
REGRAS OFICIAIS DE FUTEBOL DE MESA
Geraldo Cardoso Décourt publica em 1930 as "Regras Oficiais Celotex", primeiro material do gênero. Há notícias que em1941, Jurandir da Silva Marques introduz modificações nas regras Celotex, fato ignorado por Décourt. Desde então, as regras se tornaram um grande divisor de águas em nosso esporte. Inúmeras foram as tentativas de unificação em torno de uma só modalidade, porém infrutíferas. Fato é que, o Conselho Nacional de Desportos, que elevou o futebol de mesa como categoria esportiva em 1988, reconheceu três modalidades de regras: Baiana, Carioca e Paulista.
O futebol de botão, ou futebol de mesa, possui nacionalmente quatro grandes vertentes de regras: Baiana, Carioca, Paulista e Dadinho.
Pelas regras Baiana e Carioca, uma partida tem dois períodos de 25 minutos cada e mesas de 2,20m x 1,60m. A primeira, porém, usa como bola um disco achatado de poliuterano e só permite um toque por vez cada botão, ao passo que a segunda faz uso de bola esférica de feltro e libera três toques por jogador.
Já na versão Paulista a duração é de dois tempos de 10min, a mesa tem 1,87m x 1,21m e a bola é esférica. São permitidos 12 toques. A regra Dadinho é muito semelhante. Diferencia-se tão somente por se valer de um pequeno cubo de plástico no lugar da “redonda” e por autorizar oito toques por botão.
| Sumário das três modalidades: |
| |
BAIANA |
CARIOCA |
PAULISTA |
| TEMPO |
25
X 25 min |
25
X 25 min |
10
X 10 min |
| TOQUES |
Um
coletivo, dois na saída de jogo |
Três
coletivos, chute somente após o passe |
Três
por botão, doze coletivos |
| BOTÕES |
Acrílico
- Paladon |
Acrílico
- Paladon |
Acrílico |
| GOLEIRO |
6,0
X 3,8 X 2,0cm |
7,0
X 3,5 X 1,5cm |
8,0
X 3,5 X 1,5cm |
| BOLA |
Disco
de polietileno convexo (1 cm de diâmetro, 2 mm de
altura) |
Esfera
de feltro (1 cm de diâmetro) |
Esfera
de feltro (1 cm de diâmetro) |
| TRAVES |
15,0
X 6,0 cm |
14,64
X 4,88 cm |
12,5
X 5,0 cm |
| CAMPO |
2,0
X 1,4 m |
1,8
X 1,3 m |
1,7
x 1,10 m |
| ONDE
SE JOGA |
Bahia
- Setores do Rio Grande do Sul - Norte e Nordeste -
Espiríto Santo - Parte do Rio de Janeiro |
Rio
de Janeiro - Norte e Nordeste - Minas Gerais - Brasília
- Pernambuco - Centro Oeste - R.G.S. - Santa Catarina
(principalmente em Brusque e Florianópolis) |
São
Paulo e cidades do interior - Paraná - Manaus - Minas
Gerais - Centro Oeste - Santa Catarina - Pernambuco -
R.G.S. - Petropólis (R.J.) - Brasília |
REGRA DOS 12 TOQUES
MEDIDAS OFICIAIS (Em metros)
MESA DE JOGO: (a superfície total, inclusive pistas laterais e de fundo e alambrados).
Medidas mínimas: 1,66 comp., 1,16 larg. e 0,75 alt. (altura do solo à superfície).
Medidas máximas: 2,30 comp., 1,35 larg. e 0,85 alt. .
Medidas ideais: 1,84 comp., 1,20 larg., 0,78 alt. e 20 mm de espessura.
CAMPO DE JOGO: (entre as 4 linhas não incluídas pistas laterais e de fundo).
Medidas mínimas : 1,50 comp., 1,00 larg. .
Medidas máximas: 1,80 comp., 1,15 larg. .
Medidas ideais: 1,67 comp., 1,04 larg. .
ÁREA PENAL OU GRANDE ÁREA: Medidas Mínimas: 0,25 x 0,50.
Medidas máximas: 0,35 x 0,60.
Medidas ideais: 0,30 x 0,60.
PEQUENA ÁREA OU ÁREA DO GOLEIRO: Mínimas:0,09 x 0,26
Máximas:0,13 x 0,33.
Ideais:0,11 x 0,30.
GRANDE CÍRCULO OU CÍRCULO CENTRAL: Raio de medida única de 0,16.
MEIAS LUAS: Raio único de 0,16 (sendo o ponto central a marca penal).
QUARTOS DE CÍRCULOS (ESCANTEIOS): Raio único de 0,031.
MARCA PENAL: Ponto demarcado no ponto médio entre as linhas das grande e pequena áreas.
PISTAS LATERAIS (espaço entre linha lateral e alambrado): Largura mínima de 0,08 e máxima de 0,10. Ideal é 0,09.
PISTAS DE FUNDO (espaço entre linhas de fundo e alambrado): Largura mínima:0,08. Máxima: 0,25. Ideal: 0,09.
LARGURA DO TRAÇO DAS LINHAS DEMARCATÓRIAS: Mínimas: 0,0005. Ideal: 0,0015.
TRAVES (medidas internas, entre postes e entre travessão e piso):
Comprimento 12,5 cm e Altura 5,00 cm.
Espessura das traves: Mínima 1,5 mm, Máxima 5mm e Ideal 3,0 mm.
GOLEIRO: Medida única de 8,0 cm comprimento x 3,5 cms de altura x 1,15 cms de espessura. Peso entre 50/60 grs.
BOTÕES: Diâmetro mínimo de 3,5cms, Máximo de 6,0cms e Altura máxima de 8mm.
BOLA: 1 cm de diâmetro com tolerância máxima de 0,2 mm para maior ou menor. Peso entre 0,1 e 0,2 grs..
TEMPO DE JOGO: 20 minutos em 2 tempos de 10 minutos cada. Eventuais prorrogações: 10 minutos em 2 tempos de 5 minutos cada.
ARBITRO: É a autoridade máxima durante a partida e suas decisões não podem ser contestadas, salvo erros de direito que são aqueles de aplicação errada das regras.
BOTONISTA: É o praticante do futebol de mesa. Deve ser educado e respeitar ao árbitro e adversário!
BOLA: A bola é esférica e confeccionada com feltro. Pode ser de várias cores ou de única cor.
BOTÕES: Deverão ter formato de disco circulares.
GOLEIRO: Paralelepípedo homogêneo de faces lisas. Sua base e posicionamento único é sobre a face de medida de l,5 x 8 cms. Pode ser de qualquer cor ou combinação de cores. Se incolor,deve conter uma faixa unindo arestas opostas de face frontal. Seu espaço de ação vai até as linhas limítrofes da grande área, mas se em um chute a gol seu técnico quiser posicioná-lo, terá obrigatoriamente que ser colocado na pequena área. Se seu técnico optar por permanecer com ele no lugar que estiver para a defesa, poderá faze-lo desde que não toque nele, mesmo se estiver fora da pequena área. O Goleiro não pode ser colocado total ou parcialmente atrás da linha de gol, ou seja, a linha de gol nunca pode aparecer total ou parcialmente à frente do goleiro. Toda bola dentro da pequena área só poderá ser movimentada pelo goleiro, mediante 1, 2 ou 3 acionamentos que para efeito do limite coletivo de toques só serão contados como 1 único. Se dado 3 acionamentos com o goleiro e a bola permanecer dentro da pequena área será tiro livre indireto contra a sua equipe com a bola colocada no local onde estacionou. Se a bola tocar no goleiro por último e ficar fora da pequena área mas dentro da área penal, o goleiro também poderá movimentá-la com 3 acionamentos que serão contados como um único para efeito do limite coletivo. O acionamento do goleiro é feito com a mão e ele poderá tocar a bola com qualquer das faces laterais, frontal ou costas, sendo contudo vedado fazer a bola rolar sob sua base o que determinará tiro livre indireto contra a sua equipe. Sempre que o goleiro tombar ou ficar total ou parcialmente fora da área penal ou total ou parcialmente dentro da meta (linha de gol à sua frente), deverá ser recolocado na posição mais perto possível da que ocupava imediatamente antes do lance que o deslocou. Pode-se recuar bola para o goleiro, mas nunca tocá-lo, para posicioná-lo para o recebimento do recuo, sob pena de penalidade máxima. Portanto, só toque no goleiro quando solicitado chute a gol pelo adversário; para dar tiro de meta ou cobrar qualquer infração dentro da pequena área; quando receber uma bola em recuo (sem ter sido para isso posicionado) e esta ficar na área penal ou quando o adversário chutando a gol ou não fizer a bola bater nele e esta não tocar nenhum botão depois. O goleiro pode ser recolocado na posição inicial se vier a cair ou ficar em posição irregular.
ACIONAMENTO OU TOQUE DOS BOTÕES: Toque ou acionamento de um botão é o fato de se colocar a batedeira sobre o mesmo e com pressão fazer o botão deslizar saindo de sob a batedeira. O toque ou acionamento é considerado concluído ou quando o botão se mover ou quando a batedeira tiver tocado a mesa. Cada botão poderá ser acionado no máximo por 3 vezes consecutivas e nada eliminará seus toques. Nem mesmo o fato da bola bater em outro botão ou goleiro, trave, etc. O botão só terá seus toques reiniciados quando a bola sair de jogo, ou quando a posse da mesma tiver passado para o adversário e este tornar a perder sua posse ou, como mais comumente acontece, um outro botão se sua equipe tiver tocado a bola por acionamento (ou o goleiro, é claro). Se for dado um quarto toque com um botão, será determinado tiro livre indireto contra sua equipe. Cada técnico tem direito a um limite coletivo de 12 toques até o chute a gol. Assim, se não houver chute a gol até o 12° toque, será tiro livre indireto a favor da equipe adversária. Se ao chutar a gol, a equipe atacante obtiver o rebote, terá somente o saldo de toques que lhe resta para um novo chute a gol e assim sucessivamente. (Exemplo: chuto a gol no 5° toque e tomada de rebote. A equipe tem mais 7 toques para novo chute a gol (12-5=7)). Os acionamentos devem ser contados em voz clara e audível. Quem os conta é o próprio técnico que estiver executando os acionamentos. A contagem é obrigatória. Sempre que ao acionar um botão a bola tocar por último em botão ou goleiro adversário, a posse desta será da equipe do botão ou goleiro no qual a bola tocou por último e que terá direito ao limite coletivo de 12 toques e se vier a errar dará direito ao adversário do limite coletivo de 12 toques.
Se ao movimentar um botão, seu técnico fizer com que o mesmo ou outro botão de sua equipe desloque um ou mais botões
adversários, mesmo tendo antes tocado na bola, esse técnico perderá o direito ao limite coletivo de 12 toques para chute a gol, passando a ter apenas mais três. É claro que se o fato ocorreu no 10° ou 11° toque, o técnico terá só mais 2 ou 1 respectivamente e não 3 toques para o chute a gol. Mesmo nos lances de chute a gol não é permitido o deslocamento de botão ou goleiro adversários sem perda do direito ao limite coletivo de 12 toques, mas, é claro, terá que se acertar a bola antes do botão adversário receber o impacto. O botão deve deslizar livremente, sendo vedado prendê-lo com dedo. Se um botão acionado encostar na bola mas esta não se mover,terá furado a jogada.
O botão acionado nunca poderá tocar em nada antes de tocar a bola. Se vier a tocar em botão companheiro antes de tocar a bola, a posse desta passará para o adversário. Se tocar botão ou goleiro adversário antes de tocar a bola, terá cometido falta. O botão acionado também não poderá tocar a bola e botão adversário simultaneamente sob pena de falta.
Se a bola parar sob ou sobre um botão, ou ainda, dentro do furo de um botão tipo

A HISTÓRIA DO FUTEBOL DE
MESA
Por Marcelo Coutinho e Santos,
Vice-Presidente da FEBOERJ
(Federação Botonista do Estado do Rio de Janeiro)
Talvez não exista, no Brasil, uma diversão tão popular
quanto o famoso “jogo de botões”! Em todo o país, seja em lugares tão distantes
e díspares quanto o Amazonas e o Rio Grande do Sul, por exemplo, não existe um
menino (e cada vez mais meninas também) que, nem que seja ao menos uma vez, não
tenha experimentado a emoção de comandar ao seu próprio time, ser ao mesmo
tempo técnico e jogador, imaginar-se pisando o gramado do Maracanã ou de
Wembley, marcando um gol pelo time do seu coração ou erguendo a Taça Jules
Rimet, fantasias que somente a magia do futebol de mesa pode proporcionar!
A origem do esporte
até hoje é controversa, embora vários estados e pessoas a reivindiquem para si,
ela se perde no tempo. O fato é que os jogos começaram a ser disputados nas
primeiras décadas do século passado, mais ou menos ao mesmo tempo, em vários
lugares diferentes, o que leva a crer até mesmo numa geração espontânea, pois a
idéia em si, não é muito difícil de ser imaginada. Também é sabido que as
primeiras cidades onde o jogo começou a ser praticado eram todas capitais
costeiras, donde é fácil deduzir-se que, provavelmente, num mundo onde ainda
não existiam carros e aviões, foram marinheiros os responsáveis pela sua
divulgação, assim como ocorreu com o próprio futebol.
Dessa maneira, o
jogo chegou até a outros países, como principalmente Argentina, Espanha e
Uruguai e, para variar, assim como ocorre em vários estados brasileiros, com
isso também os espanhóis passaram a se dizerem os seus inventores.
Nessa época o
futebol, embora já estivesse começando a ultrapassar o remo na preferência
popular, ainda era um esporte caro e de elite. Sua prática exigia equipamentos
importados e os clubes onde era jogado eram fechados às camadas mais pobres da
população. Jogar botão era, desse modo, uma maneira barata de se imaginar num
cenário inatingível para aquelas crianças de então.
É justamente daí
que vem o nome que perdura até hoje... O futebol de botões era jogado,
literalmente, com botões de roupas, o que já não acontece mais no Brasil há
muitos anos, dado ao avanço tecnológico e a dimensão organizacional que o
esporte alcançou, mas que ainda ocorre na Argentina ou na Espanha, por exemplo.
Botões maiores, dos
antigos “casacões”, eram rapidamente transformados em pesados “zagueiros”!
Botões menores viravam velozes “atacantes” e os pequeninos botões de “ceroulas”
ou golas de camisas viravam as “bolas” do jogo! Nos gols improvisados, goleiros
de caixas de fósforo, que logo começaram a ser recheados com pedras, barro,
chumbo derretido ou qualquer coisa que os tornasse impossíveis de serem
derrubados facilmente.
Os campos eram
riscados primeiro nas calçadas, onde os botões não deslizavam bem, depois nos
pisos de cerâmica ou mármore, bem mais “deslizantes”, mas logo evoluíram e
subiram às mesas de jantar, onde logicamente era mais fácil de se jogar do que
agachado no chão! Assim surgiram de uma só vez o outro nome pelo qual o esporte
é conhecido, futebol de mesa, e o material definitivamente ideal para os
campos: a madeira!
Em 1930 o carioca
Geraldo Celso Décourt publicou o primeiro livro de regras oficiais. Embora
paulistas e paraenses digam o contrário, foi comprovadamente no Rio de Janeiro,
então a capital do País, que o futebol de botão começou a se organizar e a
tomar forma de esporte. Décourt batizou ao jogo de “Foot-Ball Celotex”. O
porque do nome ainda hoje é controverso. Uns dizem que era o nome oficial do
tipo de madeira (na verdade um aglomerado) que Décourt usou para confeccionar
aos campos. Outros dizem que, na realidade, ele utilizou madeira de engradados
conseguidos no porto do Rio de Janeiro e que “Celotex” era simplesmente o nome
estampado nestes caixotes, provavelmente o nome da companhia de navegação ou do
exportador estrangeiro. De qualquer modo, o fato é que, a partir da publicação
das regras, os botões em si também começavam uma curva evolucionária, digna de
Darwin.
Até a década de 40,
os mais populares ainda eram os botões de roupa que já começavam, porém, a
serem “lixados” para conseguirem melhores chutes e deslizamento. Na década de
50, as fichas de pôquer dos cassinos começaram a ser utilizadas, sendo mais
tarde substituídas pelas fichas dos antigos “lotações” e ônibus. Muitas
começaram a serem coladas em camadas e depois trabalhadas na lixa e polidas,
começando assim a surgir a indústria dos botões especificamente preparados para
o jogo. Nos anos 60 surgiram as tampas de relógio, também conhecidas por
“vidrilhas”. Tinham a vantagem, por serem ocas e transparentes, de se poder
pintar ou colar de uma maneira segura e definitiva, escudos, uniformes, nomes e
rostos de jogadores, recortados de jornais, revistas ou álbuns de figurinhas.
Durante esse tempo todo, outros materiais chegaram a ser utilizados na
confecção artesanal dos botões, como a popular casca de coco, o chifre de boi,
o baquelite e o plástico, derretido dentro das antigas fôrmas de empadas.
Nos anos 70 o botão
já era esporte e a sua fabricação industrializada. Pequenas fábricas produziam
os bonitos, mas caros, botões em galalite, enquanto as grandes indústrias de
brinquedos fabricavam em larga escala modelos populares de plástico. Por outro
lado, os atletas “profissionais” de então adotaram o acrílico, a madrepérola, o
craquelê, o paladon ou a mica, materiais utilizados até hoje! Os botões
“oficiais” atuais alcançaram, inclusive, um nível de beleza, requinte e
sofisticação tal que inclui, até mesmo, escudos metálicos embutidos dentro dos
botões, fabricados personalizados e sob encomenda, de acordo com a orientação e
as especificações que o freguês desejar.
Por falar nos
“profissionais”, no final dos anos 50 e início dos 60 começaram a surgir,
primeiro na Bahia, depois no Rio Grande do Sul e logo no restante do país as
primeiras “Associações”, clubes destinados exclusivamente à prática do jogo. Na
virada dos anos 60 para os 70 começaram as disputas dos Campeonatos Brasileiros
e, em 1988, o futebol de mesa foi oficialmente reconhecido como esporte pelo
antigo Conselho Nacional de Desportos (CND, órgão substituído atualmente pelo
INDESP), através da Resolução N.º 14, de 29 de setembro de 1988, acatando ao
Of. N.º 542/88 e ao Processo N.º 23005.000885/87-18, baseado na Lei N.º 6.251,
de 8 de outubro de 1975 e no Decreto N.º 80.228, de 25 de agosto de 1977.
Assinado pelo então Conselheiro-Presidente Manoel José Gomes Tubino, o
histórico texto afirma que considerando que os requisitos técnicos ao
reconhecimento (previstos na Lei e Decreto já citados) haviam sido
satisfatoriamente atendidos, que a sua prática já era exercida há vários anos e
difundida inclusive internacionalmente, que a solicitação havia sido formulada
por nove estados e levando em conta o grande número de praticantes, o CND
resolvia “reconhecer o futebol de mesa como modalidade desportiva praticada no
país, como uma vertente dos esportes de salão”, onde se incluem o xadrez e o
bilhar, por exemplo.
Hoje existem 4
grandes regras nacionais, conhecidas popularmente por “Baiana”, “Paulista”,
“Carioca” e “Dadinho”, além de inúmeras outras regras chamadas de regionais,
como a “Gaúcha” ou a “Maranhense”. A diferença entre cada uma delas é,
basicamente, o tamanho das mesas, a duração do jogo, o formato das “bolas” e o
número de toques que os botões podem dar. As regras “Baiana” e “Carioca”
utilizam-se de 2 tempos de 25 minutos e mesas de 2,20 m x 1,60 m, sendo que na
“Baiana” a “bola” é um disco achatado de poliuretano e só é permitido um toque
por vez, enquanto na “Carioca” a bola é esférica, de feltro, e são permitidos 3
toques. A duração do jogo nas regras “Paulista” e “Dadinho” é de 2 tempos de 10
minutos e suas mesas possuem 1,87 m x 1,21 m. A “Paulista” utiliza-se da mesma
bola esférica que a “Carioca”, porém o número de toques é maior: 12. O
“Dadinho” utiliza como “bola” um pequeno cubo plástico e os toques são 8 por
vez.
A nível nacional a estrutura é basicamente a mesma
do futebol: a Confederação Brasileira de Futebol de Mesa reúne as diversas
federações (existem estados onde há mais de uma federação) e a sua presidência
é exercida, alternadamente, por representantes das grandes regras que possuem
também, cada uma, as suas próprias Vice-Presidências e realizam os seus próprios
Campeonatos Brasileiros. As federações reúnem, nos estados, aos clubes e
realizam aos seus Campeonatos Estaduais. Nos clubes é onde o esporte é
praticado assiduamente, durante toda a semana.
No Rio de Janeiro, A ÚNICA FEDERAÇÃO OFICIALMENTE
FILIADA, RECONHECIDA E AUTORIZADA A FUNCIONAR NO ESTADO PELA CBFM
(CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL DE MESA) É A FEBOERJ (Federação Botonista
do Estado do Rio de Janeiro), fundada em 1º de Maio de 1988 e que possui como
filiados 19 clubes: APROFUME (Piedade Tênis Clube), AFUMIG (Social Ramos
Clube), AFUMERJ (Country Club da Tijuca), AALFM (Associação Atlética Light),
AAPFM (Associação Atlética Portuguesa), ACFB (Associação Atlética Cabofriense),
AFOCERJ (Andaraí), AFOCEN (Niterói), AFUMEC (Academia Aerodinâmica), NBL (Sargentos
de Cascadura), Liga Rex (Esporte Clube Maxwell), Oficina do Botão (Barra Garden
Shopping Center), Superliga (Pequenos Vascaínos), ASSBOM (Méier), além das
associações de Resende, Penedo, Teresópolis, São José do Vale do Rio Preto e
Nova Friburgo, no interior do estado. Seu site, um dos mais completos do
esporte, localiza-se em www.feboerj.com.br
e os contatos podem ser feitos com Marcelo Coutinho, Vice-Presidente da
entidade, através do e-mail marcelo.coutinho@feboerj.com.br.
A FEBOERJ, com o apoio da Prefeitura de Macaé, da
Ginastic Equipamentos Esportivos e da Oficina do Botão Esportes Ltda, promoveu
de 20 a 22 de setembro de 2002, o 1º CAMPEONATO SUL-AMERICANO DE FUTEBOL DE
MESA, reunindo botonistas do Brasil e Argentina, que disputaram a competição na
regra do “Dadinho”. De 18 a 20 de abril de 2003, foi a vez do Rio de Janeiro
transformar-se na capital internacional do futebol de mesa ao realizar no Clube
da Barra da Tijuca da Associação dos Funcionários do BNDES, com o apoio da
E-Dablio Software Factory, da Joad Ind. e Com. de Peças de Acrílico, da Oficina
do Botão Esportes Ltda e da Ginastic Equipamentos Esportivos, o 1º CAMPEONATO
MUNDIAL, também na regra do "Dadinho", que reuniu representantes do
Brasil, Argentina, Chile e Espanha.
Uma das mais antigas e conceituadas Federações do
esporte, os atletas da FEBOERJ possuem também inúmeros títulos inter-estaduais,
entre eles 10 Campeonatos Brasileiros!
E assim, em uma evolução de quase 100 anos, o
futebol de botões passou de uma brincadeira de crianças para um esporte
altamente organizado e profissional, encarado com extrema seriedade não só no
Brasil como em vários outros países, que movimenta consigo uma grande indústria
e que, com isso, já começa a sonhar mais alto... O sonho agora é Olímpico! E,
depois de tudo o que os seus adeptos já alcançaram, alguém ainda duvida de que
isso não seja possível?
PARA SABER MAIS:
REVISTAS:
Pilchard Teeth, Nº 2,
Fevereiro de 2002, Inglaterra.
Mundo Estranho, Edição 6,
Agosto de 2002, Editora Abril, São Paulo.
Época, Nº 235, 18 de
Novembro de 2002, Editora Globo, São Paulo.
LIVROS:
Futebol: The Brazilian Way Of Life, de Alex
Bellos, 2002, Bloomsbury Publishing Pic, Inglaterra.
Futebol: O Brasil Em Campo,
de Alex Bellos, com tradução de Jorge Viveiros de Castro, 2002, Jorge Zahar
Editor, Rio de Janeiro (Brasil).
JORNAIS:
Jornal dos Clubes, 1ª
Quinzena de 2001 - Rio de Janeiro.
O GLOBO - Jornais de Bairro
(Caderno ZONA NORTE), 06 de Junho de 2002 - Rio de Janeiro.
O Debate – Diário de Macaé,
22 de Setembro de 2002 - Macaé.
Folha dos Lagos, 05 de
Dezembro de 2002 - Cabo Frio.
Hoje, 08 de Março de 2003 -
Cabo Frio.
Jornal do Brasil, 13, 19,
21 e 22 de Abril de 2003 - Rio de Janeiro.
Folha dos Lagos, 01 de Maio
de 2003 - Cabo Frio.
TELEVISÃO:
Bem
Forte (CNT) - 2001.
Bom
Dia, Brasil (TV Globo) - 2001.
Estácio
(TV Universitária) - 2002.
Jornal
Hoje (TV Globo) – 2002.
Sportv News (Sportv) - 2003.
Esporte
Espetacular (TV Globo) – 2003 (em duas ocasiões).
Globo
Esporte (TV Globo) – 2003.
SBT
Rio (SBT) - 2003.
Papo
Com Armando Nogueira (Sportv) - 2003.
Jornal
Hoje (TV Globo) - 2003.
Programa
do Jô (TV Globo) – 2003.

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