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CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT´ANNA                                             VOLTAR



SÍMBOLOS DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO


O estado do Espírito Santo está localizado na Região Sudeste do território brasileiro, limita-se com os estados da Bahia (ao norte), Minas Gerais (a oeste) e Rio de Janeiro (ao sul), além de ser banhado pelo oceano Atlântico (a leste). Quem nasce no estado é chamado de capixaba.

Sua extensão territorial é de 46.098,571 quilômetros quadrados, divididos em 78 municípios. Conforme contagem populacional realizada em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a população estadual totaliza 3.514.952 habitantes. A densidade demográfica é de 76,2 habitantes por quilômetro quadrado e a taxa de crescimento demográfico é de 1,3% ao ano. A população urbana é composta por 83,4% dos habitantes, a população residente em áreas rurais corresponde a 16,6%.

O índio ocupava o território que atualmente corresponde ao estado do Espírito Santo, no entanto, o povoamento se intensificou com os fluxos migratórios de mineiros e fluminenses que foram atraídos pelo café, que começou a ser cultivado após 1840.

A população do Espírito Santo é composta por vários imigrantes, entre eles estão os italianos, alemães, africanos, poloneses, suíços, austríacos, belgas, libaneses, entre outros. O estado possui uma das maiores colônias italianas do Brasil.

   A bandeira do Espírito Santo foi criada em 1908 e instituída em 24 de julho de 1947. É composta de três faixas horizontais e de mesmo tamanho, nas cores azul, branco e rosa.

   Essas cores representam as vestes de Nossa Senhora da Vitória, nossa padroeira. No centro da Segunda faixa, um arco, em letras azuis, traz a legenda "Trabalha e Confia". Essa legenda é de autoria de Jerônimo Monteiro, e foi inspirada na doutrina de Santo Inácio de Loyola: "Trabalho como se tudo dependesse de ti. Confia como se tudo dependesse de Deus."

   O nosso Brasão de armas também foi instituído por decreto-lei, em 24 de julho de 1947. Os elementos que constituem o nosso brasão são:

  • Convento da Penha: maior patrimônio histórico-religioso do estado
  • Ramo de café: principal produto agrícola capixaba a partir de 1850
  • Ramo de cana-de-açúcar: principal produto agrícola até 1850
  • 23 de maio de 1535: data de chegada de Vasco Fernandes Coutinho ao Espírito Santo, dando início à colonização
  • 12 de junho de 1817: dia do fuzilamento de Domingos José Martins, herói capixaba
  • Estrelas: representam os estados vizinhos: Bahia, Minas Gerais e Rio de janeiro.


  •    O selo é outra marca estampada que simboliza nosso Espírito Santo. As cores são as mesmas da bandeira. No centro, o desenho do Convento da Penha, que é considerado o maior patrimônio histórico-religioso do Estado e fica localizado no município de Vila Velha.

       A data escrita no selo, 23 de maio de 1535, marca a chegada do donatário Vasco Fernandes Coutinho, que deu início à colonização do Espírito Santo.

    BEIJA FLOR, PÁSSARO SÍMBOLO DO ESPÍRITO SANTO

    Lei Estadual aprovada pela Assembléia Legislativa do Estado, por iniciativa do então Deputado Estadual, Antônio Moreira (Nova Venécia), o BEIJA FLOR foi no governo Gerson Camata, considerado o PÁSSARO SÍMBOLO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. A verdade é que o Deputado Antônio Moreira tinha um Assessor que era Poeta e conhecia o trabalho do Clube dos Trovadores, de Clério José Borges e de Eno Theodoro Wanke e assim as coisas se encaminharam de forma rápida e mais certa. Assim o BEIJA FLOR que era o pássaro símbolo do CLUBE DOS POETAS TROVADORES CAPIXABAS e dos Poetas Trovadores Capixabas passou a ser também o PÁSSARO SÍMBOLO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, através de uma idéia do Escritor ENO THEODORO WANKE, nascida no Terceiro Seminário Nacional da Trova, organizado por Clério José Borges e plenamente aprovada e endossada pelo Deputado Estadual Antônio Moreira, representante do Norte do Estado na Assembléia Legislativa Estadual.

    LEI ORDINÁRIA Nº: 3689/1984 - PUBLICAÇÃO: 06/12/1984 - AUTORIA: ANTONIO MOREIRA - EMENTA: Denomina o "Beija-Flor", o pássaro símbolo do Estado do Espírito Santo.

    LEI Nº 3.689

    O GOVERNADOR DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO

    Faço saber que a Assembléia Legislativa decretou e eu sanciono a seguinte lei.

    Art. 1º - O Beija-Flor passa a ser considerado pássaro símbolo do Estado do Espírito Santo.

    Art. 2º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

    Art. 3º - Revogam-se as disposições em contrário.

    Ordeno, portanto, a todas as autoridades que a cumprem e a façam cumprir como nela se contém.

    O Secretário de Estado da Justiça faça publicá-la, imprimir o correr.

    Palácio Anchieta, em Vitória 05 de dezembro de 1984.

    GERSON CAMATA

    Governador do Estado

    MÁRIO ALVES MOREIRA Secretário de Estado da Justiça

    (D.O. 06/12/84)



    A idéia foi do Escritor Eno Theodoro Wanke em Visita ao Espírito Santo durante a realização do Terceiro Seminário Nacional da Trova, reunindo Poetas Trovadores Brasileiros, realizado em Vila Velha - ES, em 1983, sob a presidência do Poeta Trovador Capixaba, Clério José Borges. Eno encaminhou minuta de um projeto a Clério José Borges que por sua vez entregou ao Deputado Estadual da época, Antônio Moreira, que elaborou o projeto que foi votado e aprovado por unanimidade e se transformou em Lei Estadual no Estado do Espírito Santo. BEIJA FLOR, PÁSSARO SÍMBOLO DO ESPÍRITO SANTO.

    O beija-flor é um pássaro símbolo do Espírito Santo e através dele a imagem do Espírito Santo pode assumir vôos ainda mais altos e rápidos. Está em nosso estado uma das maiores concentrações de beija-flores do planeta. E foi ele que mais chamou a atenção para Augusto Ruschi, tornando-o ainda hoje celebridade científica de reconhecida fama mundial.

    Nas asas do beija-flor, pequenas e ágeis, podemos abrigar tantos outros valores étnico-culturais do ES e num caminho único e solidário transformá-los em força de imagem capaz de atrair os olhos do mundo.

    Esta pequena e colorida “máquina de voar” a muitos encanta por seu brilho intenso e por seu comportamento curioso. O Beija-Flor pertence a família Trochilidae, onde estão incluídas mais de 300 espécies. Entre elas encontramos o Beija-Flor Abelha (Mellisuga helenae), originário de Cuba, que mede cerca de 6 cm de comprimento da ponta da cauda até a ponta de seu bico, sendo a menor ave do mundo. No outro extremo encontramos o Beija-Flor Cauda-de-Tesoura (Eupetomena macroura), um dos maiores do grupo, medindo cerca de 17 cm. Encontram-se distribuídos apenas na porção oeste do globo terrestre e habitam os mais diversos locais, de desertos a florestas úmidas e de regiões costeiras até as alturas da Cordilheira dos Andes.

    O Beija-flor é o único capaz de voar para trás.

    Características

    O Beija-Flor é a única ave capaz de voar para trás, graças ao arranjo esquelético-muscular que possui. Chega a bater as asas mais de 70 vezes por segundo, conforme a espécie, podendo permanecer “parado no ar” em pleno vôo. Devido à velocidade com que bate suas asas, produz um som semelhante a um zumbido (humm), sendo por isso chamado Hummingbird, em inglês. O efeito fruta-cor de suas penas é obtido pela passagem de luz através das estruturas iridescentes presentes em suas penas. “Parado no ar” em pleno vôo. Devido à velocidade com que bate suas asas, produz um som semelhante a um zumbido (humm), sendo por isso chamado Hummingbird, em inglês. O efeito fruta-cor de suas penas é obtido pela passagem de luz através das estruturas iridescentes presentes em suas penas.

    Valem-se da velha máxima “tamanho não é documento”. São extremamente territorialistas, não se importando com o tamanho de seus adversários. Chegam literalmente a tomar conta de uma árvore ou fonte de alimento, dando rasantes e perseguindo quem adentrar seu território. São capazes de expulsar gaviões e outras aves maiores. Costumam permanecer sozinhos a maior parte do tempo. Normalmente são vistos aos pares apenas no período reprodutivo, quando realizam uma belíssima corte composta por sons e vôos acrobáticos.

    Os machos apresentam coloração mais intensa do que as fêmeas e o comportamento de “mergulhar” no ar. Este mergulho em forma de “U” é utilizado pelos Beija-Flores machos durante a corte e também como impulso, para ganhar mais altura.

    A fêmea é responsável pelas tarefas de construção do ninho, choco, alimentação e a proteção aos filhotes. Constrói o pequeno ninho nas forquilhas das árvores, utilizando líquens, musgos, folhas e painas, revestindo-os depois com teias de aranha, o que garante impermeabilização e resistência. O pequeno ninho de forma cilíndrica comporta dois pequenos ovos. Após 3 ou 4 semanas do nascimento, os filhotes já estão prontos para deixar o ninho.

    Um Beija-flor se alimenta 10 a 15 vezes por hora

    Alimentação

    Por ser um animal de sangue quente (endotérmico), como qualquer outra ave, o Beija-Flor necessita de muita energia para manter sua temperatura corporal. Esta energia é obtida essencialmente do néctar das flores. Algumas espécies chegam a visitar cerca de 2000 flores por dia. Devido à quantidade de energia que necessitam para manter suas atividades físicas e metabólicas, um Beija-Flor se alimenta de 10 a 15 vezes por hora. Se ingeríssemos, proporcionalmente, a mesma quantidade de açúcar que o Beija-Flor necessita, entraríamos em coma diabético. Isto não ocorre com estas aves devido ao seu rápido e eficiente processo gastrointestinal de quebra e absorção de açúcares. Além do néctar, alimentam-se de pequenos insetos, aranhas e pólen, garantindo assim proteínas para suas estruturas musculares.

    Para poupar energia durante a noite, o Beija-Flor reduz ao máximo seus batimentos cardíacos e sua temperatura corporal, entrando no chamado “estado de torpor”. É como se o Beija-Flor entrasse em uma curta hibernação. Ao amanhecer ele lentamente sai do estado de torpor, levando cerca de 20 minutos para despertar, e reinicia suas atividades normais.

    O Uso do Açucar comum ou mel em bebedouros para Beija-flor é condenável.

    Na natureza desempenham um importante papel na polinização das plantas. O tamanho e o formato do bico (mais ou menos curvo) podem variar em função do formato da flor que costumam visitar. Além do bico, os Beija-Flores contam com o auxílio de sua comprida língua para sugar o néctar das flores.

    Têm preferência por flores vermelhas e amarelas, em especial as que o néctar possua mais sacarose do que outros açúcares. Os Beija-Flores possuem boa memória, podendo se lembrar de fontes de alimento de anos anteriores. Existem relatos científicos de Beija-Flores que visitaram por mais de 5 anos o mesmo alimentador.

    O uso de açúcar comum ou mel em bebedouros para Beija-Flor é condenável, pois são produtos que fermentam rapidamente, podendo contaminar os pássaros com fungos que causam uma micose na boca e podem levá-los à morte.


     

    HINO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
    Hino oficializado pelo decreto-lei estadual nº 16.618, de 24 de julho de 1947.

    Letra de José Joaquim Pessanha Póvoa e música de Arthur Napoleão.

    José Joaquim Pessanha Póvoa

    Pessanha Póvoa nasceu em São João da Barra, no Estado do Rio de Janeiro, em 15/04/1836, tendo residido no Espírito Santo de 1875 até a data de seu falecimento, excetuando-se o período em que retornou a seu Estado, para ali exercer o cargo de Chefe de Polícia, no governo de Francisco Portella (1888/1891).

    Arthur Napoleão

    Artur Napoleão dos Santos nasceu no Porto (Portugal) em 6 de março de 1843 e faleceu no Rio de Janeiro em 12 de maio de 1925. Menino prodígio (seu primeiro recital de piano aconteceu aos sete anos), viajou pela Europa e também pela América, merecendo elogios de grandes personalidades musicais.


    LETRA DO HINO DO ESPÍRITO SANTO

    Surge ao longe a estrela prometida,
    Que a luz sobre nós quer espalhar;
    Quando ela ocultar-se no horizonte,
    Há de o sol nossos feitos lumiar.

    Nossos braços são fracos, que importa?
    Temos fé, temos crença a fartar;
    Supre a falta de idade e de força,
    Peitos nobres, valentes, sem par.

    Salve, oh, povo espírito-santense!
    Herdeiro de um passado glorioso,
    Somos nós a falange do presente,
    Em busca de um futuro esperançoso.

    Saudemos nossos pais e mestres,
    A pátria, que estremece de alegria,
    Na hora em que seus filhos, reunidos,
    Dão exemplos de amor e de harmonia.

    Venham louros, coroas, venham flores,
    Ornar os troféus da mocidade;
    Se as glórias do presente forem poucas;
    Acenai para nós posteridade!

    Salve, oh, povo espírito-santense!
    Herdeiro de um passado glorioso,
    Somos nós a falange do presente,
    Em busca de um futuro esperançoso.



    JEQUITIBÁ ROSA

    A LEI ORDINÁRIA N°: 6146/2000, publicada em 09/02/2000 de AUTORIA do Deputado CLAUDIO VEREZA, Declara o Jequitibá-rosa, a Árvore Símbolo do Estado, e institui o dia 21 de setembro, como o dia Estadual do Jequitibá-rosa.

    O jequitibá-rosa (Cariniana legalis (Mart.) Kuntze), árvore emergente brasileira da família Lecythidaceae, é a árvore-símbolo dos estados de São Paulo e do Espírito Santo. Seu porte e beleza fizeram com que seu nome fosse dado a cidades, ruas e palácios.

    No Espírito Santo tem data comemorativa, o dia 21 de setembro (Lei 6.146, de 08.02.2000 -ES). O Projeto Jequitibá-rosa, da Associação Ecológica Força Verde, esteve à procura da maior árvore desse espécie no Espírito Santo. Acabou encontrando um Jequitibá-rosa gigantesco, em Alto Bérgamo, município de João Neiva(ES). Medições comparativas indicam claramente que esta sim é a maior árvore da Mata Atlântica brasileira, medindo 11,85 metros de circunferência.

    Existe alguma confusão a respeito do nome vulgar desta espécie, que, dependendo da região do Brasil, pode referir-se a qualquer uma das espécies de jequitibás.

    É a espécie tipo do gênero Cariniana, descrita como Cariniana brasiliensis por Casaretto, em 1842, no Rio de Janeiro. No entanto, foi descrita pela primeira vez por von Martius em 1837 como Couratari legalis. A revisão de gêneros botânicos feita por Kuntze em 1898 a renomeou como Cariniana legalis.

    Sinonímia: congolo-de-porco, estopa, jequitibá-de-agulheiro, jequitibá-branco, jequitibá-cedro, jequitibá-grande, jequitibá-vermelho, pau-carga, pau-caixão, sapucaia-de-apito.

    Características morfológicas - É considerada a maior árvore nativa do Brasil, porque pode atingir até 50 metros de altura e um tronco com diâmetro de até sete metros.

    Suas folhas membranáceas medem até 4 x 7 cm. As flores, pequenas, que surgem de dezembro a fevereiro, são de cor creme.

    O fruto é um pixídio lenhoso, cuja abertura espontânea, em agosto-setembro, libera as pequenas sementes de dispersão eólia. Um quilograma contém cerca de 22 mil sementes, que germinam em ambiente semi-sombreado, emergindo o broto entre 12 e 20 dias.




    NOSSA SENHORA DA PENHA, PADROEIRA DO ESPÍRITO SANTO

    Foi o papa Urbano VIII, em bula de 23 de março de 1630, quem proclamou Nossa Senhora da Penha protetora da terra capixaba. Diz a historiadora Maria Stella de Novaes, na obra Relicário de um Povo, que a bula papal foi confirmada, em 26 de janeiro de 1908, em virtude do resultado de um plebiscito realizado em todas as paróquias da diocese do Estado do Espírito Santo, quando era bispo Dom Fernando de Souza Monteiro. A escolha do fiéis mereceu aprovação do Vaticano, segundo despacho assinado pelo Cardeal Martinelli, em 27 de novembro de 1912, nos seguintes termos: Desde os tempos mais remotos os fiéis cristãos da Diocese do Espírito Santo acompanham com grande carinho o exercício da devoção à Santíssima Virgem Mãe de Deus, sob o título popular — da Penha, cuja imagem, pintada num quadro de madeira, foi primeiramente exposta à veneração pública no ano de 1558 e, em seguida, colocada no templo sobre um alto monte (situado à entrada do porto de Vitória), generosamente construído e dedicado à Imaculada Mãe de Deus, sob o título da Penha da Cidade da Vitória, que é a sede episcopal da célebre Diocese. Por motivo dessa insigne piedade, como a Diocese do Espírito Santo ainda não gozasse de um celeste Patrono, o clero e o povo relembraram o decreto de Urbano VIII, de 23 de março de 1630, escolhendo a Santíssima Virgem Maria, sob o título da Penha, como sua principal protetora junto a Deus e apelam, com suplicantes votos, para que o Reverendíssimo. Sr. Dom Fernando de Souza Monteiro, Bispo do Espírito Santo, consiga essa confirmação apostólica, sendo deste modo exposta ao abaixo assinado — Cardeal Prefeito da Sagrada Congregação dos Ritos (que), por sua autoridade constituiu e declarou a Santíssima Virgem Maria, sob o título popular - da Penha, principal Padroeira de toda a Diocese do Espírito Santo, no Brasil, com todos os privilégios e honras atribuídos à mesma Padroeira, que competem, por direito, aos principais patronos. Assinado na festa da mesma Santíssima Virgem Maria da Penha, segunda-feira da oitava da Páscoa, conforme entrou em voga o memorável costume de celebrar a mesma festa, no mesmo lugar".





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