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CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT´ANNA                                             VOLTAR

IGREJAS HISTÓRICAS DO ESPÍRITO SANTO
Visitando as Igrejas históricas do Sul do Estado


Igreja de Nossa Senhora da Ajuda de Araçatiba, Viana, ES. Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Guarapari. Igreja de Nossa Senhora da Assunção,
no Santuário Nacional de Anchieta, ES. Igreja de Nossa Senhora do Amparo, Vila do Itapemirim, ES. Igreja de Nossa Senhora das Neves, Muribeca, Presidente Kennedy, ES.

Cerca de 40 alunos da Escola da Fé, da Paróquia São José Operário de Carapina, Serra, ES, no dia 15 de maio de 2011, estiveram visitando cinco Igrejas históricas, construídas no Sul do Estado do Espírito Santo, numa peregrinação de fé, aprendizado, amizade, confraternização, partilha e muita emoção.


PRIMEIRA IGREJA VISITADA: NOSSA SENHORA DA AJUDA, ARAÇATIBA - VIANA - ES

Igreja de Nossa Sra da Ajuda, de Araçatiba, no Município de Viana, ES. Araçatiba é uma palavra indigena originada da planta Araçá e do nome da filha de um Cacique chamada de Tiba. A Comunidade teria surgido por volta de 1665, com a chegada dos Jesuítas espanhóis na Região habitada pelos Índios Tupiniquins. Contando com o trabalho dos Índios, os Jesuítas construíram a Fazenda Araçatiba, com o cultivo da Cana de Açucar, abrindo o canal no rio Jacarandá, canal este que depois foi denominado de Rio Marinho que desemboca ao lado da segunda ponte na baía de Vitória. Pelo referido Canal, escoavam o açúcar para Vitória.
Os Jesuítas no local construíram a Igreja de Nossa Senhora da Ajuda que no princípio era uma construção muito simples. Em 1849, o Coronel Sebastião Vieira Machado, filho do Coronel Bernardino assumiu a Fazenda trazendo 800 negros e negras escravizados para dar continuidade aos trabalhos da Fazenda Araçatiba. Neste ano foi reformada a Igreja de Nossa Senhora da Ajuda lhe dando característica de uma construção portuguesa. Do lado da Igreja há um Casarão em ruínas que foi a antiga Residência dos Padres. Araçatiba é denominada de Terra de descendentes de Escravos e Patrimônio da Santa, Nossa Senhora da Ajuda.
No dia 15 de maio de 2011, em uma visita de cunho didático para conhecimento da história das Igrejas Capixabas, alunos da Escola da Fé, da Paróquia São José Operário de Carapina, Serra, ES, estiveram visitando a Igreja, juntamente com o Professor José Antônio e o Padre Italiano e Comboniano, Pedro Settin, pároco da Paróquia de Carapina. Os visitantes foram recepcionados por Rodrigo Poltronieri, Departamento de Turismo e Cultura - PMV/SEMCET da Prefeitura Municipal de Viana; por José Maria Hime, o Magal, membro da Comunidade local; pelo Ministro da Eucaristia, Cláudio David e pela Equipe de Canto, com destaque para o baterista Igor, de 8 anos de idade.

Ficha Técnica:
Situada na localidade de Araçatiba, a Igreja Nossa Senhora da Ajuda foi construída pelos jesuítas no século XVIII, fazendo parte do conjunto de edifícios da antiga fazenda Araçatiba, constituída pela residência, engenhos, senzalas e oficinas. Desse conjunto, restam somente a Igreja e as ruínas da residência. Tombada pelo IPHAN, a Igreja de Nossa Senhora da Ajuda hoje está sob a. responsabilidade da Cúria Metropolitana de Vitória.
Localização: Distrito de Araçatiba, Viana.
Acesso: Distrito de Araçatiba, sentido Vitória ao Rio de Janeiro, localizada a 8 Km de Viana Sede


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SEGUNDA IGREJA VISITADA: NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO - GUARAPARI - ES

Em 13 de Julho de 1553 o Jesuíta José de Anchieta, da Missão Evangelizadora do Novo Mundo chega ao Brasil com a missão de organizar o Colégio de Jesus. Neste mesmo ano visita a Aldeia de Reritiba, atual cidade de Anchieta, onde fica maravilhado com a beleza do litoral da Capitania do Espírito Santo. Sendo assim, os jesuítas decidiram ser este o lugar para a catequização dos índios e fundaram quatro redutos. Sendo a Primeira Aldeia a de São João entre a Serra e Vitória, em Carapina, no ano de 1562; a Segunda a de Reritiba (atual Anchieta), em 1565; a Terceira a de Reis Magos em Nova Almeida, em 1569 e a Quarta e última, a de Guarapari, no ano de 1585. O Padre José de Anchieta fundou a Capela devotada a Santa Ana no alto da colina recebendo o nome de Aldeia dos Jesuítas, depois; Aldeia de Nossa Senhora, depois; Aldeia do Rio Verde ou Aldeia de Santa Maria de Guaraparim, hoje, GUARAPARI.
A colonização de Guarapari começou no ano de 1569 e sua fundação em 1585. Após 100 anos, em 1677, o Donatário da Capitania; Francisco Gil de Araújo construiu outra Igreja dedicada a Nossa Senhora da Conceição; sendo hoje suas ruínas Patrimônio Histórico. A origem do nome Guarapari é derivada do vocabulário indígena " Guará" (ave vermelha) “Ibis Rubra” e parim (manca). Marco da presença jesuítica em Guarapari, construída no século XVI a Igreja teve sua conclusão no ano de 1585. A primeira invocação foi a Sant' Anna. Possuía portada em cantaria de pedra de liós e uma torre localizada entre a capela e o que teria sido a residência anexa à direita.
O templo construído em 1677, em honra a Nossa Senhora da Conceição, possuía mais espaço para as celebrações e foi localizado no mesmo morro da antiga capela e de frente para a mesma a cerca de 300 metros de distancia, onde hoje se vê as ruínas de uma igreja, que nunca foi inaugurada por ter sido local de incêndio. A elevação da aldeia a vila de Guarapari ocorreu em 1679.
Os alunos da Escola da Fé, da Paróquia São José Operário de Carapina, foram recepcionados pelo Vigário Paroquial, Pe. Marcio Almeida Ghil, (foto ao lado), em nome do Pároco Pe. Jorge Campos Ramos e, por pessoas da Comunidade, entre os quais a Pesquisadora, Beatriz Bueno Graeser, que proferiu lingeira palestra sobre a história da Igreja e sobre as Areias Monazíticas de Guarapari. Após a recepção a Comunidade local ofereceu um lanche para os alunos da Escola da Fé, Professor José Antônio e Padre Pedro Settin.

Ficha Técnica:
Foi construída em 1585, pelo Padre José de Anchieta, que escreveu um auto em Tupi para sua inauguração. Localizada no Morro da Igreja, a Velha Matriz, que inicialmente foi dedicada a Sant´Ana e a Santa Maria, quase 170 anos depois, passou a ser Igreja de Nossa Senhora da Conceição. Em 1878, foi reformada e a fachada ganhou detalhes neo-barroco. Em 1978, a Igreja passou a fazer parte do patrimônio nacional. Atualmente, onde era a Sacristia, está funcionando um Museu sacro, que inclui, em seu acervo, castiçais, cálices, crucifixos e imagens do século XVIII de várias Santas.
Localização: Guarapari, ES.
Acesso: Morro da Igreja, em Guarapari que é um dos mais belos e procurados balneários do Brasil, que está situada no litoral sul do Espírito Santo, numa distância de 51 km da capital Vitória.


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TERCEIRA IGREJA VISITADA: NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO - ANCHIETA - ES

O conjunto arquitetônico localizado na antiga aldeia de Reritiba foi construído pelos jesuítas, ficando quase abandonado após a expulsão dos religiosos em 1759. Em 1759, os jesuítas foram expulsos do Brail por ordem do Marquês de Pombal, ministro da Coroa Portuguesa. Isso ocorreu devido à força das relações entre os padres e os nativos, considerada indesejável pelos outros portugueses. Pombal proibiu, também, que se falasse a “língua brasílica” (como se chamava o idioma indígena) em todo o país. Os padres tiveram de sair às pressas do Brasil (tiveram 3 dias para sair do país, sem poder levar absolutamente nada além da roupa do corpo); o colégio passou, então, a ser usado para abrigar os governadores e representantes da Coroa Portuguesa. A igreja, construída entre o final do século XVI e o início do século XVII, apresenta frontão, peça que coroa a entrada principal ou a frontaria do edifício. A torre é baixa em relação a largura da fachada e é externa, sem comunicação com o interior, no térreo. Tem como característica particular, que a distingue da maioria das igrejas jesuíticas, as três naves separadas por grossas colunas de pedra, o que permite abrigar um maior número de fiéis. Segundo historiadores a residência inicialmente tinha sua quadra completa. No entanto, as alas sul e oeste ruíram no século XIX, e não foram reerguidas.
O conjunto arquitetônico tombado pelo SPHAN Serviço de Patrimônio Histórico Artístico Nacional - criado em 1937 com a finalidade de proteger o patrimônio cultural brasileiro, hoje IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, abriga também o Museu Nacional de José de Anchieta. A cidade, em sua denominação, rende homenagem ao padre José de Anchieta, jesuíta espanhol, nascido em Tenerife, nas Ilhas Canárias, em 1534 e que veio a falecer, na cidade que leva o seu nome. Padre Anchieta ingressou na Companhia de Jesus ainda jovem, quando foi estudar em Portugal. De lá veio para o Brasil na expedição do segundo Governador Geral, Duarte da Costa, com a missão de catequizar índios. Anchieta, por sua grande dedicação à catequese, passou a ser conhecido como o mais notável jesuíta no Brasil sendo mais tarde chamado de Apóstolo do Brasil. Sua obra de catequista e evangelizador se desenvolveu principalmente na Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e no Espírito Santo. José de Anchieta viveu seus últimos anos em Reritiba e morreu em 9 de junho 1597.
A cidade de Anchieta, que nasceu de um aldeamento de índios catequizados pelos jesuítas está localizada no sul do Espírito Santo a cerca de 82 quilômetros da capital Vitória. Com uma área territorial de aproximadamente 420 km², o município faz divisa com Guarapari, Alfredo Chaves, Piúma, e Iconha. O primeiro nome da cidade foi Rerigtiba, que, em tupy, significa lugar de muitas ostras. No dia 1 de janeiro de 1759, a então aldeia de Rerigtiba tornou-se Vila, passando a se chamar Benevente. Mais tarde, pela lei provincial número 6, de 12 de agosto de 1887, a Vila de Benevente foi elevada a cidade com a designação de Anchieta, nome que foi ratificado pela lei estadual 1307, de 30 de dezembro de 1921. Em Anchieta destacam-se as Festas Religiosas: Festa do Beato José de Anchieta (09 de junho); São Pedro, com a Procissão Marítima (29 de junho); Nossa Senhora da Assunção (15 de agosto) e Nossa Senhora da Penha (8 de setembro). Em 1965, criou-se o Museu Padre Anchieta para preservar imagens e objetos litúrgicos da igreja que estavam fora de uso. A estas peças de Arte Sacra outros objetos referidos à história do Conjunto Jesuítico e da Paróquia de Anchieta foram se juntando para formar o seu acervo. Até 1997, o Museu funcionou na sala que está ao lado da atual Sacristia, abaixo da dita Cela do Beato José de Anchieta. As escavações do atual pátio interno da residência, que deixaram à vista os escombros da parte da residência destruída no século 19, também contribuíram para que o Museu Padre Anchieta fosse transferido para o andar térreo da Residência dos Jesuítas, a fim de agregar à sua temática os vestígios arqueológicos deste monumento e de seu entorno.
A cela do Pe. Anchieta era o lugar para onde ele se retirava, isolando-se de todos para rezar, escrever e dormir. Nesta cela, o Pe. Anchieta hospedou-se muitas vezes em suas passagens pela localidade. Nela, recuperava-se dos desgastes físicos causados pelas longas viagens que fazia sempre a pé, a fim de preparar e fortalecer as comunidades indígenas. Nela, ele faleceu no dia 9 de junho de 1597. Hoje, a cela abriga um pedaço do osso da tíbia do beato José de Anchieta, que pertencia, desde o ano de 1759, ao governo do Espírito Santo. A relíquia foi devolvida em 1888 aos jesuítas, que a levaram para Nova Friburgo, RJ. Voltando a residir em Anchieta, os jesuítas trouxeram de volta, em 1944, a relíquia do Beato, cuja proteção ainda hoje invocam, para dar continuidade à obra missionária daquele que foi considerado “O Apóstolo do Brasil”.
Os alunos da Escola da Fé, da Paróquia São José Operário de Carapina, estiveram no local e observaram que no horário entre 12h e 13h30m, do Domingo, dia 15 de maio de 2011, não havia ninguém na Igreja para receber os visitantes e Turistas. Nem Guias Turísticos da Prefeitura ou mesmo religiosos.

Ficha Técnica:
Igreja de Nossa Senhora da Assunção - Um dos mais importantes marcos históricos da colonização do país. Sua construção foi iniciada pelo Padre Anchieta em 1569, ajudado pelos índios. Sua conclusão data de 1604, conservando ainda as paredes construídas com pedras e blocos dos recifes.
Museu de Anchieta - Guarda peças do mais alto valor sacro e histórico, que pertenceram ao Padre José de Anchieta. Construído no século XVI pelos índios tupi-guarani. Possui ainda 2 imagens de Nossa Senhora da Assunção do séc. XVI, padroeira de Anchieta, um exemplar do dicionário da língua tupi-guarani escrita de próprio punho pelo Padre José de Anchieta e imagens de Santo Inácio de Loyola e São Francisco Xavier, ambas originais do séc. XVI
Localização: Anchieta - Espírito Santo. Município da Região Central do Estado do Espírito Santo.
Data: Final do século XVI e início do século XVII.
Uso Original: Religioso
Uso Atual: Religioso e Cultural
Acesso: BR 101 Sul, no trevo de entrada de Guarapari e/ou pelo litoral, Rodovia do Sol, 91 Km da Capital, Vitória, Espírito Santo.


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QUARTA IGREJA VISITADA: NOSSA SENHORA DO AMPARO - VILA DO ITAPEMIRIM - ES

Em princípios do século XVIII, os colonizadores vindo da Bahia liderados por Bueno Caxangá, criaram uma fazenda de açúcar, que abrangia os dois lados do rio Itapemirim, e que teve sua sede estabelecida no alto do morro batizado de Fazendinha, onde construiu a casa grande e ao lado uma capela. Décadas mais tarde, por volta de 1770, mineradores expulsos das Minas do Castelo, deram inicio ao segundo ciclo da ocupação do nosso lugar. Junto a eles veio a Pe. Antônio Rosa de Macedo trazendo as imagens de Nossa Senhora do Amparo e de São Benedito, além da pia batismal e outros pertences colocados na capela da Fazendinha considerada a partir de então a primeira matriz com evocação à santa.
Ao longo dos anos aquela capela passou por reformas para atender o crescimento da população de Itapemirim, concentrada no lado sul do rio, bem próximo onde hoje está a ponte Orialdo Meireles, criando transtornos relacionados à distancia entre o povoado e a Capela. A solução veio em 1815, através da determinação do Presidente da Província Francisco Alberto Rubim para construir a nova matriz que ficou localizada na atual rua Jerônimo Monteiro. No entanto, vinte e cinco anos após sua edificação, a igreja já apresentava sinais de má conservação com as estruturas de madeira bastante comprometidas pela ação dos cupins. Em 1846, a Câmara Municipal, com total apoio do Presidente da Província Luiz Pedreira de Couto Ferraz determinou a construção da nova Matriz num terreno localizado nos fundos da vila. Em 8 de setembro de 1847, foi lançada a pedra fundamental e a edificação começou de fato em janeiro de 1848. Na época chefiava a paróquia o frei capuchinho Paulo Antônio Casa Novas e foi ele o responsável pelas obras.
As imagens de Nossa Senhora do Amparo e a de São Benedito têm aproximadamente 250 anos. Apesar de os festejos oficiais do Município de Itapemirim serem comemorados juntamente com a padroeira Nossa Senhora do Amparo, em 8 de setembro, a data da nossa emancipação política é na verdade 27 de Junho, quando um importante crescimento populacional e econômico criou condições favoráveis à emancipação do município elevando o povoado de Itapemirim à categoria de vila. ITAPEMIRIM, na língua indígena significa: Ita= Pedra, pê= caminho e mirim= pequeno, traduzindo-se para caminho das pedras pequenas ou pequeno caminho entre as pedras.
No dia 17 de janeiro de 2011, um de seus principais pontos turísticos de Itapemirim, a “Igreja Matriz Nossa Senhora do Amparo” foi tombada como Bem Imóvel de Valor Histórico e Cultural. O Conselho Estadual de Cultura, através da resolução CEC número 001/2011, aprovou o tombamento, que foi publicado dia 28 de janeiro, no Diário Oficial do Estado do Espírito Santo. A medida foi assinada pelo Secretário de Estado da Cultura e Presidente do Conselho Estadual de Cultura, José Paulo Viçosi. Igreja Matriz Nossa Senhora do Amparo e Rua das Palmeiras são tombadas como Bem Imóvel de valor Histórico e Cultural - O mais novo Patrimônio Histórico é situado à Praça Domingos José Martins, no centro de Itapemirim.
Os alunos da Escola da Fé, da Paróquia São José Operário de Carapina, foram recepcionados por Roberto Iran Maciel, Coordenador Paroquial, em nome do Padre Bruno de Sá Rangel, pároco da Matriz. Após a recepção na Igreja, os alunos da Escola da Fé se reuniram no Restaurante Raízes, localizado próximo a Igreja, onde almoçaram.

Ficha Técnica:
Igreja Matriz de Nossa Senhora do Amparo, construída pelos Capuchinhos toda em estilo Barroco, remete o visitante à época do Brasil Império. Além de ser um ponto turístico, exalta a religiosidade do século XIX, guardando verdadeiras obras de arte trazidas da Europa. Em oito de setembro de 1847, foi lançada a pedra fundamental e a edificação começou de fato em janeiro de 1848. Na época chefiava a paróquia o Frei Capuchinho Paulo Antônio Casa Novas e foi ele o responsável pelas obras. A igreja foi concluída em 1855.
Localização: Av Bernardino Monteiro, 21 Centro Cidade: Itapemirim / ES CEP: 29.330-000
Acesso: Itapemirim faz parte da Rota da Costa e da Imigração e é um dos raros recantos do sul onde a proximidade entre o mar e a montanha é menor. O calor das areias das praias de Itaipava, Itaóca e Ilha dos Franceses contrasta com o clima ameno do Frade e a Freira, às margens da BR-101. A exuberante natureza granítica transformou-se no ponto alto dos esportes de aventura como o vôo livre, rapel e trilhas. No Frade e a Freira ou no Monte Aghá, de frente para o mar, a vista panorâmica nos remete às longas distancias presenteadas pelo nascer do sol ou da lua. A lagoa Guannandy ou mais conhecida como lagoa do Gomes tem seu potêncial turistico crescente cada vez mais.


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QUINTA E ÚLTIMA IGREJA VISITADA: NOSSA SENHORA DAS NEVES - MURIBECA - PRESIDENTE KENNEDY - ES

Igreja de Nossa Senhora das Neves em Muribeca (Mosca Inoportuna) Presidente Kennedy ES. O Santuário das Neves, em Presidente Kennedy, sul do Espírito Santo foi construído entre os anos de 1707 a 1759, pelos Padres Jesuítas que chegaram por essas terras no século XVII, pelo Rio Itabapoana, guiados pelo Padre Almada. Assim que chegaram, eles se instalaram e fundaram a Fazenda Muribeca, onde fica localizado a Igreja. Muribeca tornou-se uma fazenda especializada em produção de carne e abastecimento pesqueiro, sendo uma importante base produtiva para a sustentação do projeto missionário civilizador do Espírito Santo. A Igreja de Nossa Senhora das Neves é um ponto branco contra o infinito azul do mar do leste e o ondulante verde da planície existente no local. Para construir a Igreja, os padres jesuítas utilizaram das pedras do arrecifes exsitentes na costa do Espírito Santo. São pedras de pequenas dimensões argamassadas com cal, cujo transporte exigiu o esforço de muitos índios reunidos em torno das atividades de culto e trabalho da Fazenda Muribeca. Construída com paredes estruturais de pedra, a Igreja encontra-se coberta por telhado com armaçao em madeira e fechado por telhas de barro do tipo canal. Segundo o professor José Antônio, no ano de 1964, aconteceu um incêndio no Santuário qe teve o telhado e parte do altar queimado, salvando apenas a Santa, Nossa Senhora das Neves. Os devotos acendiam as velas nas proximidades das paredes. O Calor acabou esquentando o óleo de peixe usado na construção da mesma e assim, rapidamente as chamas se propagaram, atingindo as madeiras do telhado. No ano seguinte, o processo de reforma do Santuário começou a acontecer. Em 1995 a Santa Nossa Senhora das Neves passou por um processo de restauro, custeado pela própria Paróquia. Após o incêndio, a Secretaria Estadual de Cultura abriu um processo de tombamento histórico do Santuário, porém, este ficou arquivado. Percebendo a importância do Santuário para a história do município e com a criação da Secretaria Municipal de Arte e Cultura em 2009, a atual administração desarquivou o processo do tombamento histórico estadual do Santuário e entregaram ao padre Frei Levy, da paróquia Nossa Senhora da Neves e ao Dom Célio de Oliveira Goulart, na época, representante da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim.
Nossa Senhora das Neves é também conhecida como Santa Maria Maior. A invocação de Nossa Senhora das Neves é uma das mais antigas da Igreja Católica romana. Conta a tradição vivia em Roma, o representante do imperador bizantino, com a esposa. Era um fidalgo riquíssimo, sem filhos, chamado João. O casal já não sabia mais como gastar toda sua fortuna. Por isso, decidiram construir obras primas para a Igreja. Mas não sabiam quais escolher.Na noite de 04 para 05 de agosto de 352, João sonhou que a Virgem Maria lhe pedia para construir uma igreja no local que estivesse coberto de neve ao amanhecer. Ele acordou, contou à esposa e ambos começaram a se questionar como seria possível nevar em pleno verão, em Roma. Nessa mesma noite a Mãe de Deus também apareceu em sonho ao Papa Libério e lhe disse que no raiar do dia, a neve estaria cobrindo o monte Esquilino, e alí ele deveria erguer uma igreja em sua honra. Pela manhã a notícia do monte coberto pela neve, apesar do verão, espalhou-se pela cidade. O Papa e João, por caminhos diferentes subiram a colina, seguidos pela multidão. No cume do Esquilino os dois se encontraram, conversaram e entenderam que estavam alí pelo mesmo motivo. O Papa então demarcou a área para a construção da igreja e João financiou todo o projeto da Igreja de Santa Maria da Neve. Na Antiguidade as colinas do Esquilino eram o deposito de lixo da cidade. Com o tempo o lugar se tornou um cemitério de escravos. Porém na época do Império Romano as colinas eram as preferidas pelos nobres para a construção de suas ricas vilas. Mesmo assim o povo não gostava do local. A construção da igreja deu nova vida à região.Em 431, o Concílio de Éfeso foi encerrado com a proclamação da "maternidade divina da Virgem Maria". O Papa Xisto III para comemorar essa verdade de fé quis construir uma grande igreja, bem "maior" que as outras. Decidiu que o local seria o mesmo indicado pela Mãe de Deus, ao então Papa Libério. Por isso, a velha igreja deu lugar ao monumento que é a basílica de Santa Maria Maior, adjetivo que dá conta da sua magnitude. A basílica guarda os primeiros e mais ricos mosaicos com a imagem de Nossa Senhora. De fato, é um dos maiores e mais belo santuário mariano de toda a cristandade.Porém, a antiga tradição propagou a invocação de Nossa Senhora das Neves celebrada em muitos lugares no dia 05 de agosto. Maior. Essa devoção também chegou ao Brasil, onde o culto é vigoroso especialmente na Bahia, em Pernambuco, no Espírito Santo e no Rio de Janeiro. Nossa Senhora das Neves é a Padroeira de João Pessoa, capital da Paraíba e de todos os alpinistas.
Os alunos da Escola da Fé, da Paróquia São José Operário de Carapina, foram recepcionados pelo Diácomo, José Roberto Lima, conhecido como Robertinho, na foto no meio, entre professor José Antônio e Padre Pedro Settin.

Ficha Técnica:
Igreja das Neves: construída pelos padres jesuítas no século XVII com ajuda dos escravos e índios catequizados. É um marco do nascimento da cidade.
Localização: Muribeca Cidade: Presidente Kennedy / ES
Acesso: O acesso ao Município é pela BR – 101 sul, no km 418 sentido Vitória / Campos, encontra-se um trevo o qual seguindo a ES – 162, siga 20 km até a cidade de Presidente Kennedy. De lá a direção é o litoral onde fica Muribeca e a Igreja de Nossa Senhora das |Neves. Pela Rodovia do Sol (ES-060) passa-se por Marataízes e indo em direção a Praia das Neves e Muribeca. Há também acesso pela Rodovia RJ - 224 sentido à Vitória.


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