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CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT´ANNA                                             VOLTAR

ORIGEM HISTÓRICA DA CIDADE DA SERRA – ESPÍRITO SANTO - BRASIL

Fundação da Serra. Fundadores, Braz Lourenço e Maracajaguaçu. Município. Área. População. Gentílico. Limites. Distritos.

Evolução histórica e primeiro Administradores da Serra. Vereadores administram a serra de 1833 a 1914

Patrimônio histórico e Cultural da Serra. O Congo e as Bandas de Congo. Igrejas. Academia de Letras. Trovadores.

Serra sede o bairro mais antigo do Município. Marco Zero. Distâncias e pontos turísticos e culturais.

Braz Lourenço e não Lourenço Braz e Maracajaguaçu e não Maracaiaguaçu. Futebol do Serra. Bandeira, Hino e Brasão.

Referências Bibliográficas usadas pelo autor Clério José Borges para a elaboração do livro História da Serra.


SERRA
ESPÍRITO SANTO
BRASIL



Texto do Livro "HISTÓRIA DA SERRA", de Clério José Borges.
O livro que possui cerca de 240 páginas pode ser encontrado
na E-mail: biss@lojabiss.com.br (Tel.: 27 - 33 38 39 05).
Permitida a reprodução do conteúdo. Agradecemos a citação da fonte

Com belas praias e um rico folclore e estando na Região Metropolitana da Grande Vitória, fazendo limite com a capital do Estado, a Serra é o segundo maior Município em extensão territorial, com 553km254m, perdendo apenas para Guarapari, que também pertence à Região Metropolitana da Grande Vitória e que possui 592km231m. A sede administrativa do Município, chamada de Serra Centro ou Serra Sede está localizada 27 km ao Norte de Vitória e fica próximo da Montanha do Mestre Álvaro (grande maciço de 833 metros de altitude e de origem vulcânica que marca significativamente a geografia do Município). A distância de 27 km entre Vitória e a Serra Sede foi medida do Marco Zero da Serra, (entre a Igreja Nossa Senhora da Conceição e a Praça Pedro Feu Rosa) até o Marco Zero de Vitória, localizado na porta de entrada da Catedral, na Cidade Alta.

O Município da Serra, Estado do Espírito Santo, Brasil cresce de maneira notável em razão de suas potencialidades nos diversos setores econômicos. Possui uma localização estratégica, ficando num raio de apenas mil quilômetros dos principais centros comerciais e industriais do Brasil, como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Salvador, além de ficar no centro econômico e administrativo do Espírito Santo. Estando na Região Metropolitana da Grande Vitória a Serra se constitui no município que consegue destaque no cenário industrial do Estado, consolidando seu desenvolvimento econômico para propiciar a melhoria da qualidade de vida de sua população.

O Espírito Santo localiza-se na região Sudeste, ocupando uma área de 45.597km², equivalente a 0,53% do território nacional. Tem como capital a cidade de Vitória, uma ilha de 89 km², limitando-se com os Estados da Bahia (ao norte), Minas Gerais (a oeste) e Rio de Janeiro (ao sul), além de ser banhado pelo oceano Atlântico (a leste). Sua extensão territorial é de 46.098,571 quilômetros quadrados, divididos em 78 municípios, um dos quais é o Município da Serra, limítrofe à capital, situado ao norte de Vitória. A sede do Município, porém, está numa região mais afastada, nas proximidades do Monte Mestre Álvaro (grande maciço de origem vulcânica que marca a geografia do Município). Apresenta clima predominantemente tropical, quente e úmido no litoral e temperado na zona serrana. Seu relevo é caracterizado como montanhoso, com altitudes que variam, do nível do mar até 2.000 metros. Possui diversificada malha rodoviária, complementando-se com a mais importante ferrovia nacional, a Estrada de Ferro Vitória-Minas e com o maior porto exportador de minério de ferro do Mundo, o Porto de Tubarão.

O Município é cortado de Norte a Sul pela Rodovia Federal “Governador Mário Covas”, conhecida como Rodovia BR-101 Norte, que liga o Sul ao Nordeste Brasileiro, permitindo um fácil acesso as cidades de Rio de Janeiro e Salvador. Nos últimos quarenta anos, a Serra conheceu transformação radical, deixando de ser tipicamente rural, cidade provinciana e tradicionalista, passando a ser o principal pólo industrial do Espírito Santo e a segunda economia do Estado, sendo superado apenas por Vitória. Na Serra está instalado o CIVIT - Centro Industrial da Grande Vitória, a Arcelor Mittal Tubarão (antiga CST - Companhia Siderúrgica de Tubarão) e parte da CVRD - Companhia Vale do Rio Doce que exporta minério de ferro para o Exterior.

Economia e Desenvolvimento – Em sua história o Município teve duas fases distintas de sua economia: a inicial rural, fase em que produzia cana-de-açúcar, café, mandioca e, em menor escala cereais, e ainda, extração de madeiras de lei. Havia um início de agroindústria, um tanto quanto rudimentar, com engenhos de produção de açúcar e aguardente, assim como, produção de farinha e máquinas de beneficiamento de arroz e produção de fubá de milho. Por volta de 1950 iniciou-se uma grande produção de abacaxi. Os frutos eram vendidos para outros estados do país e, também, exportados para outros países, principalmente, Argentina.

No século XIX, a Serra muito se desenvolveu, por ser um entreposto de comércio para a região norte da Província e, ainda, pela sua produção de açúcar e café. No início do século XX, ocorreu um processo de decadência. São José de Queimado, hoje Distrito da Serra, situado à margem do Rio Santa Maria da Vitória, possuía um porto chamado Porto do Una, onde era embarcada, em canoas que comportavam mais de cem sacas de café, a produção da região da Serra e onde eram desembarcados os produtos importados que atendessem às necessidades locais. O rio servia como via para o transporte em geral, inclusive para a integração de Vitória com a Serra, Santa Leopoldina e com o Norte do Espírito Santo. Com o advento da Estrada de Ferro Vitória a Minas e, mais tarde, a crise econômica mundial de 1929, que afetou o comércio de café e, conseqüentemente a economia da Serra, a vila de São José do Queimado desapareceu, praticamente não restando mais casas no local, a não serem algumas poucas residências de agricultores. Na vila, passou a existir apenas a ruína da Igreja de São José, pois o comércio passou a acontecer diretamente com Vitória e, por conseqüência, a Vila de Queimado sumiu e a Serra minguou.

O Espírito Santo conta com uma malha rodoviária estadual e rodovias federais, a BR 101 - que corta o estado de norte a sul, ligando-o ao Nordeste e Sul do país - e a BR 262, que vai de Vitória a Corumbá, Mato Grosso, pasando por Belo Horizonte, com 2.295,4 km de extensão total e a BR 601. No início dos anos de 1950 foi iniciada a construção da Rodovia Federal BR 101, o que promoveu, embora, no início, timidamente, o progresso da Serra.

A rodovia BR-101, também denominada translitorânea, é uma rodovia federal longitudinal do Brasil. Seu ponto inicial está localizado na cidade de Touros (Rio Grande do Norte), e o final na cidade de São José do Norte (Rio Grande do Sul). Atravessa doze estados brasileiros: Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em toda sua extensão de 4.125 Km é denominada oficialmente Rodovia Governador Mário Covas, conforme Lei Federal N.º 10.292, de 27 de Setembro de 2001.

MENOR RODOVIA FEDERAL DO BRASIL - No Estado do Espírito Santo está localizada a menor Rodovia Federal do Brasil, a BR 601, que compreende o trecho que vai da frente do Aeroporto Eurico Salles em Vitória, Capital do Estado do Espírito Santo até o trevo de Carapina, já no Município da Serra, com 3,5 km de extensão. A Rodovia Federal BR-488, em São Paulo é considerada a Menor Rodovia do Brasil, mas possui 5,9 km de extensão total, ou seja, muito mais do que a BR 601. A BR 488 tem início na via Dutra-SP, passa pelo centro da cidade de Aparecida - SP, onde está localizado o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, e termina novamente na Dutra, no bairro Itaguaçu. Outra Rodovia Federal considerada menor do Brasil é a BR 363, em Fernando de Noronha, com 8 km de extensão, ou seja muito mais do que a BR 488 e a BR 601. Portanto a menor Rodovia Federal mesmo é a BR 601, na reta do Aeroporto, entre Vitória e Serra, ES.

O Município voltou a experimentar novo desenvolvimento, de uma forma acentuada, a partir da década de 60 (século XX). Na sua primeira fase, rural, a população era quase constante. Houve uma redução após o ano de 1872. Neste ano possuía 11.032 habitantes, fato ocasionado, dentre outros, pela abertura da Ferrovia EFVM – Estrada de Ferro Vitória a Minas, quando da inauguração do primeiro trecho: Porto Velho - Cariacica (km 17,26) - Alfredo Maia (km 28.873), que se deu em 13 de maio de 1904, o que levou os moradores da região a comerciarem diretamente com Vitória. A redução da população da Serra, também se deu pelo êxodo rural, um fenômeno acontecido em todo o Brasil.

Siderurgia e Indústrias - Em 1960, é dado início à segunda fase, a fase industrial. A Serra possuía uma população de 9.192 habitantes, a partir desta data, começam os investimentos na região e, muda a configuração urbana do Município. O Distrito de Carapina passa por um processo de grande desenvolvimento. Em 1963 é iniciado o Porto de Tubarão e, em 1969 é iniciado o CIVIT I, o que levou a população do Município da Serra, em 1970 para 17.286 habitantes. Na década de 70, outro investimento de grande porte é iniciado em solo serrano. Em 1976 inicia-se a construção da Companhia Siderúrgica de Tubarão - CST, hoje Arcelor Mittal Tubarão, que alavancou novo crescimento populacional, pois em 1980, o município já possuía uma população de 82.450 habitantes.

Comércio - O comércio varejista do Município tem maior destaque no bairro Parque Residencial Laranjeiras, de modo especial na Avenida Central, como pontos de destaque no comércio. Em Laranjeiras estão situados nove bancos, diversas lojas nos mais variados ramos (Construção, Confecção, como é o caso da Loja BISS, do empresário Clérigthom Thomes Borges, Móveis e Eletrodomésticos, como é o caso da Ricardo Eletro e Casas Bahia, Supermercados, Lanchonetes, Papelarias, como a Doce Saber do empresário Luiz Carlos Maioli, Escolas, etc). Em 2002, foi inaugurado um pequeno Shopping Center que visava a atender a comunidade local. O Shopping Laranjeiras conta com quatro salas de cinema, lojas variadas e praça de alimentação.

Shopping Mestre Álvaro – No dia 6 de Dezembro de 2011 foi inaugurado o Shopping Mestre Álvaro, que se localiza no bairro Eurico Salles, próximo ao Aeroporto de Vitória (Aeroporto Eurico de Aguiar Salles). O Mestre Álvaro é o segundo maior Shopping do Espírito Santo, perdendo apenas para o Shopping Vitória. Com isso, o bairro de Eurico Salles ganha uma grande notoriedade graças aos largos investimentos que estão sendo feitos a seu redor, incluindo condomínios de alto padrão residencial, e de luxo. O bairro, dentro dessas circunstâncias pode ser classificado como um bairro nobre da cidade de Serra. Recentemente, diversos empreendimentos imobiliários instalaram-se na região, principalmente na construção de condomínios residenciais fechados de casas, prédios residenciais e shoppings, contribuindo assim para a especulação imobiliária regional. Em 2006, foi especulado que residências situadas na Avenida Central (Laranjeiras) receberam ofertas de compras na faixa de Um Milhão de Reais, de grandes instituições, comércios e bancos. O bairro Parque Residencial Laranjeiras teve o maior índice de valorização imobiliária do Espírito Santo em 2007.

COLONIZAÇÃO DA SERRA
Braz Lourenço e Maracajaguaçu fundam a Aldeia Indígena próximo ao rio Santa Maria
Em 1564 a Aldeia Indígena e o povoado mudam para o outro lado da Montanha

A Serra teve início com a fundação de uma Aldeia dos Índios Temiminós, próxima a uma Cadeia de Montanhas, uma Serra, denominada Morro da Serra, ou Morro Mestre Álvaro, com 833 metros de altitude. A Aldeia Indígena foi construída inicialmente no Sopé da Montanha, numa região de Várzea, onde foi feita uma pequena capela coberta com folhas secas (palhas). Sopé é a parte inferior ou base de rocha, encosta ou montanha. Várzea é uma planície, terreno plano em vale extenso e cultivado. A fundação da Aldeia de Nossa Senhora da Conceição onde, em 1556, foi feita sob a orientação do padre Jesuíta Braz Lourenço e ali foram alojados os índios da Tribo dos Temiminós, de Maracajaguaçu, vindos da baía de Guanabara, Ilha de Paranapuã, atual Ilha do Governador, no Rio de Janeiro.

Dia 08 de Dezembro de 1556 - Os padres Jesuítas eram devotos e divulgadores da Imaculada Conceição de Maria. Assim sabe-se com exatidão que a data de fundação da Serra foi mesmo no dia 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição de Maria, mãe de Jesus. A data foi escolhida pelo padre Jesuíta Braz Lourenço para celebrar a primeira Missa na Aldeia Indígena dos Temiminós de Gato Grande. Na INTERNET é encontrada a seguinte versão: A colonização das terras, onde se desenvolveu o município teve início em meados do século XVI, quando o padre Braz Lourenço, em missão de catequese, penetrou na região, povoada pelos índios Goytacazes. (Esta versão não é verdadeira. Os Índios Goytacazes não habitavam a região. Braz Lourenço foi encarregado pelo Donatário Vasco Coutinho de instalar, os Índios Temiminós, que haviam chegado do Rio de Janeiro). No Site da Prefeitura da Serra, mostrando incompetência e falta de interesse em realizar pesquisa em fonte primária é divulgada a seguinte versão errada: "Quanto ao dia e mês da chegada do padre Brás Lourenço na Serra, não se sabe com exatidão. Porém, como era costume dar nomes a lugares ou acidentes geográficos com o nome do santo do dia, supõe-se que tal data tenha se dado em 08 de dezembro de 1556, dia consagrado à Santa Nossa Senhora da Conceição".

O texto errado é baseado em um Livro do Memorialista Naly da Encarnação Miranda que, sem procurar pesquisar em documentos históricos, cita como fundador da Serra, um padre chamado Lourenço Braz, chegando a afirmar que existiam dois Padres Jesuítas, um Lourenço Braz e outro Braz (ou Brás) Lourenço. UM absurdo. A verdade é que se sabe SIM com exatidão o dia e chegada de Braz Lourenço no Espírito Santo, que ocorreu na oitava do Natal de 1553. Veio substituir o primeiro Provincial do Espírito Santo Afonso Braz, que inclusive iniciou a construção da Igreja de São Tiago, atual Palácio Anchieta, em Vitória. Os padres jesuítas eram devotos e divulgadores da Imaculada Conceição de Maria.

Assim sabe-se com exatidão, através de fonte primária (Serafim Leite), que a data foi mesmo 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição de Maria, mãe de Jesus. Braz Lourenço não permaneceu e nem residiu na Serra. Era o Provincial da Capitania do Espírito Santo e residia em Vitória na Igreja São Tiago, atual Palácio Anchieta, tendo sido Provincial (Superior) de 1553 a 1564, conforme a mesma fonte primária, o Livro "História da Companhia de Jesus no Brasil", do padre Escritor Serafim Leite, que inclusive destaca: “As Aldeias da Capitania do Espírito Santo foram em sua maioria fundadas e organizadas pelo padre Braz Lourenço”.

Em carta escrita pelo padre Luis da Grã, em 24 de abril de 1555, consta: "... porque, depois que eu tornei a arribar a esta Capitania, chegou aqui um Principal que chamam Maracajaguaçu, que quer dizer Gato Grande, que é mui conhecido dos Cristãos e mui temido entre os Gentios, e o mais aparentado entre eles. Este vivia no Rio de Janeiro e há muitos anos que tem guerra com os Tamoios, e tendo dantes muitas Vitorias, por derradeiro vieram alguns apertos com cercas que puseram sobre a sua Aldeia e dos seus, que foi constrangido a mandar um filho seu a esta Capitania a pedir que lhe mandassem embarcação para se servir pelo aperto grande em que estava, porque ele e sua mulher e seus filhos e os mais dos seus se queriam fazer Cristãos. Fica agora o padre Braz Lourenço com uma nova ocupação (...) com eles, e espero no Senhor Deus que se farão Cristãos e que daí ajuntaremos alguns mínimos e que serão mais fiéis do que eles costumam ser." - LEITE, Serafim. Cartas dos primeiros Jesuítas do Brasil. Tomo II, São Paulo, 1954. P. 226.

Espírito Santo - A colonização do Espírito Santo se iniciou no dia 23 de maio de 1535, com o Donatário Vasco Fernandes Coutinho e mais 60 companheiros. Logo o território da Serra foi explorado pelos primeiros colonos, que estavam em busca do ouro. "Pelos fins de junho de 1535, alguns povoadores dos mais destemidos, por terra, foram abrindo picadas, sertão adentro, em direção ao Mestre Álvaro, em busca de ouro e pedras preciosas, chegando até aos arredores do lugar onde está hoje a cidade da Serra." Trecho do discurso do Padre Ponciano Stenzel dos Santos no dia 23 de maio de 1935, nos festejos comemorativos dos 400 anos da colonização do Espírito Santo.

Antes da colonização, a Serra era habitada pelos Índios Tupiniquins que viviam no litoral. Posteriormente vieram do Rio de Janeiro os Índios Temiminós, ocasião em que o padre jesuíta, Braz Lourenço (o nome correto é Braz Lourenço e não Lourenço Braz) e o Chefe Indígena, Maracajaguaçu (Gato Grande), em 1556 fundam nas proximidades do Mestre Álvaro, a Aldeia de Nossa Senhora da Conceição, estabelecendo as bases de colonização de uma região que posteriormente seria a cidade da Serra.

Os índios Temiminós haviam mudado para a Capitania do Espírito Santo, saídos da Ilha de Paranapuã, (seio do mar), também chamada de Ilha do Gato, na baía de Guanabara, atual Ilha do Governador, no Estado do Rio de Janeiro. Os Índios vieram em quatro embarcações cedidas pelo Donatário da Capitania do Espírito Santo, Vasco Fernandes Coutinho. Seus líderes eram Maracajaguaçu e seu filho Araribóia. No Espírito Santo os dois líderes indígenas são altamente prestigiados pelo Donatário Vasco Fernandes Coutinho - que iniciou a colonização do Espírito Santo em 23 de maio de 1535. Maracajaguaçu e Araribóia participavam sempre dos principais eventos e solenidades da Capitania. O outro fundador, padre jesuíta Braz Lourenço, havia chegado de Portugal em 1553, junto com o Jesuíta, José de Anchieta, que era apenas um Aprendiz, (aluno) e não tinha ainda sido ordenado Padre. Anchieta ordenou-se padre em 1565.

Heróis desbravadores – A origem desta terra está estruturada no trabalho e suor de heróis desbravadores que no seu anonimato fixaram as bases de uma grande cidade. Os Índios e Portugueses aliados depois aos Negros moldaram os alicerces de um povo que ao longo da história mostrou-se aguerrido e trabalhador. A origem da Serra acontece no momento em que os Índios Temiminós, do Rio de Janeiro sob a orientação do padre Jesuíta, Braz Lourenço fixam-se nas proximidades da montanha do Mestre Álvaro e do rio Santa Maria da Vitória. É então fundada a Aldeia Indígena de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, cuja capela foi inaugurada a 8 de dezembro de 1556, com missa, rezada por Braz Lourenço e a presença do bravo Maracajaguaçu, Gato Grande, que viera com sua tribo, em migração, do Rio de Janeiro.

A Aldeia que deu origem ao município da Serra situava-se pelo outro lado do Morro do Mestre Álvaro, entre a Montanha e o rio Santa Maria da Vitória. Posteriormente foi transferida para o local atual, numa colina, devido a uma Epidemia de Varíola, altamente contagiosa, que atacou a região em princípios de 1564. Paralelamente à fundação da Aldeia de Nossa Senhora da Conceição da Serra, surgiam também outras aldeias que mais tarde se tornariam distritos do Município: Carapina, Nova Almeida, Calogi e Queimado.

Mudança de local - Inicialmente a Aldeia Indígena de Nossa Senhora da Imaculada Conceição situava-se entre o Morro e o rio Santa Maria da Vitória, numa várzea localizada no sopé da Montanha. A Aldeia se desenvolve com a construção de um Povoado nas proximidades, organizado em 1562, pelo padre Fabiano de Lucena. Em 1564, uma epidemia de Varíola muda a Aldeia Indígena e o povoado para o outro lado do Morro da Serra, numa colina. No imaginário do povo, a Montanha serviria de barreira para evitar a propagação da referida doença. A doença das bexigas (varíola) havia atingido toda a Capitania do Espírito Santo começando, segundo os historiadores na aldeia de Nossa Senhora da Conceição, onde eram responsáveis Diogo Jácome e Pedro Gonçalves. "Era tão geral a doença que em todas as casas havia enfermos. Tais casas mais pareciam hospitais. Havia dias em que se enterravam três a quatro mortos." - Carta do padre Pedro da Costa de 1564.

A mudança de sítio (local) ocorre em Junho de 1564, oito anos após a fundação da Aldeia de Maracajaguaçu, nas proximidades do rio Santa Maria da Vitória. O novo local foi previamente escolhido pelos padres Diogo Jácome e Pedro Gonçalves com acompanhamento dos Índios e Portugueses que imaginavam que a Montanha pudesse impedir a propagação da doença, o que realmente aconteceu já que não existem registros de que a doença tenha continuado naquela época do outro lado da Montanha. É escolhida uma colina, o mesmo local onde hoje está situada a sede do Município da Serra.

Heróicos enfermeiros - Os padres adotaram a mesma postura de outros Jesuítas ao fundarem os núcleos de catequese e povoados, escolhendo uma região alta, uma colina, onde constroem uma capela em local central, amplo e descampado. Próximo foi construída a Aldeia Indígena de Maracajaguaçu e ao redor da Igreja forma-se o povoado. Pedro Gonçalves e Diogo Jácome que se empenharam no atendimento aos doentes acabaram contraindo a doença e faleceram. Pedro em novembro de 1564 e Diogo no dia 10 Abril de 1565, conforme informações em Carta da época do padre cronista Simão de Vasconcellos. Diogo Jácome e Pedro Gonçalves são considerados os primeiros mártires da Serra. Deram a vida pelos irmãos, cuidando dos doentes sem nenhum medo da doença altamente contagiosa.

Com o tempo, nas proximidades da Aldeia Indígena vai se formando um Povoado, com a participação dos colonizadores portugueses que vão estabelecendo suas residências e seus engenhos. Anos depois chegam os Negros Escravos para o trabalho braçal. Da miscigenação de Portugueses, Índios e Negros surge o POVO SERRANO, que dos portugueses herdou a religiosidade, dos negros um rico folclore e um grandioso gosto pelas festas e dos Índios, a paixão pela liberdade.

FUNDADORES DA SERRA

Os fundadores da Serra foram Maracajaguaçu, chefe dos índios Temiminós e o padre jesuíta Braz Lourenço, que a 08 de dezembro de 1556, promoveram a realização de uma Missa numa Capela de palhas construída no interior da Aldeia Indígena de Nossa Senhora da Conceição da Serra do Mestre Álvaro, hoje Serra.

1 – Maracajaguaçu - Gato Bravo Grande, podendo-se abreviar para Gato Grande - MARACAJÁ, Gato/GUAÇU, Grande. Chefe da Tribo dos Índios Temiminós. Muitos usam a grafia antiga Maracaiaguaçu. É necessário que se faça uma atualização. Já pensou escrevermos ainda Farmácia com PH, como ocorria no tempo em que se escrevia Maracaiaguaçu? Gato Grande nasceu no Rio de Janeiro, em 1501, na Ilha de Paranapuã, (palavra em Tupi que significa "seio do mar"), também chamada pelos Indígenas de Ilha de Paranapecu e pelos Franceses e Portugueses de Ilha do Gato, sendo atualmente conhecida como Ilha do Governador, na baía de Guanabara.

Após sofrer algumas derrotas, nas guerras com os seus inimigos, os índios Tamoios que viviam no Continente, Maracajaguaçu resolve pedir asilo (ajuda) na Capitania do Espírito Santo, recebendo total apoio do Donatário Vasco Fernandes Coutinho, que de imediato mandou quatro lanchões (tipo de navio) para trazerem toda a Tribo Indígena e seus pertences para as terras do Espírito Santo, onde o padre Braz Lourenço ficou encarregado de cuidar deles, fato ocorrido em 1554, conforme relato escrito do Padre Jesuíta Luiz Da Grã. Os índios em número aproximado de 2000 ficam inicialmente em Vitória partindo, em seguida, em 1555, para a região da atual Santa Cruz e depois, em 1556, retornam para perto de Vitória, onde constroem uma Aldeia na atual região da Serra. Junto com Maracajaguaçu estão seus filhos, Araribóia e Manemoaçu. Maracajaguaçu é uma palavra na língua Tupi que significa Gato Bravo Grande, podendo-se abreviar para Gato Grande. Maracajá: Gato Bravo e Guaçu: Grande.

2 - Padre Jesuíta Braz Lourenço - Nasceu no ano de 1525, em Melo, diocese de Coimbra, em Portugal. Chegou ao Brasil em 1553. Foi Provincial, Chefe dos Padres no Espírito Santo, por duas vezes: De 1553 a 1564 e depois em 1582. Nos dois períodos Braz Lourenço administrou os Jesuítas, bem como criou e fundou núcleos de catequese em várias Aldeias Indígenas. No primeiro período de sua administração, continuou a obra de construção do Colégio dos Jesuítas em Vitória. O Colégio havia sido iniciado pelo seu antecessor Afonso Braz. Foi também o construtor da primeira residência dos Jesuítas na vila de Vitória, pois o padre Afonso Braz deixara apenas “um pequeno seminário coberto de palhas”. O nome certo é BRAZ LOURENÇO, conforme a fonte primária, o livro "História da Companhia de Jesus no Brasil", de Serafim Leite.  

Braz Lourenço residia oficialmente em Vitória, pois era Provincial, (chefe dos padres), mas em seu trabalho de evangelização fundava e visitava várias Aldeias Indígenas. Foi encarregado pelo Donatário Vasco Fernandes Coutinho de abrigar os Temiminós de Maracajaguaçu, inicialmente alojando-os na região de Santa Cruz em 1554 e depois os trazendo para mais perto de Vitória em 1556, entre a Montanha do Mestre Álvaro e o rio Santa Maria da Vitória, conforme Carta de Luiz Da Grã de 24 de abril de 1555, "fica agora o padre Braz Lourenço com uma nova ocupação (...) chegou aqui um Principal, que chamam Maracajaguaçu, que quer dizer Gato Grande (...) mas o padre Braz Lourenço se ocupara com eles. (...).”

A Aldeia Indígena foi construída inicialmente no sopé da Montanha, numa região de Várzea, onde foi feita uma pequena capela coberta com folhas secas (palhas) de Palmeiras. Sopé: parte inferior ou base de rocha, encosta ou montanha. Várzea é uma planície, terreno plano em vale extenso e cultivado. Uma Missa Campal no interior da Aldeia Indígena, a Aldeia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, também conhecida como Aldeia do Gato e Aldeia de Conceição da Serra, marcou a fundação do núcleo inicial que daria origem posteriormente ao povoado de Conceição da Serra, depois Serra.

Os Temiminós haviam chegado de mudança. Haviam saído da distante região de Santa Cruz, onde haviam sido alojados inicialmente e retornavam para mais perto de Vitória para auxiliarem o Donatário Português Vasco Coutinho, na defesa da Capitania contra ataque de Índios inimigos e dos terríveis Piratas e Corsários (Franceses, Ingleses e Holandeses), que sempre apareciam na baía de Vitória. Em 26 de fevereiro de 1557 algumas caravelas francesas aportaram ao norte da baía de Vitória, fazendo escambo com os nativos e disparando alguns tiros para terra, sem, no entanto, maiores conseqüências. No ano seguinte o chefe indígena Maracajaguaçu (Gato Grande) e os Temiminós aprisionaram no rio Itapemirim, 20 franceses e os trouxeram para Vitória. Em 1561 Caravelas francesas atacaram Vitória, mas foram derrotadas pelo capitão-mor Belchior de Azeredo, com apoio do padre Braz Lourenço, dos índios Temiminós e da população local.

DATAS DA CRIAÇÃO DO MUNICÍPIO DA SERRA

02 de Abril de 1833 - Criada a Lei. Serra passa a ser Município independente.

19 de Agosto de 1833 - O Município da Serra é instalado solenemente, com a posse dos primeiros Vereadores eleitos. Toma posse como primeiro Administrador da Serra, o Presidente da Câmara de Vereadores, Luiz da Rosa Loureiro. A Câmara de Vereadores tinha naquela época funções executivas e os vereadores formavam um Conselho de Administração. O presidente da Câmara era o presidente do Govemo Municipal. Não existia, no Brasil daquela época, o cargo de Prefeito de um Município.

POPULAÇÃO DE 17.286 HABITANTES EM 1970
PARA 409.324 HABITANTES, 40 ANOS DEPOIS, EM 2010

A população da Serra tem crescido vertiginosamente, devido à construção de vários Conjuntos Habitacionais, a partir de 1980, quando o Município passou a oferecer uma opção de residência para os que trabalham na área da Grande Vitória e na Companhia Siderúrgica de Tubarão. Além disto, várias pessoas tiveram acesso à aquisição de uma casa própria através de financiamentos acessíveis e bem populares. A população da Serra aumenta em mais de 200 por cento de 1980 a 1996. Em 1980 a população da Serra era de 82.450 habitantes. O censo realizado pelo IBGE em 1991 aponta a Serra com 221.513 habitantes.

Em 1993 a Serra possuía uma população de 240.376 habitantes. Em 1995 a população era de 280.500 habitantes. Com a inauguração do Conjunto residencial “Cidade Continental” na região de Novo Horizonte e Carapebus, a população aumenta e em 2000, o Censo registra 330.874 habitantes. Em 2007 a população da Serra, segundo ainda o IBGE era de 385.370 habitantes, número que em 2010 passa para 409.324 habitantes, sendo o segundo maior Município por população do Estado, perdendo apenas para Vila Velha, com 414.420 habitantes e acima de Cariacica com 348.933 e Vitória, a Capital, com 325.453 habitantes. A população da Serra em 2013 é estimada em 500 mil habitantes.

POPULAÇÃO - De 1562 a 2013 - Para se avaliar o crescimento da população da Serra ao longo dos anos, eis os dados históricos existentes:

1562: 1.000 habitantes - A população da Serra em 1562, conforme Carta de Braz Lourenço, informando que na região existiam “mil almas”.

1860: 2.000 habitantes - A população da Serra em 1860 refere-se à sede do Município e consta dos documentos da visita de Dom Pedro II.

1940: 6.415 habitantes; 1950: 9.245 habitantes; 1960: 9.192 habitantes; 1970: 17.286 habitantes; 1980: 82.450 habitantes

1990: 142.633 habitantes - De acordo com o IBGE em 1990 a Serra possuía 142.633 habitantes, sendo a maioria, 71.340 homens, com uma pequena margem de diferença para as 67.376 mulheres na área urbana. Na zona rural havia 2.088 homens e 1.838 mulheres.

1991: 221.513 habitantes - População do Brasil, pelo Censo de 1991: 146.825.475 habitantes, sendo 72.485.122 homens e 74.340.353 mulheres. População do Espírito Santo, pelo Censo de 1991: 2.600.618 habitantes, sendo 1.297.557 homens e 1.303.061 mulheres. Em 1991, existiam na Serra 110.697 mulheres na área Urbana e 685 mulheres na área rural da Serra. Já os homens em 1991 eram: 109.272 na área urbana e 856 na área rural.

1993: 240.376 habitantes - População estimada em 1993, segundo fonte do Departamento Estadual de Estatística e publicado no Mapa do Espírito Santo, do Jornal “A Gazeta” de 20 de abril de 1994.

1994: 251.828 habitantes - População estimada, publicada em diversas reportagens dos Jornais “A Gazeta” e “A Tribuna” de Vitória-ES, no período de 1995 a 2003.

1995: 280.500 habitantes - População estimada, publicada em diversas reportagens dos Jornais “A Gazeta” e “A Tribuna” de Vitória-ES, no período de 1995 a 2003. Em 1996 a população do Espírito Santo era de 2,802 milhões.

1998: 290.000 habitantes - População estimada, publicada em diversas reportagens dos Jornais “A Gazeta” e “A Tribuna” de Vitória-ES, no período de 1995 a 2003.

2000: 330.874 habitantes - Os dados são de 01 de agosto de 2000, data de referência do Censo Demográfico 2000 do IBGE. Incluem-se os bairros Hélio Ferraz, Conjunto Carapina I e Bairro de Fátima, os quais o IBGE, conforme Lei Estadual considera como sendo pertencentes ao Município de Vitória. Assim, o total divulgado pelo IBGE se referindo ao Município da Serra tem uma diferença de 9.693 pessoas, sendo 4.593 homens e 5.100 mulheres a menos. O total da Serra segundo o IBGE é 321.181 habitantes, sendo 158.458 homens e 162.723 mulheres. Os dados destes bairros são preliminares, mas eles não alteram a população rural. Pelo Censo de 2000 a população do Estado do Espírito Santo era de 3.093.171 habitantes, sendo 1.560.824 mulheres e 1.532.347 homens, havendo um excedente de 28.477 mulheres em relação ao número total de homens. No Brasil a população total em 2000 era de 169.544.443 habitantes.

2000: 321.181 habitantes - População da Serra sem os bairros de Fátima, Carapina I e Hélio Ferraz. O total do Município da Serra segundo o IBGE é: 321.181 habitantes, sendo 158.458 homens e 162.723 mulheres e 85.812 domicílios.

2003: 350.160 habitantes - População estimada em 2003, divulgada pela Imprensa.

2010 (fonte IBGE): 409.324 habitantes. De acordo com o censo populacional do IBGE de 2010, a Serra tinha 409.324 habitantes, ocupando o posto de segundo município mais populoso do Estado. Mas, na verdade, seria a maior do Estado com 421.677 moradores, se considerarmos os bairros que não são contabilizados para o Município da Serra, pois o IBGE exclui como população da Serra, os habitantes dos bairros de Nossa Senhora de Fátima (Bairro de Fátima). Não é Rosário de Fátima que é outro bairro e fica ao lado de Manoel Plazza. Exclui ainda o bairro Conjunto Carapina I e Hélio Ferraz, considerados como pertencentes à cidade de Vitória. Isto está de acordo com a atual divisão territorial entre os municípios, em vigor pela Lei 1.919 de 3 de janeiro de 1964. Além destes, parte dos bairros Eurico Salles, Jardim Carapina e Carapebus fazem parte da Capital de acordo com esta lei. O Censo Demográfico de 2010, que contém os resultados definitivos do XII Recenseamento Geral do Brasil, informa que o Brasil possui 190.755.799 habitantes. Segundo o Censo Demográfico 2010, há no Brasil uma relação de 96,0 homens para cada 100 mulheres, como resultado de um excedente de 3.941.819 mulheres em relação ao número total de homens. Com este resultado, acentuou-se a tendência histórica de predominância feminina na população do Brasil, já que em 2000 o indicador era de 96,9 homens para cada 100 mulheres.

2013: Previsão: 500.000 habitantes

ÁREA DO MUNICÍPIO
IBGE usa equipamentos modernos de medição

A extensão territorial da Serra antes do ano 2000 era menor. Em 1969 era de 547 km2, sendo 1,2 por cento da área do Estado do Espírito Santo e 37,4 por cento da área da Grande Vitória, conforme o “Anuário Estatístico do Brasil” e Jornal A Gazeta de Vitória, ES, de 28 de agosto de 1971. Em 2000 o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, usando equipamentos mais modernos de precisão estabeleceu novos dados para os Municípios brasileiros que foram amplamente divulgados na Internet, a Rede Mundial de Computadores. A Serra passou a ter a extensão territorial oficial de 553 Km²254m.

São quase 554 quilômetros quadrados, sendo o segundo maior Município da Grande Vitória, perdendo apenas para Guarapari, que também pertence à Região Metropolitana da Grande Vitória e possui 592Km²231m. A Grande Vitória é composta de sete Municípios. Além de Serra e Guarapari pertencem a Região Metropolitana os Municípios de Vila Velha com 208 Km²820m; Cariacica com 279 Km²975m; Fundão com 279 Km²648m. Viana com 311 Km²608m e Vitória com 93 Km²381m. Área do Estado do Espírito Santo em Km²: 46.077,519. Área Territorial do Brasil: 8.514.876,599Km².

DENSIDADE DEMOGRÁFICA (hab/Km²) – Conforme Censo de 2010: 739,38

GENTÍLICO – Serrano. Quem nasce em Vitória é Vitoriense. O Vitoriense é chamado também de Capixaba, denominação que se estendeu para todas as pessoas nascidas no Espírito Santo. Quem nasce em Vila Velha é Canela Verde ou Vilavelhense. Quem nasce na Serra, portanto é SERRANO.

LIMITES – Quando o Município da Serra foi criado no dia 2 de abril de 1833, se estendia até a ponte da Passagem, em Vitória, mas com a construção depois do ano de 1960 do Aeroporto Eurico de Aguiar Salles e do Porto de Tubarão e a construção das empresas, Companhia Siderúrgica de Tubarão e Companhia Vale do Rio Doce, esses limites foram mudados, pela Lei Estadual N.º 1919, de 31 de dezembro de 1963 e boa parte da área passou para o Município de Vitória. Os atuais limites do Município da Serra foram então estabelecidos pela Lei Estadual N.º 1919, de 31 de dezembro de 1963.

A Serra limita-se: 

Ao Norte com o Município de Fundão.

A divisa com o Município de Fundão começa na foz do braço Norte no rio Timbuí. Desce por este até a sua foz no rio Reis Magos. Desce por este até a sua foz no Oceano Atlântico.

Ao Sul com os Municípios de Vitória e Cariacica.

A divisa com o Município de Vitória começa no Oceano Atlântico, na ponta de Carapebus, seguindo por um paralelo até encontrar a baía de Vitória e segue por esta até a foz do rio Santa Maria da Vitória, na divisa com o Município de Cariacica.

A divisa com o Município de Cariacica começa no ponto em que termina o limite com o Município de Vitória e sobe pelo rio Santa Maria da Vitória até a foz do córrego Tauá, na divisa com o Município de Santa Leopoldina.

Ao Leste com o Oceano Atlântico.

A Serra limita-se a Oeste, com o Município de Santa Leopoldina.

A divisa com o Município de Santa Leopoldina começa onde termina a divisa com o Município de Cariacica, depois sobe pelo rio Santa Maria até a foz do rio Mangaraí e segue por uma linha reta até o Morro Itapocu. Em seguida segue por uma linha reta até a foz do braço Norte do rio Timbuí, na divisa com o Município de Fundão.

DISTRITOS
Divisão do Município por Distritos

Quando o Município foi criado em 1833, desmembrado do Município de Vitória havia apenas um Distrito, o Distrito da Serra Sede. Pela lei provincial nº 06 de 06-11-1875, a vila de Serra, foi elevada à categoria de cidade.

SERRA E ITAPOCU - Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o Município é constituído de distrito sede. Pela lei Estadual nº 1.304, de 30-12-1921, é criado o Distrito de Itapocu e anexado ao Município da Serra. Em divisão administrativa referente ano de 1933, o Município é constituído de dois Distritos: Serra e Itapocu.

ITAPOCU E NOVA ALMEIDA - Em 11.11.1938 - É editado o Decreto-Lei nº 9.941, que fixa a divisão territorial do Estado, que vigorará sem alteração, de 1 de janeiro de 1939 a 31 de dezembro de 1943, e dá outras providências, assinado por João Punaro Bley, Celso Calmon Nogueira da Gama, Nelson Goulart Monteiro e Carlos Femandes Monteiro Lindemberg que, assim fixou os limites do Município da Serra, compreendido pelos distritos Sede, Itapocu (hoje Calogi) e Nova Almeida. O decreto acima foi editado na conformidade das normas gerais firmadas pela Lei Orgânica Nacional nº 311, de 2 de março de 1938. Nesta época os Distritos de Queimado e Carapina eram pertencentes à Vitória e, o atual distrito de Calogi possuía o topônimo de Itapocu. Por este mesmo Decreto-lei Estadual, o Município da Serra, adquiriu o Distrito de Nova Almeida, do município de Fundão.

CARAPINA E QUEIMADO – Em 31.12.1943 - O Município da Serra passa a ser constituído dos Distritos de Carapina, Nova Almeida - que já foi Distrito sede do município de mesmo nome, Queimado, Serra e Calogi (antigo Itapocu), conforme o Decreto-Lei Estadual nº 15.177, de 31 de Dezembro de 1943. Carapina e Queimado, na época pertenciam ao Município de Vitória. Sob o mesmo decreto acima citado o Distrito de Itapocu passou a denominar-se Calogi. Em divisão territorial datada de 01-07-1960, o município é constituído de cinco Distritos: Serra, Calogi ex-Itapocu, Carapina, Nova Almeida e Queimado. Em 1989 a Prefeitura Municipal da Serra elaborou um folheto de divulgação do Município, com texto creditado ao Professor de Geografia Nourival Cardoso Júnior, onde consta que na época o Município estava dividido em oito distritos: Serra-Sede; Carapina; Nova Almeida; Jacaraípe; Laranjeiras; José de Anchieta; Calogi e Queimado.

Os atuais Distritos da Serra estão definidos na Carta Magna do Município, a Lei Orgânica elaborada pelos vereadores e aprovada em 5 de abril de 1990 e que foi ratificada pelos Vereadores em 2005. Pela Lei Orgânica o território do Município da Serra está dividido, para fins administrativos, em cinco distritos: Sede, Calogi, Carapina, Nova Almeida e Queimado.

CINCO DISTRITOS - Em divisão territorial datada de 01 de Julho de 1960, o Município é constituído de 5 distritos: Serra, Calogi ex-Itapocu, Carapina, Nova Almeida e Queimado. No ano 2.000, os Distritos da Serra foram definidos na Carta Magna do Município, a Lei Orgânica elaborada pelos vereadores e aprovada em 5 de abril de 1990, passando o território do Município da Serra a ser dividido, para fins administrativos, em cinco distritos:

1 - Sede Municipal. Possui características sócio-culturais de cidade de colonização portuguesa com fortes tradições.

2 - Calogi. Distrito agropecuário.

3 - Carapina. De grande concentração Industrial. Comércio bem desenvolvido, Parque de Exposição “Floriano Varejão” e população de trabalhadores operários em sua maioria. Extensa atividade comercial na Avenida Central em Parque Residencial Laranjeiras que antigamente era chamado de Carapinão.

4 - Nova Almeida. É onde está a melhor infra-estrutura turística, com belas praias e bairros operários.

5 - Queimado. Distrito com população vivendo da agropecuária. Nos anos de 1845 a 1875 havia uma povoação com expressiva população, que usava basicamente o porto, às margens do rio Santa Maria da Vitória, como caminho natural de deslocamento entre a sede administrativa do Espírito Santo, Vitória, onde estava o Porto do Imperador e a Serra e mesmo todo o norte do Espírito Santo. Com a implantação da Ferrovia Vitória a Minas e construção da Rodovia Federal, BR 101 Norte (Rodovia Governador Mário Covas), o povoado sofre grande decadência e hoje só resta no Queimado as ruínas da Igreja de São José. As poucas casas da região estão esparsas em propriedades da região. A denominação de Distrito talvez seja apenas uma homenagem prestada pelos políticos Serranos a um local histórico, palco de uma Insurreição Escrava em 1849.

As divisas entre os Distritos do Município da Serra são as seguintes:

a) Entre os Distritos de Serra-Sede e Calogi: Começa na foz do rio Calogi no rio Timbuí e sobe pelo rio Calogi até a foz do seu primeiro afluente da margem direita. Sobe por esse afluente até a sua cabeceira e segue por uma linha reta até o Morro Mestre Álvaro.

b) Entre os Distritos de Serra e Nova Almeida: Começa no rio Jacaraípe, barra do rio Cacu. Sobe pelo rio Jacaraípe até o desaguadouro da Lagoa Capuba e segue pelo divisor de água entre os rios Jacaraípe e Putiri, até encontrar a estrada de rodagem da Serra a Nova Almeida e em seguida segue por um meridiano até encontrar o rio Reis Magos.

c) Entre os Distritos de Serra e Carapina: Começa no rio Jacaraípe, na barra do rio Cacu e sobe por este até a sua cabeceira, depois segue em linha reta até o Morro Mestre Álvaro.

d) Entre os Distritos de Nova Almeida e Carapina: Começa no Oceano Atlântico na foz do Rio Jacaraípe e sobe por este até a foz do rio Cacu.

e) Entre os Distritos de Carapina e Queimado: Começa na foz do rio Tangui no rio Santa Maria e sobe pelo rio Tangui até encontrar a linha reta que passa pelos Morros Mestre Álvaro e Moreron (ou Morerão).

f) Entre os Distritos de Calogi e Queimado: Começa no Morro Itapocu e segue em linha reta até o Morro do Céu, onde segue em linha reta até o Morro Camará-Açu, seguindo em linha reta até o Morro do Moreron (Morerão), seguindo por uma linha reta que vai do Morro Moreron (Morerão) ao Mestre Álvaro até encontrar o rio Tangui.

g) Entre os Distritos de Carapina e Calogi: Começa no Mestre Álvaro e segue pela linha que vai desse ao Morro Moreron (Morerão) até encontrar o rio Tangui.

DA ALDEIA INDÍGENA DE GATO GRANDE
A CIDADE DA SERRA

NOME – O topônimo (origem do nome) está relacionado à origem da cidade, localizada ao pé da SERRA ou do Monte (Montanha) do Mestre Álvaro.

Ao longo dos anos a Serra recebeu as seguintes denominações:

1556/1564: ALDEIA DA CONCEIÇÃO DA SERRA - A sede é denominada de Aldeia de Nossa Senhora da Conceição. O local é conhecido também como a Aldeia do Gato, referindo-se ao Cacique Chefe dos Temiminós, Maracajaguaçu, o Gato Grande. Em 1556 a Aldeia estava localizada entre o Morro e o rio Santa Maria da Vitória. Em 1564 houve uma mudança de local por causa da doença contagiosa, a Varíola. A Aldeia muda de local e passa a ser localizada do outro lado da Montanha do Mestre Álvaro, no local atual onde está o Centro da Cidade da Serra.

1724: FREGUESIA DA SERRA - Pela Carta Régia de 24 de março de 1724, o Povoado é elevado à categoria de Freguesia, porém, como a Igreja não havia sido concluída, a Freguesia não pode ser instalada. Uma nova Carta Régia foi elaborada em 24 de maio de 1752 elevando a Serra à categoria de Distrito e Paróquia. A Freguesia só foi instalada em 1769, depois de construída a igreja nova, Matriz em substituição a ermida de São José que ficava na região do Queimado antes da construção da Igreja de 1849 do Frei Gregório José Maria de Bene com a ajuda de Negros Escravos. Carta Régia é o nome dado à Carta do Rei de Portugal dirigida às autoridades ou à autoridade e que em seu conteúdo continha, muitas vezes, determinações gerais e permanentes, inclusive a designação de Freguesia para os Povoados brasileiros. Na época a estrutura administrativa civil (dos povoados brasileiros) correspondia a mesma estrutura eclesiástica, (da Igreja). Freguesia é o nome que tem, em Portugal e no antigo Império Português, a menor divisão administrativa, correspondente à Paróquia civil de outros países.

1822: VILA - A sede denominada de Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Serra foi elevada a categoria de Vila, em 1822, com a denominação de Vila da Serra.

1833: MUNICÍPIO DA SERRA - O Município da Serra foi criado em 1833, com território desmembrado do município de Vitória, através da resolução do Conselho de Governo de 02 de abril de 1833. Uma data importante. A emancipação, a liberdade. A Serra deixa de ser do Município de Vitória e passa a ter uma vida administrativa própria. A instalação ocorre no dia 18 (19) de Agosto de 1833, quando era Presidente da Província do Espírito Santo, o Sr. Manoel José Pires da Silva Pontes. A instalação só foi possível, após a cessão de um espaço na casa do vereador eleito, José Simoens da Silva, pois não havia naquela ocasião um prédio que pudesse abrigar a Sede do Governo Municipal da Serra. Assim, aquele vereador permitiu usar sua residência como Paço Municipal (Casa do Governo Municipal). Serra passa a ser Município, mas só possui um Distrito sede que é o Centro da Serra. A Freguesia de São José do Queimado, (Vila do Queimado), criada pela Lei Provincial N.º 9, de 27 de Agosto de 1846, foi anexada ao Município de Vitória. Queimado e Carapina não pertenciam a Serra e sim a Vitória. Queimado só passa a pertencer a Serra através do Decreto Lei Estadual N.º 15.177, de 31 de Dezembro de 1943, quando são anexados ao Município da Serra os Distritos de Carapina e Queimado.

1875: CIDADE DA SERRA - Pela Lei Provincial N.º 6, de 6 de Novembro de 1875, assinada pelo então Presidente da Província do Espírito Santo, Domingos Monteiro Peixoto a sede do Município, que era denominada de Vila da Serra passa a ser denominada de Cidade da Serra, sendo o Município, que havia sido criado no ano de 1833, constituído apenas de um Distrito, o Distrito da sede, que era a Vila da Serra e, na época, em 1875 passa a ser denominada de Cidade da Serra.

Em algumas publicações consta Lei N.º 6, de dezembro de 1875. O certo é Lei Número 6, do dia 6 de Novembro de 1875. A Lei que transforma a sede de Vila em Cidade da Serra é de autoria do Deputado Provincial do Espírito Santo, Major Joaquim Pereira Franco Pissarra e foi aprovada pela Assembléia Legislativa Provincial. A instalação solene com festas, organizada pelo próprio Deputado Major Pissarra e políticos locais ocorre no dia do aniversário de Dom Pedro II, a 2 de dezembro do mesmo ano de 1875. O Deputado citado teve um fim trágico. Após se envolver num assassinato de uma negra, acabou suicidando-se em sua propriedade em Chapada Grande para não ser preso.

Abaixo na íntegra a transcrição da referida Lei.

LEI N.º 6, DE 06 (SEIS) DE NOVEMBRO

“Domingos Monteiro Peixoto, Bacharel formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade do Recife, Juiz de Direito, Oficial Imperial Ordem da Rosa, Cavalheiro da de Cristo e Presidente da Província do Espírito Santo, etc, etc.

Faço saber a todos os seus habitantes que a Assembléia Legislativa Provincial decretou e eu sancionei a Lei seguinte:

Artigo 1º - É elevada a categoria de Cidade a Villa de Nossa Senhora da Conceição da Serra.

Artigo 2º - A Villa (sic) de Nova Almeida fica desanexada da Comarca e Termo de Santa Cruz, e incorporada ao termo e comarca da Serra.

Parágrafo 1º - As divisas desta Comarca serão pelos atuais limites de Nova Almeida e de Santa Cruz.

Parágrafo 2º - As da Comarca da Conceição da Serra e das freguesias do Queimado e de Carapina serão pelos limites da Comarca de Vitória.

Artigo 2º - Revogam-se (sic) as disposições em contrário.

Mando, portanto, a todas as autoridades, a quem o conhecimento a execução da referida lei pertencer, que a cumpram e façam cumprir tão inteiramente como nela se contém. O Secretário do Governo d’esta (sic) Província a faça imprimir, publicar e correr.

Dada no Palácio do Governo da Província do Espírito Santo, aos seis dias do mês ( sic ) de Novembro de mil oitocentos setenta e cinco, qüinquagésimo quarto da Independência e do Império.

L. S. Domingos Monteiro Peixoto.

Carta de Lei pela qual Vossa Excelência manda executar o Decreto d’Assembléia (sic) Legislativa Provincial, que houve por bem sancionar, elevando à Categoria de Cidade a Vila de Nossa Senhora da Conceição da Serra, bem como desanexando da Comarca e Termo de Santa Cruz a Vila de Nova Almeida, como acima se declara. Para Vossa Exª ver.

O 2º Oficial: Sebastião Pinto Homem, a fez. Selada e publicada n’esta Secretaria da Presidência da Província do Espírito Santo, em seis de novembro de 1875. No impedimento do Secretário. - O Oficial (sic) - Maior Manoel Corrêa de Lírio”. (Livro de Leis Estaduais / Arquivo Público do Estado do Espírito Santo).

A expressão “sic” entre parêntesis significa que a palavra está escrita como no documento original. Na lei, o N.º 2 é colocado de forma repetida. Assim constam dois artigos com o número dois.

Quarta Cidade do Brasil em Desenvolvimento - No dia 8 de julho de 2011, o Jornal A Gazeta de Vitória, ES, na sua página de economia publicava que a Serra era a quarta cidade do país com maior desenvolvimento, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em reportagem da jornalista Mikaella Campos, consta as seguintes informações: "A indústria do aço, o boom da construção civil, o crescimento comercial e do setor de serviços contribuíram, juntos, para que a Serra tivesse o quarto maior desenvolvimento econômico do país. O município faz parte de um grupo de cidades com menos de 500 mil habitantes que conseguiu ampliar a participação em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) nacional. O Município que mais se desenvolveu foi Campos do Goytacazes, no Rio de Janeiro. Em segundo lugar ficou Paraubebas, Pará. São José dos Pinhais, do Paraná, teve o terceiro maior crescimento."

Continua a reportagem de A Gazeta informando que, "o crescimento da Serra aconteceu com a valorização imobiliária de Laranjeiras, com o avanço comercial da Avenida Central e do surgimento de novos pontos requisitados, como Manguinhos, Jacaraípe e Morada de Laranjeiras. Essas regiões passaram a ser o foco de empresas da construção civil locais e de outros Estados como São Paulo, Minas Gerais e Bahia." - Na reportagem é observado ainda que "embora a indústria do aço sustente a Serra, foram os setores de comércio, serviços, alojamento, alimentação e a construção civil que proporcionaram à cidade maior participação no cenário nacional."



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EVOLUÇÃO HISTÓRICA E PRIMEIROS ADMINISTRADORES DA SERRA
VEREADORES ADMINISTRAM A SERRA DE 19/08/1833 A 23/05/1914

Em 1833, quando o Município da Serra foi criado não havia a figura do Prefeito e a estrutura administrativa civil correspondia a mesma estrutura eclesiástica. As províncias eram divididas em municípios que por sua vez eram divididos em freguesias. As freguesias correspondiam às paróquias, mas também havia curatos para serviços religiosos em povoações pequenas e sem autonomia política. Curato é um termo religioso, derivado de cura, ou padre, que era usado para designar aldeias e povoados que ainda não eram Freguesia ou Paróquia.

Na época os Bispos comandavam as dioceses, típica organização administrativa religiosa, que abrangiam geralmente diversos municípios, ou seja, diversas freguesias. Só com a proclamação da República, houve uma total separação entre a Igreja Católica e o Estado brasileiro, de modo que as antigas províncias transformaram-se em estados autônomos divididos em municípios também autônomos que, por sua vez, podem (ou não) ter seu território dividido para fins puramente administrativos. A Igreja Católica passou a manter uma estrutura administrativa distinta e separada do Estado brasileiro.

A primeira Câmara de Vereadores, responsável pela administração da Freguesia da Serra era formada pelos vereadores: Luiz da Rosa Loureiro – Presidente; Manoel da Rocha Pimentel; José Simoens da Silva; Manoel Fernandes de Miranda; Luiz Vicente Loureiro; Fabiano Gonçalves Fraga; Padre Joaquim de Santa Magdalena Duarte. A Câmara de Vereadores tinha naquela ocasião funções executivas e os vereadores formavam um conselho de administração. O presidente da Câmara era o presidente do Govemo Municipal. As leis aplicadas eram emanadas da Assembléia Legislativa Provincial, que tinha entre seus membros deputados que acumulavam as funções de vereadores. Não havia incompatibilidade. Até a criação da Assembléia Provincial as leis eram editadas em Portugal.

Em 01 de fevereiro de 1835 foi instalada no Espírito Santo, a Assembléia Legislativa Provincial sob a presidência do padre João Clímaco da Alvarenga Rangel, nascido em São José do Queimado. Além dele, participou da instalação do legislativo estadual outro serrano, o Padre João Luiz da Fraga Loureiro, ocasião em que ele era também, vereador da Serra. Na época a lei permitia o exercício das duas funções.

CIDADE DA SERRA – Em 06.11.1875 - A sede do município da Serra deixa de ser vila e é elevada a categoria de cidade. A instalação foi solene, com festa organizada pelo Deputado provincial, Major Joaquim Pereira Franco Pissarra, e políticos locais no dia do aniversário de D. Pedro II - 02 de dezembro de 1875. O Major Pissarra foi o autor da Lei que transformou a vila da Serra em cidade. Com a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, houve a nomeação do primeiro presidente do Estado do Espírito Santo, Afonso Cláudio de Freitas Rosa, neto materno do primeiro presidente da Câmara de Vereadores da Serra, Luiz da Roza Loureiro. Diante da nova situação Afonso Cláudio intervém nos municípios. Na Serra nomeia uma Intendência para administrá-la, composta de três membros: Manoel Pereira Madruga, Manoel Rodrigues Fernandes de Miranda e Luiz Barboza Leão, este último como presidente, equivalente ao cargo atual de prefeito.

Luiz Barboza Leão era sogro de José Cláudio de Freitas Júnior, irmão de Afonso Cláudio, e ainda, bisavô da ex-deputada estadual do Espírito Santo Judith Leão Castello Ribeiro e trisavô da cantora Nara Leão e do pesquisador João Luiz Castello Lopes Ribeiro. Luiz Barbosa Leão era sogro da prima do ex-deputado estadual Benigno Soares Leite Vidigal, bisavô do prefeito da Serra Antônio Sérgio Alves Vidigal. Após a intervenção promovida pela proclamação da república, foi empossada nova Câmara de Vereadores, em 18 de dezembro de 1892, e eleito seu presidente Luiz Barboza Leão que permaneceu no cargo até 1900, nesse período acumulou as funções de vereador com as de deputado estadual nas legislaturas de 1895 a 1897 e 1898 a 1900.

Na época do Brasil Império, só podiam ser eleitores aqueles que tivessem uma renda anual de R$ 100$000 (cem mil réis). As mulheres e escravos não votavam. A mulher só veio a obter cidadania - votar e ser votada - após a "Revolução Constitucionalista de São Paulo", em 1932. Na primeira eleição, em 1934 lá estava à mulher serrana como pioneira - Judith Leão Castello. Judith casou­-se em 1938, com Talma Rodrigues Ribeiro (prefeito da Serra 1945/1946), passando a assinar Judith Leão Castello Ribeiro, eleita a primeira mulher deputado estadual do Espí­rito Santo, na "Assembléia Constituinte" de 1946.

Em 25.03.1914 houve a primeira eleição para prefeito da Serra, ocasião em que foi eleito o Sr. Cícero Calmon de Aguiar, e empossado em 23.05.1914, a partir daí a Câmara deixou de exercer funções executivas e passou a exercer funções fiscalizadoras, determinantes das diretrizes do governo municipal e legislativas. Nesta nova fase teve como seu presidente o neto materno de Luiz Barboza Leão, Monsenhor Luiz Cláudio de Freitas Rosa, este foi Deputado Federal na Constituinte de 1946.

Os municípios só passaram a ter autonomia total legislativa, e serem considerados como entes federativos, com a promulgação da Constituição Federal, em 05 de outubro de 1988, que deu atribuição para que eles passassem a elaborar suas Leis Orgânicas e as promulgassem através da Câmara de Vereadores. Antes era atribuição da Assembléia Legislativa Estadual.

A Constituição Federal, em 1988, passou a considerar, pela primeira vez, o município como um ente federativo, conforme o art. 18: - "A organização político-administrativa da República Federa­tiva do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição".

O artigo 29 dá atribuição à Câmara de Vereadores do Município para promulgar sua Lei Orgânica: - "O Município reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos, com o interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois ter­ços dos membros da Câmara Municipal, que a promulgará, atendi­dos os princípios estabelecidos nesta Constituição, na Constituição do respectivo Estado e os seguintes preceitos: ...".

Em 1930, houve eleições para eleger o presidente da república, naquela ocasião era presidente Washington Luiz, que lançou como seu candidato Julio Prestes. A disputa foi acirrada com Getúlio Vargas, este perdeu a eleição, e inconformado, alegou fraude no processo eleitoral, o que justificou sua participação como líder da Revolução de 30, movimento que depôs o presidente Washington Luiz. Assumiu o poder Getúlio Vargas, impedindo a posse de Júlio Prestes. A Revolução também depôs o governador do Estado do Espírito Santo, aliado da campanha Júlio Prestes, Dr. Aristeu Borges de Aguiar, filho de família serrana. Seu pai era Augusto Manoel de Aguiar e sua mãe Luíza da Silva Borges (filha de João da Costa Silva Borges e Anna Pereira da Silva Borges). Aristeu era tio do ex-ministro da justiça Eurico de Aguiar Salles e do ex-senador Jéferson de Aguiar. Em 19 de outubro de 1930, assumiu o Espírito Santo, uma Junta Governativa, composta por João Manuel de Carvalho, Afonso Corrêa Lírio e Capitão João Punaro Bley.

A seguir, em 15 de novembro de 1930, Bley foi nomeado e tomou posse em 22 de novembro de 1930 como interventor estadual. Permaneceu no cargo até 16.10.1942, transferindo para Dr. Celso Calmon Nogueira da Gama, que a seguir transferiu a interventoria para o Dr. Jones dos Santos Neves, em 21.01.1943.

Naturalmente, que a Revolução refletiu na política do município da Serra. O prefeito da Serra foi deposto e a Câmara de Vereadores foi fechada. Foi nomeada uma Junta Governativa, que tomou posse em 23.10.1930, composta pelos seguintes membros: José Corrêa Pimentel; João Vieira Xavier; Olavo Ferreira Castello (tomou posse em 24.10.1930).

No mês de janeiro de 1936, houve eleições municipais, ano em que foi eleito prefeito do município o Sr. Presciliano Biluia de Araújo - do Partido Constructor Serrano. O mandato foi interrompido em 10.09.1937 pelo Golpe de 1937. A democracia só foi restabelecida em 1946, quando foram convocadas novas eleições. Os deputados e senadores eleitos receberam o mandato com poder para elaborar uma nova Constituição.

Os Presidentes da Câmara da Serra, na legislatura eleita em 1936 foram Belmiro Geraldo Castello (06.02.1936 a 21.06.1937 - Partido Constructor Serrano) e Antenor Sarmento Miranda (21.06.1937 a 10.09.1937 - Partido Constructor Serrano).

Em 1947, com a redemocratização do país foram convocadas eleições municipais, ano em que foi eleito prefeito do município Rômulo Leão Castello (PSD). Os novos vereadores elegeram seu presidente Luiz Corrêa Amado (PSD - 27.12.1947 a 10.03.1948).

Naquela legislatura foram presidentes, além de Luiz Amado, Theotônio da Costa Pereira (10.03.1948 a 10.01.1950 - PSD) e Arnaldo Ferreira Castello (10.01.1950 a 01.02.1951 - PSD).

A Câmara Municipal da Serra passou por muitas dificuldades em toda sua existência. Quando foi instalada em 19 de agosto de 1833, iniciava ali, os problemas para possuir um prédio próprio. O cidadão José Simoens da Silva, componente do primeiro quadro de vereadores, cedeu uma casa de sua propriedade para funcionar como Paço Municipal e assim o município pode ser instalado. Como persistia a ausência de prédio público para abrigar as instalações da Câmara, esta passou a funcionar na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição da Serra. A Igreja controlava a Administração Municipal, as eleições, os registros civis e de imóveis etc. Todavia, houve uma epidemia de varíola na vila, e os mortos eram sepultados no interior da igreja, fato que, além da preocupação com a população afetada, também, os afetava pessoalmente, segundo eles, na suas saúdes, pois, temiam contrair a doença nas reuniões do Conselho no recinto da igreja. Deixando a igreja, a Câmara passou a alugar casas onde pudesse se reunir.

Em 01.02.1860 na visita de Dom Pedro lI, este observou: "A casa da Câmara térrea é muito pequena. O vereador que serve de presidente tem 1 voto; porque todos os outros se escusaram, e contudo quem passou o papel do discurso, que felizmente só entregou, foi o vereador Pimentel o mais votado com 40 e tantos votos; a chave da vila estava ainda sobre uma salva dentro d'um armário d'onde a tiraram para me oferecerem. A Câmara reunia-se antes no Consistório da Matriz onde também tem-se reunido o júri que já uma vez não teve lugar por falta de casa. Começou-se, por subscrição, uma casa de sobrado para casa da Câmara, júri, etc. e cadeia; mas está parada, tendo-se gasto 2 contos, orçada em 10 que decerto não chegam; pois as obras custam muito caro aqui".

O primeiro prédio próprio da Câmara demorou muitos anos para ser inaugurado. A obra chegou a ficar paralisada por mais de doze anos, como verificado em ofício da Câmara, arquivado no livro 365, do Fundo da Governadoria, Série Acyolli, datado de 1875, Arquivo Público Estadual do Espírito Santo. No ano de 1890 não havia sido concluído, localizado no Largo do Barão do Amazonas, hoje Praça João Miguel - extensão da rua major Pissarra. Sua construção durou aproximadamente 40 anos. No dia 26 de dezembro de 1975, a Câmara passou suas instalações para um novo prédio, o segundo prédio próprio em 142 anos de sua existência. Situado na Avenida Getúlio Vargas nº 65, centro, Serra - Sede, onde funcionava até a instalação do seu prédio definitivo. É importante observar que o censo do IBGE de 1970 encontrou na Serra uma população de 17.286 habitantes e, em 2004 a população do Município era de aproximadamente 350.000 pessoas.

Devido à precariedade das suas instalações, e diante da importância do Município e do seu grande crescimento econômico e demográfico, os vereadores, em 2004, entenderam que era necessário construir um palácio municipal condizente com a realidade local, onde outrora havia a residência de Luiz Barboza Leão, primeiro presidente da Câmara da Serra na fase republicana. Assim o Ex-Presidente da Câmara, Miguel João Fraga Gonçalves, e todos os componentes da legislatura 2000/2004 criaram um novo momento na história do município, ao entregar o novo prédio do Legislativo Serrano ­ Palácio Judith Leão Castello Ribeiro, o terceiro prédio próprio, em quase 171 anos de sua existência, no dia 26 de abril de 2005. Em 2011/2012 o então presidente da Câmara, Raul Cezar Nunes procedeu à uma nova reforma com ampliações de Gabinetes e novas salas, tornando o local mais amplo e moderno, já que em 2010, o Legislativo serrano, tinha 17 vereadores e a expectativa é de que a cidade terá 23 vereadores a partir de 2013.



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PATRIMÔNIO HISTÓRICO E CULTURAL DA SERRA

A Serra foi palco de grandes acontecimentos históricos. O município possui Igrejas Jesuíticas, entre as quais se destacam a Igreja São João de Carapina e a Igreja e Residência Reis Magos e ruínas do século XVIII entre elas, o Casarão dos Jesuítas de Carapina e as ruínas de São José de Queimado, palco de um movimento importante para a libertação dos escravos, denominado "Insurreição de Queimado". O Município possui manifestações culturais diversificadas como: Festa de São Benedito, Bandas de Congo, Banda Estrela dos Artistas, Folia de Reis, Boi Graúna e Capoeira.

O tombamento é o meio posto à disposição do Poder Público para a efetiva tutela do patrimônio histórico cultural e natural do País. Assim, é por meio do tombamento que o Poder Público cumpre a obrigação constitucional de proteger os documentos, as obras e os locais de valor histórico ou artístico, os monumentos e paisagens naturais notáveis, bem como as jazidas arqueológicas. Existem bens materiais e imateriais. Na Serra os principais Patrimônios Históricos e Culturais são:

1 – As Bandas de Congo e a Casaca - O Congo, uma das manifestações folclóricas mais ricas e antigas do Espírito Santo, encontra sua maior representação na Serra. Essa herança cultural é preservada graças à dedicação dos componentes mais antigos das Bandas de Congo, que ensinam aos mais novos as toadas, o ritmo dos sons dos tambores, das cuícas, das casacas e a fabricação de instrumentos usados nas apresentações. O apogeu dessa convivência cultural é constatado no mês de dezembro, quando ocorre a Festa de São Benedito.

A Serra possui um rico folclore, com aproximadamente 20 Bandas de Congo (Mirim e de Adultos), filiadas a Associação de Bandas de Congo da Serra e que estão presentes em todos os momentos do Ciclo Folclórico-Religioso da Festa de São Benedito: na Cortada, Puxada, Fincada e Derrubada do Mastro. As referidas Bandas se apresentam em festas de santos, principalmente em homenagem a São Pedro, São Sebastião e São Benedito, notadamente nas puxadas de mastro ou em outras ocasiões festivas.

As Bandas são formadas por um número variável de homens e mulheres que tocam, cantam e dançam em homenagem ao santo, orago (padroeiro) da igreja da localidade. Os componentes se apresentam devidamente uniformizados, os homens com calça comprida e camisa e as mulheres com saia rodada e blusa, e ostentam estandartes que identificam o grupo e o santo de sua devoção. A banda conta com vários instrumentos musicais: tambores, caixa, cuíca, chocalhos, ferrinho, pandeiros, apitos, mas dentre estes merece destaque a casaca da cabeça esculpida, que mereceu desenho do Imperador Dom Pedro II, quando ele esteve na Serra e no Espírito Santo, em 1860.

Casa do Congo Mestre Antônio Rosa - Serra - Centro - Instalada em imóvel datado do século XIX, na Praça João Miguel a Casa do Congo Mestre Antônio Rosa foi Inaugurada em 2.000, com o objetivo de reunir o acervo e a memória do Congo serrano, além de homenagear o Mestre Antônio Rosa. Possui em seu acervo exposição permanente de objetos e elementos das bandas de congo, além referências de patrimônio cultural de natureza material e imaterial da Serra, sendo: fotografias, histórias e lendas locais, objetos artísticos e obras de arte, documentos, entre outros. Tel.: (27) 3251-5870. O funcionamento é de Segunda a Sexta feira, de 08 às 17 horas.

Presidente da República homenageia Congo da Serra – O Congo da Serra, no ano de 2003, por intermédio da Associação de Bandas de Congo da Serra (ABC), sob a presidência de Terezinha Ozório Machado Pimentel e de sua mãe Ilohyl Vieira Machado como vice-presidente receberam do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Comenda da Ordem do Mérito Cultural, honraria máxima da cultura nacional. A Comenda da Ordem ao Mérito Cultural foi entregue a ABC numa cerimônia em Brasília em 19 de Dezembro de 2003 pelo presidente Lula e o até então ministro Gilberto Gil. Desde 1995 quando foi criada até os dias atuais, foram concedidas mais de 500 comendas da Ordem do Mérito Cultural (OMC). Entre os agraciados estão cantores, compositores, atores, poetas, escritores, cineastas e outras personalidades importantes da cultura brasileira. Mas as homenagens não deixam de fora iniciativas de caráter coletivo, consolidando a OMC como uma forma de impulso às artes e também de reflexão, contribuindo para a sociedade reconhecer e aceitar suas diversidades. Em janeiro de 2011, por meio da lei 3.659, o Congo foi declarado patrimônio Cultural Imaterial do Município da Serra, fazendo parte do acervo cultural.

ABC - Associação fundada em 1986 - Principal manifestação da cultura capixaba, o congo se mantém vivo através da transmissão, entre as gerações, dos ritmos, músicas e danças tradicionais. Na Serra Sede encontramos a ABC (Associação das Bandas de Congo da Serra), uma das principais entidades de proteção e preservação do patrimônio cultural capixaba. A Associação das Bandas de Congo da Serra ABC/SERRA foi fundada em 09 de julho de 1986 pelo saudoso mestre “Antônio Rosa”, com a preocupação de preservar as Bandas de Congo. Antônio Rosa com muitas dificuldades manteve a ABC/SERRA, para garantir os uniformes, roupas das dançarinas e instrumentos, pedindo ajuda a todos. Manteve uma oficina no quintal de sua casa onde bancava todas as despesas de manutenção e confecção dos instrumentos, tudo para garantir a participação dos grupos nos festejos.

Na década de 90 do século passado, Antônio Rosa adoeceu, mas mesmo assim continuou a frente da Associação e dos festejos da Festa de São Benedito até que em 03 de agosto de 1999 veio a falecer. A sede da Associação das Bandas de Congo da Serra (ABC) está localizada num prédio de três pavimentos na Rua Eurico Salles, nº. 75, no bairro de São Domingos, Serra, ES. Telefone: (27) 32 51 32 44 / (27) 32 51 14 22 / (27) 3251-1554. Email: abcserra@abcserra.org.br. Página na Internet: www.abcserra.org.br.

2 – Capela de São João Batista. Integra o Parque Arqueológico de Carapina. A primitiva Igreja de São João foi construída em 1562, na Aldeia Indígena de São João Batista do Chefe Indígena Araribóia, filho de Maracajaguaçu. Posteriormente foi construída uma Igreja de alvenaria com pedras de Coral e argamassa feita com óleo de baleia. Como marca do período Jesuítico, apresenta uma nave construída em 1584, que foi restaurada em 1756 e acrescida de capela mor e coro. Em 1857, a capela foi elevada à categoria de freguesia, e passou a ser administrada pela Mitra Diocesana de Vitória, servindo de matriz até o fim do século XIX com o título de São João de Carapina. Posteriormente a Capela sofreu restauração em 1870, quando a Fazenda passou a ser propriedade particular. Esteve em uso até aproximadamente 1980, e a partir desta data iniciou um processo acelerado de degradação, culminando com demolição quase total, por volta de 1992.

Sua reconstrução, após 1992 foi um testemunho de resistência ao vandalismo cometido contra o patrimônio cultural. Atualmente é administrada pela Mitra Diocesana. Através da resolução N.º 02/84, datada de 21 de Fevereiro de 1984, (publicada no DIOES em 03 de maio de 1984), a Capela foi tombada pelo Conselho Estadual de Cultura. Segundo consta da referida Resolução foi tombada a “Capela de São João Batista, situada no distrito de Carapina, Município da Serra, ES, com o entorno compreendendo todo o perímetro determinado pelo raio de 500 (quinhentos) metros em torno da referida capela”. Denominação: Capela de São João Batista. Localização: Município da Serra. Proteção Legal: Tombada pelo CEC em 03/05/84, Processo Nº 02/81.

3 – Ruínas da Igreja de São José do Queimado. Foi o palco de uma insurreição de escravos liderada pelos negros, Chico Prego, João da Viúva e Elisiário, em 19 de março 1849. O conjunto composto pelas ruínas da Igreja de São José e pelos resquícios arqueológicos do povoado foi tombado pelo Conselho Estadual de Cultura em 1992. Denominação: Ruínas da Igreja de São José do Queimado. Localização: Distrito de Queimado, Serra. Proteção legal: Processo nº 71/90. Resolução nº 04 /1992 - Conselho Estadual de Cultura. Inscrição no Livro do Tombo Histórico sob o nº 183, folhas 30 v e 31, do Conselho Estadual de Cultura. Registrado no Plano Diretor Urbano do Município de Serra, Lei nº 21000 / 1998.

4 – Igreja e Residência dos Reis Magos. Localização: Nova Almeida, Serra. Proteção Legal: Tombamento em 21/09/1943, processo nº 230 - T pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Importante centro de formação e catequese de nativos, o aldeamento de Reis Magos é o registro mais conservado do conjunto urbano e arquitetônico adotado pela Companhia de Jesus para seu empreendimento no Brasil. A aldeia, o conjunto constituído pela quadra e pela praça fronteiriça, esteve hipoteticamente completa na primeira metade do século XVII. Em 1855 há registros de pequenos reparos na Igreja e na Residência, que adentram o século XX bastante arruinados, até serem restaurados em 1944 e depois em 1987 e 1988. No interior de Reis Magos se destacam uma belíssima talha onde elementos da fauna, cobras e cabeça de felino, e elementos florais desenham em inusitado movimento uma sofisticada escultura. O retábulo da Igreja de Reis Magos foi enriquecido pelo quadro "Adoração dos Reis Magos", cuja autoria é conferida ao Irmão pintor Belchior Paulo por Serafim Leite. Por sua vez, analisado em seus elementos figurativos, em suas cores e detalhes, o quadro foi considerado pintura com forte influência da arte flamenga por José Antônio Carvalho, primeiro estudioso da arte colonial no Espírito Santo. A pintura compõe o retábulo da Igreja. Com medidas de 1,84m por 1,26m, foi pintada com óleo sobre madeira e já passou por duas restaurações, nas décadas de 1940 e 1980. Em 2011 houve nova restauração do Quadro, sendo recuperadas, além da própria estrutura de madeira, áreas com grande quantidade de cera e danificadas por galerias de cupim. Destacam-se ainda, na Igreja, as pias executadas em mármore português e localizadas na nave da Igreja e na Sacristia. De todos os edifícios que os jesuítas construíram no Espírito Santo, Reis Magos é o que apresenta o maior número de elementos em pedra de lioz trabalhada.

5 – Igreja de Nossa Senhora da Conceição. Na Serra - Centro - Primeiro templo religioso do município, fundado no ano de 1564, quando a Aldeia dos Índios Temiminós mudou-se da região entre o rio Santa Maria da Vitória para o outro lado da Montanha, no local atual onde está localizado o Centro da Serra. Sua arquitetura atual foi concluída em 1769, e suas Torres construídas em 1938. Tel.: (27) 3251-1187. Nos seus jardins é fincado o Mastro, símbolo máximo da festa do Ciclo Folclórico e Religioso de São Benedito, realizada no dia 26 de dezembro.

6 – Estátua do líder negro Chico Prego. Homenagem ao líder da Insurreição do Distrito do Queimado. Revolta dos Negros Escravos ocorrida no dia 19 de março de 1849. Foi construída com recursos oriundos da lei de incentivo a cultura da Serra, Lei Chico Prego, concebida e executada pelo artesão Jenésio Jacob Kuster (Tute), nascido no dia 6 de novembro de 1954 e está próxima ao local do enforcamento de Chico Prego, no dia 11 de Janeiro de 1850. A Estátua que foi inaugurada no dia 2 de junho de 2006, levou 90 dias para ser construída, no atelier de Tute, no bairro Residencial Centro da Serra e seis meses para ser colocada na Praça Almirante Tamandaré, sendo feita com estrutura de ferro e concreto, com 4 metros de altura e aproximadamente 2.800 quilos, conforme informações do próprio construtor Tute. Telefone para contato com Tute: (27) 32 51 27 85. Contato por e-mail: tutecasaca@hotmail.com

7 – Museu-residência Histórico da Serra. Possui em seu acervo mobiliário de época, documentos e obras de arte de família tradicional da Serra. Ocupa um casarão que é um dos poucos remanescentes da arquitetura do século XIX. Inaugurado no dia 31 de agosto de 2007, dia em que se comemora o aniversário da Srª Judith Leão Castello Ribeiro. O casarão da Família Castello foi construído pelo capitão João Cardozo Castello (Capitão Castello), comandante da Guarda nacional da Serra, por ocasião de seu casamento em 1862. Avenida Cassiano Castelo, 22, Centro – Serra – ES. Tel.: (27) 3251-6636.

8 – Carnaval. O carnaval da Serra é bastante animado, com vários shows e atrações programados com apoio da municipalidade, na Serra Sede, em Nova Almeida, Jacaraípe e Manguinhos. Nos principais bairros destacam-se apresentações de Blocos Carnavalescos, a maioria dos blocos filiados a Liga Serrana dos Blocos Carnavalescos. A Serra possui duas Escolas de Samba que se apresentam no Carnaval da Capital Capixaba em Vitória, Tradição Serrana e Rosas de Ouro e, mais de 15 Blocos Carnavalescos que são filiados a Liga de Blocos Carnavalescos da Serra. As Escolas de Samba participam do Carnaval Capixaba, no Sambão do Povo, o Sambódromo Walmor Miranda, em Santo Antônio, Vitória.

O Banho de mar à fantasia de Manguinhos já é uma tradição no Carnaval Serrano. Reúne vários blocos do Balneário de Manguinhos. Realizado sempre no sábado de carnaval conta com a participação dos moradores locais na formação dos blocos temáticos, fantasiados com o papel crepom, que desfilam pelo balneário ao som de sambas e marchinhas de carnaval finalizando a festa com o ato que dá nome à festa um “banho de mar à fantasia”, muitas vezes deixando coloridas as calmas águas de Manguinhos, por conta do papel de suas fantasias.

9 – Academia de Letras e Artes da Serra, ALEAS - No dia 28 de Agosto de 1993, no recinto da Câmara Municipal da Serra foi realizada a Assembléia Geral de Fundação da ALEAS, Academia de Letras e Artes da Serra, presidida pelo Escritor, Poeta e Trovador Capixaba, Clério José Borges, que na ocasião foi eleito primeiro Presidente. O Advogado, Dr. Naly da Encarnação Miranda foi escolhido Presidente de Honra da entidade cultural. A ALEAS é constituída de 40 Cadeiras, dos Acadêmicos Imortais, sendo uma entidade cultural que reúne poetas, trovadores, escritores, artistas plásticos. A primeira Diretoria Administrativa da ALEAS ficou assim constituída: Presidente Executivo, Clério José Borges de Sant Anna; Vice Presidente: Getunildo Pimentel; Secretário: Carlos Dorsch; Tesoureiro: Galbo Benedicto Nascimento. Orador e Presidente de honra: Naly da Encarnação Miranda.

10 – Clube dos Poetas Trovadores Capixabas. Na Serra também funciona a sede provisória do Clube dos Poetas Trovadores Capixabas, CTC, entidade cultural sem fins lucrativos de divulgação da Trova (composição poética de quatro versos, com rima e sentido completo) e da Poesia em geral. Está localizada na Rua dos Pombos, 2, em Eurico Salles, Carapina Serra ES. A entidade realiza anualmente os Congressos Brasileiros de Poetas Trovadores, reunindo Artistas, Escritores, Jornalista e Poetas Trovadores de diversas cidades brasileiras. O CTC encontra-se divulgado na Internet, através do web Site: www.trovadorescapixabas.com.br A entidade é presidida pelo Poeta Trovador e Escritor Capixaba, Clério José Borges. (www.clerioborges.com.br).



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SERRA SEDE
O bairro mais antigo do Município

A Serra Centro é o bairro mais antigo do Município. O topônimo (origem do nome) está relacionado à origem da cidade, localizada ao pé da SERRA ou do Monte Mestre Álvaro.

Ao longo dos anos a Serra recebeu as seguintes denominações: 1556/1564: A sede é denominada de Aldeia de Nossa Senhora da Conceição. Aldeia do Gato, referindo-se ao Cacique Chefe dos Temiminós, Gato Grande. Em 1556 a Aldeia estava localizada entre o Morro e o rio Santa Maria da Vitória. Em 1564 houve uma mudança de local por causa da doença contagiosa, a Varíola e a Aldeia é transferida para o outro lado da Montanha do Mestre Álvaro, no local atual onde está o Centro da Cidade da Serra. No imaginário do povo o Morro serviria para impedir que a doença da Varíola continuasse se alastrando entre a população. 1769: A sede é denominada de Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Serra. 1822: A sede passa a ser Vila da Serra. 1833: Município da Serra, com um Distrito sede denominado Vila da Serra. 1875: A sede do Município denominada de Vila da Serra passa a ser chamada de Cidade da Serra, sendo o Município, que havia sido criado em 1833, constituído apenas de um Distrito, o Distrito da Sede.

O Centro da Serra possui 151 quilômetros quadrados e está a uma distância de 12 quilômetros da costa, situada entre as coordenadas: 20º 07’ 46” de latitude sul e 40º 18’ 29” de longitude oeste, coletadas a 305 metros da Igreja Nossa Senhora da Conceição. O acesso é pela BR 101 e a distância da sede até o centro de Vitória é de 27 quilômetros. A distância é medida do Marco Zero da Serra, (entre a Igreja Nossa Senhora da Conceição e a Praça Pedro Feu Rosa) até o Marco Zero de Vitória, localizado na porta de entrada da Catedral, na Cidade Alta.

Possui características sócio-culturais de cidade de colonização portuguesa. O local atual, numa colina, foi fundado em 1562, ano em que ocorreu um surto de varíola na sede da Aldeia Indígena e do povoado que se formara fundada em 1556, por Maracajaguaçu e Braz Lourenço, próximo ao Rio Santa Maria.

 A sede do Município está a 46 metros de altitude do nível do mar. É composta por outros cinco bairros: São Judas Tadeu; São Lourenço; São Marcos; Santo Antônio e Caçaroca. Na sede, onde estão instalados a Prefeitura, o Fórum e a Igreja Matriz. Clima: Tropical com estação seca (Classificação climática de Köppen-Geiger: Aw)

Distâncias da Serra Sede: São Paulo 757 km - Rio de Janeiro 431 km - Salvador 820 km - Brasília 941 km - Fortaleza 1837 km - Belo Horizonte 383 km mais próxima - Curitiba 1092 km - Manaus 2859 km - Recife 1466 km - Porto Alegre 1556 km - Belém 2262 km - Goiânia 1020 km

Na sede da Serra destacam-se os seguintes pontos turísticos e culturais: Igreja Nossa Senhora da Conceição; Casa do Congo Mestre Antônio Rosa; Museu Histórico da Serra; Estátua de Chico Prego; Biblioteca Municipal Belmiro Geraldo Castelo, da Serra Sede. Lei Municipal de Autoria do Vereador Pedro José do Nascimento Rocha, o Pedrinho e sancionada pelo Prefeito Naly da Encarnação Miranda - Tel.: (27) 3251-5871 - Falar com Elza. Avenida Cassiano Castelo, 22, Centro – Serra – ES. - Seu acervo geral possui 11.325 exemplares registrados. Fazendinha do Mini Cowboy - (27) 3328-8639 ou 9957-9762 - Falar com Gandini - Passeios em pôneis e locação de animais para eventos. Sitio Vista do Mestre Álvaro. E-mail: minicownboyeventos@gmail.com Vistas com agendamento. Sítio Recanto do Mestre Álvaro - (27) 9839-5484 - Restaurante, passeios e bangalôs para hospedagem. E-mail: sitiorecantomestrealvaro@hotmail.com Sítio Recanto Morro do Céu - (27) 3327-3790 ou  9947-6725 ou 3074-4923 - Cultivo de bromélias, aluguel de casa e venda de queijos. E-mail: recantomorrodoceu@hotmail.com Prefeitura da Serra - Rua Maestro Antônio Cícero – nº 239 – Serra Sede - Cep.: 29.176-100 - Telefone Geral: 32 9120 00. Procon Municipal da Serra - Telefones: (27) 3252-7242 / 3252-7243 / 3252-7295. Rodoviária de Serra-Sede (Águia Branca) - (27) 3251-1060. Delegacia de Polícia (Serra) - (27) 3291-5034. Pronto Atendimento Médico da Serra Sede - Rua Maestro Antônio Cícero, s/n - Telefones: 3291 4923/3291 7468/3291 7228 - Atendimento 24 HORAS por dia. Secretaria de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer da Serra - Tel.: (27) 32 51-58 72. ALEAS - Academia de Letras e Artes da Serra - Presidente Paulo Roberto Ribeiro Walter de Negreiros (Rua D. Pedro II, 12 - Serra, Centro -TEL. 27 3291 8784) Vice: Clério José Borges. (clerioborges@hotmail.com) Telefones: (27) 3328 07 53 / 92 57 82 53 - Horário Comercial







SERRA
Poesia de Clério José Borges

Serra, Município onde a natureza,

Em formas infinitas todo dia,

Mostra encanto em inebriante beleza,

Formando terra de intensa magia.

 

Nesta terra a sua melhor riqueza

É seu povo trabalhador, que cria

Esperança de uma grande certeza

De que aqui só haverá Paz e Alegria.

 

Serra do Mestre Álvaro tão imponente,

Do seu povo amigo, nobre e valente,

Agora se expande em tecnologia.

 

Serra, dos Congos de São Benedito,

Do Queimado, de um povo nobre, bonito,

A quem presto homenagem em poesia.



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FUNDADORES DA SERRA : PADRE BRAZ LOURENÇO E ÍNDIO MARACAJAGUAÇU
BIOGRAFIA E DADOS HISTÓRICOS

OBSERVAÇÃO: É ERRADO ESCREVER MARACAIA - GUAÇU OU MARACAIAGUAÇU E LOURENÇO BRAZ

Através de documentos históricos e baseado em uma fonte primária, ("História da Companhia de Jesus no Brasil", de Serafim Leite), o certo é usar MARACAJAGUAÇU e BRAZ LOURENÇO.

Na ortografia antiga, usada antes da Reforma Ortográfica, quando a grafia era essencialmente etimológica e bem antes da publicação das bases da Ortografia Portuguesa, de Gonçalves Viana, colocava-se a letra "i" em MARACAJAGUAÇU e ficava MARACAIAGUAÇU.

Na Ortografia atual coloca-se a letra JOTA no lugar da letra I, ficando MARACAJAGUAÇU.
(MARACAJÁ= GATO BRAVO + AÇU= GRANDE)

Já o nome do Padre fundador da Serra é BRAZ LOURENÇO, que foi Administrador, Missionário e Provincial, ou seja, Chefe dos Jesuítas no Espírito Santo, de 1553 a 1564, sendo que o Escritor e padre Serafim Leite, no livro "História da Companhia de Jesus no Brasil" destaca: “As Aldeias da Capitania do Espírito Santo foram em sua maioria fundadas e organizadas pelo padre Braz Lourenço”.

BRAZ LOURENÇO, FUNDADOR DA SERRA

Texto do Livro "HISTÓRIA DA SERRA", de Clério José Borges
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Braz Lourenço, SJ (Nasceu em Melo, 1525 - Faleceu em Anchieta, 15 de julho de 1605). Foi o sacerdote jesuíta que fundou o município de Serra, no Estado do Espírito Santo, Brasil, junto com o Chefe Indígena Maracajaguaçu. Rezou a primeira missa na Aldeia de Maracajaguaçu. Nasceu no ano de 1525, em Melo, diocese de Coimbra, cidade de Portugal. Ingressou na Companhia de Jesus, (Ordem dos Jesuítas) com 24 anos de idade, em 9 de maio de 1549. Veio para o Brasil, em 1553, na expedição missionária dos Jesuítas que era dirigida pelo padre Luiz Da Grã e pelo padre Ambrósio Pires e que fazia parte da Armada (Navios de Guerra) do 2º Governador Geral do Brasil, Dom Duarte da Costa, junto estava José de Anchieta, que mais tarde, seria denominado o Apóstolo do Brasil. Na ocasião, Anchieta ainda não era padre e sim, apenas um noviço, um aprendiz. Anchieta ordenou-se padre em 1565.

Braz Lourenço foi confessor do Governador Geral, Duarte da Costa e do filho do Governador, Álvaro da Costa, que  era Comandante e Mestre de navio, o MESTRE ÁLVARO, do Morro da Serra.

Da Bahia, Braz Lourenço vem para o Espírito Santo em dezembro de 1553, na “oitava do Natal”, para assumir o cargo de Provincial da Capitania, em substituição ao padre Afonso Braz que aqui estava desde 1551. Provincial significa Superior (Chefe) das casas religiosas e dos Padres. Segundo o historiador Serafim Leite, na Capitania do Espírito Santo, Braz Lourenço se tornou: “O mais notável no campo da sua atividade, na renovação dos costumes dos moradores e na catequese dos Índios”.

Braz Lourenço foi Provincial no Espírito Santo, POR DUAS VEZES, de 1553 a 1564 e em 1582, administrando os Jesuítas, bem como criando e fundando núcleos de catequese em várias Aldeias Indígenas. dE 1553 A 1564, continuou a obra de construção do Colégio dos Jesuítas em Vitória. O Colégio havia sido iniciado pelo seu antecessor Afonso Braz. Foi também o construtor da primeira residência dos Jesuítas na vila de Vitória, pois o padre Afonso Braz deixara apenas “um pequeno seminário coberto de palhas”.

Em 1564, Braz Lourenço foi substituído pelo padre Manoel de Paiva e segue para Porto Seguro onde é nomeado superior do Colégio dos Jesuítas. Em 1572, o padre Inácio de Tolosa leva Braz Lourenço para o Rio de Janeiro, onde o fundador da Serra, é nomeado vice-reitor do Colégio dos Jesuítas. José de Anchieta, que, em 1565, ordenara-se padre na Bahia, tinha sido nomeado Reitor, mas como Anchieta encontrava-se em missão evangelizadora na região de São Paulo, acabou não assumindo a Reitoria do Colégio do Rio de Janeiro.

Braz Lourenço, que estava como vice-reitor, acaba assumindo a Reitoria, permanecendo no cargo de 1573 a 1576. Em 1582, Braz Lourenço retorna ao Espírito Santo como superior da Ordem e Reitor do Colégio dos Jesuítas de Vitória. Assume os cargos pela segunda vez. Após várias atividades destacadas no processo de evangelização, já idoso, acaba indo se recolher na residência dos Jesuítas em Reritiba, atual cidade de Anchieta, onde falece a 15 de julho de 1605. Tendo nascido em 1525, ao morrer a 15 de julho de 1605, Braz Lourenço tinha 80 anos e não 86, como erradamente citam algumas publicações.

A Prefeitura da Serra divulga erradamente, em publicações oficiais e pela Rede Mundial de Computadores, a INTERNET, o seguinte texto, baseado em informações EQUIVOCADAS E ERRADAS do Memorialista, Escritor gente boa e amiga, Naly da Encarnação Miranda que por ouvir dizer e sem base documental relata no seu livro "Reminiscências da Serra 1556 - 1983", na página 15: “Quanto ao dia e mês da chegada do padre Braz Lourenço na Serra, não se sabe com exatidão. (sic)  Porém, como era costume dar nomes a lugares ou acidentes geográficos com o nome do santo do dia, supõe-se que tal data tenha se dado em 08 de dezembro de 1556, dia consagrado à Santa Nossa Senhora da Conceição. O padre Brás (O TEXTO ESTÁ ESCRITO ERRADO. BRAS com S. O Certo é BRAZ com a letra Z), Lourenço, contando com a colaboração do cacique Maracaiaguaçu (Maracajaguaçu, Gato Grande), conseguiu assim fundar a Aldeia de Nossa Senhora da Conceição da Serra, em 1556, no sopé do monte Mestre Álvaro”.

No texto historicamente constata-se alguns erros:

1 - Sabe-se SIM com exatidão o dia e chegada de Braz Lourenço no Espírito Santo, que ocorreu na oitava do Natal de 1553. OS PADRES JESUÍTAS ERAM DEVOTOS E DIVULGADORES DA IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA. Assim sabe-se com exatidão que a data foi mesmo 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição de Maria, mãe de Jesus.
No texto da Prefeitura, o nome do Padre está Certo, BRAZ LOURENÇO, QUE FOI PROVINCIAL (REITOR - CHEFE) DE 1553 A 1564. No texto de Naly está ERRADAMENTE, LOURENÇO BRAZ.
SOPÉ ou VÁRZEA é tudo a mesma coisa, a Aldeia Indígena foi fundada nas proximidades do Morro do Mestre Álvaro, inicialmente entre a Montanha e o Rio Santa Maria da Vitória. Em 1564, depois de uma epidemia de Varíola, mudou-se para o outro lado da montanha, na atual localização da sede do Município.

2 - Os Jesuítas eram grandes divulgadores da Imaculada Conceição de Maria sendo a data de 8 de Dezembro escolhida para a homenagem a mãe de Jesus de Nazaré, o Cristo, palavra que em Grego significa Messias.

3 - Depois da Reforma Ortográfica, a grafia da palavra é Maracajaguaçu. A palavra com a letra I no lugar da letra J é do tempo em que no Brasil se escrevia Farmácia com PH no lugar da letra F.

4 - A grafia certa é BRAZ Lourenço, com a Letra Z em BRAZ.

Braz Lourenço não residiu na Aldeia de Nossa Senhora da Conceição da Serra e sim em Vitória onde era o Provincial, ou seja, Superior dos Jesuítas, exercendo as funções de comandante religioso da Capitania do Espírito Santo. Tinha várias atribuições por ser o Superior dos Jesuítas. Uma de suas atribuições mais destacadas era a manutenção e ampliação da Igreja São Tiago e a construção da residência dos Jesuítas, em Vitória. Tais atividades o impediam de fixar residência numa única aldeia. Segundo a historiadora Maria Stella de Novaes, Braz Lourenço, o fundador da Serra, foi: “Um verdadeiro Apóstolo, no Espírito Santo (...) e construtor da primeira Igreja dos Jesuítas, na Vila de Vitória”.

BRAZ LOURENÇO OU LOURENÇO BRAZ?

O padre Jesuíta Braz Lourenço, fundador das Aldeias de Conceição da Serra, de Reis Magos de Nova Almeida e de São João de Carapina foi missionário e administrador. Nos livros, em muitas ocasiões, consta: Lourenço vírgula Braz. Tal registro tem gerado confusão em historiadores como Naly da Encarnação Miranda e Galbo Benedicto da Silva (Nascimento), que alegam erradamente que o nome do padre fundador da Serra, de Nova Almeida e de Carapina é Lourenço Braz e não Braz Lourenço. Naly que foi Prefeito da Serra por duas vezes, chegou a criar uma Fundação Educacional Lourenço Braz, fundada em 10 de junho de 1961. Nos noventa nomes dos primeiros padres Jesuítas relacionados por Serafim Leite não há registro de nenhum padre Lourenço Braz que tenha residido ou visitado o Espírito Santo no período colonial. Segundo Serafim Leite, a maioria das Aldeias da Capitania foi organizada pelo padre Braz Lourenço e não Lourenço Braz.

O saudoso escritor e ex-prefeito Naly da Encarnação Miranda publicou dois livros abordando fatos históricos da Serra, onde cita como Fundador, o Padre Jesuíta Lourenço Braz e não Braz Lourenço, baseado em informações erradas de Francisco Eugênio de Assis, na obra “Dicionário Histórico e Geográfico do Espírito Santo”, publicada em Vitória em 1941. Francisco Assis relata erradamente em sua obra: “A Fundação da Serra deve-se ao Jesuíta Lourenço Braz em companhia de outros em 1556...”  Com base na fonte primária, “História da Companhia de Jesus no Brasil”,  de Serafim Leite, obra em Dez Volumes, editada em 1938 e depois reeditada em 1950, em Lisboa e no Rio de Janeiro, pode-se dizer com certeza de que o Fundador da Serra é BRAZ LOURENÇO.

Naly Encarnação Miranda no Livro "Comentários Históricos da Serra", obra publicada em 1990, baseada em "comentários de ouvir dizer, sem qualquer análise em documentos históricos", escreve na página 11 o seguinte, sendo o comentário entre parentesis de minha autoria:

" Uma advertência: para quem confunde LOURENÇO BRÁS com Brás Lourenço, creio que basta ler o Livro do saudoso escritor Capixaba ELMO ELTON, (NÃO CONFIÁVEL, GENTE MUITO BOA E AMIGA MAS COMETEU EQUÍVOCOS), intitulado "VELHOS TEMPLOS DE VITÓRIA E OUTROS TEMAS CAPIXABAS", no qual consta que LOURENÇO BRÁS esteve em Vitória no ano de 1554, (BRAZ LOURENÇO CHEGOU EM 1553), na Igreja de São Tiago onde, em carta, informou a seus superiores que: "a Igreja de São Tiago já está bem maior" dizendo mais: "será tan grande como ia del nuestro colégio de Coimbra o mas, y enchese toda". Enquanto que, segundo o mesmo Livro e autor, Brás Lourenço chegou em Vitória no ano de 1562 e permaneceu até 1564, (MENTIRA, BRAZ COM A LETRA Z FOI PROVINCIAL DE 1553 A 1564), deixando também, sobre a Igreja de São Tiago, as seguintes informações: "a igreja é pobre a qual nem ornamentos, nem retábulos, nem galetas tem". Conclui então NALY, Essas Notas afastam qualquer incerteza, ou dúvida, de que LOURENÇO BRÁS é um e Brás Lourenço é outro que nada tem a ver com a Serra e sim com a fundação de Nova Almeida, o que fez ao sair de Vitória." (MENTIRA. SÓ HOUVE UM PADRE CHAMADO BRAZ LOURENÇO. SERAFIM LEITE, COLOCA EM 1554, BRAZ LOURENÇO...). Braz Lourenço foi Provincial no Espírito Santo de 1553 a 1564. A foto da página do Livro de Serafim Leite mostra que o Padre citado é BRAZ LOURENÇO e BRAZ COM A LETRA Z.

Naly da Encarnação Miranda está equivocado. Não é verdade que tenham existido dois padres Jesuítas: Um de nome Lourenço Braz e outro de nome Braz Lourenço:



1 - Na relação dos Padre Jesuítas do início da Colonização do Brasil, apresentada por Serafim Leite em sua obra literária, “História da Companhia de Jesus no Brasil”, não consta dois padres e os dois nomes, apenas BRAZ LOURENÇO. Braz Lourenço foi Provincial no Espírito Santo de 1553 a 1564.

2 - O Escritor ELMO ELTON também se equivocou. Nos dois casos o Padre é o mesmo, BRAZ LOURENÇO

A questão é que o Pesquisador não pode confiar apenas em uma FONTE de pesquisa. Naly se refere apenas a Elmo Elton e não pesquisa outros autores. É PRECISO DESCOBRIR OUTRAS FONTES. IR EM BUSCA DA FONTE PRIMÁRIA, OU SEJA, A FONTE INICIAL ONDE OUTROS ESCRITORES SE BASEARAM. E, A FONTE PRIMÁRIA NO CASO É O LIVRO, "A HISTÓRIA DA COMPANHIA DE JESUS NO BRASIL", DO PADRE ESCRITOR SERAFIM LEITE. LÁ ENCONTRAMOS A BIOGRAFIA DE BRAZ LOURENÇO, QUE DIZ O SEGUINTE: Braz Lourenço foi Provincial no Espírito Santo, POR DUAS VEZES, de 1553 a 1564 e depois, em 1582, Braz Lourenço retorna ao Espírito Santo como superior da Ordem e Reitor do Colégio dos Jesuítas de Vitória. Assume os cargos pela segunda vez. Após várias atividades destacadas no processo de evangelização, já idoso, acaba indo se recolher na residência dos Jesuítas em Reritiba, atual cidade de Anchieta, onde falece a 15 de julho de 1605. NO TEXTO EM QUE NALY CITA ELMO ELTON, SE REFERE A UM PADRE EM 1554 E OUTRO EM 1562, sendo que BRAZ LOURENÇO foi Provincial no Espírito Santo, pela primeira vez, de 1553 a 1564, QUANDO VAI PARA A BAHIA E RETORNA EM 1582. ASSIM BRAZ LOURENÇO ESTAVA NO ESPÍRITO SANTO DE 1553 A 1564 E ERA ELE O PADRE CITADO EM 1554 E 1562. Foi Padre Braz Lourenço quem fundou as duas Aldeias Indígenas, a Aldeia de Conceição da Serra e a Aldeia de Reis Magos em Nova Almeida.

ORIGEM DA CONFUSÃO

A confusão começou em 1941, quando o escritor, Francisco Eugênio de Assis no “Dicionário Geográfico e Histórico do Estado do Espírito Santo”, na página 259, diz que a Serra foi fundada pelo Jesuíta Lourenço Braz, em companhia de outros em 1556. O ex Prefeito Naly da Encarnação Miranda, com base em Francisco Eugênio de Assis, chegou a criar uma Fundação de amparo à Criança, com o nome  Lourenço Braz, divulgando o nome errado do Fundador da Serra. O texto de Francisco Eugênio Assis é de 1941.

Os historiadores que registram o nome Braz Lourenço e não Lourenço Braz, antes de 1941 são: Misael Ferreira Pena, em 1878; Basílio Carvalho Daemon, em 1897; Serafim Leite, em 1938. No Web Site da Prefeitura Municipal da Serra, na Rede Internacional de Computadores chegou a constar erradamente que “não há registros da permanência de Braz Lourenço no Espírito Santo.”  Registros do tempo e permanência de Braz Lourenço no Espírito Santo. existem Sim pois foi o Segundo Provincial da Capitania. Quanto a Lourenço Braz, não consta nenhum registro histórico já que o mesmo não existiu. Braz Lourenço já estava no Espírito Santo desde dezembro de 1553. Serafim Leite em sua obra já citada sobre a História da Companhia de Jesus destaca: “As Aldeias da Capitania do Espírito Santo foram em sua maioria fundadas e organizadas pelo Padre Braz Lourenço”.

A confusão começou em As datas de nascimento e falecimento de Braz Lourenço, constam de documentos e cartas vistas e analisadas pelo historiador e padre Jesuíta, Serafim Leite. Braz Lourenço faleceu com 80 anos de idade, com 52 anos de Brasil e 56 anos de Companhia de Jesus. Segundo os padres da Igreja Matriz da Cidade de Anchieta, alguns Jesuítas foram realmente sepultados numa área de terra próxima a Igreja. Informam contudo que a citada área de terra hoje é um pátio cimentado e não existem mais os registros oficiais, para a identificação certa e real dos túmulos.

Os registros históricos contudo confirmam estar o padre Braz Lourenço, fundador da Serra, sepultado em Reritiba, atual Anchieta. Em 1597, a Igreja de Reritiba ainda não estava com a sua construção concluída. Tanto é que Anchieta, tendo morrido nesse ano, teve seu corpo transferido para Vitória, para ser enterrado na Igreja de São Tiago. Os ossos do Santo Jesuíta permaneceram na Igreja de São Tiago até 1609, quando foram levados para a Bahia, às escondidas da população de Vitória, ficando com alguns Jesuítas da Vila, alguns ossos, entre os quais a tíbia direita. Em 1604, a Igreja de Reritiba já estava definitivamente construída, pois nela foi enterrado o padre Diogo Fernandes. Braz Lourenço, falecido em 1605, depois do falecimento de Anchieta e Diogo Fernandes, também ali foi enterrado.

A influência dos Jesuítas no povoamento das regiões do Espírito Santo foram extintas com a expulsão dos padres do Brasil, decretada oficialmente pela influência do Marquês de Pombal, ( Sebastião José de Carvalho e Mello ) pela Lei de 3 de setembro de 1759. Em 22 de janeiro de 1760, segundo Serafim Leite um total de 17 padres, ( segundo o escritor Elmo Elton o número de padres seriam 16 ), que atuavam no Espírito Santo tiveram que sair, embarcando no Navio Libúrnia, que foi para o Rio de Janeiro e de lá para o exílio. Os Jesuítas foram expulsos de Portugal e Colônias. Todos os seus bens foram confiscados. Um dos padres expulsos do Espírito Santo em 1760 foi o padre escritor Manuel da Fonseca.

No livro do saudoso escritor capixaba Elmo Elton, intitulado “Velhos Templos de Vitória & Outros Temas Capixabas”, consta ERRADAMENTE o seguinte, nas páginas 10 e 11, no capítulo referente a Igreja de São Tiago: “Afonso Brás encantara-se com o Espírito Santo ( ... ) mas o Jesuíta se demorou pouco na Capitania, isto é, apenas dois anos, visto que, em dezembro de 1553, era substituído pelo padre Lourenço Brás (TAL INFORMAÇÃO NÃO É VERDADEIRA. ELMO ELTON ESTÁ EQUIVOCADO E NALY MIRANDA EMBARCOU NO ERRO DE ELMO ELTON, BASTA CONSULTAR O LIVRO DE SERAFIM LEITE, PÁGINA PUBLICADA NESTE TRABALHO ONDE CONSTA BRAZ LOURENÇO... ) Lourenço Brás, (O CERTO É BRAZ LOURENÇO) em carta de 1554, informava que a Igreja de São Tiago já estava bem maior, acrescentando que a mesma será tan grande como la del nuestro Colégio de Coimbra o mas, y enchesse toda. Em princípio de 1559 ocorreu um incêndio na Casa dos Meninos de Jesus, possivelmente atingindo parte da Igreja, que lhe ficava anexa, registrando Brás Lourenço, em 1562, que a Igreja é pobre a qual nem ornamentos, nem retábulos, nem galetas tem, como dije mal providas de vinho e farinha para as missas. Dito padre se demorou em Vitória até 1564, sendo que o templo, reconstruído e ampliado, tinha, em 1573, mais cem palmos de comprido, fora a capela, e quarenta e cinco de largo, passando a ser de pedra e cal."



MARACAJAGUAÇU, Chefe dos Temiminós, fundador da Serra, ES

Maracajaguaçu, Gato Bravo Grande foi um dos Fundadores, junto com o Padre Jesuíta, BRAZ LOURENÇO, da Aldeia de Nossa Senhora da Conceição que deu origem a atual cidade da Serra, no Estado do Espírito Santo, Brasil. Foi o Principal, isto é, o Cacique Chefe dos Índios Temiminós que, com o padre Braz Lourenço, construiu a Aldeia e a Igreja que daria origem depois o povoado de Conceição da Serra, hoje Serra.

Maracajaguaçu (Maracajá= Gato Bravo + Açu= Grande) era Temiminó, do Grupo Tupi. O grupo de Índios Tupis, pela posição que ocupava no litoral, foi o que manteve maior contato com os Portugueses. Foi o que deu maior contribuição na formação da Cultura Brasileira e o que, pela miscigenação, mais se integrou à população.

Nasceu no Rio de Janeiro, em 1501, na Ilha de Paranapuã, (palavra em Tupi que significa "Seio do mar"), também chamada pelos Indígenas de Ilha de Paranapecu e pelos Franceses e Portugueses de Ilha do Gato, sendo atualmente conhecida como Ilha do Governador, na baía de Guanabara. Com vinte anos de idade já era um dos principais líderes de sua Tribo, graças a atos de bravura. Mudou-se para o Espírito Santo em 1555, quando já tinha 54 anos de idade. Pesquisadores informam que Maracajá era um felino que habitava as matas virgens e de tamanho que chega quase ao triplo do gato doméstico.

OBSERVAÇÃO: É ERRADO ESCREVER MARACAIA - GUAÇU OU MARACAIAGUAÇU E LOURENÇO BRAZ

Através de documentos históricos e baseado em uma fonte primária, ("História da Companhia de Jesus no Brasil", de Serafim Leite), o certo é usar MARACAJAGUAÇU e BRAZ LOURENÇO.

Na ortografia antiga, usada antes da Reforma Ortográfica, quando a grafia era essencialmente etimológica e bem antes da publicação das bases da Ortografia Portuguesa, de Gonçalves Viana, colocava-se a letra "i" em MARACAJAGUAÇU e ficava MARACAIAGUAÇU.

Na Ortografia atual coloca-se a letra JOTA no lugar da letra I, ficando MARACAJAGUAÇU.
(MARACAJÁ= GATO BRAVO + AÇU= GRANDE)

Já o nome do Padre fundador da Serra é BRAZ LOURENÇO, que foi Administrador, Missionário e Provincial, ou seja, Chefe dos Jesuítas no Espírito Santo, de 1553 a 1564, sendo que o Escritor e padre Serafim Leite, no livro "História da Companhia de Jesus no Brasil" destaca: “As Aldeias da Capitania do Espírito Santo foram em sua maioria fundadas e organizadas pelo padre Braz Lourenço”.

ARARIBÓIA, Chefe dos Temiminós, filho de Maracajaguaçu
e fundador de Carapina na Serra ES e Niterói no Rio de Janeiro

Maracajaguaçu, o Índio Gato Bravo Grande, que morava na Ilha de Paranapuã, atual Ilha do Governador, no Rio de Janeiro tinha dois filhos: Mamenoaçu e Araribóia. O segundo filho de Gato Grande é Araribóia. O nome indígena Araribóia significa Cobra Feroz ou Cobra das Tempestades. “Araib”, em Tupi, significa “Tempo Mau, Tempestade, Tormenta” e “Bói” significa “Cobra”. Nasceu em 1524, na Ilha de Paranapuã, também chamada de Paranapecu, atual Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Não é verdade que Araribóia tenha nascido no Espírito Santo. Esteve no Espírito Santo, acompanhando seus pais e sua gente, de 1554 a 1564. Aqui residiu na região de Santa Cruz e depois na Serra. Posteriormente em 1562, fundou a Aldeia de São João, em Carapina. A historiadora Maria Stella de Novaes, na página 30, do livro “A História do Espírito Santo” informa que Araribóia nasceu na Ilha de Villegagnon. A Escritora Maria Stella está errada, equivocada. Araribóia não nasceu na Ilha de Villegagnon, que era chamada pelos Indígenas de Ilha de Serigipe. Nasceu no Rio de Janeiro, em 1524, na Ilha de Paranapuã, (palavra em Tupi que significa "Seio do mar"), também chamada pelos Indígenas de Ilha de Paranapecu e pelos Franceses e Portugueses de Ilha do Gato, sendo atualmente conhecida como Ilha do Governador, na baía de Guanabara.

O certo é Braz Lourenço e não Lourenço Braz e Maracajaguaçu e não Maracaiaguaçu.


Fonte: Borges, Clério José - Livro "História da Serra", 1a. 2a. e 3a Edição - 1998, 2003 e 2009 - Editora Canela Verde - À Venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89



Sociedade Desportiva Serra Futebol Clube: Penta Campeão Capixaba de Futebol


Foto 01: Equipe do Serra de 1999, com o Jogador da Seleção Brasileira, Geovani. Foto 02: Equipe do Serra de 2003.

Foto da Equipe do Serra de 2005. Foto 02: Foto da Equipe do Serra de 2008.

Campeão em 1999, 2003, 2004, 2005 e 2008.
Campeão da Segunda Divisão em 1997

A Sociedade Desportiva Serra Futebol Clube é um clube brasileiro de futebol do estado do Espírito Santo. Sua sede fica na cidade de Serra. Seu uniforme é composto de camisa com listras verticais vermelhas, pretas e brancas, calção preto e meias pretas. Manda seus jogos no estádio Roberto Siqueira Costa, o Robertão, com capacidade para 3 mil espectadores. Telefone: (27) 32511312 O Serra foi fundado no dia 24 de junho de 1930. A equipe ganhou notabilidade nacional em 1999, quando venceu o Fluminense por 2x1, no Maracanã, pela Série C do Campeonato Brasileiro. Foi a primeira vitória de um clube capixaba no maior estádio do mundo. O Serra acabou o campeonato na terceira colocação. O clube teve como uma de suas maiores referências o centroavante Betinho, conhecido por sua escassa técnica e exímio cabeceio. Ele é o maior artilheiro capixaba da Série C do Brasileiro em todos os tempos, com 21 gols. Outras figuras notáveis que alinharam pelo Serra foram o meia Geovane, ex-Vasco e seleção brasileira, o irreverente meia Agnaldo, o atacante Índio e o goleiro paranaense Nivaldo (presente no tricampeonato estadual da equipe em 2003/04/05). Em 2001, o Serra terminou na quarta colocação da Copa Centro-Oeste. Curiosidade. O Serra foi o único clube do Estado do Espírito Santo que venceu até hoje no maracanã, ganhando do Fluminense por 2 a 1, em 1999, pela terceirona do Brasileiro, gols de Joelson e Agnaldo.

O Serra Futebol Clube foi fundado em 24 de Junho de 1930, na Serra Sede. Possui uma sede social no centro, cujo prédio é Patrimônio Cultural e um passado de vitórias e muitas alegrias para a torcida serrana, que culminou com a conquista do Campeonato Capixaba em 1999 e a participação a nível nacional, inclusive jogando no maior estádio de futebol do mundo, o Maracanã. Marinaldo Fraga Castelo, ex-presidente do Serra Futebol Clube, em contato telefônico com o autor deste livro, esclarece que o “Serra Futebol Clube” foi fundado no dia 24 de Junho de 1930, no dia de São João, com a união dos times locais com o time do “12 de Outubro”. Um dos fundadores foi Arnaldo Ferreira Castelo, pai de Marinaldo. O Serra possui dois títulos de Campeão Estadual. Um na 2ª Divisão em 1997 e um na 1ª Divisão em 1999. O Serra foi ainda vice-campeão brasileiro da série C em 1999 e vice-campeão Estadual em 2000.

EQUIPES VENCEDORAS - Em 1996, o Campeão Serrano foi a equipe do Serra Futebol Clube, que quebrou a hegemonia do Nova Almeida, vencedor dos quatro últimos títulos do Campeonato Anual promovido pela Liga Serrana. Os Jogadores campeões são: Samarone; Ricardo; Alex; Ernane; Divaldo; João Francisco; Marcos Coutinho; Gegê; José Santos; Josenilton; Alessandro; (Renan). Técnico: Jonacir Masolini. Assistente: Manoel Goroba. O Jornal “Tempo Novo”, edição N.º 177, de 27 de Setembro de 1996, apresenta ampla reportagem sobre o título conquistado pelo Serra Futebol Clube.

Em 1999, o Serra Futebol Clube conseguiu o inédito título de Campeão Capixaba. No dia 15 de Julho de 1999, o Serra vence no estádio Engenheiro Araripe a equipe do São Mateus, com um gol do jogador Betinho, dando início a uma grande festa em vermelho, preto e branco que se estendeu por todo o município Serrano. Em carreata a torcida serrana deixou o estádio para comemorar na Serra sede, onde dois trios elétricos e dois mil litros de chope aguardavam os torcedores. A equipe do Serra era: Cláudio Márcio; Gersinho; Alex Passos; Silvério e Carlinhos; Juninho; Joelson; Geovani e Leco (Patrick); Osly (Jair) e Betinho. Técnico: Marcos Nunes. Presidente: Cláudio Mello.

SERRA VENCE FLUMINENSE - No dia 15 de Dezembro de 1999, o Serra Futebol Clube venceu a equipe do Fluminense do Rio de Janeiro em pleno Maracanã. Em 50 anos de história, essa foi a primeira partida vencida por um time capixaba no maior estádio do Mundo. O Serra abriu o placar aos 31 minutos, com um gol de Joélson. Roni, do Fluminense, de pênalti, empata aos 41 minutos dos primeiro Tempo. No segundo tempo, o Serra chega ao gol da vitória aos 21 minutos, em falta cobrada por Agnaldo. O Serra venceu no Maracanã com: Dirley; Polaco (Juninho); Silvério; Sérgio Andrade e Carlinhos; Édson Garcia; Agnaldo; Marquinhos e Joélson; Índio (Robinho) e Betinho (Paraíba). Técnico: Cosme Eduardo. Juiz: Leonardo Gaciba da Silva (RS).

No dia 29 de Julho de 2000, a equipe da Desportiva foi Campeã do campeonato Capixaba após vencer o Serra por 3 a 0, conquistando o 16º título de sua história e 1º depois que passou a se chamar Desportiva Capixaba. O time do Serra foi vice-campeão do Campeonato capixaba com: Cláudio Márcio, Carlos Pinheiro, Ailson e Claudinho (Ramón); Morelato, Marcão (Rogério), Zanon (Píter) e Péres; Rodrigo e Mário. Técnico: Laoni Luz. Segundo os jornais da época, Rodrigo e Péres foram os melhores jogadores do Serra. Os gols da Desportiva foram marcados por Sharlei aos 10 minutos do primeiro tempo e Léo Gonçalves e Miquimba, respectivamente aos 9 e 24 minutos do segundo tempo. O Juiz da partida foi Walace Valente e o público foi de 3. 349 pagantes, no Estádio “Kleber Andrade”, do Rio Branco em Campo Grande, Cariacica.

No dia 1º de Dezembro de 2000, foi eleito presidente do Serra Futebol Clube o vereador Euclides Jorge Filho, com apoio do então presidente Cláudio José Mello de Sousa e do Prefeito da Serra, Sérgio Vidigal. Cláudio Mello ficou na vice-presidência. Jorge Euclides já foi jogador e dirigente do clube. Em maio de 2003, Jorge Euclides continuava na presidência do Serra Futebol Clube. Em 2012 o Presidente era Pimentel.

SERRA CAMPEÃO CAPIXABA DE 2004


As fotos acima são do domingo, dia 11 de Julho de 2004. A Equipe de Futebol do Serra enfrentou no seu Estádio Robertão, (Estádio Roberto Siqueira Costa), na sede do Município da Serra, Espírito Santo, Brasil, a equipe do CTE/Colatina e venceu por 4 Gols a Zero. Uma Goleada histórica. Ao vencer o Turno e Returno do Campeonato, o time Serrano colocou um ponto final no Campeonato, descartando a realização de um Quadrangular final. Os gols do Serra, na Vitória contra o CTE, foram marcados por Dedé, Alex Gomes e Reiger (2). Após a partida os torcedores invadiram o Campo dando a volta olímpica. A Campanha vitoriosa do Serra em 2004, teve 16 Jogos e o Serra ficou invicto sem nenhuma derrota. O Troféu de bicampeão foi entregue pelo supervisor da Federação Capixaba de Futebol, Pedro Soares, ao Capitão Marquinhos, que conquistou o seu oitavo campeonato, sendo o quarto consecutivo. É cobra coral, o Serra tá com moral, comemoravam os torcedores tricolores que invadiram o Centro do Campo. Eu estava lá, com meu filho Cleberson e fui pesoalmente dar um abraço no Presidente do Serra, Vereador Jorge Euclides. (Na Foto: Jorge Euclides e Clério Borges, com o número 4, da goleada de 4 a 0 no CTE, Vítória que deu o Título de 2004 ao Serra.) Dedé fez 1 a 0, cobrando falta aos 14 minutos do primeiro tempo. Alex Gomes, driblando dois zaqueiros, invadiu a área, chutou e marcou o segundo gol aos 17 minutos. Aos 21, Reiger, completando da pequena área um escanteio cobrado por Índio, marcou o terceiro gol do time Serrano. No Segundo tempo, o Serrra não teve dificuldade para fechar a goleada e o gol do título aconteceu aos 37 minutos, com Reiger aproveitando um cruzamento rasteiro de Dedé.

Fonte: Borges, Clério José - Livro "História da Serra", 1a. 2a. e 3a Edição - 1998, 2003 e 2009 - Editora Canela Verde - À Venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89





Mapa da Serra e Estátua do Herói da Revolta dos Negros Escravos ocorrida no Distrito do Queimado em 1849, o Líder Chico Prego.

HINO DA SERRA

O hino de Serra foi composto com o intuito de homenagear o serrano ausente e foi apresentado pela primeira vez nas comemorações do Dia do Serrano, no dia 26 de Dezembro de 1927, na gestão de então Prefeito Municipal da Serra, Alexandre Cardoso, que transferiu a comemoração do "Dia do Serrano" que era no dia 08 para o dia 26 de dezembro.

A poesia do hino de Serra tem a letra composta pelo Prof. Jaime de Abreu e a música de Manoel Xavier. Por muitos anos o hino deixou de ser cantado, sendo que anos mais tarde foi recitado para o maestro Atisthenes Loureiro, da Banda Estrela dos Artista.

 

Hino da Serra

I

Nos orgulhamos desta invicta terra,
Recamada de glória e de beldade.
E havemos de fazer de nossa Serra
Um sublime rincão, linda cidade.

Estribilho

Ei, avante serranos, trabalharemos,
Confiantes num porvir mais bonançoso.
A bem da Serra, unidos, caminhemos,
P. ra poder alcançar viver ditoso.

II

O serrano é meu irmão sincero.
E a todos abraço sem rodeio.
Em seu seio feliz me considero,
Considero e digo sem receio.

III

Nossa Serra Querida, esplendorosa.
Há de um dia alcançar o que deseja.
Confiante, prossegue esperançosa,
Conseguir no futuro o bem que almeja.

IV

Ei, avante, irmãos o que almejo.
Ser feliz, bem estar em nossa vida.
Não espero que percamos este ensejo.
De rever nossa Serra mais querida.

Obs: O presente hino sofreu pequenas modificações na letra para corrigir incoerências simétricas.


Símbolos do Município

Dá-se o nome de símbolos municipais aos elementos gráficos ou musicais destinados a representar um município. Tais símbolos indicam a soberania de seu respectivo município, merecendo por isso demonstrações de cortesia e respeito por parte de outros. Mas, acima de tudo, os símbolos devem ser amados e respeitados pelo povo que representam, pois, na realidade, são verdadeiras imagens patrióticas.

Todos os municípios desenvolvidos possuem seus próprios símbolos.

Bandeira da Cidade Município da Serra, Espírito Santo

1. Bandeira da Serra

"Na administração do prefeito Aldari Nunes, foi realizado um concurso público com o título: 'Bandeira do município'. A finalidade principal do concurso foi a pesquisa cultural que o tema exigia, bem como o nascimento de um símbolo que representasse o município em sua grandeza de paz e prosperidade.

Participaram deste concurso 27 candidatos, que apresentaram seus projetos à Câmara Municipal de Serra.

O vencedor foi o estudante EVALDO VIZEU BARCELLOS, serrano, 25 anos de idade". (Barcellos. 1975).

A bandeira apresentada pelo estudante apresenta faixas horizontais. A primeira é verde, pintada na parte superior, e representa as matas; a do meio é mais larga, branca representando a paz.

Dentro desta faixa encontram-se "duas meia-luas", que na verdade é a letra S estilizada, vocábulo inicial de 'Serra'. A cor amarela representa o clima tropical. Ao fundo, observa-se o Morro Mestre Álvaro que além de sua importância na navegação marítima e ao turismo, mostra-se perante o homem como colosso de grandeza, beleza e punjança. A sua presença torna o serrano orgulhoso de sua terra. A frente do Mestre Álvaro, vê-se uma chaminé e uma parede de fábrica representando a construção civil e o complexo industrial do município.

A faixa azul na parte inferior da bandeira representa o mar do nosso litoral." (id. 1975)
O prêmio de CR$ 1.500,00 (hum mil e quinhentos cruzeiros), foi entregue ao vencedor pelo prefeito Aldari Nunes, em uma cerimônia cívica no dia 28 de maio de 1975.

2. Brasão da Serra

Ainda durante o concurso "Bandeira do Município", o prefeito Aldari Nunes lançou também o concurso para escolher o brasão do município, sendo vencedor o jovem MARINALDO FRAGA CASTELO, também serrano que recebeu como prêmio a quantia de CR$ 500,00 (quinhentos cruzeiros).

Bandeira da Cidade Município da Serra, Espírito Santo

O brasão encontra assim definido: as cinco estrelas que margeiam o escudo simbolizam os cinco distritos do município de Serra (a Serra-Sede, Carapina, Calogi, Nova Almeida e Queimado). Dentro encontram-se engrenagens e chaminés, representando as indústrias.

Abaixo das engrenagens, o Monte Mestre Álvaro, com sua exuberante beleza e majestade. Finalmente representando o nosso litoral o mar que banha o morro.

Acima do escudo estão as datas 1566, data da fundação da Aldeia de Nossa Senhora da Conceição de Serra, e 1833, quando foi criado o Município da Serra.


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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BIBLIOGRAFIA

A bibliografia sobre a historiografia do Município da Serra se confunde com a própria historiografia capixaba.

Na Serra poucos são os livros que contam a história do Município. Algumas são obras sem embasamento científico. Sem pesquisa.

O projeto desta obra nasceu em 1991. As pesquisas foram iniciadas em 1993, tendo o autor que conciliar o seu trabalho de Funcionário Público Estadual, com as horas necessárias para a pesquisa. Ao longo de quatro anos dez viagens foram feitas, exclusivamente para pesquisas. Oito ao Rio de Janeiro em visitas a Ilha dos Maracajás, atual Ilha do Governador e na Biblioteca Nacional e Arquivo Nacional. Outras duas viagens foram realizadas ao Estado de São Paulo para que o autor tivesse certeza absoluta de que nunca existiu nenhum padre Lourenço Brás, no Espírito Santo e no Brasil na época da colonização pois existem os que defendem a tese da existência de dois padres: Um Lourenço Brás e outro Braz Lourenço. Todas as viagens custeadas pelo próprio autor, sem qualquer apoio cultural.

Também diversas correspondências foram trocadas com escritores do Rio, São Paulo e Portugal.

Os trabalhos de pesquisa terminaram em julho de 1997, após serem checadas mais de 5 mil informações e lidos mais de 200 livros e publicações sobre a Serra.

Estas indicações bibliográficas são para conhecimento dos leitores. Caso haja alguma dúvida sobre qualquer informação prestada, bastará ao leitor identificar a obra e pesquisar sobre o que consta neste livro.

É assim que se faz a história de um Município. Com informações precisas obtidas em livros antigos e documentos verdadeiros.

Algumas obras citadas, como "Cartas dos Jesuítas", não foram localizadas no Espírito Santo sendo localizadas somente na Biblioteca Nacional e no Arquivo Público Nacional, no Rio de Janeiro.

O autor também obteve algumas informações sobre cartas antigas de Braz Lourenço no Colégio dos Jesuítas "São Luiz", em São Paulo.

FONTES DE PESQUISA

Estas são as fontes em que o autor se baseou para escrever este livro que conta a verdadeira História da Serra:

ACCIOLI DE VASCONCELLOS, Inácio - Memória Estatística da Província do Espírito Santo. Escrita no ano de 1828. Arquivo Público Estadual - Vitória - ES - 1978.

ANCHIETA, José de. S.I. - Cartas, Informações, Fragmentos históricos e Sermões ( 1554-1594 ) - Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1933. 567 páginas ilustradas.

ASSIS, Francisco Eugênio de - Dicionário Geográfico e Histórico do Espírito Santo - Vitória, 1941.

BALESTREIRO, Heribaldo Lopes - O Povoamento do Espírito Santo. Obras Pavonianas. Vitória, 1976.

BORGES, Clério José - O Trovismo Capixaba - Editora Codpoe - Rio de Janeiro, 1990. 80 páginas. Ilustrado.

CABRAL, Luiz Gonzaga, Padre - Jesuítas no Brasil - Companhia Melhoramentos - São Paulo, 1925.

CARDOSO JR., Nourival - "Agora é a vez da Cultura Popular", Folheto colorido elaborado pela Prefeitura Municipal da Serra em 1989

CARVALHO, José Antônio - O Colégio e as Residências dos Jesuítas no Espírito Santo - Expressão e Cultura, Rio de Janeiro, 1982, 302 páginas.

CASTELO, Marinaldo Fraga - Trabalho datilografado reproduzido em cópias. Elaborado em 1973. Cópia xerox na Biblioteca do Centro Comunitário de Parque Residencial Laranjeiras. Centro Educacional Valparaíso - Serra - ES.

CLÁUDIO, Afonso - Insurreição do Queimado - Episódio da história da Província do Espírito Santo. Fund. Ceciliano Abel de Almeida. Vitória, 1979.

DAEMON, Basílio Carvalho - Província do Espírito Santo, Sua Descoberta, História, Cronologia e Sinopse Estatística - Tipografia Espirito-Santense - Vitória, 1897 - 513 páginas.

DINIZ MIGUEL, Ivonne - O Homem da Serra. Escola Tipográfica das Obras Pavonianas. Sem data. 128 páginas.

ELTON, Elmo - Velhos Templos de Vitória e outros Temas Capixabas - Conselho Estadual de Cultura - Vitória - ES, 1987 - 205 páginas; São Benedito, sua devoção no Espírito Santo - DEC - Departamento Estadual de Cultura - Vitória, ES, 1987 - 205 páginas; Anchieta - Versos e dados históricos sobre padre Anchieta - CEC - Vitória, ES, 1984.

FERREIRA, Jurandyr Pires - Enciclopédia dos Municípios Brasileiros. Volume XXII. Rio de Janeiro, 1959.

FREIRE, Mário Aristides - A Capitania do Espírito Santo - 1535/1822. Vitória, 1945.

GONDIM, Eunice Ribeiro - Os Dois Portos Chamados de Martim Afonso: O da enseada de Botafogo e o de São Cristóvão. "Revista Marítima Brasileira"- Rio de Janeiro, Nº 85, janeiro/março. 1966. Ilustrada.

IPANEMA, Cybelle M. - História da Ilha do Governador - Páginas 43 a 55.

LEITE, Serafim, S.I. - História da Companhia de Jesus no Brasil - Lisboa, Livraria Portugália; Rio de Janeiro. Editora Civilização Brasileira, 1938/50. 10 Volumes ilustrados.

LÉRY, Jean de. - Historie d’un Voyage fait em la Terre du Bresil, autrement dite Amerique... - Rochelle, A. Chuppin, 1578. 424 páginas, II.

LESSA, Luís Carlos - Araribóia, o Cobra das Tempestades - Editora Francisco Alves - Rio de Janeiro, RJ.

LIMA, Sônia P./ Silva, M. B. - Seis Mil Nomes para Bebês - Nova Sampa Diretrizes Ltda - São Paulo. 192 páginas.

MARQUES, Cesar Augusto - Dicionário Histórico, Geográfico e Estatístico da Província do Espírito Santo - Typografia Nacional, 1878.

MIRANDA, Naly da Encarnação - Reminiscências da Serra - 1556/1983, Edição do autor, Serra, 1984. 88 páginas; Comentários Históricos da Serra - Edição do autor, Serra, 1990. 78 páginas. Ilustrado.

MONJARDIM, Adelpho Poli - Contos Fantásticos. Rio de Janeiro. Editora Oficina de Letras e Artes - 217 páginas.

MORAES, Cícero - Como Nasceram Cidade no Espírito Santo - 1954.

MORAES, Neida Lúcia - O Espírito Santo era Assim - Rio de Janeiro, 1920.

MONTELLO, Jesse - Coleção de Monografias Municipais - Nova Série nº 271 - Rio de Janeiro - 18 de junho de 1984.

NEVES, Jayme Santos - A Outra História da Companhia de Jesus - Vitória - Fundação Ceciliano Abel de Almeida, 1984. 383 páginas.

NÓBREGA, Manoel, Padre - Diálogo Sobre a Conversão dos Gentios - s/data. Edição antiga reproduzida em cópias com falhas.

NOVAES, Maria Stella de - História do Espírito Santo. Vitória. Fundo Editorial do Espírito Santo - Sem data. 455 páginas; Lendas Capixabas - Vitória - ES. Sem data.

OLIVEIRA, José Teixeira de - História do Estado do Espírito Santo - 2ª Edição - Fundação Cultural do Espírito Santo - 1975.

PACHECO, Renato José Costa / Rosa, Léa Brígida R. de Alvarenga e Neves / Luiz Guilherme Santos Neves. - Espírito Santo minha terra, minha gente - Sedu - Vitória, 1986. 57 páginas.

PENA, Misael - História da Província do Espírito Santo - RJ - 1878.

RESENDE, Wilson Lopes de - A Insurreição de 1849, na Província do Espírito Santo - Editora Itabira - Cachoeiro de Itapemirim - 1949. 17 páginas.

ROCHA, Wilton Simas da - Município da Serra - Trabalho mimeografado e datilografado, reproduzido em cópias. Notícias Cívicas de Geografia e História. Ao estudante Serrano de todos os Tempos. Junho/1981.

ROCHA, Levy - Viajantes Estrangeiros no Espírito Santo. Brasília. Editora de Brasília, 1971; Viagem de D. Pedro II ao Espírito Santo - RJ - 1960.

RIBEIRO, Judith Leão Castello - Presença. Vitória - ES. 1980. 131 páginas.

SÁ, Antônio de - Cartas Jesuíticas II - Cartas Avulsas 1550/1568 - Edição da Biblioteca Nacional ( RJ ).

SAINT-HILAIRE, Auguste de - Viagem ao Espírito Santo e Rio Doce. São Paulo. Editora Itatiaia. 1974.

SANTINI, Maria Luiza Parente - 5.000 nomes para seu Bebê - Nova Sampa Diretriz Editorial - 1993.

TEIXEIRA, Álvaro - Roteiro Cartográfico da baía de Guanabara e cidade do Rio de Janeiro - século XVI e XVII, de Álvaro Teixeira Filho - Rio de Janeiro - Livraria São José - 1975. 151 páginas.

THEVET, André, O.F.M. - La Cosmographie Universelle... Paris, P. L’Huillier, 1575, 2 volumes, ilustrado.

VASCONCELLOS, José Marcelino de - Ensaio sobre a História e Estatística da Província do Espírito Santo. Vitória. 1858.

VASCONCELLOS, Simão de - Crônica da Companhia de Jesus do estado do Brasil. Lisboa. 1865.

VIANA, Manoel - Os Brasilíades - Poema épico Brasileiro - Prefeitura Municipal de Paranaguá - Paraná - 1984. 144 páginas.

VIOTTI, Hélio Abranches, S.I. - Anchieta, o Apóstolo do Brasil na Capitania do Espírito Santo - Edições Loyola - São Paulo - 1966.

PUBLICAÇÕES PESQUISADAS:

1- Relatório final da Comissão Coordenadora do relatório Estadual sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento - ES - ECO 92 - Meio Ambiente e Desenvolvimento no Espírito Santo. Oferta de Deivison Ribeiro.

2- Vitória News - Edição semanal - Número 16, de 4 de dezembro de 1977 - Jornal distribuído gratuitamente editado pelo Jornalista Rubens Manoel Câmara Gomes. Reportagem: "Um Passeio ao Mestre Álvaro" ( Página 4 ) Coleção do autor.

3- SERRA, EM FOCO O DESENVOLVIMENTO - Publicação colorida da Prefeitura Municipal da Serra, na administração do prefeito Adalton Martinelli. Prospecto elaborado como síntese do Plano de Desenvolvimento Industrial do Município da Serra, pela ETPI - Engenharia Tecnologia e Projetos Industriais, em fevereiro de 1991. Oferta do advogado Antônio Sérgio Massad. Coleção do autor.

4- Trabalho Mimeografado da ETPI - Engenharia Tecnologia e Projetos Industriais Ltda. Realizado em 1990/199l.

5- Guia da Ilha do Governador - 2ª Edição de 1950. Oferta da Sra. Glécia Ribeiro Gondim, residente na Ilha do Governador - Rio de Janeiro.

6- ATLAS ESCOLAR DO ESPÍRITO SANTO. Elaborado pela Secretaria de Educação e Cultura no Governo Gerson Camata, em 1986. Textos de Natália Haese Lavagnoli, Gildo Willadino e Neida Lúcia Moraes.

7- Reportagens e Notícias dos seguintes jornais:

A Gazeta, de Vitória - ES. Várias edições.

A Tribuna, de Vitória - ES. Várias edições.

Tempo Novo, de Laranjeiras, Serra, ES. Várias edições.

O Diário, de Vitória-ES. Edição de sexta-feira, 19 de agosto de 1977, nº 5.312.

Trombeta, da Serra - ES. Edição de 1994.

Correio Popular, de Cariacica, ES. Jornal de Cleilton Gomes. Várias Edições.

8- Revista Momento Policial - ano IV - Edição nº 19 - outubro/novembro de 1992. Editada em Porto Alegre - RS. Reportagem sobre a Serra. Coleção do autor.

9- Folheto editado pelo Instituto Jones dos Santos Neves, de Vitória - ES, sobre o título: "Informativo Região Metropolitana". Sem data.

10- Catálogo de Bens Culturais Tombados do Estado do Espírito Santo. Editado por Massao Ohno Editor, para o Conselho Estadual de Cultura do Estado do Espírito Santo. 1991. Coleção do autor.

11- Almanaque de Santo Antônio 1996 - Editora Vozes, Organizado por frei Edrian Josué Pasini, O.F.M. Petrópolis - RJ - Junho de 1995.

PESQUISA ORAL:

O autor agradece as pessoas que através de relato verbais ou epistolar, contribuíram para o aperfeiçoamento desta obra:

Eliane Perez, Chefe da Divisão de Informação Documental da Biblioteca Nacional, em 1993;

Pesquisador da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, Rutonio Sant’Anna;

Marlene, do Centro de Documentação da Biblioteca Central da UFES;

Marta Martinez Pontes e José Roberto Caldas Gama, da Biblioteca Central da UFES;

Padre Arnóbio e Bibliotecária Débora, da Biblioteca do Colégio São Luiz, da Rua Haddock Lobo, na Cerqueira Cesar, São Paulo;

Naly da Encarnação Miranda;

Marcelo Furtado;

Artista Plástico Walter Assis;

Humberto Aires de Moura e Silva ;

Lourência Riani;

Márcia Lamas;

Ronaldo Lourenço Rodrigues; Morador de Manguinhos;

Escritor Áureo Ramos, residente na Ilha do Governador no Rio de Janeiro;

Raimundo Araújo, advogado de Nilópolis - RJ, já falecido;

Escritor Eno Teodoro Wanke;

Gilson Gomes e Sandra Gomes;

João de Deus Corrêa, o Tio João;

Trovadora Sirley Kaszuba, desenhista de Porto Alegre-RS;

Agente de Polícia, Julião Gonçalves Romeiro, desenhista;

Adir Ribeiro;

Valdemir Ribeiro de Azeredo, desenhista;

Maria de Fátima Leandro de Jesus, desenhista; Zedânove Tavares Sucupira;

Cecília Augusta Borges Camata, Delegada de Polícia;

Professora Marisa Barbosa;

Clério de Brito, Professor de História;

Investigador de Polícia, Marcos Barbosa;

Adelson Dadalto;

Geraldo Magela, Ex - Secretário de Turismo e Cultura da Serra;

Professora Déa Barbosa Aguiar;

Clécia Ribeiro Gondim, moradora da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro;

Gercino Cláudio Soares, Delegado de Polícia aposentado;

Luiz Carlos Braga Ribeiro;

Ronaldo Braga Ribeiro;

Emanuel do Espírito Santo Barcellos.

DADOS SOBRE O AUTOR DO LIVRO CLÉRIO JOSÉ BORGES

Clério José Borges de Sant’Anna - Nasceu a 15 de setembro de 1950 em Aribiri, Município de Vila Velha - ES. Reside na Serra, no bairro Eurico Salles, desde 1979.

Obras do autor:

1- Feliz natal - Boas Festas - Trovas - Edição CTC - Clube dos Trovadores Capixabas - 1981.

2- Ano Internacional das Pessoas Deficientes - Trovas - Edição CTC - 1981.

3- O Vampiro Lobisomem de Jacaraípe - Literatura de Cordel - Coleção Folclore Capixaba - Edição CTC - 1983.

4- O Melhor dos Melhores - Poesias - Coletânea - Edições Caravelas - Coleção capixaba - Porto Alegre/ Vitória - 1987.

5- O TROVISMO CAPIXABA - História e documentário - Editora Codpoe do Rio de Janeiro - 1989.

6 - Alvor Poético - Editora Scortecci - São Paulo - 1996.

PARTICIPAÇÃO EM ANTOLOGIAS:

1- Anuário Coletânea da Trova Brasileira - Fernandes Viana - Recife - Pernambuco - 1982.

2- Primavera em Trovas - Arthur F. Batista - São Paulo - 1981.

3- Saudade em Trovas - Arthur Francisco Batista - SP - 1983.

4- Trovadores Brasileiros - Coordenador - Shogun Editora - 1984.

5- Trovadores 86 - Organizada pelo autor com Antônio Soares - Edições caravelas - 1986.

6- Trovadores 87 - Organizada pelo autor com Antônio Soares - Dois volumes. - Edições Caravelas - 1987.

7- Mil Trovas de Amor e Saudade - Edições de Ouro - Organizada por P. de Petrus e Noel Bergamini - 1981. Uma trova do autor é publicada entre Trovas dos melhores trovadores do Brasil.

8- Trovas da Constituinte, organizada por Diniz Félix dos Santos, de Brasília , DF, 1987.

9- Brasil Trovador, organizada por Laís Costa Velho - 1987.

10- Trovas sobre o Mar - Coletânea de Arthur Francisco Batista - Mirante Editorial - São Paulo - 1988 - Página 26.

11- Anais do 1º Encontro Nacional de Trovadores em Petrópolis - RJ . Organizada por Maria de Fátima Brasil - 1989.

12- Trovadores dos Seminários Nacionais da Trova - Antologia organizada pelo autor com Santa Inèze D. da Rocha - Edições Caravelas - Porto Alegre - 1985.

13- Trovadores do VI Seminário Nacional da Trova - cadernos Literários de nº 55/56 - Instituto Cultural Português - P. Alegre- 1986.

14- O Beija Flor na Trova - Antologia de Aves - Organizada por Clodoaldo de Abreu Filho - Companhia Brasileira de Artes Gráficas - 1985 - página 59.

15 - Casos da Vida Trovista - Eno Teodoro Wanke - Edições FEBET - Episódio "Um Júri Simulado", com participação do autor. Páginas 2 a 7.

16- Trovadores Brasileiros da Atualidade. Livro organizado pelo autor com Antônio Soares. Edições Caravelas - P. Alegre - 85.

17- Antologia da Trova Escabrosa - Edições Codpoe - Eno Teodoro Wanke - Rio de Janeiro - 1989 - Participação do autor na página 30.

18- Glosando Trovas, de Gislaine Canales Trindade - Cruz Alta - RS - 1987.

19- Pedaços de Corações - UBT de Bom Jesus do Galho - MG - 1981.

20- Dez Anos de Neotrovismo - Antologia - 1990 - Eno Teodoro Wanke - Páginas 29 a 36.

21- "Curtindo os Netos" - Edições Plaquette - Eno Teodoro Wanke - 1993 - Capítulo 3 - "Com as netas no ES e MG" - Referências ao autor.

22- Revista Ka Huna - nº 18, julho/ dezembro - 1986 - páginas 6 a 9. Editada por Mário Linário Leal, em Brasília - DF.

23- Revista Brasília. Foto na capa da Revista em 1987 - Publicação do Jornalista Reis de Souza.

24- Valores Literários do Brasil - Volume V - Selecionado poema com Medalha de Bronze em mais de mil trabalhos. - 1987 - página 24 - Brasília - DF.

25- Trovas da Latinidade - Organizador Diniz Félix dos Santos - Edições Poietiké - 1987 - Brasília - DF.

26- Autor do Prefácio do Livro "O Máximo em Máximas" - nº 2 - Autor: Rocha Ramos - Emil Editora Ltda - Belo Horizonte - MG - 1991 - Organização póstuma das obras por Zeny de Barros lana. Edição Pós-Mortem.

TROVAS COMO EXEMPLO:

1- Segredos do Bom Trovar, de Maria Thereza Cavalheiro, apresenta Trova do autor como exemplo do gênero cívico - São Paulo - página 19.

2- Introdução à Arte de Fazer Versos ( Trova, Sextilha, Soneto ) - De Adison do Amaral - Brasília - 1993. Exemplo de Trova para Escansão, na parte 49.

SELEÇÃO:

1- Um Soneto do autor com o título "Fazer Trovas" foi selecionado pelo escritor Eno Teodoro Wanke para o livro "Sonetos sobre Trovas".

BIBLIOGRAFIA:

1- Francisco Igreja - Dicionário de Poetas Contemporâneos - Rio de Janeiro - 1988. Verbete do autor. A edição de 1990, também apresenta verbete do os dados do autor.

2- Eno Teodoro Wanke - Várias publicações: "Vila Velha, Capital da Trova", de 1983; "Neotrovismo", de 1985; "Atuação Trovista", de 1985. Biografia e informações sobre o autor.

3- Enciclopédia da Literatura Brasileira - Editada pelo Ministério da Educação - Rio de Janeiro - Oficina Literária Afrânio Coutinho - 1990 - Dois Volumes - O verbete do autor está na página 335 do 1º Volume. Os dois volumes foram ofertados pelo escritor Eno Teodoro Wanke na solenidade de abertura do 10º Seminário Nacional da Trova, em Julho de 1990, no Salão do Palácio Anchieta, sede do Governo do Estado do Espírito Santo.

OBRA ESPECIAL:

"Alvor Poético"- Trovas , haicais, sonetos e poemas livres do autor. João Scortecci Editora - São Paulo - 1996.

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL:

"Escritores e Escritoras do Século 21"- Antologia Literária - Poema premiado "Fogo da Paixão"- página 33 - Litteris Editora - RJ - 1994

"Grandes Poetas...Belas Poesias" - Antologia Poética nº 21, com 68 páginas, do Grupo Cooperarte de Literatura - Edição de Outubro de 1997. Poesias do autor nas páginas 19 e 20.




BIBLIOGRAFIA DO AUTOR
CLÉRIO JOSÉ BORGES. Biografia Resumida



Historiador, Poeta e Trovador Capixaba, o Escritor Clério José Borges nasceu em 15/09/1950, no bairro de ARIBIRI, Município de Vila Velha, ES. Funcionário Público Estadual Aposentado no Cargo de ESCRIVÃO, trabalhando durante 35 anos, tendo recebido ELOGIOS e Medalhas de Bronze, Prata e Ouro da Polícia Civil do Espírito Santo. Em 1970, estudou Direito em Cachoeiro de Itapemirm, onde no Concurso Vestibular passou em 3º Lugar, com mais de 400 participantes concorrentes na época. Estudou também Direito e Pedagogia na UFES - Universidade Federal do Espírito Santo, sem concluir tais Cursos. Fundou e foi o 1º presidente da Academia de Letras e Artes da Serra, ALEAS. Fundou e preside o Clube dos Poetas Trovadores Capixabas, CTC. Pertence ao Instituto Histórico e Geográfico do ES. Foi Conselheiro Titular do Conselho Estadual de Cultura do Espírito Santo, durante CINCO anos, de 04/01/1989 a 18/02/1993, onde foi eleito e atuou como Secretário de Plenário, na gestão do Presidente Marien Calixte e Vice-presidente do CEC-ES, na gestão do Presidente, Sebastião Ribeiro Filho (Tião Xará). Após 18/02/1993 e até o ano 2000, passou a pertencer à Câmara de Literatura do referido Conselho, CEC-ES, Conselho Estadual de Cultura do Estado do Espírito Santo, afastando-se depois definitivamente. Destacou-se no CEC-ES no tombamento Estadual das ruínas da Igreja de São José do Distrito de Queimado, na Serra, ES, no tombamento dos remanescentes da Mata Atlântica no Espírito Santo e na luta pela restauração da Igreja de São João Batista de Carapina, Serra, ES. Conselheiro Titular da Área de Literatura do Conselho Municipal de Cultura da Cidade da SERRA, Espírito Santo, desde 24 de Setembro de 1997, quando o Conselho foi criado, sendo o atual Vice Presidente do Conselho Municipal de CULTURA da Cidade da Serra, ES. É morador da SERRA, ES, desde 1979 e Cidadão Serrano, titulo conferido pela Câmara Municipal da Serra em 26 de Dezembro de 1994. Senador da Cultura, pela Sociedade de Cultura Latina, SCL. Correspondente da Academia CACHOEIRENSE de Letras, (ES); da Academia PETROPOLITANA de Letras, da Cidade de Petrópolis,(RJ); da Academia Brasileira da Trova e da Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas, ALCEAR e outras Academias e Associações Literárias do Brasil. Autor dos Livros: Trovas Capixabas; Trovadores dos Seminários da Trova; Trovadores Brasileiros da Atualidade; O Trovismo Capixaba; Alvor Poético; O Vampiro Lobisomem de Jacaraípe; História da Serra (3 Edições); Serra em Prosa e Versos/Poetas e Escritores da Serra; Origem Capixaba da Trova; Dicionário Regional de Gírias e Jargões. Organizador, desde 1981 dos Seminários Nacionais da Trova e dos Congressos Brasileiros de Poetas Trovadores. Detentor de Diversos Títulos, DIPLOMAS e homenagens, como por exemplo a MEDALHA CHICO PREGO, recebida em 30/03/2006. Teve atuação como Ator no Filme "QUEIMADO", de João Carlos Christo Coutinho, sobre a Revolta dos Negros Escravos do Distrito do Queimado, na Serra, ES, ocorrida em 1849. Atuou como Ator no FILME "Trovadores do Neotrovismo na Amazônia", da Cineasta Russa Valentina Ivanovna Kupnova. Produz Vídeos amadores para o You Tube onde já atingiu o número superior a mil e trezentos Vídeos. É Ministro da Palavra, da Comunidade São Paulo, Paróquia São José Operário, desde Dezembro de 2009 e pertence a Pastoral Familiar da referida Comunidade e Paróquia. Envolvido em lutas comunitárias desde 22/04/1979, conforme histórico da histórico constante do web site da AMBES - Associação de Moradores do bairro Eurico Salles, em Carapina, Serra, ES. É registrado como Escritor na BIBLIOTECA NACIONAL. Confira Opinião sobre a obra ALVOR POÉTICO. Em 1987 concedeu inclusive entrevista a Leda Nagle, em Rede Nacional, no programa "Sem Censura" da TV Educativa do Rio de Janeiro. O Livro "História da Serra", 1ª Edição, foi eleito MELHOR LIVRO de 1998, publicado em prosa no Brasil e a cerimônia oficial de premiação foi realizada em abril de 1999, conforme comunicação da Professora e Acadêmica, Maria Aparecida de Mello Calandra, IWA, Presidente da Sociedade de Cultura Latina do Brasil, Mogi das Cruzes - São Paulo. No Dia 10/02/2007, em pleno Carnaval Capixaba, Clério José Borges foi homenageado, no SAMBÃO DO POVO, em Vitória, ES, como Historiador pela Escola de Samba ROSAS DE OURO, do Município da Serra, Espírito Santo, presidida pelo Carnavalesco Marcos Caran. Clério desfilou como Destaque num Carro alegórico pois o enredo "SERRA 450 ANOS DE FUNDAÇÃO, foi baseado no Livro HISTÓRIA DA SERRA, de Clério José Borges. No dia 12 de Setembro de 2009 a convite de Júlio Cesar Batista Nogueira, conhecido como Júlio Autor, o Escritor Clério José Borges participou das filmagens do Vídeo Documentário, NOVA ALMEIDA EM UM OLHAR. No dia 05 de Junho de 2010, no Salão de Festas CENSI, em Itabira, Minas Gerais, Clério José Borges recebeu o título de DESTAQUE DO ANO e TROFÉU CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE, numa promoção do Jornalista e Colunista Social de Itabira, MG, Eustáquio Lúcio Felix. Clério José Borges trabalhou profissionalmente, como Jornalista do Jornal "A Tribuna", de Vitória, ES. Foi Repórter Iniciante (Foca), de Janeiro a Março de 1969 e promovido, em seguida, a Repórter e depois a Redator, com Carteira Assinada, trabalhando até 1972. Depois teve uma lingeira passagem pelo Jornal O Diário, (Já extinto), também de Vitória, ES e, em seguida, participou de um Concurso Público, classificando-se em 1º Lugar, sendo Servidor Público da Área de Segurança, (Escrivão de Polícia Civil), tendo trabalhado por 35 anos, tendo recebido homenagens e recebido as Medalhas de Bronze, Prata e Ouro por Serviços prestados na Polícia Civil. Clério José Borges aposentou-se como Escrivão de Polícia Civil do Estado do Espírito Santo, pela Portaria N.º 081, de 18 de Janeiro de 2011, publicada na página 05 do Diário Oficial do Estado do Espírito Santo do dia 20 de Janeiro de 2011, onde consta, "aposentadoria por tempo de contribuição, a partir de 17 de Setembro de 2010, (...), computados 37 anos, 02 meses e 19 dias de Tempo de contribuição. (...) Processo 01901621". O Jornal "A Tribuna" é um dos mais conceituados Jornais do Estado do Espírito Santo, disputando a preferência popular com o Jornal A Gazeta. Clério, em A Tribuna, além de Reporter e Redator foi comentarista de Cinema e chegou a Chefe de Reportagem, trabalhando com os consagrados Jornalistas Marien Calixte, Plínio Marchini, Rubinho Gomes, Paulo Bonates, Sérgio Egito, Nelson Serra e Gurgel, Paulo Maia, Pedro Maia e os falecidos Vinicius Paulo Seixas e Cláudio Bueno Rocha... Clério José Borges foi professor das Escolas: Roberto de Souza Lee (Vila Velha); Colégio Comercial Brasil (Cobilândia, Vila Velha); Clóvis Borges Miguel (Serra); Instituto de Educação (Vitória), etc... Clério ministrou Cursos de Iniciação ao Jornalismo e Meios de Comunicação e de Recepcionista de Banco e Escritório em várias cidades do Estado e em Minas Gerais (Governador Valadares, Mantena e Carangola) e bairros da Grande Vitória. Como Trovador e Historiador realizou Palestras Culturais e representa no Espírito Santo o Movimento Poético, MPN e a Sociedade de Cultura Latina e a Casa do Poeta Brasileiro, Poebras. Clério sempre realiza Oficina de Criação Poética. Em 2002 foi convidado pela Prefeitura da Serra e ministrou uma Oficina Literária de Trovas. Clério José Borges foi Professor em Cobilândia, de 1977 a 1980. O Colégio Comercial "Brasil", do bairro de Cobilândia, no Município de Vila Velha oferecia cursos de 1º Grau durante o dia e à noite, cursos de 7ª e 8ª Séries de 1º Grau e Cursos de Administração e Contabilidade. Clério foi contratado como Professor, com Carteira Profissional assinada. ACADEMIA DE LETRAS DO BRASIL - Belo Horizonte, MG, No dia 23 de Agosto de 2011, em solenidade presidida pelo Dr. Mário Carabajal, Presidente Nacional Fundador da ALB - Academia de Letras do Brasil e com a coordenação geral da Acadêmica Sílvia de Lourdes Araújo Motta, na sede do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, na Rua Guajajaras 1268, (sobreloja), Belo Horizonte, Minas Gerais, Clério José Borges recebeu a Medalha do Mérito Cultural AFONSO PENA e foi empossado como Acadêmico Imortal, seguidor de Platão. A solenidade que foi muito bem organizada contou com a Diplomação de mais 38 Acadêmicos Imortais entre as quais a premiadíssima Escritora de Minas Gerais, Zeni de Barros Lana. No evento duas brilhantes apresentações musicais, inclusive a do Coral Luís de Camões, que foi aplaudido de pé por todos os presentes. Em noite de gala, no último dia 10 de março de 2012, o Escritor, Poeta, Trovador e historiador Capixaba, Clério José Borges, recebeu na Cidade de Itabira, no Estado de Minas Gerais, o Troféu Pedro Aleixo, de Personalidade Notável de 2012, honraria que é outorgada aqueles que se destacaram no cenário brasileiro no campo cultural e por sua coragem e, sobretudo pela capacidade de modificar o universo social, político, cultural e profissional que os rodeia, com sua sensibilidade e sua visão pessoal de mundo. O evento foi realizado no Salão de Festas Ativa de Itabira e foi abrilhantado com o show musical da Internacional Banda American Brasil. Esta foi a 12ª edição das Personalidades Notáveis homenageadas com o “Troféu Pedro Aleixo”. Os laureados com o referido Troféu são pessoas consideradas pelos organizadores como cidadãos de espírito participativo, revestidos de coragem, ousadia e muita garra. Esta é a segunda vez que o Escritor Clério José Borges é homenageado na cidade de Itabira, terra natal do Poeta Carlos Drummond de Andrade. Em 2010, Clério recebeu o Troféu como Melhor Escritor de 2010, em solenidade da “Festa dos Destaques do Ano” na categoria Literatura e agora recebe o Troféu como Personalidade Notável, através de indicação da Escritora mineira Léa Lu, e Convite feito pelo Jornalista Eustáquio Lúcio Félix. JOÃO PESSOA - PARAÍBA - Dia 19/04/2012 - Clério José Borges participa em João Pessoa na Paraíba, como Convidado Especial, do II Encontro de Escritores da UBE Paraíba, tendo promovido o lançamento do livro de sua autoria, Dicionário Regional de Gírias e Jargões, editado pela Prefeitura da Serra, com recursos da Lei Chico Prego, Arcelor Mittal e Magnesita, bem como proferiu palestra sobre Leis de Incentivo à Cultura e na Câmara Municipal de Sapé, "Casa de Augusto dos Anjos e plenário Severino Damião da Silva", localizada na Avenida Getúlio Vargas, foi realizada uma Sessão Solene Especial comemorativa ao Centenário do Livro Eu e aos 128 anos de nascimento de Augusto dos Anjos, presidida pelo Vereador, Juciê Guarabira. A mesa que presidiu a solenidade na Câmara de Vereadores de Sapé, Paraíba foi composta ainda pelo Presidente da UBE/Paraíba, Ricardo Bezerra e pela Profa. Maria do Socorro Silva de Aragão, da UFPB, Universidade Federal da Paraíba e Academia de Letras e Artes do Nordeste, ALANE-PB. Durante a solenidade fizeram uso da palavra, a Escritora Marinalva Freire da Silva que fez uma rápida análise da obra de Augusto dos Anjos e falou da tradução que ela havia feito para o Espanhol do Livro Eu (Yo) e o Escritor Clério José Borges, da Cidade da Serra, ES, que além de falar da Poesia de Augusto dos Anjos declamou alguns de seus poemas, entre os quais, "Versos Íntimos". No Encontro dos Escritores realizado de 19 a 21 de Abril de 2012, pelo Presidente da UBR/PB, Ricardo Bezerra, Clério e Zenaide conheceram o Cantor e Compositor Chico César, na ocasião, Secretário Estadual de Cultura da Paraíba. Nas fotos: Zenaide Thomes Borges, uma Senhora, o Secretário Chico César e Clério José Borges. Cantor Chico César e Clério Borges. Clério concedendo entrevista ao Jornalista Arlindo Nóbrega, de São Paulo.

LIVROS DE CLÉRIO JOSÉ BORGES



O Trovismo Capixaba. Livro individual de Clério José Borges. História da Trova Capixaba. Lançado pela Editora Codpoe, (RJ), em 1990, com 82 páginas. Capa do Artista Plástico Licurgo. Tiragem de 1000 exemplares.


Alvor Poético. Livro individual de Clério José Borges. Poesias e Trovas. Lançado pela João Scortecci Editora, (SP), em 1996, com 52 páginas. Tiragem 1000 de exemplares. Exemplar: R$ 5,00. (Tel.: 55 - 021 - 27 - 9257 82 53)


Trovadores 87 Antologia de Trovas organizada por Clério José Borges e Antônio Soares. Edições Caravela, 1987 - 2º Volume. Participação de 45 trovadores. Tiragem de 1000 exemplares, com 124 páginas. Esgotado.


O Melhor dos Melhores Trovas de vários Trovadores. Lançado em 1987. Coleção Capixaba. Editora Edições Caravela, de Porto Alegre, RS. Tiragem de 1000 exemplares. Esgotado.


Trovadores Brasileiros da Atualidade Obra lançada durante o V Seminário Nacional da Trova em 1985. Edições Caravela. Tiragem de 1000 exemplares, com 112 páginas. Esgotado.


Trovadores dos Seminários Nacionais da Trova Antologia de Trovas, organizada por Clério José Borges e Santa Inéze da Rocha - Instituto Cultural Português. Edições Caravela, 1985, com 64 páginas. Capa de Licurgo. Tiragem de 1000 exemplares. Esgotado.


O Vampiro Lobisomem de Jacaraípe Livro de Cordel de Clério José Borges, com 8 páginas. Folclore Capixaba. Edição do CTC, de 2004 - 2005. A lenda de um Vampiro que atormentava as pessoas em Jacaraípe, Serra, ES, em 1915. 500 Exemplares.


Origem Capixaba da Trova Livro de Clério José Borges sobre a origem Capixaba da Trova, composição poética de quatro versos sete silábicos, com rima e sentido completo. Coleção Neotrovismo Capixaba. Editora CTC 1997 - 2007. 1000 Exemplares.


Serra em Prosa e Versos - Poetas e Escritores da Serra Livro Poetas e Escritores da Serra, uma pesquisa realizada pelo Escritor Clério José Borges, reunindo 147 Poetas com textos sobre a História da Serra e sobre fatos e personagens da Cidade da Serra, no Espírito Santo.


História da Serra - 3ª Edição Ano: 2009 Livro História da Serra. Terceira Edição da obra que foi premiada em 1998. Uma Edição revista e atualizada, com mais detalhes e mais informações. Vendido na Livraria Doce Saber do bairro de Laranjeiras - Serra ES, (Tel.: 27 - 32 81 24 89) e na Loja Biss, também localizada em Laranjeiras, na Avenida Central, 907. E-mail: biss@lojabiss.com.br (Tel.: 27 - 33 38 39 05).


Dicionário Regional de Gírias e Jargões São mais de Dez mil Gírias e Jargões coletados pelo Escritor Clério José Borges durante 15 anos, no seu trabalho profissional como Escrivão da Polícia Civil. São Gírias da Malandragem e Policiais. Dos Noiados até das Patricinha. À Venda na Livraria Doce Saber, (Tel.: 27 - 32 81 24 89) e na Loja Biss de Laranjeiras Serra ES. E-mail: biss@lojabiss.com.br (Tel.: 27 - 33 38 39 05). Gírias do nosso povo brasileiro.



Próximo Livro de Clério José Borges
Carapina - Presença dos Índios e dos Jesuítas na Aldeia de São João Batista. Previsto para ser lançado em 2012, a obra sobre o Distrito de Carapina, no Município da Serra, no Estado do Espírito Santo, de autoria de Clério José Borges é comemorativa dos 450 anos de fundação da Aldeia Índigena do Chefe Temiminó Araribóia, (Cobra Feroz ou das Tempestades), filho de Maracajaguaçu. Na obra a colonização da região com Braz Lourenço, Manoel Paiva e a presença do padre José de Anchieta, o Beato da Igreja Católica, que fez o primeiro milagre de sua vida em Carapina, Serra, Espírito Santo.





FONTE DE PESQUISAS

Borges, Clério José - Livro "História da Serra", 1a. 2a. e 3a Edição - 1998, 2003 e 2009 - Editora Canela Verde - À Venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89

Borges, Clério José - Livro "Serra em Prosa & Versos - Poetas e Escritores da Serra", 1a. Edição - 2006 - Editora Canela Verde - Edição comemorativa aos 450 anos de colonização da Serra, ES. À Venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89

Borges, Clério José - Livro "Origem Capixaba da Trova", 1a. Edição - 2007 - Editora CTC - Clube dos Trovadores Capixabas - Coleção Neotrovismo Capixaba. Edição Limitada prestes a esgotar-se.

Borges, Clério José - Livro "Dicionário Regional de Gírias e Jargões", - 2010 - Editora Canela Verde - À Venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89


OBSERVAÇÃO:

Permitimos a livre reprodução do conteúdo histórico constante desta página na INTERNET e de Autoria de Clério José Borges. Agradecemos a citação da fonte com a inclusão de nosso link, se possível.



CONSIDERAÇÕES FINAIS


O Autor Clério José Borges, hoje Funcionário Público Estadual aposentado, encontra-se disponível para realizar PALESTRAS sobre a "História da Serra", "Revolta dos Negros do Queimado" e sobre Poesia e Trovas, mediante agendamento antecipado (Telefone: 27 - 33 28 07 53) e determinadas condições a serem previamente combinadas, como por exemplo:

1 - Não é justo alunos assistirem a Palestra em pé. Certa ocasião Clério José Borges e o Poeta Albércio Nunes Vieira Machado foram realizar uma Palestra em Nova Almeida. A professora reuniu todos no pátio e o alunos, mais de 200, ficaram em pé. Depois vendo que os referidos alunos estavam cansados, mandou todos sentarem no chão. Isto mostra falta de Planejamento e Organização.
2 - É necessário um aparelho de som e um bom microfone e antes do início da Palestra a professora organizadora do evento, explicar o motivo da realização de tal Palestra.
3 - É necessário transporte do Palestrante, do bairro Eurico Salles, Serra, ES, para o local do evento, ou seja, para o local da Palestra.
4 - Conforme o tempo e local, devem ser providenciadas a alimentação (ou lanche) e hospedagem, se for o caso.
5 - Não é cobrado Cachê. Apenas pede-se que sejam comprados antecipadamente VINTE Livros do autor (Valor de cada Livro R$ 15,00 sendo que alguns títulos estão limitados ou esgotados. Na Livraria Doce Saber em Laranjeiras os exemplares custam acima de R$ 20,00). Conforme o evento a compra dos livros poderá ser dispensada.
6 - O Escritor Clério José Borges não canta, não toca instrumentos e nem faz show. Realiza tão somente Palestra de conteúdo histórico e ministra Oficinas de Criação Poética com ênfase na Trova. No Canal do You Tube são encontrados Vídeos de Palestras em Escolas e homilias realizadas em Igrejas por Clério José Borges. Verifique e veja se servirá para o seu evento.
7 - Outros pequenos detalhes a combinar.




CAPA DE ALGUNS LIVROS ESCRITOS POR CLÉRIO JOSÉ BORGES




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