naquela ocasião
funções executivas e os vereadores formavam um conselho de administração. O
presidente da Câmara era o presidente do Govemo Municipal. As leis aplicadas
eram emanadas da Assembléia Legislativa Provincial, que tinha entre seus
membros deputados que acumulavam as funções de vereadores. Não havia
incompatibilidade. Até a criação da Assembléia Provincial as leis eram editadas
em Portugal. Em 01 de fevereiro de 1835 foi instalada no
Espírito Santo, a Assembléia Legislativa Provincial sob a presidência do padre
João Clímaco da Alvarenga Rangel, nascido em São José do Queimado. Além dele,
participou da instalação do legislativo estadual outro serrano, o Padre João
Luiz da Fraga Loureiro, ocasião em que ele era também, vereador da Serra.
REVOLTA DO DISTRITO DO QUEIMADO -
Em 06.11.1875 - A
sede do município da Serra deixa de ser vila e é elevada a categoria de cidade.
A instalação foi solene, com festa organizada pelo Deputado provincial, Major
Joaquim Pereira Franco Pissarra, e políticos locais no dia do aniversário de D.
Pedro II - 02 de dezembro de 1875. O Major Pissarra foi o autor da Lei que transformou
a vila da Serra em cidade. Com a Proclamação da República, em 15 de
novembro de 1889, houve a nomeação do primeiro presidente do Estado do Espírito
Santo, Afonso Cláudio de Freitas Rosa, neto materno do primeiro presidente da
Câmara de Vereadores da Serra, Luiz da Roza Loureiro. Diante da nova situação
Afonso Cláudio intervém nos municípios. Na Serra nomeia uma Intendência para
administrá-la, composta de três membros: Manoel Pereira Madruga, Manoel
Rodrigues Fernandes de Miranda e Luiz Barboza Leão, este último como
presidente, equivalente ao cargo atual de prefeito. Luiz Barboza Leão era sogro de José Cláudio de Freitas Júnior, irmão de Afonso
Cláudio, e ainda, bisavô da ex-deputada estadual do Espírito Santo
Judith Leão Castello Ribeiro e trisavô da cantora Nara Leão e do pesquisador
João Luiz Castello Lopes Ribeiro. Luiz Barbosa Leão era sogro da prima do
ex-deputado estadual Benigno Soares Leite Vidigal, bisavô do prefeito da Serra
Antônio Sérgio Alves Vidigal. Após a intervenção promovida pela
proclamação da república, foi empossada nova Câmara de Vereadores, em 18 de
dezembro de 1892, e eleito seu presidente Luiz Barboza Leão que permaneceu no
cargo até 1900, nesse período acumulou as funções de vereador com as de
deputado estadual nas legislaturas de 1895 a 1897 e 1898 a 1900. Na época do Brasil Império, só podiam ser
eleitores aqueles que tivessem uma renda anual de R$ 100$000 (cem mil réis). As
mulheres e escravos não votavam. A mulher só veio a obter cidadania - votar e
ser votada - após a "Revolução Constitucionalista de São Paulo ", em
1932. Na primeira eleição, em 1934 lá estava a mulher
serrana como pioneira - Judith Leão Castello. Judith casou-se em 1938, com
Talma Rodrigues Ribeiro (prefeito da Serra 1945/1946), passando a assinar Judith
Leão Castello Ribeiro, eleita a primeira mulher deputado estadual do Espírito
Santo, na "Assembléia Constituinte" de 1946.
Os municípios só passaram a ter autonomia
total legislativa, e serem considerados como entes federativos, com a
promulgação da Constituição Federal, em 05 de outubro de 1988, que deu
atribuição para que eles passassem a elaborar suas Leis Orgânicas e as
promulgassem através da Câmara de Vereadores. Antes era atribuição da
Assembléia Legislativa Estadual. A Constituição Federal, em 1988, passou a
considerar, pela primeira vez, o município como um ente federativo, conforme o
art. 18: - "A organização político-administrativa da República Federativa
do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios,
todos autônomos, nos termos desta Constituição". O art. 29 dá atribuição à Câmara de
Vereadores do Município para promulgar sua Lei Orgânica: - "O Município
reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos, com o interstício mínimo de
dez dias, e aprovada por dois terços dos membros da Câmara Municipal, que a
promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição, na
Constituição do respectivo Estado e os seguintes preceitos: ...". Em 1930, houve eleições para eleger o
presidente da república, naquela ocasião era presidente Washington Luiz, que
lançou como seu candidato Julio Prestes. A disputa foi acirrada com Getúlio
Vargas, este perdeu a eleição, e inconformado, alegou fraude no processo
eleitoral, o que justificou sua participação como líder da Revolução de 30, movimento
que depôs o presidente Washington Luiz. Assumiu o poder Getúlio Vargas,
impedindo a posse de Júlio Prestes. A Revolução também depôs o governador do
Estado do Espírito Santo, aliado da campanha Júlio Prestes, Dr. Aristeu Borges
de Aguiar, filho de família serrana. Seu pai era Augusto Manoel de Aguiar e sua
mãe Luíza da Silva Borges (filha de João da Costa Silva Borges e Anna Pereira
da Silva Borges). Aristeu era tio do ex-ministro da justiça Eurico de Aguiar
Salles e do ex-senador Jéferson de Aguiar. Em 19 de outubro de 1930, assumiu o
Espírito Santo, uma Junta Governativa, composta por João Manuel de Carvalho,
Afonso Corrêa Lírio e Capitão João Punaro Bley. A seguir, em 15 de novembro de 1930, Bley
foi nomeado e tomou posse em 22 de novembro de 1930 como interventor estadual.
Permaneceu no cargo até 16.10.1942, transferindo para Dr. Celso Calmom Nogueira
da Gama, que a seguir transferiu a interventoria para o Dr. Jones dos Santos Neves, em 21.01.1943. Naturalmente, que a Revolução refletiu na
política do município da Serra. O prefeito da Serra foi deposto e a Câmara de
Vereadores foi fechada. Foi nomeada uma Junta Governativa, que tomou posse em
23.10.1930, composta pelos seguintes membros: José Corrêa Pimentel; João Vieira
Xavier; Olavo Ferreira Castello (tomou posse em 24.10.1930). No mês de janeiro de 1936, houve eleições
municipais, ano em que foi eleito prefeito do município o Sr. Presciliano
Biluia de Araújo - do Partido Constructor Serrano. O mandato foi interrompido
em 10.09.1937 pelo Golpe de 1937. A democracia só foi restabelecida em 1946,
quando foram convocadas novas eleições. Os deputados e senadores eleitos
receberam o mandato com poder para elaborar uma nova Constituição. Os Presidentes da Câmara da Serra, na
legislatura eleita em 1936 foram Belmiro Geraldo Castello (06.02.1936 a
21.06.1937 - Partido Constructor Serrano) e Antenor Sarmento Miranda
(21.06.1937 a 10.09.1937 - Partido Constructor Serrano). Em 1947, com a redemocratização do país
foram convocadas eleições municipais, ano em que foi eleito prefeito do
município Rômulo Leão Castello (PSD). Os novos vereadores elegeram seu
presidente Luiz Corrêa Amado (PSD - 27.12.1947 a 10.03.1948). Naquela legislatura foram presidentes, além
de Luiz Amado, Theotônio da Costa Pereira (10.03.1948 a 10.01.1950 - PSD) e
Arnaldo Ferreira Castello (10.01.1950 a 01.02.1951 - PSD). A Câmara Municipal da Serra passou por
muitas dificuldades em toda sua existência. Quando foi instalada em 19 de
agosto de 1833, iniciava ali, os problemas para possuir um prédio próprio. O cidadão José Simoens da Silva, componente
do primeiro quadro de vereadores, cedeu uma casa de sua propriedade para
funcionar como Paço Municipal e assim o município pode ser instalado. Como
persistia a ausência de prédio público para abrigar as instalações da Câmara,
esta passou a funcionar na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição da
Serra. A Igreja controlava a Administração Municipal, as eleições, os registros
civis e de imóveis etc. Todavia, houve uma epidemia de varíola na vila, e os
mortos eram sepultados no interior da igreja, fato que, além da preocupação com
a população afetada, também, os afetava pessoalmente, segundo eles, na suas
saúdes, pois, temiam contrair a doença nas reuniões do conselho no recinto da
igreja. Deixando a igreja, a Câmara passou a alugar casas onde pudesse se
reunir. Em 01.02.1860 na visita de D.PEDRO lI, este
observou: "A casa da Câmara térrea é muito pequena. O vereador que serve
de presidente tem 1 voto; porque todos os outros se escusaram, e contudo quem passou o papel do discurso, que felizmente só
entregou, foi o vereador Pimentel o mais votado com 40 e tantos votos; a chave
da vila estava ainda sobre uma salva dentro d'um armário d'onde a tiraram para
me oferecerem. A Câmara reunia-se antes no Consistório da Matriz onde também
tem-se reunido o júri que já uma vez não teve lugar por falta de casa. Começou-se,
por subscrição, uma casa de sobrado para casa da Câmara, júri, etc. e cadeia;
mas está parada, tendo-se gasto 2 contos, orçada em 10 que decerto não chegam;
pois as obras custam muito caro aqui" . O primeiro prédio próprio da Câmara demorou
muitos anos para ser inaugurado, a obra chegou a ficar
paralisada por mais de doze anos, como verificado em ofício da Câmara,
arquivado no livro 365, do Fundo da Governadoria, Série Acyolli, datado de
1875, Arquivo Público Estadual do Espírito Santo. No ano de 1890 não havia sido
concluído, localizado no Largo do Barão do Amazonas, hoje praça
João Miguel - extensão da rua major Pissarra. Sua construção durou
aproximadamente 40 anos. No dia 26 de dezembro de 1975, a Câmara passou suas
instalações para um novo prédio, o segundo prédio próprio em 142 anos de sua
existência. Situado na rua Getúlio Vargas nº 65,
centro, Serra - Sede, onde funcionava até a instalação do seu prédio
definitivo. É importante observar que o censo do IBGE de 1970 encontrou na
Serra uma população de 17.286 habitantes e, em 2004 a população do município era
de aproximadamente 350.000 pessoas. Devido à
precariedade das suas instalações, e diante da importância do município e do
seu grande crescimento econômico e demográfico, os vereadores, em 2004,
entenderam que era necessário construir um palácio municipal condizente com a
realidade local, onde outrora havia a residência de Luiz Barboza Leão, primeiro
presidente da Câmara da Serra na fase republicana. Assim o Ex-Presidente da Câmara, Miguel João
Fraga Gonçalves, e todos os componentes da legislatura 2000/2004 criaram um
novo momento na história do município, ao entregar o novo prédio do Legislativo
Serrano Palácio Judith Leão Castello Ribeiro, o terceiro prédio próprio, em
quase 171 anos de sua existência, no dia 26/04/2005.
DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO
O
Município da Serra, Estado do Espírito Santo, Brasil cresce de maneira notável
em razão de suas potencialidades nos diversos setores econômicos. Possui uma
localização estratégica, ficando num raio de apenas mil quilômetros dos
principais centros comerciais e industriais do Brasil, como Rio de Janeiro, São
Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Salvador, além de ficar no centro econômico e
administrativo do Espírito Santo. Estando
na região metropolitana da Grande Vitória, fazendo limite com a capital do
Estado, a Serra se constitui não só no maior município em extensão territorial,
como também o município que consegue destaque no cenário industrial do Estado,
consolidando seu desenvolvimento econômico para propiciar a melhoria da
qualidade de vida de sua população.
A
origem desta terra está estruturada no trabalho e suor de heróis desbravadores
que no seu anonimato fixaram as bases de uma grande cidade. Os Índios e
Portugueses aliados depois aos Negros, moldaram os alicerces de um povo que ao
longo da história mostrou-se aguerrido e trabalhador. A
origem da Serra acontece no momento em que os Índios Temiminós, do Rio de
Janeiro sob a orientação do padre Jesuíta, Braz Lourenço fixam-se nas
proximidades da montanha do Mestre Álvaro e do rio Santa Maria da Vitória, sob
a orientação do padre Jesuíta, Braz Lourenço. É então fundada a Aldeia Indígena
de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, cuja capela foi inaugurada a 8 de
dezembro de 1556, com missa, rezada por Braz Lourenço e a presença do bravo Maracajaguaçu,
Gato Grande, que viera com sua tribo, em migração, do Rio de Janeiro.
A
Aldeia que deu origem ao município da Serra, situava-se pelo outro lado do Morro do Mestre Álvaro, entre a Montanha
e o rio Santa
Maria da Vitória. Posteriormente foi transferida para o local atual, numa
colina, devido a uma Epidemia de Varíola, altamente contagiosa, que atacou a
região em princípios de 1564.
Paralelamente
à fundação da Aldeia de Nossa Senhora da Conceição da Serra, surgiam também
outras aldeias que mais tarde se tornariam distritos do município: Carapina,
Nova Almeida, Calogi e Queimado. Inicialmente
a população da aldeia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição era composta de
Índios. Depois foram chegando os colonizadores portugueses que aqui
estabeleceram seus engenhos, trazendo escravos para o trabalho braçal. Da
miscigenação de Portugueses, Índios e Negros surgiu o povo serrano, que dos
portugueses herdou a religiosidade; dos negros um rico folclore e um grandioso
gosto pelas festas e dos índios, a paixão pela liberdade.
No século XIX, a Serra muito se desenvolveu, por ser um entreposto de comércio para a região norte do estado e, ainda, pela sua produção de açúcar e café. No início do século XX, foi iniciado um processo de decadência. São José de Queimado, hoje Distrito da Serra, situado à margem do Rio Santa Maria da Vitória, possuía um porto chamado Porto do Una, onde era embarcada, em grandes canoas que comportavam mais de cem sacas de café, a produção da região da Serra e onde eram desembarcados os produtos importados que atendiam às necessidades locais. O rio servia como via para o transporte em geral, inclusive para a integração de Vitória com a Serra e com o Norte do Espírito Santo.
Com o advento da Estrada de Ferro Vitória a Minas e, mais tarde, a Crise Econômica Mundial de 1929, que afetou o comércio de café e, consequentemente a economia da Serra, a vila de São José do Queimado desapareceu, praticamente não restando mais casas no local, a não ser algumas poucas residências de agricultores locais. Na vila, só existe a ruína da Igreja de São José, pois o comércio passou a acontecer diretamente com Vitória e, por consequência, a Vila de Queimado sumiu e a Serra minguou.
LOCALIZAÇÃO
O
Município da Serra no Estado do Espírito Santo está localizado na região
Sudeste do Brasil. Com belas praias e um rico folclore é o maior da região
Metropolitana da Grande Vitória, com uma extensão territorial de 553 Km² e 526 m.
Segundo o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no recenseamento de 1991, a Serra possuía 222.158 habitantes. Em 1996, o número de habitantes passa para 269.319 e no
censo do IBGE de 2000 foi encontrada oficialmente uma população de 321.181 habitantes, com 158.458 homens e 162.723 mulheres.
Em 2007 a população da Serra, segundo ainda o IBGE era de 385.370 habitantes, número que em 2010 passa para 409.324 habitantes, sendo o segundo maior Município por população do Estado, perdendo apenas para Vila Velha, com 414.420 habitantes e acima de Cariacica com 348.933 e Vitória, a Capital, com 325.453 habitantes.
A
população da Serra em 2012 é estimada em 500 mil habitantes.
Fotos da Serra Sede: Praça Ponto de Encontro e Praça Almirante Tamandaré
OBSERVAÇÃO:
É ERRADO ESCREVER MARACAIA - GUAÇU OU MARACAIAGUAÇU E LOURENÇO BRAZ
Através de documentos históricos e baseado em uma fonte primária, ("História da Companhia de Jesus no Brasil", de Serafim Leite), o certo é usar MARACAJAGUAÇU e BRAZ LOURENÇO.
Texto do Livro "HISTÓRIA DA SERRA", de Clério José Borges
Braz Lourenço, SJ (Nasceu em Melo, 1525 - Faleceu em Anchieta, 15 de julho de 1605). Foi o sacerdote
jesuíta que fundou o município de Serra, no Estado do Espírito Santo, Brasil,
junto com o Chefe Indígena Maracajaguaçu. Rezou a primeira missa na Aldeia de
Maracajaguaçu. Nasceu no ano de 1525, em Melo, diocese de Coimbra, cidade de
Portugal. Ingressou na Companhia de Jesus, (Ordem dos Jesuítas) com 24 anos de
idade, em 9 de maio de 1549. Veio para o Brasil, em 1553, na
expedição missionária dos Jesuítas que era dirigida pelo padre Luiz Da Grã e
pelo padre Ambrósio Pires e que fazia parte da Armada (Navios de Guerra) do 2º
Governador Geral do Brasil, Dom Duarte da Costa, junto estava José de Anchieta,
que mais tarde, seria denominado o Apóstolo do Brasil. Na ocasião,
Anchieta ainda não era padre e sim, apenas um noviço, um aprendiz. Anchieta
ordenou-se padre em 1565. Braz Lourenço foi confessor
do Governador Geral, Duarte da Costa e do filho do Governador, Álvaro da Costa,
que era Comandante e Mestre de navio, o
MESTRE ÁLVARO, do Morro da Serra. Da Bahia, Braz Lourenço
vem para o Espírito Santo em dezembro de 1553, na “oitava do Natal”, para
assumir o cargo de Provincial da Capitania, em substituição ao padre Afonso
Braz que aqui estava desde 1551. Provincial significa Superior (Chefe) das
casas religiosas e dos Padres. Segundo o historiador Serafim Leite, na
Capitania do Espírito Santo, Braz Lourenço se tornou: “O mais notável no campo
da sua atividade, na renovação dos costumes dos moradores e na catequese dos
Índios”. Braz Lourenço foi
Provincial no Espírito Santo, de 1553 a 1564, administrando os Jesuítas, bem
como criando e fundando núcleos de catequese em várias Aldeias Indígenas.
Continuou a obra de construção do Colégio dos Jesuítas em Vitória. O Colégio
havia sido iniciado pelo seu antecessor Afonso Braz. Foi também o construtor da
primeira residência dos Jesuítas na vila de Vitória, pois o padre Afonso Braz
deixara apenas “um pequeno seminário coberto de palhas”. Em 1564, Braz Lourenço foi
substituído pelo padre Manoel de Paiva e segue para Porto Seguro onde é nomeado
superior do Colégio dos Jesuítas. Em 1572, o padre Inácio de Tolosa leva Braz
Lourenço para o Rio de Janeiro, onde o fundador da Serra, é
nomeado vice-reitor do Colégio dos Jesuítas. José de Anchieta, que, em 1565,
ordenara-se padre na Bahia, tinha sido nomeado Reitor, mas como Anchieta encontrava-se
em missão evangelizadora na região de São Paulo, acabou não assumindo a
Reitoria do Colégio do Rio de Janeiro. Braz Lourenço, que estava como vice-reitor, acaba
assumindo a Reitoria, permanecendo no cargo de 1573 a 1576. Em 1582, Braz
Lourenço retorna ao Espírito Santo como superior da Ordem e Reitor do Colégio
dos Jesuítas de Vitória. Assume os cargos pela segunda vez. Após várias
atividades destacadas no processo de evangelização, já idoso, acaba indo se
recolher na residência dos Jesuítas em Reritiba, atual cidade de Anchieta, onde
falece a 15 de julho de 1605. Tendo nascido em 1525, ao morrer a 15 de julho de
1605, Braz Lourenço tinha 80 anos e não 86, como erradamente citam algumas
publicações. A Prefeitura da Serra divulga
erradamente, em publicações oficiais e pela Rede Mundial de Computadores, a INTERNET, o
seguinte texto, baseado em informações EQUIVOCADAS E ERRADAS do Memorialista, Escritor gente boa e amiga, Naly da Encarnação Miranda que por ouvir dizer e sem base documental relata no seu livro "Reminiscências da Serra 1556 - 1983", na página 15:
“Quanto ao dia e mês da chegada do padre Braz Lourenço na
Serra, não se sabe com exatidão. (sic)
Porém, como era costume dar nomes a lugares ou acidentes geográficos com
o nome do santo do dia, supõe-se que tal data tenha se dado em 08 de dezembro
de 1556, dia consagrado à Santa Nossa Senhora da Conceição. O padre Brás
Lourenço, contando com a colaboração do cacique Maracaiaguaçu (Gato Grande),
conseguiu assim fundar a Aldeia de Nossa Senhora da Conceição da Serra, em
1556, no sopé do monte Mestre Álvaro”. No texto historicamente constata-se alguns erros: 1 - Sabe-se SIM com exatidão o dia e chegada de
Braz Lourenço no Espírito Santo, que ocorreu na oitava do Natal de 1553. OS PADRES JESUÍTAS ERAM DEVOTOS E DIVULGADORES DA IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA. Assim sabe-se com exatidão que a data foi mesmo 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição de Maria, mãe de Jesus. 2 - Os Jesuítas eram grandes divulgadores da
Imaculada Conceição de Maria sendo a data de 8 de Dezembro escolhida para a
homenagem a mãe de Jesus de Nazaré, o Cristo, palavra que em Grego significa
Messias. 3 - Depois da Reforma Ortográfica, a grafia da
palavra é Maracajaguaçu. A palavra com a letra I no lugar da letra J é do tempo
em que no Brasil se escrevia Farmácia com PH no lugar da letra F. 4 - A grafia certa é BRAZ Lourenço, com a Letra Z
em BRAZ. Braz Lourenço não residiu na Aldeia de Nossa
Senhora da Conceição da Serra e sim em Vitória onde era o Provincial, ou seja,
Superior dos Jesuítas, exercendo as funções de comandante religioso da
Capitania do Espírito Santo. Tinha várias atribuições por ser o Superior dos
Jesuítas. Uma de suas atribuições mais destacadas era
a manutenção e ampliação da Igreja São Tiago e a construção da residência dos
Jesuítas, em Vitória. Tais atividades o impediam de fixar residência numa única
aldeia. Segundo a historiadora Maria Stella de Novaes, Braz Lourenço, o
fundador da Serra, foi: “Um verdadeiro Apóstolo, no Espírito Santo (...) e
construtor da primeira Igreja dos Jesuítas, na Vila de Vitória”.
BRAZ LOURENÇO OU LOURENÇO BRAZ?
O saudoso escritor e
ex-prefeito Naly da Encarnação Miranda publicou dois livros abordando fatos históricos
da Serra, onde cita como Fundador, o Padre Jesuíta Lourenço Braz e não Braz
Lourenço, baseado em informações erradas de Francisco Eugênio de Assis, na obra
“Dicionário Histórico e Geográfico do Espírito Santo”, publicada em Vitória em
1941. Assis relata erradamente em sua obra: “A Fundação da
Serra deve-se ao Jesuíta Lourenço Braz em companhia de outros em 1556...” Com base na fonte primária, “História da
Companhia de Jesus no Brasil”, de
Serafim Leite, obra em Dez Volumes, editada em 1938 e depois reeditada em 1950,
em Lisboa e no Rio de Janeiro, pode-se dizer com certeza de que o Fundador da
Serra é BRAZ LOURENÇO. Naly Encarnação Miranda no Livro "Comentários
Históricos da Serra", obra publicada em 1990, baseada em "comentários
de ouvir dizer, sem qualquer análise em documentos históricos", escreve na
página 11 o seguinte, sendo o comentário entre parentesis de minha autoria: "Uma advertência: para quem confunde LOURENÇO
BRÁS com Brás Lourenço, creio que basta ler o Livro do
saudoso escritor Capixaba ELMO ELTON, (NÃO CONFIÁVEL, GENTE MUITO BOA E AMIGA MAS COMETEU EQUÍVOCOS),
intitulado "VELHOS TEMPLOS DE VITÓRIA
E OUTROS TEMAS CAPIXABAS", no qual consta que LOURENÇO BRÁS esteve em
Vitória no ano de 1554, (MENTIRA, CHEGOU EM 1553), na Igreja de São Tiago onde, em carta, informou a seus
superiores que: "a Igreja de São Tiago já está bem maior" dizendo
mais: "será tan grande como ia del nuestro colégio de Coimbra o mas, y
enchese toda". Enquanto que, segundo o mesmo Livro e autor, Brás Lourenço
chegou em Vitória no ano de 1562 e permaneceu até 1564, (MENTIRA FOI PROVINCIAL DE 1553 A 1564),
deixando também, sobre
a Igreja de São Tiago, as seguintes informações: "a igreja é pobre a qual
nem ornamentos, nem retábulos, nem galetas tem". Conclui então NALY, Essas
Notas afastam qualquer incerteza, ou dúvida, de que LOURENÇO BRÁS é um e Brás
Lourenço é outro que nada tem a ver com a Serra e sim com a fundação de Nova
Almeida, o que fez ao sair de Vitória." (MENTIRA). Braz Lourenço foi
Provincial no Espírito Santo de 1553 a 1564 Naly da Encarnação Miranda está equivocado. Não é
verdade que tenham existido dois padres Jesuítas: Um de nome Lourenço Braz e
outro de nome Braz Lourenço: 1 - Na relação dos Padre
Jesuítas do início da Colonização do Brasil, apresentada por Serafim Leite em
sua obra literária, “História da Companhia de Jesus no Brasil”, não consta dois
padres e os dois nomes, apenas BRAZ LOURENÇO. Braz Lourenço foi
Provincial no Espírito Santo de 1553 a 1564.
2 - O Escritor ELMO ELTON também se equivocou. Nos
dois casos o Padre é o mesmo, BRAZ LOURENÇO
A questão é que o Pesquisador não pode confiar
apenas em uma FONTE de pesquisa. Naly se refere apenas a Elmo Elton e não
pesquisa outros autores. É PRECISO DESCOBRIR OUTRAS FONTES. IR
EM BUSCA DA FONTE PRIMÁRIA, OU SEJA, A FONTE INICIAL ONDE OUTROS ESCRITORES
SE BASEARAM. E, A FONTE PRIMÁRIA NO CASO É O LIVRO, "A HISTÓRIA DA
COMPANHIA DE JESUS NO BRASIL", DO PADRE ESCRITOR SERAFIM LEITE. LÁ
ENCONTRAMOS A BIOGRAFIA DE BRAZ LOURENÇO, QUE DIZ O SEGUINTE: Braz Lourenço foi
Provincial no Espírito Santo, POR DUAS VEZES, de 1553 a 1564
e depois, em 1582, Braz Lourenço retorna ao Espírito Santo como superior
da Ordem e Reitor do Colégio dos Jesuítas de Vitória. Assume os cargos pela
segunda vez. Após várias atividades destacadas no processo de evangelização, já
idoso, acaba indo se recolher na residência dos Jesuítas em Reritiba, atual
cidade de Anchieta, onde falece a 15 de julho de 1605. NO TEXTO EM QUE NALY
CITA ELMO ELTON, SE REFERE A UM PADRE EM 1554 E OUTRO EM 1562, sendo que BRAZ
LOURENÇO foi Provincial no Espírito Santo, pela primeira vez, de 1553 a 1564,
QUANDO VAI PARA A BAHIA E RETORNA EM 1582. ASSIM BRAZ LOURENÇO ESTAVA NO ESPÍRITO SANTO DE 1553 A 1564 E ERA ELE O PADRE CITADO EM 1554 E 1562.
Foi Padre Braz Lourenço quem fundou as duas Aldeias Indígenas, a Aldeia de Conceição da Serra e a Aldeia de Reis Magos em Nova Almeida. ORIGEM DA CONFUSÃO A confusão começou em 1941,
quando o escritor, Francisco Eugênio de Assis no “Dicionário Geográfico
e Histórico do Estado do Espírito Santo”, na página 259, diz que a Serra foi
fundada pelo Jesuíta Lourenço Braz, em companhia de outros em 1556. O ex Prefeito
Naly da Encarnação Miranda, com base em Francisco Eugênio de Assis, chegou a
criar uma Fundação de amparo à Criança, com o nome Lourenço Braz, divulgando o nome errado do
Fundador da Serra. O texto de Francisco Eugênio Assis é de 1941.
Através de documentos históricos e baseado em uma fonte primária, ("História da Companhia de Jesus no Brasil", de Serafim Leite), o certo é usar MARACAJAGUAÇU e BRAZ LOURENÇO.
Maracajaguaçu, o Índio Gato Bravo Grande, que morava na Ilha de Paranapuã, atual Ilha do Governador, no Rio de Janeiro tinha dois filhos: Mamenoaçu e Araribóia.
O segundo filho de Gato Grande é Araribóia.
O nome indígena Araribóia significa Cobra Feroz ou Cobra das Tempestades.
“Araib”, em Tupi, significa “Tempo Mau, Tempestade, Tormenta” e “Bói” significa “Cobra”.
Nasceu em 1524, na Ilha de Paranapuã, também chamada de Paranapecu, atual Ilha do Governador, no Rio de Janeiro.
Não é verdade que Araribóia tenha nascido no Espírito Santo.
Esteve no Espírito Santo, acompanhando seus pais e sua gente, de 1554 a 1564.
Aqui residiu na região de Santa Cruz e depois na Serra. Posteriormente em 1562, fundou a Aldeia de São João, em Carapina.
A historiadora Maria Stella de Novaes, na página 30, do livro “A História do Espírito Santo” informa que Araribóia nasceu na Ilha de Villegagnon. A Escritora Maria Stella está errada, equivocada.
Araribóia não nasceu na Ilha de Villegagnon, que era chamada pelos Indígenas de Ilha de Serigipe. Nasceu no Rio de Janeiro, em 1524, na Ilha de Paranapuã, (palavra em Tupi que significa "Seio do mar"), também chamada pelos Indígenas de Ilha de Paranapecu e pelos Franceses e Portugueses de Ilha do Gato, sendo atualmente conhecida como Ilha do Governador, na baía de Guanabara.
Texto do Livro "HISTÓRIA DA SERRA", de Clério José Borges
MESTRE ORIENTANDO NAVIOS
O MESTRE ÁLVARO E A LENDA DO PÁSSARO DE FOGO
Serra e Cariacica são cúmplices numa história de amor. As duas cidades, segundo conta a lenda, relatada entre outros historiadores por Maria Stela de Novaes, estão ligadas para sempre pela força de um sentimento que une até hoje o índio Guaraci (Tribo Temiminó) e a índia Jaciara (Tribo dos Botocudos). Guaraci, em Tupi significa Sol, Verão. Jaciara significa Tempos de Luar, Noites com raios de Lua.
Pertencentes a duas tribos inimigas - Temiminós e Botocudos - o jovem casal foi impedido de viver a sua história de amor. Comovido com a paixão dos dois índios, o Deus Tupã transformou-os em duas montanhas. O índio ficou sendo o Mestre Álvaro, na Serra e a índia, o monte Mochuara (Moxuara), em Cariacica.
Até hoje eles estão frente a frente, contemplando um ao outro e assim ficarão por toda a eternidade. Segundo o historiador Clério José Borges, um "Pássaro de fogo" sempre é visto, pelas pessoas de coração puro, sem malícia, nas noites de São João, (24 de junho), indo do Mestre Álvaro ao Mochuara, abençoando o amor de Guaraci e Jaciara. Prova de que homens e histórias passam, mas corações não morrem jamais.
Observem que esta Lenda Capixaba conta a história de um Pássaro de Fogo que colabora na união do jovem casal. Há uma semelhança muito grande com a Lenda Russa do Pássaro de Fogo, imortalizada pelo grande Maestro Igor Stravinsky.
O Livro "História da Serra" é eleito o melhor de 98 no gênero prosa. (...) O autor do livro foi comunicado da colocação obtida por seu livro por uma carta enviada no dia 20 de Janeiro, pela Presidente da Sociedade de Cultura Latina do Brasil, entidade com sede nacional em Mogi das Cruzes, São Paulo, a também escritora, Maria Aparecida de Mello Calandra”. Notícia do Jornal "Tempo Novo", de 30 de janeiro de 1999.
“Mogi das Cruzes, 20 de Janeiro de 1999. Excelentíssimo Sr. Clério Borges de Sant'Anna.
Foto 01: Reprodução do Ofício comunicando que o Livro HISTÓRIA DA SERRA foi escolhido o Melhor Livro do ano de 1998.
15/09/2005 - Em solenidade realizada na Sala de Reuniões Flodoaldo Borges Miguel,
Foto da Placa Especial recebida por Clério José Borges, no dia 15 de Setembro de 2005, na Sessão Solene do Dia do Historiador da Serra, presidida pelo Vereador João de Deus Corrêa, o Tio João. A Placa diz: " Diploma de Honra ao Mérito. HISTORIADOR SERRANO. CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT ANNA. A Câmara Municipal da Serra, através do Vereador João de Deus Corrêa - Tio João, confere o
TÍTULO DE HONRA AO EMÉRITO HISTORIADOR SERRANO, ESCRITOR CLERIO JOSÉ BORGES DE SANT ANNA, por sua brilhante capacidade de Criação Literária, Emérito Trabalho de Pesquisador da História da Serra. Serra, Estado do Espírito Santo, 15 de Setembro de 2005. Assinado: João de Deus Corrêa - Tio João, Vereador Proponente e Adir Paiva, Presidente".
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Fim do Texto constante do Livro HISTÓRIA DA SERRA de Clério José Borges, publicação que se encontra à venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89.
O Autor Clério José Borges, hoje Funcionário Público Estadual aposentado, encontra-se disponível para realizar PALESTRAS sobre a "História da Serra", "Revolta dos Negros do Queimado" e sobre Poesia e Trovas, mediante agendamento antecipado (Telefone: 27 - 33 28 07 53) e determinadas condições a serem previamente combinadas, como por exemplo:
FONTE DE PESQUISAS
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BIBLIOGRAFIA DO AUTOR
Historiador, Poeta e Trovador Capixaba, o Escritor Clério José Borges de Sant Anna nasceu em 15/09/1950, no bairro de ARIBIRI, Município de Vila Velha, ES. Funcionário Público Estadual Aposentado no Cargo de ESCRIVÃO, trabalhando durante 35 anos, tendo recebido ELOGIOS e Medalhas de Bronze, PRATA e Ouro da Polícia Civil do Espírito Santo. Estudou Direito e Pedagogia na UFES - Universidade Federal do Espírito Santo. Fundou e foi o 1º presidente da Academia de Letras e Artes da Serra, ALEAS. Fundou e preside o Clube dos Poetas Trovadores Capixabas, CTC. Pertence ao Instituto Histórico e Geográfico do ES. Conselheiro durante oito anos do Conselho Estadual de Cultura do Estado do Espírito Santo, tendo exercido as funções de Secretário de Plenário e de Vice Presidente. Conselheiro há 14 anos e atual Vice Presidente do Conselho Municipal de CULTURA da Cidade da Serra, ES. É morador da SERRA, ES, desde 1979 e Cidadão Serrano, titulo conferido pela Câmara Municipal da Serra em 26 de Dezembro de 1994. Senador da Cultura, pela Sociedade de Cultura Latina, SCL. Correspondente da Academia CACHOEIRENSE de Letras, (ES); da Academia PETROPOLITANA de Letras, da Cidade de Petrópolis,(RJ); da Academia Brasileira da Trova e da Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas, ALCEAR e outras Academias e Associações Literárias do Brasil. Autor dos Livros: Trovas Capixabas; Trovadores dos Seminários da Trova; Trovadores Brasileiros da Atualidade; O Trovismo Capixaba; Alvor Poético; O Vampiro Lobisomem de Jacaraípe; História da Serra (3 Edições); Serra em Prosa e Versos/Poetas e Escritores da Serra; Origem Capixaba da Trova; Dicionário Regional de Gírias e Jargões. Organizador, desde 1981 dos Seminários Nacionais da Trova e dos Congressos Brasileiros de Poetas Trovadores. Detentor de Diversos Títulos, DIPLOMAS e homenagens, como por exemplo a MEDALHA CHICO PREGO, recebida em 30/03/2006. Teve atuação como Ator no Filme "QUEIMADO", de João Carlos Christo Coutinho, sobre a Revolta dos Negros Escravos do Distrito do Queimado, na Serra, ES, ocorrida em 1849. Atuou como Ator no FILME "Trovadores do Neotrovismo na Amazônia", da Cineasta Russa Valentina Ivanovna Kupnova. Produz Vídeos amadores para o You Tube onde já atingiu o número superior a Um Mil Vídeos. É Ministro da Palavra, da Comunidade São Paulo, Paróquia São José Operário, desde Dezembro de 2009 e pertence a Pastoral Familiar da referida Comunidade e Paróquia. Envolvido em lutas comunitárias desde 22/04/1979, conforme histórico da AMBES. Confira Registro de Clério como Escritor na BIBLIOTECA NACIONAL. O Livro "História da Serra", 1ª Edição, foi eleito MELHOR LIVRO de 1998, publicado em prosa no Brasil e a cerimônia oficial de premiação foi realizada em abril de 1999, conforme comunicação da Professora e Acadêmica, Maria Aparecida de Mello Calandra, IWA, Presidente da Sociedade de Cultura Latina do Brasil, Mogi das Cruzes - São Paulo. No Dia 10/02/2007, em pleno Carnaval Capixaba, Clério José Borges foi homenageado, no SAMBÃO DO POVO, em Vitória, ES, como Historiador pela Escola de Samba ROSAS DE OURO, do Município da Serra, Espírito Santo. Clério desfilou como Destaque num Carro alegórico pois o enredo "SERRA 450 ANOS DE FUNDAÇÃO, foi baseado no Livro HISTÓRIA DA SERRA, de Clério José Borges. No dia 12 de Setembro de 2009 a convite de Júlio Cesar Batista Nogueira, conhecido como Júlio Autor, o Escritor Clério José Borges participou das filmagens do Vídeo Documentário, NOVA ALMEIDA EM UM OLHAR. No dia 05 de Junho de 2010, no Salão de Festas CENSI, em Itabira, Minas Gerais, Clério José Borges recebeu o título de DESTAQUE DO ANO e TROFÉU CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE.
OBSERVAÇÃO:
Permitimos a livre reprodução do conteúdo histórico constante desta página na INTERNET e de Autoria de Clério José Borges.
Agradecemos a citação da fonte com a inclusão de nosso link, se possível.
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