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CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT´ANNA                                             VOLTAR



Nome Oficial: Estádio Mário Filho
Capacidade:
122.268
Endereço:
Rua Prof. Eurico Rabelo, s/n., Maracanã - Rio de Janeiro (RJ)
Inauguração:
16/06/1950
Primeiro jogo:
Seleção Carioca 1 x 3 Seleção Paulista
Primeiro gol:
Didi (Seleção Carioca)
Recorde de público:
183.341 (Brasil 1 x 0 Paraguai - 1969)
Dimensões do gramado:
110m x 75m
Proprietário:
Suderj




Dia 14/03/2006 - Flamenguista Clério José Borges, Escritor Capixaba em pleno Maracanã.

Miguel Feldman Os arquitetos Miguel Feldman e Antônio D. Carneiro diante da maquete do Maracanã, em 16/6/1949. Foto da coleção de Branca Feldman

A Construção

Este histórico estádio, que é conhecido pelo nome do pequeno rio que corre em frente e que também dá nome ao bairro onde está localizado, foi construído para sediar a Copa do Mundo de 1950.

Em 1947 a prefeitura do Rio de Janeiro abriu concorrência pública para o projeto arquitetônico do estádio. O projeto vencedor foi de autoria da equipe de arquitetos formada por Waldir Ramos, Raphael Galvão, Miguel Feldman, Oscar Valdetaro, Orlando Azevedo, Pedro Paulo Bernardes Bastos e Antônio Dias Carneiro.

A sua construção teve início dia 2 de agosto de 1948, na administração do prefeito Ângelo Mendes de Morais. Trabalharam na obra gigantesca 1.500 homens, e nos meses finais este número elevou-se para 3.500. O engenheiro que iniciou os trabalhos foi o Dr. Paulo Pinheiro Guedes.

A Copa do Mundo de 1950 foi realizada com as obras ainda inconcluídas. A rigor, estas só terminaram em 1965.

O estádio pertence ao município do Rio de Janeiro. O projeto que transitou na Câmara de Vereadores para a sua construção foi de autoria de Ary Barroso, famoso compositor e locutor esportivo, que era vereador naquela época. Para sua administração, foi criada a Administração dos Estádios do Maracanã, que depois passou a se chamar Administração dos Estádios da Guanabara (ADEG) e depois Superintendencia dos Estádios do Rio de Janeiro (SUDERJ).

A Arquitetura

O formato do estádio é oval, medindo 317 metros no eixo maior e 279 metros no menor. Sua altura máxima é de 32 metros. A distância entre o centro do campo e o espectador mais afastado é de 126 metros.

O gramado tem 110 metros de comprimento por 75 de largura. É circundado por um fosso de 3 metros de largura e profundidade, com bordas em desnível. O acesso ao gramado é feito por intermédio de 4 túneis subterrâneos.

A parte destinada ao público é constituída por três lances: a geral, que costumava acomodar até 30 mil espectadores de pé; o segundo lance, com 30 mil cadeiras e 300 camarotes com 5 lugares cada; no terceiro, situado sobre as cadeiras, ficam as arquibancadas, originalmente com capacidade para 100 mil espectadores sentados. Na parte central do eixo menor, lado da sombra, ficam a Tribuna de Imprensa, a Tribuna Desportiva e as Cadeiras Especiais, incluindo as Cadeiras Perpétuas. Logo abaixo destas estão 20 cabines refrigeradas de emissoras de rádio e televisão.

Com as reformas feitas para o I Campeonato Mundial de Clubes da FIFA em janeiro de 2000, as arquibancadas foram divididas em cinco setores, assentos individuais foram colocados em todos os degraus e camarotes foram instalados nos lances superiores, diminuindo-se assim substancialmente a sua capacidade, porém dotando o estádio de mais conforto e segurança.

O estádio é dotado de uma marquise que cobre parcialmente as arquibancadas em toda a sua circunferência. Refletores a vapor de mercúrio estão instalados sobre a marquise, ao longo das duas laterais do campo.

A altura do estádio corresponde ao de um edifício de seis andares. O acesso do público às arquibancadas se dá por duas gigantescas rampas nas extremidades opostas do eixo menor do estádio. Cada rampa se desdobra em duas, desembocando nos anéis que circundam as arquibancadas na altura do terceiro e do sexto andar. Pode-se chegar às Cadeiras Especiais e Tribunas pelos elevadores. A área circundante ao estádio abriga o Ginásio Gilberto Cardoso (o "Maracanãzinho"), o Estádio de Atletismo Célio de Barros, o Estádio Aquatico Júlio Delamare e um estacionamento, além de um pequeno museu do futebol sob uma das rampas de acesso, em frente ao hall dos elevadores.

A Inauguração

A partida inaugural ocorreu em 16 de junho de 1950, com portões abertos. Houve inúmeras solenidades, com a presença das maiores autoridades do país e diversas bandas militares tocando em várias de suas dependências.

Após o encerramento dessas solenidades, entraram em campo as seleções de novos do Rio e de São Paulo. Vitória dos paulistas por 3 a 1, com Didi marcando o primeiro gol da história do estádio para os cariocas, aos 10 minutos do primeiro tempo. A seguir, Augusto empatou ainda no primeiro tempo. Na fase final, Ponce de León e novamente Augusto consolidaram a vitoria paulista.

Paulistas: Oswaldo Topete; Homero e Dema; Djalma Santos, Brandãozinho e Alfredo; Renato, Rubens (Luizinho), Augusto, Ponce de León (Carbone) e Brandãozinho II (Leopoldo).

Cariocas: Ernâni (Luiz Borracha), Laerte e Wilson; Mirim, Irani e Sula; Aloísio (Alcino), Didi (Ipojucan), Silas (Dimas), Carlyle (Simões) e Esquerdinha (Moacir Bueno).

Os Recordes de Público

Jogos da Seleção Brasileira

  • Uruguai 2 x Brasil 1, dia 16/7/50, final da Copa do Mundo: cerca de 200.000 (público oficial: 173.850).
  • Brasil 1 x Paraguai 0, dia 31/8/69, eliminatórias para a Copa do Mundo: 183.341.
  • Brasil 1 x Paraguai 0, dia 21/3/54, eliminatórias para a Copa do Mundo: 174.599.
  • Brasil 6 x Espanha 1, dia 13/7/50, Copa do Mundo: 152.260.

Jogos entre Clubes

  • Flamengo 0 x Fluminense 0, dia 15/12/63, final do Campeonato Carioca: 177.656.
  • Vasco 1 x Flamengo 1, dia 4/4/76, final da Taça Guanabara: 174.770.
  • Fluminense 3 x Flamengo 2, dia 15/6/69, jogo que deu o título estadual antecipado ao Fluminense: 171.599.
  • Flamengo 0 x Vasco 0, dia 22/12/74, final do Campeonato Carioca: 165.355.
  • Fluminense 1 x Flamengo 1, dia 16/5/76, pelo Campeonato Carioca: 155.116.

Hall da Fama

Em 16 de junho de 2000, dia em que o estádio completou meio século de existência, foi inaugurado o Hall da Fama do Maracanã.

Os dez maiores artilheiros dos 50 anos do estádio e mais 40 notáveis, eleitos por uma comissão de jornalistas esportivos, foram homenageados. Aqueles que puderam comparecer ao evento deixaram a impressão dos seus pés eternizadas no cimento, passando assim a fazer parte do estádio, digamos, concretamente.

Houve também uma homenagem especial a quatro personalidades: Pelé, Garrincha, Zagallo e João Havelange. Dentre os homenageados no hall, apenas este último não é ou não foi jogador de futebol.

Esta é a lista dos 50 ídolos da história do Maracanã:

Os dez maiores artilheiros:

Zico - Roberto Dinamite - Luisinho Lemos - Romário - Quarentinha - Valdo - Pinga - Garrincha - Dida - Bebeto.

Os 40 notáveis (ordem alfabética):

Ademir - Almir - Amarildo - Assis - Barbosa - Bellini - Carlos Alberto Torres - Castilho - Coutinho - Danilo - Dequinha - Didi - Dirceu Lopes - Djalma Santos - Edmundo - Falcão - Gérson - Gilmar - Ipojucan - Jair Rosa Pinto - Jairzinho - Joel - Julinho - Júnior - Manga - Nílton Santos - Orlando Peçanha - Paulo Cesar Caju - Pelé - Pepe - Renato Gaúcho - Rivelino - Rubens - Telê - Tostão - Vavá - Washington - Zagallo - Zito - Zizinho.

Seis craques estiveram nas duas listas e por isso abriram vagas no grupo dos notáveis. São eles: Zico, Roberto Dinamite, Romário, Garrincha, Dida e Bebeto.

A comissão de jornalistas esportivos que elegeu os principais nomes da história do Maracanã foi formada por Armando Nogueira, José Carlos Araújo, Luiz Mendes, Washington Rodrigues, Orlando Batista e Milton Neves. Como sempre acontece em listas de natureza subjetiva como esta, algumas indicações e omissões são bastante discutíveis. Quem quiser reclamar, por favor dirija-se aos jornalistas citados, e não ao webmaster deste site.

Fontes de Consulta

  • Loris Baena Cunha, "A Verdadeira História do Futebol Brasileiro"
  • Jornal dos Sports
  • O Globo
  • Jornal do Brasil
  • Agradecimentos a Gregório Feldman

      Desde a introdução do futebol no Brasil, os espaços para a prática do esporte eram construídos por aqui, quando não improvisados, de maneira amadorística.

     Mas, a partir do momento que a prática do esporte contagiou a nação, o Governo viu-se obrigado a investir na construção de um moderno e funcional estádio. Campanhas pró-construção de um estádio que detivesse condições de sediar um campeonato mundial desenvolveram-se em todo o país, através da imprensa esportiva.

     Os maiores estádios do mundo eram o do Ríver Plate, em Buenos Aires, na Argentina, e o Empire State, em Wembley, Inglaterra, ambos com capacidade para 120.000 pessoas. Logo após apareciam o Nacional de Montevidéu, no Uruguai, com capacidade para 100.000 espectadores - e que foi construído para a disputa da primeira Copa do Mundo. O Nacional de Lisboa, em Portugal, considerado como modelo de perfeição estética, com capacidade para 60.000 torcedores, vinha a seguir, empatando com o nosso Estádio Municipal do Pacaembu, em São Paulo.

     Foi então que em 1948, por decisão do então Presidente da República, Eurico Gaspar Dutra, o governo investiu maciçamente na construção de um gigantesco estádio de futebol, localizado no coração da cidade do Rio de Janeiro, para sediar o 4° Campeonato Mundial de Football. Chamado primeiramente de Estádio Municipal, deslumbrou o mundo por sua originalidade, sua forma plástica, extrema funcionalidade e segurança.

     Inaugurado em 16 de junho de 1950, com uma partida entre as equipes de cariocas e paulistas - com o primeiro gol marcado por Didi (bicampeão pela Seleção do Brasil em 1958 e 1962) -, obteve sua consagração mundial uma semana após, ao receber as equipes estrangeiras que disputaram a Copa do Mundo em sua abertura oficial.

     Mas foi justamente no Maracanã, nessa Copa do Mundo, que o futebol brasileiro conheceu sua primeira grande decepção: a derrota do Brasil na final, para o Uruguai. No dia 16 de julho o Maracanã estava lotado (público oficial de 173.850 pagantes e renda de CR$ 6.272.959,00). Em campo, 21 jogadores e um algoz: Obdulio Varela. O brio e a raça do capitão do Uruguai inverteram a partida. Logo aos dois minutos do segundo tempo Friaça inaugurara o placar para o Brasil, que só precisava de um empate. "Somos campeões", gritava o estádio em uníssono. Obdulio Varela toma aquela derrota parcial como um incentivo. Troca a defesa pelo ataque e, juntamente com Miguez, atormenta os brasileiros. Schiaffino empata o jogo. Aos 34 minutos Obdulio Varela lança Gigghia, que passa por Bigode e marca o gol decisivo na saída de Barbosa. A bola passou entre a trave e o goleiro.

     Decepções à parte, com a construção deste estádio o Brasil ganhou personalidade e se firmou entre os maiores praticantes do esporte, tornando-se o país do futebol, tendo como palácio-sede o majestoso Estádio Jornalista Mario Filho, assim batizado em justa homenagem ao empenho do considerado jornalista, que muito incentivou sua construção.

     Projetado pelos arquitetos Rafael Galvão, Pedro Paulo Bernardes Bastos, Orlando Azevedo e Antônio Dias Carneiro, e construído por um consórcio de empresas brasileiras no prazo recorde de dois anos, o Maracanã, assim apelidado carinhosamente pelos cariocas, tinha capacidade para abrigar 155.000 espectadores (30.000 em pé, nas gerais, 93.500 sentados, nas arquibancadas, 30.000 nas cadeiras cativas e 1.500 em camarotes). Tornou-se, assim, o maior estádio do mundo.

     Palco de grandes decisões do futebol e de momentos memoráveis, como o milésimo gol de Pelé, os mega-shows de Frank Sinatra e de Paul McCartney - cuja presença de público foi superior a 180 mil pessoas e está registrada no Guiness Book -, o Rock in Rio II e recente e não menos prestigiado Encontro com as Famílias, realizado durante a última visita do Papa João Paulo II pelo Brasil, e outros eventos inesquecíveis, o maior estádio do mundo impressiona pela imponência, estilo e beleza.

     Para atender medidas de segurança, atualmente a capacidade do Maracanã é de 78.000 espectadores.

     Curiosidades

- Maracanã vem do tupi maracá (chocalho) com (semelhante). É um papagaio grande conhecido no norte do país como Maracanã-guaçu. O chilrear dessa ave é semelhante ao som de um chocalho, daí o nome dado pelos indígenas. Habitavam em grandes bandos, a região do Derby, antes da construção do estádio;

- O jogo inaugural foi realizado num sábado, 17 de junho de 1950, amistoso entre as seleções de novos do Rio e São Paulo e o primeiro gol foi marcado por Didi aos 10 min do primeiro tempo, na vitória dos paulistas por 3x1. Ponce de Leon empatou, fez o segundo gol, e Augusto completou o placar;

- O primeiro jogo oficial do Maracanã começou às 15h do dia 24 de junho de 1950, pela Copa do Mundo, com a vitória do Brasil sobre o México por 4x0, gols de Ademir (2), Baltazar e Jair Rosa Pinto, com arbitragem do inglês George Reader. Além de fazer o primeiro gol oficial, Ademir foi também o artilheiro do mundial, com 9 gols;

- A maior goleada da história do Maracanã foi Flamengo 12x2 São Cristóvão, dia 28 de outubro de 1956, pelo Campeonato Estadual, gols de Índio (4), Evaristo (4), Joel (2), Paulinho (1) e Luiz Roberto (1). Neca e Nonô marcaram para o São Cristóvão;

- O primeiro Campeonato Mundial Interclubes da FIFA foi decidido no Maracanã, dia 14 de janeiro de 2000 com a vitória do Corinthians sobre o Vasco, nos pênaltis, por 4x3. No tempo normal e na prorrogação empate de 0x0;

- O perímetro do Maracanã equivale a 1/40.000 do meridiano terrestre;

Fontes: Suderj.rj.gov.br

Curiosidades

Foram utilizados 500.000 sacos de cimento na construção do Maracanã;

Foram utilizados 10.000.000Kg de ferro na armação da estrutura do Maracanã;

Foram utilizados 40.000 caminhões, para transportes diversos durante a construção do Maracanã;

O volume total de concreto utilizado na construção do Maracanã foi de 80.000m³;

A área total de madeiras utilizadas na construção do Maracanã foi de 650.000m²;

O volume total de areia utilizado na construção do Maracanã foi de 45.000m³;

O volume total de escavações, para a execução das fundações do Maracanã foi de 39.572.000,00m³;

O volume total de aterro utilizado na construção do Maracanã foi de 134.700.000,00m³;

A área total das formas utilizadas na estrutura do Maracanã foi de 475.562,00m²;

O total dos escoramentos utilizados na construção do Maracanã foi de 1.004.490,00m;

O tempo médio de escoamento total ( saída ) do público da arquibancada é de 20 minutos;

A distância aproximada do Maracanã ao Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro é de 15,2Km;

A média de jogos anuais no Maracanã é de 76 eventos, considerando-se as partidas preliminares;

O volume de concreto utilizado na construção do Estádio seria suficiente para construir a estrutura de edifícios de 10 andares em ambos os lados, e em toda a extensão da Avenida Rio Branco ( 2Km ), no Rio de Janeiro, ou na Park Avenue, em Nova Iorque ( E.U.A. ), entre as ruas 35 e 65;

Se todos os degraus da arquibancada do Maracanã fossem emendados, daria para ligar a Igreja da Candelária, no Centro do Rio de Janeiro à estação ferroviária de Cascadura, subúrbio da Central do Brasil, também no Rio de Janeiro;

Um homem sozinho construindo o Maracanã, e trabalhando 6 horas por dia, levaria nada menos que 1.860 anos para terminá-lo, trabalhando inclusive sábados, domingos e feriados;

Colocando-se em fila os 40.000 caminhões que entraram no Maracanã durante sua construção, estes cobririam toda extensão da estrada Rio-São Paulo ( 500Km ), ou de Nova Iorque a Washington ( E.U.A.);

Os ferros utilizados na construção do Maracanã, transformados em barras de 3/16", ou seja, 45mm, seriam suficientes para contornar o globo terrestre uma vez e meia passando pela linha do Equador;

Os sacos de cimento consumidos na construção do Maracanã empilhados individualmente forneceriam 78 colunas da altura do Corcovado;

Com a madeira utilizada na construção do Maracanã, forraria-se completamente a Avenida Presidente Vargas 3 vezes, em toda a sua extensão, que tem 2,5Km;

Com a areia utilizada na construção do Maracanã cobriria-se a Avenida Presidente Vargas, que tem a extensão de 2,5Km, completamente, com uma camada de 25cm de altura;

A extensão dos degraus da arquibancada do Maracanã somados eqüivale à distância entre Dover e Calais ( 32Km ), ou de Teresópolis a Petrópolis ( RJ );

Trabalharam em média na construção do Maracanã 3.500 operários por dia, chegando aos 11.000 às vésperas da inauguração;

Foram fabricados exclusivamente para uso nas estruturas do Maracanã, vergalhões de 1 1/4" de diâmetro, com 34,00m de comprimento;

Durante os jogos da Copa do Mundo de 1950, somente a Western Telegraf Co. transmitiu mais de 15.000 palavras no jogo Brasil x Suécia;

Durante o mesmo jogo acima a Estrada de Ferro Central do Brasil transportou em uma hora 60.000 pessoas;

Foram gastas 7.730.000 de horas de serviço ininterrupto na construção do Maracanã;

A quantidade de pedras utilizada na construção do Maracanã seria suficiente para encher uma trincheira de 2,50m de largura, com 2,00m de altura, numa extensão de 12Km, ou então para construir um prisma de 20.000m² de base e 3.000m de altura;

O volume de escavações executadas na construção do Maracanã corresponde a abertura de 1.640 poços de 2,00 x 2,50m, com 5,00m de profundidade;

O perímetro do Maracanã eqüivale a 1/40.000 do meridiano terrestre;

O Nome do Estádio, Mario Filho, foi dado em homenagem ao jornalista já falecido, que se destacou pelo empenho e apoio à sua construção.


MARACANÃ SE PREPARA DA COPA 2014

O novo Maracanã para a Copa do Mundo de 2014 custará R$ 956.787.720. O valor, divulgado nesta terça-feira pela Secretaria de Obras do Rio de Janeiro, subiu por conta dos gastos para a construção de uma nova cobertura. Com isso, a obra fica cerca de R$ 250 milhões mais cara, já que a previsão inicial para as reformas era de R$ 705 milhões. O prazo, promete a Secretaria, segue como dezembro de 2012, portanto, apto a receber a Copa das Confederações em 2013.

A marquise do estádio foi condenada por estudos feitos por órgãos do país e do exterior, forçando a construção de uma nova, de lona tensionada. Segundo a Secretaria, a estrutura dura cerca de 50 anos e foi aprovada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

“Vamos entregar a mais moderna arena do mundo que está sendo preparada para receber a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, atendendo aos requisitos da Fifa e do Comitê Olímpico Internacional (COI)”, disse o vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão, que esteve hoje em Brasília para apresentar o projeto aos técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria Geral da União (CGU).

Segundo o presidente da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop), Ícaro Moreno, a nova cobertura levará seis semanas para ser erguida e “terá condições de luz mais uniformes, borda externa mais baixa e flexibilidade plena para instalação de equipamentos”.

Apesar do novo orçamento, Pezão garante o valor não vai subir muito mais. “Nós somos a primeira cidade a apresentar o projeto executivo. A reforma do Maracanã, que recebe cerca de cem eventos por ano, custará menos de R$ 1 bilhão. Enquanto a construção e a reforma do Wembley, na Inglaterra, que promove 16 eventos anuais, foi orçada em R$ 3 bilhões”, disse.

A Secretaria informou que as obras estão dentro do cronograma, com cerca de 90% da parte interna já demolida, em um trabalho feito por 800 profissionais trabalhando em dois turnos.

O Maracanã é o mais cotado para receber a final da Copa de 2014. Além disso, dependendo do andamento das obras em São Paulo, o estádio pode também sediar a abertura.



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