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CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT´ANNA                                             VOLTAR

A Ilha de Paquetá, bairro do Rio de Janeiro – descoberta em 1555 pelos franceses -

tem por nome oficial Freguesia do Senhor Bom Jesus do Monte da Ilha de Paquetá. Após uma tempestade na Baía de Guanabara, o galeão de Dom João Vl atracou em Paquetá, deslumbrando o Príncipe Regente que a chamou de “Ilha dos Amores”.

Paquetá deve seu nome aos índios Tamoios, de dialeto Tupi, seus primeiros habitantes, que assim batizaram a ilha por ser um “lugar habitado por pacas e etás” – abundantes na época.

Antes mesmo da Fundação da Cidade do Rio de Janeiro, a expedição de Villegaignon esteve por aqui com a missão de fundar a França Antártica. André Thevet era o cosmógrafo dessa expedição e coube a ele registrar a descoberta de Paquetá em dezembro de 1555 (e formalmente reconhecida em 18 de dezembro de 1556).

Paquetá foi também um dos principais focos da resistência Francesa à expedição de Estácio de Sá, que tinha como uma de suas principais missões expulsar os franceses: Os portugueses aliados aos Temiminós do Cacique Araribóia contra os franceses aliados aos Tamoios do Cacique Guaixará.

Nas águas de Paquetá ocorreu uma das principais batalhas da vitória Portuguesa, com a morte do líder Tamoio Guaixará. Ainda no ano da fundação da Cidade do Rio de Janeiro, em 1565 e, mesmo antes do seu falecimento, Estácio de Sá dava andamento à sua missão colonizadora, e Paquetá foi incluída na relação de terras doadas a seus aliados, sob forma de Sesmarias. No caso de Paquetá foram duas Sesmarias: A parte norte da Ilha, hoje o bairro do campo, doada a Inácio de Bulhões e a parte sul, bairro da ponte, doada a Fernão Valdez.

Com a colonização e o crescimento da Cidade, Paquetá passou a exercer um papel importante como produtora de hortaliças, frutas e legumes e, pedras e cal para construções. A Ilha era freqüentada por nobres e senhores de terras.

A chegada de D. João VI a Paquetá, em 1808, no mesmo ano em que a Família Real chega ao Brasil eleva a Ilha a importante status cultural junto à Corte e à população da Cidade. Paquetá assumia o papel de centro político.

Vários nobres e personalidades importantes passaram a freqüentar ou mesmo morar em Paquetá. Destacamos a presença de José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência que em 1829 afasta-se da Corte por motivos políticos e se exila em Paquetá.

No final deste século a Ilha passaria pelo que foi, provavelmente, o seu momento mais difícil: A Revolta da Armada.

Em 1893 a Marinha de Guerra deflagrou um movimento insurrecional contra o Governo do Marechal Floriano Peixoto. A Ilha foi involuntariamente base de operações para os revoltosos, ficando isolada do Rio de Janeiro por 6 meses.

Muitas famílias tiveram que se afastar da Ilha, as baixas foram intensas e ao final da revolta muitos Paquetaenses foram severamente punidos sob o argumento de que teriam colaborado com os revoltosos. Um período triste na história da Ilha.

Muitos se apaixonaram, mas quem mais amou Paquetá foi mesmo o Príncipe Regente e depois Rei do Brasil, D. João VI, que dela fez seu local preferido para as férias de verão.

José Bonifácio, perseguido e combatido por defender o fim da escravidão e do latifúndio, foi mantido preso, a partir de 1833 e até completar 70 anos, em sua casa na ilha de Paquetá. Aprendeu, também, a amá-la.

A pedra, localizada no final da Praia da Guarda, passou a ser conhecida como “da Moreninha”, depois que Joaquim Manuel de Macedo a utilizou como cenário de seu famoso romance – “A Moreninha”.

O transporte regular aquaviário na Baía de Guanabara foi iniciado em 1853, com a criação da “Companhia de Navegação de Nichteroy”, empresa privada que fazia o transporte de passageiros entre o Rio de Janeiro e Niterói, utilizando apenas três embarcações.

O terminal hidroviário de Paquetá começou a operar no ano de 1881, quando foram inauguradas a ponte de atracação e a linha regular de barcas entre a Praça XV e Paquetá. A ponte localiza-se ao norte da Baía de Guanabara, entre a Praia dos Tamoios e a Praça Pintor Pedro Bruno.

Fonte: http://paquetaonline.cereto.net/historia
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