Caderno Especial: Serra, 450 anos
DIA 10/12/2006
HISTORIADOR CLÉRIO BORGES CITADO NO JORNAL A TRIBUNA |
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O Jornal A Tribuna, de Vitória, ES, publicou em sua Edição de 10 de Dezembro de 2006, um Caderno Especial comemorativo aos 450 anos da Serra, com o título "Serra, 450 anos".
Ná página 6 nos textos sobre a História da Serra e sobre o Congo e a Festa de São Benedito é citado o nome de Clério Borges e o Livro História da Serra. No texto há apenas um equívoco quanto ao nome do Padre Jesuíta fundador da Serra que é BRAZ LOURENÇO e não LOURENÇO BRAZ.
SERRA –
ESPÍRITO SANTO
ORIGEM E EVOLUÇÃO HISTÓRICA
Texto do Escritor Clério José Borges
Origem Histórica - Data da fundação: 08 de Dezembro de 1556
Fundadores: Maracajaguaçu, Chefe da Tribo dos Temiminós e Padre Jesuíta Braz Lourenço
É ERRADO dizer MARACAIAGUAÇU e LOURENÇO BRAZ. Através de documentos históricos e de fonte primária, conforme relato abaixo, o Certo é MARACAJAGUAÇU (MARACAJÁ= GATO BRAVO + AÇU= GRANDE) e BRAZ LOURENÇO, que foi Chefe dos Jesuítas, evangelizadores no Espírito Santo.
Criação do Município: 02 de Abril de 1833. Instalado em 19 de Agosto de 1833
O Município da
Serra, no Estado do Espírito Santo, Brasil, teve início com a fundação de uma
aldeia próxima ao morro Mestre Álvaro - montanha com 833 metros de altitude, na
várzea, onde foi construída uma pequena igreja.
Seus fundadores
foram Maracajaguaçu, Chefe dos índios Temiminós e o padre jesuíta Braz
Lourenço, que a 08 de dezembro de 1556, promoveram a realização de uma Missa numa Capela de Palhas construída no interior da Aldeia Indígena de Nossa Senhora da Conceição da Serra do Mestre Álvaro, hoje Serra.
Os índios
Temiminós haviam mudado para a capitania do Espírito Santo, saídos da Ilha de Paranapuã, na baía de Guanabara, atual
Ilha do Governador, Estado do Rio de Janeiro. Seus líderes eram Maracajaguaçu e
seu filho Araribóia. No Espírito Santo os dois líderes indigenas são altamente prestigiados pelo Donatário Vasco
Fernandes Coutinho - que iniciou a colonização do Espírito Santo em 23 de maio
de 1535. Maracajaguaçu e Araribóia participavam sempre dos principais eventos e
solenidades da Capitania. O outro fundador, padre jesuíta Braz Lourenço, havia
chegado de Portugal em 1553, junto com o padre também jesuíta, José de
Anchieta.
A Aldeia de Nossa
Senhora da Conceição da Serra, é elevada à condição de Freguesia por Carta Régia de 24 de maio
de 1752 somente instalada em 1769. Freguesia é o nome que tem, em Portugal e no antigo Império Português, a menor divisão administrativa, correspondente à Paróquia civil de outros países.
A então freguesia
de Nossa Senhora da Conceição da Serra foi elevada a categoria de Vila, em
1822, já o município da Serra foi criado em 1833, com território desmembrado do
município de Vitória, através da resolução do Conselho de Governo de 02 de
abril de 1833. O Município foi instalado oficialmente em 19 de agosto daquele ano, quando era presidente da província do Espírito Santo, o Sr.
Manoel José Pires da Silva Pontes. A sua instalação só foi possível, após a
cessão de um espaço na casa do vereador eleito, José Simoens da Silva, pois não
havia naquela ocasião um prédio que pudesse abrigar a Sede do Governo Municipal. Assim, aquele
vereador permitiu usar sua residência como Paço Municipal (Casa do Governo
Municipal).
Na época não havia a figura do Prefeito e a estrutura administrativa civil correspondia a mesma estrutura eclesiástica. As províncias eram divididas em municípios que por sua vez eram divididos em freguesias. As freguesias correspondiam às paróquias, mas também havia curatos para serviços religiosos em povoações pequenas e sem autonomia política. Curato é um termo religioso, derivado de cura, ou padre, que era usado para designar aldeias e povoados que ainda não eram Freguesia ou Paróquia.
Na época os Bispos comandavam as dioceses, típica organização administrativa religiosa, que abrangiam geralmente diversos municípios, ou seja, diversas freguesias.
Só com a proclamação da República, houve uma total separação entre a Igreja Católica e o Estado brasileiro, de modo que as antigas províncias transformaram-se em estados autônomos divididos em municípios também autônomos que, por sua vez, podem (ou não) ter seu território dividido para fins puramente administrativos. A Igreja Católica passou a manter uma estrutura administrativa distinta e separada do Estado brasileiro.
A primeira Câmara de Vereadores, responsável pela administração da Freguesia da Serra era formada pelos vereadores: Luiz
da Rosa Loureiro – Presidente; Manoel da Rocha Pimentel; José Simoens da Silva;
Manoel Fernandes de Miranda; Luiz Vicente Loureiro; Fabiano Gonçalves Fraga;
Padre Joaquim de Santa Magdalena Duarte.
A Câmara de Vereadores tinha naquela ocasião
funções executivas e os vereadores formavam um conselho de administração. O
presidente da Câmara era o presidente do Govemo Municipal. As leis aplicadas
eram emanadas da Assembléia Legislativa Provincial, que tinha entre seus
membros deputados que acumulavam as funções de vereadores. Não havia
incompatibilidade. Até a criação da Assembléia Provincial as leis eram editadas
em Portugal.
Em 01 de fevereiro de 1835 foi instalada no
Espírito Santo, a Assembléia Legislativa Provincial sob a presidência do padre
João Clímaco da Alvarenga Rangel, nascido em São José do Queimado. Além dele,
participou da instalação do legislativo estadual outro serrano, o Padre João
Luiz da Fraga Loureiro, ocasião em que ele era também, vereador da Serra.
Em 19.03.1849 – É
Deflagrado um movimento de libertação dos escravos, na Vila de São José do
Queimado. Tal movimento foi desmobilizado pela força militar da época e levou a
enforcamento dois dos líderes da revolta: Chico Prego e João da Viúva. O
primeiro, enforcado na então Vila de Nossa Senhora da Conceição da Serra e o
segundo, enforcado na Vila de São José do Queimado. O padre João Clímaco da Alvarenga Rangel foi
o advogado dos negros que buscavam a liberdade no movimento denominado "Insurreição do Queimado", ocorrido na Vila de Queimado, que na época pertencia ao município de Vitória e hoje
é um distrito do município da Serra.
Em 06.11.1875 - A
sede do município da Serra deixa de ser vila e é elevada a categoria de cidade.
A instalação foi solene, com festa organizada pelo Deputado provincial, Major
Joaquim Pereira Franco Pissarra, e políticos locais no dia do aniversário de D.
Pedro II - 02 de dezembro de 1875. O Major Pissarra foi o autor da Lei que transformou
a vila da Serra em cidade.
Com a Proclamação da República, em 15 de
novembro de 1889, houve a nomeação do primeiro presidente do Estado do Espírito
Santo, Afonso Cláudio de Freitas Rosa, neto materno do primeiro presidente da
Câmara de Vereadores da Serra, Luiz da Roza Loureiro. Diante da nova situação
Afonso Cláudio intervém nos municípios. Na Serra nomeia uma Intendência para
administrá-la, composta de três membros: Manoel Pereira Madruga, Manoel
Rodrigues Fernandes de Miranda e Luiz Barboza Leão, este último como
presidente, equivalente ao cargo atual de prefeito. Luiz Barboza Leão era sogro de José Cláudio de Freitas Júnior, irmão de Afonso
Cláudio, e ainda, bisavô da ex-deputada estadual do Espírito Santo
Judith Leão Castello Ribeiro e trisavô da cantora Nara Leão e do pesquisador
João Luiz Castello Lopes Ribeiro. Luiz Barbosa Leão era sogro da prima do
ex-deputado estadual Benigno Soares Leite Vidigal, bisavô do prefeito da Serra
Antônio Sérgio Alves Vidigal.
Após a intervenção promovida pela
proclamação da república, foi empossada nova Câmara de Vereadores, em 18 de
dezembro de 1892, e eleito seu presidente Luiz Barboza Leão que permaneceu no
cargo até 1900, nesse período acumulou as funções de vereador com as de
deputado estadual nas legislaturas de 1895 a 1897 e 1898 a 1900.
Na época do Brasil Império, só podiam ser
eleitores aqueles que tivessem uma renda anual de R$ 100$000 (cem mil réis). As
mulheres e escravos não votavam. A mulher só veio a obter cidadania - votar e
ser votada - após a "Revolução Constitucionalista de São Paulo ", em
1932. Na primeira eleição, em 1934 lá estava a mulher
serrana como pioneira - Judith Leão Castello. Judith casou-se em 1938, com
Talma Rodrigues Ribeiro (prefeito da Serra 1945/1946), passando a assinar Judith
Leão Castello Ribeiro, eleita a primeira mulher deputado estadual do Espírito
Santo, na "Assembléia Constituinte" de 1946.
Em 25.03.1914 houve a primeira eleição para
prefeito da Serra, ocasião em que foi eleito o Sr. Cícero Calmon de Aguiar, e
empossado em 23.05.1914, a partir daí a Câmara deixou de exercer funções
executivas e passou a exercer funções fiscalizadoras, determinantes das
diretrizes do governo municipal e legislativas. Nesta nova fase teve como seu
presidente o neto materno de Luiz Barboza Leão, Monsenhor Luiz Cláudio de
Freitas Rosa, este foi Deputado Federal na Constituinte de 1946.
Os municípios só passaram a ter autonomia
total legislativa, e serem considerados como entes federativos, com a
promulgação da Constituição Federal, em 05 de outubro de 1988, que deu
atribuição para que eles passassem a elaborar suas Leis Orgânicas e as
promulgassem através da Câmara de Vereadores. Antes era atribuição da
Assembléia Legislativa Estadual.
A Constituição Federal, em 1988, passou a
considerar, pela primeira vez, o município como um ente federativo, conforme o
art. 18: - "A organização político-administrativa da República Federativa
do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios,
todos autônomos, nos termos desta Constituição".
O art. 29 dá atribuição à Câmara de
Vereadores do Município para promulgar sua Lei Orgânica: - "O Município
reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos, com o interstício mínimo de
dez dias, e aprovada por dois terços dos membros da Câmara Municipal, que a
promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição, na
Constituição do respectivo Estado e os seguintes preceitos: ...".
Em 1930, houve eleições para eleger o
presidente da república, naquela ocasião era presidente Washington Luiz, que
lançou como seu candidato Julio Prestes. A disputa foi acirrada com Getúlio
Vargas, este perdeu a eleição, e inconformado, alegou fraude no processo
eleitoral, o que justificou sua participação como líder da Revolução de 30, movimento
que depôs o presidente Washington Luiz. Assumiu o poder Getúlio Vargas,
impedindo a posse de Júlio Prestes. A Revolução também depôs o governador do
Estado do Espírito Santo, aliado da campanha Júlio Prestes, Dr. Aristeu Borges
de Aguiar, filho de família serrana. Seu pai era Augusto Manoel de Aguiar e sua
mãe Luíza da Silva Borges (filha de João da Costa Silva Borges e Anna Pereira
da Silva Borges). Aristeu era tio do ex-ministro da justiça Eurico de Aguiar
Salles e do ex-senador Jéferson de Aguiar. Em 19 de outubro de 1930, assumiu o
Espírito Santo, uma Junta Governativa, composta por João Manuel de Carvalho,
Afonso Corrêa Lírio e Capitão João Punaro Bley.
A seguir, em 15 de novembro de 1930, Bley
foi nomeado e tomou posse em 22 de novembro de 1930 como interventor estadual.
Permaneceu no cargo até 16.10.1942, transferindo para Dr. Celso Calmom Nogueira
da Gama, que a seguir transferiu a interventoria para o Dr. Jones dos Santos Neves, em 21.01.1943.
Naturalmente, que a Revolução refletiu na
política do município da Serra. O prefeito da Serra foi deposto e a Câmara de
Vereadores foi fechada. Foi nomeada uma Junta Governativa, que tomou posse em
23.10.1930, composta pelos seguintes membros: José Corrêa Pimentel; João Vieira
Xavier; Olavo Ferreira Castello (tomou posse em 24.10.1930).
No mês de janeiro de 1936, houve eleições
municipais, ano em que foi eleito prefeito do município o Sr. Presciliano
Biluia de Araújo - do Partido Constructor Serrano. O mandato foi interrompido
em 10.09.1937 pelo Golpe de 1937. A democracia só foi restabelecida em 1946,
quando foram convocadas novas eleições. Os deputados e senadores eleitos
receberam o mandato com poder para elaborar uma nova Constituição.
Os Presidentes da Câmara da Serra, na
legislatura eleita em 1936 foram Belmiro Geraldo Castello (06.02.1936 a
21.06.1937 - Partido Constructor Serrano) e Antenor Sarmento Miranda
(21.06.1937 a 10.09.1937 - Partido Constructor Serrano).
Em 1947, com a redemocratização do país
foram convocadas eleições municipais, ano em que foi eleito prefeito do
município Rômulo Leão Castello (PSD). Os novos vereadores elegeram seu
presidente Luiz Corrêa Amado (PSD - 27.12.1947 a 10.03.1948).
Naquela legislatura foram presidentes, além
de Luiz Amado, Theotônio da Costa Pereira (10.03.1948 a 10.01.1950 - PSD) e
Arnaldo Ferreira Castello (10.01.1950 a 01.02.1951 - PSD).
A Câmara Municipal da Serra passou por
muitas dificuldades em toda sua existência. Quando foi instalada em 19 de
agosto de 1833, iniciava ali, os problemas para possuir um prédio próprio.
O cidadão José Simoens da Silva, componente
do primeiro quadro de vereadores, cedeu uma casa de sua propriedade para
funcionar como Paço Municipal e assim o município pode ser instalado. Como
persistia a ausência de prédio público para abrigar as instalações da Câmara,
esta passou a funcionar na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição da
Serra. A Igreja controlava a Administração Municipal, as eleições, os registros
civis e de imóveis etc. Todavia, houve uma epidemia de varíola na vila, e os
mortos eram sepultados no interior da igreja, fato que, além da preocupação com
a população afetada, também, os afetava pessoalmente, segundo eles, na suas
saúdes, pois, temiam contrair a doença nas reuniões do conselho no recinto da
igreja. Deixando a igreja, a Câmara passou a alugar casas onde pudesse se
reunir.
Em 01.02.1860 na visita de D.PEDRO lI, este
observou: "A casa da Câmara térrea é muito pequena. O vereador que serve
de presidente tem 1 voto; porque todos os outros se escusaram, e contudo quem passou o papel do discurso, que felizmente só
entregou, foi o vereador Pimentel o mais votado com 40 e tantos votos; a chave
da vila estava ainda sobre uma salva dentro d'um armário d'onde a tiraram para
me oferecerem. A Câmara reunia-se antes no Consistório da Matriz onde também
tem-se reunido o júri que já uma vez não teve lugar por falta de casa. Começou-se,
por subscrição, uma casa de sobrado para casa da Câmara, júri, etc. e cadeia;
mas está parada, tendo-se gasto 2 contos, orçada em 10 que decerto não chegam;
pois as obras custam muito caro aqui" .
O primeiro prédio próprio da Câmara demorou
muitos anos para ser inaugurado, a obra chegou a ficar
paralisada por mais de doze anos, como verificado em ofício da Câmara,
arquivado no livro 365, do Fundo da Governadoria, Série Acyolli, datado de
1875, Arquivo Público Estadual do Espírito Santo. No ano de 1890 não havia sido
concluído, localizado no Largo do Barão do Amazonas, hoje praça
João Miguel - extensão da rua major Pissarra. Sua construção durou
aproximadamente 40 anos. No dia 26 de dezembro de 1975, a Câmara passou suas
instalações para um novo prédio, o segundo prédio próprio em 142 anos de sua
existência. Situado na rua Getúlio Vargas nº 65,
centro, Serra - Sede, onde funcionava até a instalação do seu prédio
definitivo. É importante observar que o censo do IBGE de 1970 encontrou na
Serra uma população de 17.286 habitantes e, em 2004 a população do município era
de aproximadamente 350.000 pessoas.
Devido à
precariedade das suas instalações, e diante da importância do município e do
seu grande crescimento econômico e demográfico, os vereadores, em 2004,
entenderam que era necessário construir um palácio municipal condizente com a
realidade local, onde outrora havia a residência de Luiz Barboza Leão, primeiro
presidente da Câmara da Serra na fase republicana.
Assim o Ex-Presidente da Câmara, Miguel João
Fraga Gonçalves, e todos os componentes da legislatura 2000/2004 criaram um
novo momento na história do município, ao entregar o novo prédio do Legislativo
Serrano Palácio Judith Leão Castello Ribeiro, o terceiro prédio próprio, em
quase 171 anos de sua existência, no dia 26/04/2005.
DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO
O
município da Serra, Estado do Espírito Santo, Brasil cresce de maneira notável
em razão de suas potencialidades nos diversos setores econômicos. Possui uma
localização estratégica, ficando num raio de apenas mil quilômetros dos
principais centros comerciais e industriais do Brasil, como Rio de Janeiro, São
Paulo, Belo Horizonte e Salvador, além de ficar no centro econômico e
administrativo do Espírito Santo.
Estando
na região metropolitana da Grande Vitória, fazendo limite com a capital do
Estado, a Serra se constitui não só no maior município em extensão territorial,
como também o município que consegue destaque no cenário industrial do Estado,
consolidando seu desenvolvimento econômico para propiciar a melhoria da
qualidade de vida de sua população.
DESBRAVADORES
A
origem desta terra está estruturada no trabalho e suor de heróis desbravadores
que no seu anonimato fixaram as bases de uma grande cidade. Os Índios e
Portugueses aliados depois aos Negros, moldaram os alicerces de um povo que ao
longo da história mostrou-se aguerrido e trabalhador.
A
origem da Serra acontece no momento em que os Índios Temiminós, do Rio de
Janeiro sob a orientação do padre Jesuíta, Braz Lourenço fixam-se nas
proximidades da montanha do Mestre Álvaro e do rio Santa Maria da Vitória, sob
a orientação do padre Jesuíta, Braz Lourenço. É então fundada a Aldeia Indígena
de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, cuja capela foi inaugurada a 8 de
dezembro de 1556, com missa, rezada por Braz Lourenço e a presença do bravo Maracajaguaçu,
Gato Grande, que viera com sua tribo, em migração, do Rio de Janeiro.
A
Aldeia que deu origem ao município da Serra, situava-se pelo outro lado do Morro do Mestre Álvaro, entre a Montanha
e o rio Santa
Maria da Vitória. Posteriormente foi transferida para o local atual, numa
colina, devido a uma Epidemia de Varíola, altamente contagiosa, que atacou a
região em princípios de 1564. Em 24 de março de 1724, a aldeia foi
elevada a categoria de Freguesia e passando pelas categorias de Distrito e
Vila, em 02 de abril de 1833 foi reconhecido como município da Serra. Somente
após 52 anos, em 1875, o município foi emancipado com a Serra sendo elevada a
categoria de cidade pela Lei nº 6, de 6 de Novembro de 1875, assinada pelo então
Presidente da Província do Espírito Santo, Domingos Monteiro Peixoto. No dia 2
de Dezembro de 1875 foi realizada
a solenidade de instalação Oficial da Cidade, aproveitando-se o fato de
ser uma data festiva, a do Aniversário de Dom Pedro II, Imperador do Brasil.
Paralelamente
à fundação da Aldeia de Nossa Senhora da Conceição da Serra, surgiam também
outras aldeias que mais tarde se tornariam distritos do município: Carapina,
Nova Almeida, Calogi e Queimado.
Inicialmente
a população da aldeia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição era composta de
Índios. Depois foram chegando os colonizadores portugueses que aqui
estabeleceram seus engenhos, trazendo escravos para o trabalho braçal. Da
miscigenação de Portugueses, Índios e Negros surgiu o povo serrano, que dos
portugueses herdou a religiosidade; dos negros um rico folclore e um grandioso
gosto pelas festas e dos índios, a paixão pela liberdade.
LOCALIZAÇÃO
O
Espírito Santo localiza-se na região Sudeste, ocupando uma área de 45.597km²,
equivalente a 0,53% do território nacional. Compõe-se de 77 municípios, tendo
como capital a cidade de Vitória, uma ilha de 89km². Limita-se ao norte com o
estado da Bahia, a leste com o oceano Atlântico, ao sul com o estado do Rio de
Janeiro e a oeste com Minas Gerais. Apresenta clima predominantemente tropical,
quente e úmido no litoral e temperado na zona serrana. Seu relevo é
caracterizado como montanhoso, com altitudes que variam, do nível do mar até
2.000m. Possui diversificada malha rodoviária, complementando-se com a mais
importante ferrovia nacional, a estrada de ferro Vitória-Minas e com o maior
porto exportador de minério de ferro do Mundo, o Porto de Tubarão.
A
extensão territorial da Serra antes do ano 2000 era menor. Em 1969 era de 547
km2, sendo 1,2 por cento da área do Estado do Espírito Santo e 37,4 por cento
da área da Grande Vitória, conforme o “Anuário Estatístico do Brasil” e Jornal
A Gazeta de Vitória, ES, de 28 de agosto de 1971. Em 2000 o Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, usando equipamentos mais modernos
de precisão estabeleceu novos dados para os Municípios brasileiros que foram
amplamente divulgados na Internet, a Rede Mundial de Computadores. A Serra
passou a ter 551 km2. Viana ficou com 294 km2. Cariacica com 285 km2. Vila
Velha, 218 km2 e Vitória, 89 km2.
O
Município da Serra no Estado do Espírito Santo está localizado na região
Sudeste do Brasil. Com belas praias e um rico folclore é o maior da região
Metropolitana da Grande Vitória, com uma extensão territorial de 551 Km² e uma
população, que pelo censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística,
em 2000, era de 321.181 habitantes, com 158.458 homens e 162.723 mulheres. A
população da Serra em 2012 é estimada em 500 mil habitantes.

Fotos da Serra Sede: Praça Ponto de Encontro e Praça Almirante Tamandaré
FUNDADORES DA SERRA : PADRE BRAZ LOURENÇO E MARACAJAGUAÇU
O certo é Braz Lourenço e não Lourenço Braz e Maracajaguaçu e não Maracaiaguaçu.

BRAZ LOURENÇO,
FUNDADOR DA SERRA
Braz Lourenço, SJ (Nasceu em Melo, 1525 - Faleceu em Anchieta, 15 de julho de 1605). Foi o sacerdote
jesuíta que fundou o município de Serra, no Estado do Espírito Santo, Brasil,
junto com o Chefe Indígena Maracajaguaçu. Rezou a primeira missa na Aldeia de
Maracajaguaçu. Nasceu no ano de 1525, em Melo, diocese de Coimbra, cidade de
Portugal. Ingressou na Companhia de Jesus, (Ordem dos Jesuítas) com 24 anos de
idade, em 9 de maio de 1549. Veio para o Brasil, em 1553, na
expedição missionária dos Jesuítas que era dirigida pelo padre Luiz Da Grã e
pelo padre Ambrósio Pires e que fazia parte da Armada (Navios de Guerra) do 2º
Governador Geral do Brasil, Dom Duarte da Costa, junto estava José de Anchieta,
que mais tarde, seria denominado o Apóstolo do Brasil. Na ocasião,
Anchieta ainda não era padre e sim, apenas um noviço, um aprendiz. Anchieta
ordenou-se padre em 1565.
Braz Lourenço foi confessor
do Governador Geral, Duarte da Costa e do filho do Governador, Álvaro da Costa,
que era Comandante e Mestre de navio, o
MESTRE ÁLVARO, do Morro da Serra.
Da Bahia, Braz Lourenço
vem para o Espírito Santo em dezembro de 1553, na “oitava do Natal”, para
assumir o cargo de Provincial da Capitania, em substituição ao padre Afonso
Braz que aqui estava desde 1551. Provincial significa Superior (Chefe) das
casas religiosas e dos Padres. Segundo o historiador Serafim Leite, na
Capitania do Espírito Santo, Braz Lourenço se tornou: “O mais notável no campo
da sua atividade, na renovação dos costumes dos moradores e na catequese dos
Índios”.
Braz Lourenço foi
Provincial no Espírito Santo, de 1553 a 1564, administrando os Jesuítas, bem
como criando e fundando núcleos de catequese em várias Aldeias Indígenas.
Continuou a obra de construção do Colégio dos Jesuítas em Vitória. O Colégio
havia sido iniciado pelo seu antecessor Afonso Braz. Foi também o construtor da
primeira residência dos Jesuítas na vila de Vitória, pois o padre Afonso Braz
deixara apenas “um pequeno seminário coberto de palhas”.
Em 1564, Braz Lourenço foi
substituído pelo padre Manoel de Paiva e segue para Porto Seguro onde é nomeado
superior do Colégio dos Jesuítas. Em 1572, o padre Inácio de Tolosa leva Braz
Lourenço para o Rio de Janeiro, onde o fundador da Serra, é
nomeado vice-reitor do Colégio dos Jesuítas. José de Anchieta, que, em 1565,
ordenara-se padre na Bahia, tinha sido nomeado Reitor, mas como Anchieta encontrava-se
em missão evangelizadora na região de São Paulo, acabou não assumindo a
Reitoria do Colégio do Rio de Janeiro.
Braz Lourenço, que estava como vice-reitor, acaba
assumindo a Reitoria, permanecendo no cargo de 1573 a 1576. Em 1582, Braz
Lourenço retorna ao Espírito Santo como superior da Ordem e Reitor do Colégio
dos Jesuítas de Vitória. Assume os cargos pela segunda vez. Após várias
atividades destacadas no processo de evangelização, já idoso, acaba indo se
recolher na residência dos Jesuítas em Reritiba, atual cidade de Anchieta, onde
falece a 15 de julho de 1605. Tendo nascido em 1525, ao morrer a 15 de julho de
1605, Braz Lourenço tinha 80 anos e não 86, como erradamente citam algumas
publicações.
Em 2007 a 2010, a Prefeitura da Serra divulgou
erradamente, em publicações oficiais e pela Rede Mundial de Computadores, o
seguinte texto: “Quanto ao dia e mês da chegada do padre Braz Lourenço na
Serra, não se sabe com exatidão. (sic)
Porém, como era costume dar nomes a lugares ou acidentes geográficos com
o nome do santo do dia, supõe-se que tal data tenha se dado em 08 de dezembro
de 1556, dia consagrado à Santa Nossa Senhora da Conceição. O padre Brás
Lourenço, contando com a colaboração do cacique Maracaiaguaçu (Gato Grande),
conseguiu assim fundar a Aldeia de Nossa Senhora da Conceição da Serra, em
1556, no sopé do monte Mestre Álvaro”.
No texto historicamente constata-se alguns erros:
1 - Sabe-se SIM com exatidão o dia e chegada de
Braz Lourenço no Espírito Santo, que ocorreu na oitava do Natal de 1553.
2 - Os Jesuítas eram grandes divulgadores da
Imaculada Conceição de Maria sendo a data de 8 de Dezembro escolhida para a
homenagem a mãe de Jesus de Nazaré, o Cristo, palavra que em Grego significa
Messias.
3 - Depois da Reforma Ortográfica, a grafia da
palavra é Maracajaguaçu. A palavra com a letra I no lugar da letra J é do tempo
em que no Brasil se escrevia Farmácia com PH no lugar da letra F.
4 - A grafia certa é BRAZ Lourenço, com a Letra Z
em BRAZ.
Braz Lourenço não residiu na Aldeia de Nossa
Senhora da Conceição da Serra e sim em Vitória onde era o Provincial, ou seja,
Superior dos Jesuítas, exercendo as funções de comandante religioso da
Capitania do Espírito Santo. Tinha várias atribuições por ser o Superior dos
Jesuítas. Uma de suas atribuições mais destacadas era
a manutenção e ampliação da Igreja São Tiago e a construção da residência dos
Jesuítas, em Vitória. Tais atividades o impediam de fixar residência numa única
aldeia. Segundo a historiadora Maria Stella de Novaes, Braz Lourenço, o
fundador da Serra, foi: “Um verdadeiro Apóstolo, no Espírito Santo (...) e
construtor da primeira Igreja dos Jesuítas, na Vila de Vitória”.
BRAZ LOURENÇO OU LOURENÇO BRAZ?
O padre Jesuíta Braz Lourenço, fundador das Aldeias
de Conceição da Serra, de Reis Magos de Nova Almeida e de São João de Carapina
foi missionário e administrador. Nos livros, em muitas ocasiões, consta:
Lourenço vírgula Braz. Tal registro tem gerado confusão em historiadores como
Naly da Encarnação Miranda e Galbo Benedicto da Silva (Nascimento), que alegam
erradamente que o nome do padre fundador da Serra, de Nova Almeida e de
Carapina é Lourenço Braz e não Braz Lourenço. Naly que foi Prefeito da Serra por
duas vezes, chegou a criar uma Fundação Educacional Lourenço Braz, fundada em
10 de junho de 1961. Nos noventa nomes dos primeiros padres Jesuítas
relacionados por Serafim Leite não há registro de nenhum padre Lourenço Braz
que tenha residido ou visitado o Espírito Santo no período colonial. Segundo
Serafim Leite, a maioria das Aldeias da Capitania foi organizada pelo padre
Braz Lourenço e não Lourenço Braz.
O saudoso escritor e
ex-prefeito Naly da Encarnação Miranda publicou dois livros abordando fatos históricos
da Serra, onde cita como Fundador, o Padre Jesuíta Lourenço Braz e não Braz
Lourenço, baseado em informações erradas de Francisco Eugênio de Assis, na obra
“Dicionário Histórico e Geográfico do Espírito Santo”, publicada em Vitória em
1941. Assis relata erradamente em sua obra: “A Fundação da
Serra deve-se ao Jesuíta Lourenço Braz em companhia de outros em 1556...” Com base na fonte primária, “História da
Companhia de Jesus no Brasil”, de
Serafim Leite, obra em Dez Volumes, editada em 1938 e depois reeditada em 1950,
em Lisboa e no Rio de Janeiro, pode-se dizer com certeza de que o Fundador da
Serra é BRAZ LOURENÇO.
Naly Encarnação Miranda no Livro "Comentários
Históricos da Serra", obra publicada em 1990, baseada em "comentários
de ouvir dizer, sem qualquer análise em documentos históricos", escreve na
página 11 o seguinte:
"Uma advertência: para quem confunde LOURENÇO
BRÁS com Brás Lourenço, creio que basta ler o Livro do
saudoso escritor Capixaba ELMO ELTON, intitulado "VELHOS TEMPLOS DE VITÓRIA
E OUTROS TEMAS CAPIXABAS", no qual consta que LOURENÇO BRÁS esteve em
Vitória no ano de 1554, na Igreja de São Tiago onde, em carta, informou a seus
superiores que: "a Igreja de São Tiago já está bem maior" dizendo
mais: "será tan grande como ia del nuestro colégio de Coimbra o mas, y
enchese toda". Enquanto que, segundo o mesmo Livro e autor, Brás Lourenço
chegou em Vitória no ano de 1562 e permaneceu até 1564, deixando também, sobre
a Igreja de São Tiago, as seguintes informações: "a igreja é pobre a qual
nem ornamentos, nem retábulos, nem galetas tem". Conclui então NALY, Essas
Notas afastam qualquer incerteza, ou dúvida, de que LOURENÇO BRÁS é um e Brás
Lourenço é outro que nada tem a ver com a Serra e sim com a fundação de Nova
Almeida, o que fez ao sair de Vitória."
Naly da Encarnação Miranda está equivocado. Não é
verdade que tenham existido dois padres Jesuítas: Um de nome Lourenço Braz e
outro de nome Braz Lourenço:
1 - Na relação dos Padre
Jesuítas do início da Colonização do Brasil, apresentada por Serafim Leite em
sua obra literária, “História da Companhia de Jesus no Brasil”, não consta dois
padres e os dois nomes, apenas BRAZ LOURENÇO.
2 - O Escritor ELMO ELTON também se equivocou. Nos
dois casos o Padre é o mesmo, BRAZ LOURENÇO
A questão é que o Pesquisador não pode confiar
apenas em uma FONTE de pesquisa. Naly se refere apenas a Elmo Elton e não
pesquisa outros autores. É PRECISO DESCOBRIR OUTRAS FONTES. IR
EM BUSCA DA FONTE PRIMÁRIA, OU SEJA, A FONTE INICIAL ONDE OUTROS ESCRITORES
SE BASEARAM. E, A FONTE PRIMÁRIA NO CASO É O LIVRO, "A HISTÓRIA DA
COMPANHIA DE JESUS NO BRASIL", DO PADRE ESCRITOR SERAFIM LEITE. LÁ
ENCONTRAMOS A BIOGRAFIA DE BRAZ LOURENÇO, QUE DIZ O SEGUINTE: Braz Lourenço foi
Provincial no Espírito Santo, POR DUAS VEZES, de 1553 a 1564
e depois, em 1582, Braz Lourenço retorna ao Espírito Santo como superior
da Ordem e Reitor do Colégio dos Jesuítas de Vitória. Assume os cargos pela
segunda vez. Após várias atividades destacadas no processo de evangelização, já
idoso, acaba indo se recolher na residência dos Jesuítas em Reritiba, atual
cidade de Anchieta, onde falece a 15 de julho de 1605. NO TEXTO EM QUE NALY
CITA ELMO ELTON, SE REFERE A UM PADRE EM 1554 E OUTRO EM 1562, sendo que BRAZ
LOURENÇO foi Provincial no Espírito Santo, pela primeira vez, de 1553 a 1564,
QUANDO VAI PARA A BAHIA E RETORNA EM 1582.
Braz Lourenço fundou a Aldeia de Conceição da Serra e a Aldeia de Reis Magos em Nova Almeida.
ORIGEM DA CONFUSÃO
A confusão começou em 1941,
quando o escritor, Francisco Eugênio de Assis no “Dicionário Geográfico
e Histórico do Estado do Espírito Santo”, na página 259, diz que a Serra foi
fundada pelo Jesuíta Lourenço Braz, em companhia de outros em 1556. O ex Prefeito
Naly da Encarnação Miranda, com base em Francisco Eugênio de Assis, chegou a
criar uma Fundação de amparo à Criança, com o nome Lourenço Braz, divulgando o nome errado do
Fundador da Serra. O texto de Francisco Eugênio Assis é de 1941. Os
historiadores que registram o nome Braz Lourenço e não Lourenço
Braz, antes de 1941 são: Misael Ferreira Pena,
em 1878; Basílio Carvalho Daemon, em 1897; Serafim Leite, em 1938. No Web Site da Prefeitura Municipal da Serra, na Rede
Internacional de Computadores chegou a constar erradamente que “não há
registros da permanência de Braz Lourenço no Espírito Santo.” Registros do tempo e permanência de Braz
Lourenço no Espírito Santo. existem Sim pois foi o
Segundo Provincial da Capitania. Quanto a Lourenço Braz, não consta nenhum
registro histórico já que o mesmo não existiu. Braz Lourenço já estava no
Espírito Santo desde dezembro de 1553. Serafim Leite em sua obra já citada
sobre a História da Companhia de Jesus destaca: “As Aldeias da Capitania do
Espírito Santo foram em sua maioria fundadas e organizadas pelo Padre Braz
Lourenço”.

MARACAJAGUAÇU, Chefe dos Temiminós, fundador da Serra, ES
Maracajaguaçu, Gato Bravo Grande foi um dos Fundadores, junto com o Padre Jesuíta, BRAZ LOURENÇO, da Aldeia de Nossa Senhora da Conceição que deu origem a atual cidade da Serra, no Estado do Espírito Santo, Brasil.
Foi o Principal, isto é, o Cacique Chefe dos Índios Temiminós que, com o padre Braz Lourenço, construiu a Aldeia e a Igreja que daria origem depois o povoado de Conceição da Serra, hoje Serra.
Era Temiminó, do Grupo Tupi.
O grupo de Índios Tupis, pela posição que ocupava no litoral, foi o que manteve maior contato com os Portugueses. Foi o que deu maior contribuição na formação da Cultura Brasileira e o que, pela miscigenação, mais se integrou à população.
Nasceu no Rio de Janeiro, em 1501.
Com vinte anos de idade já era um dos principais líderes de sua Tribo, graças a atos de bravura.
Mudou-se para o Espírito Santo em 1555, quando já tinha 54 anos de idade.
Pesquisadores informam que Maracajá era um felino que habitava as matas virgens e de tamanho que chega quase ao triplo do gato doméstico.
ARARIBÓIA, Chefe dos Temiminós, filho de Maracajaguaçu e fundador de Carapina na Serra ES e Niterói no Rio de Janeiro
Maracajaguaçu, o Índio Gato Bravo Grande, que morava na Ilha de Paranapuã, atual Ilha do Governador, no Rio de Janeiro tinha dois filhos: Mamenoaçu e Araribóia.
O segundo filho de Gato Grande é Araribóia.
O nome indígena Araribóia significa Cobra Feroz ou Cobra das Tempestades.
“Araib”, em Tupi, significa “Tempo Mau, Tempestade, Tormenta” e “Bói” significa “Cobra”.
Nasceu em 1524, na Ilha de Paranapuã, atual Ilha do Governador, no Rio de Janeiro.
Não é verdade que Araribóia tenha nascido no Espírito Santo.
Esteve no Espírito Santo, acompanhando seus pais e sua gente, de 1554 a 1564.
Aqui residiu na região de Santa Cruz e depois na Serra. Posteriormente em 1562, fundou a Aldeia de São João, em Carapina.
A historiadora Maria Stella de Novaes, na página 30, do livro “A História do Espírito Santo” informa que Araribóia nasceu na Ilha de Villegagnon .
Araribóia contudo não nasceu na Ilha de Villegagnon, que era chamada pelos Indígenas de Ilha de Serigipe. Nasceu na Ilha de Paranapuã, chamada pelos portugueses de Ilha do Gato.
O certo é Braz Lourenço e não Lourenço Braz e Maracajaguaçu e não Maracaiaguaçu.
Fonte: Borges, Clério José - Livro História da Serra - 3a Edição - 2009 - Editôra Canela Verde



Mapa da Serra e Estátua do Herói da Revolta dos Negros Escravos ocorrida no Distrito do Queimado em 1849, o Líder Chico Prego.
OBSERVAÇÃO:
Permitimos a livre reprodução do conteúdo e agradecemos a citação da fonte com a inclusão de nosso link, se possível.
Fonte de Pesquisa:
Borges, Clério José - Livro História da Serra, 1a. 2a. e 3a Edição - 1998, 2003 e 2009 - Editora Canela Verde - À Venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89
Borges, Clério José - Livro Dicionário Regional de Gírias e Jargões - 2010 - Editora Canela Verde - À Venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89

LIVRO HISTÓRIA DA SERRA
Melhor Livro em prosa de 1998
O Livro "História da Serra" é eleito o melhor de 98 no gênero prosa. (...) O autor do livro foi comunicado da colocação obtida por seu livro por uma carta enviada no dia 20 de Janeiro, pela Presidente da Sociedade de Cultura Latina do Brasil, entidade com sede nacional em Mogi das Cruzes, São Paulo, a também escritora, Maria Aparecida de Mello Calandra”. Notícia do Jornal "Tempo Novo", de 30 de janeiro de 1999.
“Mogi das Cruzes, 20 de Janeiro de 1999. Excelentíssimo Sr. Clério Borges de Sant'Anna.
Por meio desta vimos parabenizar Vossa Excelência pela expressiva votação popular conquistada na eleição de "Os Melhores de 1998”.
Aproveitamos o ensejo para informar Vossa Excelência que a obra intitulada "História da Serra" foi eleita como um dos melhores livros de 1998, publicado em prosa no Brasil.
A cerimônia oficial de premiação dar-se-á em abril de 1999. Sem mais, despedimo-nos. Professora Maria Aparecida de Mello Calandra, IWA, Presidente da Sociedade de Cultura Latina do Brasil, CGC: 01. 208. 554/0001 - 41 - Mogi das Cruzes - São Paulo”.
"Motivo de Orgulho para a Serra. O Escritor Clério José Borges de Sant'Anna, membro da Academia de Letras e Artes da Serra, presidente do Clube dos Trovadores Capixabas e colaborador da Câmara de Literatura do Conselho Estadual de Cultura - CEC, recebeu um Voto de Louvor de seus companheiros de Conselho, pela honrosa classificação em primeiro lugar, obtida pelo livro "História da Serra", de sua autoria. (...) O livro de Clério concorreu com centenas de outras publicações do gênero, e o reconhecimento como melhor obra veio da Sociedade de Cultura Latina do Brasil, em Janeiro último. O ofício do CEC comunicando o Voto de Louvor foi assinado pela presidente Maria Beatriz Abaurre”. Notícia publicada no Jornal "Tempo Novo", de 29 de maio de 1999, página 7, coluna "Gente e Negócios”.
"Premiado - O livro História da Serra, de autoria do presidente do Clube dos Trovadores Capixabas, Clério Borges, ganhou o primeiro lugar como o melhor livro de 1998, no gênero prosa. (...)" Jornal "A Gazeta", de Vitória, ES, coluna Victor Hugo, de 03 de fevereiro de 1999.
Telegrama: "A Academia de Letras e Artes da Serra parabeniza nobre acadêmico pela premiação melhor livro de 1998, gênero prosa, História da Serra, pela Sociedade de Cultura Latina do Brasil. A premiação faz jus pelo valor cultural do livro, bem como qualifica nobre confrade como grandioso e brilhante escritor. Sandra Regina Bezerra Gomes, Presidente da Academia de Letras e Artes da Serra”.
"Receba meus cumprimentos pelo lançamento do livro História da Serra e pelo sucesso. Parabéns. Adirson Vasconcelos - Escritor de Brasília, da Academia de Letras - Distrito Federal”.
"(...) O seu livro História da Serra, publicado recentemente, teve o destaque de O Melhor Livro em prosa do Ano, prêmio que lhe foi conferido pela Sociedade de Cultura Latina do Brasil. Ao ilustre polígrafo, os parabéns da coluna. Humberto Del Maestro - Coluna Literatura e Arte - Jornal Correio Popular - Cariacica, 12 a 18 de março de 1999”.
"Quero parabenizar em meu nome e em nome dos Conselheiros do Conselho Municipal de Cultura da Serra o Escritor Clério José Borges por sua excelente obra História da Serra, que pela importância que possui foi inclusive adotada nas Escolas Municipais da Serra do nosso Município pela ilustre Secretária Municipal de Educação, professora Márcia Lamas. Parabéns”. Aurélio Carlos Marques de Moura, presidente do Conselho Municipal de Cultura da Serra.


Foto da Placa Especial recebida por Clério José Borges, no dia 15 de Setembro de 2005, na Sessão Solene do Dia do Historiador da Serra, presidida pelo Vereador João de Deus Corrêa, o Tio João. A Placa diz: " Diploma de Honra ao Mérito. HISTORIADOR SERRANO. CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT ANNA. A Câmara Municipal da Serra, através do Vereador João de Deus Corrêa - Tio João, confere o
TÍTULO DE HONRA AO EMÉRITO HISTORIADOR SERRANO, ESCRITOR CLERIO JOSÉ BORGES DE SANT ANNA, por sua brilhante capacidade de Criação Literária, Emérito Trabalho de Pesquisador da História da Serra. Serra, Estado do Espírito Santo, 15 de Setembro de 2005. Assinado: João de Deus Corrêa - Tio João, Vereador Proponente e Adir Paiva, Presidente".
SESSÃO SOLENE DA CÂMARA HOMENAGEIA HISTORIADORES DA SERRA
15/09/2005 - Em solenidade realizada na Sala de Reuniões Flodoaldo Borges Miguel,
no Plenário da Câmara Municipal da Serra, os Escritores Clério José Borges de Sant Anna, João Luiz Castello Lopes Ribeiro e Galbo Benedicto do Nascimento
foram homenageados com uma PLACA ESPECIAL, DIPLOMA DE HONRA AO MÉRITO, HISTORIADOR SERRANO.
O Dia do Historiador foi uma Lei Municipal aprovada pela Câmara e sancionada pelo Prefeito da Serra, em 2005.
De Autoria do Vereador Joâo de Deus Corrêa, o Dia do Historiador Serrano foi aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal da Serra, sendo a primeira Lei aprovada pela Câmara e sancionada em 2005 pelo Prefeito Municipal, Dr. Audifax Barcellos.
A comemoração foi concretizada no dia 15 de Setembro de 2005, ocasião em que foram homenageados os três principais historiadores do Município da Serra, Clério José Borges; João Luiz Castello Lopes Ribeiro e Galbo Benedicto do Nascimento, os três membros fundadores da Academia de Letras e Artes da Serra, Serra, ES
Na foto Clério José Borges, Vereador Tio João e João Luiz Castello em solenidade na Câmara Municipal da Serra, ES, Brasil.

Livros de Clério José Borges de Sant Anna, à Venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89
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