História do Espírito Santo
NOVA ALMEIDA E A IGREJA DOS REIS MAGOS
Texto do Livro "HISTÓRIA DA SERRA", de Clério José Borges
Permitida a reprodução do conteúdo
Agradecemos a citação da fonte
NOVA ALMEIDA -
Localizado na foz do rio Reis Magos, o balneário está a 48 quilômetros da capital e fica entre os balneários de Jacaraípe e Praia Grande (no Município de Fundão), o mar e propriedades rurais na estrada que vai para Putiri. Segundo o Censo de 1996 viviam no local 8. 185 habitantes distribuídos em 2. 105 domicílios. A população estimada em 2001 é de 12. 500 habitantes.
O Balneário é formado pelos bairros:
Centro; Parque das Gaivotas; Parque das Gaivotas II; São João; Boa Vista; Poço dos Padres; Serramar; Serramar II, Miramar; Praiamar; Parque Jardim Nova Almeida (Parque Residencial Nova Almeida); Reis Magos; Bairro Novo; Marbella; Vila Luciano; Parque Beira Rio; Santa Fé e bairro Timbu.
Balneário de Nova Almeida
Rio Reis magos emana
Beleza de linda flor,
Flor capixaba, Serrana.
Nova Almeida meu amor...
(Trova de Cleusa Lourdes Madureira Vidal)
NOVA ALMEIDA -
Balneário com uma praia bucólica, abriga o segundo monumento histórico mais visitado do Espírito Santo: a Igreja e Residência dos Reis Magos tombada como Patrimônio Histórico pelo IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artistico Nacional. Fica na Região Norte do Município da Serra, Espírito Santo. Registros históricos dão conta de que o Padre Jesuíta Braz Lourenço, juntamente com os índios locais, os tupiniquins, erigiu uma pequena capela de palhas, e inaugurou-a no dia 6 de janeiro de 1557, daí o nome de "Aldeia dos Reis Magos". Em 1569, Padre José de Anchieta visita o local e promove a catequese dos silvícolas (Índios) e inicia as obras de construção da Igreja de Alvenaria, com pedras de Coral, fundando um pequeno povoado, já que de 1557 a 1569 havia no local apenas uma Aldeia Indígena.
Em 1610 a Aldeia dos Reis Magos, passa a se chamar Aldeia Nova e Yapara, com a doação
de uma sesmaria para os índios locais.
Em 1758 com o alvará de criação da Vila de Almeida, recebe o nome de Nova Almeida, para diferenciar de Almeida em Portugal.
Nova Almeida já foi um Município independente. Foi Sede de Comarca, de 1760 à 1921. Quando Dom Pedro II esteve na Região em 1860, foi recepcionado pela Câmara Municipal de Vereadores de Nova Almeida que na época era Município. Não havia a figura do Prefeito. Na época quem administrava os Municípios no Brasil eram os Presidentes de cada Câmara Municipal. Em 1921, Nova Almeida deixa de ser um Município e foi anexado ao Município de Fundão pela Câmara Municipal de Serra. Em 11 de Novembro de 1938, Nova Almeida desmembrou-se do Município de Fundão, passando a ser um Distrito do Município de Serra.
Atualmente, Nova Almeida possui 91 Km² de área e em se tratando de turismo, é o distrito mais desenvolvido.
Na região, há a formação de falésias, muito usadas pelos praticantes de parapente, e uma concentração de recifes que formam verdadeiros aquários naturais.
É importante centro de lazer muito procurado pelos turistas no verão.
Possui bons hotéis e restaurantes.
Formado por duas praias propícias para banho e pesca, movimenta um grande número de turistas durante o verão.
Localizada em Nova Almeida, a Igreja e Residência Reis Magos situa-se em região estratégica, a 40 metros acima do nível do mar, de onde se pode ver todo o entorno. A Igreja dos Reis Magos é Patrimônio Histórico e principal ponto turístico do Balneário.
A construção da primeira capela teve início com o Padre Braz Lourenço, junto aos índios Tupiniquins locais, sendo inaugurada no dia 06 de janeiro de 1557. Era pequena e feita de palha. Era pequena e feita de palhas.
"Em 1569 é construída uma nova capela, com ampliação para residência dos padres, terminando-se a obra em 1580".
Segundo o historiador Serafim Leite, a inauguração da nova Igreja foi realizada no dia 06 de janeiro de 1580, em grande solenidade, com presença de índios da região e jesuítas de Vitória." (BORGES.1998).
A construção da Igreja segue a linha arquitetônica de outras edificações da ordem dos Jesuítas, num programa construtivo de "quadra", características dos mosteiros medievais, muitos ainda encontrados em Lisboa.
A construção atendia basicamente a três necessidades primordiais dos jesuítas: o culto, o trabalho de doutrina, dos ofícios e da residência.
As edificações jesuíticas eram feitas para durar enquanto durasse o mundo, tendo o conjunto "Reis Magos", as paredes de pedra de recifes com argamassa de barro, areia, cal de conchas (ostras) e óleo de baleia, que sustentam as estruturas de madeira dos pisos e telhados da cobertura em telhas de barro.
Um detalhe típico é que tais telhas eram moldadas nas coxas dos
índios que trabalharam na construção da igreja , daí terem as mesmas tamanho e
formato diversos.
Os jesuítas tiveram ocasião de escolher o local que melhor
proporcionasse uma visão geral do local e, com calma, fazer a construção.
Esta localização permitia boa locomoção para o interior ou para
o contato com outra aldeias, pelo litoral, o que facilitava o trabalho de
catequização dos índios e propiciar uma fuga fácil no caso de invasão.
UTENSÍLIOS EXISTENTES NA IGREJA DOS REIS MAGOS DE NOVA ALMEIDA, SERRA, ES
Vários dos elementos arquitetônicos de algumas peças de
utilidades e outras decorativas da Igreja foram esculpidas em mármore português,
também conhecido como "Pedra de Lioz", que foram trazidos como
lastros nos navios. Essas peças vinham prontas de Portugal para serem montadas
aqui.
- Pórtico da Entrada Principal
Conta-se que o pórtico da entrada principal da Igreja dos Reis
Magos foi montada em pedra de Lioz que retiraram do navio que naufragou em Nova
Almeida.
- Pias em Pedras de Lioz
Na Igreja há 05 (cinco) pias em mármore português, sendo: uma
na parede da sacristia (antiga caixa d'água, bica e saída para água servida);
uma maior , a única circular e com pé , tendo sido muitas pessoas importantes
batizadas ali; e três do tipo bacia, ovais e fixadas nas paredes, para uso de
água benta.
- Altar-Mor
O retábulo do altar-mor é entalhado em
madeira e é uma das principais esculturas de interesse histórico no Espírito
Santo. È provável que tenha sido concluída em 1701, tendo o seu
traçado erudito atribuído a um padre jesuíta e a sua execução possivelmente a índios do local.
- Adoração dos Reis Magos
A pintura a óleo sobre painel de madeira
que, segundo o Escritor Clério José Borges, no Livro "História da Serra", 1ª Edição de 1998 e 3ª Edição de 2009, é do Frei Belchior Paulo e é uma das mais antigas
peças de arte sacra brasileira. O Frei veio para o Brasil em 1587 com
outros missionários. Os historiadores de arte consideram o Frei como o que
iniciou a pintura artística brasileira, pois até então não havia peças decorativas de arte."
VISITANTES ILUSTRES DA IGREJA DOS REIS MAGOS DE NOVA ALMEIDA, SERRA, ES
Muitas foram as visitas ilustres que se fizeram ao conjunto dos
Reis Magos. Entre eles, destacam-se:
- O Desembargador Luiz Tomás de Navarro (1808).
Doutor em direito,
seguiu com alta distinção os cargos de Magistratura. Era comendador
da Ordem de Cristo, fidalgo cavaleiro, do Conselho de sua majestade o Imperador e
Desembargador no Tribunal do Conselho da fazenda no Rio de Janeiro;
- Dom José Caetano da Silva Coutinho, Bispo do Rio de Janeiro.
Visitou Nova Almeida por duas vezes, em 1812 e em 1819. Na época as Igrejas do Espírito Santo pertenciam ao Bispado do Rio de Janeiro. Em sua visita de 1819 relata, "esta Vila já não é de Índios puros, como em 1812, porque os dois Juízes e alguns Vereadores são Portugueses."
José Caetano da Silva Coutinho, conhecido como Bispo Capelão-Mór (Caldas da Rainha, 13 de fevereiro de 1768 — 27 de janeiro de 1833), foi um sacerdote católico e político brasileiro. Foi deputado geral e senador do Império do Brasil, de 1826 a 1833.
Filho de Caetano José Coutinho, este por sua vez filho de Baltazar Dias Coutinho e de sua mulher Maria Teresa, sendo, portanto, primo de Antônio Maria da Silva Torres, herói da Independência da Bahia.
Assumiu como bispo da Diocese de São Sebastião do Rio de Janeiro em 15 de março de 1807, cargo que ocupou até seu falecimento.
Ao reformar o Seminário de São José, então formador do clero carioca, introduziu um plano de estudos de teologia moral no qual se aprofundava o conhecimentos dos atos humanos e suas leis. Instaurou assim um dos nascedouros do pensamento da psicologia no Brasil.
- O Príncipe Maximiliano de Wild-Neiwied.
Visitou Nova Almeida entre 1815 e 1817. No Livro "Viagem ao Brasil relata que, "saímos da selva e contemplamos à frente, numa eminência sobranceira (acima) ao mar, a Vila de Nova Almeida." (...) "É uma grande Aldeia de Índios civilizados, fundada pelos Jesuítas; possui uma grande Igreja de Pedras e contem, em todo o Distrito, nove léguas de circunferência cerca de 1.200 almas (pessoas). Os moradores da Vila são
principalmente Índios, havendo também Portugueses e Negros";
- O Naturalista Auguste de Saint-Hilaire (1818).
Botânico e naturalista francês. Viajou pelo Brasil, passando pelo Espírito Santo em 1818. De sua visita a Vitória fez curiosas anotações como a profusão de formigueiros e o costume dos habitantes de comer as tanajuras ou içás, o que valeu aos capixabas o apelido de papa-tanajuras, que lhes foi atribuído pelos rivais campistas. Mostra-se impressionado com o desembaraço das mulheres capixabas que não se escondiam dos viajantes, atitude que atribuiu às mineiras. Fez também citações sobre o convento dos jesuítas, o de São Francisco e o do Carmo, o de Nova Almeida e o da Penha, em Vila Velha. Achou o Edifício do antigo Colégio dos Jesuítas, de Vitória, o mais grandioso e belo de todos. Refere-se ainda à casa da fazenda de Jucutuquara, pertencente ao capitão-mor Francisco Pinto Homem de Azevedo, onde se hospedou. Segundo o naturalista, as casas de Vitória eram, em boa parte, assombradadas, com janelas envidraçadas e varandas com grades vindas da Europa.
Em Nova Almeida, fez anotações sobre as casas dispostas no alto da colina, muitas delas estragadas e abandonadas, organizadas em retângulo. Refere-se também ao Convento dos Jesuítas , à Igreja, residência e escola de índios, a quem os padres ensinavam música e a cortar madeira, para fazer ornatos para a Igreja. Cita que os índios da região além da pesca e da lavoura, extraíam o pau-amarelo empregado nas tinturarias da Corte. Dedicavam-se também à extração de cal de ostreiras ou sambaquis, em especial nas margens dos rios.
Relata ainda sobre Nova Almeida que "depois que a Companhia de Jesus foi destruída (Expulsa do Brasil), os habitantes da Aldeia, libertos de uma útil vigilância, foram abandonados à própria índole; não trabalharam mais com a mesma regularidade e muitos passaram a pedir esmolas."
- O Geógrafo Charles Frederik Hart.
Geólogo e desenhista canadense. Veio ao Brasil pela promeira vez em 1865, aqui permanecendo até 1867, sob a direção de Agassiz, como parte da expedição Thayer. Além de possuir sólidos conhecimentos científicos, era dotado também de rara sensibilidade artística. Musicista de excepcionais dotes, soube também pintar com absoluta fidelidade tudo aquilo que via. Elaborou desenhos a bico de pena que são repletos de detalhes e minúcias que lembram, à primeira vista, fotografia, verdadeiros documentos da fisionomia do Brasil antigo, os quais ilustraram o livro de sua visita ao país. Esses desenhos magistrais referem-se a acidentes geográficos, rochas, plantas e animais brasileiros. Muitos deles forma elaborados no Espírito Santo, são croquis da Serra do Itapemirim, vistas do mar, picos do Frade e da Freira, do Itabira, paisagens de Guarapari, do Rio Jucu, Monte do Leopardo (em Jucutuquara), do Penedo, Fortaleza de Piratininga ou de São Francisco Xavier, Convento da Penha, Ilha da Baleia, índios Botocudos, etc.;
- O Pintor francês Auguste François Biard (1858).
Era naturalista e dormiu em Nova Almeida, tendo relatado em seu Diário que a Aldeia era outrora habitada pelos Jesuítas e que no centro da Praça há "ainda uma grande
pedra na qual eles prendiam os Índios acusados de algum delito." Prossegue em seu relato, "a influência dos Jesuítas sobre essas almas que deles beberam as primeiras noções do Cristianismo se foi transmitindo de geração em geração e ainda hoje eles respeitam rigorosamente os padres."
- Dom Pedro II, Imperador do Brasil (fev/1860).
O Imperador hospedou-se na própria Igreja que relatou tratar-se no "maior símbolo do lugar". Na manhã seguinte, bem cedo, seguiu viagem para Santa Cruz. Precisamente às 15:30h, do dia 1º de fereveriro de 1860, quarta-feira, Dom Pedro II montava a cavalo na vila da Serra, a caminho da vila de Nova Almeida.
O sino da matriz dá o sinal festivo da aproximação do Imperador que vinha pela estrada do centro, fazendo ajuntar o povo, formando duas alas desde o paço da Câmara Municipal até a estrada da Praça.
Ao surgir o Monarca, atravessando entre as alas, foi saudado por girândolas e vivas entusiásticos dos habitantes de Nova Almeida.
Ainda dessa vez, Dom pedro II não se esqueceu de consultar o relógio. Ele registrou a hora da chegada e observou o estado do Convento, que sofrera consertos incompletos há quatro anos atrás, isto é, em 1856, no governo do Barão de Itapemirim:
"Entrada no convento, 7 menos 5. O convento de sobrado tem a frente para a praça quadrangular havendo na extremidade oposta uma pequena casa de sobrado; a única que vi até agora, sendo bastantes cobertas de palha."
O padre Antônio dos dos Santos Ribeiro, da vila de Santa Cruz acompanhou o monarca e prestou-lhe algumas informações:
"Aqui tiveram os Jesuítas uma cadeira de língua geral indígena que julgo ser a mesma dos tupiniquins."
Noutro local, Dom Pedro II escreveu, sobre o padre:
"O vigário Santos Ribeiro é inteligente, mas chefe de partido: o Bispo protege-o, é encomendado, são informações do Presidente."
Da Igreja foi o Imperador conduzido aos aposentos, onde foi lhe servido um jantar ligeiro, que aquela hora, era considerado uma ceia. A sobremesa foi mel em cuia.
Sua Majestade foi atraído por uma Banda de Congo que os caboclos formavam em louvor a São Benedito.
Ele anotou:
"Dança de caboclos com as suas cuias de pau de cegos para esfregarem outro pau pelo primeiro."
O instrumento que chamou a atenção do Imperador, a ponto de merecer do seu lápis de desenhista um rápido bosquejo, foi a cassaca, casaca, ou reco-reco de cabeça esculpida.
- Bispo D. Pedro Maria de Lacerda (1880).
Dom Pedro Maria de Lacerda, primeiro e único conde de Santa Fé, (Rio de Janeiro, 31 de outubro de 1830 — Rio de Janeiro, 12 de novembro de 1890) foi um sacerdote católico, bispo do Rio de Janeiro por mais de vinte anos.
Filho de João Pereira de Lacerda e Camila Leonor Fontes, nasceu na freguesia da Candelária e faleceu no prédio do Seminário São José, no Morro do Castelo.
Confirmado décimo bispo do Rio de Janeiro pelo Papa Pio IX, por Bula de 24 de setembro de 1868, em substituição a Dom Manuel do Monte Rodigues de Araújo. Foi sagrado na Sé de Mariana por Dom Antônio Ferreira Viçoso, bispo de Mariana. Tomou posse do Bispado em 31 do mesmo mês por seu procurador Monsenhor Félix Maria de Freitas e Albuquerque. Fez sua entrada solene na Catedral em 1 de março de 1869.
Foi feito Conde de Santa Fé por Decreto Imperial, de 16 de maio de 1888.
Foi o último Bispo Capelão Mór, tomou parte no Concílio do Vaticano em Roma, e assistiu à queda do Império, quando da Proclamação da República Brasileira (1889). D. Pedro Maria de Lacerda, Bispo do Rio de Janeiro, em visita ao Espírito Santo, entre 1880 e 1886 esteve em Nova Almeida no dia do aniversário da Igreja dos Reis Magos, observou entre o conjunto de índios a presença de um "negro velho" e a maneira dos músicos tocarem os tambores: "É de saber que os tocadores de guararás (tambores), quando vêm, os trazem debaixo do braço, e quando param, montam-se sobre ele e com ambas as mãos batem no couro de uma das bocas. (...) Os mais ficam em pé. Adiante do tambor é que se dança, que é simplésima, mas tem sua graça; o capitão, esse que tem na mão a vara, que ele empunha com muito garbo." Nas suas anotações, o Bispo refere-se ao Capitão: "Visitou-me o Capitão dos Índios por nome João Maria dos Santos." E explica: Um Capitão de Índios hoje é apenas um nome, como o do Imperador do Divino e Rei do Congado. Para as danças é ele o Presidente".
A igreja foi tombada em 21 de setembro de 1943, pelo SPHAN
(Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, hoje IPHAN). Propriedade do IPHAN desde 1982 e tombada como patrimônio artístico e histórico desde 1943, a Igreja dos Reis Magos possui exemplares artísticos consideráveis em seu acervo. Um deles é a pintura “Adoração dos Reis Magos”, cuja autoria foi atribuída ao Frei Belchior Paulo, considerada umas das primeiras pinturas a óleo do Brasil e um dos maiores exemplares da arte sacra brasileira. O retábulo do altar, entalhado em madeira, é uma das principais esculturas de interesse histórico do Estado.
O Instituto foi precedido pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) criado em 13 de janeiro de 1937 e regulamentado pelo Decreto-Lei nº 25 no dia 30 de novembro do mesmo ano, poucos dias após o golpe que instituiu o Estado Novo. O seu primeiro presidente foi Rodrigo Melo Franco de Andrade, que esteve à frente da instituição até 1967, quando se aposentou. Entre os vários artistas e intelectuais que colaboraram com a entidade, destacam-se o poeta Mário de Andrade, o poeta Manuel Bandeira e o arquiteto Lúcio Costa.
TRANSCRIÇÃO DO REGISTRO DE TOMBAMENTO DA IGREJA DOS REIS MAGOS NO SPHAN, ATUAL IPHAN
IGREJA DOS REIS MAGOS E RESIDÊNCIA (SERRA, ES)
Endereço: Praça dos Reis Magos, Distrito de Nova Almeida, Serra, ES.
Livro de Belas Artes: Inscrição 289-A - Data 21/09/1943
Livro Histórico: Inscrição 223 - Data 21/09/1943
Número do Processo: 0230-T-40
Descrição: A Igreja dos Reis Magos está situada num local onde existiu um núcleo de catequese indígena, realizado pelos padres jesuítas, entre o século XVI e o XVIII. Foi construída no período existente entre os anos 1580 e 1615, com a ajuda dos índios tupiniquins. O nome original da aldeia também era Reis Magos, contudo, o nome atual da localidade é Nova Almeida.
O conjunto compõe-se da igreja e da residência anexa. A fachada principal da igreja apresenta frontão simples. A porta principal apresenta ombreira de pedra trabalhada na parte superior. Os vãos das janelas apresentam ombreiras retangulares, possuindo as janelas formas almofadadas. A torre situa-se entre a igreja e a residência, sendo encimada por uma cúpula, e circundada por quatro coruchéis (pináculos). Na parte interna, o altar-mor apresenta um retábulo com quatro colunas em estilo salomônico, ladeando uma pintura dos Reis Magos, ao centro, e um nicho para imagem nos cantos esquerdos e direito, respectivamente. o trabalho foi realizado através do entalhe de peças de madeira. Entre as imagens sacras, temos: uma imagem de N. Sra. da Conceição; uma imagem de N. Sra. da Boa Morte; uma imagem de Santo Inácio e um Cristo Crucificado. A residência possui dois andares e apresenta fachadas simples e janelas retangulares, sendo as ombreiras das portas trabalhadas em pedra. Acima da porta principal, há um emblema de uma coroa ladeada por dois ramos de planta. Seu interior apresenta um claustro com pilastras em alvenaria e vigamanto de madeira. A sacristia, situada no andar inferior, possue piso em alvenaria. Nela também está localizada a pia batismal. O segundo andar da residência possui uma varanda em madeiramento, que circunda todo o pátio interno (claustro).
******* Descrição Posterior - 25/06/2001 ********
O Aldeamento dos Reis Magos, fundado pelos jesuítas por volta de 1580 é hoje o balneário de Nova Almeida, localizado no Município de Serra.
A Igreja e Residência de Reis Magos foi edificada numa elevação, de onde se tem ampla visão da orla e do Rio Reis Magos. Voltada de costa para o mar, sua fachada principal caracteriza-se por um grande largo rodeado por um casario que até a época do tombamento do conjunto, lembrava o aldeamento indígena, constituindo-se como único no Brasil.
O partido arquitetônico adotado para o conjunto apresenta planta quadrangular constituído pela igreja e pela residência.
A igreja possui nave, capela mor, e uma torre sineira encimada por abóbada de tijolos, situada entre a igreja e a residência. Esta última em dois pavimentos, possui várias salas e uma varanda no pavimento superior, cujo piso é totalmente constituído por tabuado sobre barrotes de madeira. O pavimento térreo caracteriza-se pela localização da sacristia que destaca-se dos demais ambientes pela nobreza do compartimento cujo acabamento caracteriza-se pelo forro em saia e camisa e pela porta almofadada que dá o acesso pelo corredor de chão batido que envolve o pátio interno.
A fachada principal da igreja caracteriza-se por apresentar frontão triangular com cornijas e volutas, um óculo central em rosácea, três janelas púlpito e a portada principal cujos quadros são de mármore de lioz. No prolongamento da fachada principal encontra-se a entrada principal da residência.
Na época do tombamento a residência encontrava-se em estado de ruínas. Entre os anos de 1944 e 1945 o monumento sofreu uma grande obra de restauração, e a partir desta época foram realizadas vários pequenos reparos. Entre 1987 e 1988 a igreja sofreu uma nova obra de restauração.
EVENTOS REALIZADOS NA IGREJA DOS REIS MAGOS EM NOVA ALMEIDA
2003 -
O Balneário de Nova Almeida, lugar histórico do Município da Serra - Espírito Santo, foi o palco do II Congresso Brasileiro de Trovadores e, simultaneamente, o XXII Seminário Nacional da Trova.
Mais uma vez, o Clube dos Trovadores Capixabas realizou o evento, de 3 a 5 de outubro de 2003, desta feita com o apoio integral da Secretaria de Cultura da Serra. A Igreja dos Reis Magos (Foto à direita) foi restaurada e seu auditório foi sede das palestras, debates e confraternizações. As características românticas da localidade tornam o ambiente propício para a poesia.
O evento foi realizado de 03 a 05 de Outubro e foi um grande sucesso !!!
Foi realizado com êxito, na Igreja dos Reis Magos, em Nova Almeida, balneário do Município da Serra, no Estado do Espírito Santo, Brasil, de 03 a 05 de Outubro de 2003, o II Congresso Brasileiro de Poetas Trovadores. O objetivo principal do evento foi a divulgação da Trova, composição poética de quatro versos com rima e sentido completo. Compareceram Poetas Trovadores do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Amazonas, Bahia e Brasília. O evento foi abrilhantado com a participação da Banda da Polícia Militar do Espírito Santo, Bandas de Congo e Declamação de Poetas Trovadores Brasileiros. No Domingo, a Missa em Trovas, na Igreja dos Reis Magos, emocionou a todos. Mais um Sucesso do Clube dos Trovadores Capixabas, CTC, com o apoio dos comerciantes e povo de Nova Almeida. Nos meses que antecederam o evento foi realizado um Concurso de Trovas a nível Nacional. Mais de 1000 Trovas concorreram.
RESULTADO DO CONCURSO NACIONAL DE TROVAS TEMA PAZ - 2003
PROMOÇÃO: CLUBE DOS POETAS TROVADORES CAPIXABAS, CTC
O Clube dos Poetas Trovadores Capixabas, CTC, entidade cultural de divulgação da Poesia e da Trova em geral, acaba de divulgar o Resultado Final e Oficial do CONCURSO NACIONAL DE TROVAS, com o tema PAZ, realizado de Julho a 15 de Setembro de 2003. Troféus, Medalhas e Diplomas foram conferidos aos quinze primeiros colocados, que compareceram durante o II CONGRESSO BRASILEIRO DE POETAS TROVADORES e XXII SEMINÁRIO NACIONAL DA TROVA, de 03 a 05 de Outubro de 2003, no Auditório da Igreja dos Reis Magos, em Nova Almeida - Serra - ES.
1º LUGAR:
Enquanto a missão de Cristo
Se prendia à paz na Terra,
A humana, ao contrário disto,
Tem por meta o mal e a guerra!
Pedro Viana Filho / Rua Palmeiras, nº 65 / Belmonte - Volta Redonda - RJ / 27.276 - 500
2º LUGAR:
Busquei a Paz pelo mundo,
Numa procura sem fim...
E a Paz estava, no fundo,
Morando dentro de mim.
Sérgio Bernardo
Rua Conde de Bonfim, 208/704
Tijuca - Rio de Janeiro - RJ
20. 520-054
3º LUGAR:
Irônica hipocrisia
Dos poderosos da terra:
Com promessas de harmonia,
Pregam paz e fazem guerra.
Zeni de Barros Lana
Av. Amazonas, 718/606
Belo Horizonte - Minas Gerais.
4º LUGAR:
Vejo a paz no puro sono
De uma criança dormindo,
Em contraste com o abandono
De outra na rua fugindo.
Albércio Nunes
Rua Costa Azul, 139/102
29.101 - Itapuã - Vila Velha - ES
5º LUGAR:
Sou da paz e da amizade,
Da justiça e sou do amor;
Eu pertenço à eternidade,
Sou poeta e trovador!
Walter Rossi
Rua Robertson, 167
01543-010 - São Paulo - SP
6º LUGAR:
A experiência sempre faz
Todo mundo sabedor,
Pois não há amor sem paz
E nem há paz sem amor.
Wilson Montemór
Rua Cônego Bulcão, 58 - Centro
Resende - Rio de Janeiro
27.511-160
7º LUGAR:
Jesus não me disse nada
Nem precisava falar,
Me viu tão desesperada
A paz veio me ofertar.
Martha Therezinha da Silva
Rua Antenor Nascente, 302/102
Lins de Vasconcelos - Rio de Janeiro, RJ
20.710-150
2005 -
III CONGRESSO BRASILEIRO DE TROVADORES - 2005, realizado de 04 a 9 de Outubro de 2005 - XXV ANIVERSÁRIO DO CLUBE DOS TROVADORES CAPIXABAS
- PROMOÇÃO: CLUBE DOS TROVADORES CAPIXABAS – CTC -
Nova Almeida reuniu Trovadores no Congresso de Poetas Trovadores de 2005 -
“Os movimentos culturais precisam de pessoas abnegadas e que resistam para que manifestações literárias como a Trova, continuem." Esta foi a afirmação da Secretária Municipal de Turismo, Cultura Esporte e Lazer, Anna Luzia Lemos Saiter ao visitar os Poetas Trovadores na noite de Sexta feira, dia 07 de Outubro de 2005, durante a realização do III Congresso Brasileiro de Trovadores, no balneário de Nova Almeida, Serra, ES. O evento se revestiu do mais completo êxito. Na noite de abertura, no dia 05, em Nova Almeida, Serra, ES, foi registrada a presença da Banda de Música da Polícia Militar e o Coral do Colégio Proudhon. Registrou-se também a presença de Delegação de Colatina, Chefiada pelo Advogado Emanuel Barcellos, Delegação de São Gonçalo, (RJ); Salvador, BA; São Paulo; Rio de Janeiro e Minas Gerais. Participações especiais dos Colégios Ápice, de Jacaraípe, São José (de Vila Velha) e da Escola Agrotécnica Federal de Santa Teresa, além de estudantes das Escolas de Nova Almeida e Jacaraípe. Prestigiou o evento no primeiro dia o Vice Prefeito da Serra, Valter Rodrigues de Paula, (foto a direita), representando o Poder Executivo do Município e a Vereadora Sandra Gomes, representando o Poder Legislativo. O evento prosseguiu nos demais dias, com palestras e debates e Show no sábado, de um Grupo de Pagode, na Praça de Nova Almeida. O encerramento foi no dia 09, Domingo, com uma bela Missa em Trovas.
CORAL DO COLÉGIO PROUDHON FAZ SUCESSO NO CONGRESSO
Sob o comando da Maestrina Alice Nascimento, o Coral do Colégio Proudhon fez sucesso na solenidade de Abertura do III Congresso Brasileiro de Trovadores, no dia 05 de Outubro de 2005, em Nova Almeida, Serra, ES. O Destaque foi o canto do Hino do Município da Serra. Os Congressistas apreciaram a apresentação do Coral e o Trabalho da Maestrina e da Diretora da Escola Rosangela de Souza Azevedo. O Coral foi convidado pelo Vice Prefeito para gravar um CD com o Hino da Serra.
VEREADOR TIO JOÃO PRESIDE SESSÃO NO DIA DO TROVADOR
Através do Lei Municipal N.º 2647, de 11 de Dezembro de 2003, o Dia 04 de Outubro é o Dia Municipal do Poeta Trovador no Município da Serra. A solenidade de 2005 foi presidida pelo Vereador João de Deus Corrêa, Tio João e contou com a participação dos Trovadores, populares, alunos da Escola Jonas Farias; da representante da Secretaria Estadual de Cultura, Jornalista Glecy Coutinho; do Presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, Desembargador Sebastião Teixeira Sobreira; do Deputado Gilson Gomes e da Vereadora Sandra Gomes.
BANDA DA POLÍCIA MILITAR
SEMPRE APOIANDO A CULTURA
Sempre prestigiando os eventos do CTC, a Banda da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo esteve no dia 05 de Outubro abrilhantando o Congresso.
SECRETÁRIA DE TURISMO E CULTURA PRESTIGIA E SAÚDA TROVADORES
A Secretária Municipal de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer, Anna Luzia Lemos Saiter marcou presença no Congresso de Trovadores e enalteceu a importancia de manifestações culturais como a Trova e o movimento dos Poetas Trovadores. Na foto Antonio Mello, (SP); Clério; Secretária Anna; Cleusa Vidal e Lúcia Mattos, ( RJ).
BRINCADEIRAS INFANTIS E TROVAS
Maria José de Oliveira Ciriaco, do Rio de Janeiro, declamando trovas e brincando com as crianeas foi um dos momentos mágicos do Congresso de Nova Almeida
ESTUDANTES RECEBEM OS VISITANTES
Através de um trabalho voluntário estudantes ajudaram como Recepcionistas do Congresso. A equipe foi composta de Emilly Próspero Souza; Nayara Cássia Moreira Alves; Damiani da Silva Vicente; Amanda de Jesus Ferreira; Abinael Correia de Lima ; Na foto em primeiro plano, Camila dos Santos Firmino e Bruna Renata Miranda Viana.
Foto 1: Cerimônia de Abertura do III Congresso Brasileiro de Trovadores: Maestrina Alice; Vice Prefeito, Sargento Valter; Clério José Borges
Foto 2: Banda de Música da Polícia Militar (ES)
Foto 3: Banda de Música da PMES
Foto 1: Antonio Mello (SP); Clério José Borges; Secretária Anna; Cleusa Vidal e Lúcia Ramos
Foto 2: Coral Proudhon
Foto 3: Público assistindo ao Congresso
Foto 1: Público presente no Auditório da Igreja dos Reis Magos, em Nova Almeida, Serra, ES
Foto 2: Maria José de Oliveira Ciriaco, do Rio de Janeiro, brincando e declamando Trovas para as crianças de Nova Almeida, durante o III Congresso Brasileiro de Trovadores, em Outubro de 2005.
Foto 3: Trabalho Voluntário das Estudantes recepcionistas
Foto 1: Na mesa presidindo os trabalhos do Congresso: Clérigthom Thomes Borges; Creuzely Ferreira; Lúcia Ramos e Poeta Emerson Camilo
Foto 2: Público presente. Destaque para Luiz Carlos do Couto, de Cantagalo, RJ e Jaime Delamar, de Niterói (RJ).
Foto 3: Público presente. Destaque: Poeta Alaides Sarapico, de Mutum, Minas Gerais; Antonio Gomes Mello, de São Paulo; Creuzely, RJ; Zenaide Emília Thomes Borges (ES); Andréia da Silva Fraga (ES).
Foto 1: Público do 2º Andar assistindo a apresentação da Banda de Música da Polícia Militar do Espírito Santo
Foto 2: Coral do Colégio Proudhon, de Serra Dourada III - Serra, ES.
“APIAPUTANGA” - Roteiro de um Filme escrito por Clério José Borges
Cineasta João Christo Coutinho filmando Apiaputanga, (nome Indígena do rio Reis Magos), sobre um personagem interpretado pelo ator de Eurico Salles, Juarez Pagung, o Homem Vermelho. Direção do Filme em Vídeo: Clério José Borges. Filmagens realizadas em Setembro de 2005, no rio Reis Magos e na Praça de Nova Almeida. A filmagem atraiu um público especial, entre os quais, o Sr. Márcio Barbosa, a professora Déa Barbosa Aguiar; Zenaide Emília Thomes Borges e a poetisa
Sirlei Aragão. Fotos de Clério José Borges.
NOVA ALMEIDA EM UM OLHAR
Making Off de um FILME DOCUMENTÁRIO realizado no dia 12 de Setembro de 2009
No dia 12 de Setembro de 2009 a convite de Júlio Cesar Batista Nogueira, conhecido como Júlio Autor, o Escritor Clério José Borges participou das filmagens do Vídeo Documentário, Nova Almeida em um olhar, sendo de grande importância
o apoio e a participação de Wilson Duarte, morador de Nova Almeida e da dupla de Cantores e compositores Juvêncio e Doka. Nas fotos: Clério José Borges e Júlio Autor.
HISTÓRIA DE NOVA ALMEIDA
Texto detalhado
Texto do Livro "HISTÓRIA DA SERRA", de Clério José Borges
Permitida a reprodução do conteúdo
Agradecemos a citação da fonte
NOVA ALMEIDA
Em fins de 1556 o padre Braz
Lourenço, em trabalho de evangelização descobre na foz do Rio Apiaputanga
uma colina de onde se descortina uma bonita paisagem do litoral e
região próxima.
Assim, instala na região uma
pequena capela de palhas, inaugurada no dia 6 de janeiro de 1557,
que recebe o nome de Reis Magos, em homenagem ao dia em que a
Igreja Católica comemora a data da visita dos Santos Reis ao
menino Jesus.
Nova Almeida surgiu do trabalho de
evangelização realizado por Braz Lourenço, o mesmo padre
fundador da Serra e sua data histórica de fundação é 6 de
Janeiro de 1557.
Braz Lourenço não permanece na
região, já que era o Provincial (Chefe) dos Jesuítas em Vitória, mas deixa as bases de uma Igreja que mais tarde será um
dos grandes Patrimônios Históricos do Espírito Santo.
Em 1569 é construída uma nova
Capela, com ampliação para a residência dos padres,
terminando-se a obra em 1580.
Segundo o historiador Serafim
Leite, a inauguração da nova Igreja foi realizada no dia 6 de
janeiro de 1580, em grande solenidade, com presenças de Índios
da região e Jesuítas de Vitória.
RIO REIS MAGOS - O rio Reis Magos era chamado pelos Índios de NHUPÃGOA (NHU, prado, terreno com vegetação rasteira e PAGOA, na língua Bororó, Macro jê, significa ribeirão, riacho) e APIAPUTANGA, (APIA: Homem pintado ou manchado. PUTANGA, palavra derivada de PITANGA, que significa Vermelho. RIO DO HOMEM VERMELHO). Os holandeses possuem pele muito clara e que exposta ao sol fica vermelha.
O rio Reis Magos possui uma extensão de 683 quilômetros e divide os Municípios de Serra e Fundão.
A nascente do rio Reis Magos é no Município de Santa Teresa, no local denominado de Alto Piabas, numa altitude de 760 metros.
No livro “Viajantes Estrangeiros no Espírito Santo”, na página 50, Levy Rocha cita que o rio era conhecido também pelo nome de “Saí-anha”. Na Serra existe a região conhecida por Sauanha, localizada próxima a região de Timbuí.
O rio Sauanha é um dos afluentes do rio Reis Magos.
Os rios Timbuí e rio Fundão são afluentes do rio Reis Magos.
A bacia hidrográfica do rio Reis Magos abrange os Municípios de Serra, Fundão, Santa Leopoldina e Santa Teresa.
A foz, no Oceano Atlântico, está localizada em Nova Almeida.
O clima da bacia do rio é Tropical Úmido. Na região baixa do rio existem projetos de porte envolvendo culturas de arroz e feijão. A cultura de café já foi bastante desenvolvida na bacia. A disponibilidade hídrica superficial do rio Reis Magos era de 1,57 metros cúbicos por segundo, em 1993, na localidade de Valsugana Velha.
Os principais afluentes do rio Reis Magos são os rios:
Fundão; Timbuí; Sauanha.
Próximo a Nova Almeida, numa
região conhecida pelos Índios como Japara, em
1610, são colocados Índios que estavam localizados na Aldeia
Velha de Santa Cruz.
Em 1615 a Igreja recebe a
denominação oficial de Igreja de Santo Inácio e São Tiago, em
homenagem a Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus (
os Jesuítas ) e Tiago, o Maior, filho de Zebedeu e de Salomé,
irmão mais velho do evangelista João e um dos seguidores de
Jesus desde o começo da pregação do Messias.
VERSÕES EXISTENTES
Na obra "Catalogo dos
Bens Culturais Tombados no Espírito Santo", editada
pelo Conselho Estadual de Cultura - CEC, em 1991,
consta da na página 96:
"O Aldeamento dos Reis
Magos, fundado pelos Jesuítas por volta de 1580 onde hoje se
situa Nova Almeida, foi extinto em meados do Século XVIII. No
seu lugar a Administração Portuguesa instalou a Vila de Nova
Almeida para que não houvesse confusão com a Vila de Almeida,
existente até hoje na Região de Beira Alta, distrito de Guarda,
em Portugal. A instalação desta Vila Nova, depois conhecida por
Nova Almeida, se deu em 1760 e foi cercada de grandes cuidados.
Tudo foi providenciado para assegurar um Governo próprio aos
milhares de Índios existentes no antigo Aldeamento, acostumados
com a Administração Jesuítica. ( ... ) O Território foi
demarcado, confirmando a Sesmaria que, por influência dos
Jesuítas, havia sido doada em 1610 pelo Governador Francisco de
Aguiar Coutinho aos Índios do Aldeamento dos Reis Magos."
No texto existe um erro
histórico. O Aldeamento dos Reis Magos foi fundado em 1557. Em
1580 foi a inauguração "solene" da
Igreja.
Há dúvidas quanto a data certa
do Alvará que criou a Vila de Nova Almeida. A criação da VILA
de Nova Almeida ocorreu em diferente da fundação da Aldeia
ocorrida com a inauguração da capela a 6 de Janeiro de 1557.
No Catálogo do Conselho Estadual
de Cultura consta 1760. O livro de Tombo de Nova Almeida
não esclarece o assunto, mas dá a entender que a data é 8 de
maio de 1758. O historiador César Marques cita 2 de janeiro de
1759. Basílio Carvalho Daemon adota a data de 8 de maio de 1758.
O correto é:
O Alvará foi elaborado em 8 de
maio de 1758, mas a instalação oficial da Vila de Nova Almeida
ocorreu a 15 de julho de 1758.
ATRAÇÃO TURÍSTICA
No Jornal "A
Gazeta", de 24 de janeiro de 1992, na página 5 da
publicação "Guia Turismo", consta o
seguinte sobre Nova Almeida:
"Nova Almeida foi
fundada pelos Jesuítas em 1556, com o nome de Aldeia Nova. ( ...
) Banhada pelo rio Reis Magos ( antes era chamado de
Apiaputanga), a Aldeia rapidamente tornou-se mais conhecida do
que a Aldeia da Serra.
Aquela que, no princípio,
era apenas uma Aldeia Indígena, foi mais tarde Comarca. A Igreja
dos Reis Magos, iniciada em 1589, só foi concluída em 1615.
Até hoje é uma das maiores atrações turísticas.
Nova Almeida já teve
visitantes ilustres, desde os séculos passados. Por lá,
passaram o padre José de Anchieta e o Imperador Dom Pedro
II."
O texto de "A
Gazeta", merece as seguintes observações:
1- Nova Almeida foi fundada pelos
Jesuítas em 1557, com a inauguração da Igreja dos
Reis Magos, no dia 6 de janeiro. Alguns historiadores
informam que a Aldeia foi fundada em 1556, o
que não está errado. Nos últimos meses de 1556 a Aldeia foi
formada. A capela foi construída nos últimos dias de 1556, com
a inauguração a 6 de janeiro de 1557. Oficialmente deve-se
adotar 1557.
2- O nome Aldeia Nova só
foi usado em 1610 com a transferência dos Índios de
Santa Cruz para a Sesmaria de Japara ( Torto
), região localizada mais para o lado do sertão, com seis
léguas em quadra. ( A légua corresponde a seis mil e seiscentos
metros ). Japara ficou sendo Aldeia Nova e Santa
Cruz, Aldeia Velha. O nome Nova Almeida só
foi usado em 1758.
3- A construção da Igreja dos
Reis Magos ocorreu em 1569 e não 1589, e sua conclusão
teve "solene inauguração", em 1580.
Em 1615 os Jesuítas deram à
Igreja a denominação Oficial de Santo Inácio e São
Tiago.
Em recorte do Jornal "A
Gazeta", sem especificação da data e extraído do
Caderno Dois, provavelmente de 1992, com o título "Monumentos",
consta o seguinte:
"Igreja dos Reis Magos
- Em Nova Almeida pode ser visto único monumento histórico
construído por padres Jesuítas a manter as características
originais como conjunto, formado pela Igreja, a residência e a
praça. Data de 1558."
O ano de 1558 não confere com
nenhuma documentação histórica. O certo é 1557,
data de fundação da Igrejinha original.
Em 1569 foi iniciada a
construção oficial da Igreja em alvenaria, cujo término
ocorreu em 1580, conforme o historiador Serafim Leite, no livro "História
da Companhia de Jesus no Brasil."
O mesmo erro é registrado no
Jornal "A Gazeta" de 15 de outubro de
1993, na página 14, Geral, coluna Bairros,
onde consta: "A origem de Nova Almeida remonta ao ano
de 1558, quando os padres Jesuítas construíram a Igreja dos
Reis Magos."
O ano correto é 1557. A pequena
capela começou a ser construída em 1556 e sua inauguração
ocorreu no sexto dia de 1557, que é o dia 6 de janeiro, dia dos
Reis Magos.
DATAS ERRADAS
Em "A Gazeta", de 18 de
dezembro de 1990, num Caderno de Turismo, consta na página 6:
"Se você gosta de
monumentos históricos, que guardam a audácia e a coragem dos
Jesuítas, visite o Convento dos Reis Magos, em Nova Almeida.
Construído em 1580, foi sede do Colégio dos padres e depois
transformado em Igreja."
O ano de 1580 é o ano da
inauguração da Igreja dos Reis Magos. Na mesma matéria
jornalística, com o título "Conheça Reis
Magos", o autor do texto comete um grave erro ao
escrever:
"( ... ) Além dele,
você pode visitar também a Igreja de Nossa Senhora da
Conceição, também construída pelos Jesuítas em 1550."
A Aldeia de Nossa Senhora da
Conceição da Serra foi fundada com a capela em 1556.
Em 1550 não havia nenhuma Igreja,
nenhuma Aldeia e nenhum povoado na Serra. Braz Lourenço não
havia chegado ao Espírito Santo.
Em 1550 os Temiminós ainda não
haviam chegado ao Espírito Santo.
ANO ERRADO DE 1530
Em "A
Gazeta" de 19 de outubro de 1993 numa reportagem
sobre Nova Almeida consta que foi fundada "pelos
Jesuítas em 1530, quando catequizavam os Índios do Espírito
Santo."
Um Hotel, localizado em Nova
Almeida, num folheto colorido ( "Folder" ) destaca
que a fundação de Nova Almeida ocorreu em 1530,
pelos Jesuítas. Consta também que o primeiro nome de Nova
Almeida foi "Yapara". No folheto há
ainda a informação de que a Igreja dos Reis Magos foi fundada
no ano de 1557.
Nas informações de "A
Gazeta" e do Hotel, existem os seguintes erros:
1- Em 1530 não havia
Jesuítas no Brasil. Os primeiros Jesuítas só chegaram
com Tomé de Souza em 1549.
2- Oficialmente em 1535 não
haviam Portugueses no Espírito Santo. A colonização
iniciou-se em 23 de Maio de 1535,
quando aqui desembarcou Vasco Fernandes Coutinho.
3- A Igrejinha da Aldeia foi
realmente inaugurada em 1557.
4- O primeiro nome foi Aldeia
de Reis Magos. O nome Yapara ou
modernamente escrito Japara, surgiu em 1610,
com a criação da Sesmaria destinada a abrigar
Tupiniquins que estavam em Santa Cruz com problemas em suas
terras.
DISTRITO E MUNICÍPIO
O Distrito de Nova Almeida já foi
Município e sede de Comarca, do ano de 1760 até 1921, quando
passou a ter decadência com a construção da estrada de Ferro
Vitória-Minas e inaugurações de Estações Ferroviárias em
Timbuí e Fundão.
Por divergências políticas e
paroquiais, e após passagem pelo Distrito de Timbuí, a sede do
antigo Município de Nova Almeida foi transferida para Fundão,
pela Câmara Municipal, passando a se chamar de Município de
Fundão, o que se oficializou pela Lei de 5 de julho de 1933.
Em 11 de novembro de 1938, Nova
Almeida desmembrou-se do Município de Fundão passando a ser
Distrito do Município da Serra.
A Igreja dos Reis Magos é
localizada numa elevação, onde se tem ampla visão da orla
marítima e do rio Reis Magos. É considerada a mais importante e
expressiva obra quinhentísta do Brasil.
Quinhentísta é
relativo ao Século que decorreu de 1501 a 1599. ( Século de
Quinhentos ).
No dia 1º de fevereiro de 1860
visitava Nova Almeida o Imperador do Brasil, Dom Pedro II. Saíra
da Serra às 15h30m, passando pela Chapada do Putiri onde teve
como guia o Sr. Manuel Inácio das Chagas. Quando da visita do
Imperador, Nova Almeida era Município e sede de Comarca.
O Imperador em Nova Almeida
pernoitou na residência dos padres. A residência dos padres nos
parece ter sido realmente o local da hospedagem de Dom Pedro, que
teve uma grande recepção, destacando-se as homenagens do
pároco local, Manuel Antônio dos Santos Ribeiro e do professor
José Maria Mercier. Dom Pedro II recebeu os vereadores da
Câmara Municipal e foi saudado pelo poeta local, Antunes
Sequeira.
Na Igreja, Dom Pedro encantou-se
com a tela existente, pintada a ouro por Ticiano, pintor
Veneciano do Século XVI.
DADOS GERAIS
Nova Almeida é atualmente um
Distrito da Serra, com uma área de 91 quilômetros quadrados.
Foi elevada a Distrito em 12 de
novembro de 1757, e vilarejo, ( Vila ), em 2 de janeiro de 1759.
Na Igreja dos Reis Magos vários
estrangeiros lá se hospedaram, a fim de estudarem a língua
Tupi.
Em 23 de agosto de 1622, pelo
padre Pero de Castillos, foi concluído o primeiro Dicionário
Tupi, escrito no Espírito Santo e no Brasil. Pero
é uma palavra em espanhol que significa Pedro.
A agência de Correios foi
instalada em 1895.
O rio "Apiaputanga"
é o "Reis Magos" de hoje.
A ALDEIA NOVA
No Jornal "A
Gazeta", de Vitória, ES, de 15 de março de 1994,
na página 3 do Caderno Dois consta que:
"Vale saber que os
padres Braz Lourenço e Diogo Jácome, em 1556, fundaram um
núcleo de catequese batizado de Aldeia Nova."
O texto acerta com relação ao
fundador da Aldeia, o padre Braz Lourenço, é o mesmo fundador
da Serra.
Diogo Jácome não estava no
Espírito Santo em 1556. Chegou com Manoel de Paiva e Pedro da
Costa em 1564.
Braz Lourenço fundou a Aldeia dos
Reis Magos e não Aldeia Nova.
O nome Aldeia Nova
surge somente em 1610, quando os índios foram para Japara
nas proximidades da foz do rio Nhupãgoa, também
chamado de Apiaputanga, conhecido hoje como rio
Reis Magos. A Aldeia dos Tupiniquins na região de Santa Cruz
passa então a ser chamada de Aldeia Velha.
SANTA CRUZ
Em 1837 Santa Cruz já estava bem
desenvolvida e em 1843 era desmembrado de Nova Almeida ostentando
o nome de Santa Cruz.
Santa Cruz passava a ser cidade,
em 1891. Em 1948, a sede do Município de Santa Cruz é
transferida para um local conhecido por Sauaçu. E, em 1953,
finalmente, o nome foi alterado, passando o Município a
chamar-se Aracruz.
ÍNDIOS ALDEADOS
O Município de Aracruz é o
único no Espírito Santo a abrigar Índios Aldeados. Ao todo,
eram cerca de 2.000 Índios em 1994, divididos em cinco Aldeias -
quatro Tupiniquins e uma Guarani.
Os Tupiniquins ( das Aldeias
Caieiras Velhas, Irajá, Pau-Brasil e Comboios ) são
remanescentes da grande tribo da época do descobrimento do
Brasil, em 1500. São também os remanescentes da antiga Aldeia
Velha fundada por Afonso Brás em 1553, localizada a três
quilômetros da atual Santa Cruz e da Aldeia Maraguai, localizada
na foz do rio, onde hoje está Santa Cruz.
Já os Guaranis ( Aldeia
Tekoá-Porã ), são originários da Nação
Tupi-Guarani e vieram do Sul do Brasil. Chegaram ao litoral de
Aracruz na década de 70.
Com exceção de Comboios,
localizada no Distrito de Riacho, ao Norte de Aracruz, as demais
Aldeias situam-se na Região Sul, no Distrito de Santa Cruz.
NOTAS:
1- O Escritor Serafim Leite
informa que a posse legal para os Índios na Sesmaria de Japara
foi feita com cerimônias no dia 4 de dezembro de 1610. Assinaram
o Ato o padre Superior da Aldeia dos Reis Magos, João Martins; o
padre Jerônimo Rodrigues e Gregório, Índio da Terra e homem
honrado residente em Nova Almeida. Um dos Índios vindos da
Aldeia Velha era Arco Grande, batizado com o nome de Miguel de
Azevedo.
2- A Empresa Capixaba de
Turismo, órgão do Governo Estadual, publicou um folheto,
("Folder" ) com o título "Espírito Santo -
Abençoado por Deus e bonito por Natureza", onde consta o
seguinte sobre a Igreja dos Reis Magos: "A Igreja dos Reis
Magos, em Nova Almeida, construída em 1558, justifica plenamente
o seu tombamento pelo Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional."
O ano 1558 está errado. A
capela inicial é de 1557. Em 1569 foi iniciada a construção em
alvenaria que foi terminada e inaugurada "com
solenidades" em 1580.
3- A Igreja e Residência
dos Reis Magos foi tombada pela Secretaria do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional - SPHN, em 21 de Setembro de
1943.
4- No "Catálogo dos
Bens Culturais Tombados no Espírito Santo", editado pelo
Conselho Estadual de Cultura - CEC, em 1991, consta a Igreja
Católica de Santa Cruz, como tombada pelo CEC em 29 de Dezembro
de 1896. No histórico constante da página 23 existe o seguinte
relato:
"A Aldeia Velha, nas
imediações da atual Vila de Santa Cruz, foi fundada em 1556
pelos Jesuítas Brás Lourenço e Fabiano de Lucena, tendo ali
aldeado o Índio Maracaiaguaçu ( Gato Grande ) e seu povo
Temiminó. Foi elevada a Distrito pela Lei Provincial nº 5, de
16 de dezembro de 1837. Pela Lei nº 2, de 3 de abril de 1843,
elevou-se a Vila, instalando-se como Município. Foi elevada à
condição de Cidade em 18 de março de 1891, passando a
denominar-se Município de Aracruz, em 31 de dezembro de 1943,
pela Lei nº 15.177. ( ... ) Em 1948 a sede do Município foi
transferida para a localidade de Suaçu, que teve, em 1953, a
denominação alterada para Aracruz."
No texto observa-se o
seguinte:
a) O ano de fundação
confere: 1556. O nome Braz Lourenço confere também. Fabiano de
Lucena em 1556, ainda não estava no Espírito Santo, pois em
1556 estava viajando com Manuel da Nóbrega de São Vicente para
a Bahia e só depois veio ao Espírito Santo aqui chegando no
início de 1557.
b) Os Índios da Aldeia
Velha não eram os Temiminós de Maracajaguaçu ( Gato Grande ).
A Aldeia denominada Velha, foi fundada por Afonso Brás em 1553 e
era dos Índios Tupiniquins. Esta Aldeia não estava no local
onde hoje se situa Santa Cruz. Ficava distante três quilômetros
da foz do rio. Maracajaguaçu está escrito com "i", o
certo é Maracajaguaçu. A Aldeia de Maracajaguaçu foi fundada
por Brás Lourenço em fins de 1555 e início de 1556, quando
Maracajaguaçu acaba se transferindo para mais perto de Vitória,
nas proximidades do Mestre Álvaro, na hoje Serra.
5- No Jornal "A
Gazeta", de 25 de abril de 1994, Caderno Especial sobre
Municípios do Espírito Santo, na parte relativa ao Município
da Serra, na matéria com o título: "YAPARA ERA DOS
ÍNDIOS", consta o seguinte, sobre Nova Almeida: "O
Aldeamento dos Reis Magos, chamado pelos Índios de Yapara, foi
fundado pelos Jesuítas por volta de 1580 e extinto em meados do
Século XVIII."
Historicamente o texto está
errado.
O Aldeamento dos Reis Magos
foi formado por Braz Lourenço em 1557. Em 1580 foi inaugurada,
"com solenidades", a Igreja dos Reis Magos, construída
"com paredes bem edificadas."
A localidade de Yapara, (
Depois da Reforma Ortográfica, quando a letra "Y" saiu
oficialmente do Alfabeto Brasileiro, a palavra passou a ser
escrita Japara ), foi uma Sesmaria de Terra doada aos Índios,
pelo Governador Geral do Espírito Santo, em 1610, trinta anos
depois da inauguração da Igreja dos Reis Magos. Na reportagem
de "A Gazeta" consta Presidente da Província. O termo
correto usado na época era "Governador Geral, Francisco de
Aguiar Coutinho."
O trecho em que diz que o
Aldeamento foi "extinto em meados do Século XVIII",
refere-se a criação por Alvará, da Vila de Nova Almeida,
quando o Governo do Espírito Santo resolveu criar uma Vila
devidamente planejada, com um Livro de Tombo, definindo as áreas
de Terras e os limites. Assim o Aldeamento foi extinto e criada a
Vila de Nova Almeida com Comarca e Câmara Municipal. O Alvará
é datado de 8 de Maio de 1758.
6- No Caderno de Turismo de
"A Gazeta" do dia 19 de dezembro de 1995, página 11,
consta o seguinte sobre Nova Almeida: "O estilo é o mesmo
das outras construções da ordem jesuíta: arquitetura rústica,
com planta quadrangular composta de nave, capela-mor e sacristia.
No antigo aldeamento, foram catequisados os Índios aimorés e
parnabis. No interior da Igreja encontra-se uma das mais antigas
e preciosas peças de arte sacra brasileira. É o quadro dos Reis
Magos, possivelmente o primeiro pintado no Brasil por frei
Belchior Paulo. Outra característica é o altar-mor construído
em 1701."
O Jornal não cita a fonte
das pesquisas. Os Aimorés eram indígenas que habitavam
territórios hoje pertencentes à Bahia, Espírito Santo e Rio de
Janeiro. Historicamente contudo, os Aimorés não estavam na
região de Nova Almeida e sim os Tupiniquins e os Temiminós.
Não há registros históricos que confirmem os Parnabis ( ? ) em
Nova Almeida e região de Santa Cruz e Serra.
O quadro do frei Belchior
Paulo é uma das mais antigas peça de arte sacra brasileira. O
frei veio para o Brasil em 1587 com outros missionários. Os
historiadores de arte consideram o frei como o que iniciou a
pintura artística brasileira, pois até então não havia peças
decorativas de arte.
A Igreja foi tombada pelo
Patrimônio Artístico Nacional em 21 de setembro de 1943 e no
início dos anos 80 foi restaurada pelo artista plástico e
restaurador de Ouro Preto, Minas Gerais, Vinícius Godoy.
7- O Jornal "A
Tribuna", edição de 9 de abril de 1994, traz na página 8
uma matéria paga de propaganda de um Hotel de Nova Almeida.
Novamente registra-se o mesmo erro observado no folheto colorido
( "Folder" ) de divulgação turística do referido
hotel. Eis o texto errado:
"Nova Almeida é uma
Vila de Pescadores, tranquila, fundada em 1530 pelos padres
Jesuítas. Seu primeiro nome foi "Yapara", sendo
batizada pelos Portugueses de Vila de Nova Almeida, depois, Nova
Almeida, em homenagem à cidade de Almeida, em Portugal."
Os erros existentes no texto
são:
a)- Em 1530 não havia
colonizadores Portugueses no Espírito Santo e nem em Nova
Almeida. Os Portugueses só chegaram ao Espírito Santo
oficialmente para colonização da região em 23 de maio de 1556.
b- Os Jesuítas em 1930 nem
tinham chegado ao Brasil.
c- O primeiro nome não foi
"YAPARA" ( JAPARA ) e sim Aldeia dos Reis Magos onde o
fundador Braz Lourenço construiu uma pequena Capela em homenagem
aos Santos Reis Magos, em 1557. Os nomes YAPARA e Vila de Nova
Almeida surgiram depois.
Interessante é o fato de
que antes o referido hotel fazia a sua propaganda correta. Em
anúncio de meia página publicado no Jornal "A
Gazeta", de 26 de julho de 1990, página 7, o Hotel publica
corretamente que Nova Almeida foi fundada em 1557.
8- Navegação Fluvial. No
reinado de Dom Pedro II a navegação de canais foi intensificada
na Serra com a construção do canal do Una, entre a Província e
o Município da Serra, em 1854. Seis anos depois, quando visitou
a Serra, o Imperador fez questão de visitar o local onde estava
o Canal do rio Una ( Negro ). Em 1888 consta terem sido feitos
reparos na Igreja da Serra e limpeza no canal do rio Una.
9- O Morador Bertino Borges,
radialista, fundou nos anos 50, o cinema São José em Nova
Almeida. Os seriados e filme da época, faziam a alegria da
garotada e dos adultos. O cinema funcionou por vários anos,
tornando-se depois inativo. Foi considerado de Utilidade
Pública. O saudoso Bertino Borges é pai da Delegada de
Polícia, Cecília Augusta Borges Camata. Bertino tinha 35
afilhados em Nova Almeida. Nas matinês de Domingo os afilhados e
parentes dos afilhados quase lotavam o cinema entrando de graça.
O local do antigo cinema é a residência atual da Delegada
Cecília Camata. Em homenagem ao seu pai, Cecília Camata fundou
a 17 de Outubro de 1997, o Rancho São José, na entrada de Nova
Almeida, destinado a prática do esporte de rodeio por peões de
boiadeiros. O Rancho em 2011 encontrava-se inativo.
FIM DO TEXTO DO LIVRO HISTÓRIA DA SERRA, DE CLÉRIO JOSÉ BORGES.
HINO DA SERRA
O hino de Serra foi composto com o intuito de homenagear o serrano ausente e foi apresentado pela primeira vez nas comemorações do Dia do Serrano, no dia 26 de Dezembro de 1927, na gestão de então Prefeito Municipal da Serra, Alexandre Cardoso, que transferiu a comemoração do "Dia do Serrano" que era no dia 08 para o dia 26 de dezembro.
A poesia do hino de Serra tem a letra composta pelo Prof. Jaime de Abreu e a música de Manoel Xavier. Por muitos anos o hino deixou de ser cantado, sendo que anos mais tarde foi recitado para o maestro Atisthenes Loureiro, da Banda Estrela dos Artista.
Hino da Serra
I
Nos orgulhamos desta invicta terra,
Recamada de glória e de beldade.
E havemos de fazer de nossa Serra
Um sublime rincão, linda cidade.
Estribilho
Ei, avante serranos, trabalharemos,
Confiantes num porvir mais bonançoso.
A bem da Serra, unidos, caminhemos,
P. ra poder alcançar viver ditoso.
II
O serrano é meu irmão sincero.
E a todos abraço sem rodeio.
Em seu seio feliz me considero,
Considero e digo sem receio.
III
Nossa Serra Querida, esplendorosa.
Há de um dia alcançar o que deseja.
Confiante, prossegue esperançosa,
Conseguir no futuro o bem que almeja.
IV
Ei, avante, irmãos o que almejo.
Ser feliz, bem estar em nossa vida.
Não espero que percamos este ensejo.
De rever nossa Serra mais querida.
Obs:
O presente hino sofreu pequenas modificações na letra para corrigir incoerências simétricas.
Símbolos do Município
Dá-se o nome de símbolos municipais aos elementos gráficos ou musicais destinados a representar um município. Tais símbolos indicam a soberania de seu respectivo município, merecendo por isso demonstrações de cortesia e respeito por parte de outros. Mas, acima de tudo, os símbolos devem ser amados e respeitados pelo povo que representam, pois, na realidade, são verdadeiras imagens patrióticas.
Todos os municípios desenvolvidos possuem seus próprios símbolos.

1. Bandeira da Serra
"Na administração do prefeito Aldari Nunes, foi realizado um concurso público com o título: 'Bandeira do município'. A finalidade principal do concurso foi a pesquisa cultural que o tema exigia, bem como o nascimento de um símbolo que representasse o município em sua grandeza de paz e prosperidade.
Participaram deste concurso 27 candidatos, que apresentaram seus projetos à Câmara Municipal de Serra.
O vencedor foi o estudante EVALDO VIZEU BARCELLOS, serrano, 25 anos de idade". (Barcellos. 1975).
A bandeira apresentada pelo estudante apresenta faixas horizontais. A primeira é verde, pintada na parte superior, e representa as matas; a do meio é mais larga, branca representando a paz.
Dentro desta faixa encontram-se "duas meia-luas", que na verdade é a letra S estilizada, vocábulo inicial de 'Serra'. A cor amarela representa o clima tropical. Ao fundo, observa-se o Morro Mestre Álvaro que além de sua importância na navegação marítima e ao turismo, mostra-se perante o homem como colosso de grandeza, beleza e
punjança. A sua presença torna o serrano orgulhoso de sua terra. A frente do Mestre Álvaro, vê-se uma chaminé e uma parede de fábrica representando a construção civil e o complexo industrial do município.
A faixa azul na parte inferior da bandeira representa o mar do nosso litoral." (id. 1975)
O prêmio de CR$ 1.500,00 (hum mil e quinhentos cruzeiros), foi entregue ao vencedor pelo prefeito Aldari Nunes, em uma cerimônia cívica no dia 28 de maio de 1975.
2. Brasão da Serra
Ainda durante o concurso "Bandeira do Município", o prefeito Aldari Nunes lançou também o concurso para escolher o brasão do município, sendo vencedor o jovem MARINALDO FRAGA CASTELO, também serrano que recebeu como prêmio a quantia de CR$ 500,00 (quinhentos cruzeiros).
O brasão encontra assim definido: as cinco estrelas que margeiam o escudo simbolizam os cinco distritos do município de Serra (a Serra-Sede, Carapina, Calogi, Nova Almeida e Queimado). Dentro encontram-se engrenagens e chaminés, representando as indústrias.
Abaixo das engrenagens, o Monte Mestre Álvaro, com sua exuberante beleza e majestade. Finalmente representando o nosso litoral o mar que banha o morro.
Acima do escudo estão as datas 1566, data da fundação da Aldeia de Nossa Senhora da Conceição de Serra, e 1833, quando foi criado o Município da Serra.
OBSERVAÇÃO:
Permitimos a livre reprodução do conteúdo e agradecemos a citação da fonte com a inclusão de nosso link, se possível.
Fonte de Pesquisa:
Borges, Clério José - Livro História da Serra, 1a. 2a. e 3a Edição - 1998, 2003 e 2009 - Editora Canela Verde - À Venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89
Borges, Clério José - Livro Dicionário Regional de Gírias e Jargões - 2010 - Editora Canela Verde - À Venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89

LIVRO HISTÓRIA DA SERRA
Melhor Livro em prosa de 1998
O Livro "História da Serra" é eleito o melhor de 98 no gênero prosa. (...) O autor do livro foi comunicado da colocação obtida por seu livro por uma carta enviada no dia 20 de Janeiro, pela Presidente da Sociedade de Cultura Latina do Brasil, entidade com sede nacional em Mogi das Cruzes, São Paulo, a também escritora, Maria Aparecida de Mello Calandra”. Notícia do Jornal "Tempo Novo", de 30 de janeiro de 1999.
“Mogi das Cruzes, 20 de Janeiro de 1999. Excelentíssimo Sr. Clério Borges de Sant'Anna.
Por meio desta vimos parabenizar Vossa Excelência pela expressiva votação popular conquistada na eleição de "Os Melhores de 1998”.
Aproveitamos o ensejo para informar Vossa Excelência que a obra intitulada "História da Serra" foi eleita como um dos melhores livros de 1998, publicado em prosa no Brasil.
A cerimônia oficial de premiação dar-se-á em abril de 1999. Sem mais, despedimo-nos. Professora Maria Aparecida de Mello Calandra, IWA, Presidente da Sociedade de Cultura Latina do Brasil, CGC: 01. 208. 554/0001 - 41 - Mogi das Cruzes - São Paulo”.
"Motivo de Orgulho para a Serra. O Escritor Clério José Borges de Sant'Anna, membro da Academia de Letras e Artes da Serra, presidente do Clube dos Trovadores Capixabas e colaborador da Câmara de Literatura do Conselho Estadual de Cultura - CEC, recebeu um Voto de Louvor de seus companheiros de Conselho, pela honrosa classificação em primeiro lugar, obtida pelo livro "História da Serra", de sua autoria. (...) O livro de Clério concorreu com centenas de outras publicações do gênero, e o reconhecimento como melhor obra veio da Sociedade de Cultura Latina do Brasil, em Janeiro último. O ofício do CEC comunicando o Voto de Louvor foi assinado pela presidente Maria Beatriz Abaurre”. Notícia publicada no Jornal "Tempo Novo", de 29 de maio de 1999, página 7, coluna "Gente e Negócios”.
"Premiado - O livro História da Serra, de autoria do presidente do Clube dos Trovadores Capixabas, Clério Borges, ganhou o primeiro lugar como o melhor livro de 1998, no gênero prosa. (...)" Jornal "A Gazeta", de Vitória, ES, coluna Victor Hugo, de 03 de fevereiro de 1999.
Telegrama: "A Academia de Letras e Artes da Serra parabeniza nobre acadêmico pela premiação melhor livro de 1998, gênero prosa, História da Serra, pela Sociedade de Cultura Latina do Brasil. A premiação faz jus pelo valor cultural do livro, bem como qualifica nobre confrade como grandioso e brilhante escritor. Sandra Regina Bezerra Gomes, Presidente da Academia de Letras e Artes da Serra”.
"Receba meus cumprimentos pelo lançamento do livro História da Serra e pelo sucesso. Parabéns. Adirson Vasconcelos - Escritor de Brasília, da Academia de Letras - Distrito Federal”.
"(...) O seu livro História da Serra, publicado recentemente, teve o destaque de O Melhor Livro em prosa do Ano, prêmio que lhe foi conferido pela Sociedade de Cultura Latina do Brasil. Ao ilustre polígrafo, os parabéns da coluna. Humberto Del Maestro - Coluna Literatura e Arte - Jornal Correio Popular - Cariacica, 12 a 18 de março de 1999”.
"Quero parabenizar em meu nome e em nome dos Conselheiros do Conselho Municipal de Cultura da Serra o Escritor Clério José Borges por sua excelente obra História da Serra, que pela importância que possui foi inclusive adotada nas Escolas Municipais da Serra do nosso Município pela ilustre Secretária Municipal de Educação, professora Márcia Lamas. Parabéns”. Aurélio Carlos Marques de Moura, presidente do Conselho Municipal de Cultura da Serra.
Foto 01: Reprodução do Ofício comunicando que o Livro HISTÓRIA DA SERRA foi escolhido o Melhor Livro do ano de 1998.
Foto 02: No dia 05/06/2010, em solenidade em Itabira, MG, o Troféu Carlos Drummond de Andrade foi entregue ao Escritor Clério José Borges, como Escritor Destaque do Ano de 2010, pelo Jornalista Eustáquio Lúcio Felix. Clério Borges foi o único Capixaba distinguido com tal honraria em 2010.

SESSÃO SOLENE DA CÂMARA HOMENAGEIA HISTORIADORES DA SERRA
15/09/2005 - Em solenidade realizada na Sala de Reuniões Flodoaldo Borges Miguel,
no Plenário da Câmara Municipal da Serra, os Escritores Clério José Borges de Sant Anna, João Luiz Castello Lopes Ribeiro e Galbo Benedicto do Nascimento
foram homenageados com uma PLACA ESPECIAL, DIPLOMA DE HONRA AO MÉRITO, HISTORIADOR SERRANO.
O Dia do Historiador foi uma Lei Municipal aprovada pela Câmara e sancionada pelo Prefeito da Serra, em 2005.
De Autoria do Vereador Joâo de Deus Corrêa, o Dia do Historiador Serrano foi aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal da Serra, sendo a primeira Lei aprovada pela Câmara e sancionada em 2005 pelo Prefeito Municipal, Dr. Audifax Barcellos.
A comemoração foi concretizada no dia 15 de Setembro de 2005, ocasião em que foram homenageados os três principais historiadores do Município da Serra, Clério José Borges; João Luiz Castello Lopes Ribeiro e Galbo Benedicto do Nascimento, os três membros fundadores da Academia de Letras e Artes da Serra, Serra, ES
Na foto Clério José Borges, Vereador Tio João e João Luiz Castello em solenidade na Câmara Municipal da Serra, ES, Brasil.
Foto da Placa Especial recebida por Clério José Borges, no dia 15 de Setembro de 2005, na Sessão Solene do Dia do Historiador da Serra, presidida pelo Vereador João de Deus Corrêa, o Tio João. A Placa diz: " Diploma de Honra ao Mérito. HISTORIADOR SERRANO. CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT ANNA. A Câmara Municipal da Serra, através do Vereador João de Deus Corrêa - Tio João, confere o
TÍTULO DE HONRA AO EMÉRITO HISTORIADOR SERRANO, ESCRITOR CLERIO JOSÉ BORGES DE SANT ANNA, por sua brilhante capacidade de Criação Literária, Emérito Trabalho de Pesquisador da História da Serra. Serra, Estado do Espírito Santo, 15 de Setembro de 2005. Assinado: João de Deus Corrêa - Tio João, Vereador Proponente e Adir Paiva, Presidente".

Livros de Clério José Borges de Sant Anna, à Venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BIBLIOGRAFIA
A bibliografia sobre a
historiografia do Município da Serra se confunde com a própria
historiografia capixaba.
Na Serra poucos são os livros que
contam a história do Município. Algumas são obras sem
embasamento científico. Sem pesquisa.
O projeto desta obra nasceu em
1991. As pesquisas foram iniciadas em 1993, tendo o autor que
conciliar o seu trabalho de Funcionário Público Estadual,
com as horas necessárias para a pesquisa. Ao longo de quatro
anos dez viagens foram feitas, exclusivamente para pesquisas. Oito
ao Rio de Janeiro em visitas a Ilha dos
Maracajás, atual Ilha do Governador e na Biblioteca
Nacional e Arquivo Nacional. Outras
duas viagens foram realizadas ao Estado de São
Paulo para que o autor tivesse certeza absoluta de que nunca
existiu nenhum padre Lourenço Brás, no Espírito Santo e no
Brasil na época da colonização pois existem os que
defendem a tese da existência de dois padres: Um Lourenço Brás
e outro Braz Lourenço. Todas as viagens custeadas pelo próprio
autor, sem qualquer apoio cultural.
Também diversas correspondências
foram trocadas com escritores do Rio, São Paulo e Portugal.
Os trabalhos de pesquisa
terminaram em julho de 1997, após serem checadas
mais de 5 mil informações e lidos mais de 200
livros e publicações sobre a Serra.
Estas indicações bibliográficas
são para conhecimento dos leitores. Caso haja alguma dúvida
sobre qualquer informação prestada, bastará ao leitor
identificar a obra e pesquisar sobre o que consta neste livro.
É assim que se faz a história de
um Município. Com informações precisas obtidas em livros
antigos e documentos verdadeiros.
Algumas obras citadas, como "Cartas
dos Jesuítas", não foram localizadas no Espírito
Santo sendo localizadas somente na Biblioteca Nacional e
no Arquivo Público Nacional, no Rio de Janeiro.
O autor também obteve algumas
informações sobre cartas antigas de Braz
Lourenço no Colégio dos Jesuítas "São
Luiz", em São Paulo.
FONTES DE PESQUISA
Estas são as fontes em que o
autor se baseou para escrever este livro que conta a verdadeira História
da Serra:
ACCIOLI DE VASCONCELLOS,
Inácio - Memória Estatística da Província do Espírito Santo.
Escrita no ano de 1828. Arquivo Público Estadual - Vitória - ES
- 1978.
ANCHIETA, José de. S.I. -
Cartas, Informações, Fragmentos históricos e Sermões (
1554-1594 ) - Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1933. 567
páginas ilustradas.
ASSIS, Francisco Eugênio de
- Dicionário Geográfico e Histórico do Espírito Santo -
Vitória, 1941.
BALESTREIRO, Heribaldo Lopes
- O Povoamento do Espírito Santo. Obras Pavonianas. Vitória,
1976.
BORGES, Clério José - O
Trovismo Capixaba - Editora Codpoe - Rio de Janeiro, 1990. 80
páginas. Ilustrado.
CABRAL, Luiz Gonzaga, Padre
- Jesuítas no Brasil - Companhia Melhoramentos - São Paulo,
1925.
CARDOSO JR., Nourival -
"Agora é a vez da Cultura Popular", Folheto colorido
elaborado pela Prefeitura Municipal da Serra em 1989
CARVALHO, José Antônio - O
Colégio e as Residências dos Jesuítas no Espírito Santo -
Expressão e Cultura, Rio de Janeiro, 1982, 302 páginas.
CASTELO, Marinaldo Fraga -
Trabalho datilografado reproduzido em cópias. Elaborado em 1973.
Cópia xerox na Biblioteca do Centro Comunitário de Parque
Residencial Laranjeiras. Centro Educacional Valparaíso - Serra -
ES.
CLÁUDIO, Afonso -
Insurreição do Queimado - Episódio da história da Província
do Espírito Santo. Fund. Ceciliano Abel de Almeida. Vitória,
1979.
DAEMON, Basílio Carvalho -
Província do Espírito Santo, Sua Descoberta, História,
Cronologia e Sinopse Estatística - Tipografia Espirito-Santense
- Vitória, 1897 - 513 páginas.
DINIZ MIGUEL, Ivonne - O
Homem da Serra. Escola Tipográfica das Obras Pavonianas. Sem
data. 128 páginas.
ELTON, Elmo - Velhos Templos
de Vitória e outros Temas Capixabas - Conselho Estadual de
Cultura - Vitória - ES, 1987 - 205 páginas; São Benedito, sua
devoção no Espírito Santo - DEC - Departamento Estadual de
Cultura - Vitória, ES, 1987 - 205 páginas; Anchieta - Versos e
dados históricos sobre padre Anchieta - CEC - Vitória, ES,
1984.
FERREIRA, Jurandyr Pires -
Enciclopédia dos Municípios Brasileiros. Volume XXII. Rio de
Janeiro, 1959.
FREIRE, Mário Aristides - A
Capitania do Espírito Santo - 1535/1822. Vitória, 1945.
GONDIM, Eunice Ribeiro - Os
Dois Portos Chamados de Martim Afonso: O da enseada de Botafogo e
o de São Cristóvão. "Revista Marítima Brasileira"-
Rio de Janeiro, Nº 85, janeiro/março. 1966. Ilustrada.
IPANEMA, Cybelle M. -
História da Ilha do Governador - Páginas 43 a 55.
LEITE, Serafim, S.I. -
História da Companhia de Jesus no Brasil - Lisboa, Livraria
Portugália; Rio de Janeiro. Editora Civilização Brasileira,
1938/50. 10 Volumes ilustrados.
LÉRY, Jean de. - Historie
dun Voyage fait em la Terre du Bresil, autrement dite
Amerique... - Rochelle, A. Chuppin, 1578. 424 páginas, II.
LESSA, Luís Carlos -
Araribóia, o Cobra das Tempestades - Editora Francisco Alves -
Rio de Janeiro, RJ.
LIMA, Sônia P./ Silva, M.
B. - Seis Mil Nomes para Bebês - Nova Sampa Diretrizes Ltda -
São Paulo. 192 páginas.
MARQUES, Cesar Augusto -
Dicionário Histórico, Geográfico e Estatístico da Província
do Espírito Santo - Typografia Nacional, 1878.
MIRANDA, Naly da
Encarnação - Reminiscências da Serra - 1556/1983, Edição do
autor, Serra, 1984. 88 páginas; Comentários Históricos da
Serra - Edição do autor, Serra, 1990. 78 páginas. Ilustrado.
MONJARDIM, Adelpho Poli -
Contos Fantásticos. Rio de Janeiro. Editora Oficina de Letras e
Artes - 217 páginas.
MORAES, Cícero - Como
Nasceram Cidade no Espírito Santo - 1954.
MORAES, Neida Lúcia - O
Espírito Santo era Assim - Rio de Janeiro, 1920.
MONTELLO, Jesse - Coleção
de Monografias Municipais - Nova Série nº 271 - Rio de Janeiro
- 18 de junho de 1984.
NEVES, Jayme Santos - A
Outra História da Companhia de Jesus - Vitória - Fundação
Ceciliano Abel de Almeida, 1984. 383 páginas.
NÓBREGA, Manoel, Padre -
Diálogo Sobre a Conversão dos Gentios - s/data. Edição antiga
reproduzida em cópias com falhas.
NOVAES, Maria Stella de -
História do Espírito Santo. Vitória. Fundo Editorial do
Espírito Santo - Sem data. 455 páginas; Lendas Capixabas -
Vitória - ES. Sem data.
OLIVEIRA, José Teixeira de
- História do Estado do Espírito Santo - 2ª Edição -
Fundação Cultural do Espírito Santo - 1975.
PACHECO, Renato José Costa
/ Rosa, Léa Brígida R. de Alvarenga e Neves / Luiz Guilherme
Santos Neves. - Espírito Santo minha terra, minha gente - Sedu -
Vitória, 1986. 57 páginas.
PENA, Misael - História da
Província do Espírito Santo - RJ - 1878.
RESENDE, Wilson Lopes de - A
Insurreição de 1849, na Província do Espírito Santo - Editora
Itabira - Cachoeiro de Itapemirim - 1949. 17 páginas.
ROCHA, Wilton Simas da -
Município da Serra - Trabalho mimeografado e datilografado,
reproduzido em cópias. Notícias Cívicas de Geografia e
História. Ao estudante Serrano de todos os Tempos. Junho/1981.
ROCHA, Levy - Viajantes
Estrangeiros no Espírito Santo. Brasília. Editora de Brasília,
1971; Viagem de D. Pedro II ao Espírito Santo - RJ - 1960.
RIBEIRO, Judith Leão
Castello - Presença. Vitória - ES. 1980. 131 páginas.
SÁ, Antônio de - Cartas
Jesuíticas II - Cartas Avulsas 1550/1568 - Edição da
Biblioteca Nacional ( RJ ).
SAINT-HILAIRE, Auguste de -
Viagem ao Espírito Santo e Rio Doce. São Paulo. Editora
Itatiaia. 1974.
SANTINI, Maria Luiza Parente
- 5.000 nomes para seu Bebê - Nova Sampa Diretriz Editorial -
1993.
TEIXEIRA, Álvaro - Roteiro
Cartográfico da baía de Guanabara e cidade do Rio de Janeiro -
século XVI e XVII, de Álvaro Teixeira Filho - Rio de Janeiro -
Livraria São José - 1975. 151 páginas.
THEVET, André, O.F.M. - La
Cosmographie Universelle... Paris, P. LHuillier, 1575, 2
volumes, ilustrado.
VASCONCELLOS, José
Marcelino de - Ensaio sobre a História e Estatística da
Província do Espírito Santo. Vitória. 1858.
VASCONCELLOS, Simão de -
Crônica da Companhia de Jesus do estado do Brasil. Lisboa. 1865.
VIANA, Manoel - Os
Brasilíades - Poema épico Brasileiro - Prefeitura Municipal de
Paranaguá - Paraná - 1984. 144 páginas.
VIOTTI, Hélio Abranches,
S.I. - Anchieta, o Apóstolo do Brasil na Capitania do Espírito
Santo - Edições Loyola - São Paulo - 1966.
PUBLICAÇÕES PESQUISADAS:
1- Relatório final da
Comissão Coordenadora do relatório Estadual sobre Meio Ambiente
e Desenvolvimento - ES - ECO 92 - Meio Ambiente e Desenvolvimento
no Espírito Santo. Oferta de Deivison Ribeiro.
2- Vitória News - Edição
semanal - Número 16, de 4 de dezembro de 1977 - Jornal
distribuído gratuitamente editado pelo Jornalista Rubens Manoel
Câmara Gomes. Reportagem: "Um Passeio ao Mestre
Álvaro" ( Página 4 ) Coleção do autor.
3- SERRA, EM FOCO O
DESENVOLVIMENTO - Publicação colorida da Prefeitura Municipal
da Serra, na administração do prefeito Adalton Martinelli.
Prospecto elaborado como síntese do Plano de Desenvolvimento
Industrial do Município da Serra, pela ETPI - Engenharia
Tecnologia e Projetos Industriais, em fevereiro de 1991. Oferta
do advogado Antônio Sérgio Massad. Coleção do autor.
4- Trabalho Mimeografado da
ETPI - Engenharia Tecnologia e Projetos Industriais Ltda.
Realizado em 1990/199l.
5- Guia da Ilha do
Governador - 2ª Edição de 1950. Oferta da Sra. Glécia Ribeiro
Gondim, residente na Ilha do Governador - Rio de Janeiro.
6- ATLAS ESCOLAR DO
ESPÍRITO SANTO. Elaborado pela Secretaria de Educação e
Cultura no Governo Gerson Camata, em 1986. Textos de Natália
Haese Lavagnoli, Gildo Willadino e Neida Lúcia Moraes.
7- Reportagens e Notícias
dos seguintes jornais:
A Gazeta, de Vitória - ES.
Várias edições.
A Tribuna, de Vitória - ES.
Várias edições.
Tempo Novo, de Laranjeiras,
Serra, ES. Várias edições.
O Diário, de Vitória-ES.
Edição de sexta-feira, 19 de agosto de 1977, nº 5.312.
Trombeta, da Serra - ES.
Edição de 1994.
Correio Popular, de
Cariacica, ES. Jornal de Cleilton Gomes. Várias Edições.
8- Revista Momento Policial
- ano IV - Edição nº 19 - outubro/novembro de 1992. Editada em
Porto Alegre - RS. Reportagem sobre a Serra. Coleção do autor.
9- Folheto editado pelo
Instituto Jones dos Santos Neves, de Vitória - ES, sobre o
título: "Informativo Região Metropolitana". Sem data.
10- Catálogo de Bens
Culturais Tombados do Estado do Espírito Santo. Editado por
Massao Ohno Editor, para o Conselho Estadual de Cultura do Estado
do Espírito Santo. 1991. Coleção do autor.
11- Almanaque de Santo
Antônio 1996 - Editora Vozes, Organizado por frei Edrian Josué
Pasini, O.F.M. Petrópolis - RJ - Junho de 1995.
PESQUISA ORAL:
O autor agradece as pessoas
que através de relato verbais ou epistolar, contribuíram para o
aperfeiçoamento desta obra:
Eliane Perez, Chefe da
Divisão de Informação Documental da Biblioteca Nacional, em
1993;
Pesquisador da Biblioteca
Nacional do Rio de Janeiro, Rutonio SantAnna;
Marlene, do Centro de
Documentação da Biblioteca Central da UFES;
Marta Martinez Pontes e
José Roberto Caldas Gama, da Biblioteca Central da UFES;
Padre Arnóbio e
Bibliotecária Débora, da Biblioteca do Colégio São Luiz, da
Rua Haddock Lobo, na Cerqueira Cesar, São Paulo;
Naly da Encarnação
Miranda;
Marcelo Furtado;
Artista Plástico Walter
Assis;
Humberto Aires de Moura e
Silva ;
Lourência Riani;
Márcia Lamas;
Ronaldo Lourenço Rodrigues;
Morador de Manguinhos;
Escritor Áureo Ramos,
residente na Ilha do Governador no Rio de Janeiro;
Raimundo Araújo, advogado
de Nilópolis - RJ, já falecido;
Escritor Eno Teodoro Wanke;
Gilson Gomes e Sandra Gomes;
João de Deus Corrêa, o Tio
João;
Trovadora Sirley Kaszuba,
desenhista de Porto Alegre-RS;
Agente de Polícia, Julião
Gonçalves Romeiro, desenhista;
Adir Ribeiro;
Valdemir Ribeiro de Azeredo,
desenhista;
Maria de Fátima Leandro de
Jesus, desenhista; Zedânove Tavares Sucupira;
Cecília Augusta Borges
Camata, Delegada de Polícia;
Professora Marisa Barbosa;
Clério de Brito, Professor
de História;
Investigador de Polícia,
Marcos Barbosa;
Adelson Dadalto;
Geraldo Magela, Ex -
Secretário de Turismo e Cultura da Serra;
Professora Déa Barbosa
Aguiar;
Clécia Ribeiro Gondim,
moradora da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro;
Gercino Cláudio Soares,
Delegado de Polícia aposentado;
Luiz Carlos Braga Ribeiro;
Ronaldo Braga Ribeiro;
Emanuel do Espírito Santo
Barcellos.
DADOS SOBRE O AUTOR DO LIVRO
CLÉRIO JOSÉ BORGES
Clério José Borges de
SantAnna - Nasceu a 15 de setembro de 1950 em Aribiri,
Município de Vila Velha - ES. Reside na Serra, no bairro Eurico
Salles, desde 1979.
Obras do autor:
1- Feliz natal - Boas Festas
- Trovas - Edição CTC - Clube dos Trovadores Capixabas - 1981.
2- Ano Internacional das
Pessoas Deficientes - Trovas - Edição CTC - 1981.
3- O Vampiro Lobisomem de
Jacaraípe - Literatura de Cordel - Coleção Folclore Capixaba -
Edição CTC - 1983.
4- O Melhor dos Melhores -
Poesias - Coletânea - Edições Caravelas - Coleção capixaba -
Porto Alegre/ Vitória - 1987.
5- O TROVISMO CAPIXABA -
História e documentário - Editora Codpoe do Rio de Janeiro -
1989.
6 - Alvor Poético - Editora
Scortecci - São Paulo - 1996.
PARTICIPAÇÃO EM
ANTOLOGIAS:
1- Anuário Coletânea da
Trova Brasileira - Fernandes Viana - Recife - Pernambuco - 1982.
2- Primavera em Trovas -
Arthur F. Batista - São Paulo - 1981.
3- Saudade em Trovas -
Arthur Francisco Batista - SP - 1983.
4- Trovadores Brasileiros -
Coordenador - Shogun Editora - 1984.
5- Trovadores 86 -
Organizada pelo autor com Antônio Soares - Edições caravelas -
1986.
6- Trovadores 87 -
Organizada pelo autor com Antônio Soares - Dois volumes. -
Edições Caravelas - 1987.
7- Mil Trovas de Amor e
Saudade - Edições de Ouro - Organizada por P. de Petrus e Noel
Bergamini - 1981. Uma trova do autor é publicada entre Trovas
dos melhores trovadores do Brasil.
8- Trovas da Constituinte,
organizada por Diniz Félix dos Santos, de Brasília , DF, 1987.
9- Brasil Trovador,
organizada por Laís Costa Velho - 1987.
10- Trovas sobre o Mar -
Coletânea de Arthur Francisco Batista - Mirante Editorial - São
Paulo - 1988 - Página 26.
11- Anais do 1º Encontro
Nacional de Trovadores em Petrópolis - RJ . Organizada por Maria
de Fátima Brasil - 1989.
12- Trovadores dos
Seminários Nacionais da Trova - Antologia organizada pelo autor
com Santa Inèze D. da Rocha - Edições Caravelas - Porto Alegre
- 1985.
13- Trovadores do VI
Seminário Nacional da Trova - cadernos Literários de nº 55/56
- Instituto Cultural Português - P. Alegre- 1986.
14- O Beija Flor na Trova -
Antologia de Aves - Organizada por Clodoaldo de Abreu Filho -
Companhia Brasileira de Artes Gráficas - 1985 - página 59.
15 - Casos da Vida Trovista
- Eno Teodoro Wanke - Edições FEBET - Episódio "Um Júri
Simulado", com participação do autor. Páginas 2 a 7.
16- Trovadores Brasileiros
da Atualidade. Livro organizado pelo autor com Antônio Soares.
Edições Caravelas - P. Alegre - 85.
17- Antologia da Trova
Escabrosa - Edições Codpoe - Eno Teodoro Wanke - Rio de Janeiro
- 1989 - Participação do autor na página 30.
18- Glosando Trovas, de
Gislaine Canales Trindade - Cruz Alta - RS - 1987.
19- Pedaços de Corações -
UBT de Bom Jesus do Galho - MG - 1981.
20- Dez Anos de Neotrovismo
- Antologia - 1990 - Eno Teodoro Wanke - Páginas 29 a 36.
21- "Curtindo os
Netos" - Edições Plaquette - Eno Teodoro Wanke - 1993 -
Capítulo 3 - "Com as netas no ES e MG" - Referências
ao autor.
22- Revista Ka Huna - nº
18, julho/ dezembro - 1986 - páginas 6 a 9. Editada por Mário
Linário Leal, em Brasília - DF.
23- Revista Brasília. Foto
na capa da Revista em 1987 - Publicação do Jornalista Reis de
Souza.
24- Valores Literários do
Brasil - Volume V - Selecionado poema com Medalha de Bronze em
mais de mil trabalhos. - 1987 - página 24 - Brasília - DF.
25- Trovas da Latinidade -
Organizador Diniz Félix dos Santos - Edições Poietiké - 1987
- Brasília - DF.
26- Autor do Prefácio do
Livro "O Máximo em Máximas" - nº 2 - Autor: Rocha
Ramos - Emil Editora Ltda - Belo Horizonte - MG - 1991 -
Organização póstuma das obras por Zeny de Barros lana.
Edição Pós-Mortem.
TROVAS COMO EXEMPLO:
1- Segredos do Bom Trovar,
de Maria Thereza Cavalheiro, apresenta Trova do autor como
exemplo do gênero cívico - São Paulo - página 19.
2- Introdução à Arte de
Fazer Versos ( Trova, Sextilha, Soneto ) - De Adison do Amaral -
Brasília - 1993. Exemplo de Trova para Escansão, na parte 49.
SELEÇÃO:
1- Um Soneto do autor com o
título "Fazer Trovas" foi selecionado pelo escritor
Eno Teodoro Wanke para o livro "Sonetos sobre Trovas".
BIBLIOGRAFIA:
1- Francisco Igreja -
Dicionário de Poetas Contemporâneos - Rio de Janeiro - 1988.
Verbete do autor. A edição de 1990, também apresenta verbete
do os dados do autor.
2- Eno Teodoro Wanke -
Várias publicações: "Vila Velha, Capital da Trova",
de 1983; "Neotrovismo", de 1985; "Atuação
Trovista", de 1985. Biografia e informações sobre o autor.
3- Enciclopédia da
Literatura Brasileira - Editada pelo Ministério da Educação -
Rio de Janeiro - Oficina Literária Afrânio Coutinho - 1990 -
Dois Volumes - O verbete do autor está na página 335 do 1º
Volume. Os dois volumes foram ofertados pelo escritor Eno Teodoro
Wanke na solenidade de abertura do 10º Seminário Nacional da
Trova, em Julho de 1990, no Salão do Palácio Anchieta, sede do
Governo do Estado do Espírito Santo.
OBRA ESPECIAL:
"Alvor Poético"-
Trovas , haicais, sonetos e poemas livres do autor. João
Scortecci Editora - São Paulo - 1996.
PARTICIPAÇÃO ESPECIAL:
"Escritores e
Escritoras do Século 21"- Antologia Literária - Poema
premiado "Fogo da Paixão"- página 33 - Litteris
Editora - RJ - 1994
"Grandes Poetas...Belas
Poesias" - Antologia Poética nº 21, com 68 páginas, do
Grupo Cooperarte de Literatura - Edição de Outubro de 1997.
Poesias do autor nas páginas 19 e 20.
BIBLIOGRAFIA DO AUTOR
CLÉRIO JOSÉ BORGES. Biografia Resumida
Historiador, Poeta e Trovador Capixaba, o Escritor Clério José Borges de Sant Anna nasceu em 15/09/1950, no bairro de ARIBIRI, Município de Vila Velha, ES. Funcionário Público Estadual Aposentado no Cargo de ESCRIVÃO, trabalhando durante 35 anos, tendo recebido ELOGIOS e Medalhas de Bronze, PRATA e Ouro da Polícia Civil do Espírito Santo. Estudou Direito e Pedagogia na UFES - Universidade Federal do Espírito Santo. Fundou e foi o 1º presidente da Academia de Letras e Artes da Serra, ALEAS. Fundou e preside o Clube dos Poetas Trovadores Capixabas, CTC. Pertence ao Instituto Histórico e Geográfico do ES. Conselheiro durante oito anos do Conselho Estadual de Cultura do Estado do Espírito Santo, tendo exercido as funções de Secretário de Plenário e de Vice Presidente. Conselheiro há 14 anos e atual Vice Presidente do Conselho Municipal de CULTURA da Cidade da Serra, ES. É morador da SERRA, ES, desde 1979 e Cidadão Serrano, titulo conferido pela Câmara Municipal da Serra em 26 de Dezembro de 1994. Senador da Cultura, pela Sociedade de Cultura Latina, SCL.
Correspondente da Academia CACHOEIRENSE de Letras, (ES); da Academia PETROPOLITANA de Letras, da Cidade de Petrópolis,(RJ); da Academia Brasileira da Trova e da Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas, ALCEAR e outras Academias e Associações Literárias do Brasil. Autor dos Livros: Trovas Capixabas; Trovadores dos Seminários da Trova; Trovadores Brasileiros da Atualidade; O Trovismo Capixaba; Alvor Poético; O Vampiro Lobisomem de Jacaraípe; História da Serra (3 Edições); Serra em Prosa e Versos/Poetas e Escritores da Serra; Origem Capixaba da Trova; Dicionário Regional de Gírias e Jargões. Organizador, desde 1981 dos Seminários Nacionais da Trova e dos Congressos Brasileiros de Poetas Trovadores. Detentor de Diversos Títulos, DIPLOMAS e homenagens, como por exemplo a MEDALHA CHICO PREGO, recebida em 30/03/2006. Teve atuação como Ator no Filme "QUEIMADO", de João Carlos Christo Coutinho, sobre a Revolta dos Negros Escravos do Distrito do Queimado, na Serra, ES, ocorrida em 1849. Atuou como Ator no FILME "Trovadores do Neotrovismo na Amazônia", da Cineasta Russa Valentina Ivanovna Kupnova.
Produz Vídeos amadores para o You Tube onde já atingiu o número superior a Um Mil Vídeos. É Ministro da Palavra, da Comunidade São Paulo, Paróquia São José Operário, desde Dezembro de 2009 e pertence a Pastoral Familiar da referida Comunidade e Paróquia. Envolvido em lutas comunitárias desde 22/04/1979, conforme histórico da AMBES. Confira Registro de Clério como Escritor na BIBLIOTECA NACIONAL. O Livro "História da Serra", 1ª Edição, foi eleito MELHOR LIVRO de 1998, publicado em prosa no Brasil e a cerimônia oficial de premiação foi realizada em abril de 1999, conforme comunicação da Professora e Acadêmica, Maria Aparecida de Mello Calandra, IWA, Presidente da Sociedade de Cultura Latina do Brasil, Mogi das Cruzes - São Paulo. No Dia 10/02/2007, em pleno Carnaval Capixaba, Clério José Borges foi homenageado, no SAMBÃO DO POVO, em Vitória, ES, como Historiador pela Escola de Samba ROSAS DE OURO, do Município da Serra, Espírito Santo. Clério desfilou como Destaque num Carro alegórico pois o enredo "SERRA 450 ANOS DE FUNDAÇÃO, foi baseado no Livro HISTÓRIA DA SERRA, de Clério José Borges. No dia 12 de Setembro de 2009 a convite de Júlio Cesar Batista Nogueira, conhecido como Júlio Autor, o Escritor Clério José Borges participou das filmagens do Vídeo Documentário, NOVA ALMEIDA EM UM OLHAR. No dia 05 de Junho de 2010, no Salão de Festas CENSI, em Itabira, Minas Gerais, Clério José Borges recebeu o título de DESTAQUE DO ANO e TROFÉU CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE.
FONTE DE PESQUISAS
Borges, Clério José - Livro "História da Serra", 1a. 2a. e 3a Edição - 1998, 2003 e 2009 - Editora Canela Verde - À Venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89
Borges, Clério José - Livro "Serra em Prosa & Versos - Poetas e Escritores da Serra", 1a. Edição - 2006 - Editora Canela Verde - Edição comemorativa aos 450 anos de colonização da Serra, ES. À Venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89
Borges, Clério José - Livro "Origem Capixaba da Trova", 1a. Edição - 2007 - Editora CTC - Clube dos Trovadores Capixabas - Coleção Neotrovismo Capixaba. Edição Limitada prestes a esgotar-se.
Borges, Clério José - Livro "Dicionário Regional de Gírias e Jargões", - 2010 - Editora Canela Verde - À Venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89
OBSERVAÇÃO:
Permitimos a livre reprodução do conteúdo histórico constante desta página na INTERNET e de Autoria de Clério José Borges.
Agradecemos a citação da fonte com a inclusão de nosso link, se possível.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Fim do Texto constante do Livro HISTÓRIA DA SERRA de Clério José Borges, publicação que se encontra à venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89.
O Autor Clério José Borges, hoje Funcionário Público Estadual aposentado, encontra-se disponível para realizar PALESTRAS sobre a "História da Serra", "Revolta dos Negros do Queimado" e sobre Poesia e Trovas, mediante agendamento antecipado (Telefone: 27 - 33 28 07 53) e determinadas condições a serem previamente combinadas, como por exemplo:
1 - Não é justo alunos assistirem a Palestra em pé. Certa ocasião Clério José Borges e o Poeta Albércio Nunes Vieira Machado foram realizar uma Palestra em Nova Almeida. A professora reuniu todos no pátio e o alunos, mais de 200, ficaram em pé.
Depois vendo que os referidos alunos estavam cansados, mandou todos sentarem no chão. Isto mostra falta de Planejamento e Organização.
2 - É necessário um aparelho de som e um bom microfone e antes do início da Palestra a professora organizadora do evento, explicar o motivo da realização de tal Palestra.
3 - É necessário transporte do Palestrante, do bairro Eurico Salles, Serra, ES, para o local do evento, ou seja, para o local da Palestra.
4 - Conforme o tempo e local, devem ser providenciadas a alimentação (ou lanche) e hospedagem, se for o caso.
5 - Não é cobrado Cachê. Apenas pede-se que sejam comprados antecipadamente VINTE Livros do autor (Valor de cada Livro R$ 15,00 sendo que alguns títulos estão limitados ou esgotados. Na Livraria Doce Saber em Laranjeiras os exemplares custam acima de R$ 20,00). Conforme o evento a compra dos livros poderá ser dispensada.
6 - O Escritor Clério José Borges não canta, não toca instrumentos e nem faz show. Realiza tão somente Palestra de conteúdo histórico e ministra Oficinas de Criação Poética com ênfase na Trova. No Canal do You Tube são encontrados Vídeos de Palestras em Escolas e homilias realizadas em Igrejas por Clério José Borges. Verifique e veja se servirá para o seu evento.
7 - Outros pequenos detalhes a combinar.
CAPA DE ALGUNS LIVROS ESCRITOS POR CLÉRIO JOSÉ BORGES
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