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CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT´ANNA                                             VOLTAR

ORIGEM HISTÓRICA DA CIDADE DA SERRA – ESPÍRITO SANTO - BRASIL

SERRA CENTRO
O bairro mais antigo do Município da Serra
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ÍNDIOS DA SERRA
Os Índios Temiminós, fundadores da Serra
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JESUÍTAS
Padres Jesuítas na Serra, ES
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INSURREIÇÃO
Revolta dos Negros Escravos
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FUTEBOL CAPIXABA
Serra, penta Campeão
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PREFEITOS DA SERRA
Relação de todos
os Prefeitos
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FUNDADOR DA SERRA
Braz Lourenço fundador da Serra
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CAMPEÃO 2004
Serra Campeão Capixaba de 2004
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CARAPINA
História do Distrito de Carapina, Serra Ver AQUI
NOVA ALMEIDA
História do Distrito de Nova Almeida
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REIS MAGOS
História da Igreja
dos Reis Magos
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CARNAVAL 2012
Eleição de 2012 do
Rei, Rainha e Princesas
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TRADIÇÃO
Tradição Serrana no Carnaval 2012
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PADRE DEFENSOR
João Clímaco, defensor dos Negros
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APIAPUTANGA
Roteiro de uma lenda do rio Reis Magos
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DOCUMENTÁRIO
"Nova Almeida em um olhar" de 2009
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LENDA DA SERRA Uma história de amor
e o Pássaro de Fogo
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ENTREVISTA NA TV
Clério na Televisão
fala do herói Chico Prego
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"CIDADE DA SERRA"
Resultado do Concurso
de Trovas de 2011
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MISSA EM TROVAS
Texto da Missa
celebrada em 2011
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SERRA - ESPÍRITO SANTO - BRASIL

Fundação da Serra. Fundadores. Criação do Município da Serra. Área. População de 1562 a 2012. Gentílico. Limites. Distritos e as divisas territoriais. Datas. Poesia sobre a Serra

Festa de São Benedito, principal festa Religiosa da Serra - Relato do Mestre Antônio Rosa sobre a origem da Festa - Fases da Festa: Cortada, Puxada, Fincada e Derrubada do Mastro

Topografia da Serra - Relação dos principais Morros da Serra - Morro que é uma Montanha que é uma Serra, a Serra do Mestre Álvaro. Altitude. Quem foi o Mestre Álvaro. Lendas...

Potencial Turístico - Praias da Serra. Balneários de Jacaraípe, Manguinhos, Bicanga, Carapebus. Parque Yahoo em Manguinhos. Regiões emissoras de Turistas que visitam a Serra.

Balneário de Nova Almeida, um Distrito da Serra que já foi Município independente. Aldeia Indígena fundada por Braz Lourenço e povoado fundado por José de Anchieta. Visitantes ilustre da Igreja dos Reis Magos. Rio Apiaputanga.

Localização da Serra no Mapa do Brasil. Distâncias das principais cidades brasileiras. Mapas dos Limites da Serra. Polêmica: Qual é a forma correta de escrever: Prefeitura da Serra ou de Serra? História da Serra ou História de Serra?

Texto detalhado da História da Serra. Detalhes da fundação e fundadores. Desenvolvimento. Comércio e a Avenida Central. Indústrias. Shopping Center. Administradores da Serra. Cultura.

Insurreição do Queimado. Revolta dos Negros Escravos em Busca da Liberdade. Líderes. Bastiana, uma Mulher na Revolta. A Vila de São Mateus da Serra. Abolição dos Escravos e a Princesa Isabel.

Fundadores: Maracajaguaçu e Braz Lourenço. O certo é Braz Lourenço e não Lourenço Braz. Saiba a Origem da confusão. Maracajá e não Maracaia. Índio Araribóia. Brasão, Bandeira e Hino da Cidade da Serra. Serra Futebol Clube, penta Campeão Capixaba. 1999: Serra vence o Fluminense no Maracanã.

Comidas Típicas: Bolinho de Arroz da Serra Sede e os Quindins de Nova Almeida. Como fazer a Moqueca Capixaba. Carnaval na Serra. Rei Momo, Rainha e Princesas. Rosas de Ouro e Tradição Serrana. Premições do Livro História da Serra. Referências Bibliográficas. Palestras e Biografia.


Texto do Livro
"HISTÓRIA DA SERRA",
de Clério José Borges.
O livro que possui cerca de 240
páginas pode ser encontrado na
Loja Biss, Avenida Central, 901,
Parque Residencial Laranjeiras,
Serra ES - Tel.: 27 - 33 38 39 05
Permitida a reprodução do conteúdo.
Agradecemos a citação da fonte


RESUMO HISTÓRICO - O Município da Serra, Estado do Espírito Santo possui uma localização estratégica, ficando num raio de apenas mil quilômetros dos principais centros comerciais e industriais do Brasil, como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Salvador, além de ficar no centro econômico e administrativo do Espírito Santo.

Estando na Região Metropolitana da Grande Vitória, fazendo limite com a capital do Estado, a Serra é o segundo maior Município em extensão territorial, com cerca de 554 quilômetros quadrados, (553km 254m), perdendo apenas para Guarapari, que também pertence a Região Metropolitana da Grande Vitória e que possui 592km 231m.

A sede administrativa do Município, chamada de Serra Centro ou Serra Sede está localizada 27 km ao Norte de Vitória e fica próximo da Montanha do Mestre Álvaro (grande maciço de 833 metros de altitude e de origem vulcânica que marca significativamente a geografia do Município). A distância de 27 km entre Vitória e a Serra Sede foi medida do Marco Zero da Serra, (entre a Igreja Nossa Senhora da Conceição, foto ao lado e, a Praça Pedro Feu Rosa) até o Marco Zero de Vitória, localizado na porta de entrada da Catedral, na Cidade Alta.

O Município que é cortado de Norte a Sul pela Rodovia Federal BR-101 Norte, que liga o Sul ao Nordeste Brasileiro, permitindo um fácil acesso as cidades de Rio de Janeiro e Salvador, nos últimos quarenta anos, conheceu transformação radical, deixando de ser tipicamente rural, cidade provinciana e tradicionalista, passando a ser o principal pólo industrial do Espírito Santo e a segunda economia do Estado, sendo superado apenas por Vitória. Na Serra está instalado o Civit - Centro Industrial da Grande Vitória, a Arcelor Mittal Tubarão (antiga CST - Companhia Siderúrgica de Tubarão) e parte da CVRD - Companhia Vale do Rio Doce que exporta minério de ferro para o Exterior.

Segundo o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, órgão responsável pelo recenseamento da população brasileira, em 2010 a Serra possuía 409.324 habitantes, sendo o segundo maior Município por população do Estado, perdendo apenas para Vila Velha, com 414.420 habitantes e estando acima de Cariacica com 348.933 e Vitória, a Capital, com 325.453 habitantes. Com 124 bairros, o município da Serra abriga, segundo o CENSO de 2010, o percentual de 11% da população do Espírito Santo e 23% da população da Região Metropolitana da Grande Vitória.

Quarta Cidade do Brasil em Desenvolvimento - No dia 8 de julho de 2011, o Jornal A Gazeta de Vitória, ES, na sua página de economia publicava que a Serra era a quarta cidade do país com maior desenvolvimento, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em reportagem da jornalista Mikaella Campos, consta as seguintes informações: "A indústria do aço, o boom da construção civil, o crescimento comercial e do setor de serviços contribuíram, juntos, para que a Serra tivesse o quarto maior desenvolvimento econômico do país. O município faz parte de um grupo de cidades com menos de 500 mil habitantes que conseguiu ampliar a participação em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) nacional. O Município que mais se desenvolveu foi Campos do Goytacazes, no Rio de Janeiro. Em segundo lugar ficou Paraubebas, Pará. São José dos Pinhais, do Paraná, teve o terceiro maior crescimento."

Continua a reportagem de A Gazeta informando que, "o crescimento da Serra aconteceu com a valorização imobiliária de Laranjeiras, com o avanço comercial da Avenida Central e do surgimento de novos pontos requisitados, como Manguinhos, Jacaraípe e Morada de Laranjeiras. Essas regiões passaram a ser o foco de empresas da construção civil locais e de outros Estados como São Paulo, Minas Gerais e Bahia." - Na reportagem é observado ainda que "embora a indústria do aço sustente a Serra, foram os setores de comércio, serviços, alojamento, alimentação e a construção civil que proporcionaram à cidade maior participação no cenário nacional."

As Bandas de Congo e a Casaca - A Serra possui um rico folclore, com aproximadamente 20 Bandas de Congo (Mirim e de Adultos), filiadas a Associação de Bandas de Congo da Serra e que estão presentes em todos os momentos do Ciclo Folclórico-Religioso da Festa de São Benedito: na Cortada, Puxada, Fincada e Derrubada do Mastro. As referida Bandas se apresentam em festas de santos, principalmente em homenagem a São Pedro, São Sebastião e São Benedito, notadamente nas puxadas de mastro ou em outras ocasiões festivas.

As Bandas são formadas por um número variável de homens e mulheres que tocam, cantam e dançam em homenagem ao santo, orago (padroeiro) da igreja da localidade. Os componentes se apresentam devidamente uniformizados, os homens com calça comprida e camisa e as mulheres com saia rodada e blusa, e ostentam estandartes que identificam o grupo e o santo de sua devoção. A banda conta com vários instrumentos musicais: tambores, caixa, cuíca, chocalhos, ferrinho, pandeiros, apitos, mas dentre estes merece destaque a casaca da cabeça esculpida, que mereceu desenho do Imperador Dom Pedro II, quando ele esteve na Serra e no Espírito Santo, em 1860.

Mérito reconhecido Nacionalmente - Na Serra sede, na Praça João Miguel está instalado o espaço multicultural Casa do Congo Mestre Antônio Rosa, onde são expostos objetos relacionados à história e à identidade local. O Congo da Serra, no ano de 2003, por intermédio da Associação de Bandas de Congo da Serra (ABC), sob a presidência de Terezinha Ozório Machado Pimentel (foto) e de sua mãe Ilohyl Vieira Machado como vice-presidente receberam do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Comenda da Ordem do Mérito Cultural, honraria máxima da cultura nacional.

A Comenda da Ordem ao Mérito Cultural foi entregue a ABC numa cerimônia em Brasília em 19 de Dezembro de 2003 pelo presidente Lula e o até então ministro Gilberto Gil. Desde 1995 quando foi criada até os dias atuais, foram concedidas mais de 500 comendas da Ordem do Mérito Cultural (OMC). Entre os agraciados estão cantores, compositores, atores, poetas, escritores, cineastas e outras personalidades importantes da cultura brasileira. Mas as homenagens não deixam de fora iniciativas de caráter coletivo, consolidando a OMC como uma forma de impulso às artes e também de reflexão, contribuindo para a sociedade reconhecer e aceitar suas diversidades. Em janeiro de 2011, por meio da lei 3.659, o Congo foi declarado patrimônio Cultural Imaterial do Município da Serra, fazendo parte do acervo cultural.

ABC - Associação fundada em 1986 - A Associação das Bandas de Congo da Serra ABC/SERRA foi fundada em 09 de julho de 1986 pelo saudoso mestre “Antônio Rosa”, com a preocupação de preservar as Bandas de Congo e seus festejos uniu-as para o fortalecimento da tradição. Antônio Rosa com muitas dificuldades, manteve a ABC/SERRA para garantir os uniformes, roupas de dançarinas e instrumentos, pedindo ajuda a todos. Manteve uma oficina no quintal de sua casa onde bancava todas as despesas de manutenção e confecção dos instrumentos, tudo para garantir a participação dos grupos nos festejos.

Na década de 90 do século passado, Antônio Rosa adoeceu, mas mesmo assim continuou a frente da Associação e dos festejos da Festa de São Benedito até que em 03 de agosto de 1999 veio a falecer. A sede da Associação das Bandas de Congo da Serra (ABC), um prédio de três pavimentos está localizado no bairro São Domingos, na região da Serra Sede. Contatos: Escritório da A.B.C - Praça Barbosa Leão, nº. 10, Centro - Serra - ES | CEP: 29 176 010. Telefone: (27) 32 51 32 44 - Funcionamento: 8 à 12:00 e 14 às 18:00 horas - Sede Social da A.B.C - Rua Eurico Salles, nº. 75, São Domingos - Serra - ES | 29 177 530 - Telefone: (27) 32 51 14 22 email:abcserra@abcserra.org.br

Patrimônio Histórico e Cultural da Serra - No Patrimônio Histórico e Cultural destacam-se a Igreja e Residência de Reis Magos, em Nova Almeida, bem como a Capela de São João Batista, (foto), que integra o Parque Arqueológico de Carapina. A primitiva Capela de São João foi construída em 1562, na Aldeia Indígena de São João Batista do Chefe Indígena Araribóia, filho de Maracajaguaçu. Posteriormente foi construída uma Igreja de Alvenaria com pedras de Coral e argamassa feita com óleo de baleia, em 1584 que foi tombada pelo Conselho Estadual de Cultura em 1984.

Outro sítio histórico e cultural da Serra é o de Queimado, que foi o palco de uma insurreição de escravos liderada pelos heróis Chico Prego, João da Viúva e Elisiário, em 19 de março 1849. O conjunto composto pelas ruínas da Igreja de São José e pelos resquícios arqueológicos do povoado, foi tombado pelo Conselho Estadual de Cultura em 1993. No centro da Serra, construída em 1769, temos a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição. Nos seus jardins é fincado o Mastro, símbolo máximo da festa do Ciclo Folclórico e Religioso de São Benedito, realizada no dia 26 de dezembro. Bem próximo temos a Estátua do líder negro Chico Prego, o Museu-residência Histórico da Serra

Carnaval e Academia de Letras - A Serra possui duas Escolas de Samba que se apresentam no Carnaval da Capital Capixaba em Vitória, Tradição Serrana e Rosas de Ouro e, mais de 15 Blocos Carnavalescos que são filiados a Liga de Blocos Carnavalescos da Serra. As Escolas de Samba participam do Carnaval Capixaba, no Sambão do Povo, o Sambódromo Walmor Miranda, em Santo Antônio, Vitória.

O Banho de mar à fantasia de Manguinhos já é uma tradição no Carnaval Serrano. Reúne vários blocos do Balneário de Manguinhos. Realizado sempre no sábado de carnaval conta com a participação dos moradores locais na formação dos blocos temáticos, fantasiados com o papel crepom, que desfilam pelo balneário ao som de sambas e marchinhas de carnaval finalizando a festa com o ato que dá nome à festa um “banho de mar à fantasia”, muitas vezes deixando coloridas as calmas águas de Manguinhos, por conta do papel de suas fantasias.

A Serra possui uma Academia de Letras, a ALEAS - Academia de Letras e Artes da Serra, com 40 Acadêmicos Imortais, fundada no dia 28 de agosto de 1993, sendo uma entidade cultural que reune poetas, trovadores, escritores, artistas plásticos. A primeira Diretoria eleita, no dia da fundação em 1993 foi presidida pelo Acadêmico Clério José Borges, tendo como Vice, Getunildo Pimentel e secretário Carlos Dorsch, sendo que o Ex Prefeito da Serra Naly da Encarnação Miranda na mesma ocasião foi aclamado Presidente de honra. A sede provisória do Clube dos Poetas Trovadores Capixabas, CTC, entidade cultural de divulgação da Trova (poesia de quatro versos de sete sílabas poéticas cada, com rima e sentido completo) e dos trovadores, fica localizada no bairro Eurico Salles, Distrito de Carapina, no Município da Serra.

ORIGEM HISTÓRICA DA COLONIZAÇÃO DA SERRA
Braz Lourenço e Maracajaguaçu fundam a Aldeia Indígena próximo ao rio Santa Maria
Em 1564 a Aldeia Indígena e o povoado mudam para o outro lado da Montanha


A Serra teve seu processo de colonização iniciado com a fundação da Aldeia de Nossa Senhora da Conceição onde, em 1556, sob a orientação do padre Jesuíta Braz Lourenço, foram alojados os índios da Tribo dos Temiminós, de Maracajaguaçu, vindos da baía de Guanabara, Ilha de Paranapuã, atual Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. A prova da vinda dos Temiminós do Rio de Janeiro está na carta escrita pelo padre Luis da Grã em 24 de abril de 1555: "... porque, depois que eu tornei a arribar a esta Capitania, chegou aqui um Principal que chamam Maracajagaçu, que quer dizer Gato Grande, que é mui conhecido dos Cristãos e mui temido entre os Gentios, e o mais aparentado entre eles. Este vivia no Rio de Janeiro e há muitos anos que tem guerra com os Tamoios, e tendo dantes muitas Vitorias, por derradeiro vieram alguns aperto com cercas que puserão sobre a sua Aldeia e dos seus, que foi constrangido a mandar um filho seu a esta Capitania a pedir que lhe mandassem embarcação para se servir pelo aperto grande em que estava, porque ele e sua mulher e seus filhos e os mais dos seus se queriam fazer Cristãos. Fica agora o padre Braz Lourenço com uma nova ocupação (...) com eles, e espero no Senhor Deus que se farão Cristãos e que daí ajuntaremos alguns mínimos e que serão mais fiéis do que eles costumam ser." - LEITE, Serafim. Cartas dos primeiros Jesuítas do Brasil. tomo II, São Paulo, 1954. p. 226.

No Web Site do IBGE consta erradamente o seguinte: Histórico - A colonização das terras, onde se desenvolveu o município teve início em meados do século XVI, quando o Padre Brás Lourenço, em missão de catequese, penetrou na região, povoada pelos índios Goitacazes. Fundou, ao pé do monte Mestre Álvaro, a aldeia de Conceição, onde se situa a sede municipal. No mesmo local, foi erigida Igreja, dedicada a Nossa Senhora da Conceição. Os erros principais são: Não eram Índios Goitacazes. Braz Lourenço foi encarregado de alojar os Índios Temiminós de Maracajaguaçu, pai de Araribóia, que vieram do Rio de Janeiro. Os Goitacazes eram inimigos dos Temiminós e estavam ao Sul da capitania do Espírito Santo. A Aldeia inicial dos Temiminós estava situada entre o rio Santa Maria da Vitória e a Montanha do Mestre Álvaro. Somente após uma epidemia de Varíola a Aldeia mudou de local, passando para o atual local, "onde se situa atualmente a Sede Municipal".

A colonização do Espírito Santo se iniciou no dia 23 de maio de 1535, com o Donatário Vasco Fernandes Coutinho e mais 60 companheiros. Logo o território da Serra foi explorado pelos primeiros colonos, que estavam em busca do ouro. "Pelos fins de junho de 1535, alguns povoadores dos mais destemidos, por terra, foram abrindo picadas, sertão a dentro, em direção ao Mestre Álvaro, em busca de ouro e pedras preciosas, chegando até aos arredores do lugar onde está hoje a cidade da Serra." Trecho do discurso do Padre Ponciano Stenzel dos Santos no dia 23 de maio de 1935, nos festejos comemorativos dos 400 anos da colonização do Espírito Santo.

Antes da colonização, a Serra era habitada pelos Índios Tupiniquins que viviam no litoral. Posteriormente vieram do Rio de Janeiro os Índios Temiminós, ocasião em que o padre jesuíta, Braz Lourenço (o nome correto é Braz Lourenço e não Lourenço Braz) e o Chefe Indígena, Maracajaguaçu (Gato Grande), em 1556 fundam nas proximidades do Mestre Álvaro, a Aldeia de Nossa Senhora da Conceição, estabelecendo as bases de colonização de uma região que posteriormente seria a cidade da Serra.

Mudança de local - Inicialmente a população da Aldeia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição era composta de Índios e situava-se entre o Morro e o rio Santa Maria da Vitória, numa várzea localizada no sopé da Montanha. Posteriormente a Aldeia é transferida para o outro lado do Morro, no local atual, numa colina, devido a uma Epidemia de Varíola, altamente contagiosa, que atacou a região em princípios de 1564. No imaginário do povo, a Montanha serviria de barreira para evitar a propagação da referida doença. Em princípios de 1564, surge na Capitania do Espírito Santo a doença das bexigas (varíola), começando, segundo os historiadores na aldeia de Nossa Senhora da Conceição, onde eram responsáveis Diogo Jácome e Pedro Gonçalves. "Era tão geral a doença que em todas as casas havia enfermos. Tais casas mais pareciam hospitais. Havia dias em que se enterravam três a quatro mortos." - Carta do padre Pedro da Costa de 1564.

A mudança de sítio (local) ocorre em Junho de 1564, oito anos após a fundação da Aldeia de Maracajaguaçu, nas proximidades do rio Santa Maria da Vitória. O novo local foi previamente escolhido pelos padres Diogo Jácome e Pedro Gonçalves com acompanhamento dos Índios e Portugueses que imaginavam que a Montanha pudesse impedir a propagação da doença, o que realmente aconteceu já que não existem registros de que a doença tenha se alastrado do outro lado da Montanha. É escolhida uma colina, o mesmo local onde hoje está situada a sede do Município da Serra.

Heróicos enfermeiros - Os padres adotaram a mesma postura de outros Jesuítas ao fundarem os núcleos de catequese e povoados, escolhendo uma região alta, uma colina, onde controem uma capela em local central, amplo e descampado. Próximo foi construída a Aldeia Indígena de Maracajaguaçu e ao redor da Igreja forma-se o povoado. Pedro Gonçalves e Diogo Jácome que se empenharam no atendimento aos doentes acabaram contraindo a doença e faleceram. Pedro em novembro de 1564 e Diogo no dia 10 Abril de 1565, conforme informações em Carta da época do padre cronista Simão de Vasconcellos. Diogo Jácome e Pedro Vasconcellos são considerados os primeiros mártires da Serra. Deram a vida pelos irmãos, cuidando dos doentes sem nenhum medo da doença altamente contagiosa.

Com o tempo, nas proximidades da Aldeia Indígena vai se formando um Povoado, com a participação dos colonizadores portugueses que vão estabelecendo suas residências e seus engenhos. Anos depois chegam os Negros Escravos para o trabalho braçal. Da miscigenação de Portugueses, Índios e Negros surge o POVO SERRANO, que dos portugueses herdou a religiosidade, dos negros um rico folclore e um grandioso gosto pelas festas e dos Índios, a paixão pela liberdade.



FUNDAÇÃO:

Dia 08 de Dezembro de 1556. Os padres Jesuítas eram devotos e divulgadores da Imaculada Conceição de Maria. Assim sabe-se com exatidão que a data de fundação da Serra foi mesmo no dia 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição de Maria, mãe de Jesus. A data foi escolhida pelo padre Jesuíta Braz Lourenço para celebrar a primeira Missa na Aldeia Indígena dos Temiminós de Gato Grande.



FUNDADORES:

1 - Maracajaguaçu, (Gato Bravo Grande, podendo-se abreviar para Gato Grande - MARACAJÁ, Gato / GUAÇU, Grande), Chefe da Tribo dos Índios Temiminós. Nasceu no Rio de Janeiro, em 1501, na Ilha de Paranapuã, (palavra em Tupi que significa "Seio do mar"), também chamada pelos Indígenas de Ilha de Paranapecu e pelos Franceses e Portugueses de Ilha do Gato, sendo atualmente conhecida como Ilha do Governador, na baía de Guanabara.

Após sofrer algumas derrotas, nas guerras com os seus inimigos, os ìndios Tamoios que viviam no Continente, Maracajaguaçu resolve pedir asilo (ajuda) na Capitania do Espírito Santo, recebendo total apoio do Donatário Vasco Fernandes Coutinho, que de imediato mandou quatro lanchões (tipo de navio) para trazerem toda a Tribo Indígena e seus pertences para as terras do Espírito Santo, onde o padre Braz Lourenço ficou encarregado de cuidar deles, fato ocorrido em 1554, conforme relato escrito do Padre Jesuíta Luiz Da Grã. Os ìndios em número aproximado de 2000 ficam inicialmente em Vitória partindo, em seguida, em 1555, para a região da atual Santa Cruz e depois, em 1556, retornam para perto de Vitória, onde constroem uma Aldeia na atual região da Serra. Junto com Maracajaguaçu estão seus filhos, Araribóia e Manemoaçu.

Maracajaguaçu é uma palavra na língua Tupi que significa, Gato Bravo Grande, podendo-se abreviar para Gato Grande. Maracajá: Gato Bravo e Guaçu: Grande.

2 - Padre Jesuíta Braz Lourenço. Nasceu no ano de 1525, em Melo, diocese de Coimbra, em Portugal. Chegou ao Brasil em 1553. Foi Provincial, Chefe dos Padres no Espírito Santo, por duas vezes: De 1553 a 1564 e depois em 1582. Nos dois períodos Braz Lourenço administrou os Jesuítas, bem como criou e fundou núcleos de catequese em várias Aldeias Indígenas. No primeiro período de sua administração, continuou a obra de construção do Colégio dos Jesuítas em Vitória. O Colégio havia sido iniciado pelo seu antecessor Afonso Braz. Foi também o construtor da primeira residência dos Jesuítas na vila de Vitória, pois o padre Afonso Braz deixara apenas “um pequeno seminário coberto de palhas”. O nome certo é BRAZ LOURENÇO, conforme a fonte primária, o livro "História da Companhia de Jesus no Brasil", de Serafim Leite. (Fotos acima).

Braz Lourenço residia oficialmente em Vitória, pois era Provincial, (chefe dos padres), mas em seu trabalho de evangelização fundava e visitava várias Aldeias Indígenas. Foi encarregado pelo Donatário Vasco Fernandes Coutinho de abrigar os Temiminós de Maracajaguaçu, inicialmente alojando-os na região de Santa Cruz em 1554 e depois trazendo-os para mais perto de Vitória em 1556, entre a Montanha do Mestre Álvaro e o Rio Santa Maria da Vitória.

A Aldeia Indígena foi construída inicialmente no sopé da Montanha, numa região de Várzea, onde foi feita uma pequena capela coberta com folhas secas (palhas) de Palmeiras. Sopé é a parte inferior ou base de rocha, encosta ou montanha. Várzea é uma planície, terreno plano em vale extenso e cultivado. Uma Missa Campal no interior da Aldeia Indígena, a Aldeia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, também conhecida como Aldeia do Gato e Aldeia de Conceição da Serra, marcou a fundação do núcleo inicial que daria origem posteriormente ao povoado de Conceição da Serra, depois Serra.

É bom lembrar que os Temiminós estavam chegando de mudança. Haviam saído da distante região de Santa Cruz, onde haviam sido alojados inicialmente e retornavam para mais perto de Vitória para auxiliarem o Donatário Português Vasco Coutinho, na defesa da Capitania contra ataque de Índios inimigos e dos terríveis Piratas e Corsários (Franceses, Ingleses e Holandeses), que sempre apareciam na baía de Vitória. Em 26 de fevereiro de 1557 algumas caravelas francesas aportaram ao norte da baía de Vitória, fazendo escambo com os nativos e disparando alguns tiros para terra, sem, no entanto, maiores conseqüências. No ano seguinte o chefe indígena Maracajaguaçu (Gato Grande) e os Temiminós aprisionaram, no rio Itapemirim, 20 franceses e os trouxeram para Vitória. Em 1561 Caravelas francesas atacaram Vitória, mas foram derrotadas pelo capitão-mor Belchior de Azeredo, com apoio do padre Braz Lourenço, dos ìndios Temiminós e da população local.


MUNICÍPIO:

Criado em 02 de Abril de 1833, com território desmembrado do Município de Vitória.

Uma data importante. A emancipação, a liberdade. A Serra deixa de ser do Município de Vitória e passa a ter uma vida administrativa própria. O Município tinha apenas o Distrito Sede e foi instalado oficialmente, em 19 de agosto daquele ano, quando era Presidente da Província do Espírito Santo, o Sr. Manoel José Pires da Silva Pontes. A instalação só foi possível, após a cessão de um espaço na casa do vereador eleito, José Simoens da Silva, pois não havia naquela ocasião um prédio que pudesse abrigar a Sede do Governo Municipal da Serra. Assim, aquele vereador permitiu usar sua residência como Paço Municipal (Casa do Governo Municipal).

DATAS DA CRIAÇÃO DO MUNICÍPIO DA SERRA:

02 de Abril de 1833 - Criada a Lei. Serra passa a ser Município independente.

19 de Agosto de 1833 - O Município da Serra é instalado solenemente, com a posse dos primeiros Vereadores eleitos. Toma posse como primeiro Administrador da Serra, o Presidente da Câmara de Vereadores, Luiz da Rosa Loureiro. A Câmara de Vereadores tinha naquela época funções executivas e os vereadores formavam um Conselho de Administração. O presidente da Câmara era o presidente do Govemo Municipal. Não existia, no Brasil daquela época, o cargo de Prefeito de um Município.



POPULAÇÃO:

A população da Serra tem crescido vertiginosamente, devido a construção de vários Conjuntos Habitacionais, a partir da década de 80, quando o Município passou a oferecer uma opção de residência para os que trabalham na área da Grande Vitória e na Companhia Siderúrgica de Tubarão. Além disto várias pessoas tiveram acesso à aquisição de uma casa própria através de financiamentos acessíveis e bem populares. A população da Serra aumenta em mais de 200 por cento de 1980 a 1996. O censo realizado pelo IBGE em 1991 aponta a Serra com 221.513 habitantes. Em 1993 a Serra possuía uma população de 240.376 habitantes. Em 1995 a população era de 280.500 habitantes. Com a inauguração do Conjunto residencial “Cidade Continental” na região de Novo Horizonte e Carapebus, a população aumenta e em 2000, o Censo registra 330.874 habitantes.

Para se avaliar o crescimento da população da Serra ao longo dos anos, eis os dados históricos existentes:


1562: 1.000 habitantes - A população da Serra em 1562, conforme Carta de Braz Lourenço, informando que na região existiam “mil almas”.


1860: 2.000 habitantes - A população da Serra em 1860 refere-se à sede do Município e consta dos documentos da visita de Dom Pedro II.


1940: 6.415 habitantes


1950: 9.245 habitantes


1960: 9.192 habitantes


1970: 17.286 habitantes


1980: 82.450 habitantes


1990: 142.633 habitantes - De acordo com o IBGE em 1990 a Serra possuía 142.633 habitantes, sendo a maioria, 71.340 homens, com uma pequena margem de diferença para as 67.376 mulheres na área urbana. Na zona rural havia 2.088 homens e 1.838 mulheres.


1991: 221.513 habitantes - População do Brasil, pelo Censo de 1991: 146.825.475 habitantes, sendo 72.485.122 homens e 74.340.353 mulheres. População do Espírito Santo, pelo Censo de 1991: 2.600.618 habitantes, sendo 1.297.557 homens e 1.303.061 mulheres. Em 1991, existiam na Serra 110.697 mulheres na área Urbana e 685 mulheres na área rural da Serra. Já os homens em 1991 eram: 109.272 na área urbana e 856 na área rural.


1993: 240.376 habitantes - População estimada em 1993, segundo fonte do Departamento Estadual de Estatística e publicado no Mapa do Espírito Santo, do Jornal “A Gazeta” de 20 de abril de 1994.


1994: 251.828 habitantes - População estimada, publicada em diversas reportagens dos Jornais “A Gazeta” e “A Tribuna” de Vitória-ES, no período de 1995 a 2003.


1995: 280.500 habitantes - População estimada, publicada em diversas reportagens dos Jornais “A Gazeta” e “A Tribuna” de Vitória-ES, no período de 1995 a 2003. Em 1996 a população do Espírito Santo era de 2,802 milhões.


1998: 290.000 habitantes - População estimada, publicada em diversas reportagens dos Jornais “A Gazeta” e “A Tribuna” de Vitória-ES, no período de 1995 a 2003.


2000: 330.874 habitantes - Os dados são de 01 de agosto de 2000, data de referência do Censo Demográfico 2000 do IBGE. Incluem-se os bairros Hélio Ferraz, Conjunto Carapina I e Bairro de Fátima, os quais o IBGE, conforme Lei Estadual, considera como sendo pertencentes ao município de Vitória. Assim, os totais divulgados pelo IBGE se referindo ao município de Serra tem uma diferença de 9.693 pessoas, sendo 4.593 homens e 5.100 mulheres a menos, ou seja, os totais de Serra segundo o IBGE são 321.181 habitantes, sendo 158.458 homens e 162.723 mulheres. Ressalta-se que os dados destes bairros são preliminares, mas eles não alteram a população rural. Pelo Censo de 2000 a população do Estado do Espírito Santo é de 3.093.171 habitantes, sendo 1.560.824 mulheres e 1.532.347 homens, havendo um excedente de 28.477 mulheres em relação ao número total de homens. No Brasil a população total em 2000 era de 169.544.443 habitantes.


2000: 321.181 habitantes - População da Serra sem os bairros de Fátima, Carapina I e Hélio Ferraz. Os totais de Serra segundo o IBGE são: 321.181 habitantes, sendo 158.458 homens e 162.723 mulheres e 85.812 domicílios.


2003: 350.160 habitantes - População estimada em 2003.


2010 (fonte IBGE): 409.324 habitantes. De acordo com a censo populacional do IBGE de 2010, a Serra tem 409.324 habitantes, ocupando o posto de segundo município mais populoso do Estado. Mas, na verdade, seria a maior do estado com 421.677 moradores, se considerarmos os bairros que não são contabilizados para o Município da Serra, pois o IBGE excluiu como população da Serra, os habitantes dos bairros de Nossa Senhora de Fátima (Bairro de Fátima). A IMprensa e algumas publicações informam erradamente Rosário de Fátima. Não é Rosário de Fátima que é outro bairro e fica ao lado de Manoel Plazza. O IBGE excluiu ainda o bairro Conjunto Carapina I e Hélio Ferraz, considerados como pertencentes à cidade de Vitória. Isto está de acordo com a antiga divisão territorial entre os municípios, pela Lei 1.919 de 3 de janeiro de 1964. Além destes, parte dos bairros Eurico Salles, Jardim Carapina e Carapebus faziam parte da Capital Vitória, de acordo com esta lei. Após disputas que se estendiam há mais de 49 anos, os municípios de Vitória e Serra enfim têm seus limites territoriais definidos. A sanção do Projeto que determina as áreas pertencentes às duas cidades foi assinada na sexta-feira (28/12/2012) pelo governador Renato Casagrande em solenidade no Palácio Anchieta. Para chegar a esse resultado, foram realizados intensos debates e negociações entre as prefeituras e câmaras de vereadores, além da participação de deputados estaduais e de membros do governo estadual. A partir da assinatura do governador, a Serra passou a ser a cidade capixaba mais populosa do Espírito Santo, com mais de 417 mil habitantes.



      Notícia do Portal do Governo do estado na INTERNET, datado de sexta-feira, dia 28 de dezembro de 2012.

      Governo do Estado estabelece limites territoriais entre Vitória e Serra

      O governador Renato Casagrande sancionou nesta sexta-feira (28/12/2012) a Lei que estabelece oficialmente os limites, em caráter definitivo, da fronteira entre os municípios da Serra e de Vitória, na Região Metropolitana da Grande Vitória.

      A ação foi provocada a partir de demandas comuns dos prefeitos dos dois municípios que, após cerca de 40 anos brigando na Justiça, fizeram um acordo para acabar com os litígios. Para que o acordo fosse efetivado, as Câmaras de Vereadores de aprovaram lei autorizando os prefeitos a estabelecerem as novas delimitações.

      Participaram do encontro para a regulamentação oficial, no gabinete do governador, o vice-governador Givaldo Vieira, os prefeitos da Serra Sérgio Vidigal, de Vitória João Coser, além dos deputados estaduais Sérgio Borges (líder do Governo) e Roberto Carlos, dos secretários de Estado de Esportes e Lazer Vandinho Leite e de Desenvolvimento Urbano Iranilson Casado, da vice-prefeita da Serra Madalena Santana, vereadores e secretários municipais.

      "Temos que parabenizar prefeitos da Serra e de Vitória pela demonstração de maturidade e de compromisso com os cidadãos capixabas, função maior de um gestor público", disse o governador Casagrande.

      "Esse é um gesto de homens públicos em favor dos cidadãos", afirmou o prefeito Coser. "Segurança jurídica, transparência nos investimentos são algumas das vantagens dos novos limites. Essa era uma pendência que atrapalhava investimentos nos municípios. A lei Impacta positivamente os dois municípios para se desenvolverem", afirmou Vidigal.


      Dizem assim os ofícios dos municípios:

      “Para que o acordo firmado entre os dois Municípios tenha eficácia, evitando-se questionamento jurídico sobre a competência para dirimir tais conflitos, há necessidade do Estado do Espírito Santo manifestar também a sua anuência a este novo limite. E esta concordância se mostra mais adequada, salvo melhor juízo, através da edição de uma Lei Estadual redefinindo esta nova linha divisória. Dessa forma, vem os Municípios de Vitória e de Serra encaminhar a V. Exª o anexo acordo firmado, pedindo o seu inestimável apoio, dando anuência e, se assim julgar adequado, encaminhar projeto de lei à Augusta Assembleia Legislativa propondo o estabelecimento deste novo limite. Pedimos também, caso V.Exª concorde com a presente proposição, após aprovado o projeto de lei, seja o mesmo encaminhado para a Senhora Presidente da República, solicitando que também a União homologue estas novas divisas, tomando-se por base o § 4º do artigo 12 do ADCT da Constituição Federal. Com isso, certamente fixam eliminadas quaisquer dúvidas ou controvérsias quanto à constitucionalidade e juridicidade da medida.”

      A Lei: O Governo do Estado, ao receber o pedido dos municípios, procedeu à confecção da lei de modo a atender o que dispõe a Constituição Estadual, acabando com os litígios até então existentes e reafirmando como de direito o acordo firmado pelos municípios.


      Histórico da disputa

      Início
      A disputa sobre território entre Serra e Vitória começou em 1978, quando o município da Serra moveu na Justiça uma ação declaratória contestando a linha divisória entre os dois municípios.

      Divisa
      Essa linha divisória, que vai da Foz do Rio Santa Maria à Ponta de Carapebus, foi definida pela Lei Estadual 1.919, de 31 de dezembro de 1963. Na época, toda a área na divisa entre as duas cidades era um grande matagal.

      Limite
      Pelo limite imaginário, os bairros de Fátima, Hélio Ferraz e Carapina I pertenceriam a Vitória.

      Polêmica
      O município da Serra sempre contestou a forma como foi definida a linha divisória entre as cidades, alegando que a Lei 1.919 é inconstitucional por não ter seguido o Decreto Federal 311/38, que trata dos limites do cidadão. Ela cortaria residências ao meio - parte ficando em Vitória e parte na Serra.

      Ponte
      Na ação declaratória de 1978, o município da Serra entendia que o limite com Vitória, na realidade, se daria na Ponte da Passagem.

      Impostos
      Sem saber ao certo a quem efetuar o pagamento de impostos, empresas passaram a depositar os valores na Justiça.

      Acordo
      Um acordo garante que cada prefeitura fique com metade dos valores referentes a impostos pagos pelas empresas localizadas nas áreas entre os dois municípios.

      Na Justiça: 80 processos
      É esse o número aproximado de ações que tramitam na Justiça envolvendo discussão sobre recolhimento de impostos por empresas instaladas na área de limites entre Serra e Vitória.

      OBSERVAÇÃO: Segundo o Escritor Willis de Faria, em pronunciamento realizado na Reunião do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, em Vitória, ES, no dia 08 de maio de 2013, o procedimento realizado pelo Governador Renato Casagrande e pelos Prefeitos de Vitória João Coser e Prefeito da Serra, Sérgio Vidigal foi totalmente ilegal e inconstitucional, já que segundo o mesmo Lei Federal estabelece que na situação de limites entre Municípios deveria ter ocorrido um Plesbicito, ou seja a população dos dois Municípios deveriam ser consultadas o que não ocorreu. O Escritor Willis Faria é autor do Livro "A Fantástica Ilha da Trindade", publicado em 2010 com apoio da Lei de Incentivo à Cultura de Vitória, Rubem Braga.


O Censo Demográfico de 2010, que contém os resultados definitivos do XII Recenseamento Geral do Brasil, informa que o Brasil possui 190.755.799 habitantes. Segundo o Censo Demográfico 2010, há no Brasil uma relação de 96,0 homens para cada 100 mulheres, como resultado de um excedente de 3.941.819 mulheres em relação ao número total de homens. Com este resultado, acentuou-se a tendência histórica de predominância feminina na população do Brasil, já que em 2000 o indicador era de 96,9 homens para cada 100 mulheres. População Oficial do Espírito Santo em 2010, segundo Censo do IBGE: 3.514.952 - Área (km²): 46.095,583 - Capital Vitória. Número de Municípios: 78.

2013: Previsão: 500.000 habitantes



ÁREA:

Unidade territorial (Km²): 553km 254m. São quase 554 quilômetros quadrados, sendo o segundo maior Município da Grande Vitória, perdendo apenas para Guarapari, que também pertence a Região Metropolitana da Grande Vitória e possui 592km 231m. A Região metropolitana da Grande Vitória é composta de sete Municípios. Além de Serra e Guarapari pertencem a Região Metropolitana da Grande Vitória os Municípios de Vila Velha com 208km 820m; Cariacica com 279km 975m; Fundão com 279km 648m. Viana com 311km 608m e Vitória com 93km 381m. Área do Estado do Espírito Santo em Km²: 46.077,519. Área Territorial do Brasil: 8.514.876,599 Km². Fonte: IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.



DENSIDADE DEMOGRÁFICA (hab/Km²):

Conforme Censo de 2010: 739,38



GENTÍLICO:

Serrano. Quem nasce em Vitória é Vitoriense ou Capixaba, denominação que se estendeu para todo o nascido no Espírito Santo. Quem nasce em Vila Velha é Canela Verde ou Vilavelhense. Quem nasce na Serra portanto é SERRANO.



LIMITES:

A Serra faz parte da Região Metropolitana da Grande Vitória, que é composta de Sete Municípios: Serra, Vitória, Cariacica, Vila Velha, Viana, Fundão e Guarapari.

Quando o Município da Serra foi criado no dia 2 de abril de 1833, se estendia até a ponte da Passagem, em Vitória, mas com a construção na década de 60 do século passado, do Aeroporto Eurico de Aguiar Salles e do Porto de Tubarão e a construção das empresas, Companhia Siderúrgica de Tubarão e Companhia Vale do Rio Doce, esses limites foram mudados, pela Lei Estadual N.º 1919, de 31 de dezembro de 1963 e boa parte da área passou para o Município de Vitória. Os atuais limites do Município da Serra foram então estabelecidos pela Lei Estadual N.º 1919, de 31 de dezembro de 1963.

Após disputas que se estendiam há mais de 49 anos, os municípios de Vitória e Serra enfim têm seus limites territoriais definidos. A sanção do Projeto que determina as áreas pertencentes às duas cidades foi assinada na sexta-feira (28/12/2012) pelo governador Renato Casagrande em solenidade no Palácio Anchieta.

Para chegar a esse resultado, foram realizados intensos debates e negociações entre as prefeituras e câmaras de vereadores, além da participação de deputados estaduais e de membros do governo estadual. A partir da assinatura do governador, a Serra passou a ser a cidade capixaba mais populosa do Espírito Santo, com mais de 417 mil habitantes.

Outras questões envolvidas na disputa territorial também foram sanadas. A partir da publicação do decreto, a área onde fica a Reserva Ecológica do Lameirão, região de manguezal, ficou com a Capital. Já os bairros Boa Vista II, Eurico Salles, Hélio Ferraz, Conjunto Carapina, Bairro de Fátima e Carapebus, além do clube Aert 14 ficaram com a Serra. A região onde ficam as empresas ArcelorMittal, em Serra, e Vale, em Vitória, não houve alterações.

Disputa acontece desde 1963

A disputa entre Vitória e Serra na região próxima a Jardim Camburi e Bairro de Fátima voltou à pauta de discussões em março de 2011 quando o Superior Tribunal Justiça julgou, indiretamente, a questão dos limites dos municípios, definindo que os valores referentes ao Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) provenientes da antiga CST seriam repassados à Vitória.

Porém, esta disputa acontece desde 1963, quando a Lei Estadual 1.919/63 determinou uma linha imaginária ligando a Foz do Rio Santa Maria ao Pontal de Carapebus como fronteira entre as duas cidades. Neste caso, os bairros Hélio Ferraz, Carapina I e Bairro de Fátima estariam dentro do território da capital e não da Serra, como acontece hoje.


A Serra limita-se:

Ao Norte com o Município de Fundão.
A divisa com o Município de Fundão começa na foz do braço Norte no rio Timbuí; desce por este até a sua foz no rio Reis Magos; desce por este até a sua foz no Oceano Atlântico.

Ao Sul com os Municípios de Vitória e Cariacica.
A divisa com o Município de Vitória começa no Oceano Atlântico, na ponta de Carapebus; segue por um paralelo até encontrar a baía de Vitória; segue por esta até a foz do rio Santa Maria da Vitória, na divisa com o Município de Cariacica. Observar a área pontilhada na parte sul do Mapa ao lado.

A divisa com o Município de Cariacica começa no ponto em que termina o limite com o Município de Vitória; sobe pelo rio Santa Maria da Vitória até a foz do córrego Tauá, na divisa com o Município de Santa Leopoldina.

Ao Leste com o Oceano Atlântico.

A Oeste, com o Município de Santa Leopoldina.
A divisa com o Município de Santa Leopoldina começa onde termina a divisa com o Município de Cariacica; sobe pelo rio Santa Maria até a foz do rio Mangaraí; segue por uma linha reta até o Morro Itapocu; segue por uma linha reta até a foz do braço Norte do rio Timbuí, na divisa com o Município de Fundão.



DISTRITOS:

Quando o Município foi criado em 1833, desmembrado do Município de Vitória havia apenas um Distrito, o Distrito da Serra Sede.

Pela lei provincial nº 06 de 06-11-1875, a vila de Serra, foi elevada à categoria de cidade.

Em divisão administrativa referente ano ano de 1911, o município é constituído de distrito sede.

Pela lei estadual nº 1304, de 30-12-1921, é criado o distrito de Itapocu e anexado ao município de Serra.

Em divisão administrativa referente ano de 1933, o município é constituído de 2 distritos: Serra e Itapocu.

Pelo decreto-lei estadual nº 9941, de 11-11-1938, o município de Serra, adquiriu o distrito de Nova Almeida, do município de Fundão.

Pelo decreto-lei estadual nº 15177, de 31-12-1943, o município de Serra, adquiriu os distritos de Carapina e Queimado, do município de Vitória. Sob o mesmo decreto acima citado o distrito de Itapocu passou a denominar-se Calogi.

Em divisão territorial datada de 01-07-1960, o município é constituído de 5 distritos: Serra, Calogi ex-Itapocu, Carapina, Nova Almeida e Queimado.

Em 1989 a Prefeitura Municipal da Serra elaborou um folheto de divulgação do Município, com texto creditado ao Professor de Geografia Nourival Cardoso Júnior. Na época da elaboração do referido folheto pela Prefeitura, foi divulgado que politicamente o Município estava dividido em 8 distritos: Serra-sede; Carapina; Nova Almeida; Jacaraípe; Laranjeiras; José de Anchieta; Calogi e Queimado.

Os atuais Distritos da Serra estão definidos na Carta Magna do Município, a Lei Orgânica elaborada pelos vereadores e aprovada em 5 de abril de 1990 e que foi ratificada pelos Vereadores em 2005.

Atualmente o território do Município da Serra está dividido, para fins administrativos, em cinco distritos:

Sede Municipal. Possui características sócio-culturais de cidade de colonização portuguesa com fortes tradições.

Calogi. Distrito agropecuário.

Carapina. De grande concentração Industrial. Comércio bem desenvolvido, Parque de Exposição “Floriano Varejão” e população de trabalhadores operários em sua maioria.

Nova Almeida. É onde está a melhor infra-estrutura turística, com belas praias e bairros operários.

Queimado. Distrito com 98 por cento de sua população vivendo da agropecuária. Quem visita o distrito de Queimado de hoje não imagina como era o pouco mais de povoado há 150 anos atrás. Várias casas estavam construídas na colina próxima a Igreja de São José. Havia uma povoação com expressiva população, que usava basicamente o Porto, às margens do rio Santa Maria da Vitória, como caminho natural de deslocamento entre a sede administrativa do Espírito Santo, Vitória e a Serra e mesmo todo o norte do Espírito Santo. Com a implantação da ferrovia Vitória a Minas e construção da Rodovia o povoado sofre grande decadência e hoje não há povoado e nem três ou quatro casas juntas que justifiquem ser considerado um Distrito. As poucas casas da região estão esparsas em propriedades da região. A denominação de Distrito talvez seja apenas uma homenagem prestada pelos políticos Serranos a um local histórico, palco de uma Insurreição escrava em 1849.

As divisas entre os distritos do Município da Serra são as seguintes:

a) Entre os Distritos de Serra-sede e Calogi: Começa na foz do rio Calogi no rio Timbuí; sobe pelo rio Calogi até a foz do seu primeiro afluente da margem direita; sobe por esse afluente até a sua cabeceira; segue por uma linha reta até o Morro Mestre Álvaro.

b) Entre os Distritos de Serra e Nova Almeida: Começa no rio Jacaraípe, barra do rio Cacu; sobe pelo rio Jacaraípe até o desaguadouro da Lagoa Capuba; segue pelo divisor de água entre os rios Jacaraípe e Putiri, até encontrar a estrada de rodagem da Serra a Nova Almeida; segue por um meridiano até encontrar o rio Reis Magos.

c) Entre os Distritos de Serra e Carapina: Começa no rio Jacaraípe, na barra do rio Cacu; sobe por este até a sua cabeceira; segue em linha reta até o Morro Mestre Álvaro.

d) Entre os Distritos de Nova Almeida e Carapina: Começa no Oceano Atlântico na foz do Rio Jacaraípe; sobe por este até a foz do rio Cacu.

e) Entre os Distritos de Carapina e Queimado: Começa na foz do rio Tangui no rio Santa Maria; sobe pelo rio Tangui até encontrar a linha reta que passa pelos Morros Mestre Álvaro e Morerão.

f) Entre os Distritos de Calogi e Queimado: Começa no Morro Itapocu; segue em linha reta até o Morro do Céu; segue em linha reta até o Morro Camará-Açu; segue em linha reta até o Morro do Morerão; segue pela linha reta que vai do Morro Morerão ao Mestre Álvaro até encontrar o rio Tangui.

g) Entre os Distritos de Carapina e Calogi: Começa no Mestre Álvaro e segue pela linha que vai desse Morro Morerão até encontrar o rio Tangui.



NOME:

O topônimo (origem do nome) está relacionado à origem da cidade, localizada ao pé da SERRA ou do Monte (Montanha) do Mestre Álvaro.

Ao longo dos anos a Serra recebeu as seguintes denominações:

1556/1564: ALDEIA DA CONCEIÇÃO DA SERRA - A sede é denominada de Aldeia de Nossa Senhora da Conceição. Aldeia do Gato, referindo-se ao Cacique Chefe dos Temiminós, Gato Grande. Em 1556 a Aldeia estava localizada entre o Morro e o rio Santa Maria da Vitória. Em 1564 houve uma mudança de local por causa da doença contagiosa, a Varíola e a Aldeia é mudada para o outro lado da Montanha do Mestre Álvaro, no local atual onde está o Centro da Cidade da Serra.

1724: FREGUESIA DA SERRA - Pela Carta Régia de 24 de março de 1724, o Povoado é elevado à categoria de Freguesia, porém, como a Igreja não havia sido concluída, a Freguesia não pode ser instalada. Uma nova Carta Régia foi elaborada em 24 de maio de 1752 elevando a Serra à categoria de Distrito e Paróquia. A Freguesia só foi instalada em 1769, depois de construída a igreja nova, Matriz.

1822: VILA DA SERRA - A sede da Freguesia, que na época ainda PERTENCIA A VITÓRIA, passa a ser denominada oficialmente de Vila da Serra.

1833: MUNICÍPIO DA SERRA - No dia 02 de Abril de 1833, é criado o Município da Serra, desmembrado de Vitória, com um Distrito sede denominado Vila da Serra. A Serra finalmente liberta-se. É a sua emancipação política e administrativa. Serra é Município mas só possui um Distrito sede que é o Centro da Serra. A instalação ocorre no dia 18 de Agosto de 1833. A Freguesia de São José de Queimado, (Vila do Queimado), criada pela Lei Provincial N.º 9, de 27 de Agosto de 1846, foi anexada ao Município de Vitória. Queimado não pertencia a Serra e sim, a Vitória. Queimado só passa a pertencer a Serra através do Decreto Lei Estadual N.º 15.177, de 31 de Dezembro de 1943, quando são anexados ao Município da Serra os Distritos de Carapina e Queimado.

1875: CIDADE DA SERRA - Pela Lei Provincial N.º 6, de 06 de Novembro de 1875, a sede do Município, que era denominada de Vila da Serra passa a ser denominada de Cidade da Serra, sendo o Município, que havia sido criado no ano de 1833, constituído apenas de um Distrito, o Distrito da sede, que era a Vila da Serra e, na época, em 1875 passa a ser denominado de Cidade da Serra. Não é Lei N.º 6, de dezembro de 1875 e sim é Lei Número 6, do dia 6 de Novembro de 1875. A Lei que transforma a sede de Vila em Cidade da Serra é de autoria do Deputado Provincial do Espírito Santo, Major Joaquim Pereira Franco Pissarra e foi aprovada pela Assembléia Legislativa Provincial. A instalação solene com festas, organizada pelo próprio Deputado Major Pissarra e políticos locais ocorre no dia do aniversário de Dom Pedro II, a 2 de dezembro do mesmo ano de 1875.

Abaixo na íntegra a transcrição da referida Lei.

LEI N.º 6, DE 06 (SEIS) DE NOVEMBRO
“Domingos Monteiro Peixoto, Bacharel formado em Sciencias Jurídicas e Sociaes pela Faculdade do Recife, Juiz de Direito, Oficial Imperial Ordem da Rosa, Cavalleiro da de Christo (sic) e Presidente da Província do Espírito Santo, etc, etc.
Faço saber a todos os seus habitantes que a Assembléia Legislativa Provincial decretou e eu sancionei a Lei seguinte:
Artigo 1º - É elevada a cathegoria (sic) de Cidade a Villa (sic) de Nossa Senhora da Conceição da Serra.
Artigo 2º - A Villa (sic) de Nova Almeida fica desannexada (sic) da Comarca e Termo de Santa Cruz, e encorporada ao termo e comarca da Serra.
Parágrafo 1º - As divisas desta Comarca serão pelos atuaes (sic) limites de Nova Almeida e de Santa Cruz.
Parágrafo 2º - As da Comarca da Conceição da Serra e das frequezias (sic) do Queimado e de Carapina serão pelos limites da Comarca de Vitória.
Artigo 2º - Revogão-se (sic) as disposições em contrário.
Mando, portanto, a todas as authoridades (sic), a quem o conhecimento a execução da referida lei pertencer, que a cumprão (sic) e fação (sic) cumprir tão inteiramente como nella (sic) se contém. O Secretário do Governo d’esta (sic) Província a faça imprimir, publicar e correr.
Dada no Palácio do Governo da Província do Espírito Santo, aos seis dias do mês ( sic ) de Novembro de mil oitocentos setenta e cinco, qüinquagésimo quarto da Independência e do Império.
L. S. Domingos Monteiro Peixoto.
Carta de Lei pela qual Vossa Excellencia (sic) manda executar o Decreto d’Assembléia (sic) Legislativa Provincial, que houve por bem sanccionar (sic), elevando à Cathegoria (sic) de Cidade a Villa (sic) de Nossa Senhora da Conceição da Serra, bem como desannexando (sic) da Comarca e Termo de Santa Cruz a Villa (sic) de Nova Almeida, como acima se declara. Para Vossa Exª vêr (sic).
O 2º Official (sic):Sebastião Pinto Homem, a fêz (sic). Sellada (sic) e publicada n’esta (sic) Secretaria da Presidência da Província do Espírito Santo, em seis de novembro de 1875. No impedimento do Secretário. - O Official (sic) - Maior, Manoel Corrêa de Lírio”. (Livro de Leis Estaduais / Arquivo Público do Estado do Espírito Santo).

A transcrição da Lei foi feita com a grafia da época, assim por exemplo Categoria está com “th” e as palavras cumpram e façam estão no texto da lei, “cumprão” e “fação”. No texto a palavra Revogam-se está escrito “revogão-se”. A expressão “sic” entre parêntesis, significa que a palavra está escrita como no documento original. Na lei, o N.º 2 é colocado de forma repetida. Assim constam dois artigos com o número dois.



      SERRA

      Poesia de Clério José Borges

      Serra, Município onde a natureza,
      Em formas infinitas todo dia,
      Mostra encanto em inebriante beleza,
      Formando terra de intensa magia.

      Nesta terra a sua melhor riqueza
      É seu povo trabalhador, que cria
      Esperança de uma grande certeza
      De que aqui só haverá Paz e Alegria.

      Serra do Mestre Álvaro tão imponente,
      Do seu povo amigo, nobre e valente,
      Agora se expande em tecnologia.

      Serra, dos Congos de São Benedito,
      Do Queimado, de um povo nobre, bonito,
      A quem presto homenagem em poesia.





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FESTA DE SÃO BENEDITO
Uma festa folclórica que arrasta milhares de pessoas pelas ruas da Serra Sede
São Benedito, protetor dos fracos e dos oprimidos

Festa de São Benedito realizada anualmente no dia 26 de Dezembro. A padroeira da Serra é Nossa Senhora da Conceição, todavia é São Benedito quem recebe as mais efusivas e expressivas manifestações de carinho do povo Serrano, que realiza a festa de forma grandiosa e bonita desde 1826.

No Estado do Espírito Santo a festa de São Benedito é comemorada no dia 27 de dezembro. Na Serra é um dia antes, no dia 26. É uma festa de caráter pagão-religioso, que teve sua origem, segundo a tradição oral, no socorro providencial de São Benedito, quando certo navio que carregava escravos pela costa do Espírito Santo (perto de Nova Almeida) naufragou. Ao se depararem com a morte, invocaram a proteção de São Benedito e de Deus, e graças às preces, conseguiram se salvarem abraçados ao mastro que se desprendeu do navio e assim foram levados até a praia.

O saudoso Mestre Antônio Rosa (foto) relata que, "em 1856 quando havia comércio de escravos para o Brasil, um navio vindo da África, naufragou na costa de Nova Almeida, só restando 25 tripulantes escravos, que se salvaram agarrados ao mastro do barco. Gritavam pelo santo preto, ao qual não sabiam o nome, e pôr Deus, para que os salvassem. Este milagre eles receberam e acabaram por alcançar as praias de Nova Almeida. Acontece que esses escravos se espalharam pelas fazendas que existiam na época, indo trabalhar nos engenhos de cana de açúcar em vários lugares do município da Serra, como Putiri, Cachoeirinha, Hestes, Perinheiro, Pindaíbas, Muribeca, Queimado e lá viveram trabalhando para os senhores. Neste meio tempo eles lembraram que tinham uma promessa a pagar ao santo preto. Criaram uma banda de batuque ou banda de Congo com tambores feitos com "oco de pau" e bambu, mas só com permissão dos senhores. Depois vieram a saber que era São Benedito o santo ao qual pediram ajuda."

A festa de São Benedito no Município da Serra é caracterizada pela cortada, puxada, fincada e retirada do mastro. Um público de 50 mil pessoas ou mais, participam da Festa, envolvendo não apenas a comunidade local, mas todo o Estado do Espírito Santo. É considerada a maior festa folclórica e religiosa em louvor ao santo “Negro”. A festa hoje é organizada pela Associação das Bandas de Congo da Serra, em parceria com o poder público, empresas privadas e comunidade em geral.

FASES DA FESTA
Cortada do Mastro - No primeiro domingo após o dia 8 de dezembro, homens piedosos e devotos de São Benedito vão até as matas remanescente da Serra-sede, munidos de machados, foices e outras ferramentas e assim precedem à cortada do mastro. Um tronco verde e úmido trazido da mata é arrastado por três juntas de bois com cangas enfeitadas com flores silvestres e folhas. Cavaleiros engalanados, lembrando os feitores, acompanham os “pés descalços”, na sua itinerante oblação, que se dá logo após a autorização concedida simbolicamente, na rua da cadeia (município em destaque, 1984), com o acompanhamento das Bandas de Congo e Banda de Música Estrela dos Artistas.

Puxada do Mastro - No dia 25 de dezembro, prosseguem-se os festejos, com a procissão de São Benedito. Após a procissão, fiéis vão até o bairro de Caçaroca (Avenida Jones do Santos Neves, Serra sede), buscar o navio (uma réplica do navio negreiro feito em cima de um carro de boi), todo iluminado. O navio leva o nome de “Palermo” devido ao nome e homenagem a cidade onde São Benedito viveu seus últimos anos de vida, que era a Capital de Sicília , Itália. O navio é puxado através de uma corda pelos fieis, pelas ruas principais da cidade da Serra, pagando promessas. Sobre ele vão algumas crianças com vestes de marinheiro.

Puxada e Fincada do Mastro - No dia 26 de dezembro, pela manhã, o mastro é colocado em cima do navio, que será todo enfeitado com bandeirinhas. À tarde, às 17 horas, o navio será puxado novamente por uma corda pelos devotos de São Benedito pelas ruas principais da cidade da Serra, e depois o mastro será retirado do navio e fincado em frente à Igreja matriz Nossa Senhora da Conceição. Os tambores das Bandas de Congo tocam mais alto, acompanhado de muitos Vivas a São Benedito, a Banda de Música Estrela dos Artistas toca o “VAPO” uma melodia tradicional do povo serrano, autoria de Chico Riquinta.

Derrubada do Mastro - A última etapa da Festa de São Benedito acontece no domingo de páscoa, quando é feita a derrubada do Mastro em frente à Igreja Matriz.

Tradicionalmente as festas de São Benedito na Serra ocorrem oficialmente, ou seja com apoio da Comunidade Católica, desde 1826 , dezenove anos depois de Benedito ter sido proclamado Santo. Como São Benedito nasceu em 1526, a primeira festa na Serra foi realizada 300 anos depois do seu nascimento. São Benedito nasceu na Cidade de Palermo, Capital da Sicília, Itália, razão pela qual durante a festa um navio, com o nome PALERMO é puxado através de uma corda pelos fieis, pelas ruas principais da cidade da Serra. Sobre ele vão algumas crianças com vestes de marinheiro.



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A MONTANHA DO MESTRE ÁLVARO
Uma Cadeia de Montanhas que deu origem ao nome da Cidade: SERRA
Um mestre que já foi chamado de Alvo, mas que é uma homenagem ao Comandante de Navio e Mestre Álvaro da Costa

Texto do Livro "HISTÓRIA DA SERRA", de Clério José Borges
Permitida a reprodução do conteúdo.
Agradecemos a citação da fonte

TOPOGRAFIA DA SERRA - MORRO QUE É UMA MONTANHA QUE É UMA SERRA

O principal acidente geográfico do Município é a Serra do Mestre Álvaro. O segundo principal acidente geográfico é a Serra do Morerão, também conhecida como Moreron.

O Mestre Álvaro é o mais setentrional dos “Monadnocks” da Costa do Espírito Santo. Durante milhões de anos, a erosão vai aplainando terrenos, destruindo as montanhas surgidas inicialmente. Existem rochas mais resistentes, de granito ou Gnaisse, e quando a erosão é muito intensa, restam Montes Isolados.

O exemplo de um maciço isolado no Espírito Santo é o maciço da Serra do Mestre Álvaro. Um maciço Gnáissico que, visto do mar, para quem vem do Norte, apresenta um aspecto de um extinto vulcão.

# REGISTRO IMPERIAL - Dom Pedro II quando visitou a Serra, em 1860, anotou no seu Diário, MESTRE ÁLVARO. No livro que narra a visita feita pelo Imperador do Brasil à Serra a 31 de Janeiro de 1860 consta: "Um dos acompanhantes do Imperador, de nome Meirelles, (Conde Azambuja Meirelles), informou que o nome da Serra era Mestre Álvaro, ponto de marcação a um Mestre de Navio chamado Álvaro". SUA MAJESTADE IMPERIAL, DOM PEDRO II, EM 1860, NÃO ESCREVEU "MESTRE ALVO" E NEM "MESTRE ÁLVARES" E SIM, ESCREVEU "MESTRE ÁLVARO".
# LEI OFICIAL - Em Lei do Estado de 12 de Novembro de 1897, foi oficializado o nome MESTRE ÁLVARO.
# QUEM FOI O MESTRE ÁLVARO - Foi Dom Álvaro da Costa, Mestre Comandante de Navio, amigo do Padre fundador da Serra, Braz Lourenço e filho do Governador Geral do Brasil, Dom Duarte da Costa.

MESTRE ORIENTANDO NAVIOS

O Mestre Álvaro é um maciço "Gnássico", e sua magnitude é histórica. Nos primeiros documentos cartográficos do século 16, pode-se verificar a indicação do acidente geográfico, Mestre Álvaro, assinalado como ponto de referência para a navegação marítima. Dom Pedro II, Imperador do Brasil, em sua visita ao Espírito Santo, anotou em seu diário: "O Monte Mestre Álvaro, com tempo limpo e claro, pode ser visto até a 60 milhas do mar".
O viajante estrangeiro Auguste Saint Hilaire, quando visitou as terras do Espírito Santo em 1816, passando pela Serra, em direção ao Rio Doce, desejou conhecer a flora da região, chegando a subir o Mestre Álvaro onde analisou e pesquisou as árvores e plantas da região, coletando muitos dados, tendo escrito: "A mata que cobre a Serra do Mestre Álvaro representa ainda um valioso acervo de espécies aproveitadas na agricultura e na flora medicinal". Nos primórdios da colonização do Espírito Santo, o Mestre Álvaro atraiu os colonizadores que esperavam ali encontrar ouro, sendo estimulados pelo Donatário Vasco Fernandes Coutinho. Foram conseguidas pequenas quantidades de ouro de aluvião e outras pedrarias. Historicamente, há registros de retirada de ouro do Mestre Álvaro em 1598, feitas por Dom Francisco de Souza.

EM BUSCA DO OURO
Dom Francisco de Souza foi um Fidalgo Português que, em fins do século XVI conseguiu o título de Governador do Brasil. Em Outubro de 1598, viajava de Minas para São Paulo, quando soube que havia ouro no Mestre Álvaro, no Espírito Santo. Logo, desistiu de ir para São Paulo, visitando a região do Mestre Álvaro. Segundo os historiadores José Teixeira de Oliveira e Vicente do Salvador, este último no livro "História do Brasil", Dom Francisco de Souza conseguiu encontrar ouro e prata no Mestre Álvaro, "embora sem ser em grande quantidade".
Informa o historiador Basílio Carvalho Daemon que o Governador Francisco de Souza foi em pessoa examinar algumas minas na região do Mestre Álvaro e que na comitiva estavam dois alemães: O Engenheiro Geraldo Betink e o Mineirador, Jacques de Oalte. O historiador Rodolfo Garcia, em Notas à "História Geral do Brasil", de Adolfo de Varnhagen, cita Geraldo e Jacques mas ressalta no texto que: "Os cognomes dos dois alemães estão evidentemente estropiados, ou seja, modificados".

PARQUE FLORESTAL
O Mestre Álvaro abriga uma das últimas áreas de Mata Atlântica de altitude do Estado. O Governo do Estado em 1977 criou o Parque Florestal e a Reserva Ecológica, Mestre Álvaro. O Parque compreende uma área aproximada de 3.470 hectares, estando assegurada por Lei a proteção integral da fauna, da flora e demais recursos naturais, com utilização para objetivos educacionais, científicos, recreativos e turísticos. A Altitude (Altura) do Mestre Álvaro é de 833 metros, conforme a Diretoria de Geodesia e Cartografia - Superintendência de Cartograo significado, que continua o mesmo. Assim Alves varia de Álvares que varia de Álvaro.

DENOMINAÇÕES DA MONTANHA DA SERRA
Uma das mais antigas versões é de que o nome Mestre Álvaro seria uma homenagem a um Comandante da Caravela de onde primeiro se avistou a Montanha. No livro que narra a visita feita pelo Imperador do Brasil à Serra a 31 de Janeiro de 1860 consta: "Um dos acompanhantes do Imperador, de nome Meirelles, (Conde Azambuja Meirelles), informou que o nome da Serra era Mestre Álvaro, ponto de marcação a um Mestre de Navio chamado Álvaro". O nome Mestre Álvaro foi denominado ao longo dos anos, como: Mestre Álvares. Variante de Álvaro; Mestre Aluaro. A grafia no caso está errada. No lugar da letra "V" está a letra "U"; Mestre Alves. Segundo os dicionários especializados, a palavra Alves é variante de Álvares, que por sua vez deriva de Álvaro, aquele que é Muito Atento; Mestre Alvo. A palavra Alvo significa branco, límpido. O Cume mais alto do Mestre Álvaro fica branco quando algumas poucas nuvens o encobrem.

LEI ESTADUAL OFICIALIZA NOME
A palavra "Mestre" significa aquele que comanda, aquele que guia alguém. Quem guia deve ficar atento, assim Álvaro, que significa "Muito Atento" mostra que quer seja Alvo Alves ou Álvaro, o importante é que o Mestre Álvaro está sempre imponente, atento em sua impassividade de monumento de exuberante beleza, sempre destinado a ser Guia daqueles que do alto mar procuram a sua figura como uma orientação. O povo já consagra a denominação Álvaro, para o verdadeiro patrimônio natural dos Serranos, patrimônio este que deu origem ao nome da cidade da Serra.
O historiador Cesar Augusto Marques, no "Dicionário Histórico, Geográfico, Estatístico da Província do Espírito Santo", publicado pela Typografia Nacional em 1878, assim se refere ao Mestre Álvaro: "MESTRE ÁLVARO: Serve de Guia e possui 980 metros. Grafa-se MESTRIALVE; MESTRE ALVA; MESTRE ÁLVARES; MESTRE ALUARO e MESTRE ÁLVARO (...) A mais antiga grafia é MESTRE ÁLVARO. Em Lei do Estado de 12 de Novembro de 1897, foi adotado o nome MESTRE ÁLVARO". Cesar Augusto Marques erra na altura do Mestre Álvaro que não possui 980 metros e sim 833 metros. Faz também uma referência a Lei Estadual de 12 de Novembro de 1897 em que oficialmente o nome Mestre Álvaro é adotado.

"LEI N.º 235
Concede aos Governos Municipaes (sic) das Cidades de Serra e Santa Cruz, o patrimônio, a este de todas as terras devolutas na Montanha Mestre Álvaro e àquelle (sic) as do lugar Ribeirão. O Vice-Presidente do Estado, cumprindo o que determina o art. 40 da Constituição, manda que tenha execução a presente lei do Congresso Legislativo: ART. 1º - São concedidas ao Governo Municipal da Cidade da Serra, para seu patrimônio, todas as terras devolutas que existem na montanha Mestre Álvaro, não excedendo a cinco quilômetros em quadro". A lei continua com mais dois artigos, sendo um referente as terras devolutas de Ribeirão, concedidas ao Governo Municipal de Santa Cruz, que na época era Município. O texto termina da seguinte forma: "Palácio do Governo do Estado do Espírito Santo, em 12 de Novembro de 1897. CONSTANTE GOMES SUDRÉ

VERDADEIRO MESTRE ÁLVARO
O segundo Governador Geral do Brasil foi Duarte da Costa. Governou de 1553 a 1557. Junto com Duarte da Costa chegaram ao Brasil alguns padres Jesuítas. Um dos padres foi Braz Lourenço, fundador da Serra. Outro religioso, que ainda não havia sido ordenado padre, foi José de Anchieta que mais tarde seria denominado o "Apóstolo do Brasil". O Governo de Duarte da Costa foi muito agitado. Houve lutas entre colonos e Índios. Os Jesuítas defendiam os Índios já catequizados, não permitindo que os mesmos fossem para a lavoura como escravos. Havia um clima de agitação e guerra. Diante do quadro que se formara, surge Álvaro da Costa, filho de Duarte da Costa, que se destacara por missões de pacificação entre colonos e índios, lutando inclusive contra os que se rebelavam.
Em "Cartas dos Jesuítas", Álvaro da Costa é citado como braço direito do pai e ostenta honras de herói e pacificador de colonos e Índios, bem como um bem sucedido Comandante de Navios a percorrer a Costa Brasileira, procurando sempre solucionar os problemas entre Colonos, Jesuítas e Índios. Em "Cartas Avulsas, 1550 -1568", constante do livro "Cartas Jesuíticas II", editado em 1931 e de autoria de Serafim Leite, consta na página 27: "Dom Álvaro da Costa, filho do Governador, em 1556 empreende guerra, bem sucedida, contra os índios rebelados da Bahia".
É justamente neste período de 1556 que Álvaro da Costa, em viagem da Bahia para São Vicente, passa pelo Espírito Santo, ocasião em que visita seu amigo, padre Braz Lourenço e que fôra seu confessor, na viagem de Portugal para o Brasil. Com apoio de Braz Lourenço, Álvaro da Costa recebe inúmeras homenagens. Suas vitórias na Bahia e outras localidades brasileiras o transformaram num herói, defensor dos colonos contra os índios rebeldes. Os habitantes da Capitania passam então a denominar de Álvaro o imponente maciço da Serra, em homenagem a Álvaro da Costa, Mestre Comandante de Navios.

PROTEÇÃO AMBIENTAL E AS TRÊS MARIAS
O Mestre Álvaro foi transformado em Reserva Florestal em 9 de agosto de 1976 e em 1978 apenas 30 por cento da área da reserva era ocupada por floresta natural. O Jornal "A Gazeta", edição de 20 de abril de 1994, na página 4 do Caderno Dois informa o seguinte sobre a área de proteção ambiental do Mestre Álvaro: "Localizada no Município da Serra, distante aproximadamente 20 quilômetros de Vitória, a área é reconhecida não só pela beleza cênica e natural, mas também pelo seu valor histórico. (...) Ponto culminante do Mestre Álvaro (...). Tem 816 metros de altitude. (...)". A altura do Mestre Álvaro está errada. O Mestre Álvaro possui a altitude de 833 metros.
No alto do Mestre Álvaro existem as três Marias, que são três pontões. Moradores informam que Serrano que é bom Serrano antes de morrer deve conhecer as três Marias, pois dá sorte e a vida fica mais longa.

Dom Pedro II quando visitou a Serra, em 1860, anotou no seu Diário, MESTRE ÁLVARO. No livro que narra a visita feita pelo Imperador do Brasil à Serra a 31 de Janeiro de 1860 consta: "Um dos acompanhantes do Imperador, de nome Meirelles, (Conde Azambuja Meirelles), informou que o nome da Serra era Mestre Álvaro, ponto de marcação a um Mestre de Navio chamado Álvaro".

SUA MAJESTADE IMPERIAL, DOM PEDRO II, EM 1860, NÃO ESCREVEU "MESTRE ALVO" E NEM "MESTRE ÁLVARES" E SIM, ESCREVEU "MESTRE ÁLVARO".

LEI OFICIAL - Em Lei do Estado de 12 de Novembro de 1897, foi oficializado o nome MESTRE ÁLVARO.

QUEM FOI O MESTRE ÁLVARO? - Foi Dom Álvaro da Costa, Mestre Comandante de Navio, amigo do Padre fundador da Serra, Braz Lourenço e filho do Governador Geral do Brasil, Dom Duarte da Costa.

SERRA - ES. O topônimo (origem do nome) está relacionado à origem da cidade, localizada ao pé da SERRA ou do Monte (Montanha) do Mestre Álvaro.

MESTRE ÁLVARO E MOCHUARA E A LENDA DO PÁSSARO DE FOGO


A Serra (Morro) do Mestre Álvaro visto do Convento da Penha, em Vila Velha e a Montanha do Mochuara, em Cariacica, visto da BR 101, Contorno de Vitória. Fotos de autoria de Clério José Borges.


Serra e Cariacica são cúmplices numa história de amor. As duas cidades, segundo conta a lenda, relatada entre outros historiadores por Maria Stella de Novaes, estão ligadas para sempre pela força de um sentimento que une até hoje o índio Guaraci (Tribo Temiminó) e a índia Jaciara (Tribo dos Botocudos). Guaraci, em Tupi significa Sol, Verão. Jaciara significa Tempos de Luar, Noites com raios de Lua.

Pertencentes a duas tribos inimigas - Temiminós e Botocudos - o jovem casal foi impedido de viver a sua história de amor. Comovido com a paixão dos dois índios, o Deus Tupã transformou-os em duas montanhas. O índio ficou sendo o Mestre Álvaro, na Serra e a índia, o monte Mochuara (Moxuara), em Cariacica.

Tanto Serra e Cariacica são cidades limítrofes e fazem parte da Grande Vitória. Vitória é a capital do Estado do Espírito Santo.

Até hoje eles estão frente a frente, contemplando um ao outro e assim ficarão por toda a eternidade. Segundo o historiador Clério José Borges, um "Pássaro de fogo" sempre é visto, pelas pessoas de coração puro, sem malícia, nas noites de São João, (24 de junho), indo do Mestre Álvaro ao Mochuara, abençoando o amor de Guaraci e Jaciara. Prova de que homens e histórias passam, mas corações não morrem jamais.

Segundo ainda o Escritor e Pesquisador Clério José Borges, autor do Livro "História da Serra", a Lenda Capixaba que conta a estória do Pássaro de Fogo que colabora na união do jovem casal e que inicialmente foi relatada, em 1968, pela Escritora Maria Stella de Novaes num livro de 163 páginas intitulado Lendas Capixabas, publicado pela Editora FTD, possui uma grande semelhança com a Lenda Russa do Pássaro de Fogo, imortalizada pelo músico e grande Maestro, Igor Stravinsky. O Pássaro de Fogo, de Igor Stravinsky é um ballet de 1910 baseado nos contos populares russos sobre um pássaro mágico brilhante que ajuda no romance do Príncipe Ivan com uma das Princesas do reino mágico de Katschei, o Imortal. O Compositor Ígor Fiódorovitch Stravinski nasceu em Oranienbaum, na Rússia, no dia 17 de Junho de 1882 e morreu em Nova Iorque, nos Estados Unidos, em 6 de abril de 1971.

O Morro do Mestre Álvaro possui 833 metros de altura. O Morro do Mochuara é um granito de 724 metros de altura, localizado na região rural do município de Cariacica. As duas montanhas envolvem lendas de índios e franceses. Segundo alguns escritores e historiadores, os indígenas chamavam-na Moxuara, a Pedra Irmã, em alusão ao Monte Mestre Álvaro, na Serra. Outros afirmam terem visto franceses exclamando: Mounchoir, lençol ou lenço branco, ao terem chegado à baía de Vitória e avistado a afloração granítica coberta por nuvens. Assim a grafia certa seria MOCHUARA, com CH em razão da origem francesa da palavra.

LENDA DA BOLA DE FOGO NO NATAL
Além da Lenda do Pássaro de Fogo, outra lenda do Mestre Álvaro e do Mochuara relata que na noite de Natal corre no céu uma bola, com radiações brilhantes, do Mochuara para o Morro da Serra e vice-versa. E assim, consecutivamente de ano em ano, a mensagem fluorescente cumpre as vontades do “deus cupido”. Segundo o relato, a Lenda conta a existência de um amor entre o morro de Cariacica (Mochuara) e o morro da Serra (Mestre Álvaro). Um meio secreto de comunicação para perpetuar um romance interrompido, (do Índio Guaraci e da Índia Jaciara), onde nas noites de Natal corre no céu uma bola brilhante do Mochuara (Índia Jaciara) para o Mestre Álvaro (Índio Guaraci). Fogos cruzam o espaço na lenda entre o Mochuara e o Mestre Álvaro. A verdade é que uma lenda pode apresentar tanto anacronismos quanto discrepâncias históricas. A versão do Pássaro de Fogo e o amor de Jaciara e Guaraci e a versão da bola de fogo, o amor entre o Mochuara e o Mestre Álvaro eternizado em granito é muito mais poética e muito mais bonita.

MESTRE ÁLVARO E A CARA DE UM ÍNDIO ESCULPIDO NA MONTANHA
Foi lançado no dia 27 de novembro de 2009, no Cine Jardins, em Vitória, ES, o documentário "Siga Minhas Mãos", um projeto audiovisual que representa o imaginário popular das comunidades que vivem no entorno de alguns dos imponentes monumentos naturais do Espírito Santo. Pedras e Montanhas que se destacam por terem a forma esculpida pela natureza.

O nome "Siga Minhas Mãos" faz uma alusão aos moradores que não se cansam de desenhar o contorno destas formas com as mãos no ar. No documentário foi registrado as seguintes pedras: Pedra Menina , o Frade e a Freira, Ema, Camelo, Elefante, Mochuara e Mestre Álvaro. Com relação a Montanha do Mestre Álvaro, além da lenda do Pássaro de Fogo é apresentada a versão de que no alto do Morro existe um encadeamento de pontas de pedras que formam a figura do rosto de um Índio deitado. No aludido documentário uma mão no ar aparece desenhando o contorno do rosto do Índio. O documentário tem roteiro e direção de Luciana Gama, jornalista que aparece na foto com Clério José Borges, um dos entrevistados no referido documentário. O documentário tem o Patrocínio da Lei Rubem Braga (Vitória) e da Lei Chico Prego (Serra) e Apoio Cultural da TV Gazeta, Banestes, Gráfica GSA, East Coke, Viação Tabuazeiro.



O Morro do Mestre Álvaro é uma área de Proteção Ambiental. É uma atração para aqueles que têm espírito aventureiro: uma caminhada de mais de 4 horas (só de ida), a partir do centro da cidade da Serra, compensado pelo belo visual. O monte reserva muitas cachoeiras no caminho e águas geladas de um córrego, permitindo banho refrescante na dura caminhada. Dom Pedro II quando visitou a Serra, em 1860, anotou no seu Diário, MESTRE ÁLVARO.

No livro que narra a visita feita pelo Imperador do Brasil à Serra a 31 de Janeiro de 1860 consta: "Um dos acompanhantes do Imperador, de nome Meirelles, (Conde Azambuja Meirelles), informou que o nome da Serra era Mestre Álvaro, ponto de marcação a um Mestre de Navio chamado Álvaro". SERRA - ES. O topônimo (origem do nome) está relacionado à origem da cidade, localizada ao pé da SERRA ou do Monte (Montanha) do Mestre Álvaro.

Distante aproximadamente 27 Km do Centro de Vitória, suas matas abrigam espécies animais em extinção. Pode-se avistar toda a região da Grande Vitória do ponto culminante do Mestre Álvaro e boa parte do litoral capixaba. A montanha cujo cume atinge 833 metros de altura, oferece uma visão maravilhosa de várias partes da Grande Vitória. De mais perto, porém, pode-se desfrutar das delícias da vida no campo: natureza, belas paisagens, recepção acolhedora, além da possibilidade de adquirir produtos caseiros como pães, doces, licores, queijos, leite fresco e artesanato.


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SERRA: TERRA DE BELEZA E DE MAGIA
O potencial turístico da Serra
Vinte e três quilômetros de praias

O Litoral da Serra possui 23 quilômetros de praias. Estende-se desde Carapebus, ao sul, limite de Vitória, até Nova Almeida, ao norte, divisa com Fundão, com praias convidativas, muito sol e gente bonita! As praias da Serra acolhem um grande número de turistas durante o verão.
Podemos encontrar ainda: as Lagoas, como a Lagoa Jacuném, a Lagoa do Juara e a Lagoa de Carapebus, além do Morro Mestre Álvaro, com seus 833 metros de altitude que pode ser visto de qualquer ponto do município, sendo considerado possivelmente o pico costeiro mais alto do Brasil, com uma fauna e flora privilegiadas e piscinas naturais.
Na culinária do litoral da Serra destaca-se a Moqueca Capixaba, com peixes nobres e tintura de urucum em panelas de barro que só são encontradas no Espírito Santo.

TURISMO: BALNEÁRIOS E PRAIAS

A Serra é um município rico em belezas naturais, destacando-se as praias que atraem milhares de turistas durante o verão e nos feriados.

As principais ATRAÇÕES TURÍSTICAS DA SERRA são:
Serra (Morro) do Mestre Álvaro; Balneário de Jacaraípe; Praias de Manguinhos, Bicanga e Carapebus; Praia e Balneário de Nova Almeida.

O Turismo na Serra já é uma atividade tradicional como em todo o Espírito Santo. Seu desenvolvimento decorre fundamentalmente da existência de um bem natural, as praias, que viabilizam o turismo espontâneo da população residente em regiões próximas, no próprio Estado e nos Estados vizinhos, especialmente Minas Gerais. A principal região emissora de turistas para o município da Serra é Minas Gerais (47,2%), seguida de outros municípios do Espírito Santo (25,7%), Rio de Janeiro (7,5%), Distrito Federal (6,5%) e São Paulo (5,3%). O principal motivo da viagem dos turistas é o lazer (85%), seguido pela visita a parentes e amigos (7,1%). O principal meio de hospedagem utilizado é casa de parentes, amigos, casas próprias e alugadas (83%), seguido de hotéis não classificados (7,7%) e hotéis classificados (7,1 %).


Balneário de Jacaraípe

JACARAÍPE - É a praia mais frequentada da Serra, conhecida por oferecer pratos variados de frutos do mar. É procurada pelos praticantes de esportes náuticos como: surf, bodyboard e windsurf. As praias da Baleia, Castelândia, Solemar, Enseada, Capuba e Costa Bela oferecem excelentes condições para o banho de mar. Jacaraípe é uma localidade situada às margens do Rio Jacaraípe e próximo a Lagoa Juara (ou Joara), a cerca de 30 a 33 quilômetros de Vitória. Já foi uma vila de pescadores. Atualmente, é a mais badalada das praias da Região Metropolitana da Grande Vitória. É conhecida também como a praia dos Surfistas.

Praias do Balneário de Jacaraípe: - Praia da Baleia - Capuba - Enseada de Jacaraípe - Praia do Solemar - Costa Bela - Praia do Barrote.
Como chegar: distante 26,8 Km a leste da sede municipal, seu acesso à partir daí é feito através da BR-101, indo-se em direção a Capital, até o entrocamento do bairro Laranjeiras, onde após a travessia das pistas da BR-101 segue-se através da ES-010 por 12,5 Km até Jacaraípe. Vindo de Vitória, o entrocamento do bairro de Laranjeiras na BR-101, encontra-se distante 13,5 Km. Existem placas indicativas.



Praia de Manguinhos

MANGUINHOS - O Balneário de Manguinhos é inesquecível pelas praias de águas calmas, ambiente bucólico e acolhedor. É um recanto seguro para a desova de tatarugas marinhas. Os bares e restaurantes especializados em frutos do mar fazem de Manguinhos uma referência na culinária capixaba. Os pratos mais pedidos são: camarão na moranga, moquecas, torta capixaba e bobó de camarão. No carnaval é realizado o tradicional banho de mar à fantasia. Manguinhos é um bairro litorâneo da Serra. Surgiu a partir de uma vila de pescadores que começou a se formar no início de 1900. O balneário de Manguinhos é portanto originário de uma antiga Vila de Pescadores.

Os moradores locais procuram preservar a tranqüilidade e a paisagem agreste e suas ruas são simples, sendo construída recentemente uma moderna praça, mas que não retirou a característica de uma vila, onde os seus nativos são os pescadores que vendem peixes na areia da praia e que saem cedo com seus barcos, retornando ao entardecer cheios de peixes. O fluxo de turistas aumenta no verão, mas, na baixa temporada, esta vila de pescadores oferece muita paz com uma praia limpa que encanta os que querem fugir da poluição. Pertence ao Município da Serra e está localizada a 25 quilômetros de Vitória. É um lugar com muita natureza, mar e vegetação. Praia com ondas fracas, areia clara e com moradores conscientes quanto à preservação da estreita faixa de restinga no lado sul da praia.

Manguinhos oferece Restaurantes e bares famosos pelo peixe frito. No Restaurante Enseada de Manguinhos constantemente são vistos Cantores e Artistas da Televisão brasileira saboreando a gostosa e verdadeira Moqueca Capixaba.

Em Manguinhos está localizado o Parque Yahoo. O Yahoo Family Park ou Parque de Diversões Yahoo é o parque com a maior diversidade de entretenimento do Brasil. Nele você vai encontrar um parque aquático (42 atrações), um parque de diversões (10 atrações) uma Fazendinha (mais de 30 atrações), e mais área social com restaurante central para atender até 2.500 pessoas por dia, a lanchonete, a pastelaria com caldo de cana, a loja de artesanatos e de souvernirs e a loja de conveniências.

Por ser um parque familiar os equipamentos do Yahoo foram idealizados e construídos para levar diversão e alegria para todos os membros de uma família numa área total de 180.000 metros quadrados. O Yahoo Park coloca mais adrenalina na programação e inaugurou a "Mega Rampa", a maior rampa aquática do país e um disparador de boias. Com um sistema que impulsiona as boias a uma distância que chega a 97 metros. Yahoo Family Park Rodovia ES 10 - Km 06 - Estrada Vitória/Jacaraípe Trevo do Yahoo - Serra - ES - Brasil - E-mail: yahoo@yahoopark.com.br Telefone: (27) 33 98-00 00


Praia de Carapebus

PRAIA DE CARAPEBUS - Inserida na área de proteção ambiental de Praia Mole, Carapebus é a praia mais próxima da capital do estado, com trechos de águas calmas e outros com ondas fortes, favorecendo a prática do surf. Os frequentadores podem escolher entre banhos de mar e lagoa. É um local de desova de tartarugas marinhas da costa capixaba.
Praia de Carapebus e a praia da Serra mais próxima de Vitória. Esta praia forma uma enseada, com águas verdes e poucas ondas.É cercada por casas de veraneio. Uma faixa de areia separa a praia da lagoa de Carapebus, excelente para banho e pesca.
A praia possui colônia de pescadores, com área de 1,5 Km de areia grossa, com formação arenítica e de corais ao sul. Possui águas propícias a prática de surf e pesca. Com ondas de 0,5 a 2,0 metros, enfatizando uma área de preservação ambiental fiscalizada pelo Projeto Tamar.
É famosa pela Lagoa de Carapebus, separada da praia por uma faixa de areia, agradável para as famílias, que podem se banhar em suas águas mornas, ou enfrentar a força das ondas desta praia agreste.


Balneário de Carapebus

O Balneário de Carapebus inicia-se logo após a Colônia de Férias da Polícia Militar de Minas Gerais e vai até o riacho que faz divisa com Bicanga.
Possui areia fina e escura, águas limpas e próprias para banho, no pico Coral do Sítio, as ondas são propícias a prática do surf, chegando de 0,5 a 2,0 metros.


Praia de Bicanga

BICANGA - Possui águas calmas, apropriadas para a prática de pesca de arrastão. Bucólico, rústico e com faixas de areias ainda inabitadas. Tem as características de vila de pescadores

Esta praia forma uma enseada, com águas verdes e poucas ondas.É cercada por casas de veraneio. Uma faixa de areia separa a praia da lagoa de Carapebus, excelente para banho e pesca. É o balneário mais agreste da região.
Bicanga possui águas calmas e preserva ainda hoje as características de vila de pescadores. Bucólico, rústico e com faixas de areias ainda inabitadas, o balneário é um dos refúgios preferidos de quem busca a mansidão do mar para refrescantes banhos e daqueles que optam por conciliar descanso com a oportunidade de entrar em forma com longas caminhadas.
Como chegar: o acesso é um pouco mais distante da Rodovia ES-010, mas os atalhos e a freqüência de linhas de transporte coletivo auxiliam na chegada à beira-mar. Seu acesso a partir do entroncamento do Bairro de Laranjeiras na BR-101, é feito através da Rodovia ES-010, entrando para praia de Manguinhos onde existe uma placa. Daí mais 2,5 Km até o trecho final do asfalto.


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BALNEÁRIO DE NOVA ALMEIDA
Um Distrito da Serra que já foi Município independente
Igreja dos Reis Magos segundo monumento mais visitado do Estado

    Rio Reis Magos emana
    Beleza de linda flor,
    Flor capixaba, Serrana.
    Nova Almeida meu amor...
    (Trova de Cleusa Lourdes Madureira Vidal)

NOVA ALMEIDA - Balneário com uma praia bucólica, abriga o segundo monumento histórico mais visitado do Espírito Santo: a Igreja e Residência dos Reis Magos tombada como Patrimônio Histórico pelo IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artistico Nacional. O primeiro patrimônio mais visitado é o Convento da Penha em Vila Velha. Nova Almeida fica na Região Norte do Município da Serra, Espírito Santo. Registros históricos dão conta de que o Padre Jesuíta Braz Lourenço, juntamente com os índios locais, os tupiniquins, erigiu uma pequena capela de palhas, e inaugurou-a no dia 6 de janeiro de 1557, daí o nome de "Aldeia dos Reis Magos". Em 1569, Padre José de Anchieta visita o local e promove a catequese dos silvícolas (Índios) e inicia as obras de construção da Igreja de Alvenaria, com pedras de Coral, fundando um pequeno povoado, já que de 1557 a 1569 havia no local apenas uma Aldeia Indígena.

Em 1610 a Aldeia dos Reis Magos, passa a se chamar Aldeia Nova e Yapara, com a doação de uma sesmaria para os índios locais. Em 1758 com o alvará de criação da Vila de Almeida, recebe o nome de Nova Almeida, para diferenciar de Almeida em Portugal.

Nova Almeida já foi um Município independente. Foi Sede de Comarca, de 1760 à 1921. Quando Dom Pedro II esteve na Região em 1860, foi recepcionado pela Câmara Municipal de Vereadores de Nova Almeida que na época era Município. Não havia a figura do Prefeito. Na época quem administrava os Municípios no Brasil eram os Presidentes de cada Câmara Municipal. Em 1921, Nova Almeida deixa de ser um Município e foi anexado ao Município de Fundão pela Câmara Municipal de Serra. Em 11 de Novembro de 1938, Nova Almeida desmembrou-se do Município de Fundão, passando a ser um Distrito do Município de Serra.

Atualmente, Nova Almeida possui 91 Km² de área e em se tratando de turismo, é o distrito mais desenvolvido. Na região, há a formação de falésias, muito usadas pelos praticantes de parapente, e uma concentração de recifes que formam verdadeiros aquários naturais.

É importante centro de lazer muito procurado pelos turistas no verão. Possui bons hotéis e restaurantes.

Formado por duas praias propícias para banho e pesca, movimenta um grande número de turistas durante o verão. Localizada em Nova Almeida, a Igreja e Residência Reis Magos situa-se em região estratégica, a 40 metros acima do nível do mar, de onde se pode ver todo o entorno. A Igreja dos Reis Magos é Patrimônio Histórico e principal ponto turístico do Balneário. A construção da primeira capela teve início com o Padre Braz Lourenço, junto aos índios Tupiniquins locais, sendo inaugurada no dia 06 de janeiro de 1557. Era pequena e feita de palha. Era pequena e feita de palhas. "Em 1569 é construída uma nova capela, com ampliação para residência dos padres, terminando-se a obra em 1580".

Segundo o historiador Serafim Leite, a inauguração da nova Igreja foi realizada no dia 06 de janeiro de 1580, em grande solenidade, com presença de índios da região e jesuítas de Vitória." (BORGES.1998). A construção da Igreja segue a linha arquitetônica de outras edificações da ordem dos Jesuítas, num programa construtivo de "quadra", características dos mosteiros medievais, muitos ainda encontrados em Lisboa. A construção atendia basicamente a três necessidades primordiais dos jesuítas: o culto, o trabalho de doutrina, dos ofícios e da residência.


As edificações jesuíticas eram feitas para durar enquanto durasse o mundo, tendo o conjunto "Reis Magos", as paredes de pedra de recifes com argamassa de barro, areia, cal de conchas (ostras) e óleo de baleia, que sustentam as estruturas de madeira dos pisos e telhados da cobertura em telhas de barro.

Um detalhe típico é que tais telhas eram moldadas nas coxas dos índios que trabalharam na construção da igreja , daí terem as mesmas tamanho e formato diversos.

Os jesuítas tiveram ocasião de escolher o local que melhor proporcionasse uma visão geral do local e, com calma, fazer a construção.

Esta localização permitia boa locomoção para o interior ou para o contato com outra aldeias, pelo litoral, o que facilitava o trabalho de catequização dos índios e propiciar uma fuga fácil no caso de invasão.

UTENSÍLIOS EXISTENTES NA IGREJA DOS REIS MAGOS DE NOVA ALMEIDA

Vários dos elementos arquitetônicos de algumas peças de utilidades e outras decorativas da Igreja foram esculpidas em mármore português, também conhecido como "Pedra de Lioz", que foram trazidos como lastros nos navios. Essas peças vinham prontas de Portugal para serem montadas aqui.

- Pórtico da Entrada Principal

Conta-se que o pórtico da entrada principal da Igreja dos Reis Magos foi montada em pedra de Lioz que retiraram do navio que naufragou em Nova Almeida.

- Pias em Pedras de Lioz

Na Igreja há 05 (cinco) pias em mármore português, sendo: uma na parede da sacristia (antiga caixa d'água, bica e saída para água servida); uma maior , a única circular e com pé , tendo sido muitas pessoas importantes batizadas ali; e três do tipo bacia, ovais e fixadas nas paredes, para uso de água benta.

- Altar-Mor Altar-Mor

O retábulo do altar-mor é entalhado em madeira e é uma das principais esculturas de interesse histórico no Espírito Santo. É provável que tenha sido concluída em 1701, tendo o seu traçado erudito atribuído a um padre jesuíta e a sua execução possivelmente a índios do local.

- Adoração dos Reis Magos

A pintura a óleo sobre painel de madeira que, segundo o Escritor Clério José Borges, no Livro "História da Serra", 1ª Edição de 1998 e 3ª Edição de 2009, é do Frei Belchior Paulo e é uma das mais antigas peças de arte sacra brasileira. O Frei veio para o Brasil em 1587 com outros missionários. Os historiadores de arte consideram o Frei como o que iniciou a pintura artística brasileira, pois até então não havia peças decorativas de arte."

VISITANTES ILUSTRES DA IGREJA DOS REIS MAGOS

Muitas foram as visitas ilustres que se fizeram ao conjunto dos Reis Magos. Entre eles, destacam-se:

    - O Desembargador Luiz Tomás de Navarro (1808).
    Doutor em direito, seguiu com alta distinção os cargos de Magistratura. Era comendador da Ordem de Cristo, fidalgo cavaleiro, do Conselho de sua majestade o Imperador e Desembargador no Tribunal do Conselho da fazenda no Rio de Janeiro;

    - Dom José Caetano da Silva Coutinho, Bispo do Rio de Janeiro.
    Visitou Nova Almeida por duas vezes, em 1812 e em 1819. Na época as Igrejas do Espírito Santo pertenciam ao Bispado do Rio de Janeiro. Em sua visita de 1819 relata, "esta Vila já não é de Índios puros, como em 1812, porque os dois Juízes e alguns Vereadores são Portugueses." José Caetano da Silva Coutinho, conhecido como Bispo Capelão-Mór (Caldas da Rainha, 13 de fevereiro de 1768 — 27 de janeiro de 1833), foi um sacerdote católico e político brasileiro. Foi deputado geral e senador do Império do Brasil, de 1826 a 1833. Filho de Caetano José Coutinho, este por sua vez filho de Baltazar Dias Coutinho e de sua mulher Maria Teresa, sendo, portanto, primo de Antônio Maria da Silva Torres, herói da Independência da Bahia. Assumiu como bispo da Diocese de São Sebastião do Rio de Janeiro em 15 de março de 1807, cargo que ocupou até seu falecimento. Ao reformar o Seminário de São José, então formador do clero carioca, introduziu um plano de estudos de teologia moral no qual se aprofundava o conhecimentos dos atos humanos e suas leis. Instaurou assim um dos nascedouros do pensamento da psicologia no Brasil.

    - O Príncipe Maximiliano de Wild-Neiwied.
    Visitou Nova Almeida entre 1815 e 1817. No Livro "Viagem ao Brasil relata que, "saímos da selva e contemplamos à frente, numa eminência sobranceira (acima) ao mar, a Vila de Nova Almeida." (...) "É uma grande Aldeia de Índios civilizados, fundada pelos Jesuítas; possui uma grande Igreja de Pedras e contem, em todo o Distrito, nove léguas de circunferência cerca de 1.200 almas (pessoas). Os moradores da Vila são principalmente Índios, havendo também Portugueses e Negros";

    - O Naturalista Auguste de Saint-Hilaire (1818).
    Botânico e naturalista francês. Viajou pelo Brasil, passando pelo Espírito Santo em 1818. De sua visita a Vitória fez curiosas anotações como a profusão de formigueiros e o costume dos habitantes de comer as tanajuras ou içás, o que valeu aos capixabas o apelido de papa-tanajuras, que lhes foi atribuído pelos rivais campistas. Mostra-se impressionado com o desembaraço das mulheres capixabas que não se escondiam dos viajantes, atitude que atribuiu às mineiras. Fez também citações sobre o convento dos jesuítas, o de São Francisco e o do Carmo, o de Nova Almeida e o da Penha, em Vila Velha. Achou o Edifício do antigo Colégio dos Jesuítas, de Vitória, o mais grandioso e belo de todos. Refere-se ainda à casa da fazenda de Jucutuquara, pertencente ao capitão-mor Francisco Pinto Homem de Azevedo, onde se hospedou. Segundo o naturalista, as casas de Vitória eram, em boa parte, assombradadas, com janelas envidraçadas e varandas com grades vindas da Europa. Em Nova Almeida, fez anotações sobre as casas dispostas no alto da colina, muitas delas estragadas e abandonadas, organizadas em retângulo. Refere-se também ao Convento dos Jesuítas , à Igreja, residência e escola de índios, a quem os padres ensinavam música e a cortar madeira, para fazer ornatos para a Igreja. Cita que os índios da região além da pesca e da lavoura, extraíam o pau-amarelo empregado nas tinturarias da Corte. Dedicavam-se também à extração de cal de ostreiras ou sambaquis, em especial nas margens dos rios. Relata ainda sobre Nova Almeida que "depois que a Companhia de Jesus foi destruída (Expulsa do Brasil), os habitantes da Aldeia, libertos de uma útil vigilância, foram abandonados à própria índole; não trabalharam mais com a mesma regularidade e muitos passaram a pedir esmolas."

    - O Geógrafo Charles Frederik Hart.
    Geólogo e desenhista canadense. Veio ao Brasil pela promeira vez em 1865, aqui permanecendo até 1867, sob a direção de Agassiz, como parte da expedição Thayer. Além de possuir sólidos conhecimentos científicos, era dotado também de rara sensibilidade artística. Musicista de excepcionais dotes, soube também pintar com absoluta fidelidade tudo aquilo que via. Elaborou desenhos a bico de pena que são repletos de detalhes e minúcias que lembram, à primeira vista, fotografia, verdadeiros documentos da fisionomia do Brasil antigo, os quais ilustraram o livro de sua visita ao país. Esses desenhos magistrais referem-se a acidentes geográficos, rochas, plantas e animais brasileiros. Muitos deles forma elaborados no Espírito Santo, são croquis da Serra do Itapemirim, vistas do mar, picos do Frade e da Freira, do Itabira, paisagens de Guarapari, do Rio Jucu, Monte do Leopardo (em Jucutuquara), do Penedo, Fortaleza de Piratininga ou de São Francisco Xavier, Convento da Penha, Ilha da Baleia, índios Botocudos, etc.;

    - O Pintor francês Auguste François Biard (1858).
    Era naturalista e dormiu em Nova Almeida, tendo relatado em seu Diário que a Aldeia era outrora habitada pelos Jesuítas e que no centro da Praça há "ainda uma grande pedra na qual eles prendiam os Índios acusados de algum delito." Prossegue em seu relato, "a influência dos Jesuítas sobre essas almas que deles beberam as primeiras noções do Cristianismo se foi transmitindo de geração em geração e ainda hoje eles respeitam rigorosamente os padres."

    - Dom Pedro II, Imperador do Brasil (fev/1860).
    Congo e Reco reco na Igreja dos Reis Magos O Imperador hospedou-se na própria Igreja que relatou tratar-se no "maior símbolo do lugar". Na manhã seguinte, bem cedo, seguiu viagem para Santa Cruz. Precisamente às 15:30h, do dia 1º de fereveriro de 1860, quarta-feira, Dom Pedro II montava a cavalo na vila da Serra, a caminho da vila de Nova Almeida. O sino da matriz dá o sinal festivo da aproximação do Imperador que vinha pela estrada do centro, fazendo ajuntar o povo, formando duas alas desde o paço da Câmara Municipal até a estrada da Praça. Ao surgir o Monarca, atravessando entre as alas, foi saudado por girândolas e vivas entusiásticos dos habitantes de Nova Almeida. Ainda dessa vez, Dom pedro II não se esqueceu de consultar o relógio. Ele registrou a hora da chegada e observou o estado do Convento, que sofrera consertos incompletos há quatro anos atrás, isto é, em 1856, no governo do Barão de Itapemirim: "Entrada no convento, 7 menos 5. O convento de sobrado tem a frente para a praça quadrangular havendo na extremidade oposta uma pequena casa de sobrado; a única que vi até agora, sendo bastantes cobertas de palha." O padre Antônio dos dos Santos Ribeiro, da vila de Santa Cruz acompanhou o monarca e prestou-lhe algumas informações: Desenho de Dom Pedro II do Reco reco na Igreja dos Reis Magos. Web Site de Clério José Borges "Aqui tiveram os Jesuítas uma cadeira de língua geral indígena que julgo ser a mesma dos tupiniquins." Noutro local, Dom Pedro II escreveu, sobre o padre: "O vigário Santos Ribeiro é inteligente, mas chefe de partido: o Bispo protege-o, é encomendado, são informações do Presidente." Da Igreja foi o Imperador conduzido aos aposentos, onde foi lhe servido um jantar ligeiro, que aquela hora, era considerado uma ceia. A sobremesa foi mel em cuia. Sua Majestade foi atraído por uma Banda de Congo que os caboclos formavam em louvor a São Benedito. Ele anotou: "Dança de caboclos com as suas cuias de pau de cegos para esfregarem outro pau pelo primeiro." O instrumento que chamou a atenção do Imperador, a ponto de merecer do seu lápis de desenhista um rápido bosquejo, foi a cassaca, casaca, ou reco-reco de cabeça esculpida.

    - Bispo D. Pedro Maria de Lacerda (1880).
    Dom Pedro Maria de Lacerda, primeiro e único conde de Santa Fé, (Rio de Janeiro, 31 de outubro de 1830 — Rio de Janeiro, 12 de novembro de 1890) foi um sacerdote católico, bispo do Rio de Janeiro por mais de vinte anos. Filho de João Pereira de Lacerda e Camila Leonor Fontes, nasceu na freguesia da Candelária e faleceu no prédio do Seminário São José, no Morro do Castelo. Confirmado décimo bispo do Rio de Janeiro pelo Papa Pio IX, por Bula de 24 de setembro de 1868, em substituição a Dom Manuel do Monte Rodigues de Araújo. Foi sagrado na Sé de Mariana por Dom Antônio Ferreira Viçoso, bispo de Mariana. Tomou posse do Bispado em 31 do mesmo mês por seu procurador Monsenhor Félix Maria de Freitas e Albuquerque. Fez sua entrada solene na Catedral em 1 de março de 1869. Foi feito Conde de Santa Fé por Decreto Imperial, de 16 de maio de 1888. Foi o último Bispo Capelão Mór, tomou parte no Concílio do Vaticano em Roma, e assistiu à queda do Império, quando da Proclamação da República Brasileira (1889). D. Pedro Maria de Lacerda, Bispo do Rio de Janeiro, em visita ao Espírito Santo, entre 1880 e 1886 esteve em Nova Almeida no dia do aniversário da Igreja dos Reis Magos, observou entre o conjunto de índios a presença de um "negro velho" e a maneira dos músicos tocarem os tambores: "É de saber que os tocadores de guararás (tambores), quando vêm, os trazem debaixo do braço, e quando param, montam-se sobre ele e com ambas as mãos batem no couro de uma das bocas. (...) Os mais ficam em pé. Adiante do tambor é que se dança, que é simplésima, mas tem sua graça; o capitão, esse que tem na mão a vara, que ele empunha com muito garbo." Nas suas anotações, o Bispo refere-se ao Capitão: "Visitou-me o Capitão dos Índios por nome João Maria dos Santos." E explica: Um Capitão de Índios hoje é apenas um nome, como o do Imperador do Divino e Rei do Congado. Para as danças é ele o Presidente".

A igreja foi tombada em 21 de setembro de 1943, pelo SPHAN (Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, hoje IPHAN). Propriedade do IPHAN desde 1982 e tombada como patrimônio artístico e histórico desde 1943, a Igreja dos Reis Magos possui exemplares artísticos consideráveis em seu acervo. Um deles é a pintura “Adoração dos Reis Magos”, cuja autoria foi atribuída ao Frei Belchior Paulo, considerada umas das primeiras pinturas a óleo do Brasil e um dos maiores exemplares da arte sacra brasileira. O retábulo do altar, entalhado em madeira, é uma das principais esculturas de interesse histórico do Estado. O Instituto foi precedido pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) criado em 13 de janeiro de 1937 e regulamentado pelo Decreto-Lei nº 25 no dia 30 de novembro do mesmo ano, poucos dias após o golpe que instituiu o Estado Novo. O seu primeiro presidente foi Rodrigo Melo Franco de Andrade, que esteve à frente da instituição até 1967, quando se aposentou. Entre os vários artistas e intelectuais que colaboraram com a entidade, destacam-se o poeta Mário de Andrade, o poeta Manuel Bandeira e o arquiteto Lúcio Costa.

TRANSCRIÇÃO DO REGISTRO DE TOMBAMENTO DA IGREJA DOS REIS MAGOS NO SPHAN, ATUAL IPHAN

IGREJA DOS REIS MAGOS E RESIDÊNCIA (SERRA, ES)
Endereço: Praça dos Reis Magos, Distrito de Nova Almeida, Serra, ES.
Livro de Belas Artes: Inscrição 289-A

- Data 21/09/1943
Livro Histórico: Inscrição 223

- Data 21/09/1943
Número do Processo: 0230-T-40

Descrição:
A Igreja dos Reis Magos está situada numa colina de 40 metros de altura do nível do mar, num local onde existiu um núcleo de catequese indígena, realizado pelos padres jesuítas, entre o século XVI e o XVIII. Foi construída no período existente entre os anos 1580 e 1615, com a ajuda dos índios tupiniquins. O nome original da aldeia também era Reis Magos, contudo, o nome atual da localidade é Nova Almeida. O conjunto compõe-se da igreja e da residência anexa. A fachada principal da igreja apresenta frontão simples. A porta principal apresenta ombreira de pedra trabalhada na parte superior. Os vãos das janelas apresentam ombreiras retangulares, possuindo as janelas formas almofadadas. A torre situa-se entre a igreja e a residência, sendo encimada por uma cúpula, e circundada por quatro coruchéis (pináculos). Na parte interna, o altar-mor apresenta um retábulo com quatro colunas em estilo salomônico, ladeando uma pintura dos Reis Magos, ao centro, e um nicho para imagem nos cantos esquerdos e direito, respectivamente. o trabalho foi realizado através do entalhe de peças de madeira. Entre as imagens sacras, temos: uma imagem de N. Sra. da Conceição; uma imagem de N. Sra. da Boa Morte; uma imagem de Santo Inácio e um Cristo Crucificado. A residência possui dois andares e apresenta fachadas simples e janelas retangulares, sendo as ombreiras das portas trabalhadas em pedra. Acima da porta principal, há um emblema de uma coroa ladeada por dois ramos de planta. Seu interior apresenta um claustro com pilastras em alvenaria e vigamanto de madeira. A sacristia, situada no andar inferior, possue piso em alvenaria. Nela também está localizada a pia batismal. O segundo andar da residência possui uma varanda em madeiramento, que circunda todo o pátio interno (claustro).

******* Descrição Posterior - 25/06/2001 ******** O Aldeamento dos Reis Magos, fundado pelos jesuítas por volta de 1580 é hoje o balneário de Nova Almeida, localizado no Município de Serra. A Igreja e Residência de Reis Magos foi edificada numa elevação, de onde se tem ampla visão da orla e do Rio Reis Magos. Voltada de costa para o mar, sua fachada principal caracteriza-se por um grande largo rodeado por um casario que até a época do tombamento do conjunto, lembrava o aldeamento indígena, constituindo-se como único no Brasil. O partido arquitetônico adotado para o conjunto apresenta planta quadrangular constituído pela igreja e pela residência. A igreja possui nave, capela mor, e uma torre sineira encimada por abóbada de tijolos, situada entre a igreja e a residência. Esta última em dois pavimentos, possui várias salas e uma varanda no pavimento superior, cujo piso é totalmente constituído por tabuado sobre barrotes de madeira. O pavimento térreo caracteriza-se pela localização da sacristia que destaca-se dos demais ambientes pela nobreza do compartimento cujo acabamento caracteriza-se pelo forro em saia e camisa e pela porta almofadada que dá o acesso pelo corredor de chão batido que envolve o pátio interno. A fachada principal da igreja caracteriza-se por apresentar frontão triangular com cornijas e volutas, um óculo central em rosácea, três janelas púlpito e a portada principal cujos quadros são de mármore de lioz. No prolongamento da fachada principal encontra-se a entrada principal da residência. Na época do tombamento a residência encontrava-se em estado de ruínas. Entre os anos de 1944 e 1945 o monumento sofreu uma grande obra de restauração, e a partir desta época foram realizadas vários pequenos reparos. Entre 1987 e 1988 a igreja sofreu uma nova obra de restauração.



RESUMO DA HISTÓRIA DE NOVA ALMEIDA

NOVA ALMEIDA - Em fins de 1556 o padre Braz Lourenço, em trabalho de evangelização descobre na foz do Rio Apiaputanga uma colina de onde se descortina uma bonita paisagem do litoral e região próxima.

Assim, instala na região uma pequena capela de palhas, inaugurada no dia 6 de janeiro de 1557, que recebe o nome de Reis Magos, em homenagem ao dia em que a Igreja Católica comemora a data da visita dos Santos Reis ao menino Jesus.

Nova Almeida surgiu do trabalho de evangelização realizado por Braz Lourenço, o mesmo padre fundador da Serra e sua data histórica de fundação é 6 de Janeiro de 1557.

Braz Lourenço não permanece na região, já que era o Provincial (Chefe) dos Jesuítas em Vitória, mas deixa as bases de uma Igreja que mais tarde será um dos grandes Patrimônios Históricos do Espírito Santo.

Em 1569 é construída uma nova Capela, com ampliação para a residência dos padres, terminando-se a obra em 1580.

Segundo o historiador Serafim Leite, a inauguração da nova Igreja foi realizada no dia 6 de janeiro de 1580, em grande solenidade, com presenças de Índios da região e Jesuítas de Vitória.



RIO REIS MAGOS
Já foi chamado de Nhupãgoa e Apiaputanga, o rio do Homem Vermelho
Reis Magos possui 683 quilômetros de extensão

O rio Reis Magos era chamado pelos Índios de NHUPÃGOA (NHU, prado, terreno com vegetação rasteira e PAGOA, na língua Bororó, Macro jê, significa ribeirão, riacho) e APIAPUTANGA, (APIA: Homem pintado ou manchado. PUTANGA, palavra derivada de PITANGA, que significa Vermelho. RIO DO HOMEM VERMELHO). Os holandeses possuem pele muito clara e que exposta ao sol fica vermelha. O rio Reis Magos possui uma extensão de 683 quilômetros e divide os Municípios de Serra e Fundão. A nascente do rio Reis Magos é no Município de Santa Teresa, no local denominado de Alto Piabas, numa altitude de 760 metros.

No livro “Viajantes Estrangeiros no Espírito Santo”, na página 50, Levy Rocha cita que o rio era conhecido também pelo nome de “Saí-anha”. Na Serra existe a região conhecida por Sauanha, localizada próxima a região de Timbuí. O rio Sauanha é um dos afluentes do rio Reis Magos. Os rios Timbuí e rio Fundão são afluentes do rio Reis Magos.

A bacia hidrográfica do rio Reis Magos abrange os Municípios de Serra, Fundão, Santa Leopoldina e Santa Teresa. A foz, no Oceano Atlântico, está localizada em Nova Almeida. O clima da bacia do rio é Tropical Úmido. Na região baixa do rio existem projetos de porte envolvendo culturas de arroz e feijão. A cultura de café já foi bastante desenvolvida na bacia. A disponibilidade hídrica superficial do rio Reis Magos era de 1,57 metros cúbicos por segundo, em 1993, na localidade de Valsugana Velha. Os principais afluentes do rio Reis Magos são os rios: Fundão; Timbuí; Sauanha.



EVENTOS REALIZADOS NA IGREJA DOS REIS MAGOS EM NOVA ALMEIDA


2003 - O Balneário de Nova Almeida, lugar histórico do Município da Serra - Espírito Santo, foi o palco do II Congresso Brasileiro de Trovadores e, simultaneamente, o XXII Seminário Nacional da Trova. Mais uma vez, o Clube dos Trovadores Capixabas realizou o evento, de 3 a 5 de outubro de 2003, desta feita com o apoio integral da Secretaria de Cultura da Serra. A Igreja dos Reis Magos (Foto à direita) foi restaurada e seu auditório foi sede das palestras, debates e confraternizações. As características românticas da localidade tornam o ambiente propício para a poesia. O evento foi realizado de 03 a 05 de Outubro e foi um grande sucesso !!! Foi realizado com êxito, na Igreja dos Reis Magos, em Nova Almeida, balneário do Município da Serra, no Estado do Espírito Santo, Brasil, de 03 a 05 de Outubro de 2003, o II Congresso Brasileiro de Poetas Trovadores. O objetivo principal do evento foi a divulgação da Trova, composição poética de quatro versos com rima e sentido completo. Compareceram Poetas Trovadores do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Amazonas, Bahia e Brasília. O evento foi abrilhantado com a participação da Banda da Polícia Militar do Espírito Santo, Bandas de Congo e Declamação de Poetas Trovadores Brasileiros. No Domingo, a Missa em Trovas, na Igreja dos Reis Magos, emocionou a todos. Mais um Sucesso do Clube dos Trovadores Capixabas, CTC, com o apoio dos comerciantes e povo de Nova Almeida. Nos meses que antecederam o evento foi realizado um Concurso de Trovas a nível Nacional. Mais de 1000 Trovas concorreram.

  • RESULTADO DO CONCURSO NACIONAL DE TROVAS TEMA PAZ - 2003
    PROMOÇÃO: CLUBE DOS POETAS TROVADORES CAPIXABAS, CTC

    O Clube dos Poetas Trovadores Capixabas, CTC, entidade cultural de divulgação da Poesia e da Trova em geral, acaba de divulgar o Resultado Final e Oficial do CONCURSO NACIONAL DE TROVAS, com o tema PAZ, realizado de Julho a 15 de Setembro de 2003. Troféus, Medalhas e Diplomas foram conferidos aos quinze primeiros colocados, que compareceram durante o II CONGRESSO BRASILEIRO DE POETAS TROVADORES e XXII SEMINÁRIO NACIONAL DA TROVA, de 03 a 05 de Outubro de 2003, no Auditório da Igreja dos Reis Magos, em Nova Almeida - Serra - ES.


    1º LUGAR:
    Enquanto a missão de Cristo
    Se prendia à paz na Terra,
    A humana, ao contrário disto,
    Tem por meta o mal e a guerra!
    Pedro Viana Filho / Rua Palmeiras, nº 65 / Belmonte - Volta Redonda - RJ / 27.276 - 500



    2º LUGAR:
    Busquei a Paz pelo mundo,
    Numa procura sem fim...
    E a Paz estava, no fundo,
    Morando dentro de mim.
    Sérgio Bernardo
    Rua Conde de Bonfim, 208/704
    Tijuca - Rio de Janeiro - RJ
    20. 520-054


    3º LUGAR:
    Irônica hipocrisia
    Dos poderosos da terra:
    Com promessas de harmonia,
    Pregam paz e fazem guerra.
    Zeni de Barros Lana
    Av. Amazonas, 718/606
    Belo Horizonte - Minas Gerais.



    2005 - III CONGRESSO BRASILEIRO DE TROVADORES - 2005, realizado de 04 a 9 de Outubro de 2005 - XXV ANIVERSÁRIO DO CLUBE DOS TROVADORES CAPIXABAS - PROMOÇÃO: CLUBE DOS TROVADORES CAPIXABAS – CTC - Nova Almeida reuniu Trovadores no Congresso de Poetas Trovadores de 2005 - “Os movimentos culturais precisam de pessoas abnegadas e que resistam para que manifestações literárias como a Trova, continuem." Esta foi a afirmação da Secretária Municipal de Turismo, Cultura Esporte e Lazer, Anna Luzia Lemos Saiter ao visitar os Poetas Trovadores na noite de Sexta feira, dia 07 de Outubro de 2005, durante a realização do III Congresso Brasileiro de Trovadores, no balneário de Nova Almeida, Serra, ES. O evento se revestiu do mais completo êxito. Na noite de abertura, no dia 05, em Nova Almeida, Serra, ES, foi registrada a presença da Banda de Música da Polícia Militar e o Coral do Colégio Proudhon. Registrou-se também a presença de Delegação de Colatina, Chefiada pelo Advogado Emanuel Barcellos, Delegação de São Gonçalo, (RJ); Salvador, BA; São Paulo; Rio de Janeiro e Minas Gerais. Participações especiais dos Colégios Ápice, de Jacaraípe, São José (de Vila Velha) e da Escola Agrotécnica Federal de Santa Teresa, além de estudantes das Escolas de Nova Almeida e Jacaraípe. Prestigiou o evento no primeiro dia o Vice Prefeito da Serra, Valter Rodrigues de Paula, (foto a direita), representando o Poder Executivo do Município e a Vereadora Sandra Gomes, representando o Poder Legislativo. O evento prosseguiu nos demais dias, com palestras e debates e Show no sábado, de um Grupo de Pagode, na Praça de Nova Almeida. O encerramento foi no dia 09, Domingo, com uma bela Missa em Trovas.

    CORAL DO COLÉGIO PROUDHON FAZ SUCESSO NO CONGRESSO

    Sob o comando da Maestrina Alice Nascimento, o Coral do Colégio Proudhon fez sucesso na solenidade de Abertura do III Congresso Brasileiro de Trovadores, no dia 05 de Outubro de 2005, em Nova Almeida, Serra, ES. O Destaque foi o canto do Hino do Município da Serra. Os Congressistas apreciaram a apresentação do Coral e o Trabalho da Maestrina e da Diretora da Escola Rosangela de Souza Azevedo. O Coral foi convidado pelo Vice Prefeito para gravar um CD com o Hino da Serra.

    VEREADOR TIO JOÃO PRESIDE SESSÃO NO DIA DO TROVADOR

    Através do Lei Municipal N.º 2647, de 11 de Dezembro de 2003, o Dia 04 de Outubro é o Dia Municipal do Poeta Trovador no Município da Serra. A solenidade de 2005 foi presidida pelo Vereador João de Deus Corrêa, Tio João e contou com a participação dos Trovadores, populares, alunos da Escola Jonas Farias; da representante da Secretaria Estadual de Cultura, Jornalista Glecy Coutinho; do Presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, Desembargador Sebastião Teixeira Sobreira; do Deputado Gilson Gomes e da Vereadora Sandra Gomes.

    BANDA DA POLÍCIA MILITAR SEMPRE APOIANDO A CULTURA

    Sempre prestigiando os eventos do CTC, a Banda da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo esteve no dia 05 de Outubro abrilhantando o Congresso.

    SECRETÁRIA DE TURISMO E CULTURA PRESTIGIA E SAÚDA TROVADORES

    A Secretária Municipal de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer, Anna Luzia Lemos Saiter marcou presença no Congresso de Trovadores e enalteceu a importancia de manifestações culturais como a Trova e o movimento dos Poetas Trovadores. Na foto Antonio Mello, (SP); Clério; Secretária Anna; Cleusa Vidal e Lúcia Mattos, ( RJ).

    BRINCADEIRAS INFANTIS E TROVAS

    Maria José de Oliveira Ciriaco, do Rio de Janeiro, declamando trovas e brincando com as crianeas foi um dos momentos mágicos do Congresso de Nova Almeida

    ESTUDANTES RECEBEM OS VISITANTES

    Através de um trabalho voluntário estudantes ajudaram como Recepcionistas do Congresso. A equipe foi composta de Emilly Próspero Souza; Nayara Cássia Moreira Alves; Damiani da Silva Vicente; Amanda de Jesus Ferreira; Abinael Correia de Lima ; Na foto em primeiro plano, Camila dos Santos Firmino e Bruna Renata Miranda Viana.

    Foto 1: Cerimônia de Abertura do III Congresso Brasileiro de Trovadores: Maestrina Alice; Vice Prefeito, Sargento Valter; Clério José Borges
    Foto 2: Banda de Música da Polícia Militar (ES)
    Foto 3: Banda de Música da PMES

    Foto 1: Antonio Mello (SP); Clério José Borges; Secretária Anna; Cleusa Vidal e Lúcia Ramos
    Foto 2: Coral Proudhon
    Foto 3: Público assistindo ao Congresso

    Foto 1: Público presente no Auditório da Igreja dos Reis Magos, em Nova Almeida, Serra, ES
    Foto 2: Maria José de Oliveira Ciriaco, do Rio de Janeiro, brincando e declamando Trovas para as crianças de Nova Almeida, durante o III Congresso Brasileiro de Trovadores, em Outubro de 2005.
    Foto 3: Trabalho Voluntário das Estudantes recepcionistas

    Foto 1: Na mesa presidindo os trabalhos do Congresso: Clérigthom Thomes Borges; Creuzely Ferreira; Lúcia Ramos e Poeta Emerson Camilo
    Foto 2: Público presente. Destaque para Luiz Carlos do Couto, de Cantagalo, RJ e Jaime Delamar, de Niterói (RJ).
    Foto 3: Público presente. Destaque: Poeta Alaides Sarapico, de Mutum, Minas Gerais; Antonio Gomes Mello, de São Paulo; Creuzely, RJ; Zenaide Emília Thomes Borges (ES); Andréia da Silva Fraga (ES).

    Foto 1: Público do 2º Andar assistindo a apresentação da Banda de Música da Polícia Militar do Espírito Santo
    Foto 2: Coral do Colégio Proudhon, de Serra Dourada III - Serra, ES.




    “APIAPUTANGA”

    - Roteiro de um Filme escrito por Clério José Borges


    Cineasta João Christo Coutinho filmando Apiaputanga, (nome Indígena do rio Reis Magos), sobre um personagem interpretado pelo ator de Eurico Salles, Juarez Pagung, o Homem Vermelho. Direção do Filme em Vídeo: Clério José Borges. Filmagens realizadas em Setembro de 2005, no rio Reis Magos e na Praça de Nova Almeida. A filmagem atraiu um público especial, entre os quais, o Sr. Márcio Barbosa, a professora Déa Barbosa Aguiar; Zenaide Emília Thomes Borges e a poetisa Sirlei Aragão. Fotos de Clério José Borges.



    NOVA ALMEIDA EM UM OLHAR

    Making Off de um FILME DOCUMENTÁRIO realizado no dia 12 de Setembro de 2009

    Documentário Nova Almeida em um Olhar Documentário Nova Almeida em um olhar

    No dia 12 de Setembro de 2009 a convite de Júlio Cesar Batista Nogueira, conhecido como Júlio Autor, o Escritor Clério José Borges participou das filmagens do Vídeo Documentário, Nova Almeida em um olhar, sendo de grande importância o apoio e a participação de Wilson Duarte, morador de Nova Almeida e da dupla de Cantores e compositores Juvêncio e Doka. Nas fotos: Clério José Borges e Júlio Autor.

    Vídeo Documentário Nova Almeida em um Olhar Vídeo Documentário Nova Almeida em um Olhar Vídeo Documentário Nova Almeida em um Olhar Vídeo Documentário Nova Almeida em um Olhar Vídeo Documentário Nova Almeida em um Olhar Vídeo Documentário Nova Almeida em um Olhar Vídeo Documentário Nova Almeida em um Olhar Vídeo Documentário Nova Almeida em um Olhar

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    LOCALIZAÇÃO DA SERRA E ACESSO AO MUNICÍPIO
    Distâncias entre Cidades e entre Capitais e a Serra
    Mapas do Município da Serra

    A Serra possui uma localização estratégica, ficando num raio de apenas mil quilômetros dos principais centros comerciais e industriais do Brasil, (Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador e Brasília), além de ficar no centro econômico e administrativo do Espírito Santo.

    Distância da Capital (Vitória):

    A Serra é um Município que faz limite com Vitória. O bairro Eurico Salles, em Carapina, na Serra, faz limite com o Aeroporto Eurico Salles, em Vitória. Da Sede Administrativa da Serra, do Marco Zero localizado entre a Igreja Nossa Senhora da Conceição e a Praça Pedro Feu Rosa e o Marco Zero de Vitória, na Cidade Alta em frente a Catedral Metropolitana, são 27 quilômetros.

    A Sede da Serra possui as seguintes distância de outras Capitais:

    São Paulo (SP): 993 km - Rio de Janeiro (RJ): 561 km - Salvador (BA): 1238 km - Brasília (DF): 1274 km - Fortaleza 1837 km - Belo Horizonte 500 km mais próxima - Curitiba (PR): 1395 km - Manaus 2859 km - Recife 1466 km - Porto Alegre (RS): 2037 km - Belém 2262 km - Goiânia 1020 km

    Aeroporto mais próximo da Serra:

    Aeroporto Eurico de Aguiar Salles, também conhecido como o Aeroporto de Vitória (ES) - Distância da Sede Administrativa (onde fica a Prefeitura Municipal) da Serra: Aproximadamente 9 Km.



    MUNICÍPIO DA SERRA OU MUNICÍPIO DE SERRA - PREFEITURA DA SERRA OU PREFEITURA DE SERRA

    Este assunto refere-se a uma controvérsia surgida após a publicação do Livro História da Serra. Alguém sugeriu que a expressão DA SERRA era imprópria, pois se referia ao Município e a Cidade Serra. Com o surgimento de um candidato a Presidência da República do Brasil chamado Serra, surgiu a pergunta: Da Serra? ou De Serra? Da Cidade da Serra ou Cidade de Serra (o Candidato)?

    Sobre o assunto, algumas opiniões:

    1 - Escritor Zedânove Tavares Sucupira: O Dicionário Novo Aurélio define na página 1844, na terceira coluna, o verbete SERRANO, item 2, adjetivo: De, ou pertencente ou relativo a Serra (ES). Conclusão: Quem questionou está, de acordo com o referido Dicionário, correto. A expressão DA SERRA é realmente imprópria. Deveria ser HISTÓRIA DE SERRA. Contudo o uso de HISTÓRIA DA SERRA não seria irregular, já que se pode adotar a expressão de uso popular DA SERRA. Quem faz a língua é o povo.

    2 - Videomaker e fotógrafo Aurélio Carlos: Deve ser mantida a tradição oral. Quem faz a língua é o povo, que sempre definiu o Município como DA SERRA.

    3 - Jornalista Andrade Sucupira Filho: Para analogia, cito o exemplo: Fala-se, referindo-se ao Estado da Bahia - Fui para a Bahia... Vim da Bahia. Sabe-se que o nome BAHIA referia-se, na época, ao acidente geográfico onde desembarcaram os Portugueses, que deu nome, posteriormente ao lugar. Logo, consagrado pelo uso, nada de errado em se dizer HISTÓRIA DA SERRA, ou PREFEITURA DA SERRA. (Fonte: Evanildo Bechara - Moderna Gramática Portuguesa, página 247).




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  • ORIGEM HISTÓRICA DA SERRA
    SERRA - ESPÍRITO SANTO - BRASIL

    Texto do Livro "HISTÓRIA DA SERRA", de Clério José Borges
    Permitida a reprodução do conteúdo.
    Agradecemos a citação da fonte

    O Estado do Espírito Santo está localizado na Região Sudeste do território brasileiro, limitando-se com os Estados da Bahia (ao norte), Minas Gerais (a oeste) e Rio de Janeiro (ao sul), além de ser banhado pelo oceano Atlântico (a leste). Quem nasce no estado é chamado de capixaba. Sua extensão territorial é de 46.098,571 quilômetros quadrados, divididos em 78 municípios, um dos quais é o Município da Serra, limítrofe à capital, situado ao norte de Vitória. A sede do Município, porém, está mais afastada, nas proximidades do Monte Mestre Álvaro (grande maciço de origem vulcânica que marca a geografia do Município).

    ECONOMIA - Em sua história o município teve duas fases distintas de sua economia: a inicial rural, fase em que produzia cana-de-açucar, café, mandioca e, em menor escala cereais, e ainda, extração de madeiras de lei. Havia um início de agroindústria, um tanto quanto rudimentar, com engenhos de produção de açúcar e aguardente, assim como, produção de farinha e máquinas de beneficiamento de arroz e produção de fubá de milho.
    Na década de 50, iniciou-se uma grande produção de abacaxi. Os frutos eram vendidos para outros estados do país e, também, exportados para outros países, principalmente, Argentina.

    DESENVOLVIMENTO - No início da década de 50 foi iniciada a construção da BR 101, o que promoveu, embora, no início, timidamente, o progresso da Serra. O Município voltou a experimentar novo desenvolvimento, de uma forma acentuada, a partir da década de 60 (século XX).
    Na sua primeira fase, rural, a população era quase constante. Houve uma redução após o ano de 1872. Neste ano possuía 11.032 habitantes, fato ocasionado, dentre outros, pela abertura da ferrovia EFVM, quando da inauguração do primeiro trecho: Porto Velho - Cariacica (km 17,26) - Alfredo Maia (km 28,873) se deu em 13 de maio de 1904, o que levou os moradores da região a comerciarem diretamente com Vitória. A redução da população da Serra, também se deu pelo êxodo rural, um fenômeno aconteci­do em todo o Brasil.

    SIDERÚRGIA E INDÚSTRIAS - Em 1960, é dado início à segunda fase, a fase industrial. A Serra possuía uma população de 9.192 habitantes, a partir desta data, começam os investimentos na região e, muda a configuração urbana do Município. O Distrito de Carapina passa por um processo de grande desenvolvimento. Em 1963 é iniciado o Porto de Tubarão e, em 1969 é iniciado o CIVIT I, o que levou a população do município da Serra, em 1970 para 17.286 habitantes. Na década de 70, outro investimento de grande porte é iniciado em solo serrano. Em 1976 inicia-se a construção da Companhia Siderúrgica de Tubarão - CST, hoje Arcelor Mittal Tubarão, que alavancou novo crescimento populacional, pois em 1980, o município já possuía uma população de 82.450 habitantes.

    POPULAÇÃO - DE 17.286 HABITANTES EM 1970 PARA 409.324 HABITANTES, 40 ANOS DEPOIS, EM 2010 - Segundo o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no recenseamento de 1991, a Serra possuía 222.158 habitantes. Em 1996, o número de habitantes passa para 269.319 e no censo do IBGE de 2000 foi encontrada oficialmente uma população de 330.874 habitantes. Em 2007 a população da Serra, segundo ainda o IBGE era de 385.370 habitantes, número que em 2010 passa para 409.324 habitantes, sendo o segundo maior Município por população do Estado, perdendo apenas para Vila Velha, com 414.420 habitantes e acima de Cariacica com 348.933 e Vitória, a Capital, com 325.453 habitantes. A população da Serra em 2012 é estimada em 500 mil habitantes.

    COMÉRCIO - O comércio varejista do município tem maior destaque no bairro Parque Residencial Laranjeiras, que tem o Shopping Laranjeiras, bem como a Avenida Central, como pontos de destaque no comércio e onde estão situados nove bancos, diversas lojas nos mais variados ramos (Construção, Confecção, como é o caso da Loja BISS, do empresário Clérigthom Thomes Borges, Móveis e Eletrodomésticos, como é o caso da Ricardo Eletro e Casas Bahia, Supermercados, Lanchonetes, Papelarias, como a Doce Saber do empresário Luiz Carlos Maioli, Escolas, etc).

    SHOPPING CENTER - Em 2002, foi inaugurado em Laranjeiras um pequeno Shopping Center que visava a atender a comunidade local. O shopping conta com quatro salas de cinema, lojas variadas e praça de alimentação. No dia 6 de Dezembro de 2011 foi inaugurado o Shopping Mestre Álvaro, que se localiza no bairro Eurico Salles, próximo ao Aeroporto de Vitória (Aeroporto Eurico de Aguiar Salles). O Mestre Álvaro é o segundo maior Shopping do Espírito Santo, perdendo apenas para o Shopping Vitória. Com isso, o bairro de Eurico Salles ganha uma grande notoriedade graças aos largos investimentos que estão sendo feitos à seu redor, incluindo condomínios de alto padrão residencial, e de luxo. O bairro, dentro dessas circunstâncias pode ser classificado como um bairro nobre da cidade de Serra. Recentemente, diversos empreendimentos imobiliários instalaram-se na região, principalmente na construção de condomínios residenciais fechados de casas, prédios residenciais e shoppings, contribuindo assim para a especulação imobiliária regional. Em 2006, foi especulado que residencias situadas na avenida Central (Laranjeiras), receberam ofertas de compras na faixa de Um Milhão de Reais, de grandes instituições, comércios e bancos. Laranjeiras teve o maior índice de valorização imobiliária do Espírito Santo em 2007.

    FUNDAÇÃO - A Serra teve início com a fundação de uma Aldeia dos Índios Temiminós, próxima a uma Cadeia de Montanhas, uma Serra, denominada Morro da Serra, ou Morro Mestre Álvaro, com 833 metros de altitude. A Aldeia Indígena foi construída inicialmente no Sopé da Montanha, numa região de Várzea, onde foi feita uma pequena capela coberta com folhas secas (palhas). Sopé é a parte inferior ou base de rocha, encosta ou montanha. Várzea é uma planície, terreno plano em vale extenso e cultivado.

    Os fundadores da Serra foram Maracajaguaçu, chefe dos índios Temiminós e o padre jesuíta Braz Lourenço, que a 08 de dezembro de 1556, promoveram a realização de uma Missa numa Capela de palhas construída no interior da Aldeia Indígena de Nossa Senhora da Conceição da Serra do Mestre Álvaro, hoje Serra.

    OBSERVAÇÃO - Na INTERNET é encontrada a seguinte versão: A colonização das terras, onde se desenvolveu o município teve início em meados do século XVI, quando o padre Braz Lourenço, em missão de catequese, penetrou na região, povoada pelos índios Goitacazes. (Esta versão não é verdadeira. Os Índios Goitacazes não habitavam a região. Braz Lourenço foi encarregado pelo Donatário Vasco Coutinho de instalar, os Índios Temiminós, que haviam chegado do Rio de Janeiro). No Site da Prefeitura da Serra, mostrando incompetência e falta de interesse em realizar Pesquisa em fonte primária é divulgada a seguinte versão errada: "Quanto ao dia e mês da chegada do padre Brás Lourenço na Serra, não se sabe com exatidão. Porém, como era costume dar nomes a lugares ou acidentes geográficos com o nome do santo do dia, supõe-se que tal data tenha se dado em 08 de dezembro de 1556, dia consagrado à Santa Nossa Senhora da Conceição". O texto errado é baseado em um Livro do Memorialista Naly da Encarnação Miranda que, sem procurar pesquisar em documentos históricos, cita como fundador da Serra, um padre chamado Lourenço Braz, chegando a afirmar que existiam dois Padres Jesuítas, um Lourenço Braz e outro Braz (ou Brás) Lourenço. UM absurdo. A verdade é que sabe-se SIM com exatidão o dia e chegada de Braz Lourenço no Espírito Santo, que ocorreu na oitava do Natal de 1553. Veio substituir o primeiro Provincial do Espírito Santo Afonso Braz, que inclusive inciou a construção da Igreja de São Tiago, atual Palácio Anchieta, em Vitória. OS PADRES JESUÍTAS ERAM DEVOTOS E DIVULGADORES DA IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA. Assim sabe-se com exatidão que a data foi mesmo 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição de Maria, mãe de Jesus. Braz Lourenço não permaneceu e nem residiu na Serra. Era o Provincial da Capitania do Espírito Santo e residia em Vitória na Igreja São Tiago, atual Palácio Anchieta, tendo sido Provincial (Superior) de 1553 a 1564, conforme a fonte primária, o Livro "História da Companhia de Jesus no Brasil", do padre Escritor Serafim Leite, que inclusive destaca: “As Aldeias da Capitania do Espírito Santo foram em sua maioria fundadas e organizadas pelo padre Braz Lourenço”.

    Os índios Temiminós haviam mudado para a Capitania do Espírito Santo, saídos da Ilha de Paranapuã, (seio do mar), também chamada de Ilha do Gato, na baía de Guanabara, atual Ilha do Governador, no Estado do Rio de Janeiro. Vieram em quatro embarcações cedidas pelo Donatário da Capitania do Espírito Santo, Vasco Fernandes Coutinho. Seus líderes eram Maracajaguaçu e seu filho Araribóia.

    No Espírito Santo os dois líderes indigenas são altamente prestigiados pelo Donatário Vasco Fernandes Coutinho - que iniciou a colonização do Espírito Santo em 23 de maio de 1535. Maracajaguaçu e Araribóia participavam sempre dos principais eventos e solenidades da Capitania. O outro fundador, padre jesuíta Braz Lourenço, havia chegado de Portugal em 1553, junto com o Jesuíta, José de Anchieta, que era apenas um Aprendiz, (aluno) e não tinha ainda sido ordenado Padre. Anchieta ordenou-se padre em 1565.

    FORMAÇÃO ADMINISTRATIVA

    FREGUESIA - A Aldeia de Nossa Senhora da Conceição da Serra se desenvolveu com a construção de um Povoado nas proximidades, organizado em 1562 pelo padre Fabiano de Lucena. Em 1564, um epidemia de Varíola muda a Aldeia Indígena e o povoado para o outro lado do Morro da Serra. O povo acreditava que mudando para o outro lado estariam distantes da doença contagiosa e fatal.

    Pela Carta Régia de 24 de março de 1724, o Povoado é elevado à categoria de Freguesia, porém, como a Igreja não havia sido concluída, a Freguesia não pode ser instalada. Uma nova Carta Régia foi elaborada em 24 de maio de 1752 elevando a Serra à categoria de Distrito e Paróquia. A Freguesia só foi instalada em 1769, depois de construída a igreja nova, Matriz.

    Carta Régia é o nome dado à Carta do Rei de Portugal dirigida às autoridades ou à autoridade e que em seu conteúdo continha, muitas vezes, determinações gerais e permanentes, inclusive a designação de Freguesia para os Povoados brasileiros. Na época a estrutura administrativa civil (dos Povoados brasileiros) correspondia a mesma estrutura eclesiástica, (da Igreja). Freguesia é o nome que tem, em Portugal e no antigo Império Português, a menor divisão administrativa, correspondente à Paróquia civil de outros países.

    VILA - A sede denominada de Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Serra foi elevada a categoria de Vila, em 1822, com a denominação de Vila da Serra.

    MUNICÍPIO - O Município da Serra foi criado em 1833, com território desmembrado do município de Vitória, através da resolução do Conselho de Governo de 02 de abril de 1833. O Município foi instalado oficialmente, constituído do distrito sede, em 19 de agosto daquele ano, quando era Presidente da Província do Espírito Santo, o Sr. Manoel José Pires da Silva Pontes. A sua instalação só foi possível, após a cessão de um espaço na casa do vereador eleito, José Simoens da Silva, pois não havia naquela ocasião um prédio que pudesse abrigar a Sede do Governo Municipal. Assim, aquele vereador permitiu usar sua residência como Paço Municipal (Casa do Governo Municipal).

    CIDADE - Em 1875, a Vila da Serra foi elevada a categoria de Cidade pela Lei nº 6, de 6 de Novembro de 1875, assinada pelo então Presidente da Província do Espírito Santo, Domingos Monteiro Peixoto. No dia 2 de Dezembro de 1875 foi  realizada a  solenidade de instalação  Oficial da Cidade, aproveitando-se o fato de ser uma data festiva, a do Aniversário de Dom Pedro II, Imperador do Brasil.

    SERRA E ITAPOCU - Em divisão administrativa referente ano ano de 1911, o Município é constituído apenas do Distrito sede. Pela Lei Estadual nº 1304, de 30 de Dezembro de 1921 é criado o Distrito de Itapocu e anexado ao Município da Serra. Em divisão administrativa no ano de 1933, o Município é constituído de 2 Distritos: Serra e Itapocu.

    ITAPOCU E NOVA ALMEIDA - Em 11.11.1938 - É editado o Decreto-Lei nº 9.941, que fixa a divisão territorial do Estado, que vigorará sem alteração, de 1 de janeiro de 1939 a 31 de dezembro de 1943, e dá outras providências, assinado por João Punaro Bley, Celso Calmon Nogueira da Gama, Nelson Goulart Monteiro e Carlos Femando Monteiro Lindemberg que, assim fixou os limites do Município da Serra, compreendido pelos distritos Sede, Itapocu (hoje Calogi) e Nova Almeida. O decreto acima foi editado na conformidade das normas gerais firmadas pela Lei Orgânica Nacional nº 311, de 2 de março de 1938. Nesta época os Distritos de Queimado e Carapina eram pertencentes à Vitória e, o atual distrito de Calogi possuía o topônimo de Itapocú. Por este mesmo Decreto-lei Estadual, o Município da Serra, adquiriu o Distrito de Nova Almeida, do município de Fundão.

    CARAPINA E QUEIMADO - Em 31.12.1943 - O Município da Serra passa a ser constituído dos Distritos de Carapina, Nova Almeida - que já foi Distrito sede do município de mesmo nome, Queimado, Serra e Calogi (antigo Itapocu), conforme o Decreto-Lei Estadual nº 15.177, de 31 de Dezembro de 1943. Carapina e Queimado, na época pertenciam ao Município de Vitória. Sob o mesmo decreto acima citado o Distrito de Itapocu passou a denominar-se Calogi.

    CINCO DISTRITOS - Em divisão territorial datada de 01 de Julho de 1960, o Município é constituído de 5 distritos: Serra, Calogi ex-Itapocu, Carapina, Nova Almeida e Queimado. No ano 2.000, os Distritos da Serra foram definidos na Carta Magna do Município, a Lei Orgânica elaborada pelos vereadores e aprovada em 5 de abril de 1990, passando o território do Município da Serra a ser dividido, para fins administrativos, em cinco distritos:
    1 - Sede Municipal. Possui características sócio-culturais de cidade de colonização portuguesa com fortes tradições.
    2 - Calogi. Distrito agropecuário.
    3 - Carapina. De grande concentração Industrial. Comércio bem desenvolvido, Parque de Exposição “Floriano Varejão” e população de trabalhadores operários em sua maioria.
    4 - Nova Almeida. É onde está a melhor infra-estrutura turística, com belas praias e bairros operários.
    5 - Queimado. Distrito com 98 por cento de sua população vivendo da agropecuária.
    Divisão territorial que vigora até a presente data.

    CULTURA POPULAR - A Serra foi palco de grandes acontecimentos históricos. O município possui Igrejas Jesuíticas, entre as quais destacam-se a Igreja São João de Carapina e a Igreja e Residência Reis Magos e ruínas do século XVIII entre elas, o Casarão dos Jesuítas de Carapina e as ruínas de São José de Queimado, palco de um movimento importante para a libertação dos escravos, denominado " Insurreição de Queimado".

    O Município possui manifestações culturais diversificadas como: Festa de São Benedito, Bandas de Congo, Banda Estrela dos Artistas, Folia de Reis, Boi Graúna e Capoeira.

    O CONGO, uma das manifestações folclóricas mais ricas e antigas do Espírito Santo, encontra sua maior representação na Serra. Essa herança cultural é preservada graças à dedicação dos componentes mais antigos das Bandas de Congo, que ensinam aos mais novos as toadas, o ritmo dos sons dos tambores, das cuícas, das casacas e a fabricação de instrumentos usados nas apresentações. O apogeu dessa convivência cultural é constatado no mês de dezembro, quando ocorre a Festa de São Benedito.

    ALEAS - No dia 28 de Agosto de 1993, no recinto da Câmara Municipal da Serra foi realizada a Assembléia Geral de Fundação da ALEAS, Academia de Letras e Artes da Serra, presidida pelo Escritor, Poeta e Trovador Capixaba, Clério José Borges, que na ocasião foi eleito primeiro Presidente. Na foto histórica de fundação da ALEAS, Clério José Borges discursando. Ao lado de Clério José Borges, o Advogado, Dr. Carlos Dorsch, que aparece escrevendo, secretariando os trabalhos. De camisa branca, o ex-Prefeito da Serra, por duas vezes, Advogado, Dr. Naly da Encarnação Miranda, que foi escolhido Presidente de Honra da entidade cultural. A primeira Diretoria Administrativa da ALEAS ficou assim constituída: Presidente Executivo, Clério José Borges de Sant Anna; Vice Presidente: Getunildo Pimentel; Secretário: Carlos Dorsch; Tesoureiro: Galbo Benedicto Nascimento. Orador e Presidente de honra: Naly da Encarnação Miranda.

    CTC - Na Serra também funciona a sede provisória do Clube dos Poetas Trovadores Capixabas, CTC, entidade cultural sem fins lucrativos de divulgação da Trova (composição poética de quatro versos, com rima e sentido completo) e da Poesia em geral. Está localizada na Rua dos Pombos, 2, em Eurico Salles, Carapina Serra ES. A entidade realiza anualmente os Congressos Brasileiros de Poetas Trovadores, reunindo Artistas, Escritores, Jornalista e Poetas Trovadores de diversas cidades brasileiras. O CTC encontra-se divulgado na Internet, através do web Site: www.trovadorescapixabas.com.br A entidade é presidida pelo Poeta Trovador e Escritor Capixaba, Clério José Borges. (www.clerioborges.com.br).

    EVOLUÇÃO HISTÓRICA E PRIMEIROS ADMINISTRADORES DA SERRA

    VEREADORES ADMINISTRAM A SERRA DE 19/08/1833 A 23/05/1914
    Em 1833, quando o Município da Serra foi criado não havia a figura do Prefeito e a estrutura administrativa civil correspondia a mesma estrutura eclesiástica. As províncias eram divididas em municípios que por sua vez eram divididos em freguesias. As freguesias correspondiam às paróquias, mas também havia curatos para serviços religiosos em povoações pequenas e sem autonomia política. Curato é um termo religioso, derivado de cura, ou padre, que era usado para designar aldeias e povoados que ainda não eram Freguesia ou Paróquia. Na época os Bispos comandavam as dioceses, típica organização administrativa religiosa, que abrangiam geralmente diversos municípios, ou seja, diversas freguesias. Só com a proclamação da República, houve uma total separação entre a Igreja Católica e o Estado brasileiro, de modo que as antigas províncias transformaram-se em estados autônomos divididos em municípios também autônomos que, por sua vez, podem (ou não) ter seu território dividido para fins puramente administrativos. A Igreja Católica passou a manter uma estrutura administrativa distinta e separada do Estado brasileiro.

    A primeira Câmara de Vereadores, responsável pela administração da Freguesia da Serra era formada pelos vereadores: Luiz da Rosa Loureiro – Presidente; Manoel da Rocha Pimentel; José Simoens da Silva; Manoel Fernandes de Miranda; Luiz Vicente Loureiro; Fabiano Gonçalves Fraga; Padre Joaquim de Santa Magdalena Duarte.

    A Câmara de Vereadores tinha naquela ocasião funções executivas e os vereadores formavam um conselho de administração. O presidente da Câmara era o presidente do Govemo Municipal. As leis aplicadas eram emanadas da Assembléia Legislativa Provincial, que tinha entre seus membros deputados que acumulavam as funções de vereadores. Não havia incompatibilidade. Até a criação da Assembléia Provincial as leis eram editadas em Portugal.

    Em 01 de fevereiro de 1835 foi instalada no Espírito Santo, a Assembléia Legislativa Provincial sob a presidência do padre João Clímaco da Alvarenga Rangel, nascido em São José do Queimado. Além dele, participou da instalação do legislativo estadual outro serrano, o Padre João Luiz da Fraga Loureiro, ocasião em que ele era também, vereador da Serra.


    CIDADE DA SERRA

    Em 06.11.1875 - A sede do município da Serra deixa de ser vila e é elevada a categoria de cidade. A instalação foi solene, com festa organizada pelo Deputado provincial, Major Joaquim Pereira Franco Pissarra, e políticos locais no dia do aniversário de D. Pedro II - 02 de dezembro de 1875. O Major Pissarra foi o autor da Lei que transformou a vila da Serra em cidade.

    Com a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, houve a nomeação do primeiro presidente do Estado do Espírito Santo, Afonso Cláudio de Freitas Rosa, neto materno do primeiro presidente da Câmara de Vereadores da Serra, Luiz da Roza Loureiro. Diante da nova situação Afonso Cláudio intervém nos municípios. Na Serra nomeia uma Intendência para administrá-la, composta de três membros: Manoel Pereira Madruga, Manoel Rodrigues Fernandes de Miranda e Luiz Barboza Leão, este último como presidente, equivalente ao cargo atual de prefeito. Luiz Barboza Leão era sogro de José Cláudio de Freitas Júnior, irmão de Afonso Cláudio, e ainda, bisavô da ex-deputada estadual do Espírito Santo Judith Leão Castello Ribeiro e trisavô da cantora Nara Leão e do pesquisador João Luiz Castello Lopes Ribeiro. Luiz Barbosa Leão era sogro da prima do ex-deputado estadual Benigno Soares Leite Vidigal, bisavô do prefeito da Serra Antônio Sérgio Alves Vidigal.

    Após a intervenção promovida pela proclamação da república, foi empossada nova Câmara de Vereadores, em 18 de dezembro de 1892, e eleito seu presidente Luiz Barboza Leão que permaneceu no cargo até 1900, nesse período acumulou as funções de vereador com as de deputado estadual nas legislaturas de 1895 a 1897 e 1898 a 1900.

    Na época do Brasil Império, só podiam ser eleitores aqueles que tivessem uma renda anual de R$ 100$000 (cem mil réis). As mulheres e escravos não votavam. A mulher só veio a obter cidadania - votar e ser votada - após a "Revolução Constitucionalista de São Paulo ", em 1932. Na primeira eleição, em 1934 lá estava a mulher serrana como pioneira - Judith Leão Castello. Judith casou­-se em 1938, com Talma Rodrigues Ribeiro (prefeito da Serra 1945/1946), passando a assinar Judith Leão Castello Ribeiro, eleita a primeira mulher deputado estadual do Espí­rito Santo, na "Assembléia Constituinte" de 1946.

    Em 25.03.1914 houve a primeira eleição para prefeito da Serra, ocasião em que foi eleito o Sr. Cícero Calmon de Aguiar, e empossado em 23.05.1914, a partir daí a Câmara deixou de exercer funções executivas e passou a exercer funções fiscalizadoras, determinantes das diretrizes do governo municipal e legislativas. Nesta nova fase teve como seu presidente o neto materno de Luiz Barboza Leão, Monsenhor Luiz Cláudio de Freitas Rosa, este foi Deputado Federal na Constituinte de 1946.

    Os municípios só passaram a ter autonomia total legislativa, e serem considerados como entes federativos, com a promulgação da Constituição Federal, em 05 de outubro de 1988, que deu atribuição para que eles passassem a elaborar suas Leis Orgânicas e as promulgassem através da Câmara de Vereadores. Antes era atribuição da Assembléia Legislativa Estadual.

    A Constituição Federal, em 1988, passou a considerar, pela primeira vez, o município como um ente federativo, conforme o art. 18: - "A organização político-administrativa da República Federa­tiva do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição".

    O art. 29 dá atribuição à Câmara de Vereadores do Município para promulgar sua Lei Orgânica: - "O Município reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos, com o interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois ter­ços dos membros da Câmara Municipal, que a promulgará, atendi­dos os princípios estabelecidos nesta Constituição, na Constituição do respectivo Estado e os seguintes preceitos: ...".

    Em 1930, houve eleições para eleger o presidente da república, naquela ocasião era presidente Washington Luiz, que lançou como seu candidato Julio Prestes. A disputa foi acirrada com Getúlio Vargas, este perdeu a eleição, e inconformado, alegou fraude no processo eleitoral, o que justificou sua participação como líder da Revolução de 30, movimento que depôs o presidente Washington Luiz. Assumiu o poder Getúlio Vargas, impedindo a posse de Júlio Prestes. A Revolução também depôs o governador do Estado do Espírito Santo, aliado da campanha Júlio Prestes, Dr. Aristeu Borges de Aguiar, filho de família serrana. Seu pai era Augusto Manoel de Aguiar e sua mãe Luíza da Silva Borges (filha de João da Costa Silva Borges e Anna Pereira da Silva Borges). Aristeu era tio do ex-ministro da justiça Eurico de Aguiar Salles e do ex-senador Jéferson de Aguiar. Em 19 de outubro de 1930, assumiu o Espírito Santo, uma Junta Governativa, composta por João Manuel de Carvalho, Afonso Corrêa Lírio e Capitão João Punaro Bley.

    A seguir, em 15 de novembro de 1930, Bley foi nomeado e tomou posse em 22 de novembro de 1930 como interventor estadual. Permaneceu no cargo até 16.10.1942, transferindo para Dr. Celso Calmom Nogueira da Gama, que a seguir transferiu a interventoria para o Dr. Jones dos Santos Neves, em 21.01.1943.

    Naturalmente, que a Revolução refletiu na política do município da Serra. O prefeito da Serra foi deposto e a Câmara de Vereadores foi fechada. Foi nomeada uma Junta Governativa, que tomou posse em 23.10.1930, composta pelos seguintes membros: José Corrêa Pimentel; João Vieira Xavier; Olavo Ferreira Castello (tomou posse em 24.10.1930).

    No mês de janeiro de 1936, houve eleições municipais, ano em que foi eleito prefeito do município o Sr. Presciliano Biluia de Araújo - do Partido Constructor Serrano. O mandato foi interrompido em 10.09.1937 pelo Golpe de 1937. A democracia só foi restabelecida em 1946, quando foram convocadas novas eleições. Os deputados e senadores eleitos receberam o mandato com poder para elaborar uma nova Constituição.

    Os Presidentes da Câmara da Serra, na legislatura eleita em 1936 foram Belmiro Geraldo Castello (06.02.1936 a 21.06.1937 - Partido Constructor Serrano) e Antenor Sarmento Miranda (21.06.1937 a 10.09.1937 - Partido Constructor Serrano).

    Em 1947, com a redemocratização do país foram convocadas eleições municipais, ano em que foi eleito prefeito do município Rômulo Leão Castello (PSD). Os novos vereadores elegeram seu presidente Luiz Corrêa Amado (PSD - 27.12.1947 a 10.03.1948).

    Naquela legislatura foram presidentes, além de Luiz Amado, Theotônio da Costa Pereira (10.03.1948 a 10.01.1950 - PSD) e Arnaldo Ferreira Castello (10.01.1950 a 01.02.1951 - PSD).

    A Câmara Municipal da Serra passou por muitas dificuldades em toda sua existência. Quando foi instalada em 19 de agosto de 1833, iniciava ali, os problemas para possuir um prédio próprio.

    O cidadão José Simoens da Silva, componente do primeiro quadro de vereadores, cedeu uma casa de sua propriedade para funcionar como Paço Municipal e assim o município pode ser instalado. Como persistia a ausência de prédio público para abrigar as instalações da Câmara, esta passou a funcionar na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição da Serra. A Igreja controlava a Administração Municipal, as eleições, os registros civis e de imóveis etc. Todavia, houve uma epidemia de varíola na vila, e os mortos eram sepultados no interior da igreja, fato que, além da preocupação com a população afetada, também, os afetava pessoalmente, segundo eles, na suas saúdes, pois, temiam contrair a doença nas reuniões do conselho no recinto da igreja. Deixando a igreja, a Câmara passou a alugar casas onde pudesse se reunir.

    Em 01.02.1860 na visita de D.PEDRO lI, este observou: "A casa da Câmara térrea é muito pequena. O vereador que serve de presidente tem 1 voto; porque todos os outros se escusaram, e contudo quem passou o papel do discurso, que felizmente só entregou, foi o vereador Pimentel o mais votado com 40 e tantos votos; a chave da vila estava ainda sobre uma salva dentro d'um armário d'onde a tiraram para me oferecerem. A Câmara reunia-se antes no Consistório da Matriz onde também tem-se reunido o júri que já uma vez não teve lugar por falta de casa. Começou-se, por subscrição, uma casa de sobrado para casa da Câmara, júri, etc. e cadeia; mas está parada, tendo-se gasto 2 contos, orçada em 10 que decerto não chegam; pois as obras custam muito caro aqui" .

    O primeiro prédio próprio da Câmara demorou muitos anos para ser inaugurado, a obra chegou a ficar paralisada por mais de doze anos, como verificado em ofício da Câmara, arquivado no livro 365, do Fundo da Governadoria, Série Acyolli, datado de 1875, Arquivo Público Estadual do Espírito Santo. No ano de 1890 não havia sido concluído, localizado no Largo do Barão do Amazonas, hoje praça João Miguel - extensão da rua major Pissarra. Sua construção durou aproximadamente 40 anos. No dia 26 de dezembro de 1975, a Câmara passou suas instalações para um novo prédio, o segundo prédio próprio em 142 anos de sua existência. Situado na rua Getúlio Vargas nº 65, centro, Serra - Sede, onde funcionava até a instalação do seu prédio definitivo. É importante observar que o censo do IBGE de 1970 encontrou na Serra uma população de 17.286 habitantes e, em 2004 a população do município era de aproximadamente 350.000 pessoas.

    Devido à precariedade das suas instalações, e diante da importância do município e do seu grande crescimento econômico e demográfico, os vereadores, em 2004, entenderam que era necessário construir um palácio municipal condizente com a realidade local, onde outrora havia a residência de Luiz Barboza Leão, primeiro presidente da Câmara da Serra na fase republicana.

    Assim o Ex-Presidente da Câmara, Miguel João Fraga Gonçalves, e todos os componentes da legislatura 2000/2004 criaram um novo momento na história do município, ao entregar o novo prédio do Legislativo Serrano ­ Palácio Judith Leão Castello Ribeiro, o terceiro prédio próprio, em quase 171 anos de sua existência, no dia 26/04/2005.


    DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

    O Município da Serra, Estado do Espírito Santo, Brasil cresce de maneira notável em razão de suas potencialidades nos diversos setores econômicos. Possui uma localização estratégica, ficando num raio de apenas mil quilômetros dos principais centros comerciais e industriais do Brasil, como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Salvador, além de ficar no centro econômico e administrativo do Espírito Santo.

    Estando na região metropolitana da Grande Vitória, fazendo limite com a capital do Estado, a Serra se constitui não só no maior município em extensão territorial, como também o município que consegue destaque no cenário industrial do Estado, consolidando seu desenvolvimento econômico para propiciar a melhoria da qualidade de vida de sua população.

    DESBRAVADORES

    A origem desta terra está estruturada no trabalho e suor de heróis desbravadores que no seu anonimato fixaram as bases de uma grande cidade. Os Índios e Portugueses aliados depois aos Negros, moldaram os alicerces de um povo que ao longo da história mostrou-se aguerrido e trabalhador.

    A origem da Serra acontece no momento em que os Índios Temiminós, do Rio de Janeiro sob a orientação do padre Jesuíta, Braz Lourenço fixam-se nas proximidades da montanha do Mestre Álvaro e do rio Santa Maria da Vitória, sob a orientação do padre Jesuíta, Braz Lourenço. É então fundada a Aldeia Indígena de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, cuja capela foi inaugurada a 8 de dezembro de 1556, com missa, rezada por Braz Lourenço e a presença do bravo Maracajaguaçu, Gato Grande, que viera com sua tribo, em migração, do Rio de Janeiro.

    A Aldeia que deu origem ao município da Serra, situava-se pelo outro lado do Morro do Mestre Álvaro, entre a Montanha e o rio Santa Maria da Vitória. Posteriormente foi transferida para o local atual, numa colina, devido a uma Epidemia de Varíola, altamente contagiosa, que atacou a região em princípios de 1564. 

    Paralelamente à fundação da Aldeia de Nossa Senhora da Conceição da Serra, surgiam também outras aldeias que mais tarde se tornariam distritos do município: Carapina, Nova Almeida, Calogi e Queimado.

    Inicialmente a população da aldeia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição era composta de Índios. Depois foram chegando os colonizadores portugueses que aqui estabeleceram seus engenhos, trazendo escravos para o trabalho braçal. Da miscigenação de Portugueses, Índios e Negros surgiu o povo serrano, que dos portugueses herdou a religiosidade; dos negros um rico folclore e um grandioso gosto pelas festas e dos índios, a paixão pela liberdade.

    No século XIX, a Serra muito se desenvolveu, por ser um entreposto de comércio para a região norte do estado e, ainda, pela sua produção de açúcar e café. No início do século XX, foi iniciado um processo de decadência. São José de Queimado, hoje Distrito da Serra, situado à margem do Rio Santa Maria da Vitória, possuía um porto chamado Porto do Una, onde era embarcada, em grandes canoas que comportavam mais de cem sacas de café, a produção da região da Serra e onde eram desembarcados os produtos importados que atendiam às necessidades locais. O rio servia como via para o transporte em geral, inclusive para a integração de Vitória com a Serra e com o Norte do Espírito Santo. Com o advento da Estrada de Ferro Vitória a Minas e, mais tarde, a Crise Econômica Mundial de 1929, que afetou o comércio de café e, consequentemente a economia da Serra, a vila de São José do Queimado desapareceu, praticamente não restando mais casas no local, a não ser algumas poucas residências de agricultores locais. Na vila, só existe a ruína da Igreja de São José, pois o comércio passou a acon­tecer diretamente com Vitória e, por consequência, a Vila de Queimado sumiu e a Serra minguou.

    LOCALIZAÇÃO

    O Espírito Santo localiza-se na região Sudeste, ocupando uma área de 45.597km², equivalente a 0,53% do território nacional. Compõe-se de 77 municípios, tendo como capital a cidade de Vitória, uma ilha de 89 km². Limita-se ao norte com o estado da Bahia, a leste com o oceano Atlântico, ao sul com o estado do Rio de Janeiro e a oeste com Minas Gerais. Apresenta clima predominantemente tropical, quente e úmido no litoral e temperado na zona serrana. Seu relevo é caracterizado como montanhoso, com altitudes que variam, do nível do mar até 2.000m. Possui diversificada malha rodoviária, complementando-se com a mais importante ferrovia nacional, a estrada de ferro Vitória-Minas e com o maior porto exportador de minério de ferro do Mundo, o Porto de Tubarão.

    A extensão territorial da Serra antes do ano 2000 era menor. Em 1969 era de 547 km2, sendo 1,2 por cento da área do Estado do Espírito Santo e 37,4 por cento da área da Grande Vitória, conforme o “Anuário Estatístico do Brasil” e Jornal A Gazeta de Vitória, ES, de 28 de agosto de 1971. Em 2000 o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, usando equipamentos mais modernos de precisão estabeleceu novos dados para os Municípios brasileiros que foram amplamente divulgados na Internet, a Rede Mundial de Computadores. A Serra passou a ter a extensão territoral oficial de 553 km 526 m

    O Município da Serra no Estado do Espírito Santo está localizado na região Sudeste do Brasil. Com belas praias e um rico folclore é o maior da região Metropolitana da Grande Vitória, com uma extensão territorial de 553 Km² e 526 m. Segundo o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no recenseamento de 1991, a Serra possuía 222.158 habitantes. Em 1996, o número de habitantes passa para 269.319 e no censo do IBGE de 2000 foi encontrada oficialmente uma população de 321.181 habitantes, com 158.458 homens e 162.723 mulheres. Em 2007 a população da Serra, segundo ainda o IBGE era de 385.370 habitantes, número que em 2010 passa para 409.324 habitantes, sendo o segundo maior Município por população do Estado, perdendo apenas para Vila Velha, com 414.420 habitantes e acima de Cariacica com 348.933 e Vitória, a Capital, com 325.453 habitantes. A população da Serra em 2012 é estimada em 500 mil habitantes.





    Fotos da Serra Sede: Praça Ponto de Encontro e Praça Almirante Tamandaré

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    INSURREIÇÃO DO QUEIMADO:
    A REVOLTA DOS NEGROS EM BUSCA DA LIBERDADE

    Texto do Livro "HISTÓRIA DA SERRA", de Clério José Borges
    Permitida a reprodução do conteúdo.
    Agradecemos a citação da fonte

    RESUMO - Em 19 de março de 1849 é deflagrado um movimento de libertação dos escravos, na Vila de São José do Queimado. Tal movimento, que mobilizou cerca de trezentos Negros Escravos, iniciado em 19 de Março de 1849, foi desmobilizado pela força militar da época cinco dias depois com a prisão dos líderes do movimento e, levou a enforcamento dois dos líderes da revolta: João da Viúva Monteiro e Chico Prego. O primeiro, enforcado na Vila de São José do Queimado em 8 de Janeiro de 1850. O segundo na Vila de Nossa Senhora da Conceição da Serra, no dia 11 de Janeiro do mesmo ano. (1850).
    (Foto ao lado, de 1875, vendo-se a Igreja de São José na colina que possui 100 metros de altitude do nível do mar)

    O Carrasco que realizou o enforcamento dos dois chamava-se Ananias e veio do Rio de Janeiro no Navio Boa Sorte. A forca foi construída pelo Carpinteiro Camilo de Lélis. Na morte de Chico Prego na Serra Sede aconteceu um imprevisto. A forca não foi suficiente para matar o Negrão Chico Prego. Foi preciso o carrasco Ananias subir em seus ombros para tentar matá-lo. Mesmo assim, Chico Prego não morre. Ananias corta a corda e o negrão cai ao chão. Chico Prego só morre quando Ananias, com um porrete esmaga-lhe o crânio.

    O padre João Clímaco da Alvarenga Rangel foi o advogado dos negros que buscavam a liberdade no movimento denominado "Insurreição do Queimado", ocorrido na Vila de Queimado, que na época pertencia ao município de Vitória e hoje é um distrito do Município da Serra.

    LÍDERES DA REVOLTA
    Na preparação da Insurreição e comandando o movimento estavam:

    1 - Elisiário Rangel - Chefe da Insurreição. Era um Negro estudado. Sabia ler e escrever. Tinha sido preparado pelo seu proprietário, Faustino Antônio de Alvarenga Rangel. Destacava-se pela inteligência, já que Faustino Rangel lhe proporcionara a oportunidade de ler e aprender ofício de Carpinteiro. Estava sempre reunido com o Frei Gregório Maria Bene e dele recebia ensinamentos religiosos e ideais de liberdade, já que o Frei, Italiano de nascimento, era contra a escravidão.

    Foi preso. Na cadeia liderava os negros, para que não se abatessem e rezassem sempre. Misteriosamente fugiu da cadeia de Vitória. Tornou-se uma lenda, pois, mesmo perseguido pelas autoridades policiais, não foi mais encontrado, passando a ser um herói entre os negros que almejavam a liberdade. A sua fuga foi cantada em prosa e versos como um "milagre de Nossa Senhora da Penha", já que não houve vestígios de arrombamento na porta da prisão e o carcereiro, ao ser preso após a fuga, admitira que fora tomado de "um sono profundo."

    Segundo a escritora Maria Stella de Novaes, Elisiário "morreu isolado nas matas" e, segundo outros historiadores:

    "Morreu feliz nas graças da Virgem Nossa Senhora da Penha, com um agrupamento de negros fugitivos, nas matas do Mestre Álvaro  e do Morro do Mochuara."

    Pesquisas revelam que Elisiário e um grupo de negros fugitivos seguiram para uma região após o Morro do Mouchuara, em Cariacica, formando o povoado denominado de Piranema.

    Observação: Escravo não tinha oficialmente sobrenome mas recebia sempre o nome da família do seu dono.

    2 - Francisco de São José, o Chico Prego. Francisco de São José, o Chico Prego. Escravo de Ana Maria de São José. Era um dos Chefe da Insurreição.

    O Chico vem de Francisco e a palavra Prego tinha sentido pejorativo pois se referia a uma espécie de macaco da região do Amazonas.

    Enquanto Elisiário destacava-se pela inteligência, Chico Prego, negro alto e forte, liderava pelo seu espírito de luta, por sua coragem. Foi preso e condenado à morte na forca.

    Preso, Chico Prego foi levado para a Serra, viajando a pé, as seis léguas. Na Serra assistiu a construção do patíbulo. Na data e hora marcada, percorreu as principais ruas da Serra ao som de um tambor surdo e sinos da Igreja. O cortejo parava de momentos em momentos para que fosse lida a sentença. Defronte à forca, recebe a última unção religiosa. De mãos atadas sobe as escadas do patíbulo. O carrasco Ananias passa-lhe a corda em redor do pescoço e impele o negro para o espaço, fazendo pressão sobre os ombros para maior pressão da corda. Cinco minutos depois a corda é cortada. O corpo cai no chão e o negro ainda agoniza. O carrasco Ananias com um pedaço de pau, esmaga-lhe o crânio, os braços e as pernas.

    O relato com detalhes da morte de Chico Prego, Herói da Liberdade na Serra, encontra-se na obra "A Insurreição de 1849 na Província do Espírito Santo", de Wilson Lopes de Resende, do Colégio Estadual "Muniz Freire", tese aprovada no IV Congresso de História Nacional. O livro é das Edições Itabira, Cachoeiro de Itapemirim, 1949, página 15 e 16.

    Chico Prego foi executado na sede da Vila de Nossa Senhora da Conceição da Serra, no dia 11 de janeiro de 1850, "nas proximidades da Igreja, para servir de exemplo."

    Sobre o local exato onde Chico Prego foi enforcado na Sede do Município, historiadores informam ter sido o local onde atualmente está construída a Praça Ponto de Encontro, próximo a Igreja Nossa Senhora da Conceição na Serra Centro.

    3 - João, o Pequeno. Escravo de Rangel e Silva. Foi um dos líderes da Insurreição e por isto condenado à forca. Fugiu da prisão com Elisiário não sendo mais encontrado.

    4 - João da viúva, assim chamdo porque pertencia a viúva Monteiro. João Monteiro, o João da Viúva. Escravo de Maria da Penha de Jesus, a viúva Monteiro. Foi também um dos líderes da Insurreição e condenado à pena de morte.

    Consta que no Julgamento disse ser inocente, e que o culpado era o frei Gregório de Bene, que prometera liderar o movimento de liberdade e no momento mais importante, escondera-se dos negros.

    Suas declarações são relatadas por carta pelo cônego Francisco Antunes Siqueira, advogado nos autos do processo, ao Presidente da Província, Felipe José Pereira Leal, em 10 de janeiro de 1850.

    O escravo João da Viúva foi executado em Queimado, na forca, às 6 horas da manhã, do dia 8 de janeiro de 1850, três dias antes da execução de Chico Prego na sede da Vila da Serra.

    5 - Carlos, irmão de Elisiário, escravo do padre João Clímaco de Alvarenga Rangel.

    O Chefe da Insurreição, Elisiário Rangel fugiu da prisão, por um descuido do Carcereiro. Existe a versão de que o Carcereiro havia ingerido bebida alcoólica (Cachaça) e dormido. A fuga ocorreu na madrugada do dia 7 de dezembro de 1849 e além de Elisiário fugiram Carlos e João. Chico Prego e João da Viúva Monteiro, presos em outra cela, não puderam escapar. Buscas foram realizadas. Recompensa em dinheiro para quem recuperasse os fugitivos, mas, os mesmos jamais foram encontrados. Segundo a lenda, a fuga foi devido a um Milagre de Nossa Senhora da Penha. Elisiário fugiu inicialmente para as matas da Montanha do Mestre Álvaro e depois para a região do Município de Cariacica, onde junto com outros fugitivos formou um Quilombo no local hoje denominado de Piranema, (Cariacica, ES).

    A grafia correta é Distrito do "QUEIMADO". É errado escrever QUEIMADOS, com a letra S no final. Em 2011 foi inaugurada uma estrada pavimentada e asfaltada ligando a Serra Sede (região do bairro Cascata) as ruínas da Igreja de São José do Queimado e o Governo de Estado por falta de conhecimento e, para alguns, burrice, instalou algumas placas, registrando erradamente QUEIMADOS com a letra S no final.

    A Freguesia de São José de Queimado foi criada pela Lei Provincial N.º 9, de 1846. Pertencia a Vitória e hoje é um Distrito da Serra. Na época do Revolta possuía cerca de 5000 habitantes e estava situado à margem do Rio Santa Maria da Vitória, onde havia um porto chamado Porto do Una, (Negro), onde era embarcada, em grandes canoas que comportavam mais de cem sacas de café, a produção da região da Serra e onde eram desembarcados os produtos importados que atendiam às necessidades locais. O rio servia como via para o transporte em geral, inclusive para a integração de Vitória com a Serra e com o Norte do Espírito Santo. Na época, século XIX, a Freguesia do Queimado limitava-se com a Freguesia da Serra pelo rio Tangui e Porto do Una, seguindo a margem do brejo até a ponte do mesmo nome e, em linha reta, até a estrada de São João, na ladeira das pedras, compreendendo Itapocu e todo o Caioba.

    A pedra fundamental iniciando a construção da Igreja de São José foi colocada no dia 15 de Agosto de 1845 e somente em 19 de março de 1849 a Igreja foi parcialmente concluída, justamente no dia do início da Insurreição (ou Revolta) dos Negros Escravos do Distrito do Queimado, que desejavam a Alforria, a Liberdade. A obra levara cerca de três anos e meio para ser edificada, medindo, em seu corpo principal, 90 palmos de comprimento por 42 de largura, com 43 de altura. No dia da inauguração, a conclusão da obra dependia de algumas poucas providências que não impediam que fosse aberta aos ofícios religiosos. Na foto acima, um grupo de Turistas Poetas Trovadores visitando, no dia 05 de novembro de 2011, a Estátua de Chico Prego, na Praça Almirante Tamandaré, no Centro da Serra. A Estátua é uma obra do Artista Plástico Tute, (Jenézio Jacob Kuster).

    O Jornal "Correio da Vitória", de 21 de março de 1849, publica a seguinte notícia:

    "No dia 19 do corrente um grande grupo de escravos invadiu a Igreja da Povoação do Queimado na ocasião em que se celebrava o santo sacrifício da Missa, e em gritos proclamava a sua liberdade, e alforria, e seguindo para diversas Fazendas e aliciando os Escravos delas e, em outras, obrigando os seus donos a doarem a liberdade a seus Escravos, engrossou em número de 300."

    Com base na notícia do Jornal "Correio da Vitória" podemos afirmar com certeza de que a Revolta dos Negros Escravos do Queimado teve a participação de 300 Escravos. Ofício do Presidente da Província do Espírito Santo, Antônio Joaquim de Siqueira, com data de 20 de março de 1849, encaminhado à Corte no Rio de Janeiro, confirma tal informação:

    "Ontem pelas três horas da tarde, soube que um grupo armado de trinta e tantos Escravos perpetrara o crime de Insurreição no Distrito do Queimado, três léguas distantes desta Capital (Vitória), invadindo a Matriz na ocasião em que se celebrava a missa conventual, e levantando os gritos de "Viva a Liberdade" e "Queremos Alforria." Este grupo seguiu depois a direção do Engenho Fundão, de Paulo Coutinho Mascarenhas, e obrigou-o a entregar-lhe os seus Escravos e passar-lhes Carta de Liberdade, as armas e munições que possuía. O mesmo fizeram em outros Engenhos de maneira que conseguiu elevar o seu número a cerca de Trezentos. (...) Escusado é narrar a Vossa Excelência o susto e o terror de que se acham apoderados os habitantes desta Capital e lugares circunvizinhos."

    Relatos históricos dão conta de que ao Queimado, para participarem da Insurreição ocorreram Escravos da Serra, Itapóca, Viana, São Mateus e demais redondezas. A localidade de São Mateus citada nos documentos sobre a Revolta do Queimado, não é a atual cidade de São Mateus do Norte do Espírito Santo e sim, uma Vila localizada na época, perto de Nova Almeida, que possuía trezentas casas. Tal Vila é citada pelo ex Prefeito Naly da Encarnação Miranda, na página 42 do Livro, "Reminiscências da Serra, 1556 - 1983" e foi tema de uma Reportagem do Pesquisador Thiago Dal Col, na Revista NU/ZÊNITE, editada nos dias atuais na cidade da Serra, ES. São Mateus da Serra (ES) é uma localidade atualmente extinta.

    O historiador Wilson Lopes de Resende, em obra de 1949, com o título "A Insurreição de 1849 na Província do Espírito Santo", tece elogios ao Frei Gregório, relatando:

    "Os escravos, (...) aguardavam pacificamente outra oportunidade redentora (...) quando apareceu na Freguesia do Queimado um Sacerdote, desses heróicos missionários catequistas que sempre se bateram contra a escravidão e a quem tanto deve o Brasil Colonial. Chamava-se ele Frei Gregório José Maria de Bene. Embora italiano, amou essa terra, que escolhe para missionar e, vendo a vida que levavam os escravos, num flagrante antagonismo com o espírito de liberdade, que sacudia as revoluções liberais do Brasil até a velha Europa, pensou em minorar-lhes os sofrimento. Passou, desde então, a auxiliá-los espiritualmente, incutindo-lhes os ensinamentos da religião, fazendo-os bons e humildes para imitar a Cristo. (...) Animado com número tão elevado de fiéis, o Missionário resolveu erigir um Templo no meio de uma povoação de cinco mil almas. Os escravos não se cansavam de pedir em suas orações ao Todo Poderoso para que lhes enviasse suas bênçãos e lhes concedesse a graça de obter a alforria no dia em que a construção terminasse. Frei Gregório, certo da formação cristã dos Senhores vizinhos, chegou mesmo a admitir que os escravos pudessem conseguir o que tanto almejavam."

    Pelo texto de 1949, de Wilson Lopes de Resende, observa-se que ele se refere ao Padre Gregório como um desses "heróicos missionários catequistas que sempre se bateram contra a escravidão."

    UMA MULHER ESCRAVA NA INSURREIÇÃO
    O insucesso da Insurreição (Revolta) do Queimado é relatado em Ofício (Carta) do Chefe do Polícia, José Inácio Acioli de Vasconcelos ao Presidente da Provincia, datado de 20 de março de 1849:

    "Cumpre-me levar ao conhecimento de Vossa Excelência que cheguei hoje a esta Freguesia do Queimado às 4 horas da manhã e constando-me, poucos momentos depois, que um grupo de escravos armados, em número de cinquenta mais ou menos, estava reunido nas imediações dela, e que se dirigia para aqui com o plano de proclamarem a sua liberdade, e de assassinarem todos aqueles que porventura a isso se opusessem, dei imediatamente ordem ao Alferes, comandante do Destacamento, que marchasse sobre eles com as praças à sua disposição e com mais alguns cidadãos que pude reunir, conservando-me aqui com algumas pessoas deste Distrito. E, sendo os ditos Escravos encontrados na ladeira que desce para Aroaba, em direção para esta Freguesia, foram aí completamente batidos pelo referido Destacamento, e gente a ele reunido, em um ataque que durou seguramente meia hora, sendo em resultado mortos oito, presos seis e uma Escrava, mulher de um deles(...)"

    O Ofício revela a presença de uma Escrava participando da Insurreição, da Revolta do Queimado. Guerreira. Mulher de um dos Escravos. O Escritor Luiz Guilherme Santos Neves na sua obra Literária "O Templo e a Forca", que funde ficção com o fato histórico da Revolta do Queimado, cria a figura da Escrava Bastiana. Ela seria a tal negra anônima citada no ofício do Chefe de Polícia e que participa da luta entre os Negros revoltosos e a Milícia (Polícia) e seria a mulher de Chico Prego. Um romance amoroso de um herói da Serra.

    Já o Escritor João Felício dos Santos, autor do Romance "Chica da Silva", sucesso no Cinema sob a direção de Cacá Diegues, cria a figura de Benedita Torreão, trabalhando de forma literária dentro de uma ficção histórica, explorando a presença da mulher, afro-brasileira presa pelo Chefe do Polícia, José Inácio Acioli de Vasconcelos, no dia 20 de março de 1849. Trata-se do Romance, "Benedita Torreão da Sangria Desatada", publicado no Rio de Janeiro em 1983, que conta a saga de uma Escrava que realiza abortos na intenção de livrar os Negros do Cativeiro ainda antes de nascerem.

    Usando de uma licença poética e romanceando a Insurreição, com a força da ficção, técnica de imaginação inerente aos Escritores, podemos dizer que Sebastiana Benedita Torreão era a Escrava anônima citada por José Inácio Acioli de Vasconcelos. A mulher Guerreira Bastiana, companheira do Guerreiro Chico Prego.

    RESUMO E COMENTÁRIOS SOBRE A INSURREIÇÃO
    O povoado de Queimado estava situado às margens do rio Santa Maria, por onde trafegavam canoas carregadas de café, farinha de mandioca, cana-de-açúcar, milho, feijão, coisas que os do lugar plantavam pelo método costumeiro: Derrubar, queimar, roçar. Na década de 1840, quando chegou a reunir cerca de 5 mil moradores, parecia que o destino reservava certa importância ao povoado, não obstante a pobreza do lugar. Mas um lento e irremediável processo de decadência econômica e despovoamento, iniciado já na segunda metade do século XIX, frustrou esta possibilidade. Hoje, no local onde se localizava a vila, os únicos testemunhos visíveis do engenho humano são as ruínas da Igreja de São José.

    As Insurreições ou revoltas de escravos eram comuns nas Vilas e Aldeias do Espírito Santo e do Brasil. A Insurreição do Queimado foi uma revolta que durou até a prisão de Elisiário, um dos líderes do Movimento, cinco dias depois do início da Insurreição. A revolta começou dia 19 de março de 1849. Chico Prego morreu enforcado na Serra Sede. João da Viúva Monteiro, morreu enforcado no Distrito de Queimado. Elisiário fugiu da cadeia, graças a um milagre e formou um quilombo na região depois do Morro do Mestre Álvaro e do Monte do Mochuara, em Cariacica.

    Recentemente num discurso proferido na Assembléia Legislativa Estadual, no dia 30 de Março de 2006, durante as comemorações dos 157 anos de Aniversário da Insurreição do Queimado, uma professora da UFES - Universidade Federal do Espírito Santo, da tribuna da Assembléia defendeu a tese de que não se deve denominar a Revolta do Queimado como Insurreição. Informou que o termo Insurreição foi usado pelos Senhores para menosprezar o ato de bravura e combativo dos negros. Também defendeu a tese de que não se deve creditar ao frei Gregório Maria de Bene, a idéia inicial da luta pela liberdade, que segundo a mesma, surgiu através dos próprios negros, através da figura de Eliziário.

    Com relação a tais colocações, o historiador e membro do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, Clério José Borges, nada tem contra. Segundo Clério Borges, "Eliziário teve grande importância no Movimento. Era escravo de uma família que lhe ensinou o básico para sua formação. Era negro caseiro e não trabalhava no campo, assimilando e aprendendo com o seu Senhor. É certo que o frei Gregório não gostava da escravidão. Era de origem européia e os Europeus não gostavam da Escravidão. Frei Gregório era Italiano. Deve-se sim, creditar a frei Gregório, deixando de lado as paixões, o fato de ter iniciado, com Eliziário, Chico Prego e João Monteiro, (João da Viúva Monteiro) as primeiras conversas sobre a Liberdade dos Escravos. Mas, o movimento pregado por frei Gregório seria por vias pacíficas. Ele iria até a Imperatriz defender a liberdade dos negros escravos. São fatos históricos. Estão registrados na obra de Afonso Cláudio que fez um livro minucioso sobre o assunto e no Livro "A Insurreição de 1849 na Província do Espírito Santo", tese aprovada no IV Congresso de História Nacional e publicado em Cachoeiro de Itapemirim em 1949, cem anos depois, e de autoria de Wilson Lopes de Resende, do Colégio Estadual Muniz Freire"

    Clério José Borges destaca ainda o fato de que, "Os negros invadiram a Igreja gritando: Queremos alforria, queremos liberdade. Os negros estavam armados no momento da invasão da Igreja. Frei Gregório defendia um movimento pela liberdade, mas sem armas. Queria liderar, junto com os negros, um movimento pacífico. A impaciência, gerada talvez pela opressão e castigos que recebiam, levou os negros a uma atitude extrema de se armarem. De armas em punho, já não mais estavam reivindicando por vias pacíficas. Estavam indo contra as Leis vigentes. Cerca de 30 anos depois ocorreria a "Abolição da Escravatura". Com a abolição os negros foram libertados por vias pacíficas. Não foram libertados através de Insurreições ou Revoltas. Foram libertados dentro da Lei. A "Revolta do Queimado" foi uma marco da negritude em busca da liberade, fato que ninguém pode negar, todavia foi feita ao arrepio da lei, ou seja, contra as leis vigentes no Brasil da época, pois foi feita com armas. Sem contar, o prejuízo humano das vidas que foram sacrificadas."

    ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA
    No Brasil, a escravidão teve início com a produção de açúcar na primeira metade do século XVI. Os portugueses traziam os negros africanos de suas colônias na África para utilizar como mão-de-obra escrava nos engenhos de açúcar do Nordeste. Os comerciantes de escravos portugueses vendiam os africanos como se fossem mercadorias aqui no Brasil. Os mais saudáveis chegavam a valer o dobro daqueles mais fracos ou velhos.
    O transporte era feito da África para o Brasil nos porões do navios negreiros. Amontoados, em condições desumanas, muitos morriam antes de chegar ao Brasil, sendo que os corpos eram lançados ao mar.
    Nas fazendas de açúcar ou nas minas de ouro (a partir do século XVIII), os escravos eram tratados da pior forma possível. Trabalhavam muito (de sol a sol), recebendo apenas trapos de roupa e uma alimentação de péssima qualidade. Passavam as noites nas senzalas (galpões escuros, úmidos e com pouca higiene) acorrentados para evitar fugas. Eram constantemente castigados fisicamente, sendo que o açoite era a punição mais comum no Brasil Colônia.
    Eram proibidos de praticar sua religião de origem africana ou de realizar suas festas e rituais africanos. Tinham que seguir a religião católica, imposta pelos senhores de engenho, adotar a língua portuguesa na comunicação. Mesmo com todas as imposições e restrições, não deixaram a cultura africana se apagar. Escondidos, realizavam seus rituais, praticavam suas festas, mantiveram suas representações artísticas e até desenvolveram uma forma de luta: a capoeira.
    As mulheres negras também sofreram muito com a escravidão, embora os senhores de engenho utilizassem esta mão-de-obra, principalmente, para trabalhos domésticos. Cozinheiras, arrumadeiras e até mesmo amas de leite foram comuns naqueles tempos da colônia.
    No Século do Ouro (XVIII) alguns escravos conseguiam comprar sua liberdade após adquirirem a carta de alforria. Juntando alguns "trocados" durante toda a vida, conseguiam tornar-se livres. Porém, as poucas oportunidades e o preconceito da sociedades acabavam fechando as portas para estas pessoas.
    O negro também reagiu à escravidão, buscando uma vida digna. Foram comuns as revoltas nas fazendas em que grupos de escravos fugiam, formando nas florestas os famosos quilombos. Estes, eram comunidades bem organizadas, onde os integrantes viviam em liberdade, através de uma organização comunitária aos moldes do que existia na África. Nos quilombos, podiam praticar sua cultura, falar sua língua e exercer seus rituais religiosos. O mais famoso foi o Quilombo de Palmares, comandado por Zumbi.
    A partir da metade do século XIX a escravidão no Brasil passou a ser contestada pela Inglaterra. Interessada em ampliar seu mercado consumidor no Brasil e no mundo, o Parlamento Inglês aprovou a Lei Bill Aberdeen (1845), que proibia o tráfico de escravos, dando o poder aos ingleses de abordarem e aprisionarem navios de países que faziam esta prática.
    Em 1850, o Brasil cedeu às pressões inglesas e aprovou a Lei Eusébio de Queiróz que acabou com o tráfico negreiro. Em 28 de setembro de 1871 era aprovada a Lei do Ventre Livre que dava liberdade aos filhos de escravos nascidos a partir daquela data. E no ano de 1885 era promulgada a Lei dos Sexagenários que garantia liberdade aos escravos com mais de 60 anos de idade.
    Somente no final do século XIX é que a escravidão foi mundialmente proibida. Aqui no Brasil, sua abolição se deu em 13 de maio de 1888 com a promulgação da Lei Áurea, feita pela Princesa Isabel.

    Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Gonzaga de Bragança, a Princesa Isabel, nasceu no palácio de São Cristóvão, na cidade do Rio de Janeiro no ano de 1846. Tornou-se a herdeira do trono brasileiro, após a morte prematura do irmão mais velho.
    Filha de D.Pedro II, passou para a história do Brasil como a responsável pela assinatura da Lei Áurea, que aboliu a escravidão no Brasil, em 13 de maio de 1888.
    Princesa Isabel era casada com um nobre francês, o Conde D’eu. Ela assumiu a regência do trono do Brasil em três situações em que o imperador estava viajando. Foi responsável também pela assinatura da Lei do Ventre Livre (1871), que estabeleceu liberdade aos filhos dos escravos a partir daquela data.
    Com o enfraquecimento da monarquia e o estado de saúde complicado do imperador, começou a receber muitas críticas e ataques de oposicionistas republicanos, que temiam a instauração de um terceiro reinado. Por ser francês, o marido da princesa também foi muito atacado neste momento.
    Após a queda da monarquia e a Proclamação da República (15 de novembro de 1889), foi morar, com a família real, na Europa. Morreu na França no ano de 1921.

    COMEMORAÇÕES EM HOMENAGEM AOS NEGROS ESCRAVOS DO QUEIMADO

    2006 - SESSÃO SOLENE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA ESTADUAL - A Assembléia Legislativa comemorou no dia 30 de Março de 2006, os 157 anos de Aniversário da Insurreição do Queimado, homenageando pessoas que lutam contra a discriminação racial realizando uma Sessão solene presidida pelo Deputado Estadual Gilson Gomes. Foram agraciados com a Medalha Chico Prego as seguintes pessoas: Anderson Pinto Santos; Milton de Almeida e Silva; Jenésio Jacob Kuster, o Tute; Clério José Borges e Maria José da Penha Pimentel. Também foram agraciados com Diplomas, Leta Jajumô; Luciana da Silva Barcellos; Marcos Marcolino; Teodorico Boa Morte e o poeta Trovador, Escritor Clério José Borges, dentre outros.
    Na mesa que presidiu os trabalhos da Sessão Solene, o Deputado proponente da Sessão, Gilson Gomes; O Deputado Cabo Elson; O Presidente do Museu Capixaba do Negro, Washigton dos Anjos; O Presidente do Conselho Municipal de Cultura da Serra, Aurélio Carlos; A Vereadora e Presidente da Academia de Letras e Artes da Serra, ALEAS, Sandra Gomes, o Ex- Desembargador Antônio José Miguel Feu Rosa e o Presidente do Clube dos Poetas Trovadores Capixabas e Autor do Livro História da Serra, que apresenta um Capítulo especial sobre a Revolta do Queimado, Clério José Borges de Sant Anna.

    2007 - CÂMARA MUNICIPAL DA SERRA - Sessão Solene homenageia Revolta do Queimado - DIA 19 DE MARÇO DE 2007 - O plenário da Câmara Municipal da Serra foi palco da homenagem aos 158 anos da Revolta do Queimado, na última segunda-feira, 19 de março. Na ocasião os vereadores entregaram a Comenda do Mérito da Revolta do Queimado a vários homenageados, destacando-se Clério José Borges, autor do Livro HISTÓRIA DA SERRA, homenageado pelo Vereador João de Deus Corrêa, o Tio João. Os Vereadores outorgaram ainda homenagens especiais a Genésio Jacob Kuster, o TUTE, (autor do “Monumento Chico Prego”); Mario Ferreira Mendes (Personalidade Cultural) e a Ramiro Machado (Associação das Bandas de Congo da Serra), dentre outras Personalidades.

    FIM DO RESUMO.


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    FUNDADORES DA SERRA : PADRE BRAZ LOURENÇO E MARACAJAGUAÇU

    BIOGRAFIA E DADOS HISTÓRICOS

    OBSERVAÇÃO: É ERRADO ESCREVER MARACAIA - GUAÇU OU MARACAIAGUAÇU E LOURENÇO BRAZ

    Através de documentos históricos e baseado em uma fonte primária, ("História da Companhia de Jesus no Brasil", de Serafim Leite), o certo é usar MARACAJAGUAÇU e BRAZ LOURENÇO.

    Na ortografia antiga, usada antes da Reforma Ortográfica, quando a grafia era essencialmente etimológica e bem antes da publicação das bases da Ortografia Portuguesa, de Gonçalves Viana, colocava-se a letra "i" em MARACAJAGUAÇU e ficava MARACAIAGUAÇU.

    Na Ortografia atual coloca-se a letra JOTA no lugar da letra I, ficando MARACAJAGUAÇU.
    (MARACAJÁ= GATO BRAVO + AÇU= GRANDE)

    Já o nome do Padre fundador da Serra é BRAZ LOURENÇO, que foi Administrador, Missionário e Provincial, ou seja, Chefe dos Jesuítas no Espírito Santo, de 1553 a 1564, sendo que o Escritor e padre Serafim Leite, no livro "História da Companhia de Jesus no Brasil" destaca: “As Aldeias da Capitania do Espírito Santo foram em sua maioria fundadas e organizadas pelo padre Braz Lourenço”.

    BRAZ LOURENÇO, FUNDADOR DA SERRA

    Texto do Livro "HISTÓRIA DA SERRA", de Clério José Borges
    Permitida a reprodução do conteúdo.
    Agradecemos a citação da fonte

    Braz Lourenço, SJ (Nasceu em Melo, 1525 - Faleceu em Anchieta, 15 de julho de 1605). Foi o sacerdote jesuíta que fundou o município de Serra, no Estado do Espírito Santo, Brasil, junto com o Chefe Indígena Maracajaguaçu. Rezou a primeira missa na Aldeia de Maracajaguaçu. Nasceu no ano de 1525, em Melo, diocese de Coimbra, cidade de Portugal. Ingressou na Companhia de Jesus, (Ordem dos Jesuítas) com 24 anos de idade, em 9 de maio de 1549. Veio para o Brasil, em 1553, na expedição missionária dos Jesuítas que era dirigida pelo padre Luiz Da Grã e pelo padre Ambrósio Pires e que fazia parte da Armada (Navios de Guerra) do 2º Governador Geral do Brasil, Dom Duarte da Costa, junto estava José de Anchieta, que mais tarde, seria denominado o Apóstolo do Brasil. Na ocasião, Anchieta ainda não era padre e sim, apenas um noviço, um aprendiz. Anchieta ordenou-se padre em 1565.

    Braz Lourenço foi confessor do Governador Geral, Duarte da Costa e do filho do Governador, Álvaro da Costa, que  era Comandante e Mestre de navio, o MESTRE ÁLVARO, do Morro da Serra.

    Da Bahia, Braz Lourenço vem para o Espírito Santo em dezembro de 1553, na “oitava do Natal”, para assumir o cargo de Provincial da Capitania, em substituição ao padre Afonso Braz que aqui estava desde 1551. Provincial significa Superior (Chefe) das casas religiosas e dos Padres. Segundo o historiador Serafim Leite, na Capitania do Espírito Santo, Braz Lourenço se tornou: “O mais notável no campo da sua atividade, na renovação dos costumes dos moradores e na catequese dos Índios”.

    Braz Lourenço foi Provincial no Espírito Santo, POR DUAS VEZES, de 1553 a 1564 e em 1582, administrando os Jesuítas, bem como criando e fundando núcleos de catequese em várias Aldeias Indígenas. dE 1553 A 1564, continuou a obra de construção do Colégio dos Jesuítas em Vitória. O Colégio havia sido iniciado pelo seu antecessor Afonso Braz. Foi também o construtor da primeira residência dos Jesuítas na vila de Vitória, pois o padre Afonso Braz deixara apenas “um pequeno seminário coberto de palhas”.

    Em 1564, Braz Lourenço foi substituído pelo padre Manoel de Paiva e segue para Porto Seguro onde é nomeado superior do Colégio dos Jesuítas. Em 1572, o padre Inácio de Tolosa leva Braz Lourenço para o Rio de Janeiro, onde o fundador da Serra, é nomeado vice-reitor do Colégio dos Jesuítas. José de Anchieta, que, em 1565, ordenara-se padre na Bahia, tinha sido nomeado Reitor, mas como Anchieta encontrava-se em missão evangelizadora na região de São Paulo, acabou não assumindo a Reitoria do Colégio do Rio de Janeiro.

    Braz Lourenço, que estava como vice-reitor, acaba assumindo a Reitoria, permanecendo no cargo de 1573 a 1576. Em 1582, Braz Lourenço retorna ao Espírito Santo como superior da Ordem e Reitor do Colégio dos Jesuítas de Vitória. Assume os cargos pela segunda vez. Após várias atividades destacadas no processo de evangelização, já idoso, acaba indo se recolher na residência dos Jesuítas em Reritiba, atual cidade de Anchieta, onde falece a 15 de julho de 1605. Tendo nascido em 1525, ao morrer a 15 de julho de 1605, Braz Lourenço tinha 80 anos e não 86, como erradamente citam algumas publicações.

    A Prefeitura da Serra divulga erradamente, em publicações oficiais e pela Rede Mundial de Computadores, a INTERNET, o seguinte texto, baseado em informações EQUIVOCADAS E ERRADAS do Memorialista, Escritor gente boa e amiga, Naly da Encarnação Miranda que por ouvir dizer e sem base documental relata no seu livro "Reminiscências da Serra 1556 - 1983", na página 15: “Quanto ao dia e mês da chegada do padre Braz Lourenço na Serra, não se sabe com exatidão. (sic)  Porém, como era costume dar nomes a lugares ou acidentes geográficos com o nome do santo do dia, supõe-se que tal data tenha se dado em 08 de dezembro de 1556, dia consagrado à Santa Nossa Senhora da Conceição. O padre Brás (O TEXTO ESTÁ ESCRITO ERRADO. BRAS com S. O Certo é BRAZ com a letra Z), Lourenço, contando com a colaboração do cacique Maracaiaguaçu (Gato Grande), conseguiu assim fundar a Aldeia de Nossa Senhora da Conceição da Serra, em 1556, no sopé do monte Mestre Álvaro”.

    No texto historicamente constata-se alguns erros:

    1 - Sabe-se SIM com exatidão o dia e chegada de Braz Lourenço no Espírito Santo, que ocorreu na oitava do Natal de 1553. OS PADRES JESUÍTAS ERAM DEVOTOS E DIVULGADORES DA IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA. Assim sabe-se com exatidão que a data foi mesmo 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição de Maria, mãe de Jesus.
    No texto da Prefeitura, o nome do Padre está Certo, BRAZ LOURENÇO, QUE FOI PROVINCIAL (REITOR - CHEFE) DE 1553 A 1564. No texto de Naly está ERRADAMENTE, LOURENÇO BRAZ.
    SOPÉ ou VÁRZEA é tudo a mesma coisa, a Aldeia Indígena foi fundada nas proximidades do Morro do Mestre Álvaro, inicialmente entre a Montanha e o Rio Santa Maria da Vitória. Em 1564, depois de uma epidemia de Varíola, mudou-se para o outro lado da montanha, na atual localização da sede do Município.

    2 - Os Jesuítas eram grandes divulgadores da Imaculada Conceição de Maria sendo a data de 8 de Dezembro escolhida para a homenagem a mãe de Jesus de Nazaré, o Cristo, palavra que em Grego significa Messias.

    3 - Depois da Reforma Ortográfica, a grafia da palavra é Maracajaguaçu. A palavra com a letra I no lugar da letra J é do tempo em que no Brasil se escrevia Farmácia com PH no lugar da letra F.

    4 - A grafia certa é BRAZ Lourenço, com a Letra Z em BRAZ.

    Braz Lourenço não residiu na Aldeia de Nossa Senhora da Conceição da Serra e sim em Vitória onde era o Provincial, ou seja, Superior dos Jesuítas, exercendo as funções de comandante religioso da Capitania do Espírito Santo. Tinha várias atribuições por ser o Superior dos Jesuítas. Uma de suas atribuições mais destacadas era a manutenção e ampliação da Igreja São Tiago e a construção da residência dos Jesuítas, em Vitória. Tais atividades o impediam de fixar residência numa única aldeia. Segundo a historiadora Maria Stella de Novaes, Braz Lourenço, o fundador da Serra, foi: “Um verdadeiro Apóstolo, no Espírito Santo (...) e construtor da primeira Igreja dos Jesuítas, na Vila de Vitória”.

    BRAZ LOURENÇO OU LOURENÇO BRAZ?


    O padre Jesuíta Braz Lourenço, fundador das Aldeias de Conceição da Serra, de Reis Magos de Nova Almeida e de São João de Carapina foi missionário e administrador. Nos livros, em muitas ocasiões, consta: Lourenço vírgula Braz. Tal registro tem gerado confusão em historiadores como Naly da Encarnação Miranda e Galbo Benedicto da Silva (Nascimento), que alegam erradamente que o nome do padre fundador da Serra, de Nova Almeida e de Carapina é Lourenço Braz e não Braz Lourenço. Naly que foi Prefeito da Serra por duas vezes, chegou a criar uma Fundação Educacional Lourenço Braz, fundada em 10 de junho de 1961. Nos noventa nomes dos primeiros padres Jesuítas relacionados por Serafim Leite não há registro de nenhum padre Lourenço Braz que tenha residido ou visitado o Espírito Santo no período colonial. Segundo Serafim Leite, a maioria das Aldeias da Capitania foi organizada pelo padre Braz Lourenço e não Lourenço Braz.

    O saudoso escritor e ex-prefeito Naly da Encarnação Miranda publicou dois livros abordando fatos históricos da Serra, onde cita como Fundador, o Padre Jesuíta Lourenço Braz e não Braz Lourenço, baseado em informações erradas de Francisco Eugênio de Assis, na obra “Dicionário Histórico e Geográfico do Espírito Santo”, publicada em Vitória em 1941. Assis relata erradamente em sua obra: “A Fundação da Serra deve-se ao Jesuíta Lourenço Braz em companhia de outros em 1556...”  Com base na fonte primária, “História da Companhia de Jesus no Brasil”,  de Serafim Leite, obra em Dez Volumes, editada em 1938 e depois reeditada em 1950, em Lisboa e no Rio de Janeiro, pode-se dizer com certeza de que o Fundador da Serra é BRAZ LOURENÇO.

    Naly Encarnação Miranda no Livro "Comentários Históricos da Serra", obra publicada em 1990, baseada em "comentários de ouvir dizer, sem qualquer análise em documentos históricos", escreve na página 11 o seguinte, sendo o comentário entre parentesis de minha autoria:

    " Uma advertência: para quem confunde LOURENÇO BRÁS com Brás Lourenço, creio que basta ler o Livro do saudoso escritor Capixaba ELMO ELTON, (NÃO CONFIÁVEL, GENTE MUITO BOA E AMIGA MAS COMETEU EQUÍVOCOS), intitulado "VELHOS TEMPLOS DE VITÓRIA E OUTROS TEMAS CAPIXABAS", no qual consta que LOURENÇO BRÁS esteve em Vitória no ano de 1554, (BRAZ LOURENÇO CHEGOU EM 1553), na Igreja de São Tiago onde, em carta, informou a seus superiores que: "a Igreja de São Tiago já está bem maior" dizendo mais: "será tan grande como ia del nuestro colégio de Coimbra o mas, y enchese toda". Enquanto que, segundo o mesmo Livro e autor, Brás Lourenço chegou em Vitória no ano de 1562 e permaneceu até 1564, (MENTIRA, BRAZ COM A LETRA Z FOI PROVINCIAL DE 1553 A 1564), deixando também, sobre a Igreja de São Tiago, as seguintes informações: "a igreja é pobre a qual nem ornamentos, nem retábulos, nem galetas tem". Conclui então NALY, Essas Notas afastam qualquer incerteza, ou dúvida, de que LOURENÇO BRÁS é um e Brás Lourenço é outro que nada tem a ver com a Serra e sim com a fundação de Nova Almeida, o que fez ao sair de Vitória." (MENTIRA. SÓ HOUVE UM PADRE CHAMADO BRAZ LOURENÇO. BASTA OLHAR A FOTO ACIMA ONDE NA PÁGINA 226, SERAFIM LEITE, COLOCA EM 1554, BRAZ LOURENÇO...). Braz Lourenço foi Provincial no Espírito Santo de 1553 a 1564. A foto da página do Livro de Serafim Leite mostra que o Padre citado é BRAZ LOURENÇO e BRAZ COM A LETRA Z.

    Naly da Encarnação Miranda está equivocado. Não é verdade que tenham existido dois padres Jesuítas: Um de nome Lourenço Braz e outro de nome Braz Lourenço:



    1 - Na relação dos Padre Jesuítas do início da Colonização do Brasil, apresentada por Serafim Leite em sua obra literária, “História da Companhia de Jesus no Brasil”, não consta dois padres e os dois nomes, apenas BRAZ LOURENÇO. Braz Lourenço foi Provincial no Espírito Santo de 1553 a 1564.

    2 - O Escritor ELMO ELTON também se equivocou. Nos dois casos o Padre é o mesmo, BRAZ LOURENÇO

    A questão é que o Pesquisador não pode confiar apenas em uma FONTE de pesquisa. Naly se refere apenas a Elmo Elton e não pesquisa outros autores. É PRECISO DESCOBRIR OUTRAS FONTES. IR EM BUSCA DA FONTE PRIMÁRIA, OU SEJA, A FONTE INICIAL ONDE OUTROS ESCRITORES SE BASEARAM. E, A FONTE PRIMÁRIA NO CASO É O LIVRO, "A HISTÓRIA DA COMPANHIA DE JESUS NO BRASIL", DO PADRE ESCRITOR SERAFIM LEITE. LÁ ENCONTRAMOS A BIOGRAFIA DE BRAZ LOURENÇO, QUE DIZ O SEGUINTE: Braz Lourenço foi Provincial no Espírito Santo, POR DUAS VEZES, de 1553 a 1564 e depois, em 1582, Braz Lourenço retorna ao Espírito Santo como superior da Ordem e Reitor do Colégio dos Jesuítas de Vitória. Assume os cargos pela segunda vez. Após várias atividades destacadas no processo de evangelização, já idoso, acaba indo se recolher na residência dos Jesuítas em Reritiba, atual cidade de Anchieta, onde falece a 15 de julho de 1605. NO TEXTO EM QUE NALY CITA ELMO ELTON, SE REFERE A UM PADRE EM 1554 E OUTRO EM 1562, sendo que BRAZ LOURENÇO foi Provincial no Espírito Santo, pela primeira vez, de 1553 a 1564, QUANDO VAI PARA A BAHIA E RETORNA EM 1582. ASSIM BRAZ LOURENÇO ESTAVA NO ESPÍRITO SANTO DE 1553 A 1564 E ERA ELE O PADRE CITADO EM 1554 E 1562. Foi Padre Braz Lourenço quem fundou as duas Aldeias Indígenas, a Aldeia de Conceição da Serra e a Aldeia de Reis Magos em Nova Almeida.

    ORIGEM DA CONFUSÃO

    A confusão começou em 1941, quando o escritor, Francisco Eugênio de Assis no “Dicionário Geográfico e Histórico do Estado do Espírito Santo”, na página 259, diz que a Serra foi fundada pelo Jesuíta Lourenço Braz, em companhia de outros em 1556. O ex Prefeito Naly da Encarnação Miranda, com base em Francisco Eugênio de Assis, chegou a criar uma Fundação de amparo à Criança, com o nome  Lourenço Braz, divulgando o nome errado do Fundador da Serra. O texto de Francisco Eugênio Assis é de 1941.

    Os historiadores que registram o nome Braz Lourenço e não Lourenço Braz, antes de 1941 são: Misael Ferreira Pena, em 1878; Basílio Carvalho Daemon, em 1897; Serafim Leite, em 1938. No Web Site da Prefeitura Municipal da Serra, na Rede Internacional de Computadores chegou a constar erradamente que “não há registros da permanência de Braz Lourenço no Espírito Santo.”  Registros do tempo e permanência de Braz Lourenço no Espírito Santo. existem Sim pois foi o Segundo Provincial da Capitania. Quanto a Lourenço Braz, não consta nenhum registro histórico já que o mesmo não existiu. Braz Lourenço já estava no Espírito Santo desde dezembro de 1553. Serafim Leite em sua obra já citada sobre a História da Companhia de Jesus destaca: “As Aldeias da Capitania do Espírito Santo foram em sua maioria fundadas e organizadas pelo Padre Braz Lourenço”.

    A confusão começou em As datas de nascimento e falecimento de Braz Lourenço, constam de documentos e cartas vistas e analisadas pelo historiador e padre Jesuíta, Serafim Leite. Braz Lourenço faleceu com 80 anos de idade, com 52 anos de Brasil e 56 anos de Companhia de Jesus. Segundo os padres da Igreja Matriz da Cidade de Anchieta, alguns Jesuítas foram realmente sepultados numa área de terra próxima a Igreja. Informam contudo que a citada área de terra hoje é um pátio cimentado e não existem mais os registros oficiais, para a identificação certa e real dos túmulos. Os registros históricos contudo confirmam estar o padre Braz Lourenço, fundador da Serra, sepultado em Reritiba, atual Anchieta. Em 1597, a Igreja de Reritiba ainda não estava com a sua construção concluída. Tanto é que Anchieta, tendo morrido nesse ano, teve seu corpo transferido para Vitória, para ser enterrado na Igreja de São Tiago. Os ossos do Santo Jesuíta permaneceram na Igreja de São Tiago até 1609, quando foram levados para a Bahia, às escondidas da população de Vitória, ficando com alguns Jesuítas da Vila, alguns ossos, entre os quais a tíbia direita. Em 1604, a Igreja de Reritiba já estava definitivamente construída, pois nela foi enterrado o padre Diogo Fernandes. Braz Lourenço, falecido em 1605, depois do falecimento de Anchieta e Diogo Fernandes, também ali foi enterrado. A influência dos Jesuítas no povoamento das regiões do Espírito Santo foram extintas com a expulsão dos padres do Brasil, decretada oficialmente pela influência do Marquês de Pombal, ( Sebastião José de Carvalho e Mello ) pela Lei de 3 de setembro de 1759. Em 22 de janeiro de 1760, segundo Serafim Leite um total de 17 padres, ( segundo o escritor Elmo Elton o número de padres seriam 16 ), que atuavam no Espírito Santo tiveram que sair, embarcando no Navio Libúrnia, que foi para o Rio de Janeiro e de lá para o exílio. Os Jesuítas foram expulsos de Portugal e Colônias. Todos os seus bens foram confiscados. Um dos padres expulsos do Espírito Santo em 1760 foi o padre escritor Manuel da Fonseca. No livro do saudoso escritor capixaba Elmo Elton, intitulado “Velhos Templos de Vitória & Outros Temas Capixabas”, consta ERRADAMENTE o seguinte, nas páginas 10 e 11, no capítulo referente a Igreja de São Tiago: “Afonso Brás encantara-se com o Espírito Santo ( ... ) mas o Jesuíta se demorou pouco na Capitania, isto é, apenas dois anos, visto que, em dezembro de 1553, era substituído pelo padre Lourenço Brás (TAL INFORMAÇÃO NÃO É VERDADEIRA. ELMO ELTON ESTÁ EQUIVOCADO E NALY MIRANDA EMBARCOU NO ERRO DE ELMO ELTON, BASTA CONSULTAR O LIVRO DE SERAFIM LEITE, PÁGINA PUBLICADA NESTE TRABALHO ONDE CONSTA BRAZ LOURENÇO... ) Lourenço Brás, (O CERTO É BRAZ LOURENÇO) em carta de 1554, informava que a Igreja de São Tiago já estava bem maior, acrescentando que a mesma será tan grande como la del nuestro Colégio de Coimbra o mas, y enchesse toda. Em princípio de 1559 ocorreu um incêndio na Casa dos Meninos de Jesus, possivelmente atingindo parte da Igreja, que lhe ficava anexa, registrando Brás Lourenço, em 1562, que a Igreja é pobre a qual nem ornamentos, nem retábulos, nem galetas tem, como dije mal providas de vinho e farinha para as missas. Dito padre se demorou em Vitória até 1564, sendo que o templo, reconstruído e ampliado, tinha, em 1573, mais cem palmos de comprido, fora a capela, e quarenta e cinco de largo, passando a ser de pedra e cal."



    MARACAJAGUAÇU, Chefe dos Temiminós, fundador da Serra, ES

    Maracajaguaçu, Gato Bravo Grande foi um dos Fundadores, junto com o Padre Jesuíta, BRAZ LOURENÇO, da Aldeia de Nossa Senhora da Conceição que deu origem a atual cidade da Serra, no Estado do Espírito Santo, Brasil. Foi o Principal, isto é, o Cacique Chefe dos Índios Temiminós que, com o padre Braz Lourenço, construiu a Aldeia e a Igreja que daria origem depois o povoado de Conceição da Serra, hoje Serra.

    Maracajaguaçu (Maracajá= Gato Bravo + Açu= Grande) era Temiminó, do Grupo Tupi. O grupo de Índios Tupis, pela posição que ocupava no litoral, foi o que manteve maior contato com os Portugueses. Foi o que deu maior contribuição na formação da Cultura Brasileira e o que, pela miscigenação, mais se integrou à população.

    Nasceu no Rio de Janeiro, em 1501, na Ilha de Paranapuã, (palavra em Tupi que significa "Seio do mar"), também chamada pelos Indígenas de Ilha de Paranapecu e pelos Franceses e Portugueses de Ilha do Gato, sendo atualmente conhecida como Ilha do Governador, na baía de Guanabara. Com vinte anos de idade já era um dos principais líderes de sua Tribo, graças a atos de bravura. Mudou-se para o Espírito Santo em 1555, quando já tinha 54 anos de idade. Pesquisadores informam que Maracajá era um felino que habitava as matas virgens e de tamanho que chega quase ao triplo do gato doméstico.

    OBSERVAÇÃO: É ERRADO ESCREVER MARACAIA - GUAÇU OU MARACAIAGUAÇU E LOURENÇO BRAZ

    Através de documentos históricos e baseado em uma fonte primária, ("História da Companhia de Jesus no Brasil", de Serafim Leite), o certo é usar MARACAJAGUAÇU e BRAZ LOURENÇO.

    Na ortografia antiga, usada antes da Reforma Ortográfica, quando a grafia era essencialmente etimológica e bem antes da publicação das bases da Ortografia Portuguesa, de Gonçalves Viana, colocava-se a letra "i" em MARACAJAGUAÇU e ficava MARACAIAGUAÇU.

    Na Ortografia atual coloca-se a letra JOTA no lugar da letra I, ficando MARACAJAGUAÇU.
    (MARACAJÁ= GATO BRAVO + AÇU= GRANDE)

    Já o nome do Padre fundador da Serra é BRAZ LOURENÇO, que foi Administrador, Missionário e Provincial, ou seja, Chefe dos Jesuítas no Espírito Santo, de 1553 a 1564, sendo que o Escritor e padre Serafim Leite, no livro "História da Companhia de Jesus no Brasil" destaca: “As Aldeias da Capitania do Espírito Santo foram em sua maioria fundadas e organizadas pelo padre Braz Lourenço”.

    ARARIBÓIA, Chefe dos Temiminós, filho de Maracajaguaçu
    e fundador de Carapina na Serra ES e Niterói no Rio de Janeiro

    Maracajaguaçu, o Índio Gato Bravo Grande, que morava na Ilha de Paranapuã, atual Ilha do Governador, no Rio de Janeiro tinha dois filhos: Mamenoaçu e Araribóia. O segundo filho de Gato Grande é Araribóia. O nome indígena Araribóia significa Cobra Feroz ou Cobra das Tempestades. “Araib”, em Tupi, significa “Tempo Mau, Tempestade, Tormenta” e “Bói” significa “Cobra”. Nasceu em 1524, na Ilha de Paranapuã, também chamada de Paranapecu, atual Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Não é verdade que Araribóia tenha nascido no Espírito Santo. Esteve no Espírito Santo, acompanhando seus pais e sua gente, de 1554 a 1564. Aqui residiu na região de Santa Cruz e depois na Serra. Posteriormente em 1562, fundou a Aldeia de São João, em Carapina. A historiadora Maria Stella de Novaes, na página 30, do livro “A História do Espírito Santo” informa que Araribóia nasceu na Ilha de Villegagnon. A Escritora Maria Stella está errada, equivocada. Araribóia não nasceu na Ilha de Villegagnon, que era chamada pelos Indígenas de Ilha de Serigipe. Nasceu no Rio de Janeiro, em 1524, na Ilha de Paranapuã, (palavra em Tupi que significa "Seio do mar"), também chamada pelos Indígenas de Ilha de Paranapecu e pelos Franceses e Portugueses de Ilha do Gato, sendo atualmente conhecida como Ilha do Governador, na baía de Guanabara.

    O certo é Braz Lourenço e não Lourenço Braz e Maracajaguaçu e não Maracaiaguaçu.


    Fonte: Borges, Clério José - Livro "História da Serra", 1a. 2a. e 3a Edição - 1998, 2003 e 2009 - Editora Canela Verde - À Venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89



    Sociedade Desportiva Serra Futebol Clube: Penta Campeão Capixaba de Futebol


    Foto 01: Equipe do Serra de 1999, com o Jogador da Seleção Brasileira, Geovani. Foto 02: Equipe do Serra de 2003.

    Foto da Equipe do Serra de 2005. Foto 02: Foto da Equipe do Serra de 2008.

    Campeão em 1999, 2003, 2004, 2005 e 2008.
    Campeão da Segunda Divisão em 1997

    A Sociedade Desportiva Serra Futebol Clube é um clube brasileiro de futebol do estado do Espírito Santo. Sua sede fica na cidade de Serra. Seu uniforme é composto de camisa com listras verticais vermelhas, pretas e brancas, calção preto e meias pretas. Manda seus jogos no estádio Roberto Siqueira Costa, o Robertão, com capacidade para 3 mil espectadores. Telefone: (27) 32511312 O Serra foi fundado no dia 24 de junho de 1930. A equipe ganhou notabilidade nacional em 1999, quando venceu o Fluminense por 2x1, no Maracanã, pela Série C do Campeonato Brasileiro. Foi a primeira vitória de um clube capixaba no maior estádio do mundo. O Serra acabou o campeonato na terceira colocação. O clube teve como uma de suas maiores referências o centroavante Betinho, conhecido por sua escassa técnica e exímio cabeceio. Ele é o maior artilheiro capixaba da Série C do Brasileiro em todos os tempos, com 21 gols. Outras figuras notáveis que alinharam pelo Serra foram o meia Geovane, ex-Vasco e seleção brasileira, o irreverente meia Agnaldo, o atacante Índio e o goleiro paranaense Nivaldo (presente no tricampeonato estadual da equipe em 2003/04/05). Em 2001, o Serra terminou na quarta colocação da Copa Centro-Oeste. Curiosidade. O Serra foi o único clube do Estado do Espírito Santo que venceu até hoje no maracanã, ganhando do Fluminense por 2 a 1, em 1999, pela terceirona do Brasileiro, gols de Joelson e Agnaldo.

    O Serra Futebol Clube foi fundado em 24 de Junho de 1930, na Serra Sede. Possui uma sede social no centro, cujo prédio é Patrimônio Cultural e um passado de vitórias e muitas alegrias para a torcida serrana, que culminou com a conquista do Campeonato Capixaba em 1999 e a participação a nível nacional, inclusive jogando no maior estádio de futebol do mundo, o Maracanã. Marinaldo Fraga Castelo, ex-presidente do Serra Futebol Clube, em contato telefônico com o autor deste livro, esclarece que o “Serra Futebol Clube” foi fundado no dia 24 de Junho de 1930, no dia de São João, com a união dos times locais com o time do “12 de Outubro”. Um dos fundadores foi Arnaldo Ferreira Castelo, pai de Marinaldo. O Serra possui dois títulos de Campeão Estadual. Um na 2ª Divisão em 1997 e um na 1ª Divisão em 1999. O Serra foi ainda vice-campeão brasileiro da série C em 1999 e vice-campeão Estadual em 2000.

    EQUIPES VENCEDORAS - Em 1996, o Campeão Serrano foi a equipe do Serra Futebol Clube, que quebrou a hegemonia do Nova Almeida, vencedor dos quatro últimos títulos do Campeonato Anual promovido pela Liga Serrana. Os Jogadores campeões são: Samarone; Ricardo; Alex; Ernane; Divaldo; João Francisco; Marcos Coutinho; Gegê; José Santos; Josenilton; Alessandro; (Renan). Técnico: Jonacir Masolini. Assistente: Manoel Goroba. O Jornal “Tempo Novo”, edição N.º 177, de 27 de Setembro de 1996, apresenta ampla reportagem sobre o título conquistado pelo Serra Futebol Clube.

    Em 1999, o Serra Futebol Clube conseguiu o inédito título de Campeão Capixaba. No dia 15 de Julho de 1999, o Serra vence no estádio Engenheiro Araripe a equipe do São Mateus, com um gol do jogador Betinho, dando início a uma grande festa em vermelho, preto e branco que se estendeu por todo o município Serrano. Em carreata a torcida serrana deixou o estádio para comemorar na Serra sede, onde dois trios elétricos e dois mil litros de chope aguardavam os torcedores. A equipe do Serra era: Cláudio Márcio; Gersinho; Alex Passos; Silvério e Carlinhos; Juninho; Joelson; Geovani e Leco (Patrick); Osly (Jair) e Betinho. Técnico: Marcos Nunes. Presidente: Cláudio Mello.

    SERRA VENCE FLUMINENSE - No dia 15 de Dezembro de 1999, o Serra Futebol Clube venceu a equipe do Fluminense do Rio de Janeiro em pleno Maracanã. Em 50 anos de história, essa foi a primeira partida vencida por um time capixaba no maior estádio do Mundo. O Serra abriu o placar aos 31 minutos, com um gol de Joélson. Roni, do Fluminense, de pênalti, empata aos 41 minutos dos primeiro Tempo. No segundo tempo, o Serra chega ao gol da vitória aos 21 minutos, em falta cobrada por Agnaldo. O Serra venceu no Maracanã com: Dirley; Polaco (Juninho); Silvério; Sérgio Andrade e Carlinhos; Édson Garcia; Agnaldo; Marquinhos e Joélson; Índio (Robinho) e Betinho (Paraíba). Técnico: Cosme Eduardo. Juiz: Leonardo Gaciba da Silva (RS).

    No dia 29 de Julho de 2000, a equipe da Desportiva foi Campeã do campeonato Capixaba após vencer o Serra por 3 a 0, conquistando o 16º título de sua história e 1º depois que passou a se chamar Desportiva Capixaba. O time do Serra foi vice-campeão do Campeonato capixaba com: Cláudio Márcio, Carlos Pinheiro, Ailson e Claudinho (Ramón); Morelato, Marcão (Rogério), Zanon (Píter) e Péres; Rodrigo e Mário. Técnico: Laoni Luz. Segundo os jornais da época, Rodrigo e Péres foram os melhores jogadores do Serra. Os gols da Desportiva foram marcados por Sharlei aos 10 minutos do primeiro tempo e Léo Gonçalves e Miquimba, respectivamente aos 9 e 24 minutos do segundo tempo. O Juiz da partida foi Walace Valente e o público foi de 3. 349 pagantes, no Estádio “Kleber Andrade”, do Rio Branco em Campo Grande, Cariacica.

    No dia 1º de Dezembro de 2000, foi eleito presidente do Serra Futebol Clube o vereador Euclides Jorge Filho, com apoio do então presidente Cláudio José Mello de Sousa e do Prefeito da Serra, Sérgio Vidigal. Cláudio Mello ficou na vice-presidência. Jorge Euclides já foi jogador e dirigente do clube. Em maio de 2003, Jorge Euclides continuava na presidência do Serra Futebol Clube. Em 2012 o Presidente era Pimentel.

    SERRA CAMPEÃO CAPIXABA DE 2004


    As fotos acima são do domingo, dia 11 de Julho de 2004. A Equipe de Futebol do Serra enfrentou no seu Estádio Robertão, (Estádio Roberto Siqueira Costa), na sede do Município da Serra, Espírito Santo, Brasil, a equipe do CTE/Colatina e venceu por 4 Gols a Zero. Uma Goleada histórica. Ao vencer o Turno e Returno do Campeonato, o time Serrano colocou um ponto final no Campeonato, descartando a realização de um Quadrangular final. Os gols do Serra, na Vitória contra o CTE, foram marcados por Dedé, Alex Gomes e Reiger (2). Após a partida os torcedores invadiram o Campo dando a volta olímpica. A Campanha vitoriosa do Serra em 2004, teve 16 Jogos e o Serra ficou invicto sem nenhuma derrota. O Troféu de bicampeão foi entregue pelo supervisor da Federação Capixaba de Futebol, Pedro Soares, ao Capitão Marquinhos, que conquistou o seu oitavo campeonato, sendo o quarto consecutivo. É cobra coral, o Serra tá com moral, comemoravam os torcedores tricolores que invadiram o Centro do Campo. Eu estava lá, com meu filho Cleberson e fui pesoalmente dar um abraço no Presidente do Serra, Vereador Jorge Euclides. (Na Foto: Jorge Euclides e Clério Borges, com o número 4, da goleada de 4 a 0 no CTE, Vítória que deu o Título de 2004 ao Serra.) Dedé fez 1 a 0, cobrando falta aos 14 minutos do primeiro tempo. Alex Gomes, driblando dois zaqueiros, invadiu a área, chutou e marcou o segundo gol aos 17 minutos. Aos 21, Reiger, completando da pequena área um escanteio cobrado por Índio, marcou o terceiro gol do time Serrano. No Segundo tempo, o Serrra não teve dificuldade para fechar a goleada e o gol do título aconteceu aos 37 minutos, com Reiger aproveitando um cruzamento rasteiro de Dedé.

    Fonte: Borges, Clério José - Livro "História da Serra", 1a. 2a. e 3a Edição - 1998, 2003 e 2009 - Editora Canela Verde - À Venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89


    HINO DA SERRA

    O hino de Serra foi composto com o intuito de homenagear o serrano ausente e foi apresentado pela primeira vez nas comemorações do Dia do Serrano, no dia 26 de Dezembro de 1927, na gestão de então Prefeito Municipal da Serra, Alexandre Cardoso, que transferiu a comemoração do "Dia do Serrano" que era no dia 08 para o dia 26 de dezembro.

    A poesia do hino de Serra tem a letra composta pelo Prof. Jaime de Abreu e a música de Manoel Xavier. Por muitos anos o hino deixou de ser cantado, sendo que anos mais tarde foi recitado para o maestro Atisthenes Loureiro, da Banda Estrela dos Artista.

     

    Hino da Serra

    I

    Nos orgulhamos desta invicta terra,
    Recamada de glória e de beldade.
    E havemos de fazer de nossa Serra
    Um sublime rincão, linda cidade.

    Estribilho

    Ei, avante serranos, trabalharemos,
    Confiantes num porvir mais bonançoso.
    A bem da Serra, unidos, caminhemos,
    P. ra poder alcançar viver ditoso.

    II

    O serrano é meu irmão sincero.
    E a todos abraço sem rodeio.
    Em seu seio feliz me considero,
    Considero e digo sem receio.

    III

    Nossa Serra Querida, esplendorosa.
    Há de um dia alcançar o que deseja.
    Confiante, prossegue esperançosa,
    Conseguir no futuro o bem que almeja.

    IV

    Ei, avante, irmãos o que almejo.
    Ser feliz, bem estar em nossa vida.
    Não espero que percamos este ensejo.
    De rever nossa Serra mais querida.

    Obs: O presente hino sofreu pequenas modificações na letra para corrigir incoerências simétricas.


    Símbolos do Município

    Dá-se o nome de símbolos municipais aos elementos gráficos ou musicais destinados a representar um município. Tais símbolos indicam a soberania de seu respectivo município, merecendo por isso demonstrações de cortesia e respeito por parte de outros. Mas, acima de tudo, os símbolos devem ser amados e respeitados pelo povo que representam, pois, na realidade, são verdadeiras imagens patrióticas.

    Todos os municípios desenvolvidos possuem seus próprios símbolos.

    Bandeira da Cidade Município da Serra, Espírito Santo

    1. Bandeira da Serra

    "Na administração do prefeito Aldari Nunes, foi realizado um concurso público com o título: 'Bandeira do município'. A finalidade principal do concurso foi a pesquisa cultural que o tema exigia, bem como o nascimento de um símbolo que representasse o município em sua grandeza de paz e prosperidade.

    Participaram deste concurso 27 candidatos, que apresentaram seus projetos à Câmara Municipal de Serra.

    O vencedor foi o estudante EVALDO VIZEU BARCELLOS, serrano, 25 anos de idade". (Barcellos. 1975).

    A bandeira apresentada pelo estudante apresenta faixas horizontais. A primeira é verde, pintada na parte superior, e representa as matas; a do meio é mais larga, branca representando a paz.

    Dentro desta faixa encontram-se "duas meia-luas", que na verdade é a letra S estilizada, vocábulo inicial de 'Serra'. A cor amarela representa o clima tropical. Ao fundo, observa-se o Morro Mestre Álvaro que além de sua importância na navegação marítima e ao turismo, mostra-se perante o homem como colosso de grandeza, beleza e punjança. A sua presença torna o serrano orgulhoso de sua terra. A frente do Mestre Álvaro, vê-se uma chaminé e uma parede de fábrica representando a construção civil e o complexo industrial do município.

    A faixa azul na parte inferior da bandeira representa o mar do nosso litoral." (id. 1975)
    O prêmio de CR$ 1.500,00 (hum mil e quinhentos cruzeiros), foi entregue ao vencedor pelo prefeito Aldari Nunes, em uma cerimônia cívica no dia 28 de maio de 1975.

    2. Brasão da Serra

    Ainda durante o concurso "Bandeira do Município", o prefeito Aldari Nunes lançou também o concurso para escolher o brasão do município, sendo vencedor o jovem MARINALDO FRAGA CASTELO, também serrano que recebeu como prêmio a quantia de CR$ 500,00 (quinhentos cruzeiros).

    Bandeira da Cidade Município da Serra, Espírito Santo

    O brasão encontra assim definido: as cinco estrelas que margeiam o escudo simbolizam os cinco distritos do município de Serra (a Serra-Sede, Carapina, Calogi, Nova Almeida e Queimado). Dentro encontram-se engrenagens e chaminés, representando as indústrias.

    Abaixo das engrenagens, o Monte Mestre Álvaro, com sua exuberante beleza e majestade. Finalmente representando o nosso litoral o mar que banha o morro.

    Acima do escudo estão as datas 1566, data da fundação da Aldeia de Nossa Senhora da Conceição de Serra, e 1833, quando foi criado o Município da Serra.


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    COMIDAS TÍPICAS DA SERRA

    São comidas típicas da Serra: Os bolinhos de Arroz da Serra Sede. Os Quindins de Nova Almeida. A tradicional Moqueca Capixaba. A palavra Muqueca com a letra “u” parece ser a grafia mais correta segundo Oscar Gama Filho no livro “Identidade Capixaba”. Segundo Oscar, “apesar dos dicionários adotarem a grafia Moqueca, a forma adequada seria a que respeita a sua etimologia, derivada do quimbundo “Mu´keka”, que significa “caldeirada de peixe”, segundo Antônio Geraldo da Cunha no “Dicionário Etimológico Nova Fronteira da Língua Portuguesa, de 1982”. “A palavra, portanto é de origem africana e não possui relação nenhuma com Moqueca, criada a partir do termo indígena, “Moquém”, que se refere, segundo o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, a uma “grelha de varas para assar ou secar a carne ou peixe”.

    BOLINHO DE ARROZ DA SERRA - O bolinho de Arroz é uma comida típica e criada exclusivamente na Serra. Por volta de 1920, após uma grande safra de arroz e não tendo o que fazer com o produto que sobrava, as cozinheiras das Fazendas dos Senhores da Serra, geralmente Negras que haviam sido escravas, procuravam inventar pratos especiais que passavam a receber a atenção por partes das tradicionais famílias da Região. O Serrano, mas precisamente a cozinheira Serrana criou o Bolinho de Arroz. Os bolinhos de Arroz da Serra, segundo o saudoso colunista Marcello Furtado, eram vendidos no Mercado da Avenida Capixaba, onde hoje é o Hotel São José, em Vitória, local em que aportava os barcos e grande era a movimentação da população capixaba. Na Serra os bolinhos eram vendidos em vários locais, geralmente embalados em cinco unidades a preços bem populares. Existem informações de que o bolinho de Arroz da Serra era servido na mesa do Café da Manhã, na Rede de Hotéis Porto do Sol, do Empresário João Dalmácio Castello, em Guarapari e Vitória, segundo informações do ex-Prefeito da Serra, Cilço Ribeiro ao colunista Marcello Furtado. A Senhora Iracema Borges Loyola, já falecida, foi uma das mais especializadas cozinheiras da Serra, destacando-se pelos bolinhos de arroz que fazia. Morava na Rua Santos Pinto, na Serra Sede. O bolinho atualmente é uma raridade na Serra Sede. Quando encontrado é vendido a 30 centavos cada um. A tradição do Bolinho de Arroz era preservada graças a saudosa Sra. Nira Faria Santos Moraes, esposa do comerciante José Cajuza de Moraes, do antigo Bar do Cajuza, na Praça João Miguel, na Serra Sede, próximo a Casa do Congo. A praça era reduto da Colônia Libanesa, na Serra. O Bar não existe mais e a Sra. Nira infelizmente faleceu.

    A Sra. Zenaide Emília Thomes Borges, residente em Eurico Salles, Serra, conhece a receita de um Bolinho de Arroz diferente do existente na Serra Sede, feito com arroz velho, juntando ovos, farinha de trigo e frito. É o bolinho dos apressados, que não deixam o arroz de molho e nem a massa descansar. Trata-se de uma comida diferente, usada em Pau Amarelo, Cariacica e bairros da Grande Vitória, sem o azedinho e o sabor especial do bolinho típico de Arroz da Serra. A Sra. Nira Faria Santos Moraes nasceu em Domingos Martins, interior do Estado e desde os dois anos mudou-se para a Serra onde casou e constituiu família. Sua mãe era a Sra. Arlita Pimentel Faria Santos de quem herdou dotes culinários. Seu pai era Mateus Faria Santos que por vários anos foi goleiro titular do Serra Futebol Clube, entre os anos de 1959 a 1969. A Sra. Nira Faria Santos Moraes, na noite histórica de 05 de Setembro de 2001, quarta feira, pouco antes da derrota por 2 a 1 da equipe de Futebol do Brasil para a Argentina, em Buenos Aires, no Torneio Classificatório para a Copa do Mundo de Futebol em 2002, forneceu a Receita do Bolinho de Arroz da Serra, para Clério José Borges, tendo como testemunhas o saudoso Acadêmico Marcello Furtado e o presidente do Conselho Municipal de Cultura da Serra, Aurélio Carlos Marques de Moura. Segundo consta, a Receita era guardada a sete chaves, sendo segredo de pais para filhos, só agora tornado público.

    RECEITA DO BOLINHO DE ARROZ DA SERRA - Receita da saudosa Sra. Nira Faria Santos Moraes. 1 - Lavar o arroz e colocar de molho 8 copos de arroz (2 litros) durante 24 horas 2 - Após, bater bem o arroz no liquidificador e colocar a metade do arroz batido numa panela em fogo baixo e mexer bem até fazer uma goma. 3 - Misturar a goma com o restante do arroz batido com o fogo apagado. Acrescente 3 copos de açúcar e uma colher rasa de chá de sal. Colher de chá é a menor. 4 - Colocar erva doce (Um pacote de 100 gramas) 5 - Na primeira vez, colocar o fermento de pão. (2 Tabletes) 6 - Misture bem a massa e deixe depois descansar mais 24 horas num recipiente grande. A massa tende a crescer. 7 - Após, colocar a massa em forminhas untadas na manteiga, para assar durante cerca de 40 minutos.
    Receita para 70 bolinhos em forminhas do tipo usadas para fazer pequenas empadas. Conselho: Quando fizer a primeira massa, guardar uma quantidade da massa para ser usada posteriormente. A massa será para substituir o fermento, dando um azedinho característico do Bolinho de Arroz da Serra. A cópia da presente receita é permitida. Pede-se citar o nome da Autora, Nira Faria Santos Moraes e o livro "História da Serra".

    QUINDIM DE NOVA ALMEIDA - Receita do tradicional Quindim de Nova Almeida. Segundo os antigos moradores de Nova Almeida, o Quindim era um doce tradicional da região de Nova Almeida, muito admirado até os dias atuais.
    INGREDIENTES: 125 ml de água; 250 g de coco ralado; 500 g de açúcar; 15 gemas Manteiga, açúcar, aroma de baunilha e coco ralado o suficiente 1 - Unte forminhas com farinha e polvilhe com açúcar. Ligue o forno à temperatura de 190 graus Centígrados 2 - Ferva a água e despeje sobre o coco. Junte o açúcar, mexa, adicione as gemas peneiradas e umas gotinhas de baunilha. Envolva bem e deixe a massa descansar por cerca de 30 minutos. 3 - Disponha as forminhas dentro de uma assadeira e enche-a com água até a metade 4 - Leve ao forno durante 35 minutos. Desenforme quando estiverem mornos e polvilhe com coco. Deixe na geladeira até o momento de servir.
    SUGESTÃO: Adicione à massa as raspas finas de 1 limão


    MOQUECA É CAPIXABA O RESTO É PEIXADA

    MOQUECA CAPIXABA - Os Dicionários registram Moqueca com “o”, como sendo um simples ensopado de Peixe. Mas, a Moqueca Capixaba e muito mais que um simples ensopado. Bem feita bem temperada é uma verdadeira maravilha da natureza. Além da Moqueca Capixaba, outra comida tradicional da Serra e do Estado do Espírito Santo é a Torta Capixaba, típica da Semana Santa. A Moqueca Capixaba é especial: Não se coloca leite de coco e nem azeite de Dendê nem se coloca água. Os temperos em bastantes quantidades fornecem a água suficiente para o cozimento.
    INGREDIENTES: 2 kg de peixe fresco. (Badejo, Papaterra, Pargo ou Robalo); 4 a 5 maços de coentro; 4 maços de cebolinha verde; 2 cebolas brancas pequenas; Tomate a gosto; 2 limões; Azeite doce; Colorau; Pimenta a gosto.
    MODO DE FAZER: Limpe bem o peixe, corte-o em postas e deixe-o em uma vasilha com sal e o suco de um limão. Conserve assim, pelo menos por uma hora. Separa a cabeça para o pirão. Utilizando uma panela de barro grande, coloque: 2 colheres de óleo; 1 colher de azeite doce ( Se preferir pode colocar mais de uma colher). Cebola Verde, Cebola Branca, Coentro. Tudo bem picadinho. Tomates em rodelas; Colorau. Em seguida arrume as postas do peixe e repita a camada de temperos picados. Não coloque água ou sal. Cozinhe em fogo branco. Quando a fervura começar, coloque algumas gotas de limão. Tampe, espere 10 minutos e experimente o sal. PREPARO DO PIRÃO: Depois de cozida a cabeça, acrescente água fervendo e deixe que a carne cozinhe até quase desmanchar. Retire os ossos, experimente o sal e acrescente a farinha, mexendo sempre para não embolar.


    CARNAVAL: ESCOLA DE SAMBA ROSAS DE OURO NOS 450 ANOS DA SERRA

    Escola de Samba Rosas de Ouro 2007 Escola de Samba Rosas de Ouro 2007 Escola de Samba Rosas de Ouro 2007
    Fotos do Escritor Clério José Borges no desfile da Rosas de Ouro no dia 10/02/2007, no Sambão do Povo, em Vitória, ES. Na foto do meio com Vanessa Endringer.

    No Dia 10/02/2007, em pleno Carnaval Capixaba, Clério José Borges foi homenageado como Historiador pela Escola de Samba Rosas de Ouro, do Município da Serra, Espírito Santo. Clério desfilou como Destaque num Carro alegórico pois o enredo "SERRA 450 ANOS DE FUNDAÇÃO, de autoria da Professora Regina Messa foi baseado na obra do escritor serrano Clério José Borges, o Livro HISTÓRIA DA SERRA. O Samba Enredo foi composto por Adiel Carteiro Poeta e Flávio Manoel, e interpretado por Vinícius Caram. A Escola de Samba do bairro Serra Dourada na época era Presidida por MARCOS CARAN.

    Escola de Samba Rosas de Ouro 2007 Escola de Samba Rosas de Ouro 2007 Escola de Samba Rosas de Ouro 2007

    HISTÓRIA - Em 15 de novembro de 1984, um grupo de amigos que participava de um time de futebol do bairro, o Galo de Ouro, fundou inicialmente um Bloco Carnavalesco e depois a Escola de Samba Rosas de Ouro. Portanto o G. R. E. S. Rosas de Ouro foi fundada em 15 de novembro de 1984 pois segundo o historiador do Carnaval Capixaba, Lucas Monteiro, a Secretaria de Turismo de Vitória precisava de mais uma escola para completar o segundo grupo de 1985 e o bloco passou a ser uma escola de samba, sendo campeã no seu primeiro ano. Em 1986, a Rosas debutou no primeiro grupo com o enredo “Tudo é três”, mas foi rebaixada para o segundo grupo em 1987, no qual se sagrou vice-campeã, voltando ao primeiro grupo. Em 1988, saiu com o enredo “Gilson Neiva, a alegria de um povo”. Em 1989, saiu com “Samba, suor e cerveja”, sendo novamente rebaixada. Em 1991, desfilando novamente no primeiro grupo, a Rosas de Ouro fez um de seus melhores desfiles com o enredo “Princesa Isabel: um tributo ao samba capixaba”, sendo aclamada pelo público, ficando, entretanto, longe do título no julgamento oficial. Após a interrupção de 5 anos dos desfiles das escolas capixabas, a Rosas de Ouro retorna em 1998 com o enredo “Brasil de Cara Pintada”. Em 1999, desfilou com o enredo “O Festeiro Serrano - José Maria Feu Rosa”. Nos anos seguintes, fez belos desfiles com “Serra 2000, de Cabral à Vidigal” (2000) e “A Arte Virou Tesouro, Na Viagem da Rosas de Ouro” (2001). Em 2002, o desfile volta a ser competitivo, e a Rosas de Ouro fica em 7º lugar com “Entre todas as Rosas, a mais bela sou eu”, posição alcançada depois de ser constatada a falta do nome da agremiação no abre-alas da escola. Caso não fosse isso, teria alcançado o quarto lugar. Em 2003, a escola teve muitos problemas com o atraso de seus componentes e quebra de carros em frente à cabine dos jurados, ficando apenas com o 10º lugar com “De Itaiobaia a saga de um guerreiro”, um enredo bastante contestado que homenageava o político Hugo Borges. Por perder mais pontos que o permitido a escola foi suspensa dos desfiles por 2 anos.

    ROSAS DE OURO CAPIXABA E SEU ENREDO DE 2007

    Enredo: Serra, Rosas de Ouro canta seus 450 anos de Glórias e História.

    “De aldeia indígena ao maior pólo industrial do ES”

    Autora: Regina Messa: Baseado na obra do escritor serrano Clério José Borges

    Origem Histórica da Serra


    A escola levará para avenida a história do município da Serra que teve sua origem com a fundação da aldeia de Nossa Senhora da Conceição, em 1556, por Maracajaguaçu, (Gato Grande) “chefe da tribo Temiminós” que veio da ilha de Paranapuã (Seio do Mar, atual ilha do governador no Rio de Janeiro).

    A fundação da cidade contou com a orientação do Padre Jesuíta Braz Lourenço. Inicialmente, a população de Nossa Senhora da Imaculada Conceição era composta de índios, destaque para o índio Araribóia “o cobra das tempestades”, filho de Maracajaguaçu que fundou a Aldeia de São João de Carapina, atual Grande Carapina. Chegaram os colonizadores portugueses e estabeleceram seus engenhos.

    Da miscigenação de portugueses, índios e negros surge o povo serrano que herdou a religiosidade dos portugueses, um vasto e rico folclore, além do grandioso gosto por festas dos negros; e a paixão pela liberdade dos índios.

    O povoado cresce com a economia baseada na agricultura. A primeira cultura é da cana de açúcar, inicialmente exportada e depois utilizada na indústria da aguardente. Em 1840, inicia-se a plantação do café, transformada em fonte de muita riqueza para a Serra, e ampliam-se as lavouras de cana de açúcar.

    Os libaneses chegam a partir de 1880. De 1880 a 1903 (23 anos), a Serra fica conhecida como a “Grécia Capixaba”. A economia tem pequena progressão com a plantação em larga escala do abacaxi. Em 1963 instala-se a Companhia Vale do Rio Doce, (CVRD). De pacato município de interior, a Serra destaca-se como principal pólo industrial do ES. Em 1972 é implantado o Centro Industrial da Grande Vitória – Civit. Em 1983 é construída a Companhia Siderúrgica de Tubarão (C.S.T), líder mundial do mercado de placas de aço, hoje pertencente ao grupo Arcelor-Brasil.

    No carnaval, destaque para a festa de Manguinhos e seu tradicional banho de mar à fantasia (desde 1958). A batucada de Manguinhos desfila com mais de 15 blocos e atrai milhares de foliões.

    Letra do Samba
    Compositores: Flávio Manoel e Adiel Carteiro Poeta

    Oh! minha Serra querida
    Hoje estou feliz da vida
    Na avenida te exaltar
    Quatro séculos e meio
    De luta e glória, sua história vou contar
    Maracajaguaçu grande chefe da nação Temiminós
    Muito contribuiu nessa rotina
    E seu filho Araribóia fundou aldeia
    De São João de Carapina

    Nossa Senhora da Conceição
    Braz Lourenço trouxe a fé pra essa terra
    Com a colonização veio a evolução
    E a cada dia uma nova Serra
    Quanta beleza a mãe natureza reservou nesse lugar
    Praias, montes, rios e lagoas.
    Solo fértil terra boa tudo que se planta dá

    Cana de açúcar e o café
    Os portugueses se empenharam pra lavoura se expandir
    Os libaneses fizeram o comércio evoluir
    Considerada a Grécia capixaba que riqueza!
    Que saudade do abacaxi.

    Com a miscigenação hoje é grande pólo industrial
    Exportando aço para o mundo
    Mostrando todo o seu potencial
    Tem qualidade de vida para a sua população
    Com lazer, saúde, cultura e educação.
    Pintou o verão vou pra Manguinhos
    Na batucada vou amanhecer o dia
    Gente bonita na restinga há proteção ambiental
    É carnaval, banho de mar à fantasia

    Rosas de ouro eu sou com muito amor
    Sou serrano na certeza de um futuro promissor.

    Disposição da Escola na Avenida

    Mestre-Sala e Porta-Bandeira Mirim: Índios - Filhos da Terra
    Comissão de Frente: Índios Beleza de Um Povo
    Primeiro Carro Abre-Alas: Aldeia de Maracajaguaçu
    Destaque Principal: Rogério Lorsi
    1ª Ala – Índios: Bravos Guerreiros De Araribóia
    2ª Ala - Religiosidade: Fé de Bráz Lourenço
    3ª Ala - Baianas: Divindades Afros
    4ª Ala- Bateria : Soldados da Serra Séc. XIX
    5ª Ala - Passistas: Belezas Naturais da Serra
    2ºcarro: Etnias, Cultura e Economia.
    Destaque Principal: Joelma
    6ª Ala – Cana-de-Açúcar
    7ª Ala - Café
    8ª Ala - Portugueses
    1º Casal Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Etnias
    9ª Ala - Libaneses
    10ª Ala - Grécia Capixaba
    11ª Ala - Abacaxi
    3º Carro: Índústrias: Pólo Industrial da Serra
    Destaque Principal: Edson
    12ª Ala - Índústria do Aço
    13ª Ala - Indústria de Descartáveis
    2º Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Modernidade
    14ª Ala - Lazer
    15ª Ala - Saúde
    16ª Ala - Cultura
    17ª Ala - Educação
    18ª Ala - Meio Ambiente (Defesa Ambiental)
    4º Carro: Serra do Presente: Lugar Bom de Se Viver
    Destaque Principal: Vanessa Endringer. Presenças no carro: Clério José Borges, escritor da Obra Histórica da Serra e membro fundador da Academia Serrana de Letras; Regina Messa, autora do Enredo.
    19ª Ala -Banho de Mar à Fantasia: A Batucada de Manguinhos

        


    ELEIÇÃO DA FAMÍLIA REAL 2012

    Com a participação de grande público que lotou as dependências da Churrascaria localizada ao lado do prédio onde funciona o Serviço Pró Cidadão, na Avenida Talma Ribeiro Rodrigues, 5416, em Portal de Jacaraípe, Valquíria Gonçalves, a Kika e Sérgio Francisco Soares foram eleitos no sábado, dia 04 de fevereiro, respectivamente, Rainha e Rei do Carnaval do Município da Serra em 2012, numa promoção da Liga de Blocos Carnavalescos da Serra, com o apoio da Secretaria Municipal de Turismo, Cultura Esporte e Lazer. Como primeira Princesa foi eleita Thiely Cristina S. S. da Silva e segunda Princesa, Juanita Gomes Oliveira. A coroação foi realizada pela Vice Prefeita, Madalena Santana que prestigiou a festa ao lado do Sub Secretário de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer, Ernandes Zanon e da Diretora de Cultura da Prefeitura da Serra, Maria Martha Thomé.

    A Comissão Julgadora foi composta das seguintes personalidades sociais, políticas e culturais da Serra. O vice presidente da Escola Tradição Serrana, Carlos Cesar Lindoso; a apresentadora de Televisão Vitória afiliada da Rede Record, Vanessa Endringer; o coreógrafo e ator Marcos Konká; o ex-secretário de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer, Osmar Nascimento; a professora Regina Lessa; a Sra. Rosa Maria Leal Santos, viúva do Carnavalesco Sivaldo Siri; o sociólogo Odmar Péricles; a professora de Dança do Ventre, Vivian Nardoto Pinciara e o Escritor, autor do Livro História da Cidade da Serra e Secretário da Liga de Blocos Carnavalescos da Serra, Clério José Borges.



    TRADIÇÃO SERRANA 2012

    No dia 09/02/2012, o Município da Serra foi representado no Carnaval Capixaba, no Sambódromo "Walmor Miranda", em Vitória, com o Desfile de duas Escolas de Samba, Rosas de Ouro e Tradição Serrana. Nesta última Escola, Clério José Borges desfilou junto com a galera de Eurico Salles do Bloco Carnavalesco "Cara de Pau". O Desfile foi tão bom que a Tradição Serrana foi a Campeã do Grupo de Acesso superando a Escola de Samba, também da Serra, a Rosas de Ouro.

    Tradição Serrana supera a Rosas de Ouro
    e volta ao Grupo Especial

    Diretores da agremiação Rosas de Ouro, indignados com o resultado, afirmaram que vão abandonar o Carnaval capixaba.

    Fonte: Internet - Gazeta online

    Terceira escola a pisar no Sambão do Povo na noite da última quinta-feira (09), a Tradição Serrana, voltou ao Grupo Especial nesta terça-feira após a apuração de votos feita pela Lieses no ginásio do Álvares.

    O desfile

    A escola, que prometia uma grande apresentação, fez um desfile com alguns problemas, mas vibrante, com garra e atrativo. O principal foi a quebra de dois carros alegóricos. O mínimo, exigido de cada escola do Grupo de Acesso é três. A escola só desceu com o abre-alas.

    Outro grande problema foi a iluminação. A partir da metade do desfile, os refletores situados sobre os camarotes apagou a partir do varandão até a dispersão. A escola não passou no escuro, mas também não recebeu a iluminação adequada no final do Sambão do Povo. Apesar dos problemas técnicos, os integrantes não entregaram os pontos antes da hora.

    A Tradição Serrana a todo instante procurou levantar os integrantes, que correspondiam cantando o samba-enredo. A rainha da bateria, Miriam, 30 anos, veio fantasiada de águia, vestida com um minúsculo biquini branco e prata, a mulata sacudiu o sambão com muita simpatia. O corpo escultural também chamou a atenção do público.

    A Comissão de frente, apesar de muito bem coreografada, bem vestida e maquiagem impecável parecia tensa em determinados instantes. Principalmente quando a ornamentação da cabeça de uma das 11 bailarinas caiu. O susto foi grande, mas elas seguiram adiante arrancando aplausos do público.

    A Comissão de Frente veio vestida de macacões verdes, cabeça com penas roxas e longos fios dourados que caiam do costeiro dourado. Elas representaram os neurônios. Foi uma alusão a loucura, as viagens e alucinações criativas dos carnavalescos. "Afinal sem eles, o carnaval não teria essa magia que contagia a todos", disse uma das bailarinas

    O casal de mestre-sala e porta-bandeira, José Luiz e Franciele Caetano, veio de Campos, no Norte fluminense, especialmente para o desfile da Tradição Serrana. Os dois estavam ricamente vestidos de azul e prata representando a alegria do carnaval. O casal veio ladeado por oito casais representando o baile de máscaras. Na avenida eram os guardiães do mestre-sala e da porta-bandeira.

    Fonte: Internet - Gazeta online

    Foto 01: Clério José Borges e Zenaide na Ala representando a Escola de Samba Piedade. A Tradição homenageiava as 13 Escolas do Carnaval Capixaba
    Foto 02: Clério Borges e o Presidente da Tradição Serrana, Carnavalesco Jasson Gomes da Cunha
    Foto 03: Clério; Jasson; Renivaldo o Paulista e Paulo Lemgruber

    Fotos de componentes da Escola de Samba Tradição Serrana no Carnaval 2012.
    Foto 01: Galera do Bloco Cara de Pau do Bairro Eurico Salles, Serra ES.
    Foto 02: Clério, Zenaide, Cleberson e Jeani.
    Foto 03: O Presidente da Liga dos Blocos Carnavalescos da Serra, Marcos Caran e o Secretário da referida Liga, Escritor Clério José Borges

    Carnaval de 2012: Tradição Serrana supera a Rosas de Ouro e volta ao Grupo Especial

    Foto 01: Presidente da Tradição Serrana, Jasson Gomes da Cunha e o Escritor Clério José Borges, felizes exibindo o Troféu de Campeã do Grupo de Acesso de 2012, conquistado pela Escola de Samba Tradição Serrana, que em 2013 está Desfilando no Sambão do Povo em Vitória no Grupo Especial das Escolas de Samba.
    Foto 02 - Grupo de foliões do Bloco MUL - Mocidade Unida de Laranjeiras, com o presidente Jasson exibindo o troféu conquistado pela Tradição Serrana em 2012.

    HISTÓRICO - A G.C.R.E.S. Tradição Serrana é a caçula entre as escolas de samba capixabas. Foi fundada oficialmente em 2000, mas sua história se inicia em 1992 quando houve a interrupção dos desfiles das escolas capixabas. Mário do Pega, histórico compositor da Escola de Samba ‘Pega no Samba’, juntou os foliões dos bairros Gurigica (Vitória) e Feu Rosa (Serra) e formou um bloco carnavalesco chamado "Tradição do Samba", que desfilou por 5 anos como bloco de rua. Em 2000 surgiu a idéia de transformar o bloco em Escola de Samba. E para isto foi adotado o mesmo nome do bloco, "Tradição", acrescentando-se o "Serrana" por causa do Município da Serra. Foram adotadas as cores azul e branco e na bandeira figuram dois beija-flores em homenagem ao naturalista Augusto Ruschi. O Beija Flor, por Lei Estadual é o Pássaro Símbolo do Espírito Santo. Na Bandeira também foram colocados dois ramo de café, a principal cultura agrícola do Estado e uma coroa imperial que simboliza a passagem de D. Pedro II (em 1860), no Município da Serra na época do Império.

    Em seu primeiro desfile, a Tradição Serrana surpreendeu. Com um bom samba e um excelente enredo denominado “A Lenda do Pássaro de Fogo”, a escola, desfilando debaixo de um sol forte, passou com muita empolgação e com bonitas fantasias. Na primeira foto o Escritor Clério José Borges, com Zenaide, Cleberson e Jeani com a fantasia "Esperança", representando a Escola de Samba Piedade. Na segunda foto, Clério José Borges e o Presidente da Escola de Samba Tradição Serrana, Jasson Gomes da Cunha, no Sambão do Povo, no dia 09/02/2012, data do desfile da Tradição Serrana no Carnaval de Vitória de 2012. Na terceira foto, o Presidente da Tradição Serrana, Jasson Gomes da Cunha e o Escritor Clério José Borges, felizes exibindo o Troféu de Campeã do Grupo de Acesso de 2012, conquistado pela Escola de Samba Tradição Serrana, que em 2013 está Desfilando no Sambão do Povo em Vitória no Grupo Especial das Escolas de Samba.



    BANHO DE MAR A FANTASIA DE MANGUINHOS

    Carnaval no Município da Serra - ES
    A Serra possui duas Escolas de Samba que se apresentam no Carnaval da Capital Capixaba em Vitória, Tradição Serrana e Rosas de Ouro e, mais de 15 Blocos Carnavalescos que são filiados a Liga de Blocos Carnavalescos da Serra. As Escolas de Samba participam do Carnaval Capixaba, no Sambão do Povo, o Sambódromo Walmor Miranda, em Santo Antônio, Vitória.

    O Banho de mar à fantasia de Manguinhos já é uma tradição no Carnaval Serrano. Reúne vários blocos do Balneário de Manguinhos. Realizado sempre no sábado de carnaval conta com a participação dos moradores locais na formação dos blocos temáticos, fantasiados com o papel crepom, que desfilam pelo balneário ao som de sambas e marchinhas de carnaval finalizando a festa com o ato que dá nome à festa um “banho de mar à fantasia”, muitas vezes deixando coloridas as calmas águas de Manguinhos, por conta do papel de suas fantasias.

               







    LIVRO HISTÓRIA DA SERRA

    Melhor Livro em prosa de 1998

    O Livro "História da Serra" é eleito o melhor de 98 no gênero prosa. (...) O autor do livro foi comunicado da colocação obtida por seu livro por uma carta enviada no dia 20 de Janeiro, pela Presidente da Sociedade de Cultura Latina do Brasil, entidade com sede nacional em Mogi das Cruzes, São Paulo, a também escritora, Maria Aparecida de Mello Calandra”. Notícia do Jornal "Tempo Novo", de 30 de janeiro de 1999.

    “Mogi das Cruzes, 20 de Janeiro de 1999. Excelentíssimo Sr. Clério Borges de Sant'Anna.
    Por meio desta vimos parabenizar Vossa Excelência pela expressiva votação popular conquistada na eleição de "Os Melhores de 1998”.
    Aproveitamos o ensejo para informar Vossa Excelência que a obra intitulada "História da Serra" foi eleita como um dos melhores livros de 1998, publicado em prosa no Brasil.
    A cerimônia oficial de premiação dar-se-á em abril de 1999. Sem mais, despedimo-nos. Professora Maria Aparecida de Mello Calandra, IWA, Presidente da Sociedade de Cultura Latina do Brasil, CGC: 01. 208. 554/0001 - 41 - Mogi das Cruzes - São Paulo”.

    "Motivo de Orgulho para a Serra. O Escritor Clério José Borges de Sant'Anna, membro da Academia de Letras e Artes da Serra, presidente do Clube dos Trovadores Capixabas e colaborador da Câmara de Literatura do Conselho Estadual de Cultura - CEC, recebeu um Voto de Louvor de seus companheiros de Conselho, pela honrosa classificação em primeiro lugar, obtida pelo livro "História da Serra", de sua autoria. (...) O livro de Clério concorreu com centenas de outras publicações do gênero, e o reconhecimento como melhor obra veio da Sociedade de Cultura Latina do Brasil, em Janeiro último. O ofício do CEC comunicando o Voto de Louvor foi assinado pela presidente Maria Beatriz Abaurre”. Notícia publicada no Jornal "Tempo Novo", de 29 de maio de 1999, página 7, coluna "Gente e Negócios”.

    "Premiado - O livro História da Serra, de autoria do presidente do Clube dos Trovadores Capixabas, Clério Borges, ganhou o primeiro lugar como o melhor livro de 1998, no gênero prosa. (...)" Jornal "A Gazeta", de Vitória, ES, coluna Victor Hugo, de 03 de fevereiro de 1999.

    Telegrama: "A Academia de Letras e Artes da Serra parabeniza nobre acadêmico pela premiação melhor livro de 1998, gênero prosa, História da Serra, pela Sociedade de Cultura Latina do Brasil. A premiação faz jus pelo valor cultural do livro, bem como qualifica nobre confrade como grandioso e brilhante escritor. Sandra Regina Bezerra Gomes, Presidente da Academia de Letras e Artes da Serra”.

    "Receba meus cumprimentos pelo lançamento do livro História da Serra e pelo sucesso. Parabéns. Adirson Vasconcelos - Escritor de Brasília, da Academia de Letras - Distrito Federal”.

    "(...) O seu livro História da Serra, publicado recentemente, teve o destaque de O Melhor Livro em prosa do Ano, prêmio que lhe foi conferido pela Sociedade de Cultura Latina do Brasil. Ao ilustre polígrafo, os parabéns da coluna. Humberto Del Maestro - Coluna Literatura e Arte - Jornal Correio Popular - Cariacica, 12 a 18 de março de 1999”.

    "Quero parabenizar em meu nome e em nome dos Conselheiros do Conselho Municipal de Cultura da Serra o Escritor Clério José Borges por sua excelente obra História da Serra, que pela importância que possui foi inclusive adotada nas Escolas Municipais da Serra do nosso Município pela ilustre Secretária Municipal de Educação, professora Márcia Lamas. Parabéns”. Aurélio Carlos Marques de Moura, presidente do Conselho Municipal de Cultura da Serra.

    Foto 01: Reprodução do Ofício comunicando que o Livro HISTÓRIA DA SERRA foi escolhido o Melhor Livro do ano de 1998.



    SESSÃO SOLENE DA CÂMARA
    HOMENAGEIA HISTORIADORES DA SERRA

    15/09/2005 - Em solenidade realizada na Sala de Reuniões Flodoaldo Borges Miguel, no Plenário da Câmara Municipal da Serra, os Escritores Clério José Borges de Sant Anna, João Luiz Castello Lopes Ribeiro e Galbo Benedicto do Nascimento foram homenageados com uma PLACA ESPECIAL, DIPLOMA DE HONRA AO MÉRITO, HISTORIADOR SERRANO.
    O Dia do Historiador foi uma Lei Municipal aprovada pela Câmara e sancionada pelo Prefeito da Serra, em 2005.
    De Autoria do Vereador Joâo de Deus Corrêa, o Dia do Historiador Serrano foi aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal da Serra, sendo a primeira Lei aprovada pela Câmara e sancionada em 2005 pelo Prefeito Municipal, Dr. Audifax Barcellos. A comemoração foi concretizada no dia 15 de Setembro de 2005, ocasião em que foram homenageados os três principais historiadores do Município da Serra, Clério José Borges; João Luiz Castello Lopes Ribeiro e Galbo Benedicto do Nascimento, os três membros fundadores da Academia de Letras e Artes da Serra, Serra, ES
    Na foto Clério José Borges, Vereador Tio João e João Luiz Castello em solenidade na Câmara Municipal da Serra, ES, Brasil.

    Foto 01: Placa Especial recebida por Clério José Borges, no dia 15 de Setembro de 2005, na Sessão Solene do Dia do Historiador da Serra, presidida pelo Vereador João de Deus Corrêa, o Tio João. A Placa diz: " Diploma de Honra ao Mérito. HISTORIADOR SERRANO. CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT ANNA. A Câmara Municipal da Serra, através do Vereador João de Deus Corrêa - Tio João, confere o TÍTULO DE HONRA AO EMÉRITO HISTORIADOR SERRANO, ESCRITOR CLERIO JOSÉ BORGES DE SANT ANNA, por sua brilhante capacidade de Criação Literária, Emérito Trabalho de Pesquisador da História da Serra. Serra, Estado do Espírito Santo, 15 de Setembro de 2005. Assinado: João de Deus Corrêa - Tio João, Vereador Proponente e Adir Paiva, Presidente".

    Foto 02: Belo Horizonte, MG, dia 23 de Agosto de 2011 - Em solenidade presidida pelo Dr. Mário Carabajal, Presidente Nacional Fundador da ALB - Academia de Letras do Brasil e com a coordenação geral da Acadêmica Sílvia de Lourdes Araújo Motta, Escritora, Poeta, Doutora em Filosofia Universal, Cadeira 2 (dois) de Minas Gerais, Presidente “pro tempore” da ACADEMIA DE LETRAS DO BRASIL-ALB de MINAS GERAIS, realizada na sede do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, na Rua Guajajaras 1268, (sobreloja), Belo Horizonte, Minas Gerais, receberam a Medalha do Mérito Cultural AFONSO PENA e foram empossados como Acadêmicos Imortais, seguidores de Platão, os Escritores Capixabas, CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT ANNA e KÁTIA MARIA BOBBIO LIMA, respectivamente Presidente e Vice Presidente do CTC, Clube dos Poetas Trovadores Capixabas. A solenidade que foi muito bem organizada contou com a Diplomação de mais 38 Acadêmicos Imortais entre as quais a premiadíssima Escritora de Minas Gerais, Zeni de Barros Lana. No evento duas brilhantes apresentações musicais, inclusive a do Coral Luís de Camões, que foi aplaudido de pé por todos os presentes. Na foto Clério e a Medalha Afonso Pena.


    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

    BIBLIOGRAFIA

    A bibliografia sobre a historiografia do Município da Serra se confunde com a própria historiografia capixaba.

    Na Serra poucos são os livros que contam a história do Município. Algumas são obras sem embasamento científico. Sem pesquisa.

    O projeto desta obra nasceu em 1991. As pesquisas foram iniciadas em 1993, tendo o autor que conciliar o seu trabalho de Funcionário Público Estadual, com as horas necessárias para a pesquisa. Ao longo de quatro anos dez viagens foram feitas, exclusivamente para pesquisas. Oito ao Rio de Janeiro em visitas a Ilha dos Maracajás, atual Ilha do Governador e na Biblioteca Nacional e Arquivo Nacional. Outras duas viagens foram realizadas ao Estado de São Paulo para que o autor tivesse certeza absoluta de que nunca existiu nenhum padre Lourenço Brás, no Espírito Santo e no Brasil na época da colonização pois existem os que defendem a tese da existência de dois padres: Um Lourenço Brás e outro Braz Lourenço. Todas as viagens custeadas pelo próprio autor, sem qualquer apoio cultural.

    Também diversas correspondências foram trocadas com escritores do Rio, São Paulo e Portugal.

    Os trabalhos de pesquisa terminaram em julho de 1997, após serem checadas mais de 5 mil informações e lidos mais de 200 livros e publicações sobre a Serra.

    Estas indicações bibliográficas são para conhecimento dos leitores. Caso haja alguma dúvida sobre qualquer informação prestada, bastará ao leitor identificar a obra e pesquisar sobre o que consta neste livro.

    É assim que se faz a história de um Município. Com informações precisas obtidas em livros antigos e documentos verdadeiros.

    Algumas obras citadas, como "Cartas dos Jesuítas", não foram localizadas no Espírito Santo sendo localizadas somente na Biblioteca Nacional e no Arquivo Público Nacional, no Rio de Janeiro.

    O autor também obteve algumas informações sobre cartas antigas de Braz Lourenço no Colégio dos Jesuítas "São Luiz", em São Paulo.

    FONTES DE PESQUISA

    Estas são as fontes em que o autor se baseou para escrever este livro que conta a verdadeira História da Serra:

    ACCIOLI DE VASCONCELLOS, Inácio - Memória Estatística da Província do Espírito Santo. Escrita no ano de 1828. Arquivo Público Estadual - Vitória - ES - 1978.

    ANCHIETA, José de. S.I. - Cartas, Informações, Fragmentos históricos e Sermões ( 1554-1594 ) - Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1933. 567 páginas ilustradas.

    ASSIS, Francisco Eugênio de - Dicionário Geográfico e Histórico do Espírito Santo - Vitória, 1941.

    BALESTREIRO, Heribaldo Lopes - O Povoamento do Espírito Santo. Obras Pavonianas. Vitória, 1976.

    BORGES, Clério José - O Trovismo Capixaba - Editora Codpoe - Rio de Janeiro, 1990. 80 páginas. Ilustrado.

    CABRAL, Luiz Gonzaga, Padre - Jesuítas no Brasil - Companhia Melhoramentos - São Paulo, 1925.

    CARDOSO JR., Nourival - "Agora é a vez da Cultura Popular", Folheto colorido elaborado pela Prefeitura Municipal da Serra em 1989

    CARVALHO, José Antônio - O Colégio e as Residências dos Jesuítas no Espírito Santo - Expressão e Cultura, Rio de Janeiro, 1982, 302 páginas.

    CASTELO, Marinaldo Fraga - Trabalho datilografado reproduzido em cópias. Elaborado em 1973. Cópia xerox na Biblioteca do Centro Comunitário de Parque Residencial Laranjeiras. Centro Educacional Valparaíso - Serra - ES.

    CLÁUDIO, Afonso - Insurreição do Queimado - Episódio da história da Província do Espírito Santo. Fund. Ceciliano Abel de Almeida. Vitória, 1979.

    DAEMON, Basílio Carvalho - Província do Espírito Santo, Sua Descoberta, História, Cronologia e Sinopse Estatística - Tipografia Espirito-Santense - Vitória, 1897 - 513 páginas.

    DINIZ MIGUEL, Ivonne - O Homem da Serra. Escola Tipográfica das Obras Pavonianas. Sem data. 128 páginas.

    ELTON, Elmo - Velhos Templos de Vitória e outros Temas Capixabas - Conselho Estadual de Cultura - Vitória - ES, 1987 - 205 páginas; São Benedito, sua devoção no Espírito Santo - DEC - Departamento Estadual de Cultura - Vitória, ES, 1987 - 205 páginas; Anchieta - Versos e dados históricos sobre padre Anchieta - CEC - Vitória, ES, 1984.

    FERREIRA, Jurandyr Pires - Enciclopédia dos Municípios Brasileiros. Volume XXII. Rio de Janeiro, 1959.

    FREIRE, Mário Aristides - A Capitania do Espírito Santo - 1535/1822. Vitória, 1945.

    GONDIM, Eunice Ribeiro - Os Dois Portos Chamados de Martim Afonso: O da enseada de Botafogo e o de São Cristóvão. "Revista Marítima Brasileira"- Rio de Janeiro, Nº 85, janeiro/março. 1966. Ilustrada.

    IPANEMA, Cybelle M. - História da Ilha do Governador - Páginas 43 a 55.

    LEITE, Serafim, S.I. - História da Companhia de Jesus no Brasil - Lisboa, Livraria Portugália; Rio de Janeiro. Editora Civilização Brasileira, 1938/50. 10 Volumes ilustrados.

    LÉRY, Jean de. - Historie d’un Voyage fait em la Terre du Bresil, autrement dite Amerique... - Rochelle, A. Chuppin, 1578. 424 páginas, II.

    LESSA, Luís Carlos - Araribóia, o Cobra das Tempestades - Editora Francisco Alves - Rio de Janeiro, RJ.

    LIMA, Sônia P./ Silva, M. B. - Seis Mil Nomes para Bebês - Nova Sampa Diretrizes Ltda - São Paulo. 192 páginas.

    MARQUES, Cesar Augusto - Dicionário Histórico, Geográfico e Estatístico da Província do Espírito Santo - Typografia Nacional, 1878.

    MIRANDA, Naly da Encarnação - Reminiscências da Serra - 1556/1983, Edição do autor, Serra, 1984. 88 páginas; Comentários Históricos da Serra - Edição do autor, Serra, 1990. 78 páginas. Ilustrado.

    MONJARDIM, Adelpho Poli - Contos Fantásticos. Rio de Janeiro. Editora Oficina de Letras e Artes - 217 páginas.

    MORAES, Cícero - Como Nasceram Cidade no Espírito Santo - 1954.

    MORAES, Neida Lúcia - O Espírito Santo era Assim - Rio de Janeiro, 1920.

    MONTELLO, Jesse - Coleção de Monografias Municipais - Nova Série nº 271 - Rio de Janeiro - 18 de junho de 1984.

    NEVES, Jayme Santos - A Outra História da Companhia de Jesus - Vitória - Fundação Ceciliano Abel de Almeida, 1984. 383 páginas.

    NÓBREGA, Manoel, Padre - Diálogo Sobre a Conversão dos Gentios - s/data. Edição antiga reproduzida em cópias com falhas.

    NOVAES, Maria Stella de - História do Espírito Santo. Vitória. Fundo Editorial do Espírito Santo - Sem data. 455 páginas; Lendas Capixabas - Vitória - ES. Sem data.

    OLIVEIRA, José Teixeira de - História do Estado do Espírito Santo - 2ª Edição - Fundação Cultural do Espírito Santo - 1975.

    PACHECO, Renato José Costa / Rosa, Léa Brígida R. de Alvarenga e Neves / Luiz Guilherme Santos Neves. - Espírito Santo minha terra, minha gente - Sedu - Vitória, 1986. 57 páginas.

    PENA, Misael - História da Província do Espírito Santo - RJ - 1878.

    RESENDE, Wilson Lopes de - A Insurreição de 1849, na Província do Espírito Santo - Editora Itabira - Cachoeiro de Itapemirim - 1949. 17 páginas.

    ROCHA, Wilton Simas da - Município da Serra - Trabalho mimeografado e datilografado, reproduzido em cópias. Notícias Cívicas de Geografia e História. Ao estudante Serrano de todos os Tempos. Junho/1981.

    ROCHA, Levy - Viajantes Estrangeiros no Espírito Santo. Brasília. Editora de Brasília, 1971; Viagem de D. Pedro II ao Espírito Santo - RJ - 1960.

    RIBEIRO, Judith Leão Castello - Presença. Vitória - ES. 1980. 131 páginas.

    SÁ, Antônio de - Cartas Jesuíticas II - Cartas Avulsas 1550/1568 - Edição da Biblioteca Nacional ( RJ ).

    SAINT-HILAIRE, Auguste de - Viagem ao Espírito Santo e Rio Doce. São Paulo. Editora Itatiaia. 1974.

    SANTINI, Maria Luiza Parente - 5.000 nomes para seu Bebê - Nova Sampa Diretriz Editorial - 1993.

    TEIXEIRA, Álvaro - Roteiro Cartográfico da baía de Guanabara e cidade do Rio de Janeiro - século XVI e XVII, de Álvaro Teixeira Filho - Rio de Janeiro - Livraria São José - 1975. 151 páginas.

    THEVET, André, O.F.M. - La Cosmographie Universelle... Paris, P. L’Huillier, 1575, 2 volumes, ilustrado.

    VASCONCELLOS, José Marcelino de - Ensaio sobre a História e Estatística da Província do Espírito Santo. Vitória. 1858.

    VASCONCELLOS, Simão de - Crônica da Companhia de Jesus do estado do Brasil. Lisboa. 1865.

    VIANA, Manoel - Os Brasilíades - Poema épico Brasileiro - Prefeitura Municipal de Paranaguá - Paraná - 1984. 144 páginas.

    VIOTTI, Hélio Abranches, S.I. - Anchieta, o Apóstolo do Brasil na Capitania do Espírito Santo - Edições Loyola - São Paulo - 1966.

    PUBLICAÇÕES PESQUISADAS:

    1- Relatório final da Comissão Coordenadora do relatório Estadual sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento - ES - ECO 92 - Meio Ambiente e Desenvolvimento no Espírito Santo. Oferta de Deivison Ribeiro.

    2- Vitória News - Edição semanal - Número 16, de 4 de dezembro de 1977 - Jornal distribuído gratuitamente editado pelo Jornalista Rubens Manoel Câmara Gomes. Reportagem: "Um Passeio ao Mestre Álvaro" ( Página 4 ) Coleção do autor.

    3- SERRA, EM FOCO O DESENVOLVIMENTO - Publicação colorida da Prefeitura Municipal da Serra, na administração do prefeito Adalton Martinelli. Prospecto elaborado como síntese do Plano de Desenvolvimento Industrial do Município da Serra, pela ETPI - Engenharia Tecnologia e Projetos Industriais, em fevereiro de 1991. Oferta do advogado Antônio Sérgio Massad. Coleção do autor.

    4- Trabalho Mimeografado da ETPI - Engenharia Tecnologia e Projetos Industriais Ltda. Realizado em 1990/199l.

    5- Guia da Ilha do Governador - 2ª Edição de 1950. Oferta da Sra. Glécia Ribeiro Gondim, residente na Ilha do Governador - Rio de Janeiro.

    6- ATLAS ESCOLAR DO ESPÍRITO SANTO. Elaborado pela Secretaria de Educação e Cultura no Governo Gerson Camata, em 1986. Textos de Natália Haese Lavagnoli, Gildo Willadino e Neida Lúcia Moraes.

    7- Reportagens e Notícias dos seguintes jornais:

    A Gazeta, de Vitória - ES. Várias edições.

    A Tribuna, de Vitória - ES. Várias edições.

    Tempo Novo, de Laranjeiras, Serra, ES. Várias edições.

    O Diário, de Vitória-ES. Edição de sexta-feira, 19 de agosto de 1977, nº 5.312.

    Trombeta, da Serra - ES. Edição de 1994.

    Correio Popular, de Cariacica, ES. Jornal de Cleilton Gomes. Várias Edições.

    8- Revista Momento Policial - ano IV - Edição nº 19 - outubro/novembro de 1992. Editada em Porto Alegre - RS. Reportagem sobre a Serra. Coleção do autor.

    9- Folheto editado pelo Instituto Jones dos Santos Neves, de Vitória - ES, sobre o título: "Informativo Região Metropolitana". Sem data.

    10- Catálogo de Bens Culturais Tombados do Estado do Espírito Santo. Editado por Massao Ohno Editor, para o Conselho Estadual de Cultura do Estado do Espírito Santo. 1991. Coleção do autor.

    11- Almanaque de Santo Antônio 1996 - Editora Vozes, Organizado por frei Edrian Josué Pasini, O.F.M. Petrópolis - RJ - Junho de 1995.

    PESQUISA ORAL:

    O autor agradece as pessoas que através de relato verbais ou epistolar, contribuíram para o aperfeiçoamento desta obra:

    Eliane Perez, Chefe da Divisão de Informação Documental da Biblioteca Nacional, em 1993;

    Pesquisador da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, Rutonio Sant’Anna;

    Marlene, do Centro de Documentação da Biblioteca Central da UFES;

    Marta Martinez Pontes e José Roberto Caldas Gama, da Biblioteca Central da UFES;

    Padre Arnóbio e Bibliotecária Débora, da Biblioteca do Colégio São Luiz, da Rua Haddock Lobo, na Cerqueira Cesar, São Paulo;

    Naly da Encarnação Miranda;

    Marcelo Furtado;

    Artista Plástico Walter Assis;

    Humberto Aires de Moura e Silva ;

    Lourência Riani;

    Márcia Lamas;

    Ronaldo Lourenço Rodrigues; Morador de Manguinhos;

    Escritor Áureo Ramos, residente na Ilha do Governador no Rio de Janeiro;

    Raimundo Araújo, advogado de Nilópolis - RJ, já falecido;

    Escritor Eno Teodoro Wanke;

    Gilson Gomes e Sandra Gomes;

    João de Deus Corrêa, o Tio João;

    Trovadora Sirley Kaszuba, desenhista de Porto Alegre-RS;

    Agente de Polícia, Julião Gonçalves Romeiro, desenhista;

    Adir Ribeiro;

    Valdemir Ribeiro de Azeredo, desenhista;

    Maria de Fátima Leandro de Jesus, desenhista; Zedânove Tavares Sucupira;

    Cecília Augusta Borges Camata, Delegada de Polícia;

    Professora Marisa Barbosa;

    Clério de Brito, Professor de História;

    Investigador de Polícia, Marcos Barbosa;

    Adelson Dadalto;

    Geraldo Magela, Ex - Secretário de Turismo e Cultura da Serra;

    Professora Déa Barbosa Aguiar;

    Clécia Ribeiro Gondim, moradora da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro;

    Gercino Cláudio Soares, Delegado de Polícia aposentado;

    Luiz Carlos Braga Ribeiro;

    Ronaldo Braga Ribeiro;

    Emanuel do Espírito Santo Barcellos.

    DADOS SOBRE O AUTOR DO LIVRO CLÉRIO JOSÉ BORGES

    Clério José Borges de Sant’Anna - Nasceu a 15 de setembro de 1950 em Aribiri, Município de Vila Velha - ES. Reside na Serra, no bairro Eurico Salles, desde 1979.

    Obras do autor:

    1- Feliz natal - Boas Festas - Trovas - Edição CTC - Clube dos Trovadores Capixabas - 1981.

    2- Ano Internacional das Pessoas Deficientes - Trovas - Edição CTC - 1981.

    3- O Vampiro Lobisomem de Jacaraípe - Literatura de Cordel - Coleção Folclore Capixaba - Edição CTC - 1983.

    4- O Melhor dos Melhores - Poesias - Coletânea - Edições Caravelas - Coleção capixaba - Porto Alegre/ Vitória - 1987.

    5- O TROVISMO CAPIXABA - História e documentário - Editora Codpoe do Rio de Janeiro - 1989.

    6 - Alvor Poético - Editora Scortecci - São Paulo - 1996.

    PARTICIPAÇÃO EM ANTOLOGIAS:

    1- Anuário Coletânea da Trova Brasileira - Fernandes Viana - Recife - Pernambuco - 1982.

    2- Primavera em Trovas - Arthur F. Batista - São Paulo - 1981.

    3- Saudade em Trovas - Arthur Francisco Batista - SP - 1983.

    4- Trovadores Brasileiros - Coordenador - Shogun Editora - 1984.

    5- Trovadores 86 - Organizada pelo autor com Antônio Soares - Edições caravelas - 1986.

    6- Trovadores 87 - Organizada pelo autor com Antônio Soares - Dois volumes. - Edições Caravelas - 1987.

    7- Mil Trovas de Amor e Saudade - Edições de Ouro - Organizada por P. de Petrus e Noel Bergamini - 1981. Uma trova do autor é publicada entre Trovas dos melhores trovadores do Brasil.

    8- Trovas da Constituinte, organizada por Diniz Félix dos Santos, de Brasília , DF, 1987.

    9- Brasil Trovador, organizada por Laís Costa Velho - 1987.

    10- Trovas sobre o Mar - Coletânea de Arthur Francisco Batista - Mirante Editorial - São Paulo - 1988 - Página 26.

    11- Anais do 1º Encontro Nacional de Trovadores em Petrópolis - RJ . Organizada por Maria de Fátima Brasil - 1989.

    12- Trovadores dos Seminários Nacionais da Trova - Antologia organizada pelo autor com Santa Inèze D. da Rocha - Edições Caravelas - Porto Alegre - 1985.

    13- Trovadores do VI Seminário Nacional da Trova - cadernos Literários de nº 55/56 - Instituto Cultural Português - P. Alegre- 1986.

    14- O Beija Flor na Trova - Antologia de Aves - Organizada por Clodoaldo de Abreu Filho - Companhia Brasileira de Artes Gráficas - 1985 - página 59.

    15 - Casos da Vida Trovista - Eno Teodoro Wanke - Edições FEBET - Episódio "Um Júri Simulado", com participação do autor. Páginas 2 a 7.

    16- Trovadores Brasileiros da Atualidade. Livro organizado pelo autor com Antônio Soares. Edições Caravelas - P. Alegre - 85.

    17- Antologia da Trova Escabrosa - Edições Codpoe - Eno Teodoro Wanke - Rio de Janeiro - 1989 - Participação do autor na página 30.

    18- Glosando Trovas, de Gislaine Canales Trindade - Cruz Alta - RS - 1987.

    19- Pedaços de Corações - UBT de Bom Jesus do Galho - MG - 1981.

    20- Dez Anos de Neotrovismo - Antologia - 1990 - Eno Teodoro Wanke - Páginas 29 a 36.

    21- "Curtindo os Netos" - Edições Plaquette - Eno Teodoro Wanke - 1993 - Capítulo 3 - "Com as netas no ES e MG" - Referências ao autor.

    22- Revista Ka Huna - nº 18, julho/ dezembro - 1986 - páginas 6 a 9. Editada por Mário Linário Leal, em Brasília - DF.

    23- Revista Brasília. Foto na capa da Revista em 1987 - Publicação do Jornalista Reis de Souza.

    24- Valores Literários do Brasil - Volume V - Selecionado poema com Medalha de Bronze em mais de mil trabalhos. - 1987 - página 24 - Brasília - DF.

    25- Trovas da Latinidade - Organizador Diniz Félix dos Santos - Edições Poietiké - 1987 - Brasília - DF.

    26- Autor do Prefácio do Livro "O Máximo em Máximas" - nº 2 - Autor: Rocha Ramos - Emil Editora Ltda - Belo Horizonte - MG - 1991 - Organização póstuma das obras por Zeny de Barros lana. Edição Pós-Mortem.

    TROVAS COMO EXEMPLO:

    1- Segredos do Bom Trovar, de Maria Thereza Cavalheiro, apresenta Trova do autor como exemplo do gênero cívico - São Paulo - página 19.

    2- Introdução à Arte de Fazer Versos ( Trova, Sextilha, Soneto ) - De Adison do Amaral - Brasília - 1993. Exemplo de Trova para Escansão, na parte 49.

    SELEÇÃO:

    1- Um Soneto do autor com o título "Fazer Trovas" foi selecionado pelo escritor Eno Teodoro Wanke para o livro "Sonetos sobre Trovas".

    BIBLIOGRAFIA:

    1- Francisco Igreja - Dicionário de Poetas Contemporâneos - Rio de Janeiro - 1988. Verbete do autor. A edição de 1990, também apresenta verbete do os dados do autor.

    2- Eno Teodoro Wanke - Várias publicações: "Vila Velha, Capital da Trova", de 1983; "Neotrovismo", de 1985; "Atuação Trovista", de 1985. Biografia e informações sobre o autor.

    3- Enciclopédia da Literatura Brasileira - Editada pelo Ministério da Educação - Rio de Janeiro - Oficina Literária Afrânio Coutinho - 1990 - Dois Volumes - O verbete do autor está na página 335 do 1º Volume. Os dois volumes foram ofertados pelo escritor Eno Teodoro Wanke na solenidade de abertura do 10º Seminário Nacional da Trova, em Julho de 1990, no Salão do Palácio Anchieta, sede do Governo do Estado do Espírito Santo.

    OBRA ESPECIAL:

    "Alvor Poético"- Trovas , haicais, sonetos e poemas livres do autor. João Scortecci Editora - São Paulo - 1996.

    PARTICIPAÇÃO ESPECIAL:

    "Escritores e Escritoras do Século 21"- Antologia Literária - Poema premiado "Fogo da Paixão"- página 33 - Litteris Editora - RJ - 1994

    "Grandes Poetas...Belas Poesias" - Antologia Poética nº 21, com 68 páginas, do Grupo Cooperarte de Literatura - Edição de Outubro de 1997. Poesias do autor nas páginas 19 e 20.





    OBSERVAÇÃO: Permitimos a livre reprodução do conteúdo e agradecemos a citação da fonte com a inclusão de nosso link, se possível.

    Borges, Clério José - Livro História da Serra, 1a. 2a. e 3a Edição - 1998, 2003 e 2009 - Editora Canela Verde - À Venda na Loja Biss, Avenida Central, 901, Parque Residencial Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 33 38 39 05

    Borges, Clério José - Livro Dicionário Regional de Gírias e Jargões - 2010 - Editora Canela Verde - À Venda na À Venda na Loja Biss, Avenida Central, 901, Parque Residencial Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 33 38 39 05



    BIBLIOGRAFIA DO AUTOR

    CLÉRIO JOSÉ BORGES. Biografia Resumida
    Presidente do Clube dos Poetas Trovadores Capixabas, CTC
    Presidente da Academia de Letras e Artes da Serra, ALEAS

    Historiador, Poeta e Trovador Capixaba, o Escritor Clério José Borges de Sant Anna nasceu em 15/09/1950, no bairro de ARIBIRI, Município de Vila Velha, ES. Funcionário Público Estadual Aposentado no Cargo de ESCRIVÃO, trabalhando durante 35 anos, tendo recebido ELOGIOS e Medalhas de Bronze, PRATA e Ouro da Polícia Civil do Espírito Santo. Estudou Direito e Pedagogia na UFES - Universidade Federal do Espírito Santo. Fundou e foi o 1º presidente da Academia de Letras e Artes da Serra, ALEAS. Fundou e preside o Clube dos Poetas Trovadores Capixabas, CTC. Pertence ao Instituto Histórico e Geográfico do ES. Conselheiro durante oito anos do Conselho Estadual de Cultura do Estado do Espírito Santo, tendo exercido as funções de Secretário de Plenário e de Vice Presidente. Conselheiro há 14 anos e atual Vice Presidente do Conselho Municipal de CULTURA da Cidade da Serra, ES. É morador da SERRA, ES, desde 1979 e Cidadão Serrano, titulo conferido pela Câmara Municipal da Serra em 26 de Dezembro de 1994. Senador da Cultura, pela Sociedade de Cultura Latina, SCL. Correspondente da Academia CACHOEIRENSE de Letras, (ES); da Academia PETROPOLITANA de Letras, da Cidade de Petrópolis,(RJ); da Academia Brasileira da Trova e da Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas, ALCEAR e outras Academias e Associações Literárias do Brasil. Autor dos Livros: Trovas Capixabas; Trovadores dos Seminários da Trova; Trovadores Brasileiros da Atualidade; O Trovismo Capixaba; Alvor Poético; O Vampiro Lobisomem de Jacaraípe; História da Serra (3 Edições); Serra em Prosa e Versos/Poetas e Escritores da Serra; Origem Capixaba da Trova; Dicionário Regional de Gírias e Jargões. Organizador, desde 1981 dos Seminários Nacionais da Trova e dos Congressos Brasileiros de Poetas Trovadores. Detentor de Diversos Títulos, DIPLOMAS e homenagens, como por exemplo a MEDALHA CHICO PREGO, recebida em 30/03/2006. Teve atuação como Ator no Filme "QUEIMADO", de João Carlos Christo Coutinho, sobre a Revolta dos Negros Escravos do Distrito do Queimado, na Serra, ES, ocorrida em 1849. Atuou como Ator no FILME "Trovadores do Neotrovismo na Amazônia", da Cineasta Russa Valentina Ivanovna Kupnova. Produz Vídeos amadores para o You Tube onde já atingiu o número superior a mil e trezentos Vídeos. Em 1987 concedeu inclusive entrevista a Leda Nagle, em Rede Nacional, no programa "Sem Censura" da TV Educativa do Rio de Janeiro. É Ministro da Palavra, da Comunidade São Paulo, Paróquia São José Operário, desde Dezembro de 2009 e pertence a Pastoral Familiar da referida Comunidade e Paróquia. Envolvido em lutas comunitárias desde 22/04/1979, participando da fundação do Movimento Comunitário do bairro Eurico Salles, na Serra ES. Clério é registrado como Escritor na BIBLIOTECA NACIONAL. O Livro "História da Serra", 1ª Edição, foi eleito MELHOR LIVRO de 1998, publicado em prosa no Brasil e a cerimônia oficial de premiação foi realizada em abril de 1999, conforme comunicação da Professora e Acadêmica, Maria Aparecida de Mello Calandra, IWA, Presidente da Sociedade de Cultura Latina do Brasil, Mogi das Cruzes - São Paulo. No Dia 10/02/2007, em pleno Carnaval Capixaba, Clério José Borges foi homenageado, no SAMBÃO DO POVO, em Vitória, ES, como Historiador pela Escola de Samba ROSAS DE OURO, do Município da Serra, Espírito Santo. Clério desfilou como Destaque num Carro alegórico pois o enredo "SERRA 450 ANOS DE FUNDAÇÃO, foi baseado no Livro HISTÓRIA DA SERRA, de Clério José Borges. No dia 12 de Setembro de 2009 a convite de Júlio Cesar Batista Nogueira, conhecido como Júlio Autor, o Escritor Clério José Borges participou das filmagens do Vídeo Documentário, NOVA ALMEIDA EM UM OLHAR. No dia 05 de Junho de 2010, no Salão de Festas CENSI, em Itabira, Minas Gerais, Clério José Borges recebeu o título de DESTAQUE DO ANO e TROFÉU CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE.

    Foto 01: Placa Especial recebida por Clério José Borges, no dia 15 de Setembro de 2005, na Sessão Solene do Dia do Historiador da Serra, presidida pelo Vereador João de Deus Corrêa, o Tio João. A Placa diz: " Diploma de Honra ao Mérito. HISTORIADOR SERRANO. CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT ANNA. A Câmara Municipal da Serra, através do Vereador João de Deus Corrêa - Tio João, confere o TÍTULO DE HONRA AO EMÉRITO HISTORIADOR SERRANO, ESCRITOR CLERIO JOSÉ BORGES DE SANT ANNA, por sua brilhante capacidade de Criação Literária, Emérito Trabalho de Pesquisador da História da Serra. Serra, Estado do Espírito Santo, 15 de Setembro de 2005. Assinado: João de Deus Corrêa - Tio João, Vereador Proponente e Adir Paiva, Presidente".

    Foto 02: Belo Horizonte, MG, dia 23 de Agosto de 2011 - Em solenidade presidida pelo Dr. Mário Carabajal, Presidente Nacional Fundador da ALB - Academia de Letras do Brasil e com a coordenação geral da Acadêmica Sílvia de Lourdes Araújo Motta, Escritora, Poeta, Doutora em Filosofia Universal, Cadeira 2 (dois) de Minas Gerais, Presidente “pro tempore” da ACADEMIA DE LETRAS DO BRASIL-ALB de MINAS GERAIS, realizada na sede do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, na Rua Guajajaras 1268, (sobreloja), Belo Horizonte, Minas Gerais, receberam a Medalha do Mérito Cultural AFONSO PENA e foram empossados como Acadêmicos Imortais, seguidores de Platão, os Escritores Capixabas, CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT ANNA e KÁTIA MARIA BOBBIO LIMA, respectivamente Presidente e Vice Presidente do CTC, Clube dos Poetas Trovadores Capixabas. A solenidade que foi muito bem organizada contou com a Diplomação de mais 38 Acadêmicos Imortais entre as quais a premiadíssima Escritora de Minas Gerais, Zeni de Barros Lana. No evento duas brilhantes apresentações musicais, inclusive a do Coral Luís de Camões, que foi aplaudido de pé por todos os presentes. Na foto Clério e a Medalha Afonso Pena.

    ESCRITOR PERSONALIDADE NOTÁVEL DE 2012

    No dia 10 de março do ano de 2012, Clério José Borges recebe o Troféu Pedro Aleixo, na cidade de Itabira, MG, como "Personalidade Brasileira Notável de 2012." Na foto Clério José Borges, o belo Troféu Dr. Pedro Aleixo e o Jornalista Eustáquio Lúcio Felix, promotor do evento.
    Na Internet consta a seguinte notícia:
    O Escritor Capixaba Clério José Borges foi eleito "Personalidade Brasileira Notável de 2012" e foi agraciado no dia 10 de março de 2012, no palco do salão de festas da ATIVA, na cidade de Itabira, Minas Gerais, com o Troféu Pedro Aleixo, honraria que é outorgada aqueles que se destacaram no cenário mineiro e brasileiro por sua coragem e, sobretudo pela capacidade de modificar o universo social, político, cultural e profissional que os rodeia, com sua sensibilidade e sua visão pessoal de mundo.
    O Convite para a homenagem a Clério José Borges foi feito pelo Sr. Eustáquio Lúcio Félix - Jornalista e diretor da Félix Eventos e Cerimonial, por indicação da Jornalista e Escritora Léa Lu, residente em Contagem, Minas Gerais. Clério esteve presente e participou da 12ª edição da entrega do Troféu Pedro Aleixo, considerado um grandioso evento sociocultural e empresarial do País, acompanhado de sua esposa Zenaide Emília Thomes Borges.

    HOMENAGEM NA CÂMARA MUNICIPAL DA SERRA, ES

    Dia 26/11/2012, o Vereador da Serra, ES, Bruno Lamas da Silva homenageou o Escritor Clério José Borges, presidente da ALEAS, com um Diploma de Voto de Congratulação, por ter recebido em Itabira, MG, o Troféu Pedro Aleixo.

    No Web Site do Vereador consta a seguinte notícia:
    Bruno Lamas homenageia aqueles que promovem a cultura da Serra.
    O vereador Bruno Lamas (PSB) usou a tribuna da Câmara Municipal da Serra na sessão ordinária de segunda-feira (26/12/2012) para falar sobre a importância de algumas pessoas para a cultura da Serra. Na oportunidade ele ressaltou o trabalho desenvolvido na Serra pelo escritor, historiador e imortal da Academia de Letras da Serra, Clerio Borges; Bruna Chola e Weslei da WB produções também foram homenageados, eles colocaram o Espírito Santo na rota das grandes e boas peças teatrais. A bailarina Liviane Pimenta que desenvolve um belo trabalho no município da Serra com danças e atividades culturais com muita qualidade e premiações também foi agraciada pelo vereador.
    O vereador Bruno Lamas (PSB) usou a tribuna da Câmara Municipal da Serra na sessão ordinária desta segunda-feira (26) para falar sobre a importância de Clerio Borges, escritor e imortal da Academia de Letras da Serra, para a cultura serrana. Clerio recebeu um justo voto de louvor pelo e excelente trabalho prestado, umas das maiores honrarias concedidas pelo Poder Legislativo a personalidades que se destacam em suas áreas de atuação.
    Para a vereadora Sandra Gomes (PSDC), Clerio se expressa com a alma. “Toda fala é uma poesia, é uma prosa. Tenho certeza que hoje, ao receber essa que é uma das maiores homenagens deste Poder - esse voto de louvor aprovado por todos os membros da Casa -, estamos honrando o meu colega, o meu confrade, concedendo essa justa homenagem”, frisou. Prestigiaram a entrega dos votos de louvor os vereadores Aldair Celestino Xavier, Auredir Pimentel, Boy do INSS, Neidia Pimentel, Lourencia Riani, Sandra Gomes, Marcos Tongo, Jamir Malini, Guto Lorenzoni, Davi Duarte, João Luiz Teixeira, Ericson Duarte, além do presidente do Legislativo serrano, vereador Cezar Nunes.



    SESSÃO SOLENE DA CÂMARA
    HOMENAGEIA HISTORIADORES DA SERRA

    15/09/2005 - Em solenidade realizada na Sala de Reuniões Flodoaldo Borges Miguel, no Plenário da Câmara Municipal da Serra, os Escritores Clério José Borges de Sant Anna, João Luiz Castello Lopes Ribeiro e Galbo Benedicto do Nascimento foram homenageados com uma PLACA ESPECIAL, DIPLOMA DE HONRA AO MÉRITO, HISTORIADOR SERRANO.
    O Dia do Historiador foi uma Lei Municipal aprovada pela Câmara e sancionada pelo Prefeito da Serra, em 2005.
    De Autoria do Vereador Joâo de Deus Corrêa, o Dia do Historiador Serrano foi aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal da Serra, sendo a primeira Lei aprovada pela Câmara e sancionada em 2005 pelo Prefeito Municipal, Dr. Audifax Barcellos. A comemoração foi concretizada no dia 15 de Setembro de 2005, ocasião em que foram homenageados os três principais historiadores do Município da Serra, Clério José Borges; João Luiz Castello Lopes Ribeiro e Galbo Benedicto do Nascimento, os três membros fundadores da Academia de Letras e Artes da Serra, Serra, ES
    Na foto Clério José Borges, Vereador Tio João e João Luiz Castello em solenidade na Câmara Municipal da Serra, ES, Brasil.





    FONTE DE PESQUISAS

    Borges, Clério José - Livro "História da Serra", 1a. 2a. e 3a Edição - 1998, 2003 e 2009 - Editora Canela Verde -

    Borges, Clério José - Livro "Serra em Prosa & Versos - Poetas e Escritores da Serra", 1a. Edição - 2006 - Editora Canela Verde - Edição comemorativa aos 450 anos de colonização da Serra, ES.

    Borges, Clério José - Livro "Origem Capixaba da Trova", 1a. Edição - 2007 - Editora CTC - Clube dos Trovadores Capixabas - Coleção Neotrovismo Capixaba. Edição Limitada prestes a esgotar-se.

    Borges, Clério José - Livro "Dicionário Regional de Gírias e Jargões", - 2010 - Editora Canela Verde.


    OBSERVAÇÃO:

    Permitimos a livre reprodução do conteúdo histórico constante desta página na INTERNET e de Autoria de Clério José Borges. Agradecemos a citação da fonte com a inclusão de nosso link, se possível.



    CONSIDERAÇÕES FINAIS


    O Autor Clério José Borges, hoje Funcionário Público Estadual aposentado, encontra-se disponível para realizar PALESTRAS sobre a "História da Serra", "Revolta dos Negros do Queimado" e sobre Poesia e Trovas, mediante agendamento antecipado (Telefone: 27 - 92 57 82 53) e determinadas condições a serem previamente combinadas.




    CAPA DE ALGUNS LIVROS ESCRITOS POR CLÉRIO JOSÉ BORGES

    Alguns livros de Clério José Borges encontram-se esgotados. Outros poderão ser encomendados através da Loja Biss, na Avenida Central, 901, Parque Residencial Laranjeiras, Município da Serra, Estado do Espírito Santo, Brasil - Tel.: 27 - 33 38 39 05, falar com Clérigthom ou diretamente em contato com o autor Clério José Borges de Sant Anna pelos telefones: 55 - 27 - 92 57 82 53.
    Contatos por e-mail: clerioborges@hotmail.com ou clerio@clerioborges.com.br




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    Verde - Edição comemorativa aos 450 anos de colonização da Serra, ES.

    Borges, Clério José - Livro "Origem Capixaba da Trova", 1a. Edição - 2007 - Editora CTC - Clube dos Trovadores Capixabas - Coleção Neotrovismo Capixaba. Edição Limitada prestes a esgotar-se.

    Borges, Clério José - Livro "Dicionário Regional de Gírias e Jargões", - 2010 - Editora Canela Verde.

    OBSERVAÇÃO:

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    O Autor Clério José Borges, hoje Funcionário Público Estadual aposentado, encontra-se disponível para realizar PALESTRAS sobre a "História da Serra", "Revolta dos Negros do Queimado" e sobre Poesia e Trovas, mediante agendamento antecipado (Telefone: 27 - 92 57 82 53) e determinadas condições a serem previamente combinadas.




    CAPA DE ALGUNS LIVROS ESCRITOS POR CLÉRIO JOSÉ BORGES

    Alguns livros de Clério José Borges encontram-se esgotados. Outros poderão ser encomendados através da Loja Biss, na Avenida Central, 901, Parque Residencial Laranjeiras, Município da Serra, Estado do Espírito Santo, Brasil - Tel.: 27 - 33 38 39 05, falar com Clérigthom ou diretamente em contato com o autor Clério José Borges de Sant Anna pelos telefones: 55 - 27 - 92 57 82 53.
    Contatos por e-mail: clerioborges@hotmail.com ou clerio@clerioborges.com.br




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