SERRA - ESPÍRITO SANTO - BRASIL
Texto do Livro "HISTÓRIA DA SERRA", de Clério José Borges.
O livro que possui cerca de 240 páginas pode ser encontrado na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89
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RESUMO HISTÓRICO -
O Município da Serra, Estado do Espírito Santo possui uma localização estratégica, ficando num raio de apenas mil quilômetros dos principais centros comerciais e industriais do Brasil, como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Salvador, além de ficar no centro econômico e administrativo do Espírito Santo.
Estando na região metropolitana da Grande Vitória, fazendo limite com a capital do Estado, a Serra é o maior município em extensão territorial.
Sua sede administrativa, chamada de Serra Centro ou Serra Sede está 27 km ao Norte de Vitória. A distância é medida do Marco Zero da Serra, (entre a Igreja Nossa Senhora da Conceição, foto ao lado e, a Praça Pedro Feu Rosa) até o Marco Zero de Vitória, localizado na porta de entrada da Catedral, na Cidade Alta.
A Serra é cortada pela BR-101 Norte, que liga o Sul ao Nordeste do Brasil, com fácil acesso as cidades de Rio de Janeiro e Salvador.
Nos últimos quarenta anos, conheceu transformação radical, deixando de ser tipicamente rural, cidade provinciana e tradicionalista, passando a ser o principal pólo industrial do Espírito Santo e a segunda economia do Estado, sendo superado apenas por Vitória.
Segundo o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, órgão responsável pelo recenseamento da população brasileira, em 2010 a Serra possuía 409.324 habitantes, sendo o segundo maior Município por população do Estado, perdendo apenas para Vila Velha, com 414.420 habitantes e estando acima de Cariacica com 348.933 e Vitória, a Capital, com 325.453 habitantes. Já em 2012, segundo divulgação feita pela Prefeitura Municipal, a Serra era a quarta cidade que mais cresceu no Brasil.
A sede do município está ao norte da Montanha do Mestre Álvaro (grande maciço de origem vulcânica que marca significativamente a geografia do Município).
Com 124 bairros, o município da Serra abriga, segundo o CENSO de 2010, o percentual de 11% da população do Espírito Santo e 23% da população da Região Metropolitana da Grande Vitória.
Na Serra está instalado o Civit - Centro Industrial da Grande Vitória, a Arcelor Mittal Tubarão (antiga CST - Companhia Siderúrgica de Tubarão) e parte da CVRD - Companhia Vale do Rio Doce que exporta minério de ferro para o Exterior.
A Serra possui um rico folclore, com aproximadamente 20 Bandas de Congo (Mirim e de Adultos), filiadas a Associação de Bandas de Congo da Serra e que estão presentes em todos os momentos do Ciclo Folclórico-Religioso da Festa de São Benedito: na Cortada, Puxada, Fincada e Derrubada do Mastro.
As referida Bandas se apresentam em festas de santos, principalmente em homenagem a São Pedro, São Sebastião e São Benedito, notadamente nas puxadas de mastro ou em outras ocasiões festivas.
As Bandas são formadas por um número variável de homens e mulheres que tocam, cantam e dançam em homenagem ao santo, orago (padroeiro) da igreja da localidade. Os componentes se apresentam devidamente uniformizados,
os homens com calça comprida e camisa e as mulheres com saia rodada e blusa, e ostentam estandartes que identificam o grupo e o santo de sua devoção. A banda conta com vários instrumentos musicais: tambores, caixa, cuíca, chocalhos, ferrinho, pandeiros, apitos, mas dentre estes merece destaque a casaca da cabeça esculpida, que mereceu desenho do Imperador Dom Pedro II, quando ele esteve na Serra e no Espírito Santo, em 1860.
No Patrimônio Histórico e Cultural da Serra, além do folclore típico e da Igreja e Residência de Reis Magos, podemos encontrar a Capela de São João Batista, (foto), que integra o Parque Arqueológico de Carapina. A Capela primitiva foi construída em 1562, na Aldeia Indígena de São João Batista do Chefe Indígena Araribóia, filho de Maracajaguaçu. Posteriormente foi construída uma Igreja de Alvenaria com pedras de Coral e argamassa feita com óleo de baleia, em 1584 que foi tombada pelo Conselho Estadual de Cultura em 1984.
Outro sítio histórico e cultural da Serra é o de Queimado, que foi o palco de uma insurreição de escravos liderada pelos heróis Chico Prego, João da Viúva e Elisiário, em 19 de março 1849. Composto pelas Ruínas da Igreja de São José e pelos resquícios arqueológicos do povoado, foi tombado pelo Conselho Estadual de Cultura em 1993.
No Centro da Serra, construída em 1769, temos a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição. Nos seus jardins é fincado o Mastro, símbolo máximo da festa do Ciclo Folclórico e Religioso de São Benedito, realizada no dia 26 de dezembro.
Bem próximo temos a Estátua do líder negro Chico Prego, o Museu-residência Histórico da Serra e o espaço multicultural Casa do Congo Mestre Antônio Rosa, que expõem objetos relacionados à história e à identidade local. O Congo da Serra, no ano de 2003, por intermédio da Associação de Bandas de Congo da Serra (ABC), sob a
presidência de Terezinha Pimentel recebeu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Comenda da Ordem do Mérito Cultural, honraria máxima da cultura nacional.
A Serra possui duas Escolas de Samba que se apresentam no Carnaval da Capital Capixaba em Vitória, Tradição Serrana e Rosas de Ouro e, mais de 15 Blocos Carnavalescos que são filiados a Liga de Blocos Carnavalescos da Serra. O Banho de mar a fantasia de Manguinhos (foto) já é uma tradição no Carnaval Serrano. A Serra possui uma Academia de Letras, a ALEAS - Academia de Letras e Artes da Serra, com 40 Acadêmicos Imortais e a sede do Clube dos Poetas Trovadores Capixabas, CTC fica localizada no bairro Eurico Salles, Distrito de Carapina, no Município da Serra.
A Serra teve seu processo de colonização iniciado com a fundação da Aldeia de Nossa Senhora da Conceição
onde, em 1556, sob a orientação do padre Jesuíta Braz Lourenço, foram alojados os índios da Tribo dos Temiminós, de Maracajaguaçu, vindos da baía de Guanabara, Ilha de Paranapuã, atual Ilha do Governador, no Rio de Janeiro.
"Fica agora o padre Braz Lourenço com uma nova ocupação (...) chegou aqui um Principal, que chamam Maracajaguaçu, que quer dizer Gato Grande (...) mas o padre Braz Lourenço se ocupara com eles, e espero no Senhor Deus que se farão Cristãos e que daí ajuntaremos alguns mínimos e que serão mais fiéis do que eles costumam ser." - Padre Luiz Da Grã, em carta de 24 de abril de 1555, publicada no Livro "História da Companhia de Jesus no Brasil", de Serafim Leite.
A colonização do Espírito Santo se iniciou no dia 23 de maio de 1535, com o Donatário Vasco Fernandes Coutinho e mais 60 companheiros.
Logo o território da Serra foi explorado pelos primeiros colonos, que estavam em busca do ouro.
"Pelos fins de junho de 1535, alguns povoadores dos mais destemidos, por terra, foram abrindo picadas, sertão a dentro, em direção ao Mestre Álvaro, em busca de ouro e pedras preciosas, chegando até aos arredores do lugar onde está hoje a cidade da Serra."
Antes da colonização, a Serra era habitada pelos Índios Tupiniquins que viviam no litoral. Posteriormente vieram do Rio de Janeiro os Índios Temiminós, ocasião em que o padre jesuíta, Braz Lourenço (o nome correto é Braz Lourenço e não Lourenço Braz) e o Chefe Indígena, Maracajaguaçu (Gato Grande), em 1556
fundam nas proximidades do Mestre Álvaro, a Aldeia de Nossa Senhora da Conceição, estabelecendo as bases de
colonização de uma região que posteriormente seria a cidade da Serra.
Inicialmente a população da Aldeia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição era composta de Índios e situava-se entre o Morro
e o rio Santa
Maria da Vitória, numa várzea localizada no sopé da Montanha. Posteriormente a Aldeia é transferida para o outro lado do Morro, no local atual, numa
colina, devido a uma Epidemia de Varíola, altamente contagiosa, que atacou a
região em princípios de 1564. No imaginário do povo, a Montanha serviria de barreira para evitar a propagação da referida doença.
Em princípios de 1564, surge na Capitania do Espírito Santo a doença das bexigas (varíola), começando, segundo os historiadores na aldeia de Nossa Senhora da Conceição, onde eram responsáveis Diogo Jácome e Pedro Gonçalves. "Era tão geral a doença que em todas as casas havia enfermos.
Tais casas mais pareciam hospitais. Havia dias em que se enterravam três a quatro mortos." - Carta do padre Pedro da Costa de 1564. A mudança de sítio (local) ocorre em Junho de 1564, oito anos após a fundação da Aldeia de Maracajaguaçu, nas proximidades do rio Santa Maria da Vitória.
O local foi previamente escolhido pelos padres Diogo Jácome e Pedro Gonçalves com acompanhamento dos Índios e Portugueses que imaginavam que a montanha pudesse impedir a propagação da doença, o que realmente aconteceu já que não existem registros de que a doença tenha se alastrado no novo local, numa colina, onde hoje está situada a sede do Município da Serra.
Os padres adotaram a mesma postura de outros Jesuítas ao fundarem os núcleos de catequese e povoados, escolhendo uma região alta, uma colina, onde controem uma capela em local central, amplo e descampado. Próximo foi construída a Aldeia Indígena de Maracajaguaçu e ao redor da Igreja forma-se o povoado. Pedro Gonçalves e Diogo Jácome que se empenharam no atendimento aos doentes
acabaram contraindo a doença e faleceram. Pedro em novembro de 1564 e Diogo no dia 10 Abril de 1565, conforme informações em Carta da época do padre cronista Simão de Vasconcellos. Diogo Jácome e Pedro Vasconcellos são considerados os primeiros mártires da Serra.
Com o tempo, nas proximidades da Aldeia Indígena vai se formando um Povoado, com a participação dos colonizadores portugueses que vão estabelecendo suas residências e seus engenhos. Anos depois chegam os Negros Escravos para o trabalho braçal. Da miscigenação de Portugueses,
Índios e Negros surge o POVO SERRANO, que dos portugueses herdou a religiosidade, dos negros um rico folclore e um grandioso gosto pelas festas e dos Índios, a paixão pela liberdade.
FUNDAÇÃO:
Dia 08 de Dezembro de 1556. Os padres Jesuítas eram devotos e divulgadores da Imaculada Conceição de Maria. Assim sabe-se com exatidão que a data de fundação da Serra foi mesmo no dia 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição de Maria, mãe de Jesus.
A data foi escolhida pelo padre Jesuíta Braz Lourenço para celebrar a primeira Missa na Aldeia Indígena dos Temiminós de Gato Grande.
FUNDADORES:
1 - Maracajaguaçu, (Gato Bravo Grande, podendo-se abreviar para Gato Grande - MARACAJÁ, Gato / GUAÇU, Grande), Chefe da Tribo dos Índios Temiminós.
Nasceu no Rio de Janeiro, em 1501, na Ilha de Paranapuã, (palavra em Tupi que significa "Seio do mar"), também chamada pelos Indígenas de Ilha de Paranapecu e pelos Franceses e Portugueses de Ilha do Gato,
sendo atualmente conhecida como Ilha do Governador, na baía de Guanabara.
Após sofrer algumas derrotas, nas guerras com os seus inimigos, os ìndios Tamoios que viviam no Continente, Maracajaguaçu resolve pedir asilo (ajuda) na Capitania do Espírito Santo, recebendo total apoio do Donatário
Vasco Fernandes Coutinho, que de imediato mandou quatro lanchões (tipo de navio) para trazerem toda a Tribo Indígena e
seus pertences para as terras do Espírito Santo, onde o padre Braz Lourenço ficou encarregado de cuidar deles, fato ocorrido em 1554, conforme relato
escrito do Padre Jesuíta Luiz Da Grã. Os ìndios em número aproximado de 2000 ficam inicialmente em Vitória partindo, em seguida, em 1555, para a região da atual Santa Cruz e depois,
em 1556, retornam para perto de Vitória, onde constroem uma Aldeia na atual região da Serra.
Junto com Maracajaguaçu estão seus filhos, Araribóia e Manemoaçu.
Maracajaguaçu é uma palavra na língua Tupi que significa, Gato Bravo Grande, podendo-se abreviar para Gato Grande. Maracajá: Gato Bravo e Guaçu: Grande.
2 - Padre Jesuíta Braz Lourenço. Nasceu no ano de 1525, em Melo, diocese de Coimbra, em Portugal.
Chegou ao Brasil em 1553. Foi Provincial, Chefe dos Padres no Espírito Santo, por duas vezes: De 1553 a 1564 e depois em 1582. Nos dois períodos Braz Lourenço administrou os Jesuítas, bem como criou e fundou núcleos de catequese em várias
Aldeias Indígenas. No primeiro período de sua administração, continuou a obra de construção do Colégio dos Jesuítas em Vitória. O Colégio havia sido iniciado pelo seu antecessor Afonso Braz. Foi também o construtor da primeira residência dos Jesuítas na vila de Vitória, pois o padre Afonso Braz deixara apenas “um pequeno seminário coberto de palhas”.
O nome certo é BRAZ LOURENÇO, conforme a fonte primária, o livro "História da Companhia de Jesus no Brasil", de Serafim Leite. (Fotos acima).
Braz Lourenço residia oficialmente em Vitória, pois era Provincial, (chefe dos padres), mas em seu trabalho de evangelização fundava e visitava várias Aldeias Indígenas. Foi encarregado pelo Donatário Vasco Fernandes Coutinho de abrigar os Temiminós de Maracajaguaçu, inicialmente alojando-os na região de Santa Cruz em 1554 e depois trazendo-os para mais perto de Vitória em 1556, entre a Montanha do Mestre Álvaro e o Rio Santa Maria da Vitória.
A Aldeia Indígena foi construída inicialmente no sopé da Montanha, numa região de Várzea, onde foi feita uma pequena capela coberta com folhas secas (palhas) de Palmeiras. Sopé é a parte inferior ou base de rocha, encosta ou montanha. Várzea é uma planície, terreno plano em vale extenso e cultivado. Uma Missa Campal no interior da Aldeia Indígena, a Aldeia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, também conhecida como Aldeia do Gato e Aldeia de Conceição da Serra, marcou a fundação do núcleo inicial que daria origem posteriormente ao povoado de Conceição da Serra, depois Serra.
É bom lembrar que os Temiminós estavam chegando de mudança. Haviam saído da distante região de Santa Cruz, onde haviam sido alojados inicialmente e retornavam para mais perto de Vitória para auxiliarem o Donatário Português Vasco Coutinho, na defesa da Capitania contra ataque de Índios inimigos e dos terríveis Piratas e Corsários (Franceses, Ingleses e Holandeses), que sempre apareciam na baía de Vitória.
Em 26 de fevereiro de 1557 algumas caravelas francesas aportaram ao norte da baía de Vitória, fazendo escambo com os nativos e disparando alguns tiros para terra, sem, no entanto, maiores conseqüências.
No ano seguinte o chefe indígena Maracajaguaçu (Gato Grande) e os Temiminós aprisionaram, no rio Itapemirim, 20 franceses e os trouxeram para Vitória.
Em 1561 Caravelas francesas atacaram Vitória, mas foram derrotadas pelo capitão-mor Belchior de Azeredo, com apoio do padre Braz Lourenço, dos ìndios Temiminós e da população local.
MUNICÍPIO:
Criado em 02 de Abril de 1833, com território desmembrado do Município de Vitória.
Uma data importante. A emancipação, a liberdade. A Serra deixa de ser do Município de Vitória e passa a ter uma vida administrativa própria. O Município tinha apenas o Distrito Sede e foi instalado oficialmente, em 19 de agosto daquele ano, quando era Presidente da Província do Espírito Santo, o Sr. Manoel José Pires da Silva Pontes. A instalação só foi possível, após a cessão de um espaço na casa do vereador eleito, José Simoens da Silva, pois não havia naquela ocasião um prédio que pudesse abrigar a Sede do Governo Municipal da Serra. Assim, aquele vereador permitiu usar sua residência como Paço Municipal (Casa do Governo Municipal).
DATAS DA CRIAÇÃO DO MUNICÍPIO DA SERRA:
02 de Abril de 1833 - Criada a Lei. Serra passa a ser Município independente.
19 de Agosto de 1833 - O Município da Serra é instalado solenemente, com a posse dos primeiros Vereadores eleitos. Toma posse como primeiro Administrador da Serra, o Presidente da Câmara de Vereadores, Luiz da Rosa Loureiro. A Câmara de Vereadores tinha naquela época funções executivas e os vereadores formavam um Conselho de Administração. O presidente da Câmara era o presidente do Govemo Municipal. Não existia, no Brasil daquela época, o cargo de Prefeito de um Município.
POPULAÇÃO:
A população da Serra tem crescido vertiginosamente, devido a construção de vários Conjuntos Habitacionais, a partir da década de 80, quando o Município passou a oferecer uma opção de residência para os que trabalham na área da Grande Vitória e na Companhia Siderúrgica de Tubarão. Além disto várias pessoas tiveram acesso à aquisição de uma casa própria através de financiamentos acessíveis e bem populares.
A população da Serra aumenta em mais de 200 por cento de 1980 a 1996.
O censo realizado pelo IBGE em 1991 aponta a Serra com 221.513 habitantes. Em 1993 a Serra possuía uma população de 240.376 habitantes. Em 1995 a população era de 280.500 habitantes. Com a inauguração do Conjunto residencial “Cidade Continental” na região de Novo Horizonte e Carapebus, a população aumenta e em 2000, o Censo registra 330.874 habitantes.
Para se avaliar o crescimento da população da Serra ao longo dos anos, eis os dados históricos existentes:
1562:
1.000 habitantes - A população da Serra em 1562, conforme Carta de Braz Lourenço, informando que na região existiam “mil almas”.
1860:
2.000 habitantes - A população da Serra em 1860 refere-se à sede do Município e consta dos documentos da visita de Dom Pedro II.
1940:
6.415 habitantes
1950:
9.245 habitantes
1960:
9.192 habitantes
1970:
17.286 habitantes
1980:
82.450 habitantes
1990:
142.633 habitantes - De acordo com o IBGE em 1990 a Serra possuía 142.633 habitantes, sendo a maioria, 71.340 homens, com uma pequena margem de diferença para as 67.376 mulheres na área urbana. Na zona rural havia 2.088 homens e 1.838 mulheres.
1991:
221.513 habitantes - População do Brasil, pelo Censo de 1991: 146.825.475 habitantes, sendo 72.485.122 homens e 74.340.353 mulheres.
População do Espírito Santo, pelo Censo de 1991: 2.600.618 habitantes, sendo 1.297.557 homens e 1.303.061 mulheres. Em 1991, existiam na Serra 110.697 mulheres na área Urbana e 685 mulheres na área rural da Serra.
Já os homens em 1991 eram: 109.272 na área urbana e 856 na área rural.
1993:
240.376 habitantes - População estimada em 1993, segundo fonte do Departamento Estadual de Estatística e publicado no Mapa do Espírito Santo, do Jornal “A Gazeta” de 20 de abril de 1994.
1994:
251.828 habitantes - População estimada, publicada em diversas reportagens dos Jornais “A Gazeta” e “A Tribuna” de Vitória-ES, no período de 1995 a 2003.
1995:
280.500 habitantes - População estimada, publicada em diversas reportagens dos Jornais “A Gazeta” e “A Tribuna” de Vitória-ES, no período de 1995 a 2003. Em 1996 a população do Espírito Santo era de 2,802 milhões.
1998:
290.000 habitantes - População estimada, publicada em diversas reportagens dos Jornais “A Gazeta” e “A Tribuna” de Vitória-ES, no período de 1995 a 2003.
2000:
330.874 habitantes - Os dados são de 01 de agosto de 2000, data de referência do Censo Demográfico 2000 do IBGE. Incluem-se os bairros Hélio Ferraz, Conjunto Carapina I e Bairro de Fátima, os quais o IBGE, conforme Lei Estadual, considera como sendo pertencentes ao município de Vitória. Assim, os totais divulgados pelo IBGE se referindo ao município de Serra tem uma diferença de 9.693 pessoas, sendo 4.593 homens e 5.100 mulheres a menos, ou seja, os totais de Serra segundo o IBGE são 321.181 habitantes, sendo 158.458 homens e 162.723 mulheres. Ressalta-se que os dados destes bairros são preliminares, mas eles não alteram a população rural.
Pelo Censo de 2000 a população do Estado do Espírito Santo é de 3.093.171 habitantes, sendo 1.560.824 mulheres e 1.532.347 homens, havendo um excedente de 28.477 mulheres em relação ao número total de homens. No Brasil a população total em 2000 era de 169.544.443 habitantes.
2000:
321.181 habitantes - População da Serra sem os bairros de Fátima, Carapina I e Hélio Ferraz. Os totais de Serra segundo o IBGE são: 321.181 habitantes, sendo 158.458 homens e 162.723 mulheres e 85.812 domicílios.
2003:
350.160 habitantes - População estimada em 2003.
2010 (fonte IBGE):
409.324 habitantes. De acordo com a censo populacional do IBGE de 2010, a Serra tem 409.324 habitantes, ocupando o posto de segundo município mais populoso do Estado. Mas, na verdade, seria a maior do estado com 421.677 moradores, se considerarmos os bairros que não são contabilizados para o Município da Serra, pois o IBGE exclui como população da Serra, os habitantes dos bairros de Nossa Senhora de Fátima (Bairro de Fátima). Não é Rosário de Fátima que é outro bairro e fica ao lado de Manoel Plazza. Exclui ainda o bairro Conjunto Carapina I e Hélio Ferraz, considerados como pertencentes à cidade de Vitória.
Isto está de acordo com a atual divisão territorial entre os municípios, em vigor pela Lei 1.919 de 3 de janeiro de 1964. Além destes, parte dos bairros Eurico Salles, Jardim Carapina e Carapebus fazem parte da capital de acordo com esta lei. O Censo Demográfico de 2010, que contém os resultados definitivos do XII Recenseamento Geral do Brasil, informa que o Brasil possui 190.755.799 habitantes. Segundo o Censo Demográfico 2010, há no Brasil uma relação de 96,0 homens para cada 100 mulheres, como resultado de um excedente de 3.941.819 mulheres em relação ao número total de homens. Com este resultado, acentuou-se a tendência histórica de predominância feminina na população do Brasil, já que em 2000 o indicador era de 96,9 homens para cada 100 mulheres.
2012:
Previsão: 500.000 habitantes
ÁREA:
Unidade territorial (Km²): 553 km 526m
DENSIDADE DEMOGRÁFICA (hab/Km²):
Conforme Censo de 2010: 739,38
GENTÍLICO:
Serrano. Quem nasce em Vitória é Vitoriense ou Capixaba, denominação que se estendeu para todo o nascido no Espírito Santo.
Quem nasce em Vila Velha é Canela Verde ou Vilavelhense.
Quem nasce na Serra portanto é SERRANO.
LIMITES:
A Serra faz parte da Região Metropolitana da Grande Vitória, que é composta dos Municípios de Serra, Vitória, Cariacica, Vila Velha, Viana, Fundão e Guarapari.
Quando o Município da Serra foi criado no dia 2 de abril de 1833, se estendia até a ponte da Passagem, em Vitória, mas com a construção na década de 60 do século passado, do Aeroporto Eurico de Aguiar Salles e do Porto de Tubarão e a construção das empresas, Companhia Siderúrgica de Tubarão e Companhia Vale do Rio Doce, esses limites foram mudados, pela Lei Estadual N.º 1919, de 31 de dezembro de 1963 e boa parte da área passou para o Município de Vitória.
Os atuais limites do Município da Serra foram então estabelecidos pela Lei Estadual N.º 1919, de 31 de dezembro de 1963.
A Serra limita-se:
Ao Norte com o Município de Fundão.
A divisa com o Município de Fundão começa na foz do braço Norte no rio Timbuí; desce por este até a sua foz no rio Reis Magos; desce por este até a sua foz no Oceano Atlântico.
Ao Sul com os Municípios de Vitória e Cariacica.
A divisa com o Município de Vitória começa no Oceano Atlântico, na ponta de Carapebus; segue por um paralelo até encontrar a baía de Vitória; segue por esta até a foz do rio Santa Maria da Vitória, na divisa com o Município de Cariacica.
Observar a área pontilhada no Mapa ao lado.
A divisa com o Município de Cariacica começa no ponto em que termina o limite com o Município de Vitória; sobe pelo rio Santa Maria da Vitória até a foz do córrego Tauá, na divisa com o Município de Santa Leopoldina.
Ao Leste com o Oceano Atlântico.
A Oeste, com o Município de Santa Leopoldina.
A divisa com o Município de Santa Leopoldina começa onde termina a divisa com o Município de Cariacica; sobe pelo rio Santa Maria até a foz do rio Mangaraí; segue por uma linha reta até o Morro Itapocu; segue por uma linha reta até a foz do braço Norte do rio Timbuí, na divisa com o Município de Fundão.
DISTRITOS:
Quando o Município foi criado em 1833, desmembrado do Município de Vitória havia apenas um Distrito, o Distrito da Serra Sede.
Pela lei provincial nº 06 de 06-11-1875, a vila de Serra, foi elevada à categoria de cidade.
Em divisão administrativa referente ano ano de 1911, o município é constituído de distrito sede.
Pela lei estadual nº 1304, de 30-12-1921, é criado o distrito de Itapocu e anexado ao município de Serra.
Em divisão administrativa referente ano de 1933, o município é constituído de 2 distritos: Serra e Itapocu.
Pelo decreto-lei estadual nº 9941, de 11-11-1938, o município de Serra, adquiriu o distrito de Nova Almeida, do município de Fundão.
Pelo decreto-lei estadual nº 15177, de 31-12-1943, o município de Serra, adquiriu os distritos de Carapina e Queimado, do município de Vitória. Sob o mesmo decreto acima citado o distrito de Itapocu passou a denominar-se Calogi.
Em divisão territorial datada de 01-07-1960, o município é constituído de 5 distritos: Serra, Calogi ex-Itapocu, Carapina, Nova Almeida e Queimado.
Em 1989 a Prefeitura Municipal da Serra elaborou um folheto de divulgação do Município, com texto creditado ao Professor de Geografia Nourival Cardoso Júnior. Na época da elaboração do referido folheto pela Prefeitura, foi divulgado que politicamente o
Município estava dividido em 8 distritos: Serra-sede; Carapina; Nova Almeida; Jacaraípe; Laranjeiras; José de Anchieta; Calogi e Queimado.
Os atuais Distritos da Serra estão definidos na Carta Magna do Município, a Lei Orgânica elaborada pelos vereadores e aprovada em 5 de abril de 1990 e que foi ratificada pelos Vereadores em 2005.
Atualmente o território do Município da Serra está dividido, para fins administrativos, em cinco distritos:
Sede Municipal.
Possui características sócio-culturais de cidade de colonização portuguesa com fortes tradições.
Calogi.
Distrito agropecuário.
Carapina.
De grande concentração Industrial. Comércio bem desenvolvido, Parque de Exposição “Floriano Varejão” e população de trabalhadores operários em sua maioria.
Nova Almeida.
É onde está a melhor infra-estrutura turística, com belas praias e bairros operários.
Queimado.
Distrito com 98 por cento de sua população vivendo da agropecuária.
Quem visita o distrito de Queimado de hoje não imagina como era o pouco mais de povoado há 150 anos atrás. Várias casas estavam construídas na colina próxima a Igreja de São José. Havia uma povoação com expressiva população, que usava basicamente o Porto, às margens do rio Santa Maria da Vitória, como caminho natural de deslocamento entre a sede administrativa do Espírito Santo, Vitória e a Serra e mesmo todo o norte do Espírito Santo. Com a implantação da ferrovia Vitória a Minas e construção da Rodovia o povoado sofre grande decadência e hoje não há povoado e nem três ou quatro casas juntas que justifiquem ser considerado um Distrito. As poucas casas da região estão esparsas em propriedades da região. A denominação de Distrito talvez seja apenas uma homenagem prestada pelos políticos Serranos a um local histórico, palco de uma Insurreição escrava em 1849.
As divisas entre os distritos do Município da Serra são as seguintes:
a) Entre os Distritos de Serra-sede e Calogi:
Começa na foz do rio Calogi no rio Timbuí; sobe pelo rio Calogi até a foz do seu primeiro afluente da margem direita; sobe por esse afluente até a sua cabeceira; segue por uma linha reta até o Morro Mestre Álvaro.
b) Entre os Distritos de Serra e Nova Almeida:
Começa no rio Jacaraípe, barra do rio Cacu; sobe pelo rio Jacaraípe até o desaguadouro da Lagoa Capuba; segue pelo divisor de água entre os rios Jacaraípe e Putiri, até encontrar a estrada de rodagem da Serra a Nova Almeida; segue por um meridiano até encontrar o rio Reis Magos.
c) Entre os Distritos de Serra e Carapina:
Começa no rio Jacaraípe, na barra do rio Cacu; sobe por este até a sua cabeceira; segue em linha reta até o Morro Mestre Álvaro.
d) Entre os Distritos de Nova Almeida e Carapina:
Começa no Oceano Atlântico na foz do Rio Jacaraípe; sobe por este até a foz do rio Cacu.
e) Entre os Distritos de Carapina e Queimado:
Começa na foz do rio Tangui no rio Santa Maria; sobe pelo rio Tangui até encontrar a linha reta que passa pelos Morros Mestre Álvaro e Morerão.
f) Entre os Distritos de Calogi e Queimado:
Começa no Morro Itapocu; segue em linha reta até o Morro do Céu; segue em linha reta até o Morro Camará-Açu; segue em linha reta até o Morro do Morerão; segue pela linha reta que vai do Morro Morerão ao Mestre Álvaro até encontrar o rio Tangui.
g) Entre os Distritos de Carapina e Calogi:
Começa no Mestre Álvaro e segue pela linha que vai desse Morro Morerão até encontrar o rio Tangui.
NOME:
O topônimo (origem do nome) está relacionado à origem da cidade, localizada ao pé da SERRA ou do Monte (Montanha) do Mestre Álvaro.
Ao longo dos anos a Serra recebeu as seguintes denominações:
1556/1564: ALDEIA DA CONCEIÇÃO DA SERRA -
A sede é denominada de Aldeia de Nossa Senhora da Conceição. Aldeia do Gato, referindo-se ao Cacique Chefe dos Temiminós, Gato Grande. Em 1556 a Aldeia estava localizada entre o Morro e o rio Santa Maria da Vitória. Em 1564 houve uma mudança de local por causa da doença contagiosa, a Varíola e a Aldeia é mudada para o outro lado da Montanha do Mestre Álvaro, no local atual onde está o Centro da Cidade da Serra.
1724: FREGUESIA DA SERRA -
Pela Carta Régia de 24 de março de 1724, o Povoado é elevado à categoria de Freguesia, porém, como a Igreja não havia sido concluída, a Freguesia não pode ser instalada. Uma nova Carta Régia foi elaborada em 24 de maio de 1752 elevando a Serra à categoria de Distrito e Paróquia. A Freguesia só foi instalada em 1769, depois de construída a igreja nova, Matriz.
1822: VILA DA SERRA -
A sede da Freguesia, que na época ainda PERTENCIA A VITÓRIA, passa a ser denominada oficialmente de Vila da Serra.
1833: MUNICÍPIO DA SERRA -
No dia 02 de Abril de 1833, é criado o Município da Serra, desmembrado de Vitória, com um Distrito sede denominado Vila da Serra. A Serra finalmente liberta-se. É a sua emancipação política e administrativa. Serra é Município mas só possui um Distrito sede que é o Centro da Serra. A instalação ocorre no dia 18 de Agosto de 1833. A Freguesia de São José de Queimado, (Vila do Queimado), criada pela Lei Provincial N.º 9, de 27 de Agosto de 1846, foi anexada ao Município de Vitória. Queimado não pertencia a Serra e sim, a Vitória. Queimado só passa a pertencer a Serra através do Decreto Lei Estadual N.º 15.177, de 31 de Dezembro de 1943, quando são anexados ao Município da Serra os Distritos de Carapina
e Queimado.
1875: CIDADE DA SERRA -
Pela Lei Provincial N.º 6, de 06 de Novembro de 1875, a sede do Município, que era denominada de Vila da Serra passa a ser denominada de Cidade da Serra,
sendo o Município, que havia sido criado no ano de 1833, constituído apenas de um Distrito, o Distrito da sede, que era a Vila da Serra e, na época, em 1875 passa a ser denominado de Cidade da Serra.
Não é Lei N.º 6, de dezembro de 1875 e sim é Lei Número 6, do dia 6 de Novembro de 1875.
A Lei que transforma a sede de Vila em Cidade da Serra é de autoria do Deputado Provincial do Espírito Santo, Major Joaquim Pereira Franco Pissarra e foi aprovada pela Assembléia Legislativa Provincial.
A instalação solene com festas, organizada pelo próprio Deputado Major Pissarra e políticos locais ocorre no dia do aniversário de Dom Pedro II, a 2 de dezembro do mesmo ano de 1875.
Abaixo na íntegra a transcrição da referida Lei.
LEI N.º 6, DE 06 (SEIS) DE NOVEMBRO
“Domingos Monteiro Peixoto, Bacharel formado em Sciencias Jurídicas e Sociaes pela Faculdade do Recife, Juiz de Direito, Oficial Imperial Ordem da Rosa, Cavalleiro da de Christo (sic) e Presidente da Província do Espírito Santo, etc, etc.
Faço saber a todos os seus habitantes que a Assembléia Legislativa Provincial decretou e eu sancionei a Lei seguinte:
Artigo 1º - É elevada a cathegoria (sic) de Cidade a Villa (sic) de Nossa Senhora da Conceição da Serra.
Artigo 2º - A Villa (sic) de Nova Almeida fica desannexada
(sic) da Comarca e Termo de Santa Cruz, e encorporada ao termo e comarca da Serra.
Parágrafo 1º - As divisas desta Comarca serão pelos atuaes (sic) limites de Nova Almeida e de Santa Cruz.
Parágrafo 2º - As da Comarca da Conceição da Serra e das frequezias (sic) do Queimado e de Carapina serão pelos limites da Comarca de Vitória.
Artigo 2º - Revogão-se (sic) as disposições em contrário.
Mando, portanto, a todas as authoridades (sic), a quem o conhecimento a execução da referida lei pertencer, que a cumprão (sic) e fação (sic) cumprir tão inteiramente como nella (sic) se contém. O Secretário do Governo d’esta (sic) Província a faça imprimir, publicar e correr.
Dada no Palácio do Governo da Província do Espírito Santo, aos seis dias do mês ( sic ) de Novembro de mil oitocentos setenta e cinco, qüinquagésimo quarto da Independência e do Império.
L. S. Domingos Monteiro Peixoto.
Carta de Lei pela qual Vossa Excellencia (sic) manda executar o Decreto d’Assembléia (sic) Legislativa Provincial, que houve por bem sanccionar (sic), elevando à Cathegoria (sic) de Cidade a Villa (sic) de Nossa Senhora da Conceição da Serra, bem como desannexando (sic) da Comarca e Termo de Santa Cruz a Villa (sic) de Nova Almeida, como acima se declara.
Para Vossa Exª vêr (sic).
O 2º Official (sic):Sebastião Pinto Homem, a fêz (sic).
Sellada (sic) e publicada n’esta (sic) Secretaria da Presidência da Província do Espírito Santo, em seis de novembro de 1875.
No impedimento do Secretário. - O Official (sic) - Maior, Manoel Corrêa de Lírio”. (Livro de Leis Estaduais / Arquivo Público do Estado do Espírito Santo).
A transcrição da Lei foi feita com a grafia da época, assim por exemplo Categoria está com “th” e as palavras cumpram e façam estão no texto da lei, “cumprão” e “fação”. No texto a palavra Revogam-se está escrito “revogão-se”.
A expressão “sic” entre parêntesis, significa que a palavra está escrita como no documento original.
Na lei, o N.º 2 é colocado de forma repetida. Assim constam dois artigos com o número dois.
SERRA
Poesia de Clério José Borges
Serra, Município onde a natureza,
Em formas infinitas todo dia,
Mostra encanto em inebriante beleza,
Formando terra de intensa magia.
Nesta terra a sua melhor riqueza
É seu povo trabalhador, que cria
Esperança de uma grande certeza
De que aqui só haverá Paz e Alegria.
Serra do Mestre Álvaro tão imponente,
Do seu povo amigo, nobre e valente,
Agora se expande em tecnologia.
Serra, dos Congos de São Benedito,
Do Queimado, de um povo nobre, bonito,
A quem presto homenagem em poesia.
SERRA SEDE
O bairro mais antigo do Município
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A Serra Centro é o bairro mais antigo do Município. O topônimo (origem do nome) está relacionado à origem da cidade, localizada ao pé da SERRA ou do Monte Mestre Álvaro. Ao longo dos anos a Serra recebeu as seguintes denominações:
1556/1564: A sede é denominada de Aldeia de Nossa Senhora da Conceição. Aldeia do Gato, referindo-se ao Cacique Chefe dos Temiminós, Gato Grande. Em 1556 a Aldeia estava localizada entre o Morro e o rio Santa Maria da Vitória. Em 1564 houve uma mudança de local por causa da doença contagiosa, a Varíola e a Aldeia é mudada para o outro lado da Montanha do Mestre Álvaro, no local atual onde está o Centro da Cidade da Serra.
1769: A sede é denominada de Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Serra. 1822: A sede passa a ser Vila da Serra. 1833: Município da Serra, com um Distrito sede denominado Vila da Serra. 1875: A sede do Município denominada de Vila da Serra passa a ser chamada de Cidade da Serra, sendo o Município, que havia sido criado em 1833, constituído apenas de um Distrito, o Distrito da Sede.
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O Centro da Serra possui 151 quilômetros quadrados. Está a 12 quilômetros da costa, situada entre as coordenadas 20º 07’ 46” de latitude sul e 40º 18’ 29” de longitude oeste, coletadas a 305 metros da Igreja Nossa Senhora da Conceição. O acesso é pela BR 101 e a distância da sede até o centro de Vitória é de 27 quilômetros. A distância é medida do Marco Zero da Serra, (entre a Igreja Nossa Senhora da Conceição e a Praça Pedro Feu Rosa) até o Marco Zero de Vitória, localizado na porta de entrada da Catedral, na Cidade Alta. Possui características sócio-culturais de cidade de colonização portuguesa. O local atual, numa colina, foi fundado em 1562, ano em que ocorreu um surto de varíola no local fundado em 1556, por Maracajaguaçu e Braz Lourenço, próximo ao Rio Santa Maria
A sede do Município está a 46 metros de altitude do nível do mar. É composta por outros cinco bairros:
São Judas Tadeu; São Lourenço; São Marcos; Santo Antônio e Caçaroca. Na sede, onde estão instalados a Prefeitura, o Fórum e a Igreja Matriz.
Clima: Tropical com estação seca (Classificação climática de Köppen-Geiger: Aw)
Distâncias da Serra Sede:
São Paulo 757 km -
Rio de Janeiro 431 km -
Salvador 820 km -
Brasília 941 km -
Fortaleza 1837 km -
Belo Horizonte 383 km mais próxima -
Curitiba 1092 km -
Manaus 2859 km -
Recife 1466 km -
Porto Alegre 1556 km -
Belém 2262 km -
Goiânia 1020 km
Na sede da Serra destacam-se os seguintes pontos turísticos e culturais:
Igreja Nossa Senhora da Conceição.
Na Serra - Centro -
Primeiro templo religioso do município, fundado no ano de 1564, quando a Aldeia dos Índios Temiminós mudou-se da região entre o rio Santa Maria da Vitória e a Montanha do Mestre Álvaro para o outro lado da Montanha, no local atual onde está localizado o Centro da Serra. Sua arquitetura atual foi concluída em 1769, e suas Torres construídas em 1938. : (27) 3251-1187
Casa do Congo Mestre Antônio Rosa -
Serra - Centro -
Instalada em imóvel datado do século XIX, na Praça João Miguel e foi Inaugurada em 2.000. Possui em seu acervo exposição permanente de objetos e elementos das bandas de congo, além referências de patrimônio cultural de natureza material e imaterial da Serra, sendo: fotografias, histórias e lendas locais, objetos artísticos e obras de arte, documentos, entre outros. (27) 3251-5870 / (27) 3291-2330.
Bandas de Congo -
Serra – Centro -
Principal manifestação da cultura capixaba, o congo se mantém vivo através da transmissão, entre as gerações, dos ritmos, músicas e danças tradicionais. Na Serra Sede encontramos a ABC (Associação das Bandas de Congo da Serra), uma das principais entidades de proteção e preservação do patrimônio cultural capixaba. (27) 3251-1554. : www.abcserra.org.br.
Museu Histórico da Serra -
Serra - Centro -
Inaugurado em 2007, possui em seu acervo mobiliários de época, documentos e obras de arte de família tradicional da Serra. Ocupa um casarão que é um dos poucos remanescentes da arquitetura do século XIX. Avenida Cassiano Castelo, 22, Centro – Serra – ES. (27) 3251-6636.
Estátua de Chico Prego -
Serra - Centro -
Homenagem ao líder da Insurreição do Distrito do Queimado. Revolta dos Negros Escravos ocorrida no dia 19 de março de 1849. A estátua está próxima ao local de seu enforcamento. Foi construída com recursos oriundos da lei de incentivo cultural da Serra, Lei Chico Prego, pelo artista Jenésio Jacob Kuster (Tute). Contato: tutecasaca@hotmail.com
Chico Prego foi um dos líderes da Revolta e seu enforcamento ocorreu na Serra Sede, próximo ao local onde se encontra a Estátua no dia 11 de Janeiro de 1850.
Na primeira foto, Tute concedendo entrevista a repórter Luciana Gama da TV Gazeta de Vitória, ES. Na segunda foto a Estátua Chico Prego localizada na Praça Almirante Tamandaré.
Biblioteca de Serra Sede -
Tel.:
(27) 3251-5871 - Falar com Elza.
Avenida Cassiano Castelo, 22, Centro – Serra – ES. -
Seu acervo geral possui 11.325 exemplares registrados.
Fazendinha do Mini Cowboy -