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CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT´ANNA                                             VOLTAR

TV GAZETA ENTREVISTA CLÉRIO JOSÉ BORGES

PROGRAMA CONEXÃO GERAL



A Convite da Repórter Luciana Gama, Escritores e Artistas da Serra foram convidados para dar um depoimento sobre o Herói, Francisco de São José, o Chico Prego em entrevista na Serra Sede no dia 07 de Novembro de 2011.

O Escritor Clério José Borges e o Artista Jenésio Jacob Kuster, o conhecido Tute, (foto ao lado), concederam entrevista a Luciana Gama em frente a Estátua Chico Prego, na Praça Almirante Tamandaré, na esquina da rua Cassiano Castelo com a Avenida Getúlio Vargas, com imagens do cinegrafista Fabrício Christi. Outros escritores e artistas concederam entrevistas em outros locais da Serra sede.

O tema da Reportagem foi sobre o Herói da Revolta dos Negros do Distrito do Queimado, Chico Prego, que com Eliziário e João da Viúva Monteiro foram os líderes de tal Revolta. A entrevista foi realizada pela Repórter, Luciana Gama, a Lu Gama, (foto) que trabalha na TV Gazeta desde 1998 e já participou do Programa EM MOVIMENTO. Além da TV, Lu Gama é professora universitária e desenvolve projetos na área do audiovisual, como o documentário SIGA MINHAS MÃOS.

O programa Conexão Geral de informação e entretenimento, vai ao ar, aos domingos, misturando bate-papo, música, humor e notícias do final de semana, pela TV Gazeta (ES). Segundo texto da INTERNET, "todo domingo é assim: o Conexão Geral leva aos capixabas atrações que só o Espírito Santo tem. Leva pra telinha - no final de domingo, depois do Fantástico - as belezas naturais do Estado, histórias curiosas, aventuras, personagens especiais e a cultura feita por aqui. Tudo junto e misturado no estúdio que é palco de manifestações artísticas e papos interessantes sobre os mais diversos assuntos, de saúde a humor, de música a dança, de comportamento e celebridades a notícias do final de semana."

A reportagem sobre Chico Prego foi realizada para ir ao ar, no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. Na página do Programa na INTERNET, no dia 18/11/2011, constava: "Domingo é dia de Conexão Geral. Logo após o Fantástico, a Tati Wuo vem com as principais atrações para animar sua noite. Como no domingo é dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, fizemos turismo num quilombo, na realidade você fica sabendo mais sobre o turismo quilombola no programa. Além do turismo, vamos saber um pouco mais do mundo dos cosméticos, além de conhecer um pouco a história de Chico Prego, que é nome de lei de incentivo a cultura na Serra."

A Reportagem foi feita, conforme registro fotográfico, mas infelizmente a Gravação completa com vários depoimentos não pode ir ao ar, conforme E-MAIL da Repórter LUCIANA:

"Ei Clério, tudo bem? O nome do cinegrafista é Fabrício Christ. A matéria ficou bacana, mas infelizmente tivemos alguns problemas no áudio e tivemos que tirar a parte da sua entrevista, a do Teodorico e a do Tuti. Peço desculpas pelo ocorrido. E como a matéria é bem curta ficou somente o Aurélio e o Assis".

Infelizmente acontece.

OBS.: No Domingo dia 20 de novembro de 2011, Dia da Consciência Negra, a matéria foi ao ar com entrevistas concedidas pelo Mestre Aurélio Carlos Marques de Moura e pelo renomado e valoroso Artista Plástico, Walter Francisco de Assis. As entrevistas de Teodorico, Tute e minha (Clério José Borges) não foram mostradas como a Luciana havia informado. Mas eu, (Clério José Borges) acabei aparecendo na reportagem exibida neste Domingo dia 20/11/2011. É que, para ilustrar a matéria foram exibidas cenas do Filme "QUEIMADO". Na cena da invasão da Igreja pelos Escravos, Clério José Borges apareceu na referida reportagem, vivendo o personagem do referido filme, o CORONEL MANOEL OLIVEIRA. Para melhor compreensão de todos, segue abaixo o artigo "UM DOMINGO DIFERENTE" de minha autoria onde narro a minha experiência como Ator no referido Filme de João Carlos Christo Coutinho.



RELATO HISTÓRICO DA ENTREVISTA DE CLÉRIO JOSÉ BORGES SOBRE O HERÓI CHICO PREGO

     Chico Prego, herói da Revolta dos Negros Escravos do Queimado. Foto de Clério José Borges e Tomaz dos Santos Silva. IGREJA DE SÃO JOSÉ DO QUEIMADO Francisco de São José, o Chico Prego. Escravo de Ana Maria de São José. Era um dos Chefe da Insurreição.

O Chico vem de Francisco e a palavra Prego tinha sentido pejorativo pois se referia a uma espécie de macaco da região do Amazonas.

Enquanto Elisiário destacava-se pela inteligência, Chico Prego, negro alto e forte, liderava pelo seu espírito de luta, por sua coragem. Foi preso e condenado à morte na forca.

Preso, Chico Prego foi levado para a Serra, viajando a pé, as seis léguas. Na Serra assistiu a construção do patíbulo. Na data e hora marcada, percorreu as principais ruas da Serra ao som de um tambor surdo e sinos da Igreja. O cortejo parava de momentos em momentos para que fosse lida a sentença. Defronte à forca, recebe a última unção religiosa. De mãos atadas sobe as escadas do patíbulo. O carrasco Ananias passa-lhe a corda em redor do pescoço e impele o negro para o espaço, fazendo pressão sobre os ombros para maior pressão da corda. Cinco minutos depois a corda é cortada. O corpo cai no chão e o negro ainda agoniza. O carrasco Ananias com um pedaço de pau, esmaga-lhe o crânio, os braços e as pernas.

O relato com detalhes da morte de Chico Prego, Herói da Liberdade na Serra, encontra-se na obra "A Insurreição de 1849 na Província do Espírito Santo", de Wilson Lopes de Resende, do Colégio Estadual "Muniz Freire", tese aprovada no IV Congresso de História Nacional. O livro é das Edições Itabira, Cachoeiro de Itapemirim, 1949, página 15 e 16.

Chico Prego foi executado na sede da Vila de Nossa Senhora da Conceição da Serra, no dia 11 de janeiro de 1850, "nas proximidades da Igreja, para servir de exemplo."

Sobre o local exato onde Chico Prego foi enforcado na Sede do Município, historiadores informam ter sido a pracinha, onde hoje, em 2011, está construída a Praça Ponto de Encontro.

 

PROJETO CHICO PREGO

 

Em reunião da Câmara Municipal da Serra realizada em 1996, foi aprovado o Projeto Cultural "Chico Prego".

O Projeto de Lei recebeu o N.º 028/95 e foi apresentado pela primeira vez na Câmara Municipal da Serra, por seu autor, Vereador Edvaldo C. Dias da Mata, no dia 11 de maio de 1995. O Projeto consiste na concessão de incentivo fiscal para a realização de Projetos Culturais nas áreas de Música, Dança, Teatro, Literatura, Cinema, Vídeo, Artes Plásticas, Folclore, Ciências Sociais, Museus e Associações Culturais, etc., sendo beneficiada pessoa física ou jurídica domiciliada no Município, no mínimo há dois anos.

Justificando o nome de Chico Prego dado ao Projeto, o então Vereador Edvaldo relata:

"... Daí nossa homenagem a "Chico Prego" - escravo refugiado do Quilombo de Queimado que na luta pela liberdade, desafiou a Igreja e os patrões quando exigiu o cumprimento da proposta de que ao final da construção da Igreja de São José do Queimado receberia a alforria - a proposta não foi cumprida, o que ocasionou uma rebelião iniciada na Serra e que culminou na prisão e morte de vários líderes, entre eles, "Chico Prego", que foi enforcado onde hoje está construída a Praça Ponto de Encontro, na sede do Município. Por esse exemplo de coragem e de luta, bem como pelo resgate da memória cultural e histórica do Município é que nosso projeto reconhece os escravos e especialmente "Chico Prego" como precursores da Cultura Serrana."

 



FILME "QUEIMADO" CONTA A REVOLTA DOS NEGROS
ESCRAVOS OCORRIDA NO DISTRITO DO QUEIMADO, ES.

Clério José Borges também teve uma pequena participação como Ator no Filme "QUEIMADO", realizado em 2004, pelo Diretor, João Carlos Coutinho e que conta a história da Revolta dos Negros Escravos, ocorrida no Distrito do Queimado, no Município da Serra, em 19 de março de 1899. Em determinado momento, há um diálogo entre Chico Prego, Elisiário e o Frei Italiano Gregório De Bene e logo depois, um do Coronéis, interpretado por Jeremias Hilário dos Santos, (57 anos), grita: "Fecha as Portas!!!". Clério José Borges, na figura do Coronel Manoel Oliveira responde: "Não. Não feche...O que os negros vão pensar de nós?! Que somos covardes?!!! Se vocês fecharem as portas, eles vão criar muito mais coragem para nos enfrentarem!!!".
Maravilha !!! Foi a minha primeira interpretação como ator. Uma Glória. Mas pensam que foi fácil!!! Lêdo engano. Na primeira vez errei a ultima frase. Na segunda também. Na terceira esqueci o final e improvisei e depois a coisa foi fluindo normalmente e no final tudo deu certo.

UM DOMINGO DIFERENTE
Por Clério José Borges

Domingo, dia 14 de março de 2004, positivamente foi um dia diferente. A convite do cineasta João Coutinho participei das filmagens do Curta sobre a Insurreição do Queimado. Cheguei por volta das 10 horas da manhã. Mais de 60 pessoas já estavam aglomeradas nas proximidades da Igreja São João Batista. A capela construída em 1584, foi reconstruída em 1996, sendo re-inaugurada em 05 de maio de 1996. Localizada distante do núcleo habitacional, transformou-se no local ideal para as filmagens de um fato histórico, iniciado no dia 19 de março de 1849, quando o Distrito do Queimado, na Serra, foi palco de uma Revolta de Negros Escravos.
Logo, Maria Martha, assistente do Diretor João, forneceu-me um colete especial, confeccionado nos moldes dos usados em 1849.
Enquanto a equipe técnica se preparava para as primeiras filmagens, grande parte do elenco se preparava. Uns decoravam textos. Outros tinham as roupas ajustadas e alguns eram maquiados por Jota Jota e uma auxiliar. Uma grande festa.
Logo uma reunião com o Diretor João e um auxiliar e, em seguida todos seguiram por um pequeno caminho, mato a dentro, para as filmagens de uma procissão. Cantando um hino religioso, a procissão tinha como destino a Igreja de São José do Queimado. A cena foi repetida por cerca de três vezes e o Diretor do alto de uma Grua e, depois em terra firme, fazia as filmagens do elenco.
Após alguns minutos, aproveitados para um lanche, seguimos para as cenas dentro da Capela de São João Batista. Cenas da procissão entrando na Igreja e depois tomadas da celebração. No momento em que o Frei Gregório Maria de Bene realizava a consagração, os negros escravos invadiram a Igreja exigindo a Alforria, a liberdade. As cenas foram bem dirigidas e a maior parte do elenco assustou-se com a invasão repentina dos negros, com suas espingardas.
De imediato, há um diálogo entre Chico Prego, Elisiário e o Frei Italiano Gregório De Bene e logo depois, um do Coronéis, interpretado por Jeremias Hilário dos Santos, (57 anos), grita: "Fecha as Portas!!!".
Clério José Borges, na figura do Coronel Manoel Oliveira responde: "Não. Não feche...O que estes negros vão pensar de nós?! Que somos covardes?!!! Se vocês fecharem as portas, eles vão criar muito mais coragem para nos enfrentarem!!!. Foi a minha primeira interpretação como ator. Uma Glória. Mas pensam que foi fácil!!! Lêdo engano. Na primeira vez errei a ultima frase. Na segunda também. Na terceira esqueci o final e improvisei e depois a coisa foi fluindo normalmente e no final tudo deu certo. Ah!!! Teve até gente que veio me cumprimentar pela interpretação. Não sabe eles que na verdade, eu estava nervoso e apreensivo de fazer vexame na frente de todo mundo. Pagar mico, como dizem os mais jovens. Só me acalmei mesmo, quando percebi que os erros são comuns e outros atores, também estavam errando o texto. Que alívio!!!
Nas filmagens no interior da Igreja duas cenas foram bem significativas. Numa, meu amigo Aurélio Carlos, na figura de um dos negros revoltosos avançou para mim e tentou me sufocar com as mãos. Agarrou firme no pescoço e não queria largar de jeito nenhum. O Diretor João, (foto ao lado), não sei se por sacanagem ou para dar realismo a cena, gritou para Aurélio: "Avança no Clério". E, ele foi mesmo. Eu, tive que sofrer, com as mãos fortes do Aurélio no meu pescoço. Eu estava querendo colaborar e fazer a cena com realismo. Depois um auxiliar do Diretor, o Mark acabou falando para o Aurélio ficar calmo e não me agarrar. Outro detalhe foi que o personagem Escravo Manoel, interpretado pelo Ator João Vita (24 anos), com uma Espingarda de dois canos nas mãos colocava a mesma no meu nariz e eu não podia me mexer pois era o "Coronel" que enfrentava os negros.

OS ATORES:
Frei Gregório Maria de Bene, intepretado pelo Ator, Edson Ferreira, 38 anos. Nasceu em Ouro Preto, Minas Gerais. Ator desde os 12 anos de idade. Já trabalhou na Rede Globo de Televisão onde fez a novela "Madona de Cedro".
A atriz capixaba, Verônica Gomes, (de roupa preta), interpretou Donana
O Negro Chefe da Revolução junto com Chico Prego, Elisiário foi interpretado pelo ator Everaldo Nascimento (44 anos, Nascido em Vitória, ES).
Chico Prego foi vivido pelo ator Ederaldo dos Santos Monteiro Júnior (26 anos. Nasceu em Campos, RJ)
O escravo Manoel que com sua Espingarda amedrontava acintosamente o Coronel Manoel Oliveira (Clério José Borges), foi vivido por João Vita, ator de 24 anos, trabalhando há 10 anos como artista.

OS CORONÉIS:
Os Coronéis foram interpretados por:
Jeremias Hilário dos Santos (57 anos, nascido em Aracruz, ES);
Carlos Rogério do Nascimento (52 anos, Nascido em Afonso Cláudio, ES);
José Borghete;
José Soares de Almeida Neto (49 anos, nascido em São Manoel do Mutum, MG);
Sinvaldo Vieira de Menezes, (53 anos, nascido em Ecoporanga, ES), faz parte da Comunidade Católica São João Batista de Carapina Grande;
Raulino da França (76 anos. Nasceu em Colatina, ES e reside em Carapina Grande). Faz parte da Comunidade Católica São João Batista de Carapina Grande;
José Lúcio Paulino (43 anos, nasceu em Nova Venécia, ES);
Edivaldo Sartório Vailandt (43 anos, Nascido em Rio Bananal, ES);
José Eduardo Dias Gomes (22 anos, nascido em Vitória, ES);
O conhecido Jota Jota, cujo nome verdadeiro é José de Jesus, (37 anos. Nascido em Mantenópolis, ES).
Coronel Manoel Oliveira, interpretado por Clério José Borges (53 anos, nascido em Aribiri, Vila Velha, ES).

AS ESPOSAS DOS CORONÉIS
Apenas alguns nomes foram anotados
Letre Masioli dos Santos (É poetisa e Trovadora);
Rita de Cássia Sodré. Nasceu em Resplendor, Minas Gerais e reside no bairro São Marcos, Serra, ES. Foi convidada por Maria Martha para participar das filmagens. Na procissão aparece de braços dados com Clério José Borges (Coronel Manoel Oliveira);
Gerusa Dias Gomes (58 anos, nascida em Vitória, ES)
Lourência Riani, ex-vereadora e membro atuante da Comunidade de Carapina Grande

OS NEGROS ESCRAVOS
Como negros escravos, participaram os integrantes do Grupo de Capoeira, com 19 componentes, denominado "Associação de Capoeira Raíz do Força", de Parque Residencial Laranjeiras, sob a direção do Mestre Faísca (Walter Silva Santos, 33 anos, Nascido em Camacã, Bahia);
Aurélio Carlos Marques de Moura. Presidente do Conselho Municipal de Cultura da Serra. Membro da Academia de Letras e Artes da Serra. Jornalista. Fotógrafo. Teve uma participação especial como um dos negros que invadiram a Igreja de São José. Na foto Aurélio e o Mestre Faísca.

Foto 1: Atores do Filme QUEIMADO, sobre a Revolta dos Negros Escravos do Distrito do Queimado. Na foto duas mulatas "escravas", Frei Gregório Maria de Bene, vivido pelo ator Edson Ferreira, que já trabalhou na Rede Globo e Clério José Borges de chapéu preto, vivendo o Coronel Manoel de Oliveira.
Na Foto2: Estátua de Chico Prego na Serra Sede, foto de 20/09/2011.

FOTOS DA ENTREVISTA CONCEDIDA POR CLÉRIO JOSÉ BORGES E JENÉSIO TUTE
EM 07/11/2011, NA SERRA SEDE


ORIGEM HISTÓRICA DA CIDADE DA SERRA – ESPÍRITO SANTO - BRASIL

Fundação da Serra. Fundadores, Braz Lourenço e Maracajaguaçu. Município. Área. População. Gentílico. Limites. Distritos.

Evolução histórica e primeiro Administradores da Serra. Vereadores administram a serra de 1833 a 1914

Patrimônio histórico e Cultural da Serra. O Congo e as Bandas de Congo. Igrejas. Academia de Letras. Trovadores.

Serra sede o bairro mais antigo do Município. Marco Zero. Distâncias e pontos turísticos e culturais.

Festa de São Benedito. Uma festa folclórica que arrasta milhares de pessoas pelas ruas da Serra Sede em Dezembro de cada ano.

A Montanha do Mestre Álvaro que deu origem ao nome da Cidade: SERRA. Homenagem ao Mestre Álvaro da Costa

Turismo. Potencial Turístico. Vinte três Km de praias. Jacaraípe, Manguinhos, Bicanga e Carapebus. Parque Yahoo.

Nova Almeida, Distrito da Serra que já foi Município independente. Igreja dos Reis Magos 2º monumento mais visitado do Estado.

Braz Lourenço e não Lourenço Braz e Maracajaguaçu e não Maracaiaguaçu. Futebol do Serra. Bandeira, Hino e Brasão.

Comidas Típicas da Serra. Moqueca, Torta e Bolinho de Arroz e Quindins. Carnaval: Escolas de Samba e Blocos

Revolta dos Negros Escravos do Queimado em 19/03/1849: Elisiário, Chico Prego, João da Viúva e a Negra Bastiana.

Referências Bibliográficas usadas pelo autor Clério José Borges para a elaboração do livro História da Serra.


SERRA
ESPÍRITO SANTO
BRASIL



Texto do Livro "HISTÓRIA DA SERRA", de Clério José Borges.
O livro que possui cerca de 240 páginas pode ser encontrado
na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89
Permitida a reprodução do conteúdo. Agradecemos a citação da fonte

O Município da Serra, Estado do Espírito Santo, Brasil cresce de maneira notável em razão de suas potencialidades nos diversos setores econômicos. Possui uma localização estratégica, ficando num raio de apenas mil quilômetros dos principais centros comerciais e industriais do Brasil, como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Salvador, além de ficar no centro econômico e administrativo do Espírito Santo. Estando na Região Metropolitana da Grande Vitória a Serra se constitui no município que consegue destaque no cenário industrial do Estado, consolidando seu desenvolvimento econômico para propiciar a melhoria da qualidade de vida de sua população.

O Espírito Santo localiza-se na região Sudeste, ocupando uma área de 45.597km², equivalente a 0,53% do território nacional. Tem como capital a cidade de Vitória, uma ilha de 89 km², limitando-se com os Estados da Bahia (ao norte), Minas Gerais (a oeste) e Rio de Janeiro (ao sul), além de ser banhado pelo oceano Atlântico (a leste). Sua extensão territorial é de 46.098,571 quilômetros quadrados, divididos em 78 municípios, um dos quais é o Município da Serra, limítrofe à capital, situado ao norte de Vitória. A sede do Município, porém, está numa região mais afastada, nas proximidades do Monte Mestre Álvaro (grande maciço de origem vulcânica que marca a geografia do Município). Apresenta clima predominantemente tropical, quente e úmido no litoral e temperado na zona serrana. Seu relevo é caracterizado como montanhoso, com altitudes que variam, do nível do mar até 2.000 metros. Possui diversificada malha rodoviária, complementando-se com a mais importante ferrovia nacional, a Estrada de Ferro Vitória-Minas e com o maior porto exportador de minério de ferro do Mundo, o Porto de Tubarão.

Com belas praias e um rico folclore e estando na Região Metropolitana da Grande Vitória, fazendo limite com a capital do Estado, a Serra é o segundo maior Município em extensão territorial, com 553km254m, perdendo apenas para Guarapari, que também pertence à Região Metropolitana da Grande Vitória e que possui 592km231m. A sede administrativa do Município, chamada de Serra Centro ou Serra Sede está localizada 27 km ao Norte de Vitória e fica próximo da Montanha do Mestre Álvaro (grande maciço de 833 metros de altitude e de origem vulcânica que marca significativamente a geografia do Município). A distância de 27 km entre Vitória e a Serra Sede foi medida do Marco Zero da Serra, (entre a Igreja Nossa Senhora da Conceição e a Praça Pedro Feu Rosa) até o Marco Zero de Vitória, localizado na porta de entrada da Catedral, na Cidade Alta.

O Município é cortado de Norte a Sul pela Rodovia Federal “Governador Mário Covas”, conhecida como Rodovia BR-101 Norte, que liga o Sul ao Nordeste Brasileiro, permitindo um fácil acesso as cidades de Rio de Janeiro e Salvador. Nos últimos quarenta anos, a Serra conheceu transformação radical, deixando de ser tipicamente rural, cidade provinciana e tradicionalista, passando a ser o principal pólo industrial do Espírito Santo e a segunda economia do Estado, sendo superado apenas por Vitória. Na Serra está instalado o CIVIT - Centro Industrial da Grande Vitória, a Arcelor Mittal Tubarão (antiga CST - Companhia Siderúrgica de Tubarão) e parte da CVRD - Companhia Vale do Rio Doce que exporta minério de ferro para o Exterior.

Economia e Desenvolvimento – Em sua história o Município teve duas fases distintas de sua economia: a inicial rural, fase em que produzia cana-de-açúcar, café, mandioca e, em menor escala cereais, e ainda, extração de madeiras de lei. Havia um início de agroindústria, um tanto quanto rudimentar, com engenhos de produção de açúcar e aguardente, assim como, produção de farinha e máquinas de beneficiamento de arroz e produção de fubá de milho. Por volta de 1950 iniciou-se uma grande produção de abacaxi. Os frutos eram vendidos para outros estados do país e, também, exportados para outros países, principalmente, Argentina.

No século XIX, a Serra muito se desenvolveu, por ser um entreposto de comércio para a região norte da Província e, ainda, pela sua produção de açúcar e café. No início do século XX, foi iniciado um processo de decadência. São José de Queimado, hoje Distrito da Serra, situado à margem do Rio Santa Maria da Vitória, possuía um porto chamado Porto do Una, onde era embarcada, em canoas que comportavam mais de cem sacas de café, a produção da região da Serra e onde eram desembarcados os produtos importados que atendessem às necessidades locais. O rio servia como via para o transporte em geral, inclusive para a integração de Vitória com a Serra, Santa Leopoldina e com o Norte do Espírito Santo. Com o advento da Estrada de Ferro Vitória a Minas e, mais tarde, a crise econômica mundial de 1929, que afetou o comércio de café e, conseqüentemente a economia da Serra, a vila de São José do Queimado desapareceu, praticamente não restando mais casas no local, a não serem algumas poucas residências de agricultores locais. Na vila, passou a existir apenas a ruína da Igreja de São José, pois o comércio passou a acontecer diretamente com Vitória e, por conseqüência, a Vila de Queimado sumiu e a Serra minguou.

No início dos anos de 1950 foi iniciada a construção da Rodovia Federal BR 101, o que promoveu, embora, no início, timidamente, o progresso da Serra. A rodovia BR-101, também denominada translitorânea, é uma rodovia federal longitudinal do Brasil. Seu ponto inicial está localizado na cidade de Touros (Rio Grande do Norte), e o final na cidade de São José do Norte (Rio Grande do Sul). Atravessa doze estados brasileiros: Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em toda sua extensão é denominada oficialmente Rodovia Governador Mário Covas, conforme Lei federal N.º 10.292, de 27 de Setembro de 2001.

O Município voltou a experimentar novo desenvolvimento, de uma forma acentuada, a partir da década de 60 (século XX). Na sua primeira fase, rural, a população era quase constante. Houve uma redução após o ano de 1872. Neste ano possuía 11.032 habitantes, fato ocasionado, dentre outros, pela abertura da Ferrovia EFVM – Estrada de Ferro Vitória a Minas, quando da inauguração do primeiro trecho: Porto Velho - Cariacica (km 17,26) - Alfredo Maia (km 28.873), que se deu em 13 de maio de 1904, o que levou os moradores da região a comerciarem diretamente com Vitória. A redução da população da Serra, também se deu pelo êxodo rural, um fenômeno acontecido em todo o Brasil.

Siderurgia e Indústrias - Em 1960, é dado início à segunda fase, a fase industrial. A Serra possuía uma população de 9.192 habitantes, a partir desta data, começam os investimentos na região e, muda a configuração urbana do Município. O Distrito de Carapina passa por um processo de grande desenvolvimento. Em 1963 é iniciado o Porto de Tubarão e, em 1969 é iniciado o CIVIT I, o que levou a população do Município da Serra, em 1970 para 17.286 habitantes. Na década de 70, outro investimento de grande porte é iniciado em solo serrano. Em 1976 inicia-se a construção da Companhia Siderúrgica de Tubarão - CST, hoje Arcelor Mittal Tubarão, que alavancou novo crescimento populacional, pois em 1980, o município já possuía uma população de 82.450 habitantes.

Comércio - O comércio varejista do Município tem maior destaque no bairro Parque Residencial Laranjeiras, de modo especial na Avenida Central, como pontos de destaque no comércio. Em Laranjeiras estão situados nove bancos, diversas lojas nos mais variados ramos (Construção, Confecção, como é o caso da Loja BISS, do empresário Clérigthom Thomes Borges, Móveis e Eletrodomésticos, como é o caso da Ricardo Eletro e Casas Bahia, Supermercados, Lanchonetes, Papelarias, como a Doce Saber do empresário Luiz Carlos Maioli, Escolas, etc). Em 2002, foi inaugurado um pequeno Shopping Center que visava a atender a comunidade local. O Shopping Laranjeiras conta com quatro salas de cinema, lojas variadas e praça de alimentação.

Shopping Mestre Álvaro – No dia 6 de Dezembro de 2011 foi inaugurado o Shopping Mestre Álvaro, que se localiza no bairro Eurico Salles, próximo ao Aeroporto de Vitória (Aeroporto Eurico de Aguiar Salles). O Mestre Álvaro é o segundo maior Shopping do Espírito Santo, perdendo apenas para o Shopping Vitória. Com isso, o bairro de Eurico Salles ganha uma grande notoriedade graças aos largos investimentos que estão sendo feitos a seu redor, incluindo condomínios de alto padrão residencial, e de luxo. O bairro, dentro dessas circunstâncias pode ser classificado como um bairro nobre da cidade de Serra. Recentemente, diversos empreendimentos imobiliários instalaram-se na região, principalmente na construção de condomínios residenciais fechados de casas, prédios residenciais e shoppings, contribuindo assim para a especulação imobiliária regional. Em 2006, foi especulado que residências situadas na Avenida Central (Laranjeiras) receberam ofertas de compras na faixa de Um Milhão de Reais, de grandes instituições, comércios e bancos. O bairro Parque Residencial Laranjeiras teve o maior índice de valorização imobiliária do Espírito Santo em 2007.

COLONIZAÇÃO DA SERRA
Braz Lourenço e Maracajaguaçu fundam a Aldeia Indígena próximo ao rio Santa Maria
Em 1564 a Aldeia Indígena e o povoado mudam para o outro lado da Montanha

A Serra teve início com a fundação de uma Aldeia dos Índios Temiminós, próxima a uma Cadeia de Montanhas, uma Serra, denominada Morro da Serra, ou Morro Mestre Álvaro, com 833 metros de altitude. A Aldeia Indígena foi construída inicialmente no Sopé da Montanha, numa região de Várzea, onde foi feita uma pequena capela coberta com folhas secas (palhas). Sopé é a parte inferior ou base de rocha, encosta ou montanha. Várzea é uma planície, terreno plano em vale extenso e cultivado. A fundação da Aldeia de Nossa Senhora da Conceição onde, em 1556, foi feita sob a orientação do padre Jesuíta Braz Lourenço e ali foram alojados os índios da Tribo dos Temiminós, de Maracajaguaçu, vindos da baía de Guanabara, Ilha de Paranapuã, atual Ilha do Governador, no Rio de Janeiro.

Dia 08 de Dezembro de 1556 - Os padres Jesuítas eram devotos e divulgadores da Imaculada Conceição de Maria. Assim sabe-se com exatidão que a data de fundação da Serra foi mesmo no dia 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição de Maria, mãe de Jesus. A data foi escolhida pelo padre Jesuíta Braz Lourenço para celebrar a primeira Missa na Aldeia Indígena dos Temiminós de Gato Grande. Na INTERNET é encontrada a seguinte versão: A colonização das terras, onde se desenvolveu o município teve início em meados do século XVI, quando o padre Braz Lourenço, em missão de catequese, penetrou na região, povoada pelos índios Goytacazes. (Esta versão não é verdadeira. Os Índios Goytacazes não habitavam a região. Braz Lourenço foi encarregado pelo Donatário Vasco Coutinho de instalar, os Índios Temiminós, que haviam chegado do Rio de Janeiro). No Site da Prefeitura da Serra, mostrando incompetência e falta de interesse em realizar pesquisa em fonte primária é divulgada a seguinte versão errada: "Quanto ao dia e mês da chegada do padre Brás Lourenço na Serra, não se sabe com exatidão. Porém, como era costume dar nomes a lugares ou acidentes geográficos com o nome do santo do dia, supõe-se que tal data tenha se dado em 08 de dezembro de 1556, dia consagrado à Santa Nossa Senhora da Conceição".

O texto errado é baseado em um Livro do Memorialista Naly da Encarnação Miranda que, sem procurar pesquisar em documentos históricos, cita como fundador da Serra, um padre chamado Lourenço Braz, chegando a afirmar que existiam dois Padres Jesuítas, um Lourenço Braz e outro Braz (ou Brás) Lourenço. UM absurdo. A verdade é que se sabe SIM com exatidão o dia e chegada de Braz Lourenço no Espírito Santo, que ocorreu na oitava do Natal de 1553. Veio substituir o primeiro Provincial do Espírito Santo Afonso Braz, que inclusive iniciou a construção da Igreja de São Tiago, atual Palácio Anchieta, em Vitória. Os padres jesuítas eram devotos e divulgadores da Imaculada Conceição de Maria.

Assim sabe-se com exatidão, através de fonte primária (Serafim Leite), que a data foi mesmo 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição de Maria, mãe de Jesus. Braz Lourenço não permaneceu e nem residiu na Serra. Era o Provincial da Capitania do Espírito Santo e residia em Vitória na Igreja São Tiago, atual Palácio Anchieta, tendo sido Provincial (Superior) de 1553 a 1564, conforme a mesma fonte primária, o Livro "História da Companhia de Jesus no Brasil", do padre Escritor Serafim Leite, que inclusive destaca: “As Aldeias da Capitania do Espírito Santo foram em sua maioria fundadas e organizadas pelo padre Braz Lourenço”.

Em carta escrita pelo padre Luis da Grã, em 24 de abril de 1555, consta: "... porque, depois que eu tornei a arribar a esta Capitania, chegou aqui um Principal que chamam Maracajaguaçu, que quer dizer Gato Grande, que é mui conhecido dos Cristãos e mui temido entre os Gentios, e o mais aparentado entre eles. Este vivia no Rio de Janeiro e há muitos anos que tem guerra com os Tamoios, e tendo dantes muitas Vitorias, por derradeiro vieram alguns apertos com cercas que puseram sobre a sua Aldeia e dos seus, que foi constrangido a mandar um filho seu a esta Capitania a pedir que lhe mandassem embarcação para se servir pelo aperto grande em que estava, porque ele e sua mulher e seus filhos e os mais dos seus se queriam fazer Cristãos. Fica agora o padre Braz Lourenço com uma nova ocupação (...) com eles, e espero no Senhor Deus que se farão Cristãos e que daí ajuntaremos alguns mínimos e que serão mais fiéis do que eles costumam ser." - LEITE, Serafim. Cartas dos primeiros Jesuítas do Brasil. Tomo II, São Paulo, 1954. P. 226.

Espírito Santo - A colonização do Espírito Santo se iniciou no dia 23 de maio de 1535, com o Donatário Vasco Fernandes Coutinho e mais 60 companheiros. Logo o território da Serra foi explorado pelos primeiros colonos, que estavam em busca do ouro. "Pelos fins de junho de 1535, alguns povoadores dos mais destemidos, por terra, foram abrindo picadas, sertão adentro, em direção ao Mestre Álvaro, em busca de ouro e pedras preciosas, chegando até aos arredores do lugar onde está hoje a cidade da Serra." Trecho do discurso do Padre Ponciano Stenzel dos Santos no dia 23 de maio de 1935, nos festejos comemorativos dos 400 anos da colonização do Espírito Santo.

Antes da colonização, a Serra era habitada pelos Índios Tupiniquins que viviam no litoral. Posteriormente vieram do Rio de Janeiro os Índios Temiminós, ocasião em que o padre jesuíta, Braz Lourenço (o nome correto é Braz Lourenço e não Lourenço Braz) e o Chefe Indígena, Maracajaguaçu (Gato Grande), em 1556 fundam nas proximidades do Mestre Álvaro, a Aldeia de Nossa Senhora da Conceição, estabelecendo as bases de colonização de uma região que posteriormente seria a cidade da Serra.

Os índios Temiminós haviam mudado para a Capitania do Espírito Santo, saídos da Ilha de Paranapuã, (seio do mar), também chamada de Ilha do Gato, na baía de Guanabara, atual Ilha do Governador, no Estado do Rio de Janeiro. Os Índios vieram em quatro embarcações cedidas pelo Donatário da Capitania do Espírito Santo, Vasco Fernandes Coutinho. Seus líderes eram Maracajaguaçu e seu filho Araribóia. No Espírito Santo os dois líderes indígenas são altamente prestigiados pelo Donatário Vasco Fernandes Coutinho - que iniciou a colonização do Espírito Santo em 23 de maio de 1535. Maracajaguaçu e Araribóia participavam sempre dos principais eventos e solenidades da Capitania. O outro fundador, padre jesuíta Braz Lourenço, havia chegado de Portugal em 1553, junto com o Jesuíta, José de Anchieta, que era apenas um Aprendiz, (aluno) e não tinha ainda sido ordenado Padre. Anchieta ordenou-se padre em 1565.

Heróis desbravadores – A origem desta terra está estruturada no trabalho e suor de heróis desbravadores que no seu anonimato fixaram as bases de uma grande cidade. Os Índios e Portugueses aliados depois aos Negros moldaram os alicerces de um povo que ao longo da história mostrou-se aguerrido e trabalhador. A origem da Serra acontece no momento em que os Índios Temiminós, do Rio de Janeiro sob a orientação do padre Jesuíta, Braz Lourenço fixam-se nas proximidades da montanha do Mestre Álvaro e do rio Santa Maria da Vitória. É então fundada a Aldeia Indígena de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, cuja capela foi inaugurada a 8 de dezembro de 1556, com missa, rezada por Braz Lourenço e a presença do bravo Maracajaguaçu, Gato Grande, que viera com sua tribo, em migração, do Rio de Janeiro.

A Aldeia que deu origem ao município da Serra situava-se pelo outro lado do Morro do Mestre Álvaro, entre a Montanha e o rio Santa Maria da Vitória. Posteriormente foi transferida para o local atual, numa colina, devido a uma Epidemia de Varíola, altamente contagiosa, que atacou a região em princípios de 1564. Paralelamente à fundação da Aldeia de Nossa Senhora da Conceição da Serra, surgiam também outras aldeias que mais tarde se tornariam distritos do Município: Carapina, Nova Almeida, Calogi e Queimado.

Mudança de local - Inicialmente a Aldeia Indígena de Nossa Senhora da Imaculada Conceição situava-se entre o Morro e o rio Santa Maria da Vitória, numa várzea localizada no sopé da Montanha. A Aldeia se desenvolve com a construção de um Povoado nas proximidades, organizado em 1562, pelo padre Fabiano de Lucena. Em 1564, uma epidemia de Varíola muda a Aldeia Indígena e o povoado para o outro lado do Morro da Serra, numa colina. No imaginário do povo, a Montanha serviria de barreira para evitar a propagação da referida doença. A doença das bexigas (varíola) havia atingido toda a Capitania do Espírito Santo começando, segundo os historiadores na aldeia de Nossa Senhora da Conceição, onde eram responsáveis Diogo Jácome e Pedro Gonçalves. "Era tão geral a doença que em todas as casas havia enfermos. Tais casas mais pareciam hospitais. Havia dias em que se enterravam três a quatro mortos." - Carta do padre Pedro da Costa de 1564.

A mudança de sítio (local) ocorre em Junho de 1564, oito anos após a fundação da Aldeia de Maracajaguaçu, nas proximidades do rio Santa Maria da Vitória. O novo local foi previamente escolhido pelos padres Diogo Jácome e Pedro Gonçalves com acompanhamento dos Índios e Portugueses que imaginavam que a Montanha pudesse impedir a propagação da doença, o que realmente aconteceu já que não existem registros de que a doença tenha continuado naquela época do outro lado da Montanha. É escolhida uma colina, o mesmo local onde hoje está situada a sede do Município da Serra.

Heróicos enfermeiros - Os padres adotaram a mesma postura de outros Jesuítas ao fundarem os núcleos de catequese e povoados, escolhendo uma região alta, uma colina, onde constroem uma capela em local central, amplo e descampado. Próximo foi construída a Aldeia Indígena de Maracajaguaçu e ao redor da Igreja forma-se o povoado. Pedro Gonçalves e Diogo Jácome que se empenharam no atendimento aos doentes acabaram contraindo a doença e faleceram. Pedro em novembro de 1564 e Diogo no dia 10 Abril de 1565, conforme informações em Carta da época do padre cronista Simão de Vasconcellos. Diogo Jácome e Pedro Gonçalves são considerados os primeiros mártires da Serra. Deram a vida pelos irmãos, cuidando dos doentes sem nenhum medo da doença altamente contagiosa.

Com o tempo, nas proximidades da Aldeia Indígena vai se formando um Povoado, com a participação dos colonizadores portugueses que vão estabelecendo suas residências e seus engenhos. Anos depois chegam os Negros Escravos para o trabalho braçal. Da miscigenação de Portugueses, Índios e Negros surge o POVO SERRANO, que dos portugueses herdou a religiosidade, dos negros um rico folclore e um grandioso gosto pelas festas e dos Índios, a paixão pela liberdade.

FUNDADORES

Os fundadores da Serra foram Maracajaguaçu, chefe dos índios Temiminós e o padre jesuíta Braz Lourenço, que a 08 de dezembro de 1556, promoveram a realização de uma Missa numa Capela de palhas construída no interior da Aldeia Indígena de Nossa Senhora da Conceição da Serra do Mestre Álvaro, hoje Serra.

1 – Maracajaguaçu - Gato Bravo Grande, podendo-se abreviar para Gato Grande - MARACAJÁ, Gato/GUAÇU, Grande. Chefe da Tribo dos Índios Temiminós. Muitos usam a grafia antiga Maracaiaguaçu. É necessário que se faça uma atualização. Já pensou escrevermos ainda Farmácia com PH, como ocorria no tempo em que se escrevia Maracaiaguaçu? Gato Grande nasceu no Rio de Janeiro, em 1501, na Ilha de Paranapuã, (palavra em Tupi que significa "seio do mar"), também chamada pelos Indígenas de Ilha de Paranapecu e pelos Franceses e Portugueses de Ilha do Gato, sendo atualmente conhecida como Ilha do Governador, na baía de Guanabara.

Após sofrer algumas derrotas, nas guerras com os seus inimigos, os índios Tamoios que viviam no Continente, Maracajaguaçu resolve pedir asilo (ajuda) na Capitania do Espírito Santo, recebendo total apoio do Donatário Vasco Fernandes Coutinho, que de imediato mandou quatro lanchões (tipo de navio) para trazerem toda a Tribo Indígena e seus pertences para as terras do Espírito Santo, onde o padre Braz Lourenço ficou encarregado de cuidar deles, fato ocorrido em 1554, conforme relato escrito do Padre Jesuíta Luiz Da Grã. Os índios em número aproximado de 2000 ficam inicialmente em Vitória partindo, em seguida, em 1555, para a região da atual Santa Cruz e depois, em 1556, retornam para perto de Vitória, onde constroem uma Aldeia na atual região da Serra. Junto com Maracajaguaçu estão seus filhos, Araribóia e Manemoaçu. Maracajaguaçu é uma palavra na língua Tupi que significa Gato Bravo Grande, podendo-se abreviar para Gato Grande. Maracajá: Gato Bravo e Guaçu: Grande.

2 - Padre Jesuíta Braz Lourenço - Nasceu no ano de 1525, em Melo, diocese de Coimbra, em Portugal. Chegou ao Brasil em 1553. Foi Provincial, Chefe dos Padres no Espírito Santo, por duas vezes: De 1553 a 1564 e depois em 1582. Nos dois períodos Braz Lourenço administrou os Jesuítas, bem como criou e fundou núcleos de catequese em várias Aldeias Indígenas. No primeiro período de sua administração, continuou a obra de construção do Colégio dos Jesuítas em Vitória. O Colégio havia sido iniciado pelo seu antecessor Afonso Braz. Foi também o construtor da primeira residência dos Jesuítas na vila de Vitória, pois o padre Afonso Braz deixara apenas “um pequeno seminário coberto de palhas”. O nome certo é BRAZ LOURENÇO, conforme a fonte primária, o livro "História da Companhia de Jesus no Brasil", de Serafim Leite.  

Braz Lourenço residia oficialmente em Vitória, pois era Provincial, (chefe dos padres), mas em seu trabalho de evangelização fundava e visitava várias Aldeias Indígenas. Foi encarregado pelo Donatário Vasco Fernandes Coutinho de abrigar os Temiminós de Maracajaguaçu, inicialmente alojando-os na região de Santa Cruz em 1554 e depois os trazendo para mais perto de Vitória em 1556, entre a Montanha do Mestre Álvaro e o rio Santa Maria da Vitória, conforme Carta de Luiz Da Grã de 24 de abril de 1555, "fica agora o padre Braz Lourenço com uma nova ocupação (...) chegou aqui um Principal, que chamam Maracajaguaçu, que quer dizer Gato Grande (...) mas o padre Braz Lourenço se ocupara com eles. (...).”

A Aldeia Indígena foi construída inicialmente no sopé da Montanha, numa região de Várzea, onde foi feita uma pequena capela coberta com folhas secas (palhas) de Palmeiras. Sopé: parte inferior ou base de rocha, encosta ou montanha. Várzea é uma planície, terreno plano em vale extenso e cultivado. Uma Missa Campal no interior da Aldeia Indígena, a Aldeia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, também conhecida como Aldeia do Gato e Aldeia de Conceição da Serra, marcou a fundação do núcleo inicial que daria origem posteriormente ao povoado de Conceição da Serra, depois Serra.

Os Temiminós haviam chegado de mudança. Haviam saído da distante região de Santa Cruz, onde haviam sido alojados inicialmente e retornavam para mais perto de Vitória para auxiliarem o Donatário Português Vasco Coutinho, na defesa da Capitania contra ataque de Índios inimigos e dos terríveis Piratas e Corsários (Franceses, Ingleses e Holandeses), que sempre apareciam na baía de Vitória. Em 26 de fevereiro de 1557 algumas caravelas francesas aportaram ao norte da baía de Vitória, fazendo escambo com os nativos e disparando alguns tiros para terra, sem, no entanto, maiores conseqüências. No ano seguinte o chefe indígena Maracajaguaçu (Gato Grande) e os Temiminós aprisionaram no rio Itapemirim, 20 franceses e os trouxeram para Vitória. Em 1561 Caravelas francesas atacaram Vitória, mas foram derrotadas pelo capitão-mor Belchior de Azeredo, com apoio do padre Braz Lourenço, dos índios Temiminós e da população local.

DATAS DA CRIAÇÃO DO MUNICÍPIO DA SERRA

02 de Abril de 1833 - Criada a Lei. Serra passa a ser Município independente.

19 de Agosto de 1833 - O Município da Serra é instalado solenemente, com a posse dos primeiros Vereadores eleitos. Toma posse como primeiro Administrador da Serra, o Presidente da Câmara de Vereadores, Luiz da Rosa Loureiro. A Câmara de Vereadores tinha naquela época funções executivas e os vereadores formavam um Conselho de Administração. O presidente da Câmara era o presidente do Govemo Municipal. Não existia, no Brasil daquela época, o cargo de Prefeito de um Município.

POPULAÇÃO DE 17.286 HABITANTES EM 1970
PARA 409.324 HABITANTES, 40 ANOS DEPOIS, EM 2010

A população da Serra tem crescido vertiginosamente, devido à construção de vários Conjuntos Habitacionais, a partir de 1980, quando o Município passou a oferecer uma opção de residência para os que trabalham na área da Grande Vitória e na Companhia Siderúrgica de Tubarão. Além disto, várias pessoas tiveram acesso à aquisição de uma casa própria através de financiamentos acessíveis e bem populares. A população da Serra aumenta em mais de 200 por cento de 1980 a 1996. Em 1980 a população da Serra era de 82.450 habitantes. O censo realizado pelo IBGE em 1991 aponta a Serra com 221.513 habitantes. Em 1993 a Serra possuía uma população de 240.376 habitantes. Em 1995 a população era de 280.500 habitantes. Com a inauguração do Conjunto residencial “Cidade Continental” na região de Novo Horizonte e Carapebus, a população aumenta e em 2000, o Censo registra 330.874 habitantes. Em 2007 a população da Serra, segundo ainda o IBGE era de 385.370 habitantes, número que em 2010 passa para 409.324 habitantes, sendo o segundo maior Município por população do Estado, perdendo apenas para Vila Velha, com 414.420 habitantes e acima de Cariacica com 348.933 e Vitória, a Capital, com 325.453 habitantes. A população da Serra em 2013 é estimada em 500 mil habitantes.

Para se avaliar o crescimento da população da Serra ao longo dos anos, eis os dados históricos existentes:

1562: 1.000 habitantes - A população da Serra em 1562, conforme Carta de Braz Lourenço, informando que na região existiam “mil almas”.

1860: 2.000 habitantes - A população da Serra em 1860 refere-se à sede do Município e consta dos documentos da visita de Dom Pedro II.

1940: 6.415 habitantes; 1950: 9.245 habitantes; 1960: 9.192 habitantes; 1970: 17.286 habitantes; 1980: 82.450 habitantes

1990: 142.633 habitantes - De acordo com o IBGE em 1990 a Serra possuía 142.633 habitantes, sendo a maioria, 71.340 homens, com uma pequena margem de diferença para as 67.376 mulheres na área urbana. Na zona rural havia 2.088 homens e 1.838 mulheres.

1991: 221.513 habitantes - População do Brasil, pelo Censo de 1991: 146.825.475 habitantes, sendo 72.485.122 homens e 74.340.353 mulheres. População do Espírito Santo, pelo Censo de 1991: 2.600.618 habitantes, sendo 1.297.557 homens e 1.303.061 mulheres. Em 1991, existiam na Serra 110.697 mulheres na área Urbana e 685 mulheres na área rural da Serra. Já os homens em 1991 eram: 109.272 na área urbana e 856 na área rural.

1993: 240.376 habitantes - População estimada em 1993, segundo fonte do Departamento Estadual de Estatística e publicado no Mapa do Espírito Santo, do Jornal “A Gazeta” de 20 de abril de 1994.

1994: 251.828 habitantes - População estimada, publicada em diversas reportagens dos Jornais “A Gazeta” e “A Tribuna” de Vitória-ES, no período de 1995 a 2003.

1995: 280.500 habitantes - População estimada, publicada em diversas reportagens dos Jornais “A Gazeta” e “A Tribuna” de Vitória-ES, no período de 1995 a 2003. Em 1996 a população do Espírito Santo era de 2,802 milhões.

1998: 290.000 habitantes - População estimada, publicada em diversas reportagens dos Jornais “A Gazeta” e “A Tribuna” de Vitória-ES, no período de 1995 a 2003.

2000: 330.874 habitantes - Os dados são de 01 de agosto de 2000, data de referência do Censo Demográfico 2000 do IBGE. Incluem-se os bairros Hélio Ferraz, Conjunto Carapina I e Bairro de Fátima, os quais o IBGE, conforme Lei Estadual considera como sendo pertencentes ao Município de Vitória. Assim, o total divulgado pelo IBGE se referindo ao Município da Serra tem uma diferença de 9.693 pessoas, sendo 4.593 homens e 5.100 mulheres a menos. O total da Serra segundo o IBGE é 321.181 habitantes, sendo 158.458 homens e 162.723 mulheres. Os dados destes bairros são preliminares, mas eles não alteram a população rural. Pelo Censo de 2000 a população do Estado do Espírito Santo era de 3.093.171 habitantes, sendo 1.560.824 mulheres e 1.532.347 homens, havendo um excedente de 28.477 mulheres em relação ao número total de homens. No Brasil a população total em 2000 era de 169.544.443 habitantes.

2000: 321.181 habitantes - População da Serra sem os bairros de Fátima, Carapina I e Hélio Ferraz. O total do Município da Serra segundo o IBGE é: 321.181 habitantes, sendo 158.458 homens e 162.723 mulheres e 85.812 domicílios.

2003: 350.160 habitantes - População estimada em 2003, divulgada pela Imprensa.

2010 (fonte IBGE): 409.324 habitantes. De acordo com o censo populacional do IBGE de 2010, a Serra tinha 409.324 habitantes, ocupando o posto de segundo município mais populoso do Estado. Mas, na verdade, seria a maior do Estado com 421.677 moradores, se considerarmos os bairros que não são contabilizados para o Município da Serra, pois o IBGE exclui como população da Serra, os habitantes dos bairros de Nossa Senhora de Fátima (Bairro de Fátima). Não é Rosário de Fátima que é outro bairro e fica ao lado de Manoel Plazza. Exclui ainda o bairro Conjunto Carapina I e Hélio Ferraz, considerados como pertencentes à cidade de Vitória. Isto está de acordo com a atual divisão territorial entre os municípios, em vigor pela Lei 1.919 de 3 de janeiro de 1964. Além destes, parte dos bairros Eurico Salles, Jardim Carapina e Carapebus fazem parte da Capital de acordo com esta lei. O Censo Demográfico de 2010, que contém os resultados definitivos do XII Recenseamento Geral do Brasil, informa que o Brasil possui 190.755.799 habitantes. Segundo o Censo Demográfico 2010, há no Brasil uma relação de 96,0 homens para cada 100 mulheres, como resultado de um excedente de 3.941.819 mulheres em relação ao número total de homens. Com este resultado, acentuou-se a tendência histórica de predominância feminina na população do Brasil, já que em 2000 o indicador era de 96,9 homens para cada 100 mulheres.

2013: Previsão: 500.000 habitantes

ÁREA DO MUNICÍPIO
IBGE usa equipamentos modernos de medição

A extensão territorial da Serra antes do ano 2000 era menor. Em 1969 era de 547 km2, sendo 1,2 por cento da área do Estado do Espírito Santo e 37,4 por cento da área da Grande Vitória, conforme o “Anuário Estatístico do Brasil” e Jornal A Gazeta de Vitória, ES, de 28 de agosto de 1971. Em 2000 o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, usando equipamentos mais modernos de precisão estabeleceu novos dados para os Municípios brasileiros que foram amplamente divulgados na Internet, a Rede Mundial de Computadores. A Serra passou a ter a extensão territorial oficial de 553 Km²254m.

São quase 554 quilômetros quadrados, sendo o segundo maior Município da Grande Vitória, perdendo apenas para Guarapari, que também pertence à Região Metropolitana da Grande Vitória e possui 592Km²231m. A Grande Vitória é composta de sete Municípios. Além de Serra e Guarapari pertencem a Região Metropolitana os Municípios de Vila Velha com 208 Km²820m; Cariacica com 279 Km²975m; Fundão com 279 Km²648m. Viana com 311 Km²608m e Vitória com 93 Km²381m. Área do Estado do Espírito Santo em Km²: 46.077,519. Área Territorial do Brasil: 8.514.876,599Km².

DENSIDADE DEMOGRÁFICA (hab/Km²) – Conforme Censo de 2010: 739,38

GENTÍLICO – Serrano. Quem nasce em Vitória é Vitoriense. O Vitoriense é chamado também de Capixaba, denominação que se estendeu para todas as pessoas nascidas no Espírito Santo. Quem nasce em Vila Velha é Canela Verde ou Vilavelhense. Quem nasce na Serra, portanto é SERRANO.

LIMITES – Quando o Município da Serra foi criado no dia 2 de abril de 1833, se estendia até a ponte da Passagem, em Vitória, mas com a construção depois do ano de 1960 do Aeroporto Eurico de Aguiar Salles e do Porto de Tubarão e a construção das empresas, Companhia Siderúrgica de Tubarão e Companhia Vale do Rio Doce, esses limites foram mudados, pela Lei Estadual N.º 1919, de 31 de dezembro de 1963 e boa parte da área passou para o Município de Vitória. Os atuais limites do Município da Serra foram então estabelecidos pela Lei Estadual N.º 1919, de 31 de dezembro de 1963.

A Serra limita-se: 

Ao Norte com o Município de Fundão.

A divisa com o Município de Fundão começa na foz do braço Norte no rio Timbuí. Desce por este até a sua foz no rio Reis Magos. Desce por este até a sua foz no Oceano Atlântico.

Ao Sul com os Municípios de Vitória e Cariacica.

A divisa com o Município de Vitória começa no Oceano Atlântico, na ponta de Carapebus, seguindo por um paralelo até encontrar a baía de Vitória e segue por esta até a foz do rio Santa Maria da Vitória, na divisa com o Município de Cariacica.

A divisa com o Município de Cariacica começa no ponto em que termina o limite com o Município de Vitória e sobe pelo rio Santa Maria da Vitória até a foz do córrego Tauá, na divisa com o Município de Santa Leopoldina.

Ao Leste com o Oceano Atlântico.

A Serra limita-se a Oeste, com o Município de Santa Leopoldina.

A divisa com o Município de Santa Leopoldina começa onde termina a divisa com o Município de Cariacica, depois sobe pelo rio Santa Maria até a foz do rio Mangaraí e segue por uma linha reta até o Morro Itapocu. Em seguida segue por uma linha reta até a foz do braço Norte do rio Timbuí, na divisa com o Município de Fundão.

DISTRITOS
Divisão do Município por Distritos

Quando o Município foi criado em 1833, desmembrado do Município de Vitória havia apenas um Distrito, o Distrito da Serra Sede. Pela lei provincial nº 06 de 06-11-1875, a vila de Serra, foi elevada à categoria de cidade.

SERRA E ITAPOCU - Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o Município é constituído de distrito sede. Pela lei Estadual nº 1.304, de 30-12-1921, é criado o Distrito de Itapocu e anexado ao Município da Serra. Em divisão administrativa referente ano de 1933, o Município é constituído de dois Distritos: Serra e Itapocu.

ITAPOCU E NOVA ALMEIDA - Em 11.11.1938 - É editado o Decreto-Lei nº 9.941, que fixa a divisão territorial do Estado, que vigorará sem alteração, de 1 de janeiro de 1939 a 31 de dezembro de 1943, e dá outras providências, assinado por João Punaro Bley, Celso Calmon Nogueira da Gama, Nelson Goulart Monteiro e Carlos Femandes Monteiro Lindemberg que, assim fixou os limites do Município da Serra, compreendido pelos distritos Sede, Itapocu (hoje Calogi) e Nova Almeida. O decreto acima foi editado na conformidade das normas gerais firmadas pela Lei Orgânica Nacional nº 311, de 2 de março de 1938. Nesta época os Distritos de Queimado e Carapina eram pertencentes à Vitória e, o atual distrito de Calogi possuía o topônimo de Itapocu. Por este mesmo Decreto-lei Estadual, o Município da Serra, adquiriu o Distrito de Nova Almeida, do município de Fundão.

CARAPINA E QUEIMADO – Em 31.12.1943 - O Município da Serra passa a ser constituído dos Distritos de Carapina, Nova Almeida - que já foi Distrito sede do município de mesmo nome, Queimado, Serra e Calogi (antigo Itapocu), conforme o Decreto-Lei Estadual nº 15.177, de 31 de Dezembro de 1943. Carapina e Queimado, na época pertenciam ao Município de Vitória. Sob o mesmo decreto acima citado o Distrito de Itapocu passou a denominar-se Calogi. Em divisão territorial datada de 01-07-1960, o município é constituído de cinco Distritos: Serra, Calogi ex-Itapocu, Carapina, Nova Almeida e Queimado. Em 1989 a Prefeitura Municipal da Serra elaborou um folheto de divulgação do Município, com texto creditado ao Professor de Geografia Nourival Cardoso Júnior, onde consta que na época o Município estava dividido em oito distritos: Serra-Sede; Carapina; Nova Almeida; Jacaraípe; Laranjeiras; José de Anchieta; Calogi e Queimado.

Os atuais Distritos da Serra estão definidos na Carta Magna do Município, a Lei Orgânica elaborada pelos vereadores e aprovada em 5 de abril de 1990 e que foi ratificada pelos Vereadores em 2005. Pela Lei Orgânica o território do Município da Serra está dividido, para fins administrativos, em cinco distritos: Sede, Calogi, Carapina, Nova Almeida e Queimado.

CINCO DISTRITOS - Em divisão territorial datada de 01 de Julho de 1960, o Município é constituído de 5 distritos: Serra, Calogi ex-Itapocu, Carapina, Nova Almeida e Queimado. No ano 2.000, os Distritos da Serra foram definidos na Carta Magna do Município, a Lei Orgânica elaborada pelos vereadores e aprovada em 5 de abril de 1990, passando o território do Município da Serra a ser dividido, para fins administrativos, em cinco distritos:

1 - Sede Municipal. Possui características sócio-culturais de cidade de colonização portuguesa com fortes tradições.

2 - Calogi. Distrito agropecuário.

3 - Carapina. De grande concentração Industrial. Comércio bem desenvolvido, Parque de Exposição “Floriano Varejão” e população de trabalhadores operários em sua maioria. Extensa atividade comercial na Avenida Central em Parque Residencial Laranjeiras que antigamente era chamado de Carapinão.

4 - Nova Almeida. É onde está a melhor infra-estrutura turística, com belas praias e bairros operários.

5 - Queimado. Distrito com população vivendo da agropecuária. Nos anos de 1845 a 1875 havia uma povoação com expressiva população, que usava basicamente o porto, às margens do rio Santa Maria da Vitória, como caminho natural de deslocamento entre a sede administrativa do Espírito Santo, Vitória, onde estava o Porto do Imperador e a Serra e mesmo todo o norte do Espírito Santo. Com a implantação da Ferrovia Vitória a Minas e construção da Rodovia Federal, BR 101 Norte (Rodovia Governador Mário Covas), o povoado sofre grande decadência e hoje só resta no Queimado as ruínas da Igreja de São José. As poucas casas da região estão esparsas em propriedades da região. A denominação de Distrito talvez seja apenas uma homenagem prestada pelos políticos Serranos a um local histórico, palco de uma Insurreição Escrava em 1849.

As divisas entre os Distritos do Município da Serra são as seguintes:

a) Entre os Distritos de Serra-Sede e Calogi: Começa na foz do rio Calogi no rio Timbuí e sobe pelo rio Calogi até a foz do seu primeiro afluente da margem direita. Sobe por esse afluente até a sua cabeceira e segue por uma linha reta até o Morro Mestre Álvaro.

b) Entre os Distritos de Serra e Nova Almeida: Começa no rio Jacaraípe, barra do rio Cacu. Sobe pelo rio Jacaraípe até o desaguadouro da Lagoa Capuba e segue pelo divisor de água entre os rios Jacaraípe e Putiri, até encontrar a estrada de rodagem da Serra a Nova Almeida e em seguida segue por um meridiano até encontrar o rio Reis Magos.

c) Entre os Distritos de Serra e Carapina: Começa no rio Jacaraípe, na barra do rio Cacu e sobe por este até a sua cabeceira, depois segue em linha reta até o Morro Mestre Álvaro.

d) Entre os Distritos de Nova Almeida e Carapina: Começa no Oceano Atlântico na foz do Rio Jacaraípe e sobe por este até a foz do rio Cacu.

e) Entre os Distritos de Carapina e Queimado: Começa na foz do rio Tangui no rio Santa Maria e sobe pelo rio Tangui até encontrar a linha reta que passa pelos Morros Mestre Álvaro e Moreron (ou Morerão).

f) Entre os Distritos de Calogi e Queimado: Começa no Morro Itapocu e segue em linha reta até o Morro do Céu, onde segue em linha reta até o Morro Camará-Açu, seguindo em linha reta até o Morro do Moreron (Morerão), seguindo por uma linha reta que vai do Morro Moreron (Morerão) ao Mestre Álvaro até encontrar o rio Tangui.

g) Entre os Distritos de Carapina e Calogi: Começa no Mestre Álvaro e segue pela linha que vai desse ao Morro Moreron (Morerão) até encontrar o rio Tangui.

DA ALDEIA INDÍGENA DE GATO GRANDE
A CIDADE DA SERRA

NOME – O topônimo (origem do nome) está relacionado à origem da cidade, localizada ao pé da SERRA ou do Monte (Montanha) do Mestre Álvaro.

Ao longo dos anos a Serra recebeu as seguintes denominações:

1556/1564: ALDEIA DA CONCEIÇÃO DA SERRA - A sede é denominada de Aldeia de Nossa Senhora da Conceição. O local é conhecido também como a Aldeia do Gato, referindo-se ao Cacique Chefe dos Temiminós, Maracajaguaçu, o Gato Grande. Em 1556 a Aldeia estava localizada entre o Morro e o rio Santa Maria da Vitória. Em 1564 houve uma mudança de local por causa da doença contagiosa, a Varíola. A Aldeia muda de local e passa a ser localizada do outro lado da Montanha do Mestre Álvaro, no local atual onde está o Centro da Cidade da Serra.

1724: FREGUESIA DA SERRA - Pela Carta Régia de 24 de março de 1724, o Povoado é elevado à categoria de Freguesia, porém, como a Igreja não havia sido concluída, a Freguesia não pode ser instalada. Uma nova Carta Régia foi elaborada em 24 de maio de 1752 elevando a Serra à categoria de Distrito e Paróquia. A Freguesia só foi instalada em 1769, depois de construída a igreja nova, Matriz em substituição a ermida de São José que ficava na região do Queimado antes da construção da Igreja de 1849 do Frei Gregório José Maria de Bene com a ajuda de Negros Escravos. Carta Régia é o nome dado à Carta do Rei de Portugal dirigida às autoridades ou à autoridade e que em seu conteúdo continha, muitas vezes, determinações gerais e permanentes, inclusive a designação de Freguesia para os Povoados brasileiros. Na época a estrutura administrativa civil (dos povoados brasileiros) correspondia a mesma estrutura eclesiástica, (da Igreja). Freguesia é o nome que tem, em Portugal e no antigo Império Português, a menor divisão administrativa, correspondente à Paróquia civil de outros países.

1822: VILA - A sede denominada de Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Serra foi elevada a categoria de Vila, em 1822, com a denominação de Vila da Serra.

1833: MUNICÍPIO DA SERRA - O Município da Serra foi criado em 1833, com território desmembrado do município de Vitória, através da resolução do Conselho de Governo de 02 de abril de 1833. Uma data importante. A emancipação, a liberdade. A Serra deixa de ser do Município de Vitória e passa a ter uma vida administrativa própria. A instalação ocorre no dia 18 (19) de Agosto de 1833, quando era Presidente da Província do Espírito Santo, o Sr. Manoel José Pires da Silva Pontes. A instalação só foi possível, após a cessão de um espaço na casa do vereador eleito, José Simoens da Silva, pois não havia naquela ocasião um prédio que pudesse abrigar a Sede do Governo Municipal da Serra. Assim, aquele vereador permitiu usar sua residência como Paço Municipal (Casa do Governo Municipal). Serra passa a ser Município, mas só possui um Distrito sede que é o Centro da Serra. A Freguesia de São José do Queimado, (Vila do Queimado), criada pela Lei Provincial N.º 9, de 27 de Agosto de 1846, foi anexada ao Município de Vitória. Queimado e Carapina não pertenciam a Serra e sim a Vitória. Queimado só passa a pertencer a Serra através do Decreto Lei Estadual N.º 15.177, de 31 de Dezembro de 1943, quando são anexados ao Município da Serra os Distritos de Carapina e Queimado.

1875: CIDADE DA SERRA - Pela Lei Provincial N.º 6, de 6 de Novembro de 1875, assinada pelo então Presidente da Província do Espírito Santo, Domingos Monteiro Peixoto a sede do Município, que era denominada de Vila da Serra passa a ser denominada de Cidade da Serra, sendo o Município, que havia sido criado no ano de 1833, constituído apenas de um Distrito, o Distrito da sede, que era a Vila da Serra e, na época, em 1875 passa a ser denominada de Cidade da Serra.

Em algumas publicações consta Lei N.º 6, de dezembro de 1875. O certo é Lei Número 6, do dia 6 de Novembro de 1875. A Lei que transforma a sede de Vila em Cidade da Serra é de autoria do Deputado Provincial do Espírito Santo, Major Joaquim Pereira Franco Pissarra e foi aprovada pela Assembléia Legislativa Provincial. A instalação solene com festas, organizada pelo próprio Deputado Major Pissarra e políticos locais ocorre no dia do aniversário de Dom Pedro II, a 2 de dezembro do mesmo ano de 1875. O Deputado citado teve um fim trágico. Após se envolver num assassinato de uma negra, acabou suicidando-se em sua propriedade em Chapada Grande para não ser preso.

Abaixo na íntegra a transcrição da referida Lei.

LEI N.º 6, DE 06 (SEIS) DE NOVEMBRO

“Domingos Monteiro Peixoto, Bacharel formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade do Recife, Juiz de Direito, Oficial Imperial Ordem da Rosa, Cavalheiro da de Cristo e Presidente da Província do Espírito Santo, etc, etc.

Faço saber a todos os seus habitantes que a Assembléia Legislativa Provincial decretou e eu sancionei a Lei seguinte:

Artigo 1º - É elevada a categoria de Cidade a Villa de Nossa Senhora da Conceição da Serra.

Artigo 2º - A Villa (sic) de Nova Almeida fica desanexada da Comarca e Termo de Santa Cruz, e incorporada ao termo e comarca da Serra.

Parágrafo 1º - As divisas desta Comarca serão pelos atuais limites de Nova Almeida e de Santa Cruz.

Parágrafo 2º - As da Comarca da Conceição da Serra e das freguesias do Queimado e de Carapina serão pelos limites da Comarca de Vitória.

Artigo 2º - Revogam-se (sic) as disposições em contrário.

Mando, portanto, a todas as autoridades, a quem o conhecimento a execução da referida lei pertencer, que a cumpram e façam cumprir tão inteiramente como nela se contém. O Secretário do Governo d’esta (sic) Província a faça imprimir, publicar e correr.

Dada no Palácio do Governo da Província do Espírito Santo, aos seis dias do mês ( sic ) de Novembro de mil oitocentos setenta e cinco, qüinquagésimo quarto da Independência e do Império.

L. S. Domingos Monteiro Peixoto.

Carta de Lei pela qual Vossa Excelência manda executar o Decreto d’Assembléia (sic) Legislativa Provincial, que houve por bem sancionar, elevando à Categoria de Cidade a Vila de Nossa Senhora da Conceição da Serra, bem como desanexando da Comarca e Termo de Santa Cruz a Vila de Nova Almeida, como acima se declara. Para Vossa Exª ver.

O 2º Oficial: Sebastião Pinto Homem, a fez. Selada e publicada n’esta Secretaria da Presidência da Província do Espírito Santo, em seis de novembro de 1875. No impedimento do Secretário. - O Oficial (sic) - Maior Manoel Corrêa de Lírio”. (Livro de Leis Estaduais / Arquivo Público do Estado do Espírito Santo).

A expressão “sic” entre parêntesis significa que a palavra está escrita como no documento original. Na lei, o N.º 2 é colocado de forma repetida. Assim constam dois artigos com o número dois.

Quarta Cidade do Brasil em Desenvolvimento - No dia 8 de julho de 2011, o Jornal A Gazeta de Vitória, ES, na sua página de economia publicava que a Serra era a quarta cidade do país com maior desenvolvimento, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em reportagem da jornalista Mikaella Campos, consta as seguintes informações: "A indústria do aço, o boom da construção civil, o crescimento comercial e do setor de serviços contribuíram, juntos, para que a Serra tivesse o quarto maior desenvolvimento econômico do país. O município faz parte de um grupo de cidades com menos de 500 mil habitantes que conseguiu ampliar a participação em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) nacional. O Município que mais se desenvolveu foi Campos do Goytacazes, no Rio de Janeiro. Em segundo lugar ficou Paraubebas, Pará. São José dos Pinhais, do Paraná, teve o terceiro maior crescimento."

Continua a reportagem de A Gazeta informando que, "o crescimento da Serra aconteceu com a valorização imobiliária de Laranjeiras, com o avanço comercial da Avenida Central e do surgimento de novos pontos requisitados, como Manguinhos, Jacaraípe e Morada de Laranjeiras. Essas regiões passaram a ser o foco de empresas da construção civil locais e de outros Estados como São Paulo, Minas Gerais e Bahia." - Na reportagem é observado ainda que "embora a indústria do aço sustente a Serra, foram os setores de comércio, serviços, alojamento, alimentação e a construção civil que proporcionaram à cidade maior participação no cenário nacional."



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EVOLUÇÃO HISTÓRICA E PRIMEIROS ADMINISTRADORES DA SERRA
VEREADORES ADMINISTRAM A SERRA DE 19/08/1833 A 23/05/1914

Em 1833, quando o Município da Serra foi criado não havia a figura do Prefeito e a estrutura administrativa civil correspondia a mesma estrutura eclesiástica. As províncias eram divididas em municípios que por sua vez eram divididos em freguesias. As freguesias correspondiam às paróquias, mas também havia curatos para serviços religiosos em povoações pequenas e sem autonomia política. Curato é um termo religioso, derivado de cura, ou padre, que era usado para designar aldeias e povoados que ainda não eram Freguesia ou Paróquia.

Na época os Bispos comandavam as dioceses, típica organização administrativa religiosa, que abrangiam geralmente diversos municípios, ou seja, diversas freguesias. Só com a proclamação da República, houve uma total separação entre a Igreja Católica e o Estado brasileiro, de modo que as antigas províncias transformaram-se em estados autônomos divididos em municípios também autônomos que, por sua vez, podem (ou não) ter seu território dividido para fins puramente administrativos. A Igreja Católica passou a manter uma estrutura administrativa distinta e separada do Estado brasileiro.

A primeira Câmara de Vereadores, responsável pela administração da Freguesia da Serra era formada pelos vereadores: Luiz da Rosa Loureiro – Presidente; Manoel da Rocha Pimentel; José Simoens da Silva; Manoel Fernandes de Miranda; Luiz Vicente Loureiro; Fabiano Gonçalves Fraga; Padre Joaquim de Santa Magdalena Duarte. A Câmara de Vereadores tinha naquela ocasião funções executivas e os vereadores formavam um conselho de administração. O presidente da Câmara era o presidente do Govemo Municipal. As leis aplicadas eram emanadas da Assembléia Legislativa Provincial, que tinha entre seus membros deputados que acumulavam as funções de vereadores. Não havia incompatibilidade. Até a criação da Assembléia Provincial as leis eram editadas em Portugal.

Em 01 de fevereiro de 1835 foi instalada no Espírito Santo, a Assembléia Legislativa Provincial sob a presidência do padre João Clímaco da Alvarenga Rangel, nascido em São José do Queimado. Além dele, participou da instalação do legislativo estadual outro serrano, o Padre João Luiz da Fraga Loureiro, ocasião em que ele era também, vereador da Serra. Na época a lei permitia o exercício das duas funções.

CIDADE DA SERRA – Em 06.11.1875 - A sede do município da Serra deixa de ser vila e é elevada a categoria de cidade. A instalação foi solene, com festa organizada pelo Deputado provincial, Major Joaquim Pereira Franco Pissarra, e políticos locais no dia do aniversário de D. Pedro II - 02 de dezembro de 1875. O Major Pissarra foi o autor da Lei que transformou a vila da Serra em cidade. Com a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, houve a nomeação do primeiro presidente do Estado do Espírito Santo, Afonso Cláudio de Freitas Rosa, neto materno do primeiro presidente da Câmara de Vereadores da Serra, Luiz da Roza Loureiro. Diante da nova situação Afonso Cláudio intervém nos municípios. Na Serra nomeia uma Intendência para administrá-la, composta de três membros: Manoel Pereira Madruga, Manoel Rodrigues Fernandes de Miranda e Luiz Barboza Leão, este último como presidente, equivalente ao cargo atual de prefeito.

Luiz Barboza Leão era sogro de José Cláudio de Freitas Júnior, irmão de Afonso Cláudio, e ainda, bisavô da ex-deputada estadual do Espírito Santo Judith Leão Castello Ribeiro e trisavô da cantora Nara Leão e do pesquisador João Luiz Castello Lopes Ribeiro. Luiz Barbosa Leão era sogro da prima do ex-deputado estadual Benigno Soares Leite Vidigal, bisavô do prefeito da Serra Antônio Sérgio Alves Vidigal. Após a intervenção promovida pela proclamação da república, foi empossada nova Câmara de Vereadores, em 18 de dezembro de 1892, e eleito seu presidente Luiz Barboza Leão que permaneceu no cargo até 1900, nesse período acumulou as funções de vereador com as de deputado estadual nas legislaturas de 1895 a 1897 e 1898 a 1900.

Na época do Brasil Império, só podiam ser eleitores aqueles que tivessem uma renda anual de R$ 100$000 (cem mil réis). As mulheres e escravos não votavam. A mulher só veio a obter cidadania - votar e ser votada - após a "Revolução Constitucionalista de São Paulo", em 1932. Na primeira eleição, em 1934 lá estava à mulher serrana como pioneira - Judith Leão Castello. Judith casou­-se em 1938, com Talma Rodrigues Ribeiro (prefeito da Serra 1945/1946), passando a assinar Judith Leão Castello Ribeiro, eleita a primeira mulher deputado estadual do Espí­rito Santo, na "Assembléia Constituinte" de 1946.

Em 25.03.1914 houve a primeira eleição para prefeito da Serra, ocasião em que foi eleito o Sr. Cícero Calmon de Aguiar, e empossado em 23.05.1914, a partir daí a Câmara deixou de exercer funções executivas e passou a exercer funções fiscalizadoras, determinantes das diretrizes do governo municipal e legislativas. Nesta nova fase teve como seu presidente o neto materno de Luiz Barboza Leão, Monsenhor Luiz Cláudio de Freitas Rosa, este foi Deputado Federal na Constituinte de 1946.

Os municípios só passaram a ter autonomia total legislativa, e serem considerados como entes federativos, com a promulgação da Constituição Federal, em 05 de outubro de 1988, que deu atribuição para que eles passassem a elaborar suas Leis Orgânicas e as promulgassem através da Câmara de Vereadores. Antes era atribuição da Assembléia Legislativa Estadual.

A Constituição Federal, em 1988, passou a considerar, pela primeira vez, o município como um ente federativo, conforme o art. 18: - "A organização político-administrativa da República Federa­tiva do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição".

O artigo 29 dá atribuição à Câmara de Vereadores do Município para promulgar sua Lei Orgânica: - "O Município reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos, com o interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois ter­ços dos membros da Câmara Municipal, que a promulgará, atendi­dos os princípios estabelecidos nesta Constituição, na Constituição do respectivo Estado e os seguintes preceitos: ...".

Em 1930, houve eleições para eleger o presidente da república, naquela ocasião era presidente Washington Luiz, que lançou como seu candidato Julio Prestes. A disputa foi acirrada com Getúlio Vargas, este perdeu a eleição, e inconformado, alegou fraude no processo eleitoral, o que justificou sua participação como líder da Revolução de 30, movimento que depôs o presidente Washington Luiz. Assumiu o poder Getúlio Vargas, impedindo a posse de Júlio Prestes. A Revolução também depôs o governador do Estado do Espírito Santo, aliado da campanha Júlio Prestes, Dr. Aristeu Borges de Aguiar, filho de família serrana. Seu pai era Augusto Manoel de Aguiar e sua mãe Luíza da Silva Borges (filha de João da Costa Silva Borges e Anna Pereira da Silva Borges). Aristeu era tio do ex-ministro da justiça Eurico de Aguiar Salles e do ex-senador Jéferson de Aguiar. Em 19 de outubro de 1930, assumiu o Espírito Santo, uma Junta Governativa, composta por João Manuel de Carvalho, Afonso Corrêa Lírio e Capitão João Punaro Bley.

A seguir, em 15 de novembro de 1930, Bley foi nomeado e tomou posse em 22 de novembro de 1930 como interventor estadual. Permaneceu no cargo até 16.10.1942, transferindo para Dr. Celso Calmon Nogueira da Gama, que a seguir transferiu a interventoria para o Dr. Jones dos Santos Neves, em 21.01.1943.

Naturalmente, que a Revolução refletiu na política do município da Serra. O prefeito da Serra foi deposto e a Câmara de Vereadores foi fechada. Foi nomeada uma Junta Governativa, que tomou posse em 23.10.1930, composta pelos seguintes membros: José Corrêa Pimentel; João Vieira Xavier; Olavo Ferreira Castello (tomou posse em 24.10.1930).

No mês de janeiro de 1936, houve eleições municipais, ano em que foi eleito prefeito do município o Sr. Presciliano Biluia de Araújo - do Partido Constructor Serrano. O mandato foi interrompido em 10.09.1937 pelo Golpe de 1937. A democracia só foi restabelecida em 1946, quando foram convocadas novas eleições. Os deputados e senadores eleitos receberam o mandato com poder para elaborar uma nova Constituição.

Os Presidentes da Câmara da Serra, na legislatura eleita em 1936 foram Belmiro Geraldo Castello (06.02.1936 a 21.06.1937 - Partido Constructor Serrano) e Antenor Sarmento Miranda (21.06.1937 a 10.09.1937 - Partido Constructor Serrano).

Em 1947, com a redemocratização do país foram convocadas eleições municipais, ano em que foi eleito prefeito do município Rômulo Leão Castello (PSD). Os novos vereadores elegeram seu presidente Luiz Corrêa Amado (PSD - 27.12.1947 a 10.03.1948).

Naquela legislatura foram presidentes, além de Luiz Amado, Theotônio da Costa Pereira (10.03.1948 a 10.01.1950 - PSD) e Arnaldo Ferreira Castello (10.01.1950 a 01.02.1951 - PSD).

A Câmara Municipal da Serra passou por muitas dificuldades em toda sua existência. Quando foi instalada em 19 de agosto de 1833, iniciava ali, os problemas para possuir um prédio próprio. O cidadão José Simoens da Silva, componente do primeiro quadro de vereadores, cedeu uma casa de sua propriedade para funcionar como Paço Municipal e assim o município pode ser instalado. Como persistia a ausência de prédio público para abrigar as instalações da Câmara, esta passou a funcionar na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição da Serra. A Igreja controlava a Administração Municipal, as eleições, os registros civis e de imóveis etc. Todavia, houve uma epidemia de varíola na vila, e os mortos eram sepultados no interior da igreja, fato que, além da preocupação com a população afetada, também, os afetava pessoalmente, segundo eles, na suas saúdes, pois, temiam contrair a doença nas reuniões do Conselho no recinto da igreja. Deixando a igreja, a Câmara passou a alugar casas onde pudesse se reunir.

Em 01.02.1860 na visita de Dom Pedro lI, este observou: "A casa da Câmara térrea é muito pequena. O vereador que serve de presidente tem 1 voto; porque todos os outros se escusaram, e contudo quem passou o papel do discurso, que felizmente só entregou, foi o vereador Pimentel o mais votado com 40 e tantos votos; a chave da vila estava ainda sobre uma salva dentro d'um armário d'onde a tiraram para me oferecerem. A Câmara reunia-se antes no Consistório da Matriz onde também tem-se reunido o júri que já uma vez não teve lugar por falta de casa. Começou-se, por subscrição, uma casa de sobrado para casa da Câmara, júri, etc. e cadeia; mas está parada, tendo-se gasto 2 contos, orçada em 10 que decerto não chegam; pois as obras custam muito caro aqui".

O primeiro prédio próprio da Câmara demorou muitos anos para ser inaugurado. A obra chegou a ficar paralisada por mais de doze anos, como verificado em ofício da Câmara, arquivado no livro 365, do Fundo da Governadoria, Série Acyolli, datado de 1875, Arquivo Público Estadual do Espírito Santo. No ano de 1890 não havia sido concluído, localizado no Largo do Barão do Amazonas, hoje Praça João Miguel - extensão da rua major Pissarra. Sua construção durou aproximadamente 40 anos. No dia 26 de dezembro de 1975, a Câmara passou suas instalações para um novo prédio, o segundo prédio próprio em 142 anos de sua existência. Situado na Avenida Getúlio Vargas nº 65, centro, Serra - Sede, onde funcionava até a instalação do seu prédio definitivo. É importante observar que o censo do IBGE de 1970 encontrou na Serra uma população de 17.286 habitantes e, em 2004 a população do Município era de aproximadamente 350.000 pessoas.

Devido à precariedade das suas instalações, e diante da importância do Município e do seu grande crescimento econômico e demográfico, os vereadores, em 2004, entenderam que era necessário construir um palácio municipal condizente com a realidade local, onde outrora havia a residência de Luiz Barboza Leão, primeiro presidente da Câmara da Serra na fase republicana. Assim o Ex-Presidente da Câmara, Miguel João Fraga Gonçalves, e todos os componentes da legislatura 2000/2004 criaram um novo momento na história do município, ao entregar o novo prédio do Legislativo Serrano ­ Palácio Judith Leão Castello Ribeiro, o terceiro prédio próprio, em quase 171 anos de sua existência, no dia 26 de abril de 2005. Em 2011/2012 o então presidente da Câmara, Raul Cezar Nunes procedeu à uma nova reforma com ampliações de Gabinetes e novas salas, tornando o local mais amplo e moderno, já que em 2010, o Legislativo serrano, tinha 17 vereadores e a expectativa é de que a cidade terá 23 vereadores a partir de 2013.



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PATRIMÔNIO HISTÓRICO E CULTURAL DA SERRA

A Serra foi palco de grandes acontecimentos históricos. O município possui Igrejas Jesuíticas, entre as quais se destacam a Igreja São João de Carapina e a Igreja e Residência Reis Magos e ruínas do século XVIII entre elas, o Casarão dos Jesuítas de Carapina e as ruínas de São José de Queimado, palco de um movimento importante para a libertação dos escravos, denominado "Insurreição de Queimado". O Município possui manifestações culturais diversificadas como: Festa de São Benedito, Bandas de Congo, Banda Estrela dos Artistas, Folia de Reis, Boi Graúna e Capoeira.

O tombamento é o meio posto à disposição do Poder Público para a efetiva tutela do patrimônio histórico cultural e natural do País. Assim, é por meio do tombamento que o Poder Público cumpre a obrigação constitucional de proteger os documentos, as obras e os locais de valor histórico ou artístico, os monumentos e paisagens naturais notáveis, bem como as jazidas arqueológicas. Existem bens materiais e imateriais. Na Serra os principais Patrimônios Históricos e Culturais são:

1 – As Bandas de Congo e a Casaca - O Congo, uma das manifestações folclóricas mais ricas e antigas do Espírito Santo, encontra sua maior representação na Serra. Essa herança cultural é preservada graças à dedicação dos componentes mais antigos das Bandas de Congo, que ensinam aos mais novos as toadas, o ritmo dos sons dos tambores, das cuícas, das casacas e a fabricação de instrumentos usados nas apresentações. O apogeu dessa convivência cultural é constatado no mês de dezembro, quando ocorre a Festa de São Benedito.

A Serra possui um rico folclore, com aproximadamente 20 Bandas de Congo (Mirim e de Adultos), filiadas a Associação de Bandas de Congo da Serra e que estão presentes em todos os momentos do Ciclo Folclórico-Religioso da Festa de São Benedito: na Cortada, Puxada, Fincada e Derrubada do Mastro. As referidas Bandas se apresentam em festas de santos, principalmente em homenagem a São Pedro, São Sebastião e São Benedito, notadamente nas puxadas de mastro ou em outras ocasiões festivas.

As Bandas são formadas por um número variável de homens e mulheres que tocam, cantam e dançam em homenagem ao santo, orago (padroeiro) da igreja da localidade. Os componentes se apresentam devidamente uniformizados, os homens com calça comprida e camisa e as mulheres com saia rodada e blusa, e ostentam estandartes que identificam o grupo e o santo de sua devoção. A banda conta com vários instrumentos musicais: tambores, caixa, cuíca, chocalhos, ferrinho, pandeiros, apitos, mas dentre estes merece destaque a casaca da cabeça esculpida, que mereceu desenho do Imperador Dom Pedro II, quando ele esteve na Serra e no Espírito Santo, em 1860.

Casa do Congo Mestre Antônio Rosa - Serra - Centro - Instalada em imóvel datado do século XIX, na Praça João Miguel a Casa do Congo Mestre Antônio Rosa foi Inaugurada em 2.000, com o objetivo de reunir o acervo e a memória do Congo serrano, além de homenagear o Mestre Antônio Rosa. Possui em seu acervo exposição permanente de objetos e elementos das bandas de congo, além referências de patrimônio cultural de natureza material e imaterial da Serra, sendo: fotografias, histórias e lendas locais, objetos artísticos e obras de arte, documentos, entre outros. Tel.: (27) 3251-5870. O funcionamento é de Segunda a Sexta feira, de 08 às 17 horas.

Presidente da República homenageia Congo da Serra – O Congo da Serra, no ano de 2003, por intermédio da Associação de Bandas de Congo da Serra (ABC), sob a presidência de Terezinha Ozório Machado Pimentel e de sua mãe Ilohyl Vieira Machado como vice-presidente receberam do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Comenda da Ordem do Mérito Cultural, honraria máxima da cultura nacional. A Comenda da Ordem ao Mérito Cultural foi entregue a ABC numa cerimônia em Brasília em 19 de Dezembro de 2003 pelo presidente Lula e o até então ministro Gilberto Gil. Desde 1995 quando foi criada até os dias atuais, foram concedidas mais de 500 comendas da Ordem do Mérito Cultural (OMC). Entre os agraciados estão cantores, compositores, atores, poetas, escritores, cineastas e outras personalidades importantes da cultura brasileira. Mas as homenagens não deixam de fora iniciativas de caráter coletivo, consolidando a OMC como uma forma de impulso às artes e também de reflexão, contribuindo para a sociedade reconhecer e aceitar suas diversidades. Em janeiro de 2011, por meio da lei 3.659, o Congo foi declarado patrimônio Cultural Imaterial do Município da Serra, fazendo parte do acervo cultural.

ABC - Associação fundada em 1986 - Principal manifestação da cultura capixaba, o congo se mantém vivo através da transmissão, entre as gerações, dos ritmos, músicas e danças tradicionais. Na Serra Sede encontramos a ABC (Associação das Bandas de Congo da Serra), uma das principais entidades de proteção e preservação do patrimônio cultural capixaba. A Associação das Bandas de Congo da Serra ABC/SERRA foi fundada em 09 de julho de 1986 pelo saudoso mestre “Antônio Rosa”, com a preocupação de preservar as Bandas de Congo. Antônio Rosa com muitas dificuldades manteve a ABC/SERRA, para garantir os uniformes, roupas das dançarinas e instrumentos, pedindo ajuda a todos. Manteve uma oficina no quintal de sua casa onde bancava todas as despesas de manutenção e confecção dos instrumentos, tudo para garantir a participação dos grupos nos festejos.

Na década de 90 do século passado, Antônio Rosa adoeceu, mas mesmo assim continuou a frente da Associação e dos festejos da Festa de São Benedito até que em 03 de agosto de 1999 veio a falecer. A sede da Associação das Bandas de Congo da Serra (ABC) está localizada num prédio de três pavimentos na Rua Eurico Salles, nº. 75, no bairro de São Domingos, Serra, ES. Telefone: (27) 32 51 32 44 / (27) 32 51 14 22 / (27) 3251-1554. Email: abcserra@abcserra.org.br. Página na Internet: www.abcserra.org.br.

2 – Capela de São João Batista. Integra o Parque Arqueológico de Carapina. A primitiva Igreja de São João foi construída em 1562, na Aldeia Indígena de São João Batista do Chefe Indígena Araribóia, filho de Maracajaguaçu. Posteriormente foi construída uma Igreja de alvenaria com pedras de Coral e argamassa feita com óleo de baleia. Como marca do período Jesuítico, apresenta uma nave construída em 1584, que foi restaurada em 1756 e acrescida de capela mor e coro. Em 1857, a capela foi elevada à categoria de freguesia, e passou a ser administrada pela Mitra Diocesana de Vitória, servindo de matriz até o fim do século XIX com o título de São João de Carapina. Posteriormente a Capela sofreu restauração em 1870, quando a Fazenda passou a ser propriedade particular. Esteve em uso até aproximadamente 1980, e a partir desta data iniciou um processo acelerado de degradação, culminando com demolição quase total, por volta de 1992.

Sua reconstrução, após 1992 foi um testemunho de resistência ao vandalismo cometido contra o patrimônio cultural. Atualmente é administrada pela Mitra Diocesana. Através da resolução N.º 02/84, datada de 21 de Fevereiro de 1984, (publicada no DIOES em 03 de maio de 1984), a Capela foi tombada pelo Conselho Estadual de Cultura. Segundo consta da referida Resolução foi tombada a “Capela de São João Batista, situada no distrito de Carapina, Município da Serra, ES, com o entorno compreendendo todo o perímetro determinado pelo raio de 500 (quinhentos) metros em torno da referida capela”. Denominação: Capela de São João Batista. Localização: Município da Serra. Proteção Legal: Tombada pelo CEC em 03/05/84, Processo Nº 02/81.

3 – Ruínas da Igreja de São José do Queimado. Foi o palco de uma insurreição de escravos liderada pelos negros, Chico Prego, João da Viúva e Elisiário, em 19 de março 1849. O conjunto composto pelas ruínas da Igreja de São José e pelos resquícios arqueológicos do povoado foi tombado pelo Conselho Estadual de Cultura em 1992. Denominação: Ruínas da Igreja de São José do Queimado. Localização: Distrito de Queimado, Serra. Proteção legal: Processo nº 71/90. Resolução nº 04 /1992 - Conselho Estadual de Cultura. Inscrição no Livro do Tombo Histórico sob o nº 183, folhas 30 v e 31, do Conselho Estadual de Cultura. Registrado no Plano Diretor Urbano do Município de Serra, Lei nº 21000 / 1998.

4 – Igreja e Residência dos Reis Magos. Localização: Nova Almeida, Serra. Proteção Legal: Tombamento em 21/09/1943, processo nº 230 - T pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Importante centro de formação e catequese de nativos, o aldeamento de Reis Magos é o registro mais conservado do conjunto urbano e arquitetônico adotado pela Companhia de Jesus para seu empreendimento no Brasil. A aldeia, o conjunto constituído pela quadra e pela praça fronteiriça, esteve hipoteticamente completa na primeira metade do século XVII. Em 1855 há registros de pequenos reparos na Igreja e na Residência, que adentram o século XX bastante arruinados, até serem restaurados em 1944 e depois em 1987 e 1988. No interior de Reis Magos se destacam uma belíssima talha onde elementos da fauna, cobras e cabeça de felino, e elementos florais desenham em inusitado movimento uma sofisticada escultura. O retábulo da Igreja de Reis Magos foi enriquecido pelo quadro "Adoração dos Reis Magos", cuja autoria é conferida ao Irmão pintor Belchior Paulo por Serafim Leite. Por sua vez, analisado em seus elementos figurativos, em suas cores e detalhes, o quadro foi considerado pintura com forte influência da arte flamenga por José Antônio Carvalho, primeiro estudioso da arte colonial no Espírito Santo. A pintura compõe o retábulo da Igreja. Com medidas de 1,84m por 1,26m, foi pintada com óleo sobre madeira e já passou por duas restaurações, nas décadas de 1940 e 1980. Em 2011 houve nova restauração do Quadro, sendo recuperadas, além da própria estrutura de madeira, áreas com grande quantidade de cera e danificadas por galerias de cupim. Destacam-se ainda, na Igreja, as pias executadas em mármore português e localizadas na nave da Igreja e na Sacristia. De todos os edifícios que os jesuítas construíram no Espírito Santo, Reis Magos é o que apresenta o maior número de elementos em pedra de lioz trabalhada.

5 – Igreja de Nossa Senhora da Conceição. Na Serra - Centro - Primeiro templo religioso do município, fundado no ano de 1564, quando a Aldeia dos Índios Temiminós mudou-se da região entre o rio Santa Maria da Vitória para o outro lado da Montanha, no local atual onde está localizado o Centro da Serra. Sua arquitetura atual foi concluída em 1769, e suas Torres construídas em 1938. Tel.: (27) 3251-1187. Nos seus jardins é fincado o Mastro, símbolo máximo da festa do Ciclo Folclórico e Religioso de São Benedito, realizada no dia 26 de dezembro.

6 – Estátua do líder negro Chico Prego. Homenagem ao líder da Insurreição do Distrito do Queimado. Revolta dos Negros Escravos ocorrida no dia 19 de março de 1849. Foi construída com recursos oriundos da lei de incentivo a cultura da Serra, Lei Chico Prego, concebida e executada pelo artesão Jenésio Jacob Kuster (Tute), nascido no dia 6 de novembro de 1954 e está próxima ao local de seu enforcamento, no dia 11 de Janeiro de 1850. A Estátua que foi inaugurada no dia 2 de junho de 2006, levou 90 dias para ser construída, no atelier de Tute, no bairro Residencial Centro da Serra e seis meses para ser colocada na Praça Almirante Tamandaré, sendo feita com estrutura de ferro e concreto, com 4 metros de altura e aproximadamente 2.800 quilos, conforme informações do próprio construtor Tute. Telefone para contato com Tute: (27) 32 51 27 85. Contato por e-mail: tutecasaca@hotmail.com

7 – Museu-residência Histórico da Serra. Possui em seu acervo mobiliário de época, documentos e obras de arte de família tradicional da Serra. Ocupa um casarão que é um dos poucos remanescentes da arquitetura do século XIX. Inaugurado no dia 31 de agosto de 2007, dia em que se comemora o aniversário da Srª Judith Leão Castello Ribeiro. O casarão da Família Castello foi construído pelo capitão João Cardozo Castello (Capitão Castello), comandante da Guarda nacional da Serra, por ocasião de seu casamento em 1862. Avenida Cassiano Castelo, 22, Centro – Serra – ES. Tel.: (27) 3251-6636.

8 – Carnaval. O carnaval da Serra é bastante animado, com vários shows e atrações programados com apoio da municipalidade, na Serra Sede, em Nova Almeida, Jacaraípe e Manguinhos. Nos principais bairros destacam-se apresentações de Blocos Carnavalescos, a maioria dos blocos filiados a Liga Serrana dos Blocos Carnavalescos. A Serra possui duas Escolas de Samba que se apresentam no Carnaval da Capital Capixaba em Vitória, Tradição Serrana e Rosas de Ouro e, mais de 15 Blocos Carnavalescos que são filiados a Liga de Blocos Carnavalescos da Serra. As Escolas de Samba participam do Carnaval Capixaba, no Sambão do Povo, o Sambódromo Walmor Miranda, em Santo Antônio, Vitória.

O Banho de mar à fantasia de Manguinhos já é uma tradição no Carnaval Serrano. Reúne vários blocos do Balneário de Manguinhos. Realizado sempre no sábado de carnaval conta com a participação dos moradores locais na formação dos blocos temáticos, fantasiados com o papel crepom, que desfilam pelo balneário ao som de sambas e marchinhas de carnaval finalizando a festa com o ato que dá nome à festa um “banho de mar à fantasia”, muitas vezes deixando coloridas as calmas águas de Manguinhos, por conta do papel de suas fantasias.

9 – Academia de Letras e Artes da Serra, ALEAS - No dia 28 de Agosto de 1993, no recinto da Câmara Municipal da Serra foi realizada a Assembléia Geral de Fundação da ALEAS, Academia de Letras e Artes da Serra, presidida pelo Escritor, Poeta e Trovador Capixaba, Clério José Borges, que na ocasião foi eleito primeiro Presidente. O Advogado, Dr. Naly da Encarnação Miranda, que foi escolhido Presidente de Honra da entidade cultural. É constituída de 40 Cadeiras, dos Acadêmicos Imortais, sendo uma entidade cultural que reúne poetas, trovadores, escritores, artistas plásticos. A primeira Diretoria Administrativa da ALEAS ficou assim constituída: Presidente Executivo, Clério José Borges de Sant Anna; Vice Presidente: Getunildo Pimentel; Secretário: Carlos Dorsch; Tesoureiro: Galbo Benedicto Nascimento. Orador e Presidente de honra: Naly da Encarnação Miranda.

10 – Clube dos Poetas Trovadores Capixabas. Na Serra também funciona a sede provisória do Clube dos Poetas Trovadores Capixabas, CTC, entidade cultural sem fins lucrativos de divulgação da Trova (composição poética de quatro versos, com rima e sentido completo) e da Poesia em geral. Está localizada na Rua dos Pombos, 2, em Eurico Salles, Carapina Serra ES. A entidade realiza anualmente os Congressos Brasileiros de Poetas Trovadores, reunindo Artistas, Escritores, Jornalista e Poetas Trovadores de diversas cidades brasileiras. O CTC encontra-se divulgado na Internet, através do web Site: www.trovadorescapixabas.com.br A entidade é presidida pelo Poeta Trovador e Escritor Capixaba, Clério José Borges. (www.clerioborges.com.br).



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SERRA SEDE
O bairro mais antigo do Município

A Serra Centro é o bairro mais antigo do Município. O topônimo (origem do nome) está relacionado à origem da cidade, localizada ao pé da SERRA ou do Monte Mestre Álvaro.

Ao longo dos anos a Serra recebeu as seguintes denominações: 1556/1564: A sede é denominada de Aldeia de Nossa Senhora da Conceição. Aldeia do Gato, referindo-se ao Cacique Chefe dos Temiminós, Gato Grande. Em 1556 a Aldeia estava localizada entre o Morro e o rio Santa Maria da Vitória. Em 1564 houve uma mudança de local por causa da doença contagiosa, a Varíola e a Aldeia é transferida para o outro lado da Montanha do Mestre Álvaro, no local atual onde está o Centro da Cidade da Serra. No imaginário do povo o Morro serviria para impedir que a doença da Varíola continuasse se alastrando entre a população. 1769: A sede é denominada de Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Serra. 1822: A sede passa a ser Vila da Serra. 1833: Município da Serra, com um Distrito sede denominado Vila da Serra. 1875: A sede do Município denominada de Vila da Serra passa a ser chamada de Cidade da Serra, sendo o Município, que havia sido criado em 1833, constituído apenas de um Distrito, o Distrito da Sede.

O Centro da Serra possui 151 quilômetros quadrados e está a uma distância de 12 quilômetros da costa, situada entre as coordenadas: 20º 07’ 46” de latitude sul e 40º 18’ 29” de longitude oeste, coletadas a 305 metros da Igreja Nossa Senhora da Conceição. O acesso é pela BR 101 e a distância da sede até o centro de Vitória é de 27 quilômetros. A distância é medida do Marco Zero da Serra, (entre a Igreja Nossa Senhora da Conceição e a Praça Pedro Feu Rosa) até o Marco Zero de Vitória, localizado na porta de entrada da Catedral, na Cidade Alta.

Possui características sócio-culturais de cidade de colonização portuguesa. O local atual, numa colina, foi fundado em 1562, ano em que ocorreu um surto de varíola na sede da Aldeia Indígena e do povoado que se formara fundada em 1556, por Maracajaguaçu e Braz Lourenço, próximo ao Rio Santa Maria.

 A sede do Município está a 46 metros de altitude do nível do mar. É composta por outros cinco bairros: São Judas Tadeu; São Lourenço; São Marcos; Santo Antônio e Caçaroca. Na sede, onde estão instalados a Prefeitura, o Fórum e a Igreja Matriz. Clima: Tropical com estação seca (Classificação climática de Köppen-Geiger: Aw)

Distâncias da Serra Sede: São Paulo 757 km - Rio de Janeiro 431 km - Salvador 820 km - Brasília 941 km - Fortaleza 1837 km - Belo Horizonte 383 km mais próxima - Curitiba 1092 km - Manaus 2859 km - Recife 1466 km - Porto Alegre 1556 km - Belém 2262 km - Goiânia 1020 km

Na sede da Serra destacam-se os seguintes pontos turísticos e culturais: Igreja Nossa Senhora da Conceição; Casa do Congo Mestre Antônio Rosa; Museu Histórico da Serra; Estátua de Chico Prego; Biblioteca de Serra Sede - Tel.: (27) 3251-5871 - Falar com Elza. Avenida Cassiano Castelo, 22, Centro – Serra – ES. - Seu acervo geral possui 11.325 exemplares registrados. Fazendinha do Mini Cowboy - (27) 3328-8639 ou 9957-9762 - Falar com Gandini - Passeios em pôneis e locação de animais para eventos. Sitio Vista do Mestre Álvaro. E-mail: minicownboyeventos@gmail.com Vistas com agendamento. Sítio Recanto do Mestre Álvaro - (27) 9839-5484 - Restaurante, passeios e bangalôs para hospedagem. E-mail: sitiorecantomestrealvaro@hotmail.com Sítio Recanto Morro do Céu - (27) 3327-3790 ou  9947-6725 ou 3074-4923 - Cultivo de bromélias, aluguel de casa e venda de queijos. E-mail: recantomorrodoceu@hotmail.com Prefeitura da Serra - Rua Maestro Antônio Cícero – nº 239 – Serra Sede - Cep.: 29.176-100 - Telefone Geral: 32 9120 00. Procon Municipal da Serra - Telefones: (27) 3252-7242 / 3252-7243 / 3252-7295. Rodoviária de Serra-Sede (Águia Branca) - (27) 3251-1060. Delegacia de Polícia (Serra) - (27) 3291-5034. Pronto Atendimento Médico da Serra Sede - Rua Maestro Antônio Cícero, s/n - Telefones: 3291 4923/3291 7468/3291 7228 - Atendimento 24 HORAS por dia. Secretaria de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer da Serra - Tel.: (27) 32 51-58 72. ALEAS - Academia de Letras e Artes da Serra - Presidente Paulo Negreiros. Vice: Clério José Borges. Telefones: (27) 92 57 82 53 - Horário Comercial







SERRA
Poesia de Clério José Borges

Serra, Município onde a natureza,

Em formas infinitas todo dia,

Mostra encanto em inebriante beleza,

Formando terra de intensa magia.

 

Nesta terra a sua melhor riqueza

É seu povo trabalhador, que cria

Esperança de uma grande certeza

De que aqui só haverá Paz e Alegria.

 

Serra do Mestre Álvaro tão imponente,

Do seu povo amigo, nobre e valente,

Agora se expande em tecnologia.

 

Serra, dos Congos de São Benedito,

Do Queimado, de um povo nobre, bonito,

A quem presto homenagem em poesia.



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FESTA DE SÃO BENEDITO
Uma festa folclórica que arrasta milhares de pessoas pelas ruas da Serra Sede
São Benedito, protetor dos fracos e dos oprimidos

A Festa de São Benedito realizada anualmente no dia 26 de Dezembro. A padroeira da Serra é Nossa Senhora da Conceição, todavia é São Benedito quem recebe as mais efusivas e expressivas manifestações de carinho do povo Serrano, que realiza a festa de forma grandiosa e bonita desde 1826.

No Estado do Espírito Santo a festa de São Benedito é comemorada no dia 27 de dezembro. Na Serra é um dia antes, no dia 26. É uma festa de caráter pagão-religioso, que teve sua origem, segundo a tradição oral, no socorro providencial de São Benedito, quando certo navio que carregava escravos pela costa do Espírito Santo (perto de Nova Almeida) naufragou. Ao se depararem com a morte, invocaram a proteção de São Benedito e de Deus, e graças às preces, conseguiram se salvarem abraçados ao mastro que se desprendeu do navio e assim foram levados até a praia.

 O saudoso Mestre Antônio Rosa relata que, "em 1856 quando havia comércio de escravos para o Brasil, um navio vindo da África, naufragou na costa de Nova Almeida, só restando 25 tripulantes escravos, que se salvaram agarrados ao mastro do barco. Gritavam pelo santo preto, ao qual não sabiam o nome, e pôr Deus, para que os salvassem. Este milagre eles receberam e acabaram por alcançar as praias de Nova Almeida. Acontece que esses escravos se espalharam pelas fazendas que existiam na época, indo trabalhar nos engenhos de cana de açúcar em vários lugares do município da Serra, como Putiri, Cachoeirinha, Hestes, Perinheiro, Pindaíbas, Muribeca, Queimado e lá viveram trabalhando para os senhores. Neste meio tempo eles lembraram que tinham uma promessa a pagar ao santo preto. Criaram uma banda de batuque ou banda de Congo com tambores feitos com "oco de pau" e bambu, mas só com permissão dos senhores. Depois vieram, a saber, que era São Benedito o santo ao qual pediram ajuda."

A festa de São Benedito no Município da Serra é caracterizada pela cortada, puxada, fincada e retirada do mastro. Um público de 50 mil pessoas ou mais, participam da Festa, envolvendo não apenas a comunidade local, mas todo o Estado do Espírito Santo. É considerada a maior festa folclórica e religiosa em louvor ao santo “Negro”. A festa hoje é organizada pela Associação das Bandas de Congo da Serra, em parceria com o poder público, empresas privadas e comunidade em geral.

FASES DA FESTA

Cortada do Mastro - No primeiro domingo após o dia 8 de dezembro, homens piedosos e devotos de São Benedito vão até as matas remanescentes da Serra-Sede, munidos de machados, foices e outras ferramentas e assim precedem à cortada do mastro. Um tronco verde e úmido trazido da mata é arrastado por três juntas de bois com cangas enfeitadas com flores silvestres e folhas. Cavaleiros engalanados, lembrando os feitores, acompanham os “pés descalços”, na sua itinerante oblação, que se dá logo após a autorização concedida simbolicamente, na rua da cadeia (município em destaque, 1984), com o acompanhamento das Bandas de Congo e Banda de Música Estrela dos Artistas.

Puxada do Mastro - No dia 25 de dezembro, prosseguem-se os festejos, com a procissão de São Benedito. Após a procissão, fiéis vão até o bairro de Caçaroca (Avenida Jones do Santos Neves, Serra sede), buscar o navio (uma réplica do navio negreiro feito em cima de um carro de boi), todo iluminado. O navio leva o nome de “Palermo” devido ao nome e homenagem a cidade onde São Benedito viveu seus últimos anos de vida, que era a Capital de Sicília, Itália. O navio é puxado através de uma corda pelos fieis, pelas ruas principais da cidade da Serra, pagando promessas. Sobre ele vão algumas crianças com vestes de marinheiro.

Puxada e Fincada do Mastro - No dia 26 de dezembro, pela manhã, o mastro é colocado em cima do navio, que será todo enfeitado com bandeirinhas. À tarde, às 17 horas, o navio será puxado novamente por uma corda pelos devotos de São Benedito pelas ruas principais da cidade da Serra, e depois o mastro será retirado do navio e fincado em frente à Igreja matriz Nossa Senhora da Conceição. Os tambores das Bandas de Congo tocam mais alto, acompanhado de “Vivas a São Benedito”, a Banda de Música Estrela dos Artistas toca o “VAPO” uma melodia tradicional do povo serrano, autoria de Chico Riquinta.

Derrubada do Mastro - A última etapa da Festa de São Benedito acontece no domingo de páscoa, quando é feita a derrubada do Mastro em frente à Igreja Matriz. Tradicionalmente as festas de São Benedito na Serra ocorrem oficialmente, ou seja com apoio da Comunidade Católica, desde 1826 , dezenove anos depois de Benedito ter sido proclamado Santo. Como São Benedito nasceu em 1526, a primeira festa na Serra foi realizada 300 anos depois do seu nascimento. São Benedito nasceu na Cidade de Palermo, Capital da Sicília, Itália, razão pela qual durante a festa um navio, com o nome PALERMO é puxado através de uma corda pelos fieis, pelas ruas principais da cidade da Serra. Sobre ele vão algumas crianças com vestes de marinheiro.



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A MONTANHA DO MESTRE ÁLVARO
Uma Cadeia de Montanhas que deu origem ao nome da Cidade: SERRA
Um mestre que já foi chamado de Alvo, mas que é uma homenagem ao Mestre Álvaro da Costa

Texto do Livro "HISTÓRIA DA SERRA", de Clério José Borges
Permitida a reprodução do conteúdo.
Agradecemos a citação da fonte

TOPOGRAFIA DA SERRA – O principal acidente geográfico do Município é a Serra do Mestre Álvaro. O segundo principal acidente geográfico é a Serra do Morerão, também conhecida como Moreron. O Mestre Álvaro é o mais setentrional dos “Monadnocks” da Costa do Espírito Santo. Durante milhões de anos, a erosão vai aplainando terrenos, destruindo as montanhas surgidas inicialmente. Existem rochas mais resistentes, de granito ou Gnaisse, e quando a erosão é muito intensa, restam Montes Isolados. O exemplo de um maciço isolado no Espírito Santo é o maciço da Serra do Mestre Álvaro. Um maciço Gnáissico que, visto do mar, para quem vem do Norte, apresenta um aspecto de um extinto vulcão.

Os principais relevos montanhosos do Município da Serra são:

1 – Morro do Vilante. Possui 427 metros de altura, entre a região de Quibebe e a BR 101 Norte, nas proximidades da entrada de Muribeca e do Posto da Polícia Rodoviária Federal. É um imponente maciço às margens da Rodovia, como um Vigilante a vigiar os que chegam e saem da Sede do Município. A palavra Vilante, segundo os dicionários significa: Vigilante, aquele que vigia.

2 – Morro do Céu. Possui 414 metros de altura e localiza-se próximo ao Morro Cavada e Itaiobaia. Segundo a Sra. Ormy Pimentel Ramos e o Sr. Aurino Pimentel Ramos, o Morro do Céu encontrava-se no ano 2000, na Fazenda Bastos e próximo às propriedades de Manoel Loureiro, o Manduca e de Epaminondas Pimentel. Da estrada que liga a BR 101 Norte às localidades de Muribeca e Aroaba, consegue-se ver de perto o Morro do Céu.

3 – Morro Cavada. Possui 362 metros de altura e localiza-se na região de Cavada, próximo à BR 101 Norte e à região de Muribeca;

4 – Morro Grande. Localizado na divisa dos Municípios da Serra e Santa Leopoldina. Possui 329 metros de altura;

5 – Morro das Araras. Com 309 metros de altura. Localiza-se entre as regiões de Morro Grande, Calogi e Chapada Grande.

6 – Morro Xavier. Com 218 metros de altura. Localiza-se na região de Chapada Grande.

7 – Serra do Morerão. Na região de Queimado. É também denominada de Moreron ou Mororon ou ainda Morerão. Trata-se de um conjunto de Morros com alturas variadas de 328, 297 e 200 metros. Assim, além da Serra do Mestre Álvaro, o Município possui a Serra do Morerão, na região de Queimado.

OUTROS MORROS – Existem ainda no Município da Serra os seguintes Morros: a) Morro de Maracapuaba. Fica próximo ao Morro do Vilante. É conhecido também como Morro Donana por causa de uma senhora chamada Dona Ana que morava na região; b) Morro dos Bastos. Há registros de que no Morro dos Bastos existe Manganês; c) Morro Camará-Açu. d) Morro Itapocu ou Itapucu, em Calogi.

MORRO QUE É UMA MONTANHA QUE É UMA SERRA

O Morro do Mestre Álvaro é uma área de Proteção Ambiental. É uma atração para aqueles que têm espírito aventureiro: uma caminhada de mais de 4 horas (só de ida), a partir do centro da cidade da Serra, compensado pelo belo visual. O monte reserva muitas cachoeiras no caminho e águas geladas de um córrego, permitindo banho refrescante na dura caminhada. Distante aproximadamente 27 Km do Centro de Vitória, suas matas abrigam espécies animais em extinção. Pode-se avistar toda a região da Grande Vitória do ponto culminante do Mestre Álvaro e boa parte do litoral capixaba. A montanha cujo cume atinge 833 metros de altura oferece uma visão maravilhosa de várias partes da Grande Vitória. De mais perto, porém, pode-se desfrutar das delícias da vida no campo: natureza, belas paisagens, recepção acolhedora, além da possibilidade de adquirir produtos caseiros como pães, doces, licores, queijos, leite fresco e artesanato.

Registro Imperial – Dom Pedro II quando visitou a Serra, em 1860, anotou no seu Diário, MESTRE ÁLVARO. No livro que narra a visita feita pelo Imperador do Brasil a Serra no dia 31 de Janeiro de 1860 consta: "Um dos acompanhantes do Imperador, de nome Meirelles, (Conde Azambuja Meirelles), informou que o nome da Serra era Mestre Álvaro, ponto de marcação a um Mestre de Navio chamado Álvaro". Sua majestade Imperial, Dom Pedro II, em 1860, não escreveu "mestre alvo" e nem "mestre Álvares" e sim, escreveu "mestre Álvaro".

Lei Oficial - Em Lei do Estado de 12 de Novembro de 1897, foi oficializado o nome MESTRE ÁLVARO. Quem foi Mestre Álvaro? – Foi Dom Álvaro da Costa, Mestre Comandante de Navio, amigo do Padre fundador da Serra, Braz Lourenço e filho do Governador Geral do Brasil, Dom Duarte da Costa.

Mestre orientando navios – O Mestre Álvaro é um maciço "Gnássico", e sua magnitude é histórica. Nos primeiros documentos cartográficos do século 16, pode-se verificar a indicação do acidente geográfico, Mestre Álvaro, assinalado como ponto de referência para a navegação marítima. Dom Pedro II, Imperador do Brasil, em sua visita ao Espírito Santo, anotou em seu diário: "O Monte Mestre Álvaro, com tempo limpo e claro, pode ser visto até a 60 milhas do mar".

O viajante estrangeiro Auguste Saint Hilaire, quando visitou as terras do Espírito Santo em 1816, passando pela Serra, em direção ao Rio Doce, desejou conhecer a flora da região, chegando a subir o Mestre Álvaro onde analisou e pesquisou as árvores e plantas da região, coletando muitos dados, tendo escrito: "A mata que cobre a Serra do Mestre Álvaro representa ainda um valioso acervo de espécies aproveitadas na agricultura e na flora medicinal". Nos primórdios da colonização do Espírito Santo, o Mestre Álvaro atraiu os colonizadores que esperavam ali encontrar ouro, sendo estimulado pelo Donatário Vasco Fernandes Coutinho. Foram conseguidas pequenas quantidades de ouro de aluvião e outras pedrarias. Historicamente, há registros de retirada de ouro do Mestre Álvaro em 1598, feitas por Dom Francisco de Souza.

Em busca do Ouro – Dom Francisco de Souza foi um Fidalgo Português que, em fins do século XVI conseguiu o título de Governador do Brasil. Em Outubro de 1598, viajava de Minas para São Paulo, quando soube que havia ouro no Mestre Álvaro, no Espírito Santo. Logo, desistiu de ir para São Paulo, visitando a região do Mestre Álvaro. Segundo os historiadores José Teixeira de Oliveira e Vicente do Salvador, este último no livro "História do Brasil", Dom Francisco de Souza conseguiu encontrar ouro e prata no Mestre Álvaro, "embora sem ser em grande quantidade". Informa o historiador Basílio Carvalho Daemon que o Governador Francisco de Souza foi, em pessoa, examinar algumas minas na região do Mestre Álvaro e que na comitiva estavam dois alemães: O Engenheiro Geraldo Betink e o Minerador, Jacques de Oalte. O historiador Rodolfo Garcia, em Notas à "História Geral do Brasil", de Adolfo de Varnhagen, cita Geraldo e Jacques, mas ressalta no texto que: "Os cognomes dos dois alemães estão evidentemente estropiados, ou seja, modificados".

Parque Florestal – O Mestre Álvaro abriga uma das últimas áreas de Mata Atlântica de altitude do Estado. O Governo do Estado em 1977 criou o Parque Florestal e a Reserva Ecológica, Mestre Álvaro. O Parque compreende uma área aproximada de 3.470 hectares, estando assegurada por Lei a proteção integral da fauna, da flora e demais recursos naturais, com utilização para objetivos educacionais, científicos, recreativos e turísticos. A Altitude (Altura) do Mestre Álvaro é de 833 metros, conforme a Diretoria de Geodésica e Cartografia - Superintendência de Cartografia significado, que continua o mesmo. Assim Alves varia de Álvares que varia de Álvaro.

Denominações da Montanha da Serra – Uma das mais antigas versões é de que o nome Mestre Álvaro seria uma homenagem a um Comandante da Caravela de onde primeiro se avistou a Montanha. No livro que narra a visita feita pelo Imperador do Brasil à Serra a 31 de Janeiro de 1860 consta: "Um dos acompanhantes do Imperador, de nome Meirelles, (Conde Azambuja Meirelles), informou que o nome da Serra era Mestre Álvaro, ponto de marcação a um Mestre de Navio chamado Álvaro". O nome Mestre Álvaro foi denominado ao longo dos anos, como: Mestre Alves, Mestre Álvares, variante de Álvaro e Mestre Aluaro. A grafia da palavra Aluaro está errada. No lugar da letra "V" está a letra "U". Segundo os dicionários especializados, a palavra Alves é variante de Álvares, que por sua vez deriva de Álvaro, aquele que é muito atento. A palavra Alvo significa branco, límpido. O Cume mais alto do Mestre Álvaro fica branco quando algumas nuvens o encobrem.

Lei Estadual oficializa o nome – A palavra "Mestre" significa aquele que comanda aquele que guia alguém. Quem guia deve ficar atento, assim Álvaro, que significa "muito atento", mostra que quer seja Alvo, Alves ou Álvaro, o importante é que o Mestre Álvaro está sempre imponente, atento em sua impassividade de monumento de exuberante beleza, sempre destinado a ser guia daqueles que do alto mar procuram a sua figura como orientação. O povo já consagra a denominação Álvaro, para o verdadeiro patrimônio natural dos Serranos, patrimônio este que deu origem ao nome da cidade da Serra.

O historiador Cesar Augusto Marques, no "Dicionário Histórico, Geográfico, Estatístico da Província do Espírito Santo", publicado pela Tipografia Nacional em 1878, assim se refere ao Mestre Álvaro: "MESTRE ÁLVARO: Serve de Guia e possui 980 metros. Grafa-se MESTRIALVE; MESTRE ALVA; MESTRE ÁLVARES; MESTRE ALUARO e MESTRE ÁLVARO. (...) A mais antiga grafia é MESTRE ÁLVARO. Em Lei do Estado de 12 de Novembro de 1897, foi adotado o nome MESTRE ÁLVARO. Cesar Augusto Marques erra na altura do Mestre Álvaro que não possui 980 metros e sim 833 metros. Faz também uma referência a Lei Estadual de 12 de Novembro de 1897 em que oficialmente o nome Mestre Álvaro é adotado.

LEI N.º 235 – Concede aos Governos Municipais das Cidades de Serra e Santa Cruz, o patrimônio, a este de todas as terras devolutas na Montanha Mestre Álvaro e aquele do lugar Ribeirão. O Vice-Presidente do Estado, cumprindo o que determina o art. 40 da Constituição, manda que tenha execução a presente lei do Congresso Legislativo: ART. 1º - São concedidas ao Governo Municipal da Cidade da Serra, para seu patrimônio, todas as terras devolutas que existem na montanha Mestre Álvaro, não excedendo a cinco quilômetros em quadro. A lei continua com mais dois artigos, sendo um referente às terras devolutas de Ribeirão, concedidas ao Governo Municipal de Santa Cruz, que na época era Município. O texto termina da seguinte forma: "Palácio do Governo do Estado do Espírito Santo, em 12 de Novembro de 1897. CONSTANTE GOMES SUDRÉ

Verdadeiro Mestre Álvaro – O segundo Governador Geral do Brasil foi Duarte da Costa. Governou de 1553 a 1557. Junto com Duarte da Costa chegaram ao Brasil alguns padres Jesuítas. Um dos padres foi Braz Lourenço, fundador da Serra. Outro religioso, que ainda não havia sido ordenado padre, foi José de Anchieta que mais tarde seria denominado o "Apóstolo do Brasil". O Governo de Duarte da Costa foi muito agitado. Houve lutas entre colonos e Índios. Os Jesuítas defendiam os Índios já catequizados, não permitindo que os mesmos fossem para a lavoura como escravos. Havia um clima de agitação e guerra. Diante do quadro que se formara, surge Álvaro da Costa, filho de Duarte da Costa, que se destacara por missões de pacificação entre colonos e índios, lutando inclusive contra os que se rebelavam.  Em "Cartas dos Jesuítas", Álvaro da Costa é citado como braço direito do pai e ostenta honras de herói e pacificador de colonos e Índios, bem como um bem sucedido Comandante de Navios a percorrer a Costa Brasileira, procurando sempre solucionar os problemas entre Colonos, Jesuítas e Índios.

Em "Cartas Avulsas, 1550 -1568", constante do livro "Cartas Jesuíticas II", editado em 1931 e de autoria de Serafim Leite, consta na página 27: "Dom Álvaro da Costa, filho do Governador, em 1556 empreende guerra, bem sucedida, contra os índios rebelados da Bahia". É justamente neste período de 1556 que Álvaro da Costa, em viagem da Bahia para São Vicente, passa pelo Espírito Santo, ocasião em que visita seu amigo, padre Braz Lourenço e que fora seu confessor, na viagem de Portugal para o Brasil. Com apoio de Braz Lourenço, Álvaro da Costa recebe inúmeras homenagens. Suas vitórias na Bahia e outras localidades brasileiras o transformaram num herói, defensor dos colonos contra os índios rebeldes. Os habitantes da Capitania passam então a denominar de Álvaro o imponente maciço da Serra, em homenagem a Álvaro da Costa, Mestre Comandante de navios.

Proteção ambiental e as Três Marias – O Mestre Álvaro foi transformado em Reserva Florestal em 9 de agosto de 1976 e, em 1978, apenas 30 por cento da área da reserva era ocupada por floresta natural. O Jornal "A Gazeta", edição de 20 de abril de 1994, na página 4 do Caderno Dois informa o seguinte sobre a área de proteção ambiental do Mestre Álvaro: "Localizada no Município da Serra, distante aproximadamente 20 quilômetros de Vitória, a área é reconhecida não só pela beleza cênica e natural, mas também pelo seu valor histórico. (...) Ponto culminante do Mestre Álvaro (...). Tem 816 metros de altitude. (...)". A altura do Mestre Álvaro está errada. O Mestre Álvaro possui a altitude de 833 metros. No alto do Mestre Álvaro existe as três Marias, que são três pontões. Moradores informam que Serrano que é bom Serrano antes de morrer deve conhecer as três Marias, pois dá sorte e a vida fica mais longa.

Dom Pedro II quando visitou a Serra, em 1860, anotou no seu Diário, MESTRE ÁLVARO. No livro que narra a visita feita pelo Imperador do Brasil à Serra a 31 de Janeiro de 1860 consta: "Um dos acompanhantes do Imperador, de nome Meirelles, (Conde Azambuja Meirelles), informou que o nome da Serra era Mestre Álvaro, ponto de marcação a um Mestre de Navio chamado Álvaro".

MESTRE ÁLVARO E MOCHUARA
E A LENDA DO PÁSSARO DE FOGO

Serra e Cariacica são cúmplices numa história de amor. As duas cidades, segundo conta a lenda, relatada entre outros historiadores por Maria Stella de Novaes, estão ligadas para sempre pela força de um sentimento que une até hoje o índio Guaraci (Tribo dos Temiminós) e a índia Jaciara (Tribo dos Botocudos). Guaraci, em Tupi significa Sol, Verão. Jaciara significa Tempos de Luar, Noites com raios de Lua. Pertencentes a duas tribos inimigas - Temiminós e Botocudos - o jovem casal foi impedido de viver a sua história de amor. Comovido com a paixão dos dois índios, o Deus Tupã transformou-os em duas montanhas. O índio ficou sendo o Mestre Álvaro, na Serra e a índia, o monte Mochuara, em Cariacica.

Até hoje eles estão frente a frente, contemplando um ao outro e assim ficarão por toda a eternidade. Segundo o historiador Clério José Borges, um "Pássaro de fogo" sempre é visto, pelas pessoas de coração puro, sem malícia, nas noites de São João, (24 de junho), indo do Mestre Álvaro ao Mochuara, abençoando o amor de Guaraci e Jaciara. Prova de que homens e histórias passam, mas corações não morrem jamais. Clério relata ainda que a Lenda Capixaba que conta a estória do Pássaro de Fogo e que colabora na união do jovem casal, foi relatada, em 1968, pela Escritora Maria Stella de Novaes num livro de 163 páginas intitulado Lendas Capixabas, publicado pela Editora FTD. Tal lenda segundo Clério José Borges possui grande semelhança com a Lenda Russa do Pássaro de Fogo, imortalizada pelo músico e grande Maestro, Igor Stravinsky. O Pássaro de Fogo, de Igor Stravinsky é um balé do ano de 1910, baseado nos contos populares russos sobre um pássaro mágico brilhante que ajuda no romance do Príncipe Ivan com uma das Princesas do reino mágico de Katschei, o Imortal. O Compositor Ígor Fiódorovitch Stravinsky nasceu em Oranienbaum, na Rússia, no dia 17 de Junho de 1882 e morreu em Nova Iorque, nos Estados Unidos, em 6 de abril de 1971.

Mochuara ou Moxuara – O Morro do Mochuara é um granito de 724 metros de altura, localizado na região rural do município de Cariacica. Segundo alguns escritores e historiadores, os indígenas chamavam-na Moxuara, a Pedra Irmã, em alusão ao Monte Mestre Álvaro, na Serra. Outros afirmam terem visto franceses exclamando: Mounchoir, lençol ou lenço branco, ao terem chegado à baía de Vitória e avistado a afloração granítica coberta por nuvens. Assim a grafia certa seria MOCHUARA, com CH em razão da origem francesa da palavra.

Lenda da bola de fogo no Natal – Além da Lenda do Pássaro de Fogo, outra lenda do Mestre Álvaro e do Mochuara relata que na noite de Natal corre no céu uma bola, com radiações brilhantes, do Mochuara para o Morro da Serra e vice-versa. E assim, consecutivamente de ano em ano, a mensagem fluorescente cumpre as vontades do “deus cupido”, em razão da existência de um amor entre o morro de Cariacica (Mochuara) e o morro da Serra (Mestre Álvaro). A bola de fogo seria um meio secreto de comunicação para perpetuar um romance interrompido do Mochuara (Índia Jaciara) para o Mestre Álvaro (Índio Guaraci). Fogos cruzam o espaço na lenda entre o Mochuara e o Mestre Álvaro. A verdade é que uma lenda pode apresentar tanto anacronismos quanto discrepâncias históricas. A versão do Pássaro de Fogo e o amor de Jaciara e Guaraci e a versão da bola de fogo, o amor entre o Mochuara e o Mestre Álvaro eternizado em granito é muito mais poética e muito mais bonita.

Mestre Álvaro e a cara de um Índio esculpido na Montanha – Foi lançado no dia 27 de novembro de 2009, no Cine Jardins, em Vitória, ES, o documentário "Siga Minhas Mãos", um projeto audiovisual que representa o imaginário popular das comunidades que vivem no entorno de alguns dos imponentes monumentos naturais do Espírito Santo. Pedras e Montanhas que se destacam por terem a forma esculpida pela natureza. O nome "Siga Minhas Mãos" faz uma alusão aos moradores que não se cansam de desenhar o contorno destas formas com as mãos no ar. No documentário foram registradas as seguintes pedras: Pedra Menina, o Frade e a Freira, Ema, Camelo, Elefante, Mochuara e Mestre Álvaro. Com relação à Montanha do Mestre Álvaro, além da lenda do Pássaro de Fogo é apresentada a versão de que no alto do Morro existe um encadeamento de pontas de pedras que formam a figura do rosto de um Índio deitado. No aludido documentário uma mão no ar aparece desenhando o contorno do rosto do Índio. O documentário tem roteiro e direção de Luciana Gama, jornalista que aparece na foto com Clério José Borges, um dos entrevistados no referido documentário. O documentário tem o Patrocínio da Lei Rubem Braga (Vitória) e da Lei Chico Prego (Serra) e Apoio Cultural da TV Gazeta, Banestes, Gráfica GSA, East Coke, Viação Tabuazeiro.



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SERRA: TERRA DE BELEZA E DE MAGIA
O potencial turístico da Serra
Vinte e três quilômetros de praias

O Turismo na Serra já é uma atividade tradicional como em todo o Espírito Santo. Seu desenvolvimento decorre fundamentalmente da existência de um bem natural, as praias, que viabilizam o turismo espontâneo da população residente em regiões próximas, no próprio Estado e nos Estados vizinhos, especialmente Minas Gerais. A principal região emissora de turistas para o município da Serra é Minas Gerais (47,2%), seguida de outros municípios do Espírito Santo (25,7%), Rio de Janeiro (7,5%), Distrito Federal (6,5%) e São Paulo (5,3%). O principal motivo da viagem dos turistas é o lazer (85%), seguido pela visita a parentes e amigos (7,1%). O principal meio de hospedagem utilizado é casa de parentes, amigos, casas próprias e alugadas (83%), seguido de hotéis não classificados (7,7%) e hotéis classificados (7,1 %).

O Litoral da Serra possui 23 quilômetros de praias. Estende-se desde Carapebus, ao sul, limite de Vitória, até Nova Almeida, ao norte, divisa com Fundão, com praias convidativas, muito sol e gente bonita! As praias da Serra acolhem um grande número de turistas durante o verão.  Podemos encontrar ainda: as Lagoas, como a Lagoa Jacuném, a Lagoa do Juara e a Lagoa de Carapebus, além do Morro Mestre Álvaro, com seus 833 metros de altitude que pode ser visto de qualquer ponto do município, sendo considerado possivelmente o pico costeiro mais alto do Brasil, com uma fauna e flora privilegiadas e piscinas naturais. Na culinária do litoral da Serra destaca-se a Moqueca Capixaba, com peixes nobres e tintura de urucum em panelas de barro que só são encontradas no Espírito Santo.

Turismo: Balneário e Praias – A Serra é um município rico em belezas naturais, destacando-se as praias que atraem milhares de turistas durante o verão e nos feriados. As principais praias são: Balneário de Jacaraípe; Praias de Manguinhos, Bicanga e Carapebus; Praia e Balneário de Nova Almeida.

Balneário de Jacaraípe – É a praia mais freqüentada da Serra, conhecida por oferecer pratos variados de frutos do mar. É procurada pelos praticantes de esportes náuticos como: surf, bodyboard e windsurfe. As praias da Baleia, Castelândia, Solemar, Enseada, Capuba e Costa Bela oferecem excelentes condições para o banho de mar. Jacaraípe é uma localidade situada às margens do Rio Jacaraípe e próximo a Lagoa Juara (ou Joara), a cerca de 30 quilômetros de Vitória. Já foi uma vila de pescadores. Atualmente, é a mais badalada das praias da Região Metropolitana da Grande Vitória. É conhecida também como a praia dos Surfistas. Praias do Balneário de Jacaraípe: Praia da Baleia, Capuba, Enseada de Jacaraípe, Praia do Solemar, Costa Bela e praia do Barrote. Como chegar: distante 26,8 Km a leste da sede municipal, seu acesso à partir daí é feito ou pela Rodovia Serra Sede a Jacaraípe ou através da Rodovia Federal BR-101, indo-se em direção a Capital, até o entroncamento do bairro Laranjeiras, onde após a travessia das pistas da BR-101 segue-se através da ES-010 por 12,5 Km até Jacaraípe. Vindo de Vitória, o entroncamento do bairro de Laranjeiras na BR-101, encontra-se distante 13,5 Km. Existem placas indicativas.

Praia de Manguinhos - O Balneário de Manguinhos é inesquecível pelas praias de águas calmas, ambiente bucólico e acolhedor. É um recanto seguro para a desova de tartarugas marinhas. Os bares e restaurantes especializados em frutos do mar fazem de Manguinhos uma referência na culinária capixaba. Os pratos mais pedidos são: Camarão na moranga, moquecas, torta capixaba e bobó de camarão. No carnaval é realizado o tradicional banho de mar à fantasia. Manguinhos é um bairro litorâneo da Serra. Surgiu a partir de uma vila de pescadores que começou a se formar no início de 1900. O balneário de Manguinhos é originário de uma antiga Vila de Pescadores. Os moradores locais procuram preservar a tranqüilidade e a paisagem agreste e suas ruas são simples, sendo construída recentemente uma moderna praça, mas que não retirou a característica de uma vila, onde os seus nativos são os pescadores que vendem peixes na areia da praia e que saem cedo com seus barcos, retornando ao entardecer. O fluxo de turistas aumenta no verão, mas, na baixa temporada, esta vila oferece muita paz com uma praia limpa que encanta os que querem fugir da poluição. Está localizada a 25 quilômetros de Vitória. É um lugar com muita natureza, mar e vegetação. Praia com ondas fracas, areia clara e com moradores conscientes quanto à preservação da estreita faixa de restinga no lado sul da praia. Manguinhos oferece Restaurantes e bares famosos pelo atendimento e ótimo peixe frito. No Restaurante Enseada de Manguinhos constantemente são vistos Cantores e Artistas da Televisão brasileira saboreando a gostosa e verdadeira Moqueca Capixaba.

YAHOO - Em Manguinhos está localizado o Parque Yahoo. O Yahoo Family Park ou Parque de Diversões Yahoo é o parque com a maior diversidade de entretenimento do Brasil. Nele você vai encontrar um parque aquático (42 atrações), um parque de diversões (10 atrações) uma Fazendinha (mais de 30 atrações), e mais área social com restaurante central para atender até 2.500 pessoas por dia, a lanchonete, a pastelaria com caldo de cana, a loja de artesanatos e de souvernirs e a loja de conveniências. Por ser um parque familiar os equipamentos do Yahoo foram idealizados e construídos para levar diversão e alegria para todos os membros de uma família numa área total de 180.000 metros quadrados. O Yahoo Park coloca mais adrenalina na programação e inaugurou a "Mega Rampa", a maior rampa aquática do país e um disparador de bóias. Com um sistema que impulsiona as bóias a uma distância que chega a 97 metros. Yahoo Family Park Rodovia ES 10 - Km 06 - Estrada Vitória/Jacaraípe Trevo do Yahoo - Serra - ES - Brasil - E-mail: yahoo@yahoopark.com.br Telefone: (27) 33 98-00 00

Praia de Carapebus – Inserida na área de proteção ambiental de Praia Mole, Carapebus é a praia mais próxima da Capital do Estado, com trechos de águas calmas e outros com ondas fortes, favorecendo a prática do surf. Os freqüentadores podem escolher entre banhos de mar e lagoa. É um local de desova de tartarugas marinhas da costa capixaba. Esta praia forma uma enseada, com águas verdes. É cercada por casas de veraneio. Uma faixa de areia separa a praia da lagoa de Carapebus, sendo excelente local para banho e pesca. A praia possui a extensão de 1,5 Km de areia grossa, com formação arenítica e de corais ao sul.  Suas ondas chegam a 0,5 a 2,0 metros de altura. A área é de preservação ambiental e fiscalizada pelo Projeto Tamar. É uma praia agreste.

Praia do Balneário de Carapebus - Inicia-se logo após a Colônia de Férias da Polícia Militar de Minas Gerais e vai até o riacho que faz divisa com Bicanga. Possui areia fina e escura, águas limpas e próprias para banho. As ondas são propícias a prática do surf, chegando de 0,5 a 2,0 metros de altura.

Praia de Bicanga – Possui águas calmas, apropriadas para a prática de pesca de arrastão. É uma praia bucólica e rústica, com faixas de terras ainda inabitadas. Possui as características de vila de pescadores. Forma uma enseada, com águas verdes e poucas ondas. É cercada por casas de veraneio. Uma faixa de areia separa a praia da lagoa de Carapebus, excelente para banho e pesca. É um balneário agreste. Possui águas calmas e preserva ainda hoje as características de vila de pescadores. É um dos refúgios preferidos de quem busca a mansidão do mar para refrescantes banhos e daqueles que optam por conciliar descanso com a oportunidade de entrar em forma com longas caminhadas. Como chegar: o acesso é um pouco mais distante da Rodovia ES-010, mas os atalhos e a freqüência de linhas de transporte coletivo auxiliam na chegada à beira-mar. Seu acesso a partir do entroncamento do Bairro de Laranjeiras na BR-101 é feito através da Rodovia ES-010, entrando para praia de Manguinhos onde existe uma placa. Daí mais 2,5 Km até o trecho final do asfalto.



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BALNEÁRIO DE NOVA ALMEIDA
Um Distrito da Serra que já foi Município independente
Igreja dos Reis Magos segundo monumento mais visitado do Estado

Rio Reis Magos emana
Beleza de linda flor,
Flor capixaba, Serrana.
Nova Almeida meu amor...
Trova de Cleusa Vidal

Nova Almeida - Fica na Região Norte do Município da Serra, Espírito Santo. Balneário com uma praia bucólica. Possui 91 Km² de área e em se tratando de turismo, é o distrito mais desenvolvido. Na região, há a formação de falésias, muito usadas pelos praticantes de parapente, e uma concentração de recifes que formam verdadeiros aquários naturais. É importante centro de lazer possuindo bons hotéis e restaurantes. Formado por duas praias propícias para banho e pesca, movimenta um grande número de turistas durante o verão. 

Origem Histórica – Em fins de 1556 o padre Braz Lourenço, em trabalho de evangelização descobre na foz do Rio Apiaputanga uma Aldeia Indígena localizada numa colina de onde se descortina uma bonita paisagem do litoral e região próxima. Assim, instala na região uma pequena capela de palhas, inaugurada no dia 6 de janeiro de 1557, que recebe o nome de Reis Magos, em homenagem ao dia em que a Igreja Católica comemora a data da visita dos Santos Reis ao menino Jesus. Nova Almeida surgiu do trabalho de evangelização realizado por Braz Lourenço, o mesmo padre fundador da Serra e sua data histórica de fundação é 6 de Janeiro de 1557. Braz Lourenço não permanece na região, já que era o Provincial (Chefe) dos Jesuítas em Vitória, mas deixa as bases de uma Igreja que mais tarde será um dos grandes Patrimônios Históricos do Espírito Santo.

Em 1569, padre José de Anchieta visita o local e promove a catequese dos silvícolas (Índios) e inicia as obras de construção da Igreja de Alvenaria, com pedras de Coral, fundando um pequeno povoado, já que de 1557 a 1569 havia no local apenas uma Aldeia Indígena. Em 1569 é construída uma nova Capela, com ampliação para a residência dos padres, terminando-se a obra em 1580. Segundo o historiador Serafim Leite, a inauguração da nova Igreja foi realizada no dia 6 de janeiro de 1580, em grande solenidade, com presenças de Índios da região e Jesuítas de Vitória. Segundo o historiador Serafim Leite, a inauguração da nova Igreja foi realizada no dia 06 de janeiro de 1580, em grande solenidade, com presença de índios da região e jesuítas de Vitória. (BORGES, 1998).

A construção da Igreja segue a linha arquitetônica de outras edificações da ordem dos Jesuítas, num programa construtivo de "quadra", características dos mosteiros medievais, ainda encontrados em Lisboa. A construção atendia basicamente a três necessidades primordiais dos jesuítas: o culto, o trabalho de doutrina, dos ofícios e da residência. As edificações jesuíticas eram feitas para durar enquanto durasse o mundo, tendo o conjunto "Reis Magos", as paredes de pedra de recifes com argamassa de barro, areia, cal de conchas (ostras) e óleo de baleia, que sustentam as estruturas de madeira dos pisos e telhados da cobertura em telhas de barro. Um detalhe típico é que tais telhas eram moldadas nas coxas dos índios que trabalharam na construção da igreja, daí terem tamanhos e formatos diversos.

Em 1610 a Aldeia dos Reis Magos, passa a se chamar Aldeia Nova e Yapara, com a doação de uma sesmaria para os índios locais. Em 1758 com o alvará de criação da Vila de Almeida, recebe o nome de Nova Almeida, para diferenciar de Almeida em Portugal. Nova Almeida já foi um Município independente. Foi Sede de Comarca, de 1760 a 1921. Quando Dom Pedro II esteve na Região em 1860, foi recepcionado pela Câmara Municipal de Vereadores de Nova Almeida que na época era Município. Não havia a figura do Prefeito. Na época quem administrava os Municípios no Brasil era o Presidente de cada Câmara Municipal. Em 1921, Nova Almeida deixa de ser um Município e foi anexado ao Município de Fundão pela Câmara Municipal de Serra. Em 11 de Novembro de 1938, Nova Almeida desmembrou-se do Município de Fundão, passando a ser um Distrito do Município de Serra.

O Balneário abriga o segundo monumento histórico mais visitado do Espírito Santo: A Igreja e Residência dos Reis Magos tombada como Patrimônio Histórico pelo IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O primeiro patrimônio mais visitado é o Convento da Penha em Vila Velha. A Igreja e Residência Reis Magos situa-se em região estratégica, a 40 metros acima do nível do mar, de onde se pode ver todo o entorno. Os jesuítas tiveram ocasião de escolher o local que melhor proporcionasse uma visão geral do local e, com calma, fazer a construção. Esta localização permitia boa locomoção para o interior ou para o contato com outras aldeias, pelo litoral, o que facilitava o trabalho de catequização dos índios e propiciar uma fuga fácil no caso de invasão.

IGREJA DOS REIS MAGOS DE NOVA ALMEIDA – A igreja foi tombada em 21 de setembro de 1943, pelo SPHAN (Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, hoje IPHAN). Propriedade do IPHAN desde 1982 e tombada como patrimônio artístico e histórico desde 1943, a Igreja dos Reis Magos possui exemplares artísticos consideráveis em seu acervo. Um deles é a pintura “Adoração dos Reis Magos”, cuja autoria foi atribuída ao Frei Belchior Paulo, considerada umas das primeiras pinturas a óleo do Brasil e um dos maiores exemplares da arte sacra brasileira. O retábulo do altar, entalhado em madeira, é uma das principais esculturas de interesse histórico do Estado. O Instituto foi precedido pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) criado em 13 de janeiro de 1937 e regulamentado pelo Decreto-Lei nº 25 no dia 30 de novembro do mesmo ano, poucos dias após o golpe que instituiu o Estado Novo. O seu primeiro presidente foi Rodrigo Melo Franco de Andrade, que esteve à frente da instituição até 1967, quando se aposentou. Entre os vários artistas e intelectuais que colaboraram com a entidade, destacam-se o poeta Mário de Andrade, o poeta Manuel Bandeira e o arquiteto Lúcio Costa.

TRANSCRIÇÃO DO REGISTRO DE TOMBAMENTO DA IGREJA DOS REIS MAGOS NO SPHAN, ATUAL IPHAN - IGREJA DOS REIS MAGOS E RESIDÊNCIA (SERRA, ES). Endereço: Praça dos Reis Magos, Distrito de Nova Almeida, Serra, ES. Livro de Belas Artes: Inscrição 289-A. Data 21/09/1943. Livro Histórico: Inscrição 223. Data 21/09/1943. Número do Processo: 0230-T-40

Descrição: A Igreja dos Reis Magos está situada numa colina de 40 metros de altura do nível do mar, num local onde existiu um núcleo de catequese indígena, realizado pelos padres jesuítas, entre o século XVI e o XVIII. Foi construída no período existente entre os anos 1580 e 1615, com a ajuda dos índios tupiniquins. O nome original da aldeia também era Reis Magos, contudo, o nome atual da localidade é Nova Almeida. O conjunto compõe-se da igreja e da residência anexa. A fachada principal da igreja apresenta frontão simples. A porta principal apresenta ombreira de pedra trabalhada na parte superior. Os vãos das janelas apresentam ombreiras retangulares, possuindo as janelas formas almofadadas. A torre situa-se entre a igreja e a residência, sendo encimada por uma cúpula, e circundada por quatro coruchéis (pináculos). Na parte interna, o altar-mor apresenta um retábulo com quatro colunas em estilo salomônico, ladeando uma pintura dos Reis Magos, ao centro, e um nicho para imagem nos cantos esquerdos e direito, respectivamente. o trabalho foi realizado através do entalhe de peças de madeira. Entre as imagens sacras, temos: uma imagem de N. Sra. da Conceição; uma imagem de N. Sra. da Boa Morte; uma imagem de Santo Inácio e um Cristo Crucificado. A residência possui dois andares e apresenta fachadas simples e janelas retangulares, sendo as ombreiras das portas trabalhadas em pedra. Acima da porta principal, há um emblema de uma coroa ladeada por dois ramos de planta. Seu interior apresenta um claustro com pilastras em alvenaria e vigamento de madeira. A sacristia, situada no andar inferior, possui piso em alvenaria. Nela também está localizada a pia batismal. O segundo andar da residência possui uma varanda em madeiramento, que circunda todo o pátio interno (claustro).

Descrição Posterior - 25/06/2001. O Aldeamento dos Reis Magos, fundado pelos jesuítas por volta de 1580 é hoje o balneário de Nova Almeida, localizado no Município de Serra. A Igreja e Residência de Reis Magos foi edificada numa elevação, de onde se tem ampla visão da orla e do Rio Reis Magos. Voltada de costa para o mar, sua fachada principal caracteriza-se por um grande largo rodeado por um casario que até a época do tombamento do conjunto, lembrava o aldeamento indígena, constituindo-se como único no Brasil. O partido arquitetônico adotado para o conjunto apresenta planta quadrangular constituído pela igreja e pela residência. A igreja possui nave, capela mor, e uma torre sineira encimada por abóbada de tijolos, situada entre a igreja e a residência. Esta última em dois pavimentos possui várias salas e uma varanda no pavimento superior, cujo piso é totalmente constituído por tabuado sobre barrotes de madeira. O pavimento térreo caracteriza-se pela localização da sacristia que destaca-se dos demais ambientes pela nobreza do compartimento cujo acabamento caracteriza-se pelo forro em saia e camisa e pela porta almofadada que dá o acesso pelo corredor de chão batido que envolve o pátio interno. A fachada principal da igreja caracteriza-se por apresentar frontão triangular com cornijas e volutas, um óculo central em rosácea, três janelas púlpito e a portada principal cujos quadros são de mármore de lioz. No prolongamento da fachada principal encontra-se a entrada principal da residência. Na época do tombamento a residência encontrava-se em estado de ruínas. Entre os anos de 1944 e 1945 o monumento sofreu uma grande obra de restauração, e a partir desta época foram realizados vários pequenos reparos. Entre 1987 e 1988 a igreja sofreu uma nova obra de restauração.

UTENSÍLIOS DA IGREJA

Pórtico da Entrada Principal. Vários dos elementos arquitetônicos de algumas peças de utilidades e outras decorativas da Igreja foram esculpidas em mármore português, também conhecido como "Pedra de Lioz", que foram trazidos como lastros nos navios. Essas peças vinham prontas de Portugal para serem montadas aqui. Conta-se que o pórtico da entrada principal da Igreja dos Reis Magos foi montada em pedra de Lioz que retiraram de um navio que naufragou em Nova Almeida.

Pias em Pedras de Lioz – Na Igreja há 05 (cinco) pias em mármore português, sendo: uma na parede da sacristia (antiga caixa d'água bica e saída para água servida); uma maior, a única circular e com pé, tendo sido muitas pessoas importantes batizadas ali e três do tipo bacia, ovais e fixadas nas paredes, para uso de água benta.

Altar-Mor – O retábulo do altar-mor é entalhado em madeira e é uma das principais esculturas de interesse histórico no Espírito Santo. É provável que tenha sido concluída em 1701, tendo o seu traçado erudito atribuído a um padre jesuíta e a sua execução possivelmente a índios do local.

Adoração dos Reis Magos – A pintura a óleo sobre painel de madeira que, segundo o Escritor Clério José Borges, no Livro "História da Serra", 1ª Edição de 1998 e 3ª Edição de 2009, é do Frei Belchior Paulo e é uma das mais antigas peças de arte sacra brasileira. O Frei veio para o Brasil em 1587 com outros missionários. Os historiadores de arte consideram o Frei como o que iniciou a pintura artística brasileira, pois até então não havia peças decorativas de arte. A fonte primária que relata o autor da obra é o Padre Escritor Serafim Leite em sua obra “História da Companhia de Jesus no Brasil”.

VISITANTES ILUSTRES DA IGREJA DOS REIS MAGOS – Muitos foram os visitantes ilustres que estiveram no conjunto dos Reis Magos. Entre eles, destacam-se:

O Desembargador Luiz Tomás de Navarro (1808) - Doutor em direito, seguiu com alta distinção os cargos de Magistratura. Era comendador da Ordem de Cristo, fidalgo cavaleiro, do Conselho de sua majestade o Imperador e Desembargador no Tribunal do Conselho da fazenda no Rio de Janeiro;

Dom José Caetano da Silva Coutinho, Bispo do Rio de Janeiro - Visitou Nova Almeida por duas vezes, em 1812 e em 1819. Na época as Igrejas do Espírito Santo pertenciam ao Bispado do Rio de Janeiro. Em sua visita de 1819 relata, "esta Vila já não é de Índios puros, como em 1812, porque os dois Juízes e alguns Vereadores são Portugueses." José Caetano da Silva Coutinho, conhecido como Bispo Capelão-Mór (Caldas da Rainha, 13 de fevereiro de 1768 — 27 de janeiro de 1833), foi um sacerdote católico e político brasileiro. Foi deputado geral e senador do Império do Brasil, de 1826 a 1833. Filho de Caetano José Coutinho, este por sua vez filho de Baltazar Dias Coutinho e de sua mulher Maria Teresa, sendo, portanto, primo de Antônio Maria da Silva Torres, herói da Independência da Bahia. Assumiu como bispo da Diocese de São Sebastião do Rio de Janeiro em 15 de março de 1807, cargo que ocupou até seu falecimento. Ao reformar o Seminário de São José, então formador do clero carioca, introduziu um plano de estudos de teologia moral no qual se aprofundava os conhecimentos dos atos humanos e suas leis. Instaurou assim um dos nascedouros do pensamento da Psicologia no Brasil.

Príncipe Maximiliano de Wild-Neiwied - Maximilian Alexander Philipp zu Wied-Neuwied (Neuwied, 23 de setembro de 1782 — Neuwied, 3 de fevereiro de 1867) foi um príncipe de uma região ao Oeste da Alemanha, que esteve no Brasil no início do século XIX e aqui estudou a flora, a fauna e as populações indígenas. Foi um naturalista, etnólogo e explorador alemão. Foi o autor do Livro Viagem ao Brasil, publicado por volta de 1820 com detalhadas descrições sobre tudo o que pôde observar. Contou com o apoio de dois auxiliares alemães, Georg Freyreiss e Friedrich Sellow, com experiência em coleta e preparação de animais. Chegou ao Brasil, em 1815 com o pseudônimo de Max Von Braunsberg. Por dois anos, pesquisou o litoral e regiões do interior do Rio de Janeiro, Espírito Santo e do sul da Bahia, chegando a Salvador em suas viagens de pesquisa. Reuniu, entre outros objetos etnológicos, vocabulários e utensílios de tribos indígenas (como a dos Botocudos), plantas e animais. Visitou Nova Almeida entre 1815 e 1817. No Livro "Viagem ao Brasil” relata que, "saímos da selva e contemplamos à frente, numa eminência sobranceira (acima) ao mar, a Vila de Nova Almeida." (...) "É uma grande Aldeia de Índios civilizados, fundada pelos Jesuítas. Possui uma grande Igreja de Pedras e contém, em todo o Distrito, nove léguas de circunferência, cerca de 1.200 almas (pessoas). Os moradores da Vila são principalmente Índios, havendo também Portugueses e Negros."

Naturalista Auguste de Saint-Hilaire (1818) - Botânico e naturalista francês. Viajou pelo Brasil, passando pelo Espírito Santo em 1818. De sua visita a Vitória fez curiosas anotações como a profusão de formigueiros e o costume dos habitantes de comer as tanajuras ou içás, o que valeu aos capixabas o apelido de papa-tanajuras, que lhes foi atribuído pelos rivais campistas. Mostra-se impressionado com o desembaraço das mulheres capixabas que não se escondiam dos viajantes, atitude que atribuiu às mineiras. Fez também citações sobre o convento dos jesuítas, o de São Francisco e o do Carmo, o de Nova Almeida e o da Penha, em Vila Velha. Achou o Edifício do antigo Colégio dos Jesuítas, de Vitória, o mais grandioso e belo de todos. Refere-se ainda à casa da fazenda de Jucutuquara, pertencente ao capitão-mor Francisco Pinto Homem de Azevedo, onde se hospedou.

Segundo o naturalista, as casas de Vitória eram, em boa parte, assombradas, com janelas envidraçadas e varandas com grades vindas da Europa. Em Nova Almeida, fez anotações sobre as casas dispostas no alto da colina, muitas delas estragadas e abandonadas, organizadas em retângulo. Faz referências também ao Convento dos Jesuítas, à Igreja, residência e escola de índios, a quem os padres ensinavam música e a cortar madeira, para fazer ornatos para a Igreja. Cita que os índios da região além da pesca e da lavoura, extraíam o pau-amarelo empregado nas tinturarias da Corte. Dedicavam-se também à extração de cal de ostreiras ou sambaquis, em especial nas margens dos rios. Relata ainda sobre Nova Almeida que "depois que a Companhia de Jesus foi destruída (Expulsa do Brasil), os habitantes da Aldeia, libertos de uma útil vigilância, foram abandonados à própria índole; não trabalharam mais com a mesma regularidade e muitos passaram a pedir esmolas."

Geógrafo Charles Frederik Hart - Geólogo e desenhista canadense. Veio ao Brasil pela primeira vez em 1865, aqui permanecendo até 1867, sob a direção de Agassiz, como parte da expedição Thayer. Além de possuir sólidos conhecimentos científicos, era dotado também de rara sensibilidade artística. Musicista de excepcionais dotes soube também pintar com absoluta fidelidade tudo aquilo que via. Elaborou desenhos a bico de pena que são repletos de detalhes e minúcias que lembram, à primeira vista, fotografia, verdadeiros documentos da fisionomia do Brasil antigo, os quais ilustraram o livro de sua visita ao país. Esses desenhos magistrais referem-se a acidentes geográficos, rochas, plantas e animais brasileiros. Muitos deles forma elaborados no Espírito Santo são croquis da Serra do Itapemirim, vistas do mar, picos do Frade e da Freira, do Itabira, paisagens de Guarapari, do Rio Jucu, Monte do Leopardo (em Jucutuquara), do Penedo, Fortaleza de Piratininga ou de São Francisco Xavier, Convento da Penha, Ilha da Baleia, índios Botocudos, etc.;

Pintor francês Auguste François Biard (1858) - Era naturalista e dormiu em Nova Almeida, tendo relatado em seu Diário que a Aldeia era outrora habitada pelos Jesuítas e que no centro da Praça há "ainda uma grande pedra na qual eles prendiam os Índios acusados de algum delito." Prossegue em seu relato, "a influência dos Jesuítas sobre essas almas que deles beberam as primeiras noções do Cristianismo se foi transmitindo de geração em geração e ainda hoje eles respeitam rigorosamente os padres."

Dom Pedro II, Imperador do Brasil (Fevereiro de 1860) - O Imperador hospedou-se na própria Igreja que relatou tratar-se no "maior símbolo do lugar". Na manhã seguinte, bem cedo, seguiu viagem para Santa Cruz. Precisamente às 15h30m, do dia 1º de fereveriro de 1860, quarta-feira, Dom Pedro II montava a cavalo na vila da Serra, a caminho da vila de Nova Almeida. O sino da matriz dá o sinal festivo da aproximação do Imperador que vinha pela estrada do centro, fazendo ajuntar o povo, formando duas alas desde o paço da Câmara Municipal até a estrada da Praça. Ao surgir o Monarca, atravessando entre as alas, foi saudado por girândolas e vivas entusiásticos dos habitantes de Nova Almeida. Ainda dessa vez, Dom Pedro II não se esqueceu de consultar o relógio. Ele registrou a hora da chegada e observou o estado do Convento, que sofrera consertos incompletos há quatro anos atrás, isto é, em 1856, no governo do Barão de Itapemirim: "Entrada no convento, 7 menos 5. O convento de sobrado tem a frente para a praça quadrangular havendo na extremidade oposta uma pequena casa de sobrado; a única que vi até agora, sendo bastantes cobertas de palha."

O padre Antônio dos Santos Ribeiro, da vila de Santa Cruz acompanhou o monarca e prestou-lhe algumas informações:  "Aqui tiveram os Jesuítas uma cadeira de língua geral indígena que julgo ser a mesma dos tupiniquins." Noutro local, Dom Pedro II escreveu, sobre o padre: "O vigário Santos Ribeiro é inteligente, mas chefe de partido: o Bispo protege-o, é encomendado, são informações do Presidente." Da Igreja foi o Imperador conduzido aos aposentos, onde foi lhe servido um jantar ligeiro, que aquela hora, era considerado uma ceia. A sobremesa foi mel em cuia. Sua Majestade foi atraída por uma Banda de Congo que os caboclos formavam em louvor a São Benedito. Ele anotou: "Dança de caboclos com as suas cuias de pau de cegos para esfregarem outro pau pelo primeiro." O instrumento que chamou a atenção do Imperador, a ponto de merecer do seu lápis de desenhista um rápido bosquejo, foi a casaca, ou reco-reco de cabeça esculpida.

Bispo Dom Pedro Maria de Lacerda (1880) - Primeiro e único conde de Santa Fé, (Rio de Janeiro, 31 de outubro de 1830 — Rio de Janeiro, 12 de novembro de 1890) foi um sacerdote católico, bispo do Rio de Janeiro por mais de vinte anos. Filho de João Pereira de Lacerda e Camila Leonor Fontes, nasceu na freguesia da Candelária e faleceu no prédio do Seminário São José, no Morro do Castelo. Confirmado décimo bispo do Rio de Janeiro pelo Papa Pio IX, por Bula de 24 de setembro de 1868, em substituição a Dom Manuel do Monte Rodrigues de Araújo. Foi sagrado na Sé de Mariana por Dom Antônio Ferreira Viçoso, bispo de Mariana. Tomou posse do Bispado em 31 do mesmo mês por seu procurador Monsenhor Félix Maria de Freitas e Albuquerque. Fez sua entrada solene na Catedral em 1 de março de 1869. Foi feito Conde de Santa Fé por Decreto Imperial, de 16 de maio de 1888. Foi o último Bispo Capelão Mor, tomou parte no Concílio do Vaticano em Roma, e assistiu à queda do Império, quando da Proclamação da República Brasileira (1889).

Dom Pedro em visita ao Espírito Santo, entre 1880 e 1886 esteve em Nova Almeida no dia do aniversário da Igreja dos Reis Magos, observou entre o conjunto de índios a presença de um "negro velho" e a maneira dos músicos tocarem os tambores: "É de saber que os tocadores de guararás (tambores), quando vêm, os trazem debaixo do braço, e quando param, montam-se sobre ele e com ambas as mãos batem no couro de uma das bocas. (...) Os mais ficam em pé. Adiante do tambor é que se dança que é simplíssima, mas tem sua graça; o capitão, esse que tem na mão a vara, que ele empunha com muito garbo." Nas suas anotações, o Bispo refere-se ao Capitão: "Visitou-me o Capitão dos Índios por nome João Maria dos Santos." E explica: Um Capitão de Índios hoje é apenas um nome, como o do Imperador do Divino e Rei do Congado. “Para as danças é ele o Presidente”.

RIO REIS MAGOS
Já foi chamado de Nhupãgoa e Apiaputanga, o rio do Homem Vermelho
O rio possui 683 quilômetros de extensão

  O rio Reis Magos era chamado pelos Índios de NHUPÃGOA (NHU, prado, terreno com vegetação rasteira e PAGOA, na língua Bororó, Macro jê, significa ribeirão, riacho) e APIAPUTANGA, (APIA: Homem pintado ou manchado. PUTANGA, palavra derivada de PITANGA, que significa Vermelho. RIO DO HOMEM VERMELHO). Os holandeses possuem pele muito clara e que exposta ao sol fica vermelha. O rio Reis Magos possui uma extensão de 683 quilômetros e divide os Municípios de Serra e Fundão. A nascente do rio Reis Magos é no Município de Santa Teresa, no local denominado de Alto Piabas, numa altitude de 760 metros.

No livro “Viajantes Estrangeiros no Espírito Santo”, na página 50, Levy Rocha cita que o rio era conhecido também pelo nome de “Saí-anha”. Na Serra existe a região conhecida por Sauanha, localizada próxima a região de Timbuí. O rio Sauanha é um dos afluentes do rio Reis Magos. Os rios Timbuí e rio Fundão são afluentes do rio Reis Magos. A bacia hidrográfica do rio Reis Magos abrange os Municípios de Serra, Fundão, Santa Leopoldina e Santa Teresa. A foz, no Oceano Atlântico, está localizada em Nova Almeida. O clima da bacia do rio é Tropical Úmido. Na região baixa do rio existem projetos de porte envolvendo culturas de arroz e feijão. A cultura de café já foi bastante desenvolvida na bacia. A disponibilidade hídrica superficial do rio Reis Magos era de 1,57 metros cúbicos por segundo, em 1993, na localidade de Valsugana Velha. Os principais afluentes do rio Reis Magos são os rios: Fundão; Timbuí; Sauanha.

EVENTOS REALIZADOS NA IGREJA DOS REIS MAGOS EM NOVA ALMEIDA 2003. O Balneário de Nova Almeida, lugar histórico do Município da Serra - Espírito Santo, foi o palco do II Congresso Brasileiro de Trovadores e, simultaneamente, o XXII Seminário Nacional da Trova.  Mais uma vez, o Clube dos Trovadores Capixabas realizou o evento, de 3 a 5 de outubro de 2003, desta feita com o apoio integral da Secretaria de Cultura da Serra. A Igreja dos Reis Magos foi restaurada e seu auditório foi sede das palestras, debates e confraternizações. As características românticas da localidade tornam o ambiente propício para a poesia.

O evento foi realizado de 03 a 05 de Outubro e foi um grande sucesso!!! Foi realizado com êxito, na Igreja dos Reis Magos, em Nova Almeida, balneário do Município da Serra, no Estado do Espírito Santo, Brasil, de 03 a 05 de Outubro de 2003, o II Congresso Brasileiro de Poetas Trovadores. O objetivo principal do evento foi a divulgação da Trova, composição poética de quatro versos com rima e sentido completo. Compareceram Poetas Trovadores do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Amazonas, Bahia e Brasília. O evento foi abrilhantado com a participação da Banda da Polícia Militar do Espírito Santo, Bandas de Congo e Declamação de Poetas Trovadores Brasileiros. No Domingo, a Missa em Trovas, na Igreja dos Reis Magos, emocionou a todos. Mais um Sucesso do Clube dos Trovadores Capixabas, CTC, com o apoio dos comerciantes e povo de Nova Almeida. Nos meses que antecederam o evento foi realizado um Concurso de Trovas a nível Nacional. Mais de 1000 Trovas concorreram.

RESULTADO DO CONCURSO NACIONAL DE TROVAS TEMA PAZ – 2003 / PROMOÇÃO: CLUBE DOS POETAS TROVADORES CAPIXABAS, CTC – O Clube dos Poetas Trovadores Capixabas, CTC, entidade cultural de divulgação da Poesia e da Trova em geral, acaba de divulgar o Resultado Final e Oficial do CONCURSO NACIONAL DE TROVAS, com o tema PAZ, realizado de Julho a 15 de Setembro de 2003. Troféus, Medalhas e Diplomas foram conferidos aos quinze primeiros colocados, que compareceram durante o II CONGRESSO BRASILEIRO DE POETAS TROVADORES e XXII SEMINÁRIO NACIONAL DA TROVA, de 03 a 05 de Outubro de 2003, no Auditório da Igreja dos Reis Magos, em Nova Almeida - Serra – ES.

1º LUGAR: Enquanto a missão de Cristo / Se prendia à paz na Terra, / A humana, ao contrário disto, / Tem por meta o mal e a guerra! / Pedro Viana Filho / Rua Palmeiras, nº 65 / Belmonte - Volta Redonda - RJ / 27.276 – 500.

 

2º LUGAR: Busquei a Paz pelo mundo, / Numa procura sem fim... / E a Paz estava, no fundo, / Morando dentro de mim. Sérgio Bernardo, Rua Conde de Bonfim, 208/704. Tijuca - Rio de Janeiro – RJ, 20. 520-054.

 

3º LUGAR: Irônica hipocrisia / Dos poderosos da terra: / Com promessas de harmonia, / Pregam paz e fazem guerra. / Zeni de Barros Lana – Av. Amazonas, 718/606, Belo Horizonte - Minas Gerais.

2005 - III CONGRESSO BRASILEIRO DE TROVADORES - 2005 - Realizado de 04 a 9 de Outubro de 2005 - XXV ANIVERSÁRIO DO CLUBE DOS TROVADORES CAPIXABAS - PROMOÇÃO: CLUBE DOS TROVADORES CAPIXABAS – CTC - Nova Almeida reuniu Trovadores no Congresso de Poetas Trovadores de 2005 -  “Os movimentos culturais precisam de pessoas abnegadas e que resistam para que manifestações literárias como a Trova, continuem." Esta foi a afirmação da Secretária Municipal de Turismo, Cultura Esporte e Lazer, Anna Luzia Lemos Saiter ao visitar os Poetas Trovadores na noite de Sexta feira, dia 07 de Outubro de 2005, durante a realização do III Congresso Brasileiro de Trovadores, no balneário de Nova Almeida, Serra, ES. O evento se revestiu do mais completo êxito. Na noite de abertura, no dia 05, em Nova Almeida, Serra, ES, foi registrada a presença da Banda de Música da Polícia Militar e o Coral do Colégio Proudhon.

Registrou-se também a presença de Delegação de Colatina, chefiada pelo Advogado Emanuel Barcellos, Delegação de São Gonçalo, (RJ); Salvador, BA; São Paulo; Rio de Janeiro e Minas Gerais. Participações especiais dos Colégios Ápice, de Jacaraípe, São José (de Vila Velha) e da Escola Agrotécnica Federal de Santa Teresa, além de estudantes das Escolas de Nova Almeida e Jacaraípe. Prestigiou o evento no primeiro dia o Vice Prefeito da Serra, Valter Rodrigues de Paula, (foto a direita), representando o Poder Executivo do Município e a Vereadora Sandra Gomes, representando o Poder Legislativo. O evento prosseguiu nos demais dias, com palestras e debates e Show no sábado, de um Grupo de Pagode, na Praça de Nova Almeida. O encerramento foi no dia 09, Domingo, com uma bela Missa em Trovas.

CORAL DO COLÉGIO PROUDHON FAZ SUCESSO NO CONGRESSO – Sob o comando da Maestrina Alice Nascimento, o Coral do Colégio Proudhon fez sucesso na solenidade de Abertura do III Congresso Brasileiro de Trovadores, no dia 05 de Outubro de 2005, em Nova Almeida, Serra, ES. O Destaque foi o canto do Hino do Município da Serra. Os Congressistas apreciaram a apresentação do Coral e o Trabalho da Maestrina e da Diretora da Escola Rosangela de Souza Azevedo. O Coral foi convidado pelo Vice Prefeito para gravar um CD com o Hino da Serra.

VEREADOR TIO JOÃO PRESIDE SESSÃO NO DIA DO TROVADOR – Através da Lei Municipal N.º 2647, de 11 de Dezembro de 2003, o Dia 04 de Outubro é o Dia Municipal do Poeta Trovador no Município da Serra. A solenidade de 2005 foi presidida pelo Vereador João de Deus Corrêa, Tio João, contando com a participação dos Trovadores, populares, alunos da Escola Jonas Farias; da representante da Secretaria Estadual de Cultura, Jornalista Glecy Coutinho; do Presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, Desembargador Sebastião Teixeira Sobreira; do Deputado Gilson Gomes e da Vereadora Sandra Gomes.

SECRETÁRIA DE TURISMO E CULTURA PRESTIGIA E SAÚDA TROVADORES – A Secretária Municipal de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer, Anna Luzia Lemos Saiter marcou presença no Congresso de Trovadores e enalteceu a importância de manifestações culturais como a Trova e o movimento dos Poetas Trovadores.

BRINCADEIRAS INFANTIS E TROVAS – Maria José de Oliveira Ciriaco, do Rio de Janeiro, declamando trovas e brincando com as crianças foi um dos momentos mágicos do Congresso de Nova Almeida

ESTUDANTES RECEBEM OS VISITANTES – Através de um trabalho voluntário estudantes ajudaram como Recepcionistas do Congresso. A equipe foi composta de Emilly Próspero Souza; Nayara Cássia Moreira Alves; Damiani da Silva Vicente; Amanda de Jesus Ferreira; Abinael Correia de Lima.

“APIAPUTANGA”
Roteiro de um Filme escrito por Clério José Borges

Cineasta João Christo Coutinho filmando Apiaputanga, (nome Indígena do rio Reis Magos), sobre um personagem interpretado pelo ator de Eurico Salles, Juarez Pagung, o Homem Vermelho. Direção do Filme em Vídeo: Clério José Borges. Filmagens realizadas no dia 10 de Setembro de 2005, no rio Reis Magos e na Praça de Nova Almeida. A filmagem atraiu um público especial, entre os quais, o Sr. Márcio Barbosa, a professora Déa Barbosa Aguiar; Zenaide Emília Thomes Borges e a poetisa Sirlei Aragão. Fotos de Clério José Borges.

 

NOVA ALMEIDA EM UM OLHAR
Making Off de um Filme Documentário realizado no dia 12 de Setembro de 2009

No dia 12 de Setembro de 2009 a convite de Júlio Cesar Batista Nogueira, conhecido como Júlio Autor, o Escritor Clério José Borges participou das filmagens do Vídeo Documentário, Nova Almeida em um olhar, sendo de grande importância o apoio e a participação de Wilson Duarte, morador de Nova Almeida e da dupla de Cantores e compositores Juvêncio e Dorka.

Distâncias entre Cidades e entre Capitais e a Serra. – A Sede da Serra possui as seguintes distâncias de outras Capitais: São Paulo (SP): 993 km - Rio de Janeiro (RJ): 561 km - Salvador (BA): 1238 km - Brasília (DF): 1274 km - Fortaleza 1837 km - Belo Horizonte 500 km mais próxima - Curitiba (PR): 1395 km - Manaus 2859 km - Recife 1466 km - Porto Alegre (RS): 2037 km - Belém 2262 km - Goiânia 1020 km

Aeroporto mais próximo da Serra: Aeroporto Eurico de Aguiar Salles, também conhecido como o Aeroporto de Vitória (ES) - Distância da Sede Administrativa (onde fica a Prefeitura Municipal) da Serra: Aproximadamente 9 Km.

MUNICÍPIO DA SERRA OU MUNICÍPIO DE SERRA
PREFEITURA DA SERRA OU PREFEITURA DE SERRA

 Este assunto refere-se a uma controvérsia surgida após a publicação do Livro História da Serra. Alguém sugeriu que a expressão DA SERRA era imprópria, pois se referia ao Município e a Cidade Serra. Com o surgimento de um candidato a Presidência da República do Brasil chamado Serra, surgiu à pergunta: Da Serra? Ou de Serra? Da Cidade da Serra ou Cidade de Serra (o Candidato)?

Sobre o assunto, algumas opiniões:

1 - Escritor Zedânove Tavares Sucupira - O Dicionário Novo Aurélio define na página 1844, na terceira coluna, o verbete SERRANO, item 2, adjetivo: De, ou pertencente ou relativo a Serra (ES). Conclusão: Quem questionou está, de acordo com o referido Dicionário, correto. A expressão DA SERRA é realmente imprópria. Deveria ser HISTÓRIA DE SERRA. Contudo o uso de HISTÓRIA DA SERRA não seria irregular, já que se pode adotar a expressão de uso popular DA SERRA. Quem faz a língua é o povo.

2 - Videomaker e fotógrafo Aurélio Carlos - Deve ser mantida a tradição oral. Quem faz a língua é o povo, que sempre definiu o Município como DA SERRA.

3 - Jornalista Andrade Sucupira Filho - Para analogia, cito o exemplo: Fala-se, referindo-se ao Estado da Bahia - Fui para a Bahia... Vim da Bahia. Sabe-se que o nome BAHIA referia-se, na época, ao acidente geográfico onde desembarcaram os Portugueses, que deu nome, posteriormente ao lugar. Logo, consagrado pelo uso, nada de errado em se dizer HISTÓRIA DA SERRA, ou PREFEITURA DA SERRA. (Fonte: Evanildo Bechara - Moderna Gramática Portuguesa, página 247).

Fim do Texto resumido constante do Livro HISTÓRIA DA SERRA de Clério José Borges, publicação que se encontra à venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89.


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FUNDADORES DA SERRA : PADRE BRAZ LOURENÇO E MARACAJAGUAÇU
BIOGRAFIA E DADOS HISTÓRICOS

OBSERVAÇÃO: É ERRADO ESCREVER MARACAIA - GUAÇU OU MARACAIAGUAÇU E LOURENÇO BRAZ

Através de documentos históricos e baseado em uma fonte primária, ("História da Companhia de Jesus no Brasil", de Serafim Leite), o certo é usar MARACAJAGUAÇU e BRAZ LOURENÇO.

Na ortografia antiga, usada antes da Reforma Ortográfica, quando a grafia era essencialmente etimológica e bem antes da publicação das bases da Ortografia Portuguesa, de Gonçalves Viana, colocava-se a letra "i" em MARACAJAGUAÇU e ficava MARACAIAGUAÇU.

Na Ortografia atual coloca-se a letra JOTA no lugar da letra I, ficando MARACAJAGUAÇU.
(MARACAJÁ= GATO BRAVO + AÇU= GRANDE)

Já o nome do Padre fundador da Serra é BRAZ LOURENÇO, que foi Administrador, Missionário e Provincial, ou seja, Chefe dos Jesuítas no Espírito Santo, de 1553 a 1564, sendo que o Escritor e padre Serafim Leite, no livro "História da Companhia de Jesus no Brasil" destaca: “As Aldeias da Capitania do Espírito Santo foram em sua maioria fundadas e organizadas pelo padre Braz Lourenço”.

BRAZ LOURENÇO, FUNDADOR DA SERRA

Texto do Livro "HISTÓRIA DA SERRA", de Clério José Borges
Permitida a reprodução do conteúdo.
Agradecemos a citação da fonte

Braz Lourenço, SJ (Nasceu em Melo, 1525 - Faleceu em Anchieta, 15 de julho de 1605). Foi o sacerdote jesuíta que fundou o município de Serra, no Estado do Espírito Santo, Brasil, junto com o Chefe Indígena Maracajaguaçu. Rezou a primeira missa na Aldeia de Maracajaguaçu. Nasceu no ano de 1525, em Melo, diocese de Coimbra, cidade de Portugal. Ingressou na Companhia de Jesus, (Ordem dos Jesuítas) com 24 anos de idade, em 9 de maio de 1549. Veio para o Brasil, em 1553, na expedição missionária dos Jesuítas que era dirigida pelo padre Luiz Da Grã e pelo padre Ambrósio Pires e que fazia parte da Armada (Navios de Guerra) do 2º Governador Geral do Brasil, Dom Duarte da Costa, junto estava José de Anchieta, que mais tarde, seria denominado o Apóstolo do Brasil. Na ocasião, Anchieta ainda não era padre e sim, apenas um noviço, um aprendiz. Anchieta ordenou-se padre em 1565.

Braz Lourenço foi confessor do Governador Geral, Duarte da Costa e do filho do Governador, Álvaro da Costa, que  era Comandante e Mestre de navio, o MESTRE ÁLVARO, do Morro da Serra.

Da Bahia, Braz Lourenço vem para o Espírito Santo em dezembro de 1553, na “oitava do Natal”, para assumir o cargo de Provincial da Capitania, em substituição ao padre Afonso Braz que aqui estava desde 1551. Provincial significa Superior (Chefe) das casas religiosas e dos Padres. Segundo o historiador Serafim Leite, na Capitania do Espírito Santo, Braz Lourenço se tornou: “O mais notável no campo da sua atividade, na renovação dos costumes dos moradores e na catequese dos Índios”.

Braz Lourenço foi Provincial no Espírito Santo, POR DUAS VEZES, de 1553 a 1564 e em 1582, administrando os Jesuítas, bem como criando e fundando núcleos de catequese em várias Aldeias Indígenas. dE 1553 A 1564, continuou a obra de construção do Colégio dos Jesuítas em Vitória. O Colégio havia sido iniciado pelo seu antecessor Afonso Braz. Foi também o construtor da primeira residência dos Jesuítas na vila de Vitória, pois o padre Afonso Braz deixara apenas “um pequeno seminário coberto de palhas”.

Em 1564, Braz Lourenço foi substituído pelo padre Manoel de Paiva e segue para Porto Seguro onde é nomeado superior do Colégio dos Jesuítas. Em 1572, o padre Inácio de Tolosa leva Braz Lourenço para o Rio de Janeiro, onde o fundador da Serra, é nomeado vice-reitor do Colégio dos Jesuítas. José de Anchieta, que, em 1565, ordenara-se padre na Bahia, tinha sido nomeado Reitor, mas como Anchieta encontrava-se em missão evangelizadora na região de São Paulo, acabou não assumindo a Reitoria do Colégio do Rio de Janeiro.

Braz Lourenço, que estava como vice-reitor, acaba assumindo a Reitoria, permanecendo no cargo de 1573 a 1576. Em 1582, Braz Lourenço retorna ao Espírito Santo como superior da Ordem e Reitor do Colégio dos Jesuítas de Vitória. Assume os cargos pela segunda vez. Após várias atividades destacadas no processo de evangelização, já idoso, acaba indo se recolher na residência dos Jesuítas em Reritiba, atual cidade de Anchieta, onde falece a 15 de julho de 1605. Tendo nascido em 1525, ao morrer a 15 de julho de 1605, Braz Lourenço tinha 80 anos e não 86, como erradamente citam algumas publicações.

A Prefeitura da Serra divulga erradamente, em publicações oficiais e pela Rede Mundial de Computadores, a INTERNET, o seguinte texto, baseado em informações EQUIVOCADAS E ERRADAS do Memorialista, Escritor gente boa e amiga, Naly da Encarnação Miranda que por ouvir dizer e sem base documental relata no seu livro "Reminiscências da Serra 1556 - 1983", na página 15: “Quanto ao dia e mês da chegada do padre Braz Lourenço na Serra, não se sabe com exatidão. (sic)  Porém, como era costume dar nomes a lugares ou acidentes geográficos com o nome do santo do dia, supõe-se que tal data tenha se dado em 08 de dezembro de 1556, dia consagrado à Santa Nossa Senhora da Conceição. O padre Brás (O TEXTO ESTÁ ESCRITO ERRADO. BRAS com S. O Certo é BRAZ com a letra Z), Lourenço, contando com a colaboração do cacique Maracaiaguaçu (Maracajaguaçu, Gato Grande), conseguiu assim fundar a Aldeia de Nossa Senhora da Conceição da Serra, em 1556, no sopé do monte Mestre Álvaro”.

No texto historicamente constata-se alguns erros:

1 - Sabe-se SIM com exatidão o dia e chegada de Braz Lourenço no Espírito Santo, que ocorreu na oitava do Natal de 1553. OS PADRES JESUÍTAS ERAM DEVOTOS E DIVULGADORES DA IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA. Assim sabe-se com exatidão que a data foi mesmo 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição de Maria, mãe de Jesus.
No texto da Prefeitura, o nome do Padre está Certo, BRAZ LOURENÇO, QUE FOI PROVINCIAL (REITOR - CHEFE) DE 1553 A 1564. No texto de Naly está ERRADAMENTE, LOURENÇO BRAZ.
SOPÉ ou VÁRZEA é tudo a mesma coisa, a Aldeia Indígena foi fundada nas proximidades do Morro do Mestre Álvaro, inicialmente entre a Montanha e o Rio Santa Maria da Vitória. Em 1564, depois de uma epidemia de Varíola, mudou-se para o outro lado da montanha, na atual localização da sede do Município.

2 - Os Jesuítas eram grandes divulgadores da Imaculada Conceição de Maria sendo a data de 8 de Dezembro escolhida para a homenagem a mãe de Jesus de Nazaré, o Cristo, palavra que em Grego significa Messias.

3 - Depois da Reforma Ortográfica, a grafia da palavra é Maracajaguaçu. A palavra com a letra I no lugar da letra J é do tempo em que no Brasil se escrevia Farmácia com PH no lugar da letra F.

4 - A grafia certa é BRAZ Lourenço, com a Letra Z em BRAZ.

Braz Lourenço não residiu na Aldeia de Nossa Senhora da Conceição da Serra e sim em Vitória onde era o Provincial, ou seja, Superior dos Jesuítas, exercendo as funções de comandante religioso da Capitania do Espírito Santo. Tinha várias atribuições por ser o Superior dos Jesuítas. Uma de suas atribuições mais destacadas era a manutenção e ampliação da Igreja São Tiago e a construção da residência dos Jesuítas, em Vitória. Tais atividades o impediam de fixar residência numa única aldeia. Segundo a historiadora Maria Stella de Novaes, Braz Lourenço, o fundador da Serra, foi: “Um verdadeiro Apóstolo, no Espírito Santo (...) e construtor da primeira Igreja dos Jesuítas, na Vila de Vitória”.

BRAZ LOURENÇO OU LOURENÇO BRAZ?

O padre Jesuíta Braz Lourenço, fundador das Aldeias de Conceição da Serra, de Reis Magos de Nova Almeida e de São João de Carapina foi missionário e administrador. Nos livros, em muitas ocasiões, consta: Lourenço vírgula Braz. Tal registro tem gerado confusão em historiadores como Naly da Encarnação Miranda e Galbo Benedicto da Silva (Nascimento), que alegam erradamente que o nome do padre fundador da Serra, de Nova Almeida e de Carapina é Lourenço Braz e não Braz Lourenço. Naly que foi Prefeito da Serra por duas vezes, chegou a criar uma Fundação Educacional Lourenço Braz, fundada em 10 de junho de 1961. Nos noventa nomes dos primeiros padres Jesuítas relacionados por Serafim Leite não há registro de nenhum padre Lourenço Braz que tenha residido ou visitado o Espírito Santo no período colonial. Segundo Serafim Leite, a maioria das Aldeias da Capitania foi organizada pelo padre Braz Lourenço e não Lourenço Braz.

O saudoso escritor e ex-prefeito Naly da Encarnação Miranda publicou dois livros abordando fatos históricos da Serra, onde cita como Fundador, o Padre Jesuíta Lourenço Braz e não Braz Lourenço, baseado em informações erradas de Francisco Eugênio de Assis, na obra “Dicionário Histórico e Geográfico do Espírito Santo”, publicada em Vitória em 1941. Francisco Assis relata erradamente em sua obra: “A Fundação da Serra deve-se ao Jesuíta Lourenço Braz em companhia de outros em 1556...”  Com base na fonte primária, “História da Companhia de Jesus no Brasil”,  de Serafim Leite, obra em Dez Volumes, editada em 1938 e depois reeditada em 1950, em Lisboa e no Rio de Janeiro, pode-se dizer com certeza de que o Fundador da Serra é BRAZ LOURENÇO.

Naly Encarnação Miranda no Livro "Comentários Históricos da Serra", obra publicada em 1990, baseada em "comentários de ouvir dizer, sem qualquer análise em documentos históricos", escreve na página 11 o seguinte, sendo o comentário entre parentesis de minha autoria:

" Uma advertência: para quem confunde LOURENÇO BRÁS com Brás Lourenço, creio que basta ler o Livro do saudoso escritor Capixaba ELMO ELTON, (NÃO CONFIÁVEL, GENTE MUITO BOA E AMIGA MAS COMETEU EQUÍVOCOS), intitulado "VELHOS TEMPLOS DE VITÓRIA E OUTROS TEMAS CAPIXABAS", no qual consta que LOURENÇO BRÁS esteve em Vitória no ano de 1554, (BRAZ LOURENÇO CHEGOU EM 1553), na Igreja de São Tiago onde, em carta, informou a seus superiores que: "a Igreja de São Tiago já está bem maior" dizendo mais: "será tan grande como ia del nuestro colégio de Coimbra o mas, y enchese toda". Enquanto que, segundo o mesmo Livro e autor, Brás Lourenço chegou em Vitória no ano de 1562 e permaneceu até 1564, (MENTIRA, BRAZ COM A LETRA Z FOI PROVINCIAL DE 1553 A 1564), deixando também, sobre a Igreja de São Tiago, as seguintes informações: "a igreja é pobre a qual nem ornamentos, nem retábulos, nem galetas tem". Conclui então NALY, Essas Notas afastam qualquer incerteza, ou dúvida, de que LOURENÇO BRÁS é um e Brás Lourenço é outro que nada tem a ver com a Serra e sim com a fundação de Nova Almeida, o que fez ao sair de Vitória." (MENTIRA. SÓ HOUVE UM PADRE CHAMADO BRAZ LOURENÇO. BASTA OLHAR A FOTO ACIMA ONDE NA PÁGINA 226, SERAFIM LEITE, COLOCA EM 1554, BRAZ LOURENÇO...). Braz Lourenço foi Provincial no Espírito Santo de 1553 a 1564. A foto da página do Livro de Serafim Leite mostra que o Padre citado é BRAZ LOURENÇO e BRAZ COM A LETRA Z.

Naly da Encarnação Miranda está equivocado. Não é verdade que tenham existido dois padres Jesuítas: Um de nome Lourenço Braz e outro de nome Braz Lourenço:



1 - Na relação dos Padre Jesuítas do início da Colonização do Brasil, apresentada por Serafim Leite em sua obra literária, “História da Companhia de Jesus no Brasil”, não consta dois padres e os dois nomes, apenas BRAZ LOURENÇO. Braz Lourenço foi Provincial no Espírito Santo de 1553 a 1564.

2 - O Escritor ELMO ELTON também se equivocou. Nos dois casos o Padre é o mesmo, BRAZ LOURENÇO

A questão é que o Pesquisador não pode confiar apenas em uma FONTE de pesquisa. Naly se refere apenas a Elmo Elton e não pesquisa outros autores. É PRECISO DESCOBRIR OUTRAS FONTES. IR EM BUSCA DA FONTE PRIMÁRIA, OU SEJA, A FONTE INICIAL ONDE OUTROS ESCRITORES SE BASEARAM. E, A FONTE PRIMÁRIA NO CASO É O LIVRO, "A HISTÓRIA DA COMPANHIA DE JESUS NO BRASIL", DO PADRE ESCRITOR SERAFIM LEITE. LÁ ENCONTRAMOS A BIOGRAFIA DE BRAZ LOURENÇO, QUE DIZ O SEGUINTE: Braz Lourenço foi Provincial no Espírito Santo, POR DUAS VEZES, de 1553 a 1564 e depois, em 1582, Braz Lourenço retorna ao Espírito Santo como superior da Ordem e Reitor do Colégio dos Jesuítas de Vitória. Assume os cargos pela segunda vez. Após várias atividades destacadas no processo de evangelização, já idoso, acaba indo se recolher na residência dos Jesuítas em Reritiba, atual cidade de Anchieta, onde falece a 15 de julho de 1605. NO TEXTO EM QUE NALY CITA ELMO ELTON, SE REFERE A UM PADRE EM 1554 E OUTRO EM 1562, sendo que BRAZ LOURENÇO foi Provincial no Espírito Santo, pela primeira vez, de 1553 a 1564, QUANDO VAI PARA A BAHIA E RETORNA EM 1582. ASSIM BRAZ LOURENÇO ESTAVA NO ESPÍRITO SANTO DE 1553 A 1564 E ERA ELE O PADRE CITADO EM 1554 E 1562. Foi Padre Braz Lourenço quem fundou as duas Aldeias Indígenas, a Aldeia de Conceição da Serra e a Aldeia de Reis Magos em Nova Almeida.

ORIGEM DA CONFUSÃO

A confusão começou em 1941, quando o escritor, Francisco Eugênio de Assis no “Dicionário Geográfico e Histórico do Estado do Espírito Santo”, na página 259, diz que a Serra foi fundada pelo Jesuíta Lourenço Braz, em companhia de outros em 1556. O ex Prefeito Naly da Encarnação Miranda, com base em Francisco Eugênio de Assis, chegou a criar uma Fundação de amparo à Criança, com o nome  Lourenço Braz, divulgando o nome errado do Fundador da Serra. O texto de Francisco Eugênio Assis é de 1941.

Os historiadores que registram o nome Braz Lourenço e não Lourenço Braz, antes de 1941 são: Misael Ferreira Pena, em 1878; Basílio Carvalho Daemon, em 1897; Serafim Leite, em 1938. No Web Site da Prefeitura Municipal da Serra, na Rede Internacional de Computadores chegou a constar erradamente que “não há registros da permanência de Braz Lourenço no Espírito Santo.”  Registros do tempo e permanência de Braz Lourenço no Espírito Santo. existem Sim pois foi o Segundo Provincial da Capitania. Quanto a Lourenço Braz, não consta nenhum registro histórico já que o mesmo não existiu. Braz Lourenço já estava no Espírito Santo desde dezembro de 1553. Serafim Leite em sua obra já citada sobre a História da Companhia de Jesus destaca: “As Aldeias da Capitania do Espírito Santo foram em sua maioria fundadas e organizadas pelo Padre Braz Lourenço”.

A confusão começou em As datas de nascimento e falecimento de Braz Lourenço, constam de documentos e cartas vistas e analisadas pelo historiador e padre Jesuíta, Serafim Leite. Braz Lourenço faleceu com 80 anos de idade, com 52 anos de Brasil e 56 anos de Companhia de Jesus. Segundo os padres da Igreja Matriz da Cidade de Anchieta, alguns Jesuítas foram realmente sepultados numa área de terra próxima a Igreja. Informam contudo que a citada área de terra hoje é um pátio cimentado e não existem mais os registros oficiais, para a identificação certa e real dos túmulos. Os registros históricos contudo confirmam estar o padre Braz Lourenço, fundador da Serra, sepultado em Reritiba, atual Anchieta. Em 1597, a Igreja de Reritiba ainda não estava com a sua construção concluída. Tanto é que Anchieta, tendo morrido nesse ano, teve seu corpo transferido para Vitória, para ser enterrado na Igreja de São Tiago. Os ossos do Santo Jesuíta permaneceram na Igreja de São Tiago até 1609, quando foram levados para a Bahia, às escondidas da população de Vitória, ficando com alguns Jesuítas da Vila, alguns ossos, entre os quais a tíbia direita. Em 1604, a Igreja de Reritiba já estava definitivamente construída, pois nela foi enterrado o padre Diogo Fernandes. Braz Lourenço, falecido em 1605, depois do falecimento de Anchieta e Diogo Fernandes, também ali foi enterrado. A influência dos Jesuítas no povoamento das regiões do Espírito Santo foram extintas com a expulsão dos padres do Brasil, decretada oficialmente pela influência do Marquês de Pombal, ( Sebastião José de Carvalho e Mello ) pela Lei de 3 de setembro de 1759. Em 22 de janeiro de 1760, segundo Serafim Leite um total de 17 padres, ( segundo o escritor Elmo Elton o número de padres seriam 16 ), que atuavam no Espírito Santo tiveram que sair, embarcando no Navio Libúrnia, que foi para o Rio de Janeiro e de lá para o exílio. Os Jesuítas foram expulsos de Portugal e Colônias. Todos os seus bens foram confiscados. Um dos padres expulsos do Espírito Santo em 1760 foi o padre escritor Manuel da Fonseca. No livro do saudoso escritor capixaba Elmo Elton, intitulado “Velhos Templos de Vitória & Outros Temas Capixabas”, consta ERRADAMENTE o seguinte, nas páginas 10 e 11, no capítulo referente a Igreja de São Tiago: “Afonso Brás encantara-se com o Espírito Santo ( ... ) mas o Jesuíta se demorou pouco na Capitania, isto é, apenas dois anos, visto que, em dezembro de 1553, era substituído pelo padre Lourenço Brás (TAL INFORMAÇÃO NÃO É VERDADEIRA. ELMO ELTON ESTÁ EQUIVOCADO E NALY MIRANDA EMBARCOU NO ERRO DE ELMO ELTON, BASTA CONSULTAR O LIVRO DE SERAFIM LEITE, PÁGINA PUBLICADA NESTE TRABALHO ONDE CONSTA BRAZ LOURENÇO... ) Lourenço Brás, (O CERTO É BRAZ LOURENÇO) em carta de 1554, informava que a Igreja de São Tiago já estava bem maior, acrescentando que a mesma será tan grande como la del nuestro Colégio de Coimbra o mas, y enchesse toda. Em princípio de 1559 ocorreu um incêndio na Casa dos Meninos de Jesus, possivelmente atingindo parte da Igreja, que lhe ficava anexa, registrando Brás Lourenço, em 1562, que a Igreja é pobre a qual nem ornamentos, nem retábulos, nem galetas tem, como dije mal providas de vinho e farinha para as missas. Dito padre se demorou em Vitória até 1564, sendo que o templo, reconstruído e ampliado, tinha, em 1573, mais cem palmos de comprido, fora a capela, e quarenta e cinco de largo, passando a ser de pedra e cal."



MARACAJAGUAÇU, Chefe dos Temiminós, fundador da Serra, ES

Maracajaguaçu, Gato Bravo Grande foi um dos Fundadores, junto com o Padre Jesuíta, BRAZ LOURENÇO, da Aldeia de Nossa Senhora da Conceição que deu origem a atual cidade da Serra, no Estado do Espírito Santo, Brasil. Foi o Principal, isto é, o Cacique Chefe dos Índios Temiminós que, com o padre Braz Lourenço, construiu a Aldeia e a Igreja que daria origem depois o povoado de Conceição da Serra, hoje Serra.

Maracajaguaçu (Maracajá= Gato Bravo + Açu= Grande) era Temiminó, do Grupo Tupi. O grupo de Índios Tupis, pela posição que ocupava no litoral, foi o que manteve maior contato com os Portugueses. Foi o que deu maior contribuição na formação da Cultura Brasileira e o que, pela miscigenação, mais se integrou à população.

Nasceu no Rio de Janeiro, em 1501, na Ilha de Paranapuã, (palavra em Tupi que significa "Seio do mar"), também chamada pelos Indígenas de Ilha de Paranapecu e pelos Franceses e Portugueses de Ilha do Gato, sendo atualmente conhecida como Ilha do Governador, na baía de Guanabara. Com vinte anos de idade já era um dos principais líderes de sua Tribo, graças a atos de bravura. Mudou-se para o Espírito Santo em 1555, quando já tinha 54 anos de idade. Pesquisadores informam que Maracajá era um felino que habitava as matas virgens e de tamanho que chega quase ao triplo do gato doméstico.

OBSERVAÇÃO: É ERRADO ESCREVER MARACAIA - GUAÇU OU MARACAIAGUAÇU E LOURENÇO BRAZ

Através de documentos históricos e baseado em uma fonte primária, ("História da Companhia de Jesus no Brasil", de Serafim Leite), o certo é usar MARACAJAGUAÇU e BRAZ LOURENÇO.

Na ortografia antiga, usada antes da Reforma Ortográfica, quando a grafia era essencialmente etimológica e bem antes da publicação das bases da Ortografia Portuguesa, de Gonçalves Viana, colocava-se a letra "i" em MARACAJAGUAÇU e ficava MARACAIAGUAÇU.

Na Ortografia atual coloca-se a letra JOTA no lugar da letra I, ficando MARACAJAGUAÇU.
(MARACAJÁ= GATO BRAVO + AÇU= GRANDE)

Já o nome do Padre fundador da Serra é BRAZ LOURENÇO, que foi Administrador, Missionário e Provincial, ou seja, Chefe dos Jesuítas no Espírito Santo, de 1553 a 1564, sendo que o Escritor e padre Serafim Leite, no livro "História da Companhia de Jesus no Brasil" destaca: “As Aldeias da Capitania do Espírito Santo foram em sua maioria fundadas e organizadas pelo padre Braz Lourenço”.

ARARIBÓIA, Chefe dos Temiminós, filho de Maracajaguaçu
e fundador de Carapina na Serra ES e Niterói no Rio de Janeiro

Maracajaguaçu, o Índio Gato Bravo Grande, que morava na Ilha de Paranapuã, atual Ilha do Governador, no Rio de Janeiro tinha dois filhos: Mamenoaçu e Araribóia. O segundo filho de Gato Grande é Araribóia. O nome indígena Araribóia significa Cobra Feroz ou Cobra das Tempestades. “Araib”, em Tupi, significa “Tempo Mau, Tempestade, Tormenta” e “Bói” significa “Cobra”. Nasceu em 1524, na Ilha de Paranapuã, também chamada de Paranapecu, atual Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Não é verdade que Araribóia tenha nascido no Espírito Santo. Esteve no Espírito Santo, acompanhando seus pais e sua gente, de 1554 a 1564. Aqui residiu na região de Santa Cruz e depois na Serra. Posteriormente em 1562, fundou a Aldeia de São João, em Carapina. A historiadora Maria Stella de Novaes, na página 30, do livro “A História do Espírito Santo” informa que Araribóia nasceu na Ilha de Villegagnon. A Escritora Maria Stella está errada, equivocada. Araribóia não nasceu na Ilha de Villegagnon, que era chamada pelos Indígenas de Ilha de Serigipe. Nasceu no Rio de Janeiro, em 1524, na Ilha de Paranapuã, (palavra em Tupi que significa "Seio do mar"), também chamada pelos Indígenas de Ilha de Paranapecu e pelos Franceses e Portugueses de Ilha do Gato, sendo atualmente conhecida como Ilha do Governador, na baía de Guanabara.

O certo é Braz Lourenço e não Lourenço Braz e Maracajaguaçu e não Maracaiaguaçu.


Fonte: Borges, Clério José - Livro "História da Serra", 1a. 2a. e 3a Edição - 1998, 2003 e 2009 - Editora Canela Verde - À Venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89



Sociedade Desportiva Serra Futebol Clube: Penta Campeão Capixaba de Futebol


Foto 01: Equipe do Serra de 1999, com o Jogador da Seleção Brasileira, Geovani. Foto 02: Equipe do Serra de 2003.

Foto da Equipe do Serra de 2005. Foto 02: Foto da Equipe do Serra de 2008.

Campeão em 1999, 2003, 2004, 2005 e 2008.
Campeão da Segunda Divisão em 1997

A Sociedade Desportiva Serra Futebol Clube é um clube brasileiro de futebol do estado do Espírito Santo. Sua sede fica na cidade de Serra. Seu uniforme é composto de camisa com listras verticais vermelhas, pretas e brancas, calção preto e meias pretas. Manda seus jogos no estádio Roberto Siqueira Costa, o Robertão, com capacidade para 3 mil espectadores. Telefone: (27) 32511312 O Serra foi fundado no dia 24 de junho de 1930. A equipe ganhou notabilidade nacional em 1999, quando venceu o Fluminense por 2x1, no Maracanã, pela Série C do Campeonato Brasileiro. Foi a primeira vitória de um clube capixaba no maior estádio do mundo. O Serra acabou o campeonato na terceira colocação. O clube teve como uma de suas maiores referências o centroavante Betinho, conhecido por sua escassa técnica e exímio cabeceio. Ele é o maior artilheiro capixaba da Série C do Brasileiro em todos os tempos, com 21 gols. Outras figuras notáveis que alinharam pelo Serra foram o meia Geovane, ex-Vasco e seleção brasileira, o irreverente meia Agnaldo, o atacante Índio e o goleiro paranaense Nivaldo (presente no tricampeonato estadual da equipe em 2003/04/05). Em 2001, o Serra terminou na quarta colocação da Copa Centro-Oeste. Curiosidade. O Serra foi o único clube do Estado do Espírito Santo que venceu até hoje no maracanã, ganhando do Fluminense por 2 a 1, em 1999, pela terceirona do Brasileiro, gols de Joelson e Agnaldo.

O Serra Futebol Clube foi fundado em 24 de Junho de 1930, na Serra Sede. Possui uma sede social no centro, cujo prédio é Patrimônio Cultural e um passado de vitórias e muitas alegrias para a torcida serrana, que culminou com a conquista do Campeonato Capixaba em 1999 e a participação a nível nacional, inclusive jogando no maior estádio de futebol do mundo, o Maracanã. Marinaldo Fraga Castelo, ex-presidente do Serra Futebol Clube, em contato telefônico com o autor deste livro, esclarece que o “Serra Futebol Clube” foi fundado no dia 24 de Junho de 1930, no dia de São João, com a união dos times locais com o time do “12 de Outubro”. Um dos fundadores foi Arnaldo Ferreira Castelo, pai de Marinaldo. O Serra possui dois títulos de Campeão Estadual. Um na 2ª Divisão em 1997 e um na 1ª Divisão em 1999. O Serra foi ainda vice-campeão brasileiro da série C em 1999 e vice-campeão Estadual em 2000.

EQUIPES VENCEDORAS - Em 1996, o Campeão Serrano foi a equipe do Serra Futebol Clube, que quebrou a hegemonia do Nova Almeida, vencedor dos quatro últimos títulos do Campeonato Anual promovido pela Liga Serrana. Os Jogadores campeões são: Samarone; Ricardo; Alex; Ernane; Divaldo; João Francisco; Marcos Coutinho; Gegê; José Santos; Josenilton; Alessandro; (Renan). Técnico: Jonacir Masolini. Assistente: Manoel Goroba. O Jornal “Tempo Novo”, edição N.º 177, de 27 de Setembro de 1996, apresenta ampla reportagem sobre o título conquistado pelo Serra Futebol Clube.

Em 1999, o Serra Futebol Clube conseguiu o inédito título de Campeão Capixaba. No dia 15 de Julho de 1999, o Serra vence no estádio Engenheiro Araripe a equipe do São Mateus, com um gol do jogador Betinho, dando início a uma grande festa em vermelho, preto e branco que se estendeu por todo o município Serrano. Em carreata a torcida serrana deixou o estádio para comemorar na Serra sede, onde dois trios elétricos e dois mil litros de chope aguardavam os torcedores. A equipe do Serra era: Cláudio Márcio; Gersinho; Alex Passos; Silvério e Carlinhos; Juninho; Joelson; Geovani e Leco (Patrick); Osly (Jair) e Betinho. Técnico: Marcos Nunes. Presidente: Cláudio Mello.

SERRA VENCE FLUMINENSE - No dia 15 de Dezembro de 1999, o Serra Futebol Clube venceu a equipe do Fluminense do Rio de Janeiro em pleno Maracanã. Em 50 anos de história, essa foi a primeira partida vencida por um time capixaba no maior estádio do Mundo. O Serra abriu o placar aos 31 minutos, com um gol de Joélson. Roni, do Fluminense, de pênalti, empata aos 41 minutos dos primeiro Tempo. No segundo tempo, o Serra chega ao gol da vitória aos 21 minutos, em falta cobrada por Agnaldo. O Serra venceu no Maracanã com: Dirley; Polaco (Juninho); Silvério; Sérgio Andrade e Carlinhos; Édson Garcia; Agnaldo; Marquinhos e Joélson; Índio (Robinho) e Betinho (Paraíba). Técnico: Cosme Eduardo. Juiz: Leonardo Gaciba da Silva (RS).

No dia 29 de Julho de 2000, a equipe da Desportiva foi Campeã do campeonato Capixaba após vencer o Serra por 3 a 0, conquistando o 16º título de sua história e 1º depois que passou a se chamar Desportiva Capixaba. O time do Serra foi vice-campeão do Campeonato capixaba com: Cláudio Márcio, Carlos Pinheiro, Ailson e Claudinho (Ramón); Morelato, Marcão (Rogério), Zanon (Píter) e Péres; Rodrigo e Mário. Técnico: Laoni Luz. Segundo os jornais da época, Rodrigo e Péres foram os melhores jogadores do Serra. Os gols da Desportiva foram marcados por Sharlei aos 10 minutos do primeiro tempo e Léo Gonçalves e Miquimba, respectivamente aos 9 e 24 minutos do segundo tempo. O Juiz da partida foi Walace Valente e o público foi de 3. 349 pagantes, no Estádio “Kleber Andrade”, do Rio Branco em Campo Grande, Cariacica.

No dia 1º de Dezembro de 2000, foi eleito presidente do Serra Futebol Clube o vereador Euclides Jorge Filho, com apoio do então presidente Cláudio José Mello de Sousa e do Prefeito da Serra, Sérgio Vidigal. Cláudio Mello ficou na vice-presidência. Jorge Euclides já foi jogador e dirigente do clube. Em maio de 2003, Jorge Euclides continuava na presidência do Serra Futebol Clube. Em 2012 o Presidente era Pimentel.

SERRA CAMPEÃO CAPIXABA DE 2004


As fotos acima são do domingo, dia 11 de Julho de 2004. A Equipe de Futebol do Serra enfrentou no seu Estádio Robertão, (Estádio Roberto Siqueira Costa), na sede do Município da Serra, Espírito Santo, Brasil, a equipe do CTE/Colatina e venceu por 4 Gols a Zero. Uma Goleada histórica. Ao vencer o Turno e Returno do Campeonato, o time Serrano colocou um ponto final no Campeonato, descartando a realização de um Quadrangular final. Os gols do Serra, na Vitória contra o CTE, foram marcados por Dedé, Alex Gomes e Reiger (2). Após a partida os torcedores invadiram o Campo dando a volta olímpica. A Campanha vitoriosa do Serra em 2004, teve 16 Jogos e o Serra ficou invicto sem nenhuma derrota. O Troféu de bicampeão foi entregue pelo supervisor da Federação Capixaba de Futebol, Pedro Soares, ao Capitão Marquinhos, que conquistou o seu oitavo campeonato, sendo o quarto consecutivo. É cobra coral, o Serra tá com moral, comemoravam os torcedores tricolores que invadiram o Centro do Campo. Eu estava lá, com meu filho Cleberson e fui pesoalmente dar um abraço no Presidente do Serra, Vereador Jorge Euclides. (Na Foto: Jorge Euclides e Clério Borges, com o número 4, da goleada de 4 a 0 no CTE, Vítória que deu o Título de 2004 ao Serra.) Dedé fez 1 a 0, cobrando falta aos 14 minutos do primeiro tempo. Alex Gomes, driblando dois zaqueiros, invadiu a área, chutou e marcou o segundo gol aos 17 minutos. Aos 21, Reiger, completando da pequena área um escanteio cobrado por Índio, marcou o terceiro gol do time Serrano. No Segundo tempo, o Serrra não teve dificuldade para fechar a goleada e o gol do título aconteceu aos 37 minutos, com Reiger aproveitando um cruzamento rasteiro de Dedé.

Fonte: Borges, Clério José - Livro "História da Serra", 1a. 2a. e 3a Edição - 1998, 2003 e 2009 - Editora Canela Verde - À Venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89





Mapa da Serra e Estátua do Herói da Revolta dos Negros Escravos ocorrida no Distrito do Queimado em 1849, o Líder Chico Prego.

HINO DA SERRA

O hino de Serra foi composto com o intuito de homenagear o serrano ausente e foi apresentado pela primeira vez nas comemorações do Dia do Serrano, no dia 26 de Dezembro de 1927, na gestão de então Prefeito Municipal da Serra, Alexandre Cardoso, que transferiu a comemoração do "Dia do Serrano" que era no dia 08 para o dia 26 de dezembro.

A poesia do hino de Serra tem a letra composta pelo Prof. Jaime de Abreu e a música de Manoel Xavier. Por muitos anos o hino deixou de ser cantado, sendo que anos mais tarde foi recitado para o maestro Atisthenes Loureiro, da Banda Estrela dos Artista.

 

Hino da Serra

I

Nos orgulhamos desta invicta terra,
Recamada de glória e de beldade.
E havemos de fazer de nossa Serra
Um sublime rincão, linda cidade.

Estribilho

Ei, avante serranos, trabalharemos,
Confiantes num porvir mais bonançoso.
A bem da Serra, unidos, caminhemos,
P. ra poder alcançar viver ditoso.

II

O serrano é meu irmão sincero.
E a todos abraço sem rodeio.
Em seu seio feliz me considero,
Considero e digo sem receio.

III

Nossa Serra Querida, esplendorosa.
Há de um dia alcançar o que deseja.
Confiante, prossegue esperançosa,
Conseguir no futuro o bem que almeja.

IV

Ei, avante, irmãos o que almejo.
Ser feliz, bem estar em nossa vida.
Não espero que percamos este ensejo.
De rever nossa Serra mais querida.

Obs: O presente hino sofreu pequenas modificações na letra para corrigir incoerências simétricas.


Símbolos do Município

Dá-se o nome de símbolos municipais aos elementos gráficos ou musicais destinados a representar um município. Tais símbolos indicam a soberania de seu respectivo município, merecendo por isso demonstrações de cortesia e respeito por parte de outros. Mas, acima de tudo, os símbolos devem ser amados e respeitados pelo povo que representam, pois, na realidade, são verdadeiras imagens patrióticas.

Todos os municípios desenvolvidos possuem seus próprios símbolos.

Bandeira da Cidade Município da Serra, Espírito Santo

1. Bandeira da Serra

"Na administração do prefeito Aldari Nunes, foi realizado um concurso público com o título: 'Bandeira do município'. A finalidade principal do concurso foi a pesquisa cultural que o tema exigia, bem como o nascimento de um símbolo que representasse o município em sua grandeza de paz e prosperidade.

Participaram deste concurso 27 candidatos, que apresentaram seus projetos à Câmara Municipal de Serra.

O vencedor foi o estudante EVALDO VIZEU BARCELLOS, serrano, 25 anos de idade". (Barcellos. 1975).

A bandeira apresentada pelo estudante apresenta faixas horizontais. A primeira é verde, pintada na parte superior, e representa as matas; a do meio é mais larga, branca representando a paz.

Dentro desta faixa encontram-se "duas meia-luas", que na verdade é a letra S estilizada, vocábulo inicial de 'Serra'. A cor amarela representa o clima tropical. Ao fundo, observa-se o Morro Mestre Álvaro que além de sua importância na navegação marítima e ao turismo, mostra-se perante o homem como colosso de grandeza, beleza e punjança. A sua presença torna o serrano orgulhoso de sua terra. A frente do Mestre Álvaro, vê-se uma chaminé e uma parede de fábrica representando a construção civil e o complexo industrial do município.

A faixa azul na parte inferior da bandeira representa o mar do nosso litoral." (id. 1975)
O prêmio de CR$ 1.500,00 (hum mil e quinhentos cruzeiros), foi entregue ao vencedor pelo prefeito Aldari Nunes, em uma cerimônia cívica no dia 28 de maio de 1975.

2. Brasão da Serra

Ainda durante o concurso "Bandeira do Município", o prefeito Aldari Nunes lançou também o concurso para escolher o brasão do município, sendo vencedor o jovem MARINALDO FRAGA CASTELO, também serrano que recebeu como prêmio a quantia de CR$ 500,00 (quinhentos cruzeiros).

Bandeira da Cidade Município da Serra, Espírito Santo

O brasão encontra assim definido: as cinco estrelas que margeiam o escudo simbolizam os cinco distritos do município de Serra (a Serra-Sede, Carapina, Calogi, Nova Almeida e Queimado). Dentro encontram-se engrenagens e chaminés, representando as indústrias.

Abaixo das engrenagens, o Monte Mestre Álvaro, com sua exuberante beleza e majestade. Finalmente representando o nosso litoral o mar que banha o morro.

Acima do escudo estão as datas 1566, data da fundação da Aldeia de Nossa Senhora da Conceição de Serra, e 1833, quando foi criado o Município da Serra.


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INSURREIÇÃO DO QUEIMADO
A REVOLTA DOS NEGROS
EM BUSCA DA LIBERDADE

Texto do Livro "HISTÓRIA DA SERRA", de Clério José Borges.
Permitida a reprodução do conteúdo. Agradecemos a citação da fonte

Queimado é um Distrito da Serra, Espírito Santo, Brasil. Possui uma área de 77 quilômetros quadrados e fica a sudoeste do Município. Ao ser criada a Freguesia pertencia a Vitória, passando para Serra somente em 31 de Dezembro de 1943. Possuiu sua primeira Escola Pública em ato oficial de 12 de abril de 1847, cuja inauguração foi a 24 de abril do mesmo ano. Teve uma Escola Feminina inaugurada em 4 de agosto de 1873. Pela Resolução N.º 4, de 26 de dezembro de 1889, passou a prerrogativa de Vila, mas só foi elevada em 11 de novembro de 1938.

O local tem esse nome por ser um lugar muito quente e onde havia muitas queimadas. Com o surgimento do Porto do Una (preto) no rio Santa Maria, o local passou a ser denominado de Queimado, com referência ao Porto do Una (o Porto do Una - preto - do Queimado), no lugar onde havia várias queimadas.

A antiga freguesia de São José do Queimado, que pertencia a Comarca de Vitória, no dia 19 de março de 1849, foi palco de uma Insurreição de Negros Escravos, a Revolta do Queimado. Uma negociação pela liberdade, que teria sido firmada oralmente, envolvendo um Frei Italiano, Gregório José Maria de Bene e os Negros Escravos.

Um acordo pela libertação em troca de préstimos na construção de uma Igreja Católica e o impasse causado pelo padre, que não teria cumprido suas promessas, acabou resultando em ação violenta por parte dos Escravos e uma cruel e sanguinária repressão por parte das forças legalistas, culminando na prisão, em fuga da cadeia, em açoites de 200 a 1.000 chibatadas em vários negros e enforcamento de dois dos líderes da Revolta, os negros heróis de uma luta libertária.

Nos dias atuais sabe-se historicamente que a Insurreição do Queimado, na verdade foi uma Revolta. Um audacioso plano de libertação, arquitetado por Elisiário, Chico Prego, João Pequeno e João da viúva Monteiro, os quais não se conformando com a miserável condição de escravo e os sofrimentos físicos e humilhações sofridas elaboram um plano de libertação para o dia da inauguração da Igreja de São José, com o objetivo de obrigar o padre Frei Gregório a conceder-lhes a alforria, ou seja, a liberdade. A Revolta do Queimado foi a maior insurreição negra ocorrido no Estado do Espírito Santo e um marco na história da Negritude Capixaba. Referência da resistência negra nos tempos da escravidão.

CRIAÇÃO DA FREGUESIA

A Freguesia de São José do Queimado foi criada pela resolução provincial nº 9, de 27 de julho de 1846, anexado ao Município de Vitória, no Espírito Santo. Segundo o historiador José Francisco de Assis, "a localidade de São José do Queimado se formou como todas as outras. A beira do rio Santa Maria foi aberta a primeira lareira. Rolara por terra a braúna (árvore nativa) para esteio (construção da peça de madeira usada para segurar ou escorar) do casebre, retirado o cipó para amarrar as ripas feitas de palmito, e as folhas deste para a cobertura. Vieram depois outras habitações e surgiram as grandes fazendas, vindo o arraial, por fim o distrito, a vila." (ASSIS, 1948, p.48).

Algumas publicações informam que a data da criação da Freguesia seria 27 de Agosto. A data de 27 de Julho de 1846 consta de um ofício do Presidente da Província, Antônio Joaquim de Siqueira ao Bispo do Rio de Janeiro, datado de 8 de março de 1848, onde consta, "(...) Julgo, porém do meu dever informar a V. Exa., que por Lei Provincial, de 27 de julho de 1846, decretada antes da minha administração foi elevado o sobredito lugar a Freguesia, como V. Exa. verá cópia junta, e que nele está sendo construído por aquele Missionário, à custa dos Fiéis, e por meio de suas exortações, um majestoso templo, de pedra e cal, que tem de ser dedicado ao patriarca São José, exercitando a admiração de todos, por sua grandeza, e por se estar fazendo, pudesse dizer, no centro da pobreza. Já vi essa Igreja, e creio que concluída será uma das mais importantes da Província." (Fonte: Secretaria de Governo, livro 132 In: ROSA, Afonso Cláudio de Alvarenga. 1979, p. 139 - 140).

Queimado em 1849 possuía um total de 5000 habitantes e estava situado à margem do Rio Santa Maria da Vitória, onde havia um porto chamado Porto do Una, (Negro), um importante entreposto (depósito) comercial, onde era embarcada, em canoas que comportavam mais de cem sacas de café, a produção da região da Serra e onde eram desembarcados os produtos importados que atendiam às necessidades locais. Trafegavam canoas carregadas de café, farinha de mandioca, cana-de-açúcar, milho, feijão. O rio servia como via para o transporte em geral, inclusive para a integração de Vitória com a Serra e com o Norte do Espírito Santo.

Na época, século XIX, a Freguesia do Queimado limitava-se com a Freguesia da Serra pelo rio Tangui e Porto do Una, seguindo a margem do brejo até a ponte do mesmo nome e, em linha reta, até a estrada de São João, na ladeira das pedras, compreendendo Itapocu e todo o Caioba. Parecia que o destino reservava certa importância ao povoado do Queimado, não obstante a pobreza do lugar. Mas um lento e irremediável processo de decadência econômica e despovoamento, iniciado já na segunda metade do século XIX, frustrou esta possibilidade. Hoje, no local onde se localizava a vila, os únicos testemunhos visíveis do engenho humano são as ruínas da Igreja de São José.

A Freguesia do Queimado ao ser criada pertencia a Vitória. Somente pelo Decreto Lei Estadual nº 15.177, de 31 de Dezembro de 1943, Queimado foi desmembrado do município de Vitória sendo anexado ao município de Serra. Queimado hoje é um Distrito da Serra, um dos Municípios que compõem a área periférica da Grande Vitória, no Estado do Espírito Santo. A Aldeia de Nossa Senhora da Conceição da Serra tinha sido elevada à Freguesia por Carta Régia em 1724, mas a Freguesia somente foi instalada na Serra sede, em 1769, depois de construída a igreja nova, matriz que tinha por filial a ermida de São José, localizada no Queimado. O termo ermida significa uma pequena igreja ou capela, normalmente localizada fora das povoações ou em lugares ermos.

O NEGRO E SUA LUTA CONTRA A OPRESSÃO

No ano de 1849, no período Imperial do Brasil, o escravo negro, no Espírito Santo era usado na produção agrícola. Os grandes fazendeiros usavam a mão de obra escrava para trabalhar, principalmente nas lavouras de cana-de-açúcar, café e milho e viviam como a população escrava brasileira, humilhados e submetidos a castigos cruéis e desumanos, ansiando por liberdade, em condições onde fugas, aquilombamentos e revoltas eram constantes.

No dia 19 de março de 1849 aconteceu um movimento de libertação dos escravos, na Vila de São José do Queimado, localizada ao norte de Vitória, nas proximidades do rio Santa Maria. O rio Santa Maria da Vitória servia de transporte para homens e mercadorias com destino ao interior do Espírito Santo. Como, na época, a Escravidão existia de acordo com a lei, ou seja, era legal, qualquer movimento contra a Escravidão e pela liberdade do negro era um ato ilegal e assim a atitude dos negros foi denominada de Insurreição do Queimado. Insurreição é o ato de se insurgir, ir contra a lei, sublevar.

Principal movimento contra a escravidão ocorrido no Espírito Santo na época do Brasil Imperial, a Insurreição de Queimado é o resultado da construção de um processo político de conquistas. Um fato, que resultou na interpretação de uma promessa que não foi cumprida fez estourar uma grande revolta pela liberdade. Uma promessa de liberdade, feita pelo Frei Italiano Gregório José Maria de Bene.

A fonte primária e os principais relatos da história do Queimado são baseados em correspondências da época trocadas por autoridades civis e religiosas e no livro "A Insurreição de Queimado", de Afonso Cláudio de Freitas Rosa, escrito em 1884. Afonso Cláudio era na época um jovem advogado de 25 anos, nascido dez anos após o levante, filho de uma família escravocrata proprietária de uma grande fazenda no distrito de Mangaraí, Santa Leopoldina, distante poucos quilômetros do Queimado e onde se refugiaram muitos dos negros após o fracasso da revolta.

O trabalho foi publicado em novembro de 1884 e mantém a versão apresentada pelo advogado de defesa dos acusados, o padre João Clímaco de Alvarenga Rangel, que era proprietário de três importantes líderes do movimento, Carlos, João Pequeno e Elisiário, versão esta que atribuía ao padre Gregório José Maria de Bene toda a culpa da Revolta.

Afonso Cláudio para a elaboração do seu trabalho chegou a entrevistar um dos participantes da Revolta, o Escravo Carlos, que escapara dos Capitães do Mato e dos Policiais designados para prender os revoltosos. Afonso Cláudio que viria a ser o primeiro governador do Espírito Santo no período republicano era um devotado abolicionista, inspirado pelos ventos que já então sopravam na época de seus estudos no Recife.

Datado de 1949 e apresentado no IV Congresso de História Nacional, o livro de Wilson Lopes de Resende, "A Insurreição de 1849 na província do Espírito Santo" é parte da historiografia referente à insurreição de Queimado. Em sua obra, o autor afirma que a busca da liberdade pelos escravos da região do Queimado, aliada à promessa feita pelo Frei Gregório de Bene, foram os fatores que motivaram e causaram a Insurreição.

Em um sentido geral, Wilson Lopes (1949) aborda que a Insurreição foi causada pela situação que na época era vivida pelo negro no cenário nacional e local. Escreve Wilson Lopes de Resende, "era a justiça dos homens, naquela época, contra os negros, e só assim a autoridade sentia-se restituída à amplitude de seu próprio arbitrário. (...) Todos esses escravos, vítimas de leis desumanas, então vigentes, merecem um lugar na História, como heróis desse movimento libertador, e como precursor da abolição da escravatura, no Brasil.” (RESENDE, 1949, p. 16).

A PROMESSA DO FREI E A CONSTRUÇÃO DA IGREJA

O Missionário Capuchinho Italiano, Gregório José Maria de Bene, encontrava-se no sul da Província do Espírito Santo, na região de Iúna (Paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens). Foi transferido para a Freguesia da Serra, que já existia desde 1769, trabalhando no lugar denominado Sítio Tapera e, onde em 1845, resolveu construir uma Igreja em honra a São José, no Distrito de Queimado, em substituição a uma pequena Capela chamada de ermida São José existente na região. No Queimado o agrupamento humano era maior do que o da Serra sede e havia necessidade de uma Igreja mais ampla, maior do que uma simples ermida (capela pequena). Em carta enviada ao Presidente da Província, Luiz Pedreira Couto de Moraes, datado de 12 de maio de 1847, frei Gregório relata a motivação que o levou a realizar o início das obras de edificação do templo:

"No mês de abril de 1845 missionando em um sítio com o nome de Tapera, perto do Queimado, onde ora acha-se o Templo tão admirado, reparei com grande pesar do meu coração que a maior parte dos fiéis até nos últimos períodos da nossa existência mortal, pela grande distância, e péssimos caminhos das Freguesias, não acham aquele conforto, que só a nossa Santa, e beneficente Religião podia subministrar-lhes em momentos tão críticos, e perigosos, resolvi-me, e propus aos que ouviam a Santa Missão, ao projeto de se fundar um templo à sua Divina Majestade, no meio de uma povoação de cinco mil almas que viviam na máxima ignorância, e inação, causa de tantos homicídios, de contínuos roubos, de freqüentes embriaguezes, e de todo os vícios os mais abomináveis." (Fonte: Coleção Accioli, livro 394 In: ROSA, 1979, p. 125).

POPULAÇÃO E NEGROS ESCRAVOS NA CONSTRUÇÃO DA IGREJA

A pedra fundamental iniciando a construção da Igreja de São José foi colocada no dia 15 de Agosto de 1845, num local estratégico, numa colina a 100 metros de altura do nível do mar. O tamanho da obra, em seu corpo principal era de 90 palmos de comprimento por 42 de largura, com 43 de altura. Frei Gregório relata em Carta ao Presidente da Província, "pelo meu exemplo, atividade, vigilância sobre os obreiros, e fiel e econômica administração, como também pelo adjutório de uma pia Dona, (a viúva Ana Maria), com os seus poucos escravos, e assistência contínua de um pardo, e algum socorro do povo em geral, hoje este Templo, cujo comprimento é de noventa palmos, a largura de 42 e duas polegadas, a altura de 43 palmos, e a Capela-mor de 45 de comprimento, a largura de 27 e altura de 24 já está em um estado admirável, com a Capela coberta, e o resto a cobrir-se; porém já vai se preparando quanto for preciso por este fim." (Fonte: Coleção Accioli, livro 394 In: ROSA, 1979, p. 138).

A população local se envolveu na edificação do templo. O terreno foi doação da senhora Ana Maria, viúva do Sr. José dos Santos Machado, e a construção contou com a participação de homens livres e escravos, que trabalhavam nos dias santos, (domingos e feriados). Além do chamamento ao trabalho, frei Gregório fez correr uma lista, na freguesia, para doações em dinheiro, visando à aquisição do material necessário à construção do templo. Como ele mesmo afirma, uns pagavam, outros só a metade, e, ainda, havia aqueles que não contribuíam. A obra contou ainda com a sacola da esmola, com as ofertas das santas missões e com o pagamento que o frei recebia do Governo Imperial. Além disso, Gregório ia de fazenda em fazenda, nos arredores da freguesia, a pedir doações.

Frei Gregório, convocou os negros da região para a construção da obra, com a promessa de que posteriormente intercederia junto aos Senhores para que fosse dada a alforria de cada um dos negros que ali trabalhassem, utilizando-se da amizade que desfrutava com a Imperatriz do Brasil, Dona Tereza Cristina, a quem oficiaria os documentos. Vinte negros atenderam ao pedido do Frei e participaram da construção da Igreja. Entre eles, Chico Prego, Elisiário, João da Viúva Monteiro, João o pequeno. A Imperatriz citada pelo Frei Gregório era a Dona Teresa Cristina de Bourbon que era Italiana, do mesmo país do Frei Gregório, a Itália. Tendo nascido em Nápoles no dia 14 de março de 1822 e falecida na cidade de Porto, Portugal, em 28 de dezembro de 1889. Foi uma princesa do reino das Duas Sicílias, do ramo italiano da Casa de Bourbon, e a terceira e última Imperatriz consorte do Brasil, esposa do imperador Dom Pedro II. Foi a mãe de Dona Isabel e Dona Leopoldina.

O Frei alimentava nos negros o sonho da liberdade e em seus Sermões criticava o sistema escravista, porque, embora os padres possuíssem escravos, frei Gregório era oriundo da Itália, onde todos eram livres e não havia escravidão. Nos domingos e feriados, dias de folga destinado ao descanso e nas noites de lua cheia, o templo foi construído com pedras divididas por tamanhos, e carregadas por longas distâncias e subidas íngremes; as pedras pequenas, do tamanho de um punho, eram destinadas às crianças, algumas com apenas seis anos de idade.

PLANEJAMENTO E AÇÕES DOS NEGROS ESCRAVOS

Elisiário Rangel, escravo de Faustino Antônio Rangel. Foi à cabeça pensante. Era um escravo inteligente, já que o seu proprietário lhe proporcionara a oportunidade de ler e aprender o ofício de Carpinteiro. Elisiário elabora um plano. Pede calma e sigilo pois a reação do Governo e dos brancos seria violenta. Marca a data de 19 de março para o início da Revolta. Estabelece as ações de cada um dos líderes do movimento. Chico Prego, negro forte, fica encarregado das Operações Militares, recrutando e animando os escravos da Serra e das regiões vizinhas. João Monteiro, escravo de Maria da Penha de Jesus, a Viúva Monteiro fica com a missão de conseguir armas, munições e adesão de parentes, vizinhos e amigos sinceros na região do Queimado. João, o pequeno fica encarregado de conseguir armas e munições e animar os escravos nas fazendas de Mangaraí e outras da região do rio Santa Maria da Vitória. Carlos, escravo do padre João Clímaco, amigo de Elisiário, dividia com João Pequeno a tarefa de convocar os escravos nas fazendas da região do Mangaraí, Distrito de Santa Leopoldina.

Dotado do dom da palavra, Elisiário era um escravo doméstico e se movimentava com liberdade pela Freguesia e por seus arredores. Portanto, estava sempre muito próximo dos senhores. Ia com freqüência à casa do padre João Clímaco, que era irmão de seu senhor. Além disso, era amigo do escravo Carlos.

Todos os preparativos foram feitos para a revolta começar caso não fosse anunciada a liberdade dos escravos. Nas vésperas da inauguração da Igreja, já se encontravam na região do Queimado mais de 200 escravos. Segundo Afonso Cláudio em seu livro "Insurreição de Queimado", reeditado pela Prefeitura Municipal de Vitória:

"Em várias fazendas pequenas reuniões celebraram-se às ocultas, e os cabeças destarte arrebanhavam prosélitos com paciente persistência. Mensageiros cruzavam-se em várias direções para o Norte da Província; do sul veio um contingente de 20 escravos para engrossar a coluna insurrecionaria. Da Serra, de Itapoca, de Viana, em suma de todos os centros onde transpiravam as deliberações tomadas em conciliábulos, afluíam adeptos à causa".

Ainda segundo Afonso Cláudio, "sob a aparência de desmedida obediência, os escravos odiavam os senhores e faziam sacrifícios de toda a sorte para adquirir armas". Afonso Cláudio escreve a monografia sobre o levante de escravos, que havia ocorrido dez anos antes do seu nascimento, sendo a obra lançada em 1884, quando o autor contava, então, com vinte e cinco anos de idade.

A FESTA DE SÃO JOSÉ

A construção da Igreja levou cerca de três anos e meio, com o esforço e sacrifício de todos. Marcou-se então, a inauguração para o dia do padroeiro, embora não estivesse completamente pronta, os negros consideravam a Igreja pronta, já que faltavam apenas alguns pequenos detalhes na construção da obra. Para a Igreja e festa de São José, se dirigiram escravos de Jacaraípe, Una, Tramerim, Pedra da Cruz, chamados pelos líderes do Movimento de Liberdade. Como a promessa não foi cumprida, no dia de São José, 19 de março de 1849, às 15 horas, no momento em que celebrava a missa inaugural da Igreja Matriz, Frei Gregório foi interrompido pelos negros que exigiam a Alforria, a liberdade, que o padre havia prometido em troca da ajuda na construção da Igreja. O sacristão da Igreja do Queimado no dia da Insurreição era José Pinto Lima.

INVASÃO DAS FAZENDAS E REPRESSÃO CRUEL

Depois da invasão da Igreja, em bandos os Revoltosos dirigiram-se às fazendas próximas juntando mais escravos e obrigando seus proprietários a conceder a libertação, aumento o número de revoltosos para um total de 300 negros. O medo toma conta da Freguesia. O exército dos Revoltosos sai da igreja, dando “vivas à liberdade” e desfilando diante da população que, temendo à agitação, fecha as portas e as janelas de suas casas. O fazendeiro Luiz Vicente é obrigado a assinar uma declaração de Liberdade para os seus Escravos. No Engenho Fundão, de propriedade do Sr. Paulo Coutinho Mascarenhas é obrigado a libertar seus escravos e passar-lhes Cartas de Alforria, bem como entregar as munições e as armas que possuía.

Um destacamento com 20 policiais da Companhia fixa de Caçadores de Vitória desloca-se para a região do Queimado, estando comandando os Policiais, denominados "Forças Legalistas", o Alferes, José Cesário Varella de França. Com a presença dos Policiais na região, um grupo de cidadãos surge com um grito que antevê o fim da revolta: Viva o bacalhau! Bacalhau era o nome dado ao chicote para castigar os Escravos. O movimento é contido com extrema violência pela polícia da Província e os negros são brutalmente assassinados. Já na madrugada do dia 20 de março inicia-se a repressão, com o Destacamento comandado pelo Chefe de Polícia José Inácio Acioli de Vasconcelos matando e prendendo a todos que encontrava no caminho, inclusive uma escrava, mulher de um dos revoltosos.

MATANÇA DESENFREADA

Comprova-se que houve o confronto e feridos dos dois lados. Uma das vítimas da Insurreição foi Francisco Roriz, ferido pelos negros com 17 caroços de chumbo, nas matas de Itaiobaia. Outra vítima foi o próprio comandante das Forças Policiais, Alferes Varella. Tal fato irrita os Policiais e batedores do mato, que passam a matar todos os negros que encontravam no caminho, tomando-os como revoltosos. Escravos encontrados na ladeira que desce para Aroaba, região perto do Queimado, foram todos mortos. Ao final o Chefe de Polícia Accioli informa, no dia 23 de março de 1849, que conseguiu encontrar 11 escravos, entre os quais um dos líderes da Insurreição, Elisiário, escravo do fazendeiro Faustino Antônio de Alvarenga.

A Insurreição que havia começado no dia 19, termina com a prisão de Elisiário, cinco dias depois. Todavia havia ainda negros foragidos espalhados pela região, tendo a Polícia continuado as buscas por mais alguns dias. Preocupado, o Presidente da Província, Siqueira envia ao Queimado mais Policiais sob o Comando de Manoel Vieira da Vitória, ordenando ao Capitão Antônio das Neves Teixeira Pinto, Delegado da Vila da Serra, que passasse a perseguir os fugitivos. Documentos esclarecem ainda que os habitantes do Queimado, Mangaraí e Serra auxiliaram as autoridades na captura dos negros. Pela crueldade com que tratou os escravos negros, arrastando-os pelo chão por léguas e léguas, o Delegado da Vila da Serra, Capitão Antônio das Neves acabou recebendo elogios pela maneira como se conduzira.

O Presidente da Província do Espírito Santo, Antônio Joaquim de Siqueira, em 20 de março de 1849, encaminha uma Carta à Corte no Rio de Janeiro narrando os fatos e informando que "o susto e o terror se acham apoderados dos habitantes desta Capital e lugares circunvizinhos." Diante de tal argumentação de "susto e terror", o Governo Imperial, atendendo a solicitação feita, acabou mandando o vapor "Paquete do Sul" que, no dia 30 de março aportou em Vitória trazendo um reforço de 31 soldados comandados por um Oficial. Dias depois regressava o vapor à Corte, levando a notícia da vitória dos legalistas. O escritor José Teixeira Leite informa que a caça aos negros foi "cruel e selvagem" e levada a efeito "por impiedosos batedores do mato." Esta informação consta da página 332, do livro "História do Estado do Espírito Santo - edição de 1975."

CORREIO DA VITÓRIA E OS TREZENTOS ESCRAVOS

O Jornal "Correio da Vitória", de 21 de março de 1849, publica a seguinte notícia: "No dia 19 do corrente um grande grupo de escravos invadiu a Igreja da Povoação do Queimado na ocasião em que se celebrava o santo sacrifício da Missa, e em gritos proclamava a sua liberdade, e alforria, e seguindo para diversas Fazendas e aliciando os Escravos delas e, em outras, obrigando os seus donos a doarem a liberdade a seus Escravos, engrossou em número de 300."

O Jornal "Correio da Vitória", transcrevendo documentos oficiais, historicamente confirma a participação de 300 Escravos na Revolta do Queimado. Alguns historiadores citam um total de 200, mas o correto é mesmo 300. Ofício do Presidente da Província do Espírito Santo, Antônio Joaquim de Siqueira, com data de 20 de março de 1849, encaminhado à Corte no Rio de Janeiro, confirma tal informação:

"Ontem pelas três horas da tarde, soube que um grupo armado de trinta e tantos Escravos perpetrara o crime de Insurreição no Distrito do Queimado, três léguas distantes desta Capital (Vitória), invadindo a Matriz na ocasião em que se celebrava a missa conventual, e levantando os gritos de "Viva a Liberdade" e "Queremos Alforria." Este grupo seguiu depois a direção do Engenho Fundão, de Paulo Coutinho Mascarenhas, e obrigou-o a entregar-lhe os seus Escravos e passar-lhes Carta de Liberdade, as armas e munições que possuía. O mesmo fizeram em outros Engenhos de maneira que conseguiu elevar o seu número a cerca de Trezentos. (...) Escusado é narrar a Vossa Excelência o susto e o terror de que se acham apoderados os habitantes desta Capital e lugares circunvizinhos."

Trezentos Escravos se rebelaram na mais sangrenta revolta do Estado do Espírito Santo, onde cerca de 20 negros foram mortos ou feridos, perseguidos como animais por Capitães do Mato, ajudados por voluntários da região. A busca foi cruel e selvagem e feita por impiedosos "batedores do mato" (como eram chamados os Capitães do Mato).

A Insurreição do Queimado, não foi à única revolta escrava acontecida no Município da Serra. No ano de 1842, já havia acontecido uma pequena revolta de escravos. O Escritor Francisco Eugênio de Assis escreve num artigo publicado na “Revista Capichaba”, que em 1842 houve uma pequena revolta de escravos, sem maiores conseqüências na Serra.

SÃO MATEUS DA SERRA E A VERSÃO DE WILSON LOPES RESENDE

Relatos históricos dão conta de que ao Queimado, para participarem da Insurreição de 1849 ocorreram Escravos da Serra, Itapoca, Viana, São Mateus e demais redondezas. A localidade de São Mateus citada nos documentos sobre a Revolta do Queimado, não é a atual cidade de São Mateus do Norte do Espírito Santo e sim, uma Vila localizada na época, perto de Nova Almeida, que possuía trezentas casas. Tal Vila é citada pelo ex Prefeito Naly da Encarnação Miranda, na página 42 do Livro, "Reminiscências da Serra, 1556 - 1983" e foi tema de uma Reportagem do Pesquisador Thiago Dal Col, na Revista NU/ZÊNITE, editada nos dias atuais na cidade da Serra, ES. São Mateus da Serra (ES) é uma localidade atualmente extinta.

O historiador Wilson Lopes de Resende, em obra já citada de 1949, com o título "A Insurreição de 1849 na Província do Espírito Santo", tece elogios ao Frei Gregório, relatando: "Os escravos, (...) aguardavam pacificamente outra oportunidade redentora (...) quando apareceu na Freguesia do Queimado um Sacerdote, desses heróicos missionários catequistas que sempre se bateram contra a escravidão e a quem tanto deve o Brasil Colonial. Chamava-se ele Frei Gregório José Maria de Bene. Embora italiano, amou essa terra, que escolhe para missionar e, vendo a vida que levavam os escravos, num flagrante antagonismo com o espírito de liberdade, que sacudia as revoluções liberais do Brasil até a velha Europa, pensou em minorar-lhes os sofrimentos. Passou, desde então, a auxiliá-los espiritualmente, incutindo-lhes os ensinamentos da religião, fazendo-os bons e humildes para imitar a Cristo. (...) Animado com número tão elevado de fiéis, o Missionário resolveu erigir um Templo no meio de uma povoação de cinco mil almas. Os escravos não se cansavam de pedir em suas orações ao Todo Poderoso para que lhes enviasse suas bênçãos e lhes concedesse a graça de obter a alforria no dia em que a construção terminasse. Frei Gregório, certo da formação cristã dos Senhores vizinhos, chegou mesmo a admitir que os escravos pudessem conseguir o que tanto almejavam." Pelo texto de 1949, de Wilson Lopes de Resende, observa-se que ele se refere ao Padre Gregório como um desses "heróicos missionários catequistas que sempre se bateram contra a escravidão."

Após tais prisões, procurou-se dar pouca importância ao fato. Assim, por muitos anos a população da Serra e do Espírito Santo minimizavam o fato ocorrido no Distrito do Queimado, procurando menosprezar a luta dos negros pela liberdade. Alegavam que teria ocorrido apenas uma desobediência dos negros aos seus Senhores, desobediência esta que teria sido finalizada pela ação impiedosa e cruel das forças policiais legalistas, ou seja, os policiais da época, que tinham por missão fazer cumprir as leis existentes.

AS PRISÕES, O JURI E OS CASTIGOS

Os escravos presos foram recolhidos na Cadeia Pública de Vitória. Lá chegaram a passar fome, segundo relato do Carcereiro da Cadeia, Joaquim José dos Prazeres. Manoel, escravo do Capitão Paulo Coutinho Mascarenhas morreu na Cadeia por estar gravemente ferido e em razão "dos horrores de uma viagem forçada desde o Queimado."

FUGA MILAGROSA - No dia 7 de dezembro de 1849, cinco presos conseguiram fugir da prisão. O carcereiro de repente "foi acometido de um sono profundo, esquecendo aberta a porta da cela dos negros." Na prisão não foi encontrado vestígio de arrombamento e logo, a fuga foi atribuída a milagre de Nossa Senhora da Penha, uma vez que segundo o escritor José Paulino: "Havia três noites que Elisiário obrigava os companheiros de prisão a rezar." Na terceira noite, quando rezavam a Nossa Senhora da Penha: "A porta da prisão miraculosamente se abriu." Na verdade o carcereiro Joaquim dos Prazeres ficou com pena dos negros e os soltou, tendo sido preso e confessado que soltara os negros, pois eles estavam sendo maltratados e sofriam passando até fome na prisão.

Os fugitivos foram: Eduardo Pinto de Vasconcelos; Manoel Matos; Elisiário; João, o Pequeno; Carlos, o escravo do Dr. João Clímaco. Não consta terem sido recapturados os Negros fugitivos, que fugiram para as mata do Mestre Álvaro e do Mochuara e alguns chegaram a construir um quilombo na região de Cariacica conhecida hoje como Piranema. Elisiário tornou-se uma lenda para os negros que almejavam a liberdade, sendo cognominado o Zumbi da Serra, numa alusão ao herói Zumbi dos Palmares.

Com a prisão havia necessidade da punição. Para punir necessário era que se formasse um espetáculo que mostrasse a legalidade das punições que seriam imputadas aos revoltosos. Assim, no dia 31 do mês de maio, o Juiz Municipal, Dr. José de Melo e Carvalho, convoca o Júri para uma reunião extraordinária com o objetivo da instalação do tribunal para o julgamento dos insurgentes.

O Tribunal foi presidido pelo juiz Dr. Ignácio Accioly de Vasconcelos, tendo como escrivão, o Sr. Manoel Gonçalves de Araújo, como promotor, o Sr. Manoel Morais Coutinho, e como advogado de defesa, o padre João Clímaco de Alvarenga Rangel. O Jornal Correio da Vitória publica notícia sobre o Julgamento dos Negros Escravos do Distrito do Queimado. "Reuniram-se no dia 31 do mês passado (31 de maio de 1849), no paço da Câmara Municipal desta Capital o Juri extraordinário, convocado para julgar o processo instaurado contra os escravos, que se insurgiram na Freguesia do Queimado no dia 19 do pretérito e tendo-se conservado em sessão permanente até o dia 2 do corrente às 10 horas da manhã, sentenciou-se cinco a pena última, como cabeças, vinte e cinco a açoites e seis foram absolvidos. Faltam a ser julgados quatro que ainda permanecem foragidos e que, com os que já foram julgados, foram pronunciados incursos no artigo 113 do Código Penal."

Do CORREIO DA VICTORIA, Nº 03, 09/01/1850 – P. 01: “- Ao Juiz Municipal desta cidade participando que foram expedidas as necessárias ordens sobre o que solicita no seu ofício desta data, relativamente a uma das cabeças da insurreição que teve lugar no Queimado, e que deve ser ali executado no dia 8 do corrente. - Ao delegado da vila da Serra para que faça seguir para o Queimado a disposição do alferes da companhia de pedestres João Antonio da Silva as cinco praças da mesma companhia que ali existem, e que os cidadãos aos quais se entregaram as dez armas daqui remetidas, a fim de assistirem a execução de uma das cabeças da insurreição a qual deve ali ter lugar no dia 8 do corrente as 6 horas da manhã. - Ao cônego vigário da vara d’esta cidade para que providencie a fim de que os dois frades franciscanos existentes n’esta capital, e vila do Espírito Santo acompanhem um dos cabeças da insurreição que teve lugar na freguesia do Queimado, e que deve ser ali executado no dia 8 do corrente as 6 horas da manhã, a fim de prestar-lhes os socorros de nossa religião, devendo ambos entenderem-se com o Juiz Municipal a respeito da hora em que tem de partir d’esta cidade.”

ENFORCAMENTO DE JOÃO DA VIÚVA E MORTE DE CHICO PREGO

João da Viúva Monteiro, morreu enforcado na Vila de São José do Queimado no dia 8 de Janeiro de 1850. Chico Prego foi enforcado na Vila de Nossa Senhora da Conceição da Serra, no dia 11 de Janeiro do mesmo ano, (1850). Outros em número de 25 são condenados a açoites. A pena de açoite foi executada na Praça do Cais da Alfândega em Vitória, em pleno dia e à vista de toda a população, "para servir de exemplo". Os açoites iam de 200 a 1.000 chibatadas e segundo o historiador Francisco Eugênio de Assis, "o relho ia caindo seguidamente, salpicando as pedras do calçamento de pedaços dos infelizes. Os cães afluíam ao local, para sorver o sangue que porejava de suas feridas abertas com o látego. Cada escravo que caísse esperava a morte. Os executores, verdadeiros canibais, disputavam o primado da malvadez e da perversidade na execução do castigo."

O Carrasco que realizou o enforcamento de João da Viúva e de Chico Prego chamava-se Ananias e veio do Rio de Janeiro no navio Boa Sorte. A forca foi construída pelo Carpinteiro Camilo de Lélis. Na morte de Chico Prego na Serra Sede aconteceu um imprevisto. A forca não foi suficiente para matar o Negrão Chico Prego. Foi preciso o carrasco Ananias subir em seus ombros para tentar matá-lo. Mesmo assim, Chico Prego não morre. Ananias corta a corda e o negrão cai ao chão. Chico Prego só morre quando Ananias, com um porrete esmaga-lhe o crânio.

Do CORREIO DA VICTORIA, Nº 03, 09/01/1850 – P. 04: “POST SCRIPTUM - Ontem às 10 horas da manhã teve lugar na freguesia do Queimado a execução de um das cabeças da insurreição que ali apareceu em 19 de março do ano passado. Consta-nos que o executado mostrou a maior presença de espírito. O outro que resta tem de seguir hoje para a vila da Serra a fim de ser igualmente executado. Temos razões para acreditar que os três que se evadiram da cadeia desta cidade não ficarão impunes por que o Exmo. Sr. Presidente da Província, de acordo como Sr. Dr. Chefe de Polícia há expedido as necessárias providências para a sua captura.” Na explicação do Arquivo Público ao pé da página consta que a execução ocorreu por enforcamento.

Do CORREIO DA VICTORIA, Nº 05, 16/01/1850 – P. 04: “No dia 11 do corrente foi executado na vila da Serra o último cabeça da Insurreição do Queimado, que existia na cadeia desta cidade, e que para ali seguiu no anterior. A respeito dos três, que se evadiram, nada consta, no entanto que o Exmo. Sr. Presidente da Província não se descuida de continuar nas diligencias de fazê-los capturar. Espalha-se que os próprios Srs. lhes dão agasalho; nós jamais acreditaremos em semelhante noticia, pois que concedemos a esses indivíduos muito senso para não verem que um tal procedimento é um atentado contra a lei e segurança, sua e de seus concidadãos.”


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COMIDAS TÍPICAS DA SERRA

São comidas típicas da Serra: Os bolinhos de Arroz da Serra Sede. Os Quindins de Nova Almeida. A tradicional Moqueca Capixaba. A palavra Muqueca com a letra “u” parece ser a grafia mais correta segundo Oscar Gama Filho no livro “Identidade Capixaba”. Segundo Oscar, “apesar dos dicionários adotarem a grafia Moqueca, a forma adequada seria a que respeita a sua etimologia, derivada do quimbundo “Mu´keka”, que significa “caldeirada de peixe”, segundo Antônio Geraldo da Cunha no “Dicionário Etimológico Nova Fronteira da Língua Portuguesa, de 1982”. “A palavra, portanto é de origem africana e não possui relação nenhuma com Moqueca, criada a partir do termo indígena, “Moquém”, que se refere, segundo o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, a uma “grelha de varas para assar ou secar a carne ou peixe”.

BOLINHO DE ARROZ DA SERRA - O bolinho de Arroz é uma comida típica e criada exclusivamente na Serra. Por volta de 1920, após uma grande safra de arroz e não tendo o que fazer com o produto que sobrava, as cozinheiras das Fazendas dos Senhores da Serra, geralmente Negras que haviam sido escravas, procuravam inventar pratos especiais que passavam a receber a atenção por partes das tradicionais famílias da Região. O Serrano, mas precisamente a cozinheira Serrana criou o Bolinho de Arroz.

Os bolinhos de Arroz da Serra, segundo o saudoso colunista Marcello Furtado, eram vendidos no Mercado da Avenida Capixaba, onde hoje é o Hotel São José, em Vitória, local em que aportava os barcos e grande era a movimentação da população capixaba. Na Serra os bolinhos eram vendidos em vários locais, geralmente embalados em cinco unidades a preços bem populares. Existem informações de que o bolinho de Arroz da Serra era servido na mesa do Café da Manhã, na Rede de Hotéis Porto do Sol, do Empresário João Dalmácio Castello, em Guarapari e Vitória, segundo informações do ex-Vice Prefeito da Serra, Cilço Ribeiro ao colunista Marcello Furtado.

A Senhora Iracema Borges Loyola, já falecida, foi uma das mais especializadas cozinheiras da Serra, destacando-se pelos bolinhos de arroz que fazia. Morava na Rua Santos Pinto, na Serra Sede. O bolinho atualmente é uma raridade na Serra Sede. Quando encontrado é vendido a 30 centavos cada um. A tradição do Bolinho de Arroz era preservada graças a saudosa Sra. Nira Faria Santos Moraes, esposa do comerciante José Cajuza de Moraes, do antigo Bar do Cajuza, na Praça João Miguel, na Serra Sede, próximo a Casa do Congo. A praça era reduto da Colônia Libanesa, na Serra. O Bar não existe mais e a Sra. Nira infelizmente faleceu.

A Sra. Zenaide Emília Thomes Borges, residente em Eurico Salles, Serra, conhece a receita de um Bolinho de Arroz diferente do existente na Serra Sede, feito com arroz velho, juntando ovos, farinha de trigo e frito. É o bolinho dos apressados, que não deixam o arroz de molho e nem a massa descansar. Trata-se de uma comida diferente, usada em Pau Amarelo, Cariacica e bairros da Grande Vitória, sem o azedinho e o sabor especial do bolinho típico de Arroz da Serra. A Sra. Nira Faria Santos Moraes nasceu em Domingos Martins, interior do Estado e desde os dois anos mudou-se para a Serra onde casou e constituiu família. Sua mãe era a Sra. Arlita Pimentel Faria Santos de quem herdou dotes culinários. Seu pai era Mateus Faria Santos que por vários anos foi goleiro titular do Serra Futebol Clube, entre os anos de 1959 a 1969. A Sra. Nira Faria Santos Moraes, na noite histórica de 05 de Setembro de 2001, quarta feira, pouco antes da derrota por 2 a 1 da equipe de Futebol do Brasil para a Argentina, em Buenos Aires, no Torneio Classificatório para a Copa do Mundo de Futebol em 2002, forneceu a Receita do Bolinho de Arroz da Serra, para Clério José Borges, tendo como testemunhas o saudoso Acadêmico Marcello Furtado e o presidente do Conselho Municipal de Cultura da Serra, Aurélio Carlos Marques de Moura. Segundo consta, a Receita era guardada a sete chaves, sendo segredo de pais para filhos, só agora tornado público.

RECEITA DO BOLINHO DE ARROZ DA SERRA - Receita da saudosa Sra. Nira Faria Santos Moraes. 1 - Lavar o arroz e colocar de molho 8 copos de arroz (2 litros) durante 24 horas 2 - Após, bater bem o arroz no liquidificador e colocar a metade do arroz batido numa panela em fogo baixo e mexer bem até fazer uma goma. 3 - Misturar a goma com o restante do arroz batido com o fogo apagado. Acrescente 3 copos de açúcar e uma colher rasa de chá de sal. Colher de chá é a menor. 4 - Colocar erva doce (Um pacote de 100 gramas) 5 - Na primeira vez, colocar o fermento de pão. (2 Tabletes) 6 - Misture bem a massa e deixe depois descansar mais 24 horas num recipiente grande. A massa tende a crescer. 7 - Após, colocar a massa em forminhas untadas na manteiga, para assar durante cerca de 40 minutos.
Receita para 70 bolinhos em forminhas do tipo usadas para fazer pequenas empadas. Conselho: Quando fizer a primeira massa, guardar uma quantidade da massa para ser usada posteriormente. A massa será para substituir o fermento, dando um azedinho característico do Bolinho de Arroz da Serra. A cópia da presente receita é permitida. Pede-se citar o nome da Autora, Nira Faria Santos Moraes e o livro "História da Serra".

QUINDIM DE NOVA ALMEIDA - Receita do tradicional Quindim de Nova Almeida. Segundo os antigos moradores de Nova Almeida, o Quindim era um doce tradicional da região de Nova Almeida, muito admirado até os dias atuais.
INGREDIENTES: 125 ml de água; 250 g de coco ralado; 500 g de açúcar; 15 gemas Manteiga, açúcar, aroma de baunilha e coco ralado o suficiente 1 - Unte forminhas com farinha e polvilhe com açúcar. Ligue o forno à temperatura de 190 graus Centígrados 2 - Ferva a água e despeje sobre o coco. Junte o açúcar, mexa, adicione as gemas peneiradas e umas gotinhas de baunilha. Envolva bem e deixe a massa descansar por cerca de 30 minutos. 3 - Disponha as forminhas dentro de uma assadeira e enche-a com água até a metade 4 - Leve ao forno durante 35 minutos. Desenforme quando estiverem mornos e polvilhe com coco. Deixe na geladeira até o momento de servir.
SUGESTÃO: Adicione à massa as raspas finas de 1 limão


MOQUECA É CAPIXABA O RESTO É PEIXADA

MOQUECA CAPIXABA - Os Dicionários registram Moqueca com “o”, como sendo um simples ensopado de Peixe. Mas, a Moqueca Capixaba e muito mais que um simples ensopado. Bem feita bem temperada é uma verdadeira maravilha da natureza. Além da Moqueca Capixaba, outra comida tradicional da Serra e do Estado do Espírito Santo é a Torta Capixaba, típica da Semana Santa. A Moqueca Capixaba é especial: Não se coloca leite de coco e nem azeite de Dendê nem se coloca água. Os temperos em bastantes quantidades fornecem a água suficiente para o cozimento.
INGREDIENTES: 2 kg de peixe fresco. (Badejo, Papaterra, Pargo ou Robalo); 4 a 5 maços de coentro; 4 maços de cebolinha verde; 2 cebolas brancas pequenas; Tomate a gosto; 2 limões; Azeite doce; Colorau; Pimenta a gosto.
MODO DE FAZER: Limpe bem o peixe, corte-o em postas e deixe-o em uma vasilha com sal e o suco de um limão. Conserve assim, pelo menos por uma hora. Separa a cabeça para o pirão. Utilizando uma panela de barro grande, coloque: 2 colheres de óleo; 1 colher de azeite doce ( Se preferir pode colocar mais de uma colher). Cebola Verde, Cebola Branca, Coentro. Tudo bem picadinho. Tomates em rodelas; Colorau. Em seguida arrume as postas do peixe e repita a camada de temperos picados. Não coloque água ou sal. Cozinhe em fogo branco. Quando a fervura começar, coloque algumas gotas de limão. Tampe, espere 10 minutos e experimente o sal. PREPARO DO PIRÃO: Depois de cozida a cabeça, acrescente água fervendo e deixe que a carne cozinhe até quase desmanchar. Retire os ossos, experimente o sal e acrescente a farinha, mexendo sempre para não embolar.


CARNAVAL: ESCOLA DE SAMBA ROSAS DE OURO NOS 450 ANOS DA SERRA

Escola de Samba Rosas de Ouro 2007 Escola de Samba Rosas de Ouro 2007 Escola de Samba Rosas de Ouro 2007

No Dia 10/02/2007, em pleno Carnaval Capixaba, Clério José Borges foi homenageado como Historiador pela Escola de Samba Rosas de Ouro, do Município da Serra, Espírito Santo. Clério desfilou como Destaque num Carro alegórico pois o enredo "SERRA 450 ANOS DE FUNDAÇÃO, de autoria da Professora Regina Messa foi baseado na obra do escritor serrano Clério José Borges, o Livro HISTÓRIA DA SERRA. O Samba Enredo foi composto por Adiel Carteiro Poeta e Flávio Manoel, e interpretado por Vinícius Caram. A Escola de Samba do bairro Serra Dourada na época era Presidida por MARCOS CARAN.

Escola de Samba Rosas de Ouro 2007 Escola de Samba Rosas de Ouro 2007 Escola de Samba Rosas de Ouro 2007

ELEIÇÃO DA FAMÍLIA REAL 2012

Com a participação de grande público que lotou as dependências da Churrascaria localizada ao lado do prédio onde funciona o Serviço Pró Cidadão, na Avenida Talma Ribeiro Rodrigues, 5416, em Portal de Jacaraípe, Valquíria Gonçalves, a Kika e Sérgio Francisco Soares foram eleitos no sábado, dia 04 de fevereiro, respectivamente, Rainha e Rei do Carnaval do Município da Serra em 2012, numa promoção da Liga de Blocos Carnavalescos da Serra, com o apoio da Secretaria Municipal de Turismo, Cultura Esporte e Lazer. Como primeira Princesa foi eleita Thiely Cristina S. S. da Silva e segunda Princesa, Juanita Gomes Oliveira. A coroação foi realizada pela Vice Prefeita, Madalena Santana que prestigiou a festa ao lado do Sub Secretário de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer, Ernandes Zanon e da Diretora de Cultura da Prefeitura da Serra, Maria Martha Thomé.

A Comissão Julgadora foi composta das seguintes personalidades sociais, políticas e culturais da Serra. O vice presidente da Escola Tradição Serrana, Carlos Cesar Lindoso; a apresentadora de Televisão Vitória afiliada da Rede Record, Vanessa Endringer; o coreógrafo e ator Marcos Konká; o ex-secretário de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer, Osmar Nascimento; a professora Regina Lessa; a Sra. Rosa Maria Leal Santos, viúva do Carnavalesco Sivaldo Siri; o sociólogo Odmar Péricles; a professora de Dança do Ventre, Vivian Nardoto Pinciara e o Escritor, autor do Livro História da Cidade da Serra e Secretário da Liga de Blocos Carnavalescos da Serra, Clério José Borges.



TRADIÇÃO SERRANA 2012

No dia 09/02/2012, o Município da Serra foi representado no Carnaval Capixaba, no Sambódromo "Walmor Miranda", em Vitória, com o Desfile de duas Escolas de Samba, Rosas de Ouro e Tradição Serrana. Nesta última Escola, Clério José Borges desfilou junto com a galera de Eurico Salles do Bloco Carnavalesco "Cara de Pau". O Desfile foi tão bom que a Tradição Serrana foi a Campeã do Grupo de Acesso superando a Escola de Samba, também da Serra, a Rosas de Ouro.

Tradição Serrana supera a Rosas de Ouro
e volta ao Grupo Especial

Diretores da agremiação Rosas de Ouro, indignados com o resultado, afirmaram que vão abandonar o Carnaval capixaba.

Fonte: Internet - Gazeta online

Terceira escola a pisar no Sambão do Povo na noite da última quinta-feira (09), a Tradição Serrana, voltou ao Grupo Especial nesta terça-feira após a apuração de votos feita pela Lieses no ginásio do Álvares.

O desfile

A escola, que prometia uma grande apresentação, fez um desfile com alguns problemas, mas vibrante, com garra e atrativo. O principal foi a quebra de dois carros alegóricos. O mínimo, exigido de cada escola do Grupo de Acesso é três. A escola só desceu com o abre-alas.

Outro grande problema foi a iluminação. A partir da metade do desfile, os refletores situados sobre os camarotes apagou a partir do varandão até a dispersão. A escola não passou no escuro, mas também não recebeu a iluminação adequada no final do Sambão do Povo. Apesar dos problemas técnicos, os integrantes não entregaram os pontos antes da hora.

A Tradição Serrana a todo instante procurou levantar os integrantes, que correspondiam cantando o samba-enredo. A rainha da bateria, Miriam, 30 anos, veio fantasiada de águia, vestida com um minúsculo biquini branco e prata, a mulata sacudiu o sambão com muita simpatia. O corpo escultural também chamou a atenção do público.

A Comissão de frente, apesar de muito bem coreografada, bem vestida e maquiagem impecável parecia tensa em determinados instantes. Principalmente quando a ornamentação da cabeça de uma das 11 bailarinas caiu. O susto foi grande, mas elas seguiram adiante arrancando aplausos do público.

A Comissão de Frente veio vestida de macacões verdes, cabeça com penas roxas e longos fios dourados que caiam do costeiro dourado. Elas representaram os neurônios. Foi uma alusão a loucura, as viagens e alucinações criativas dos carnavalescos. "Afinal sem eles, o carnaval não teria essa magia que contagia a todos", disse uma das bailarinas

O casal de mestre-sala e porta-bandeira, José Luiz e Franciele Caetano, veio de Campos, no Norte fluminense, especialmente para o desfile da Tradição Serrana. Os dois estavam ricamente vestidos de azul e prata representando a alegria do carnaval. O casal veio ladeado por oito casais representando o baile de máscaras. Na avenida eram os guardiães do mestre-sala e da porta-bandeira.

Fonte: Internet - Gazeta online

Foto 01: Clério José Borges e Zenaide na Ala representando a Escola de Samba Piedade. A Tradição homenageiava as 13 Escolas do Carnaval Capixaba
Foto 02: Clério Borges e o Presidente da Tradição Serrana, Carnavalesco Jasson Gomes da Cunha
Foto 03: Clério; Jasson; Renivaldo o Paulista e Paulo Lemgruber

Fotos de componentes da Escola de Samba Tradição Serrana no Carnaval 2012. Foto 01: Clério, Zenaide, Cleberson e Jeani. Foto 02: Galera do Bloco Cara de Pau. Foto 03: O Presidente da Liga dos Blocos Carnavalescos da Serra, Marcos Caran e o Secretário da referida Liga, Escritor Clério José Borges



OBSERVAÇÃO: Permitimos a livre reprodução do conteúdo e agradecemos a citação da fonte com a inclusão de nosso link, se possível.

Fonte de Pesquisa:
Borges, Clério José - Livro História da Serra, 1a. 2a. e 3a Edição - 1998, 2003 e 2009 - Editora Canela Verde - À Venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89

Borges, Clério José - Livro Dicionário Regional de Gírias e Jargões - 2010 - Editora Canela Verde - À Venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89



LIVRO HISTÓRIA DA SERRA
Melhor Livro em prosa de 1998

O Livro "História da Serra" é eleito o melhor de 98 no gênero prosa. (...) O autor do livro foi comunicado da colocação obtida por seu livro por uma carta enviada no dia 20 de Janeiro, pela Presidente da Sociedade de Cultura Latina do Brasil, entidade com sede nacional em Mogi das Cruzes, São Paulo, a também escritora, Maria Aparecida de Mello Calandra”. Notícia do Jornal "Tempo Novo", de 30 de janeiro de 1999.

“Mogi das Cruzes, 20 de Janeiro de 1999. Excelentíssimo Sr. Clério Borges de Sant'Anna.
Por meio desta vimos parabenizar Vossa Excelência pela expressiva votação popular conquistada na eleição de "Os Melhores de 1998”.
Aproveitamos o ensejo para informar Vossa Excelência que a obra intitulada "História da Serra" foi eleita como um dos melhores livros de 1998, publicado em prosa no Brasil.
A cerimônia oficial de premiação dar-se-á em abril de 1999. Sem mais, despedimo-nos. Professora Maria Aparecida de Mello Calandra, IWA, Presidente da Sociedade de Cultura Latina do Brasil, CGC: 01. 208. 554/0001 - 41 - Mogi das Cruzes - São Paulo”.

"Motivo de Orgulho para a Serra. O Escritor Clério José Borges de Sant'Anna, membro da Academia de Letras e Artes da Serra, presidente do Clube dos Trovadores Capixabas e colaborador da Câmara de Literatura do Conselho Estadual de Cultura - CEC, recebeu um Voto de Louvor de seus companheiros de Conselho, pela honrosa classificação em primeiro lugar, obtida pelo livro "História da Serra", de sua autoria. (...) O livro de Clério concorreu com centenas de outras publicações do gênero, e o reconhecimento como melhor obra veio da Sociedade de Cultura Latina do Brasil, em Janeiro último. O ofício do CEC comunicando o Voto de Louvor foi assinado pela presidente Maria Beatriz Abaurre”. Notícia publicada no Jornal "Tempo Novo", de 29 de maio de 1999, página 7, coluna "Gente e Negócios”.

"Premiado - O livro História da Serra, de autoria do presidente do Clube dos Trovadores Capixabas, Clério Borges, ganhou o primeiro lugar como o melhor livro de 1998, no gênero prosa. (...)" Jornal "A Gazeta", de Vitória, ES, coluna Victor Hugo, de 03 de fevereiro de 1999.

Telegrama: "A Academia de Letras e Artes da Serra parabeniza nobre acadêmico pela premiação melhor livro de 1998, gênero prosa, História da Serra, pela Sociedade de Cultura Latina do Brasil. A premiação faz jus pelo valor cultural do livro, bem como qualifica nobre confrade como grandioso e brilhante escritor. Sandra Regina Bezerra Gomes, Presidente da Academia de Letras e Artes da Serra”.

"Receba meus cumprimentos pelo lançamento do livro História da Serra e pelo sucesso. Parabéns. Adirson Vasconcelos - Escritor de Brasília, da Academia de Letras - Distrito Federal”.

"(...) O seu livro História da Serra, publicado recentemente, teve o destaque de O Melhor Livro em prosa do Ano, prêmio que lhe foi conferido pela Sociedade de Cultura Latina do Brasil. Ao ilustre polígrafo, os parabéns da coluna. Humberto Del Maestro - Coluna Literatura e Arte - Jornal Correio Popular - Cariacica, 12 a 18 de março de 1999”.

"Quero parabenizar em meu nome e em nome dos Conselheiros do Conselho Municipal de Cultura da Serra o Escritor Clério José Borges por sua excelente obra História da Serra, que pela importância que possui foi inclusive adotada nas Escolas Municipais da Serra do nosso Município pela ilustre Secretária Municipal de Educação, professora Márcia Lamas. Parabéns”. Aurélio Carlos Marques de Moura, presidente do Conselho Municipal de Cultura da Serra.

Foto 01: Reprodução do Ofício comunicando que o Livro HISTÓRIA DA SERRA foi escolhido o Melhor Livro do ano de 1998.



SESSÃO SOLENE DA CÂMARA
HOMENAGEIA HISTORIADORES DA SERRA

15/09/2005 - Em solenidade realizada na Sala de Reuniões Flodoaldo Borges Miguel, no Plenário da Câmara Municipal da Serra, os Escritores Clério José Borges de Sant Anna, João Luiz Castello Lopes Ribeiro e Galbo Benedicto do Nascimento foram homenageados com uma PLACA ESPECIAL, DIPLOMA DE HONRA AO MÉRITO, HISTORIADOR SERRANO.
O Dia do Historiador foi uma Lei Municipal aprovada pela Câmara e sancionada pelo Prefeito da Serra, em 2005.
De Autoria do Vereador Joâo de Deus Corrêa, o Dia do Historiador Serrano foi aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal da Serra, sendo a primeira Lei aprovada pela Câmara e sancionada em 2005 pelo Prefeito Municipal, Dr. Audifax Barcellos. A comemoração foi concretizada no dia 15 de Setembro de 2005, ocasião em que foram homenageados os três principais historiadores do Município da Serra, Clério José Borges; João Luiz Castello Lopes Ribeiro e Galbo Benedicto do Nascimento, os três membros fundadores da Academia de Letras e Artes da Serra, Serra, ES
Na foto Clério José Borges, Vereador Tio João e João Luiz Castello em solenidade na Câmara Municipal da Serra, ES, Brasil.

Foto 01: Placa Especial recebida por Clério José Borges, no dia 15 de Setembro de 2005, na Sessão Solene do Dia do Historiador da Serra, presidida pelo Vereador João de Deus Corrêa, o Tio João. A Placa diz: " Diploma de Honra ao Mérito. HISTORIADOR SERRANO. CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT ANNA. A Câmara Municipal da Serra, através do Vereador João de Deus Corrêa - Tio João, confere o TÍTULO DE HONRA AO EMÉRITO HISTORIADOR SERRANO, ESCRITOR CLERIO JOSÉ BORGES DE SANT ANNA, por sua brilhante capacidade de Criação Literária, Emérito Trabalho de Pesquisador da História da Serra. Serra, Estado do Espírito Santo, 15 de Setembro de 2005. Assinado: João de Deus Corrêa - Tio João, Vereador Proponente e Adir Paiva, Presidente".

Foto 02: Belo Horizonte, MG, dia 23 de Agosto de 2011 - Em solenidade presidida pelo Dr. Mário Carabajal, Presidente Nacional Fundador da ALB - Academia de Letras do Brasil e com a coordenação geral da Acadêmica Sílvia de Lourdes Araújo Motta, Escritora, Poeta, Doutora em Filosofia Universal, Cadeira 2 (dois) de Minas Gerais, Presidente “pro tempore” da ACADEMIA DE LETRAS DO BRASIL-ALB de MINAS GERAIS, realizada na sede do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, na Rua Guajajaras 1268, (sobreloja), Belo Horizonte, Minas Gerais, receberam a Medalha do Mérito Cultural AFONSO PENA e foram empossados como Acadêmicos Imortais, seguidores de Platão, os Escritores Capixabas, CLÉRIO JOSÉ BORGES DE SANT ANNA e KÁTIA MARIA BOBBIO LIMA, respectivamente Presidente e Vice Presidente do CTC, Clube dos Poetas Trovadores Capixabas. A solenidade que foi muito bem organizada contou com a Diplomação de mais 38 Acadêmicos Imortais entre as quais a premiadíssima Escritora de Minas Gerais, Zeni de Barros Lana. No evento duas brilhantes apresentações musicais, inclusive a do Coral Luís de Camões, que foi aplaudido de pé por todos os presentes. Na foto Clério e a Medalha Afonso Pena.




Livros de Clério José Borges de Sant Anna, à Venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89



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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BIBLIOGRAFIA

A bibliografia sobre a historiografia do Município da Serra se confunde com a própria historiografia capixaba.

Na Serra poucos são os livros que contam a história do Município. Algumas são obras sem embasamento científico. Sem pesquisa.

O projeto desta obra nasceu em 1991. As pesquisas foram iniciadas em 1993, tendo o autor que conciliar o seu trabalho de Funcionário Público Estadual, com as horas necessárias para a pesquisa. Ao longo de quatro anos dez viagens foram feitas, exclusivamente para pesquisas. Oito ao Rio de Janeiro em visitas a Ilha dos Maracajás, atual Ilha do Governador e na Biblioteca Nacional e Arquivo Nacional. Outras duas viagens foram realizadas ao Estado de São Paulo para que o autor tivesse certeza absoluta de que nunca existiu nenhum padre Lourenço Brás, no Espírito Santo e no Brasil na época da colonização pois existem os que defendem a tese da existência de dois padres: Um Lourenço Brás e outro Braz Lourenço. Todas as viagens custeadas pelo próprio autor, sem qualquer apoio cultural.

Também diversas correspondências foram trocadas com escritores do Rio, São Paulo e Portugal.

Os trabalhos de pesquisa terminaram em julho de 1997, após serem checadas mais de 5 mil informações e lidos mais de 200 livros e publicações sobre a Serra.

Estas indicações bibliográficas são para conhecimento dos leitores. Caso haja alguma dúvida sobre qualquer informação prestada, bastará ao leitor identificar a obra e pesquisar sobre o que consta neste livro.

É assim que se faz a história de um Município. Com informações precisas obtidas em livros antigos e documentos verdadeiros.

Algumas obras citadas, como "Cartas dos Jesuítas", não foram localizadas no Espírito Santo sendo localizadas somente na Biblioteca Nacional e no Arquivo Público Nacional, no Rio de Janeiro.

O autor também obteve algumas informações sobre cartas antigas de Braz Lourenço no Colégio dos Jesuítas "São Luiz", em São Paulo.

FONTES DE PESQUISA

Estas são as fontes em que o autor se baseou para escrever este livro que conta a verdadeira História da Serra:

ACCIOLI DE VASCONCELLOS, Inácio - Memória Estatística da Província do Espírito Santo. Escrita no ano de 1828. Arquivo Público Estadual - Vitória - ES - 1978.

ANCHIETA, José de. S.I. - Cartas, Informações, Fragmentos históricos e Sermões ( 1554-1594 ) - Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1933. 567 páginas ilustradas.

ASSIS, Francisco Eugênio de - Dicionário Geográfico e Histórico do Espírito Santo - Vitória, 1941.

BALESTREIRO, Heribaldo Lopes - O Povoamento do Espírito Santo. Obras Pavonianas. Vitória, 1976.

BORGES, Clério José - O Trovismo Capixaba - Editora Codpoe - Rio de Janeiro, 1990. 80 páginas. Ilustrado.

CABRAL, Luiz Gonzaga, Padre - Jesuítas no Brasil - Companhia Melhoramentos - São Paulo, 1925.

CARDOSO JR., Nourival - "Agora é a vez da Cultura Popular", Folheto colorido elaborado pela Prefeitura Municipal da Serra em 1989

CARVALHO, José Antônio - O Colégio e as Residências dos Jesuítas no Espírito Santo - Expressão e Cultura, Rio de Janeiro, 1982, 302 páginas.

CASTELO, Marinaldo Fraga - Trabalho datilografado reproduzido em cópias. Elaborado em 1973. Cópia xerox na Biblioteca do Centro Comunitário de Parque Residencial Laranjeiras. Centro Educacional Valparaíso - Serra - ES.

CLÁUDIO, Afonso - Insurreição do Queimado - Episódio da história da Província do Espírito Santo. Fund. Ceciliano Abel de Almeida. Vitória, 1979.

DAEMON, Basílio Carvalho - Província do Espírito Santo, Sua Descoberta, História, Cronologia e Sinopse Estatística - Tipografia Espirito-Santense - Vitória, 1897 - 513 páginas.

DINIZ MIGUEL, Ivonne - O Homem da Serra. Escola Tipográfica das Obras Pavonianas. Sem data. 128 páginas.

ELTON, Elmo - Velhos Templos de Vitória e outros Temas Capixabas - Conselho Estadual de Cultura - Vitória - ES, 1987 - 205 páginas; São Benedito, sua devoção no Espírito Santo - DEC - Departamento Estadual de Cultura - Vitória, ES, 1987 - 205 páginas; Anchieta - Versos e dados históricos sobre padre Anchieta - CEC - Vitória, ES, 1984.

FERREIRA, Jurandyr Pires - Enciclopédia dos Municípios Brasileiros. Volume XXII. Rio de Janeiro, 1959.

FREIRE, Mário Aristides - A Capitania do Espírito Santo - 1535/1822. Vitória, 1945.

GONDIM, Eunice Ribeiro - Os Dois Portos Chamados de Martim Afonso: O da enseada de Botafogo e o de São Cristóvão. "Revista Marítima Brasileira"- Rio de Janeiro, Nº 85, janeiro/março. 1966. Ilustrada.

IPANEMA, Cybelle M. - História da Ilha do Governador - Páginas 43 a 55.

LEITE, Serafim, S.I. - História da Companhia de Jesus no Brasil - Lisboa, Livraria Portugália; Rio de Janeiro. Editora Civilização Brasileira, 1938/50. 10 Volumes ilustrados.

LÉRY, Jean de. - Historie d’un Voyage fait em la Terre du Bresil, autrement dite Amerique... - Rochelle, A. Chuppin, 1578. 424 páginas, II.

LESSA, Luís Carlos - Araribóia, o Cobra das Tempestades - Editora Francisco Alves - Rio de Janeiro, RJ.

LIMA, Sônia P./ Silva, M. B. - Seis Mil Nomes para Bebês - Nova Sampa Diretrizes Ltda - São Paulo. 192 páginas.

MARQUES, Cesar Augusto - Dicionário Histórico, Geográfico e Estatístico da Província do Espírito Santo - Typografia Nacional, 1878.

MIRANDA, Naly da Encarnação - Reminiscências da Serra - 1556/1983, Edição do autor, Serra, 1984. 88 páginas; Comentários Históricos da Serra - Edição do autor, Serra, 1990. 78 páginas. Ilustrado.

MONJARDIM, Adelpho Poli - Contos Fantásticos. Rio de Janeiro. Editora Oficina de Letras e Artes - 217 páginas.

MORAES, Cícero - Como Nasceram Cidade no Espírito Santo - 1954.

MORAES, Neida Lúcia - O Espírito Santo era Assim - Rio de Janeiro, 1920.

MONTELLO, Jesse - Coleção de Monografias Municipais - Nova Série nº 271 - Rio de Janeiro - 18 de junho de 1984.

NEVES, Jayme Santos - A Outra História da Companhia de Jesus - Vitória - Fundação Ceciliano Abel de Almeida, 1984. 383 páginas.

NÓBREGA, Manoel, Padre - Diálogo Sobre a Conversão dos Gentios - s/data. Edição antiga reproduzida em cópias com falhas.

NOVAES, Maria Stella de - História do Espírito Santo. Vitória. Fundo Editorial do Espírito Santo - Sem data. 455 páginas; Lendas Capixabas - Vitória - ES. Sem data.

OLIVEIRA, José Teixeira de - História do Estado do Espírito Santo - 2ª Edição - Fundação Cultural do Espírito Santo - 1975.

PACHECO, Renato José Costa / Rosa, Léa Brígida R. de Alvarenga e Neves / Luiz Guilherme Santos Neves. - Espírito Santo minha terra, minha gente - Sedu - Vitória, 1986. 57 páginas.

PENA, Misael - História da Província do Espírito Santo - RJ - 1878.

RESENDE, Wilson Lopes de - A Insurreição de 1849, na Província do Espírito Santo - Editora Itabira - Cachoeiro de Itapemirim - 1949. 17 páginas.

ROCHA, Wilton Simas da - Município da Serra - Trabalho mimeografado e datilografado, reproduzido em cópias. Notícias Cívicas de Geografia e História. Ao estudante Serrano de todos os Tempos. Junho/1981.

ROCHA, Levy - Viajantes Estrangeiros no Espírito Santo. Brasília. Editora de Brasília, 1971; Viagem de D. Pedro II ao Espírito Santo - RJ - 1960.

RIBEIRO, Judith Leão Castello - Presença. Vitória - ES. 1980. 131 páginas.

SÁ, Antônio de - Cartas Jesuíticas II - Cartas Avulsas 1550/1568 - Edição da Biblioteca Nacional ( RJ ).

SAINT-HILAIRE, Auguste de - Viagem ao Espírito Santo e Rio Doce. São Paulo. Editora Itatiaia. 1974.

SANTINI, Maria Luiza Parente - 5.000 nomes para seu Bebê - Nova Sampa Diretriz Editorial - 1993.

TEIXEIRA, Álvaro - Roteiro Cartográfico da baía de Guanabara e cidade do Rio de Janeiro - século XVI e XVII, de Álvaro Teixeira Filho - Rio de Janeiro - Livraria São José - 1975. 151 páginas.

THEVET, André, O.F.M. - La Cosmographie Universelle... Paris, P. L’Huillier, 1575, 2 volumes, ilustrado.

VASCONCELLOS, José Marcelino de - Ensaio sobre a História e Estatística da Província do Espírito Santo. Vitória. 1858.

VASCONCELLOS, Simão de - Crônica da Companhia de Jesus do estado do Brasil. Lisboa. 1865.

VIANA, Manoel - Os Brasilíades - Poema épico Brasileiro - Prefeitura Municipal de Paranaguá - Paraná - 1984. 144 páginas.

VIOTTI, Hélio Abranches, S.I. - Anchieta, o Apóstolo do Brasil na Capitania do Espírito Santo - Edições Loyola - São Paulo - 1966.

PUBLICAÇÕES PESQUISADAS:

1- Relatório final da Comissão Coordenadora do relatório Estadual sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento - ES - ECO 92 - Meio Ambiente e Desenvolvimento no Espírito Santo. Oferta de Deivison Ribeiro.

2- Vitória News - Edição semanal - Número 16, de 4 de dezembro de 1977 - Jornal distribuído gratuitamente editado pelo Jornalista Rubens Manoel Câmara Gomes. Reportagem: "Um Passeio ao Mestre Álvaro" ( Página 4 ) Coleção do autor.

3- SERRA, EM FOCO O DESENVOLVIMENTO - Publicação colorida da Prefeitura Municipal da Serra, na administração do prefeito Adalton Martinelli. Prospecto elaborado como síntese do Plano de Desenvolvimento Industrial do Município da Serra, pela ETPI - Engenharia Tecnologia e Projetos Industriais, em fevereiro de 1991. Oferta do advogado Antônio Sérgio Massad. Coleção do autor.

4- Trabalho Mimeografado da ETPI - Engenharia Tecnologia e Projetos Industriais Ltda. Realizado em 1990/199l.

5- Guia da Ilha do Governador - 2ª Edição de 1950. Oferta da Sra. Glécia Ribeiro Gondim, residente na Ilha do Governador - Rio de Janeiro.

6- ATLAS ESCOLAR DO ESPÍRITO SANTO. Elaborado pela Secretaria de Educação e Cultura no Governo Gerson Camata, em 1986. Textos de Natália Haese Lavagnoli, Gildo Willadino e Neida Lúcia Moraes.

7- Reportagens e Notícias dos seguintes jornais:

A Gazeta, de Vitória - ES. Várias edições.

A Tribuna, de Vitória - ES. Várias edições.

Tempo Novo, de Laranjeiras, Serra, ES. Várias edições.

O Diário, de Vitória-ES. Edição de sexta-feira, 19 de agosto de 1977, nº 5.312.

Trombeta, da Serra - ES. Edição de 1994.

Correio Popular, de Cariacica, ES. Jornal de Cleilton Gomes. Várias Edições.

8- Revista Momento Policial - ano IV - Edição nº 19 - outubro/novembro de 1992. Editada em Porto Alegre - RS. Reportagem sobre a Serra. Coleção do autor.

9- Folheto editado pelo Instituto Jones dos Santos Neves, de Vitória - ES, sobre o título: "Informativo Região Metropolitana". Sem data.

10- Catálogo de Bens Culturais Tombados do Estado do Espírito Santo. Editado por Massao Ohno Editor, para o Conselho Estadual de Cultura do Estado do Espírito Santo. 1991. Coleção do autor.

11- Almanaque de Santo Antônio 1996 - Editora Vozes, Organizado por frei Edrian Josué Pasini, O.F.M. Petrópolis - RJ - Junho de 1995.

PESQUISA ORAL:

O autor agradece as pessoas que através de relato verbais ou epistolar, contribuíram para o aperfeiçoamento desta obra:

Eliane Perez, Chefe da Divisão de Informação Documental da Biblioteca Nacional, em 1993;

Pesquisador da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, Rutonio Sant’Anna;

Marlene, do Centro de Documentação da Biblioteca Central da UFES;

Marta Martinez Pontes e José Roberto Caldas Gama, da Biblioteca Central da UFES;

Padre Arnóbio e Bibliotecária Débora, da Biblioteca do Colégio São Luiz, da Rua Haddock Lobo, na Cerqueira Cesar, São Paulo;

Naly da Encarnação Miranda;

Marcelo Furtado;

Artista Plástico Walter Assis;

Humberto Aires de Moura e Silva ;

Lourência Riani;

Márcia Lamas;

Ronaldo Lourenço Rodrigues; Morador de Manguinhos;

Escritor Áureo Ramos, residente na Ilha do Governador no Rio de Janeiro;

Raimundo Araújo, advogado de Nilópolis - RJ, já falecido;

Escritor Eno Teodoro Wanke;

Gilson Gomes e Sandra Gomes;

João de Deus Corrêa, o Tio João;

Trovadora Sirley Kaszuba, desenhista de Porto Alegre-RS;

Agente de Polícia, Julião Gonçalves Romeiro, desenhista;

Adir Ribeiro;

Valdemir Ribeiro de Azeredo, desenhista;

Maria de Fátima Leandro de Jesus, desenhista; Zedânove Tavares Sucupira;

Cecília Augusta Borges Camata, Delegada de Polícia;

Professora Marisa Barbosa;

Clério de Brito, Professor de História;

Investigador de Polícia, Marcos Barbosa;

Adelson Dadalto;

Geraldo Magela, Ex - Secretário de Turismo e Cultura da Serra;

Professora Déa Barbosa Aguiar;

Clécia Ribeiro Gondim, moradora da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro;

Gercino Cláudio Soares, Delegado de Polícia aposentado;

Luiz Carlos Braga Ribeiro;

Ronaldo Braga Ribeiro;

Emanuel do Espírito Santo Barcellos.

DADOS SOBRE O AUTOR DO LIVRO CLÉRIO JOSÉ BORGES

Clério José Borges de Sant’Anna - Nasceu a 15 de setembro de 1950 em Aribiri, Município de Vila Velha - ES. Reside na Serra, no bairro Eurico Salles, desde 1979.

Obras do autor:

1- Feliz natal - Boas Festas - Trovas - Edição CTC - Clube dos Trovadores Capixabas - 1981.

2- Ano Internacional das Pessoas Deficientes - Trovas - Edição CTC - 1981.

3- O Vampiro Lobisomem de Jacaraípe - Literatura de Cordel - Coleção Folclore Capixaba - Edição CTC - 1983.

4- O Melhor dos Melhores - Poesias - Coletânea - Edições Caravelas - Coleção capixaba - Porto Alegre/ Vitória - 1987.

5- O TROVISMO CAPIXABA - História e documentário - Editora Codpoe do Rio de Janeiro - 1989.

6 - Alvor Poético - Editora Scortecci - São Paulo - 1996.

PARTICIPAÇÃO EM ANTOLOGIAS:

1- Anuário Coletânea da Trova Brasileira - Fernandes Viana - Recife - Pernambuco - 1982.

2- Primavera em Trovas - Arthur F. Batista - São Paulo - 1981.

3- Saudade em Trovas - Arthur Francisco Batista - SP - 1983.

4- Trovadores Brasileiros - Coordenador - Shogun Editora - 1984.

5- Trovadores 86 - Organizada pelo autor com Antônio Soares - Edições caravelas - 1986.

6- Trovadores 87 - Organizada pelo autor com Antônio Soares - Dois volumes. - Edições Caravelas - 1987.

7- Mil Trovas de Amor e Saudade - Edições de Ouro - Organizada por P. de Petrus e Noel Bergamini - 1981. Uma trova do autor é publicada entre Trovas dos melhores trovadores do Brasil.

8- Trovas da Constituinte, organizada por Diniz Félix dos Santos, de Brasília , DF, 1987.

9- Brasil Trovador, organizada por Laís Costa Velho - 1987.

10- Trovas sobre o Mar - Coletânea de Arthur Francisco Batista - Mirante Editorial - São Paulo - 1988 - Página 26.

11- Anais do 1º Encontro Nacional de Trovadores em Petrópolis - RJ . Organizada por Maria de Fátima Brasil - 1989.

12- Trovadores dos Seminários Nacionais da Trova - Antologia organizada pelo autor com Santa Inèze D. da Rocha - Edições Caravelas - Porto Alegre - 1985.

13- Trovadores do VI Seminário Nacional da Trova - cadernos Literários de nº 55/56 - Instituto Cultural Português - P. Alegre- 1986.

14- O Beija Flor na Trova - Antologia de Aves - Organizada por Clodoaldo de Abreu Filho - Companhia Brasileira de Artes Gráficas - 1985 - página 59.

15 - Casos da Vida Trovista - Eno Teodoro Wanke - Edições FEBET - Episódio "Um Júri Simulado", com participação do autor. Páginas 2 a 7.

16- Trovadores Brasileiros da Atualidade. Livro organizado pelo autor com Antônio Soares. Edições Caravelas - P. Alegre - 85.

17- Antologia da Trova Escabrosa - Edições Codpoe - Eno Teodoro Wanke - Rio de Janeiro - 1989 - Participação do autor na página 30.

18- Glosando Trovas, de Gislaine Canales Trindade - Cruz Alta - RS - 1987.

19- Pedaços de Corações - UBT de Bom Jesus do Galho - MG - 1981.

20- Dez Anos de Neotrovismo - Antologia - 1990 - Eno Teodoro Wanke - Páginas 29 a 36.

21- "Curtindo os Netos" - Edições Plaquette - Eno Teodoro Wanke - 1993 - Capítulo 3 - "Com as netas no ES e MG" - Referências ao autor.

22- Revista Ka Huna - nº 18, julho/ dezembro - 1986 - páginas 6 a 9. Editada por Mário Linário Leal, em Brasília - DF.

23- Revista Brasília. Foto na capa da Revista em 1987 - Publicação do Jornalista Reis de Souza.

24- Valores Literários do Brasil - Volume V - Selecionado poema com Medalha de Bronze em mais de mil trabalhos. - 1987 - página 24 - Brasília - DF.

25- Trovas da Latinidade - Organizador Diniz Félix dos Santos - Edições Poietiké - 1987 - Brasília - DF.

26- Autor do Prefácio do Livro "O Máximo em Máximas" - nº 2 - Autor: Rocha Ramos - Emil Editora Ltda - Belo Horizonte - MG - 1991 - Organização póstuma das obras por Zeny de Barros lana. Edição Pós-Mortem.

TROVAS COMO EXEMPLO:

1- Segredos do Bom Trovar, de Maria Thereza Cavalheiro, apresenta Trova do autor como exemplo do gênero cívico - São Paulo - página 19.

2- Introdução à Arte de Fazer Versos ( Trova, Sextilha, Soneto ) - De Adison do Amaral - Brasília - 1993. Exemplo de Trova para Escansão, na parte 49.

SELEÇÃO:

1- Um Soneto do autor com o título "Fazer Trovas" foi selecionado pelo escritor Eno Teodoro Wanke para o livro "Sonetos sobre Trovas".

BIBLIOGRAFIA:

1- Francisco Igreja - Dicionário de Poetas Contemporâneos - Rio de Janeiro - 1988. Verbete do autor. A edição de 1990, também apresenta verbete do os dados do autor.

2- Eno Teodoro Wanke - Várias publicações: "Vila Velha, Capital da Trova", de 1983; "Neotrovismo", de 1985; "Atuação Trovista", de 1985. Biografia e informações sobre o autor.

3- Enciclopédia da Literatura Brasileira - Editada pelo Ministério da Educação - Rio de Janeiro - Oficina Literária Afrânio Coutinho - 1990 - Dois Volumes - O verbete do autor está na página 335 do 1º Volume. Os dois volumes foram ofertados pelo escritor Eno Teodoro Wanke na solenidade de abertura do 10º Seminário Nacional da Trova, em Julho de 1990, no Salão do Palácio Anchieta, sede do Governo do Estado do Espírito Santo.

OBRA ESPECIAL:

"Alvor Poético"- Trovas , haicais, sonetos e poemas livres do autor. João Scortecci Editora - São Paulo - 1996.

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL:

"Escritores e Escritoras do Século 21"- Antologia Literária - Poema premiado "Fogo da Paixão"- página 33 - Litteris Editora - RJ - 1994

"Grandes Poetas...Belas Poesias" - Antologia Poética nº 21, com 68 páginas, do Grupo Cooperarte de Literatura - Edição de Outubro de 1997. Poesias do autor nas páginas 19 e 20.



BIBLIOGRAFIA DO AUTOR

CLÉRIO JOSÉ BORGES. Biografia Resumida

Historiador, Poeta e Trovador Capixaba, o Escritor Clério José Borges de Sant Anna nasceu em 15/09/1950, no bairro de ARIBIRI, Município de Vila Velha, ES. Funcionário Público Estadual Aposentado no Cargo de ESCRIVÃO, trabalhando durante 35 anos, tendo recebido ELOGIOS e Medalhas de Bronze, PRATA e Ouro da Polícia Civil do Espírito Santo. Estudou Direito e Pedagogia na UFES - Universidade Federal do Espírito Santo. Fundou e foi o 1º presidente da Academia de Letras e Artes da Serra, ALEAS. Fundou e preside o Clube dos Poetas Trovadores Capixabas, CTC. Pertence ao Instituto Histórico e Geográfico do ES. Conselheiro durante oito anos do Conselho Estadual de Cultura do Estado do Espírito Santo, tendo exercido as funções de Secretário de Plenário e de Vice Presidente. Conselheiro há 14 anos e atual Vice Presidente do Conselho Municipal de CULTURA da Cidade da Serra, ES. É morador da SERRA, ES, desde 1979 e Cidadão Serrano, titulo conferido pela Câmara Municipal da Serra em 26 de Dezembro de 1994. Senador da Cultura, pela Sociedade de Cultura Latina, SCL. Correspondente da Academia CACHOEIRENSE de Letras, (ES); da Academia PETROPOLITANA de Letras, da Cidade de Petrópolis,(RJ); da Academia Brasileira da Trova e da Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas, ALCEAR e outras Academias e Associações Literárias do Brasil. Autor dos Livros: Trovas Capixabas; Trovadores dos Seminários da Trova; Trovadores Brasileiros da Atualidade; O Trovismo Capixaba; Alvor Poético; O Vampiro Lobisomem de Jacaraípe; História da Serra (3 Edições); Serra em Prosa e Versos/Poetas e Escritores da Serra; Origem Capixaba da Trova; Dicionário Regional de Gírias e Jargões. Organizador, desde 1981 dos Seminários Nacionais da Trova e dos Congressos Brasileiros de Poetas Trovadores. Detentor de Diversos Títulos, DIPLOMAS e homenagens, como por exemplo a MEDALHA CHICO PREGO, recebida em 30/03/2006. Teve atuação como Ator no Filme "QUEIMADO", de João Carlos Christo Coutinho, sobre a Revolta dos Negros Escravos do Distrito do Queimado, na Serra, ES, ocorrida em 1849. Atuou como Ator no FILME "Trovadores do Neotrovismo na Amazônia", da Cineasta Russa Valentina Ivanovna Kupnova. Produz Vídeos amadores para o You Tube onde já atingiu o número superior a Um Mil Vídeos. É Ministro da Palavra, da Comunidade São Paulo, Paróquia São José Operário, desde Dezembro de 2009 e pertence a Pastoral Familiar da referida Comunidade e Paróquia. Envolvido em lutas comunitárias desde 22/04/1979, conforme histórico da AMBES. Confira Registro de Clério como Escritor na BIBLIOTECA NACIONAL. O Livro "História da Serra", 1ª Edição, foi eleito MELHOR LIVRO de 1998, publicado em prosa no Brasil e a cerimônia oficial de premiação foi realizada em abril de 1999, conforme comunicação da Professora e Acadêmica, Maria Aparecida de Mello Calandra, IWA, Presidente da Sociedade de Cultura Latina do Brasil, Mogi das Cruzes - São Paulo. No Dia 10/02/2007, em pleno Carnaval Capixaba, Clério José Borges foi homenageado, no SAMBÃO DO POVO, em Vitória, ES, como Historiador pela Escola de Samba ROSAS DE OURO, do Município da Serra, Espírito Santo. Clério desfilou como Destaque num Carro alegórico pois o enredo "SERRA 450 ANOS DE FUNDAÇÃO, foi baseado no Livro HISTÓRIA DA SERRA, de Clério José Borges. No dia 12 de Setembro de 2009 a convite de Júlio Cesar Batista Nogueira, conhecido como Júlio Autor, o Escritor Clério José Borges participou das filmagens do Vídeo Documentário, NOVA ALMEIDA EM UM OLHAR. No dia 05 de Junho de 2010, no Salão de Festas CENSI, em Itabira, Minas Gerais, Clério José Borges recebeu o título de DESTAQUE DO ANO e TROFÉU CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE.





FONTE DE PESQUISAS

Borges, Clério José - Livro "História da Serra", 1a. 2a. e 3a Edição - 1998, 2003 e 2009 - Editora Canela Verde - À Venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89

Borges, Clério José - Livro "Serra em Prosa & Versos - Poetas e Escritores da Serra", 1a. Edição - 2006 - Editora Canela Verde - Edição comemorativa aos 450 anos de colonização da Serra, ES. À Venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89

Borges, Clério José - Livro "Origem Capixaba da Trova", 1a. Edição - 2007 - Editora CTC - Clube dos Trovadores Capixabas - Coleção Neotrovismo Capixaba. Edição Limitada prestes a esgotar-se.

Borges, Clério José - Livro "Dicionário Regional de Gírias e Jargões", - 2010 - Editora Canela Verde - À Venda na Livraria Doce Saber, Laranjeiras, Serra ES - Tel.: 27 - 32 81 24 89


OBSERVAÇÃO:

Permitimos a livre reprodução do conteúdo histórico constante desta página na INTERNET e de Autoria de Clério José Borges. Agradecemos a citação da fonte com a inclusão de nosso link, se possível.



CONSIDERAÇÕES FINAIS


O Autor Clério José Borges, hoje Funcionário Público Estadual aposentado, encontra-se disponível para realizar PALESTRAS sobre a "História da Serra", "Revolta dos Negros do Queimado" e sobre Poesia e Trovas, mediante agendamento antecipado (Telefone: 27 - 33 28 07 53) e determinadas condições a serem previamente combinadas, como por exemplo:

1 - Não é justo alunos assistirem a Palestra em pé. Certa ocasião Clério José Borges e o Poeta Albércio Nunes Vieira Machado foram realizar uma Palestra em Nova Almeida. A professora reuniu todos no pátio e o alunos, mais de 200, ficaram em pé. Depois vendo que os referidos alunos estavam cansados, mandou todos sentarem no chão. Isto mostra falta de Planejamento e Organização.
2 - É necessário um aparelho de som e um bom microfone e antes do início da Palestra a professora organizadora do evento, explicar o motivo da realização de tal Palestra.
3 - É necessário transporte do Palestrante, do bairro Eurico Salles, Serra, ES, para o local do evento, ou seja, para o local da Palestra.
4 - Conforme o tempo e local, devem ser providenciadas a alimentação (ou lanche) e hospedagem, se for o caso.
5 - Não é cobrado Cachê. Apenas pede-se que sejam comprados antecipadamente VINTE Livros do autor (Valor de cada Livro R$ 15,00 sendo que alguns títulos estão limitados ou esgotados. Na Livraria Doce Saber em Laranjeiras os exemplares custam acima de R$ 20,00). Conforme o evento a compra dos livros poderá ser dispensada.
6 - O Escritor Clério José Borges não canta, não toca instrumentos e nem faz show. Realiza tão somente Palestra de conteúdo histórico e ministra Oficinas de Criação Poética com ênfase na Trova. No Canal do You Tube são encontrados Vídeos de Palestras em Escolas e homilias realizadas em Igrejas por Clério José Borges. Verifique e veja se servirá para o seu evento.
7 - Outros pequenos detalhes a combinar.




CAPA DE ALGUNS LIVROS ESCRITOS POR CLÉRIO JOSÉ BORGES




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